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REALISMO
Enquanto o Neoclassicismo e o Romantismo se
antagonizavam, durante a primeira metade do
século XIX, emergia, na crescente
industrialização das sociedades, o Realismo,
que lentamente começava a dominar o mundo
da arte. Os ideais estéticos desse movimento
perduraram de 1850 a 1900 e manifestaram-se
em todas as modalidades, principalmente na
pintura francesa.
• O Realismo propunha fidelidade incondicional ao
mundo como ele aparecia, sem a interferência de
qualquer intenção subjetiva. O artista não deveria
retocar a natureza, com a intenção de melhorá-la,
pois a beleza da realidade estaria na forma de vê-la
tal qual ela era. O artista realista limitava-se a
representar fatos do mundo moderno e,
particularmente, aqueles que ele próprio vivenciara,
pois, para ele, real era somente o que se pudesse ver
ou tocar. Foram abandonados completamente os
episódios épicos, os deuses e os personagens
históricos e mitológicos. Os temas preferidos eram os
camponeses e os trabalhadores urbanos, além de
cenas do cotidiano das pessoas comuns.
Com este novo olhar, os realistas desenvolveram
contundente poder de crítica, usando seus
pincéis como instrumentos cirúrgicos para
dissecar a realidade. Desnecessário lembrar
que eram artistas muito politizados e severos
críticos de seu tempo. Nascia a pintura social,
que tinha a função de denunciar as injustiças
praticadas contra as classes trabalhadoras e a
miséria em que viviam, contrastando com a
riqueza da burguesia.
Romantismo Realismo
Subjetividade Objetividade
Cenas imaginárias Realidade circundante
Emoção Razão
Verdade individual Verdade universal
Imagens fantasiadas Fatos reais e observáveis
O homem é o centro do mundo O homem é parte do mundo
Culto ao passado Crítica ao presente
Pintura
• Gustave Courbet (1819-1877), considerado o pai do
movimento realista, foi um homem pragmático, que
contestou o convencional e condenou o gosto por
pinturas mitológicas ou históricas. Quando alguém,
um dia, pediu-lhe que pintasse um anjo, respondeu
com veemência: “Se me mostrarem um, eu pinto. Pois
nunca vi anjos”. Courbet reservou os espaços de suas
imensas telas para homenagear os trabalhadores e
as pessoas mais pobres de sua sociedade, em suas
atividades diárias. Por conta desses temas, teve
muitas de suas obras barradas nos salões de arte.
Criou, então, seu próprio espaço para exposições,
num grande barracão, que chamou de “Pavilhão do
Realismo”.
Courbet,
Os cortadores de pedra
Courbet, Mulheres
peneirando trigo
• Honoré-Victorien Daumier (1808-1879), ardente
republicano, profundamente interessa as
desfavorecidas), fazia duras críticas à nobreza por
meio da caricatura. Em 1832, por representar o rei
Louis Philippe numa caricatura, engolindo um saco de
ouro que era extorquido do povo, foi preso e passou
seis meses na cadeia. Aproveitou este tempo para
desenhar os presos que compartilhavam de seu
infortúnio. Mesmo depois desse episódio, continuou
com seus ataques, utilizando suas caricaturas
satíricas contra nobres, políticos e bonapartistas.
Diferente da dos demais pintores, sua paleta era
composta de cores sombrias, com tons terra e alguns
ocres, exatamente com o propósito de retratar a
realidade tal qual como a via: triste e sombria,
povoada de desgraça e miséria.
Vagão de terceira classe (1862).
Daumier denuncia as péssimas
qualidades do transporte
coletivo, onde as pessoas da
classe trabalhadora eram
levadas, sem nenhum conforto,
como animais.
• Jean-François Millet (1814-1875), outro grande
pintor realista francês, migrou do Romantismo
para o Realismo e foi um dos fundadores,
juntamente com Corot, da chamada Escola de
Barbizon, formada por um grupo de pintores
insatisfeitos com o sistema vigente, que
abandonaram Paris e se reuniram em Barbizon.
Influenciados por Constable, dedicaram-se ali à
pintura de paisagens. Millet foi um pouco além.
Incluiu figuras humanas em suas paisagens,
especialmente trabalhadores rurais em suas
atividades diárias. Dedicou-se também a retratar,
com muita dignidade, o homem simples do campo
nas tarefas de arar, semear e colher.
Millet, As respigadoras
de trigo, obra que mostra
o trabalho das mulheres
que colhem as espigas
que sobram da ceifa.
• Édouard Manet (1832-1883) nasceu da rica
burguesia parisiense e adotou temática
diferente da de Courbet, sem pretensões de
denunciar injustiças ou desigualdades sociais.
Sua arte tinha até certo ar aristocrático. Seus
trabalhos inicialmente não foram rejeitados pelo
júri dos salões, pois não se afastaram tanto dos
padrões da pintura clássica; destino diferente
tiveram as obras que romperam com os
cânones vigentes, que geraram polêmica e
escândalos. Sua maneira particular de ver o
mundo e de pintar serviu de inspiração para
muitos pintores impressionistas.
Manet,
Almoço na relva
Manet , Almoço na relva (1863). Esta obra
provocou grande impacto na sociedade
parisiense da época, por representar dois
homens bem vestidos, que se fazem
acompanhar por uma mulher nua, para uma
refeição em um bosque. Além da composição,
apoiada em uma distribuição triangular dos
elementos do quadro, destacam-se as cores e
a intensa luminosidade que repousa sobre a
figura nua da mulher em primeiro plano. Esta
intensa luminosidade, também presente em
outras obras, tornou Manet precursor do
movimento impressionista, embora o próprio
artista tenha rejeitado esse rótulo.
Manet, Olympia
Manet, Olympia (1863), obra que retrata uma
cortesã recebendo flores de um possível
cliente. Para sua exposição ao público
parisiense, em 1865, precisou de policiais
para protegê-la da fúria e indignação dos
conservadores. O quadro retratava a
prostituição, que a sociedade francesa
tentava a todo custo esconder.
Escultura
• Até o surgimento do Realismo e mesmo durante esse
período, a escultura produzia apenas monumentos
públicos de caráter meramente decorativo. François-
Auguste-René Rodin (1840-1917) mudou a função
da escultura. Quando jovem, foi três vezes rejeitado
pela Escola de Belas-Artes de Paris. Tal rejeição foi
benéfica, pois desviou o artista das rígidas fórmulas
do academicismo. Com isso, Rodin desenvolveu estilo
próprio, sempre tendo como tema o modelo vivo.
Após uma viagem à Itália, onde estudou e teve
contato com a obras de Michelangelo e Donatello,
Rodin, inspirado pelos mestres, criou uma de suas
mais importantes obras: A Idade do Bronze.
• Para captar a essência do movimento e do
sentimento interior, dispensou modelos
profissionais e contratou pessoas comuns,
capazes de lhe fornecerem poses
espontâneas. Para Rodin, o movimento do
corpo, a ação da figura humana, era o meio de
expressar sua emoção.
A Idade do
Bronze , Rodin
O Pensador,
Rodin
• O Pensador é uma das mais famosas esculturas de
bronze . Retrata um homem em meditação soberba,
lutando com uma poderosa força interna.
• A escultura está nua porque Rodin queria uma figura
heroica à la Michelangelo para representar o
pensamento assim como a poesia.
• Rodin fez sua primeira versão por volta de 1880. A
primeira estátua (O Pensador) em escala maior foi
terminada em 1902, mas não foi apresentada ao
público até 1904. Tornou-se propriedade da cidade
de Paris graças a uma contribuição organizada pelos
admiradores de Rodin e foi colocada em frente
do Panteão em1906. Em 1922, contudo, foi levada
para o Hotel Biron, transformado no Musée Rodin.
• Outro nome de expressão foi Camille Claudel,
amante e discípula de Rodin. Dona de uma
obra magnífica, nunca conseguiu espaço no
cenário parisiense. Viveu com Rodin um
romance tumultuado; depois, tida como louca,
passou os últimos trinta anos de sua vida em
um manicômio em total isolamento.
ARQUITETURA
• Quando a Revolução Industrial disponibilizou novos
materiais para a construção, os estilos revival que
ainda perduravam durante o século XIX, construindo
templos pseudogregos e romanos, ficaram com os
dias contados. Não eram mais necessários palácios e
templos, mas sim escolas, bibliotecas, hospitais, lojas,
armazéns, fábricas, estações ferroviárias e moradias,
para os operários e também para a burguesia. Os
arquitetos e engenheiros precisaram se adaptar à
nova realidade e às necessidades da sociedade
urbana.
• A indústria oferecia o ferro fundido, que se
popularizou rapidamente durante a segunda
metade do século XIX na construção de edifícios
mais altos, com mais economia e segurança.
Quando apareceu o aço, em 1860, os projetos
tornaram-se ainda mais arrojados. Grandes obras
marcaram esse período, como o Palácio de
Cristal, projetado por Joseph Paxton, e executado
por Fox Henderson, em 1851, no Hyde Park, em
Londres, que foi construído em apenas seis
meses. Tratava-se de um projeto para um
conservatório de proporções gigantescas,
cobrindo 85 quilômetros quadrados, todo
construído em ferro e vidro.
Palácio de Cristal
• Palácio de Cristal, em Londres, em 1854,
depois da exposição, o edifício foi
trasladado para um novo parque numa zona
mais alta, saudável e rica. Nessa época, o
edifício foi ampliado, tendo atraido muitos
visitantes de todos os níveis da sociedade e
permanecendo no novo local até à sua
destruição, por um incêndio, em 1936.
• A obra de Paxton trouxe para o mundo da
construção civil um novo conceito: a pré-
fabricação, tecnologia usada nos dias de
hoje.
• Outro grande feito da engenharia desse
período foi a Torre Eiffel, inaugurada em Paris,
em 1889. Chamada pelos franceses de “a
dama de ferro”, tem 317 m de altura e
consumiu mais de 7.300 toneladas de ferro e
aço.
• A Torre Eiffel foi a maior atração da Feira
Mundial de 1889 e deveria ter sido
desmontada ao final do evento, o que não
ocorreu. Hoje é um dos símbolos da França.
• É o monumento pago mais visitado do
mundo, milhões de pessoas sobem à torre
cada ano. Nomeada em homenagem ao seu
projetista, o engenheiro Gustave Eiffel,
Realismo no Brasil
• No Brasil, o Realismo marcou mais intensamente o
teatro e a literatura, na qual se manifestou na prosa,
enquanto a poesia vivia o Parnasianismo. O romance
foi a expressão mais forte, atuando como instrumento
de denúncia às instituições e de crítica à burguesia.
Alguns escritores antes ligados ao Romantismo
aderiram ao Realismo. Exemplo dessa mudança de
estilo se vê na publicação de Memórias póstumas de
Brás Cubas, de Machado de Assis, que faz uma
análise crítica e contundente da sociedade da época.
Outros nomes de expressão são França Júnior e
Artur de Azevedo, criador de comédias e operetas
como A capital federal e O dote.
• Na pintura, os artistas brasileiros optaram pelo
Realismo burguês, oriundo da França. Em vez
de retratarem a lida dos trabalhadores e das
classes sociais menos favorecidas, mostraram
nas telas o cotidiano da burguesia.
Belmiro de Almeida,
Arrufos, que transpõe
para a tela a discussão
de um casal (1887)
Almeida Júnior, autor de O descanso da
modelo. Este, depois de algum tempo,
aproximou-se das classes populares,
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Realismo

  • 2. Enquanto o Neoclassicismo e o Romantismo se antagonizavam, durante a primeira metade do século XIX, emergia, na crescente industrialização das sociedades, o Realismo, que lentamente começava a dominar o mundo da arte. Os ideais estéticos desse movimento perduraram de 1850 a 1900 e manifestaram-se em todas as modalidades, principalmente na pintura francesa.
  • 3. • O Realismo propunha fidelidade incondicional ao mundo como ele aparecia, sem a interferência de qualquer intenção subjetiva. O artista não deveria retocar a natureza, com a intenção de melhorá-la, pois a beleza da realidade estaria na forma de vê-la tal qual ela era. O artista realista limitava-se a representar fatos do mundo moderno e, particularmente, aqueles que ele próprio vivenciara, pois, para ele, real era somente o que se pudesse ver ou tocar. Foram abandonados completamente os episódios épicos, os deuses e os personagens históricos e mitológicos. Os temas preferidos eram os camponeses e os trabalhadores urbanos, além de cenas do cotidiano das pessoas comuns.
  • 4. Com este novo olhar, os realistas desenvolveram contundente poder de crítica, usando seus pincéis como instrumentos cirúrgicos para dissecar a realidade. Desnecessário lembrar que eram artistas muito politizados e severos críticos de seu tempo. Nascia a pintura social, que tinha a função de denunciar as injustiças praticadas contra as classes trabalhadoras e a miséria em que viviam, contrastando com a riqueza da burguesia.
  • 5. Romantismo Realismo Subjetividade Objetividade Cenas imaginárias Realidade circundante Emoção Razão Verdade individual Verdade universal Imagens fantasiadas Fatos reais e observáveis O homem é o centro do mundo O homem é parte do mundo Culto ao passado Crítica ao presente
  • 6. Pintura • Gustave Courbet (1819-1877), considerado o pai do movimento realista, foi um homem pragmático, que contestou o convencional e condenou o gosto por pinturas mitológicas ou históricas. Quando alguém, um dia, pediu-lhe que pintasse um anjo, respondeu com veemência: “Se me mostrarem um, eu pinto. Pois nunca vi anjos”. Courbet reservou os espaços de suas imensas telas para homenagear os trabalhadores e as pessoas mais pobres de sua sociedade, em suas atividades diárias. Por conta desses temas, teve muitas de suas obras barradas nos salões de arte. Criou, então, seu próprio espaço para exposições, num grande barracão, que chamou de “Pavilhão do Realismo”.
  • 9. • Honoré-Victorien Daumier (1808-1879), ardente republicano, profundamente interessa as desfavorecidas), fazia duras críticas à nobreza por meio da caricatura. Em 1832, por representar o rei Louis Philippe numa caricatura, engolindo um saco de ouro que era extorquido do povo, foi preso e passou seis meses na cadeia. Aproveitou este tempo para desenhar os presos que compartilhavam de seu infortúnio. Mesmo depois desse episódio, continuou com seus ataques, utilizando suas caricaturas satíricas contra nobres, políticos e bonapartistas. Diferente da dos demais pintores, sua paleta era composta de cores sombrias, com tons terra e alguns ocres, exatamente com o propósito de retratar a realidade tal qual como a via: triste e sombria, povoada de desgraça e miséria.
  • 10. Vagão de terceira classe (1862). Daumier denuncia as péssimas qualidades do transporte coletivo, onde as pessoas da classe trabalhadora eram levadas, sem nenhum conforto, como animais.
  • 11. • Jean-François Millet (1814-1875), outro grande pintor realista francês, migrou do Romantismo para o Realismo e foi um dos fundadores, juntamente com Corot, da chamada Escola de Barbizon, formada por um grupo de pintores insatisfeitos com o sistema vigente, que abandonaram Paris e se reuniram em Barbizon. Influenciados por Constable, dedicaram-se ali à pintura de paisagens. Millet foi um pouco além. Incluiu figuras humanas em suas paisagens, especialmente trabalhadores rurais em suas atividades diárias. Dedicou-se também a retratar, com muita dignidade, o homem simples do campo nas tarefas de arar, semear e colher.
  • 12. Millet, As respigadoras de trigo, obra que mostra o trabalho das mulheres que colhem as espigas que sobram da ceifa.
  • 13. • Édouard Manet (1832-1883) nasceu da rica burguesia parisiense e adotou temática diferente da de Courbet, sem pretensões de denunciar injustiças ou desigualdades sociais. Sua arte tinha até certo ar aristocrático. Seus trabalhos inicialmente não foram rejeitados pelo júri dos salões, pois não se afastaram tanto dos padrões da pintura clássica; destino diferente tiveram as obras que romperam com os cânones vigentes, que geraram polêmica e escândalos. Sua maneira particular de ver o mundo e de pintar serviu de inspiração para muitos pintores impressionistas.
  • 15. Manet , Almoço na relva (1863). Esta obra provocou grande impacto na sociedade parisiense da época, por representar dois homens bem vestidos, que se fazem acompanhar por uma mulher nua, para uma refeição em um bosque. Além da composição, apoiada em uma distribuição triangular dos elementos do quadro, destacam-se as cores e a intensa luminosidade que repousa sobre a figura nua da mulher em primeiro plano. Esta intensa luminosidade, também presente em outras obras, tornou Manet precursor do movimento impressionista, embora o próprio artista tenha rejeitado esse rótulo.
  • 17. Manet, Olympia (1863), obra que retrata uma cortesã recebendo flores de um possível cliente. Para sua exposição ao público parisiense, em 1865, precisou de policiais para protegê-la da fúria e indignação dos conservadores. O quadro retratava a prostituição, que a sociedade francesa tentava a todo custo esconder.
  • 18. Escultura • Até o surgimento do Realismo e mesmo durante esse período, a escultura produzia apenas monumentos públicos de caráter meramente decorativo. François- Auguste-René Rodin (1840-1917) mudou a função da escultura. Quando jovem, foi três vezes rejeitado pela Escola de Belas-Artes de Paris. Tal rejeição foi benéfica, pois desviou o artista das rígidas fórmulas do academicismo. Com isso, Rodin desenvolveu estilo próprio, sempre tendo como tema o modelo vivo. Após uma viagem à Itália, onde estudou e teve contato com a obras de Michelangelo e Donatello, Rodin, inspirado pelos mestres, criou uma de suas mais importantes obras: A Idade do Bronze.
  • 19. • Para captar a essência do movimento e do sentimento interior, dispensou modelos profissionais e contratou pessoas comuns, capazes de lhe fornecerem poses espontâneas. Para Rodin, o movimento do corpo, a ação da figura humana, era o meio de expressar sua emoção.
  • 20. A Idade do Bronze , Rodin
  • 22. • O Pensador é uma das mais famosas esculturas de bronze . Retrata um homem em meditação soberba, lutando com uma poderosa força interna. • A escultura está nua porque Rodin queria uma figura heroica à la Michelangelo para representar o pensamento assim como a poesia. • Rodin fez sua primeira versão por volta de 1880. A primeira estátua (O Pensador) em escala maior foi terminada em 1902, mas não foi apresentada ao público até 1904. Tornou-se propriedade da cidade de Paris graças a uma contribuição organizada pelos admiradores de Rodin e foi colocada em frente do Panteão em1906. Em 1922, contudo, foi levada para o Hotel Biron, transformado no Musée Rodin.
  • 23. • Outro nome de expressão foi Camille Claudel, amante e discípula de Rodin. Dona de uma obra magnífica, nunca conseguiu espaço no cenário parisiense. Viveu com Rodin um romance tumultuado; depois, tida como louca, passou os últimos trinta anos de sua vida em um manicômio em total isolamento.
  • 24. ARQUITETURA • Quando a Revolução Industrial disponibilizou novos materiais para a construção, os estilos revival que ainda perduravam durante o século XIX, construindo templos pseudogregos e romanos, ficaram com os dias contados. Não eram mais necessários palácios e templos, mas sim escolas, bibliotecas, hospitais, lojas, armazéns, fábricas, estações ferroviárias e moradias, para os operários e também para a burguesia. Os arquitetos e engenheiros precisaram se adaptar à nova realidade e às necessidades da sociedade urbana.
  • 25. • A indústria oferecia o ferro fundido, que se popularizou rapidamente durante a segunda metade do século XIX na construção de edifícios mais altos, com mais economia e segurança. Quando apareceu o aço, em 1860, os projetos tornaram-se ainda mais arrojados. Grandes obras marcaram esse período, como o Palácio de Cristal, projetado por Joseph Paxton, e executado por Fox Henderson, em 1851, no Hyde Park, em Londres, que foi construído em apenas seis meses. Tratava-se de um projeto para um conservatório de proporções gigantescas, cobrindo 85 quilômetros quadrados, todo construído em ferro e vidro.
  • 27. • Palácio de Cristal, em Londres, em 1854, depois da exposição, o edifício foi trasladado para um novo parque numa zona mais alta, saudável e rica. Nessa época, o edifício foi ampliado, tendo atraido muitos visitantes de todos os níveis da sociedade e permanecendo no novo local até à sua destruição, por um incêndio, em 1936. • A obra de Paxton trouxe para o mundo da construção civil um novo conceito: a pré- fabricação, tecnologia usada nos dias de hoje.
  • 28. • Outro grande feito da engenharia desse período foi a Torre Eiffel, inaugurada em Paris, em 1889. Chamada pelos franceses de “a dama de ferro”, tem 317 m de altura e consumiu mais de 7.300 toneladas de ferro e aço.
  • 29.
  • 30. • A Torre Eiffel foi a maior atração da Feira Mundial de 1889 e deveria ter sido desmontada ao final do evento, o que não ocorreu. Hoje é um dos símbolos da França. • É o monumento pago mais visitado do mundo, milhões de pessoas sobem à torre cada ano. Nomeada em homenagem ao seu projetista, o engenheiro Gustave Eiffel,
  • 31. Realismo no Brasil • No Brasil, o Realismo marcou mais intensamente o teatro e a literatura, na qual se manifestou na prosa, enquanto a poesia vivia o Parnasianismo. O romance foi a expressão mais forte, atuando como instrumento de denúncia às instituições e de crítica à burguesia. Alguns escritores antes ligados ao Romantismo aderiram ao Realismo. Exemplo dessa mudança de estilo se vê na publicação de Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, que faz uma análise crítica e contundente da sociedade da época. Outros nomes de expressão são França Júnior e Artur de Azevedo, criador de comédias e operetas como A capital federal e O dote.
  • 32. • Na pintura, os artistas brasileiros optaram pelo Realismo burguês, oriundo da França. Em vez de retratarem a lida dos trabalhadores e das classes sociais menos favorecidas, mostraram nas telas o cotidiano da burguesia.
  • 33. Belmiro de Almeida, Arrufos, que transpõe para a tela a discussão de um casal (1887)
  • 34. Almeida Júnior, autor de O descanso da modelo. Este, depois de algum tempo, aproximou-se das classes populares,