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Cuidados na higiene,
conforto e eliminação
Enf Rui Carvalho
2014
Carga horária:
50 horas
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Introdução
• Devido a uma crescente preocupação com a qualidade de vida dos
cidadãos surge a necessidade d...
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Higiene corporal
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Objectivos dos cuidados de higiene:
Conforto e relaxamento (por exemplo, sentir-se
fresco e relaxar os mú...
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Melhorar a auto-imagem (por exemplo, remoção
de odores desagradáveis, melhoria da aparência);
Tratar da ...
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Pele
a epiderme não se renova tão facilmente;
 perda da elasticidade da pele;
 atrofia dos capilares da...
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perda de tecido adiposo (“gordura”) que se
deposita nas ancas e ao nível do abdómen;
 aparecimento de ru...
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 diminuição da quantidade de pêlos, excepto na
cara;
 diminuição da espessura e embranquecimento
dos cab...
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Uma pele integra ajuda a prevenir
infecções e outras complicações e promove
a auto-estima.
Considerações ...
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Existem conceitos errados sobre o banho. Por
exemplo, algumas pessoas acreditam que
durante a doença o ba...
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Contudo é muito importante uma higiene diária a
zonas mais sensíveis do corpo por exemplo, a face,
as axi...
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O Banho é uma boa ocasião para se examinar a pele
(presença de lesões, escarras e hematomas), as unhas e
...
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Pele
 Alternar banhos gerais e parciais (face, axilas, região
genital e pés);
 A lavagem deve ser feita ...
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 Passar água em abundância pela pele, sobretudo
ao nível das axilas, região inguinal, infra-mamária,
geni...
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 Evitar a utilização de cremes agressivos e álcool
etílico uma vez que estes produtos secam a pele;
 Evi...
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Genitais
 A lavagem e hidratação das zonas genitais são
intervenções que ajudam a prevenir alterações da
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É necessário utilizar sabão neutro para não alterar o
pH da pele;
Lavar sempre a região genital no senti...
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Pés
Ter o cuidado de lavar os pés diariamente com
água e sabão neutro e depois de secar, aplicar
creme hi...
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 Os idosos tem dificuldade em cortar as unhas
(quer devido à limitação de movimento, quer
devido a défice...
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Os cuidados com o pé diabético
- a circulação e a sensibilidade das pernas são mais
afectadas pelos diabét...
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 Nunca andar descalço, mesmo dentro de casa;
 Usar sapatos de pele confortáveis e bem ajustados,
mas nun...
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evitar sapatos de borracha ou de material sintético
que não deixam respirar os pés;
 evitar os sacos de ...
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lavar os pés em água tépida e sabão suave e depois
enxugando muito bem sem friccionar,
especialmente entr...
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observar os pés diariamente, se vir alguma
ferida, calo, inchaço, inflamação ou alteração
da cor, deve co...
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Dentes e próteses dentárias
 Escovar os dentes depois das refeições e antes de
se deitar;
 Escovar ligei...
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Além de uma boa higiene corporal,
importante para o conforto da pessoa, é
igualmente importante o vestuár...
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Vestuário
Utilizar roupa interior de algodão;
Usar roupa larga, evitando elásticos;
Não usar meias com ...
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 Promover a segurança e prevenir quedas;
Fazer o levantamento das necessidades físicas e
psicológicas;
...
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 Envolver a pessoa em todo o processo do banho e
higiene;
 Individualizar o ensino de acordo com as
nece...
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 Limpar imediatamente a pele das secreções
corporais (urinas e fezes) para prevenir irritações;
 Provide...
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A higiene
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O conforto
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“O sofrimento só é intolerável se
ninguém cuida…”
Dame Cicely Saunders
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A Organização Mundial de Saúde (1990) e a
Associação Nacional de Cuidados Paliativos (1996),
consideram qu...
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Eliminação
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NECESSIDADES DE ELIMINAÇÃO
• Uma parte importante dos cuidados prestados, ao
paciente, centra-se em ajudá-...
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• Antes de se estabelecer qualquer plano de cuidados:
• Deverá ser avaliada a capacidade do paciente em
id...
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A eliminação urinária como uma necessidade
humana básica
• Princípios relativos a eliminação urinária
– O ...
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Considerações Sobre a Eliminação
• Para manter um funcionamento efetivo, o organismo
humano deve livrar-se...
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Considerações Sobre a Eliminação
• A maioria dos resíduos nitrogenados do
metabolismo celular é excretada ...
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FATORES QUE INFLUENCIAM A EXCREÇÃO
URINÁRIA
• Crescimento e Desenvolvimento
• Fatores Psicológicos
• Hábit...
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Anatomia e funcionamento do
aparelho urinário
• O aparelho urinário é o conjunto de
órgãos que se encarreg...
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Eliminação Urinária
• Características da urina
• Composição: água, ureia e electrólitos (Na+ e
Cl-)
• Volu...
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Depende
• - Ingestão de líquidos
- Líquidos perdidos por outras vias
- Febre
- Temperatura ambiente
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Cor: varia entre o amarelo pálido e o âmbar
(normal); em contacto com o ar oxida
• Variações:
- Vermelho v...
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• Aspeto: transparente
- Se turva (presença de bactérias, de esperma
ou líquido prostático)
• Odor: caract...
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PLANEJAMENTO PARA A EXCREÇÃO URINÁRIA
• Fazer o paciente entender o processo normal de
excreção urinária.
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AVALIAÇÃO DA EXCREÇÃO URINÁRIA
• A diurese medida deve ser igual à ingestão de líquidos.
• A bexiga é impa...
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AVALIAÇÃO DA EXCREÇÃO URINÁRIA
• Exame de Urina
– Coleta das Amostras de Urina
– Exames Diagnósticos
– Vis...
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Eliminação Intestinal
• Movimento e evacuação das fezes pela
defecação
• Habitualmente uma vez por dia
• F...
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Fatores que afetam a defecação
normal
• Factores psico-sociais:
• Estado mental
• Experiência ligada ao tr...
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Atividade gastrointestinal
• Reflexo gastrocólico: quando o bolo
alimentar entra no estômago. (é mais
fort...
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Exame da eliminação intestinal
Padrão de eliminação
• Existem inúmeras variações
do normal
• É fundamental...
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Cuidados a ter antes, durante e
após a eliminação
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Colocação e remoção de
arrastadeiras
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Colocação e remoção de
arrastadeiras
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Colocação do urinol
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Dispositivo de apoia a eliminação
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Cuidados na desinfeção
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Cuidar
• Tratar é técnico. “Cuidar, é um ato de humanidade,
que em contexto de saúde, inclui o tratamento....
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Conceito de Saúde
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sociais e económicas dos estados de saú...
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Cuidados de higiene e eliminação 2

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Cuidados de higiene e eliminação 2

  1. 1. 1 www.regibio.com Cuidados na higiene, conforto e eliminação Enf Rui Carvalho 2014 Carga horária: 50 horas
  2. 2. www.regibio.com Introdução • Devido a uma crescente preocupação com a qualidade de vida dos cidadãos surge a necessidade de criação de estruturas de apoio à família. • Neste contexto revela-se fundamental a formação específica que permita aumentar as competências nesta área (apoio à comunidade). • Neste contexto o agente em geriatria assume um papel essencial na prestação de cuidados humanos básicos, necessários para garantir a continuidade e qualidade de vida de todos aqueles que necessitam dos seus serviços. Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  3. 3. www.regibio.com Higiene corporal Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  4. 4. www.regibio.com Objectivos dos cuidados de higiene: Conforto e relaxamento (por exemplo, sentir-se fresco e relaxar os músculos tensos); Estimular a circulação (por exemplo, massagem); Limpeza (por exemplo, remoção de tecido necrosado, microorganismos e secreções); Cuidados de Higiene e conforto Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  5. 5. www.regibio.com Melhorar a auto-imagem (por exemplo, remoção de odores desagradáveis, melhoria da aparência); Tratar da pele (por exemplo, limpando, estimulando a circulação e hidratando); Proporcionar conforto físico e psicológico. Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  6. 6. www.regibio.com Pele a epiderme não se renova tão facilmente;  perda da elasticidade da pele;  atrofia dos capilares da pele (consequente diminuição do aporte sanguíneo, sobretudo nas extremidades); Alterações da pele e tegumentos nos idosos Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  7. 7. www.regibio.com perda de tecido adiposo (“gordura”) que se deposita nas ancas e ao nível do abdómen;  aparecimento de rugas;  aparecimento de manchas;  diminuição da actividade das glândulas sebáceas, com perda da oleosidade natural da pele. Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  8. 8. www.regibio.com  diminuição da quantidade de pêlos, excepto na cara;  diminuição da espessura e embranquecimento dos cabelos;  diminuição do crescimento das unhas e espessamento por diminuição da circulação periférica. Tegumentos (pêlos, unhas e cabelo) Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  9. 9. www.regibio.com Uma pele integra ajuda a prevenir infecções e outras complicações e promove a auto-estima. Considerações Gerais Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  10. 10. www.regibio.com Existem conceitos errados sobre o banho. Por exemplo, algumas pessoas acreditam que durante a doença o banho é prejudicial ou que, os arrepios durante o banho provocam constipações. O banho geral deve ser realizado pelo menos uma vez por semana, incluindo o cabelo. Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  11. 11. www.regibio.com Contudo é muito importante uma higiene diária a zonas mais sensíveis do corpo por exemplo, a face, as axilas, os genitais e os pés, uma vez que são áreas que transpiram facilmente ficando irritadas, levando à ocorrência de infecções. Todas as pessoas devem participar em todas as etapas do banho. Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  12. 12. www.regibio.com O Banho é uma boa ocasião para se examinar a pele (presença de lesões, escarras e hematomas), as unhas e cabelos. Cada pessoa tem a sua privacidade, que deve ser sempre mantida e respeitada. Além das falsas ideias acerca dos cuidados de higiene pessoal dificultar a higiene no idoso, também o estado físico de cada um (destreza, coordenação, força muscular, equilíbrio) faz com que a higiene se torne mais difícil. Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  13. 13. www.regibio.com Pele  Alternar banhos gerais e parciais (face, axilas, região genital e pés);  A lavagem deve ser feita das zonais mais limpas para as zonas mais sujas (face, pescoço, membros superiores, tórax, abdómen, membros inferiores, genitais e ânus); Cuidados de Higiene Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  14. 14. www.regibio.com  Passar água em abundância pela pele, sobretudo ao nível das axilas, região inguinal, infra-mamária, genital e entre os dedos dos pés);  Secar bem estas zonas evitando a fricção;  Utilizar um hidratante depois do banho, ajudando a reduzir a secura da pele; Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  15. 15. www.regibio.com  Evitar a utilização de cremes agressivos e álcool etílico uma vez que estes produtos secam a pele;  Evitar utilizar pó-de-talco, dado que, ao absorver a humidade natural seca a pele;  Uma lavagem cuidadosa constitui o melhor método de eliminação dos cheiros e riscos de infecção. Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  16. 16. www.regibio.com Genitais  A lavagem e hidratação das zonas genitais são intervenções que ajudam a prevenir alterações da integridade da pele;  As fezes e a urina tornam a pele húmida e aceleram a proliferação bacteriana, levando à ocorrência de infecções; Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  17. 17. www.regibio.com É necessário utilizar sabão neutro para não alterar o pH da pele; Lavar sempre a região genital no sentido anterior para posterior; Depois da higiene aplica-se um creme protector para impedir a irritação; Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  18. 18. www.regibio.com Pés Ter o cuidado de lavar os pés diariamente com água e sabão neutro e depois de secar, aplicar creme hidratante; Mudar diariamente de meias ou com maior frequência se necessário; Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  19. 19. www.regibio.com  Os idosos tem dificuldade em cortar as unhas (quer devido à limitação de movimento, quer devido a défices visuais) pelo que devem ser ajudados nesta tarefa. Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  20. 20. www.regibio.com Os cuidados com o pé diabético - a circulação e a sensibilidade das pernas são mais afectadas pelos diabéticos, que pode ainda causar dificuldade de cicatrização de feridas; - o diabético deve dar máxima atenção aos pés, cuidando da higiene e escolhendo bem o calçado. Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  21. 21. www.regibio.com  Nunca andar descalço, mesmo dentro de casa;  Usar sapatos de pele confortáveis e bem ajustados, mas nunca a apertar ao pé para não magoar;  Antes de calçar os sapatos, verifique se há algum objecto no interior, defeito ou prego saliente; Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  22. 22. www.regibio.com evitar sapatos de borracha ou de material sintético que não deixam respirar os pés;  evitar os sacos de água quente na cama e se aproxime de aquecedores. Pois pode queimar os pés sem o sentir; Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  23. 23. www.regibio.com lavar os pés em água tépida e sabão suave e depois enxugando muito bem sem friccionar, especialmente entre os dedos; usar meias de algodão, ou de lã; cortar as unhas direitas e não rentes; Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  24. 24. www.regibio.com observar os pés diariamente, se vir alguma ferida, calo, inchaço, inflamação ou alteração da cor, deve contactar o médico; se não conseguir observar o pé sozinho peça ajuda. Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  25. 25. www.regibio.com Dentes e próteses dentárias  Escovar os dentes depois das refeições e antes de se deitar;  Escovar ligeiramente a língua e mucosa oral;  Examinar a boca a fim de detectar lesões;  Escovar regularmente as próteses. Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  26. 26. www.regibio.com Além de uma boa higiene corporal, importante para o conforto da pessoa, é igualmente importante o vestuário que esta utiliza e as condições em que o mesmo se encontra. Assim devem-se ter algumas considerações quanto ao vestuário. Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  27. 27. www.regibio.com Vestuário Utilizar roupa interior de algodão; Usar roupa larga, evitando elásticos; Não usar meias com ligas muito justas; Mudar frequentemente a roupa interior; Evitar calçado derrapante. Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  28. 28. www.regibio.com  Promover a segurança e prevenir quedas; Fazer o levantamento das necessidades físicas e psicológicas; Determinar as capacidades para o auto-cuidado, conhecendo as limitações à actividade e encorajando a auto-ajuda se não for contra-indicada; Normas úteis a todos os banhos Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  29. 29. www.regibio.com  Envolver a pessoa em todo o processo do banho e higiene;  Individualizar o ensino de acordo com as necessidades de cada pessoa;  Promover banhos frequentes para as pessoas incontinentes; Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  30. 30. www.regibio.com  Limpar imediatamente a pele das secreções corporais (urinas e fezes) para prevenir irritações;  Providenciar ambiente adequado e privacidade durante o banho. Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  31. 31. www.regibio.com A higiene Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  32. 32. www.regibio.com O conforto Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  33. 33. www.regibio.com “O sofrimento só é intolerável se ninguém cuida…” Dame Cicely Saunders Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  34. 34. www.regibio.com A Organização Mundial de Saúde (1990) e a Associação Nacional de Cuidados Paliativos (1996), consideram que: “cuidados paliativos são cuidados globais e activos prestados aos doentes cuja doença não responde ao tratamento curativo, com o objectivo de obter a melhor qualidade de vida possível até que a morte ocorra, controlando a dor e outros sintomas, integrando aspectos psicológicos, sociais e espirituais nesses cuidados; é também fundamental a atenção aos problemas da família durante a doença e após a morte do doente.” Conforto Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  35. 35. www.regibio.com Eliminação Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  36. 36. www.regibio.com NECESSIDADES DE ELIMINAÇÃO • Uma parte importante dos cuidados prestados, ao paciente, centra-se em ajudá-lo a superar as dificuldades de eliminação de fezes e urina • Consiste em ensinar, supervisionar, ajudar ou realizar procedimentos • Sempre que possível tornar o paciente autônomo, dando-se especial importância à higiene e ao conforto Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  37. 37. www.regibio.com • Antes de se estabelecer qualquer plano de cuidados: • Deverá ser avaliada a capacidade do paciente em identificar a localização do WC, chegar até ele, tirar a roupa, sentar-se no vaso sanitário, alcançar e utilizar os utensílios de higiene, levantar-se, voltar e vestir- se e lavar as mãos. Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  38. 38. www.regibio.com A eliminação urinária como uma necessidade humana básica • Princípios relativos a eliminação urinária – O adulto mediano elimina 1.000 a 1.500 ml de urina em 24 horas. – A relação anatômica íntima do trato urinário e o trato genital, torna o funcionamento urinário um tópico sensível para a maioria das pessoas. – A localização do meato urinário em íntima proximidade do ânus e órgãos genitais externos, faz o trato urinário vulnerável à infecção oriundas destas fontes. Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  39. 39. www.regibio.com Considerações Sobre a Eliminação • Para manter um funcionamento efetivo, o organismo humano deve livrar-se de substâncias indesejadas (dejetos). • Ele dispõe de quatro mecanismos de eliminação dos produtos residuais: trato urinário (urina), trato gastrintestinal (fezes), através da pele (como perspiração) e através do trato respiratório (ar expirado). • Cada mecanismo tem sua função específica na depuração dos resíduos resultantes do processamento dos nutrientes e sua subseqüente utilização nas células. Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  40. 40. www.regibio.com Considerações Sobre a Eliminação • A maioria dos resíduos nitrogenados do metabolismo celular é excretada na urina. • O sistema urinário desempenha um papel importante na manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico. • O controle da micção representa para as pessoas um ato independente, que é aprendido na infância, e a perda desta independência, significa uma ameaça ao bem estar social e emocional, pondo em risco os sentimentos de auto-estima. Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  41. 41. www.regibio.com FATORES QUE INFLUENCIAM A EXCREÇÃO URINÁRIA • Crescimento e Desenvolvimento • Fatores Psicológicos • Hábitos Pessoais • Tono Muscular • Ingestão de Líquidos • Condições Patológicas • Intervenções Cirúrgicas • Ação de Medicamentos • Exames com Finalidade Diagnóstica Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  42. 42. www.regibio.com Anatomia e funcionamento do aparelho urinário • O aparelho urinário é o conjunto de órgãos que se encarrega da formação e excreção de urina. É composto pelos rins(3), os ureteres(4), a bexiga(5) e a uretra(6). Através da urina, são eliminados os produtos que resultam do metabolismo e as substâncias tóxicas que circulam no sangue. A urina é armazenada na bexiga, que tem uma capacidade de 250 a 550 ml, fazendo-se a sua evacuação através do esfíncter uretral. O controle da micção é voluntário e consciente, e a eliminação produz-se quando a uretra se abre e a bexiga se contrai. Esta ação coordenada depende do sistema nervoso. Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  43. 43. www.regibio.com Eliminação Urinária • Características da urina • Composição: água, ureia e electrólitos (Na+ e Cl-) • Volume: 50-80 ml/h => 1000-2000 ml/24h Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  44. 44. www.regibio.com Depende • - Ingestão de líquidos - Líquidos perdidos por outras vias - Febre - Temperatura ambiente - Idade - Ingestão de proteínas - Terapêutica com diuréticos Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  45. 45. www.regibio.com Cor: varia entre o amarelo pálido e o âmbar (normal); em contacto com o ar oxida • Variações: - Vermelho vivo - Vermelho escuro - Amarelo escuro - Amarelo vivo - Esbranquiçada opaca Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  46. 46. www.regibio.com • Aspeto: transparente - Se turva (presença de bactérias, de esperma ou líquido prostático) • Odor: característico - Amoniacal (ação bacteriana) - Adocicado (corpos cetónicos) • Densidade: entre 1003-1030; mede a concentração de solutos dissolvidos na urina • pH: entre 4.5-7.5; determina a concentração de hidrogénios na urina. Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  47. 47. www.regibio.com PLANEJAMENTO PARA A EXCREÇÃO URINÁRIA • Fazer o paciente entender o processo normal de excreção urinária. • Estimular a micção normal, com esvaziamento completo da bexiga. • Prevenir infecções. • Manter a integridade da pele. • Promover o maior conforto possível para o paciente. • Promover o funcionamento normal da bexiga. Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  48. 48. www.regibio.com AVALIAÇÃO DA EXCREÇÃO URINÁRIA • A diurese medida deve ser igual à ingestão de líquidos. • A bexiga é impalpável após a micção. • A urocultura não deve revelar o crescimento de bactérias. • O paciente não deve tem queixas de disúria, sensação de prurido ou de queimação no meato uretral, urgência miccional ou freqüência anormal. • Observe se a urina é transparente. • A inspeção do períneo não revela sinais de inflamação ou se escoriação. • O paciente nega desconforto devido à colocação de cateter. Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  49. 49. www.regibio.com AVALIAÇÃO DA EXCREÇÃO URINÁRIA • Exame de Urina – Coleta das Amostras de Urina – Exames Diagnósticos – Visualização Indireta – Visualização Direta • Resultados Normais do Exame de Urina – pH (4,6 a 8.0) – Albumina (ausente) – Glicose (ausente) – Corpos Cetônicos (ausentes) – Densidade Específica (1.010 a 1.025) Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  50. 50. www.regibio.com Eliminação Intestinal • Movimento e evacuação das fezes pela defecação • Habitualmente uma vez por dia • Fezes moles e moldadas • Pode ser influenciada por fatores físicos e/ou psicológicos. Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  51. 51. www.regibio.com Fatores que afetam a defecação normal • Factores psico-sociais: • Estado mental • Experiência ligada ao treino intestinal • Hábitos culturais • Privacidade • Hábitos pessoais • Sedentarismo • Factores fisiológicos: • Ingestão de alimentos • Tónus muscular • Medicamentos • Procedimentos cirúrgicos • Exames de diagnóstico • Idade • Distúrbios motores / sensoriais • Patologia intestinal Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  52. 52. www.regibio.com Atividade gastrointestinal • Reflexo gastrocólico: quando o bolo alimentar entra no estômago. (é mais forte quando a pessoa come após um período de jejum). • Peristaltismo: movimenta o que sobrou dos nutrientes através do cólon e sigmóide na direcção do ânus. • Reflexo da defecação: tem início quando a massa fecal ou os gases se movem da sigmoideia para o recto. Os esfíncteres anais relaxam. Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  53. 53. www.regibio.com Exame da eliminação intestinal Padrão de eliminação • Existem inúmeras variações do normal • É fundamental determinar o que é peculiar a cada doente (frequência, esforço para expelir as fezes, recursos utilizados para a eliminação) Características das fezes • Cor • Odor • Consistência • Formato • Existência de componentes incomuns Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  54. 54. www.regibio.com Cuidados a ter antes, durante e após a eliminação Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  55. 55. www.regibio.com Colocação e remoção de arrastadeiras Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  56. 56. www.regibio.com Colocação e remoção de arrastadeiras Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  57. 57. www.regibio.com Colocação do urinol Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  58. 58. www.regibio.com Dispositivo de apoia a eliminação Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  59. 59. www.regibio.com Dispositivo de apoia a eliminação Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  60. 60. www.regibio.com Dispositivo de apoia a eliminação Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  61. 61. www.regibio.com Dispositivo de apoia a eliminação Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  62. 62. www.regibio.com Cuidados na desinfeção Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  63. 63. www.regibio.com Cuidar • Tratar é técnico. “Cuidar, é um ato de humanidade, que em contexto de saúde, inclui o tratamento. Cuidar é olhar o outro como alguém igual a nós e não como um moribundo que nos faz perder tempo útil para tratar dos outros doentes ou para preencher mais algum papel. Cuidar é quando o nosso olhar repousa no olhar do outro, quando a nossa mão encontra a mão do outro, quando o nosso sorriso abre um sorriso do outro”. (Raposo, João. P. 95, 2003) Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574
  64. 64. www.regibio.com Conceito de Saúde • O conceito de saúde possui implicações legais, sociais e económicas dos estados de saúde e doença. • Sem dúvida, a definição mais difundida é a da Organização Mundial da Saúde: “saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença”. Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574

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