BANCO DO BRASIL
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ATUALIDADES DO S.F.N
Prof: Edgar Abreu e Cássio Albernaz
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A CASA DO CONCURSEIRO
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SUMÁRIO
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  1. 1. BANCO DO BRASIL 2013 ATUALIDADES DO S.F.N Prof: Edgar Abreu e Cássio Albernaz http://acasadoconcurseiro.com.br/
  2. 2. A CASA DO CONCURSEIRO Estude com o curso que mais aprovou primeiros colocados nos últimos concursos.  TRE – RJ (2012): Primeiro colocado do estado  TRE – PR (2012): Primeiro Colocado do estado  INSS (2012): Primeiro Colocado (Gravataí) CEF 2012: Primeiro colocado nas Microrregiões abaixo 1. São Paulo – SP; 2. Porto Alegre – RS; 3. Cruzeiro do Sul – AC; 4. Aracaju – SE; 5. Cascavel – PR; 6. Patos – PB; 7. Osasco - SP; 8. Uruaçu – GO; 9. Jundiaí; Bacabal – MA; 10. Ji-Paraná – RO; 11. Vitória - ES ; 12. Santarém – PA; 13. Teresina – PI; 14. Uruguaiana – RS; 15. Itumbiara – GO; 16. Maringá – PR; 17. Santo Antonio de Jesus – BA; 18. Caxias do Sul –RS; 19. Santo Ângelo – RS; 20. Picos – PI; 21. Castanhal PA Último concurso do Banco do Brasil: Primeiro colocado nas Microrregiões abaixo 1. Santo Amaro – SP; 2. Varginha – BA; 3. Bonito – MS; 4. Juiz de Fora – MG (PNE); 5. Irecê – Vitória da Conquista - BA; 6. Jundiaí – SP 7. São Paulo - SP; 8. Jequié – BA; 9. Anápolis – GO ; 10. Sete Lagoas – MS; 11. Pouso Alegre – MG; 12. Lins – SP; 13. Paraíso do Tocantins – TO 14. Rio de Janeiro – RJ; 15. Cabo Frio – RJ; 16. Pelotas – RS; 17. Novo Hamburgo – RS; 18. Rio Branco – AC (2013) 19. Epitaciolândia – AC (2013) 20. Sobral – CE (2013) 21. Aracaju – SE (2013) 22. Cacoal – RO (2013) 23. Porto Velho – RO (2013) 24. Videira – SC (2013) 25. Natal – RN (2013)
  3. 3. Atualidades do Mercado Financeiro - Banco do Brasil Prof. Cássio Albernaz Página 1 SUMÁRIO 1. NOÇÕES GERAIS DE ATUALIDADES DE ECONOMIA – PROF. CÁSSIO ALBERNAZ.................................................................. 3 1. INTRODUÇÃO – O QUE É UMA PROVA DE ATUALIDADES?.................................................................................................................... 3 2. ECONOMIA MUNDIAL .................................................................................................................................................................. 4 3. PERSPECTIVAS PARA A ECONOMIA MUNDIAL MELHORAM EM 2013 .................................................................................................... 11 4. PERSPECTIVAS DA ECONOMIA CHINESA.......................................................................................................................................... 13 5. SUCESSO DOS BRICS GEROU PROLIFERAÇÃO DE ACRÔNIMOS ECONÔMICOS ........................................................................................... 15 6. CRISE FINANCEIRA AMERICANA .................................................................................................................................................... 17 7. OBAMA TOMA POSSE E BUSCA ACORDO CONTRA CRISE FISCAL............................................................................................................ 19 8. EUA APROVAM PROJETO CONTRA "ABISMO FISCAL" E BOLSAS SOBEM.................................................................................................. 21 9. CRISE FINANCEIRA EUROPÉIA....................................................................................................................................................... 23 10. O QUE A GRÉCIA SIGNIFICA..................................................................................................................................................... 25 11. G-20: POSIÇÃO DA GRÉCIA NO CENÁRIO DE CRISE EXPÕE DIVISÃO E VULNERABILIDADE DA UNIÃO EUROPEIA.......................................... 27 12. PRESIDENTE DE CHIPRE ANUNCIA PACOTE PARA REATIVAR A ECONOMIA .......................................................................................... 28 13. CHIPRE: FILA NOS BANCOS...................................................................................................................................................... 29 14. CASO DO CHIPRE NÃO É MODELO PARA OUTROS RESGATES, DIZ BCE .............................................................................................. 30 15. BLOCOS ECONÔMICOS........................................................................................................................................................... 30 16. A VENEZUELA E O MERCOSUL................................................................................................................................................. 32 17. O QUE A CRISE DA UNIÃO EUROPEIA ENSINA AO MERCOSUL? ....................................................................................................... 33 18. TENDÊNCIAS DA ECONOMIA BRASILEIRA .................................................................................................................................... 39 19. IPI CONGELADO RENDE ECONOMIA DE ATÉ R$ 2,4 MIL ................................................................................................................ 40 20. INDÚSTRIA ATRASADA, ECONOMIA ENIGMÁTICA ......................................................................................................................... 41 21. NÃO HÁ DESINFLAÇÃO GRÁTIS................................................................................................................................................. 44 22. INFLAÇÃO EM ALTA, CRESCIMENTO PÍFIO ................................................................................................................................... 45 23. BRASIL TEM A 6ª MAIOR ECONOMIA......................................................................................................................................... 48 24. MESMO 6ª ECONOMIA, BRASIL CONTINUA POBRE, DIZ ECONOMISTA DA UNCTAD ............................................................................. 49 25. DESACELERAÇÃO DA ECONOMIA FOI MAIOR DO QUE A ESPERADA, MAS AJUDOU BANCO CENTRAL A REDUZIR SELIC.................................. 51 26. INADIMPLÊNCIA JÁ PRESSIONA TAXAS........................................................................................................................................ 52 27. INFLAÇÃO É MAIOR PARA QUEM GANHA ATÉ 2,5 SALÁRIOS ........................................................................................................... 53 28. BB E CAIXA DERRUBAM JUROS PARA ESTIMULAR A ECONOMIA....................................................................................................... 55 29. OCDE INDICA QUE BRASIL VAI CRESCER ABAIXO DA TENDÊNCIA ..................................................................................................... 57 30. A CRISE EUROPEIA E O PIBINHO DO BRASIL ................................................................................................................................ 57 31. ECONOMIA: EM MARCHA LENTA, BRASIL PERDE POSTO DE SEXTA ECONOMIA MUNDIAL...................................................................... 60 32. BRASIL E UE TENTAM ACELERAR INVESTIMENTOS........................................................................................................................ 62 33. O FIM DA ERA LULA NA ECONOMIA .......................................................................................................................................... 63 34. PARA BRASIL CRESCER, DILMA ACENA COM POLÍTICA 'PROATIVA' ................................................................................................... 65 2. NOÇÕES GERAIS DE ATUALIDADES DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL – PROF. EDGAR ABREU. .................................. 67 35. BANCOS TÊM DE OFERECER SERVIÇOS GRATUITOS; CONHEÇA ESTE E OUTROS DIREITOS ....................................................................... 67 36. GOVERNO TORNA PERMANENTE INSTRUMENTO DE CAPTAÇÃO DE BANCOS MENORES......................................................................... 68 37. BC E FGC VIRAM RÉUS EM AÇÕES CONTRA O CRUZEIRO DO SUL.................................................................................................... 69 38. LEONARDO GOMES PEREIRA É NOMEADO PRESIDENTE DA CVM.................................................................................................... 71 39. BC CRIA FUNDO PARA GARANTIR DEPÓSITOS EM COOPERATIVAS DE CRÉDITO.................................................................................... 71 40. BANCO PÚBLICO AINDA VAI LIDERAR CRÉDITO EM 2013............................................................................................................... 72 41. BB TEM LUCRO LÍQUIDO RECORDE NOMINAL DE R$ 12,2 BILHÕES EM 2012.................................................................................... 74 42. O PAPEL DOS BANCOS COMUNITÁRIOS NO PROGRAMA FEDERAL CRESCER ........................................................................................ 79 43. ASCENSÃO E QUEDA NA BRASILPREV ........................................................................................................................................ 80 44. BANCO DO BRASIL PREVÊ INSTALAÇÃO DE ESCRITÓRIO NA RÚSSIA .................................................................................................. 82
  4. 4. Atualidades do S.F.N Banco do Brasil 2013 Página 2 Prof. Cássio Albernaz e Prof. Edgar Abreu 45. JUROS MAIS BAIXOS, LUCROS MAIS ALTOS.................................................................................................................................. 83 46. ESTUDO REVELA QUE USUÁRIOS DE BANCO BUSCAM SIMPATIA E ATENDIMENTO................................................................................ 85 47. COPOM: ESPECIALISTAS APONTAM QUE OS JUROS PODERÃO SER MANTIDOS ATÉ O FIM DO ANO........................................................... 85 48. CAOA BUSCA NOVO PRAZO PARA COMPRAR O BANCO BVA .......................................................................................................... 87 49. MOODY’S REBAIXA NOTAS DE BNDES, BNDESPAR E CAIXA ....................................................................................................... 87 50. A CORRIDA PELA CREDICARD................................................................................................................................................... 88 51. OFERTA SECUNDÁRIA DA BB SEGURIDADE PODE CAPTAR ATÉ R$ 12,15 BILHÕES.............................................................................. 90 52. A PARTIR DE AMANHÃ, BANCOS REDUZEM PARA R$ 1 MIL VALOR MÍNIMO DE TED ........................................................................... 91 53. BC LISTA 19 BANCOS ESTRANGEIROS NA FILA PARA ENTRAR NO BRASIL ........................................................................................... 92 54. BB LEASING EMITIRÁ DEBÊNTURE ............................................................................................................................................ 94 55. BB PODE COMPRAR BANCO NA FLÓRIDA ................................................................................................................................... 95 56. BB NEGOCIA PARA TER 75% DO CAPITAL TOTAL DO BANCO VOTORANTIM....................................................................................... 95 57. BANCO PRIVADO JÁ VÊ CENÁRIO MAIS PESSIMISTA PARA CRÉDITO EM 2013 ..................................................................................... 96 3. VÍDEOTECA ...................................................................................................................................................................... 99 58. REDUÇÃO TAXAS BANCO DO BRASIL ......................................................................................................................................... 99 59. DEPÓSITOS EM CADERNETA DE POUPANÇA SUPERAM RETIRADAS EM QUASE R$ 6 BILHÕES EM MARÇO DE 2013..................................... 99 60. TAXA DE INADIMPLÊNCIA DAS FAMÍLIAS CAI PELO QUINTO MÊS SEGUIDO.......................................................................................... 99 61. MERCADO ACREDITA QUE OS JUROS VÃO COMEÇAR A SUBIR EM MAIO .......................................................................................... 100 62. ESPECIALISTA COMENTA O RESULTADO DO PIB DE 2012............................................................................................................ 100 63. BRICS FAZEM ACORDO PARA CRIAR BANCO DOS PAÍSES EMERGENTES............................................................................................. 100 64. UM DOS MAIORES BANCOS DO CHIPRE SERÁ LIQUIDADO............................................................................................................. 100
  5. 5. Atualidades do Mercado Financeiro - Banco do Brasil Prof. Cássio Albernaz Página 3 1.NOÇÕES GERAIS DE ATUALIDADES DE ECONOMIA – PROF. CÁSSIO ALBERNAZ. Prof. Dr. Cássio Albernaz1 1. Introdução – O que é uma prova de Atualidades? O que é uma prova de Atualidades? Corriqueiramente, concurseiros dos mais diversos níveis se deparam com essa pergunta e a resposta não é tão óbvia quanto parece ser. A origem dessa confusão começa no conteúdo dos próprios programas de provas das diferentes instituições organizadoras. As bancas organizadoras possuem diferentes compreensões sobre o que vem a ser uma prova de Atualidades. Portanto, a aprovação na prova de Atualidades começa por uma leitura atenta do edital de prova e do seu conteúdo programático. Apesar das dificuldades e das desconfianças que se possa ter com relação a este conteúdo existem alguns terrenos seguros nos quais podemos nos debruçar. Para desvendar esses “nós” devemos definir algumas prioridades. Inicialmente, é possível entender atualidades como o domínio global de tópicos atuais e relevantes. Nesse sentido, domínio global significa saber situar e se situar frente aos temas, algo diferente de “colecionar” e “decorar” fatos da atualidade. A relevância de tais tópicos se dá em função da “agenda” de debates do momento e do conteúdo programático do concurso que se vai realizar. Ou seja, nem tudo interessa para uma prova de Atualidades. Numa prova séria e bem feita de Atualidades (e pasmem elas existem!), o mundo das celebridades, o vai e vem do mercado futebolístico, o cotidiano do noticiário policial, etc., têm pouco valor como conteúdo de prova. Assim, os fatos só passam a ser conteúdos de prova quando possuem valor histórico, sociológico, e político para compreensão da realidade presente e dos seus principais desafios. Dessa forma, o conteúdo de prova refere-se as “atualidades” e seus fatos através de um desencadeamento global de conhecimentos e noções que se relacionam ao contexto nacional e ao internacional. Portanto, tal conteúdo tem como característica fundamental a interpretação do fenômeno histórico político e social a partir de seus diferentes tópicos: política econômica; política ambiental; política internacional; política educacional; política tecnológica; políticas públicas; política energética; política governamental; aspectos da sociedade; bem como o desencadeamento de relações entre esses conteúdos e os fatos da atualidade. 1 Professor da Casa do Concurseiro. cassioalbernaz@hotmail.com; http://www.facebook.com/cassioalbernaz; Quer mais informações? Veja o meu blog http://saberatualidades.blogspot.com/
  6. 6. Atualidades do S.F.N Banco do Brasil 2013 Página 4 Prof. Cássio Albernaz e Prof. Edgar Abreu Desde já, chama-se a atenção para o fato de que o conteúdo de Atualidades é muito diferente de outros conteúdos. Não existem fórmulas, macetes, atalhos, “musiquinhas”, ou qualquer outro estratagema capaz de preparar um aluno para tal empreitada. O que existe é interesse e leitura. O que esse material oferece então é o direcionamento para a prova. As chaves de interpretação, modos de pensar e de relacionar os conteúdos serão fornecidos em aula. Assim, colocamos à disposição textos para informação e reflexão prévia sobre os principais tópicos de Atualidades. Por que estudar Atualidades? Para além da resposta óbvia: - para passar no concurso! O conteúdo de atualidades é hoje um diferencial em tempos de concursos tão disputados, pois as médias de acertos são elevadas nas matérias mais tradicionais, como Português, Direitos, etc., os acertos no conteúdo de Atualidades podem lançar o candidato muitas posições à frente. Esse argumento ganha maior peso porque a maioria dos concurseiros não sabe o que estudar e nem como estudar. Para além desse fato, saber refletir sobre Atualidades é um ato de conscientização política e social, engajamento, e cidadania, por isso muitos concursos públicos exigem esse conhecimento de forma orientada. Dessa forma, pergunto aos concursandos: - Por que não estudar Atualidades? Atualidades do Mercado Financeiro Esse material tem por objetivo direcionar os candidatos ao concurso do Banco do Brasil sobre temas ligados a Atualidades do Mercado Financeiro que possuem “força de prova”. Com esse intuito, apresenta-se a seguir um “clipping de notícias” como referência de temas e de abordagens que podem aparecer na prova de Atualidades do Mercado Financeiro. Os textos e os temas aqui elencados foram cuidadosamente selecionados com base nas provas passadas e na tradição de provas da Fundação Carlos Chagas. Os assuntos foram divididos por temas para uma melhor organização do conteúdo. Bons Estudos! 2. Economia mundial Entenda a crise econômica mundial Conheça os cinco pontos que ajudam a explicar a turbulência nos mercados financeiros Danielle Assalve, iG São Paulo
  7. 7. Atualidades do Mercado Financeiro - Banco do Brasil Prof. Cássio Albernaz Página 5 O problema da dívida em países na zona do euro “está assustando o mundo”, nas palavras do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Embora esteja no foco das atenções dos investidores, a turbulência na Europa é apenas parte da crise econômica mundial . Permanecem no radar o elevado nível de endividamento público americano, a fragilidade das instituições financeiras em diversos países e os claros sinais de desaceleração da economia mundial. O iG conversou com especialistas em economia internacional e selecionou cinco pontos fundamentais para entender a crise. Veja a seguir: 1- Mais do mesmo “Na verdade, não estamos vivendo uma nova crise mundial. A crise é a mesma que teve início em 2008, estamos só em uma nova fase”, afirma Antonio Zoratto Sanvicente, professor do Insper. Naquele ano foi deflagrada a crise das hipotecas imobiliárias nos Estados Unidos, com a quebra do banco Lehman Brothers. Basicamente, os problemas começaram porque as instituições financeiras emprestaram dinheiro demais para quem não podia pagar. Isso levou à falência de bancos e à intervenção governamental para evitar o colapso do sistema financeiro e uma recessão mais aguda. Ao injetar recursos em bancos e até em empresas, no entanto, os governos aumentaram seus gastos, em um momento em que a economia mundial seguia encolhendo. O resultado não poderia ser outro: aprofundamento do déficit público, que em muitos países já era bastante elevado. Na Grécia, por exemplo, a crise de 2008 ajudou a exacerbar os desequilíbrios fiscais que o país já apresentava desde sua entrada na zona do euro, diz o economista Raphael Martello, da Tendências Consultoria. 2- Europa endividada Faz quase dois anos que a crise da dívida soberana em países da União Europeia tem sido discutida nos mercados financeiros. Mas foi nos últimos meses que o problema veio à tona com mais intensidade e se tornou um dos maiores desafios que o bloco já enfrentou desde a adoção do euro em 2002. Além da Grécia, países como Portugal, Irlanda, Itália e Espanha sofrem os efeitos do endividamento descontrolado e buscam apoio financeiro da zona do euro e do Fundo Monetário Internacional. Para receber ajuda, no entanto, precisam adotar medidas de “austeridade fiscal” que, na prática, significam enxugar os gastos públicos, por meio do corte de benefícios sociais e empregos, por exemplo, e elevar a arrecadação por meio de impostos.
  8. 8. Atualidades do S.F.N Banco do Brasil 2013 Página 6 Prof. Cássio Albernaz e Prof. Edgar Abreu O problema é que essas medidas deprimem ainda mais a economia e geram descontentamento, greves e manifestações. Nas últimas semanas, os movimentos populares têm se intensificado especialmente na Grécia. Em meio ao clima de instabilidade e discussão até mesmo sobre a manutenção desses países na zona do euro, o parlamento alemão aprovou a ampliação do fundo de socorro europeu para um total de 440 bilhões de euros. 3- Enquanto isso, nos Estados Unidos O déficit público americano já vinha crescendo vertiginosamente nos anos 2000, respondendo em parte aos gastos exorbitantes com a guerra do Iraque, em 2003, e às perdas causadas pelo furacão Katrina, em 2005. “Já existia um problema estrutural, mas com a crise em 2008 o governo injetou muito recurso nos bancos e empresas e isso levou a um sério aprofundamento do déficit”, afirma Martello. O resultado é que a dívida saiu de controle. Nos últimos meses, essa situação criou a necessidade de elevar o limite de endividamento público do país, para evitar que fosse decretado um calote. Isso levou a um prolongado embate político entre democratas e republicanos, que gerou enorme estresse nos mercados financeiros e levou a agência de classificação de risco S&P a rebaixar a nota de crédito americana no começo de agosto. Para piorar o cenário, os números revisados do PIB americano no primeiro e segundo trimestre apontam para desaceleração da economia, que também enfrenta altos índices de desemprego. Enquanto isso, a disputa política segue firme nos Estados Unidos, desta vez em torno da aprovação de um pacote proposto por Obama para estimular a geração de empregos no país. Na avaliação do professor José Márcio Camargo, da PUC-RJ, “a proposta do presidente Barack Obama de desoneração de impostos deve passar no Congresso americano, mas o aumento de gastos em infraestrutura para estimular a economia não deve ter aprovação da maioria. A briga entre políticos, que reprovam os programas de incentivo financeiro, e o Fed, o Banco Central dos Estados Unidos, pode comprometer a independência da instituição.” 4- Bancos em risco A fragilidade do sistema financeiro na Europa e Estados Unidos continua a tirar o sono dos investidores. Se em 2008 os bancos, principalmente americanos, sofreram com a exposição a hipotecas de alto risco, desta vez, instituições de ambos os lados do Atlântico sentem os efeitos da exposição a títulos da dívida soberana de países europeus. É o caso dos bancos franceses, bastante expostos a títulos públicos da Grécia – país que busca com urgência nova parcela de resgate para evitar o calote. Alguns estudos tentam estimar o volume total de recursos que seria necessário para recapitalizar os bancos europeus em caso de um default da Grécia ou mesmo de outros países, como Portugal.
  9. 9. Atualidades do Mercado Financeiro - Banco do Brasil Prof. Cássio Albernaz Página 7 Mas economistas afirmam que não é possível saber exatamente o tamanho do rombo, pois além dos títulos públicos, os bancos também estão expostos a seguros contra a dívida. Por não ser negociado em mercado formal, ninguém sabe ao certo quanto os bancos perderiam com esses seguros. 5- Mundo em desaceleração Se há alguns meses a inflação mundial era a principal preocupação de líderes e analistas de mercado, hoje o tema que domina as conversas é a desaceleração da economia global. Em um relatório recente, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) alertou para evidente desaceleração da atividade econômica em praticamente todos os países. E o Brasil não está imune. Pelo contrário, é a nação que mostra os sinais mais claros de esfriamento da atividade, segundo a OCDE. Na avaliação do Banco Central brasileiro, “observa-se moderação do ritmo de atividade” do País, mas a economia “ainda continuará sendo favorecida pela demanda interna". No cenário internacional, a autoridade monetária vê "possibilidade elevada de recessão" em alguns países devido à crise global, "em especial nas economias maduras". Saiba mais sobre a crise na Europa e entenda quem são os “Piigs” Cinco países altamente endividados estão no centro da maior turbulência econômica na região desde a Segunda Guerra Ilton Caldeira, iG São Paulo A crise da dívida que afeta a Europa tem reflexos não só no continente, mas em várias outras partes do mundo, inclusive no Brasil , em um cenário internacional onde as relações econômicas e financeiras estão cada vez mais interligadas. Mas as fragilidades causadas pelos altos déficits , que ocorrem quando um país gasta mais do que arrecada, são mais latentes e concentradas em cinco países da região que adotou o euro como moeda única: Portugal , Irlanda , Itália , Grécia e Espanha , batizados de “Piigs”, uma sigla depreciativa criada com a junção das letras iniciais do nome de cada nação, em inglês, e cuja sonoridade se assemelha com a palavra “porcos”, no mesmo idioma. O alto risco de um calote nesses países é considerado pelos especialistas como a maior ameaça à economia da União Europeia desde a Segunda Guerra Mundial. Esse cenário de medo e incertezas tem levado a indagações sobre a real viabilidade futura da união monetária , com reflexos nas principais bolsas de valores do mundo , que sofrem com as constantes quedas e fortes oscilações ao sabor dos acontecimentos de curto prazo.
  10. 10. Atualidades do S.F.N Banco do Brasil 2013 Página 8 Prof. Cássio Albernaz e Prof. Edgar Abreu O motivo de tanta tensão é a dificuldade que alguns países vêm enfrentando para conseguir empréstimos e refinanciar suas dívidas públicas. Essa capacidade de se refinanciar acontece porque existe um grande desequilíbrio fiscal, com a arrecadação dos governos em queda e os gastos em alta. A União Europeia , sob a liderança da Alemanha , a maior economia do bloco, tem buscado saídas para a crise, mas a falta de medidas concretas e de grande impacto tem contribuído ainda mais com clima de incerteza. O resultado dessa falta de ação na vida das pessoas comuns pode ser percebida com a queda de vários governos na Europa. A crise econômica já derrubou dez chefes de governo desde 2009, sendo que o último a cair foi o do primeiro-ministro espanhol José Luis Zapatero derrotado nas eleições parlamentares de 20 de novembro. Eleitores insatisfeitos com as respostas dadas pelos governos para a crise foram às urnas e mudaram o comando de países como Irlanda, Portugal e Espanha. Na Grécia e na Itália, os premiês, também sob forte pressão, renunciaram a seus mandatos. O sentimento de reprovação às soluções propostas para debelar a crise também pode ser notado nas manifestações de movimentos como o "Indignados" , que tem protestado em diversas cidades da Europa contra as distorções geradas por um mundo financeiro com instrumentos de fiscalização comprovadamente falhos em muitos casos. Veja a seguir alguns pontos para entender a crise que afeta a Europa e os “Piigs” Portugal Portugal enfrenta uma taxa de desemprego superior a 12% e uma economia em contração . O recém empossado primeiro-ministro Pedro Passos Coelho terá que implantar reformas fiscais e sociais amplas e urgentes, incluindo mais medidas de austeridade para restaurar a saúde fiscal do país e encorajar o crescimento econômico. Os termos do acordo de ajuda financeira acertado com a União Europeia e credores incluem aumento dos impostos, congelamento de aposentadorias e cortes nos benefícios dos funcionários. O novo governo terá que implementar o pacote econômico que prevê uma ajuda financeira de 78 bilhões de euros ao país. Diferentemente de outros países, não houve qualquer estouro de bolha em Portugal. O que houve foi um processo gradual de perda de competitividade, com o aumento dos salários e redução das tarifas de exportações de baixo valor da Ásia para a Europa. Com o baixo crescimento econômico, o governo tem tido dificuldade para obter a arrecadação necessária para arcar com os gastos públicos crescentes, em parte por causa de uma sucessão de projetos, incluindo melhorias no setor de transportes, com o objetivo de aumentar a competitividade portuguesa.
  11. 11. Atualidades do Mercado Financeiro - Banco do Brasil Prof. Cássio Albernaz Página 9 Quando estourou a crise financeira global, em setembro de 2008, Portugal passou a enfrentar problemas com sua dívida pública, que ficou cada vez mais difícil de ser financiada. Irlanda A República da Irlanda foi uma das maiores casos de sucesso recente na Europa, nos anos pré- crise. Tanto que devido a esse fato o país foi apelidado de "Tigre Celta". Mas esse crescimento econômico era dependente de uma frágil bolha imobiliária que ruiu em 2008. O país foi do boom ao desastre financeiro em um período de apenas três anos. O preço dos imóveis caiu rapidamente cerca de 60% e os empréstimos de risco, concedidos principalmente para as construtoras, se acumularam nas carteiras dos principais bancos. Para ajudar as principais instituições financeiras e evitar um colapso em todo o sistema foi necessário um aporte emergencial de 45 bilhões de euros, mais de R$ 100 bilhões, o que aprofundou ainda mais o já elevado déficit no orçamento do governo irlandês. As finanças do país também estão sendo afetadas pela queda na arrecadação de impostos. À medida que a economia se retrai, cresce o desemprego e aumentam os temores de que o país esteja à beira de uma volta à recessão. O país já adotou uma série de programas de austeridade desde o início da crise da dívida, mas o governo terá de fazer muito mais nos próximos anos para cumprir as difíceis metas estabelecidas pela União Europeia (UE), pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE), que são credores do país. Em 7 de novembro, a União Europeia fez uma emissão de bônus dez anos no valor de 3 bilhões de euros destinados ao programa de assistência financeira à Irlanda. A operação foi realizada por meio do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), com vencimento dos títulos em 4 de fevereiro de 2022 e rentabilidade de 3,6%. Itália O agravamento da situação da economia italiana tem colocado em dúvida as soluções propostas até agora pela União Europeia para a crise. A Itália possui uma dívida de 1,9 trilhão de euros, muito maior que a de Grécia, Irlanda e Portugal juntos. A quebra da Itália , terceira maior economia do bloco, que representa cerca de 20% da União Europeia, poderia abalar seriamente a estrutura do euro. Para blindar a Itália, os líderes europeus decidiram em outubro ampliar o Fundo de Estabilidade Financeira (FEEF) para 1 trilhão de euros, mediante um mecanismo que estimule a compra da dívida dos países mais frágeis, oferecendo uma garantia de 20% sobre perdas eventuais. Diante da gravidade da situação, o presidente da Itália, Giorgio Napolitano, nomeou em 13 de novembro o economista e ex-comissário da União Europeia Mario Monti como primeiro-ministro do país, em substituição a Silvio Berlusconi , que ocupou o cargo por cerca de dez anos, e passava
  12. 12. Atualidades do S.F.N Banco do Brasil 2013 Página 10 Prof. Cássio Albernaz e Prof. Edgar Abreu por uma crise de credibilidade após se envolver em sucessivos escândalos, além de ter seu nome associado em denúncias de corrupção. Monti te como função principal implementar o plano de austeridade aprovado em 12 de novembro pelo parlamento italiano. O pacote contém medidas duras para cortar 59,8 bilhões de euros e equilibrar o orçamento do país até 2014. Entre as medidas estão o aumento do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), de 20% para 21%, congelamento dos salários de servidores até 2014, aumento da idade mínima de aposentadoria para as trabalhadoras do setor privado, de 60 anos em 2014 para 65 em 2026, maior rigidez na aplicação das leis contra evasão fiscal, além de um imposto especial para o setor de energia. Grécia A Grécia foi uma das maiores beneficiadas com a de adesão ao euro em 2001. Mas o governo grego foi incapaz de gerir a expansão dos gastos públicos que dispararam de forma desordenada. Nesse período, os salários do funcionalismo praticamente dobraram. Agora, a Grécia é o país de maior evidência no grupo de devedores da União Europeia. O país tem hoje uma dívida equivalente a cerca de 142% do Produto Interno Bruto (PIB), a maior relação entre os países da zona do euro. O volume de dívida está muito acima do limite de 60% do PIB estabelecido pelo pacto de estabilidade do bloco assinado pelo país para fazer parte do euro. A Grécia gastou bem mais do que podia na última década, pedindo empréstimos pesados e deixando a economia cada vez mais exposta aos riscos da crescente dívida. Enquanto os cofres públicos eram esvaziados pelos gastos, a receita era afetada pela evasão de impostos, deixando o país totalmente vulnerável quando o mundo foi afetado pela crise de crédito que veio à tona em setembro de 2008. Apesar da ajuda da União Europeia, a Grécia segue em dificuldades. Em meados de 2011, foi aprovado um segundo pacote de ajuda, de cerca de 109 bilhões de euros, em recursos da União Europeia, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e de bancos do setor privado. Um programa de recompra de dívidas deve somar outros 12,6 bilhões de euros vindos de instituições financeiras não estatais, chegando a cerca de 50 bilhões de euros apenas a contribuição dos credores privados. Diante das pressões, tanto internas como da comunidade financeira internacional, no início de novembro o primeiro-ministro grego George Papandreou aceitou renunciar ao cargo para que fosse montado um governo de coalizão no país. Após uma longa negociação entre os partidos governistas e de oposição, o ex-vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) Lucas Papademos foi nomeado em 10 de novembro o novo primeiro-ministro do governo de união nacional na Grécia, com a missão de restaurar a confiança do mercado financeiro e estabilizar a situação econômica do país.
  13. 13. Atualidades do Mercado Financeiro - Banco do Brasil Prof. Cássio Albernaz Página 11 Espanha Com a taxa de desemprego mais alta entre os países industrializadas (22% da população ativa), ameaça de resgate financeiro e risco crescente de recessão, a Espanha vive sua pior crise em mais de quatro décadas. A fragilidade econômica vem causando uma rápida mudança social na Espanha, empurrando de volta para a pobreza pessoas que vinham ascendendo economicamente. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), mais de um em cada cinco espanhóis, (21% da população), ou cerca de 10 milhões de pessoas, era classificado como pobre em julho, e analistas estimam que este índice chegue a 22% até o fim do ano. Em 1991, o índice era de 14%. Uma em cada quatro famílias no país não tem dinheiro suficiente para saldar as dívidas no fim de cada mês. Essas estatísticas recentes contrastam com o perfil de um país que até seis anos atrás criava cerca de 500 mil empregos por ano e que em uma década de crescimento contínuo importou 5 milhões de imigrantes. Algumas medidas para tentar ajustar o país ao momento de baixo crescimento como congelamento de pensões, aumento na idade de aposentadoria, que passou dos 65 para 67 anos, corte de 5% nos salários do funcionalismo, aumento de impostos, entre outras, foram decretadas nos últimos meses. Mas essas decisões acabaram com a popularidade dos políticos socialistas, que chegaram ao poder em 2004, num momento de expansão econômica impulsionada pelo que, no futuro, se transformaria em uma bolha imobiliária. A forte expansão do setor da construção na Espanha fez com que o PIB do país crescesse mais de 60% nos últimos 15 anos. Entre 1994 e 2007, os imóveis tiveram uma valorização de mais 170%. Após a realização de eleições parlamentares em 20 de novembro e sob o comando do novo primeiro-ministro Mariano Rajoy , de perfil conservador, a Espanha deve ter pela frente períodos de mais ajustes fiscais, com cortes de gastos do governo e crescimento mais lento. 3. Perspectivas para a economia mundial melhoram em 2013 Valor Econômico - 02/01/2013 Se existem perspectivas mais animadoras para a economia global em 2013, elas se devem especialmente ao fato de os bancos centrais corajosos estarem conduzindo os destinos dos países desenvolvidos. Desde 2008, quando uma pavorosa recessão ameaçou o mundo, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) e, depois, o Banco Central Europeu (BCE) conseguiram evitar a quebra generalizada de bancos dos dois lados do Atlântico e falências de países, no caso da zona do euro. Conseguir afastar os piores perigos, nessas circunstâncias, já seria uma façanha. Fazê-lo sem poder contar com o poderoso auxílio das políticas fiscais - e até remando contra as consequências delas, em certo sentido - é admirável. Durante os últimos cinco anos o mundo desenvolvido foi regido por juros reais próximos do zero, quando não negativos. Isso por si só
  14. 14. Atualidades do S.F.N Banco do Brasil 2013 Página 12 Prof. Cássio Albernaz e Prof. Edgar Abreu colocou notáveis desafios para as autoridades monetárias, pois o remédio foi insuficiente para evitar o colapso de economias inteiras. Os EUA conseguiram navegar relativamente bem após forte recessão nos últimos meses de 2008 e início de 2009, graças ao ativismo de Ben Bernanke, um estudioso atento da Grande Depressão. O Fed fez o que nunca tinha feito: comprar títulos privados, aceitar garantias que seriam rechaçadas em tempos normais e inchar seu balanço em mais de US$ 1 trilhão. O Tesouro americano entrou no capital de fortalezas bancárias, como o Citibank. Os grandes bancos levaram uma surra, mas nenhum deles faliu depois da desastrosa derrocada do Lehman Brothers. O epicentro da crise se deslocou para a zona do euro desde 2010 e lá permanece. A Grécia quebrou e ameaçou levar a união monetária junto consigo. Os títulos soberanos, considerados os mais seguros, tornaram-se papéis podres diante da montanha de déficit público acumulada por Irlanda, Portugal, Espanha, Itália e outros países, em grande parte para evitar uma catástrofe financeira provocada pela ganância e irresponsabilidade dos bancos. Em 2012, a falência combinada de Estados e instituições financeiras esteve prestes a se concretizar. Os líderes europeus agiram com reticências e tardiamente, deixando um vácuo que foi preenchido pela ação do Banco Central Europeu. O bloco monetário foi duas vezes salvo por Mario Draghi, presidente do BCE. Em um dos picos da crise, no fim de 2011, Draghi tomou a dianteira ao dar financiamento ilimitado por três anos, a custo simbólico, para todos os bancos que dele necessitassem. Afastado provisoriamente o risco imediato de quebra bancária generalizada, o outro lado do pêndulo da crise se moveu. O custo de financiamento de países como Itália e Espanha, terceira e quarta maiores economias da zona do euro, foi para a lua. De novo, Draghi, navegando na estreita linha permitida pelos tratados da União Europeia, anunciou a compra dos títulos dos países sob sufoco no mercado secundário, desde que se submetessem aos planos de austeridade da Comissão Europeia, FMI e BCE. Imediatamente o preço exigido pelos investidores para sustentar a rolagem da dívida dos Estados declinou e hoje está significativamente abaixo do pico de 2011 - e, o que é mais curioso, sem que o BCE tenha de fato feito compras maciças de títulos soberanos e Espanha e Itália tenham pedido socorro formalmente. A compra de títulos soberanos foi uma alternativa levantada desde o início da crise do euro e só foi tomada, ainda assim, com a união monetária à beira do precipício. Além disso, os líderes europeus finalmente se convenceram de que deveriam salvar a Grécia e manter a unidade da zona do euro. Aceitaram que seu fundo de estabilização fosse usado para sanear bancos em dificuldades e concordaram em criar uma supervisão bancária única para os grandes bancos, a cargo do BCE. Problemas de fundo do bloco monetário subsistem, como a necessidade de coordenação das políticas fiscais, envolvendo significativa perda de soberania dos Estados membros. Mas o BCE conseguiu finalmente comprar tempo e deter a escalada fatal da crise. A zona do euro continuará em recessão ao longo de 2013 e uma recuperação econômica plena demorará anos. Se os EUA domarem o abismo fiscal como tudo indica, a China melhorar um pouco sua performance e os demais emergentes se recuperarem, como dão sinais de fazê-lo, o drama europeu, que apavorou os mercados nos últimos anos, se tornará administrável. Por isso, 2013 pode ser o ano que marcará o começo do fim da crise global.
  15. 15. Atualidades do Mercado Financeiro - Banco do Brasil Prof. Cássio Albernaz Página 13 membros. Mas o BCE conseguiu finalmente comprar tempo e deter a escalada fatal da crise. A zona do euro continuará em recessão ao longo de 2013 e uma recuperação econômica plena demorará anos. Se os EUA domarem o abismo fiscal como tudo indica, a China melhorar um pouco sua performance e os demais emergentes se recuperarem, como dão sinais de fazê-lo, o drama europeu, que apavorou os mercados nos últimos anos, se tornará administrável. Por isso, 2013 pode ser o ano que marcará o começo do fim da crise global. 4. Perspectivas da economia chinesa Autor(es): Caio Megale e Artur Manoel Passos Valor Econômico - 08/05/2012 O Brasil teve avanços importantes nos últimos 15 anos. O tripé de política econômica - inflação controlada, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal - trouxe credibilidade ao país, reduzindo o custo de captação externo. Reformas, que mudaram as instituições, geraram crescimento e atraíram novos investimentos externos diretos. Ficaram para trás os antigos problemas recorrentes no balanço de pagamentos que faziam o Brasil ficar sobressaltado a cada crise externa. Hoje a dívida externa brasileira não existe e as exportações cresceram muito. Uma parte do sucesso nas contas externas deve-se ao expressivo ganho nos termos de troca. A China teve um papel importante nesse processo. A forte demanda por commodities foi decisiva na elevação dos preços desses produtos no mercado internacional, explicando boa parte deste ganho nos termos de troca. Entender a dinâmica da economia chinesa passou a ser, portanto, fundamental para o Brasil. Como ela se comportará nos próximos anos? O governo chinês dá sinais de estar comprometido com reformas que modifiquem seu modelo de crescimento. O país deve crescer menos, porém de forma mais sustentável. Ao mesmo tempo, os sinais apontam para um ritmo lento de ajustes, seguindo o gradualismo que marcou o país nas últimas décadas. Estudo sugere que não há espaço para que o investimento continue crescendo mais rápido do que o PIB, sob pena de surgirem projetos de qualidade duvidosa. O consumo, por sua vez, deverá ganhar espaço na demanda doméstica. Em 2007, o premiê Wen Jiabao afirmou que o crescimento chinês é "instável, desbalanceado, descoordenado e insustentável", e desde então o governo vem buscando um rebalanceamento. O último plano quinquenal (2011-2015) reafirma esse diagnóstico e aponta o caminho. Do lado da demanda, o objetivo é fortalecer o consumo doméstico. Do lado oferta, o plano prevê o aumento da participação do setor terciário no Produto Interno Bruto (PIB). Além disso, o governo almeja aumentar o valor agregado das manufaturas e a liberar gradualmente a conta
  16. 16. Atualidades do S.F.N Banco do Brasil 2013 Página 14 Prof. Cássio Albernaz e Prof. Edgar Abreu financeira do balanço de pagamentos. A crise de 2008/2009 interrompeu temporariamente o processo. Em resposta à queda nas exportações, o governo expandiu os investimentos, principalmente em infraestrutura e no setor imobiliário. Como consequência, a participação dos investimentos no PIB chegou a quase 50%. A dívida dos governos locais aumentou cerca de 17% do PIB em 2008 para 26% em 2010. Aumentou a incerteza em relação ao pagamento dos empréstimos bancários que financiaram essa expansão, embora o governo tenha espaço para absorver eventuais perdas e prevenir uma crise bancária. Passada a crise, o rebalanceamento induzido pelo governo foi retomado. Os investimentos ainda crescem mais do que o PIB, mas vêm desacelerando. O superávit na conta corrente do balanço de pagamentos declinou de 10% do PIB em 2007 para menos de 3% em 2011, em parte resultado do aumento da demanda doméstica e da apreciação da taxa de câmbio - embora o baixo crescimento cíclico nos países desenvolvidos também tenha contribuído no ajuste. As reformas devem continuar. A recente redução da meta de crescimento de 8,0% para 7,5% em 2012 indica disposição do governo em aceitar um crescimento menor, necessário para viabilizar uma evolução mais sustentável à frente (cabe lembrar, contudo, que o crescimento efetivo costuma ser maior do que a meta). A estrutura tributária deve voltar a ser ajustada em 2012, aumentando a renda disponível das famílias. Ao mesmo tempo, o governo já elevou duas vezes os preços de gasolina e diesel e prometeu ajustes nos mecanismos que regulam preços de eletricidade e de combustíveis. No setor financeiro, foi anunciado um programa piloto na cidade de Wenzhou que vai viabilizar uma participação maior do setor privado. Apesar da preocupação com os mecanismos de financiamento fora do balanço dos bancos, estes podem ser vistos como um passo na direção da desregulamentação das taxas para os depósitos e empréstimos, desde que estejam sob um arcabouço regulatório bem desenhado. Por fim, os aumentos da largura da banda de flutuação diária do yuan em relação à taxa de referência e do programa de investimento em ativos domésticos para investidores qualificados, ambos anunciados em abril, vão na direção de diminuir as restrições nos fluxos de capital. Esses fatores devem levar a uma lenta redução das taxas de crescimento do PIB. A equipe de economistas do Itaú publicou um estudo tentando medir o crescimento potencial das principais regiões do mundo (1). Para a China, o estudo sugere que não há espaço para que o investimento continue crescendo mais rápido do que o PIB, sob pena de surgirem projetos de qualidade duvidosa, como os que apareceram durante a retomada pós-crise de 2008. O consumo, por sua vez, deverá ganhar espaço na demanda doméstica. O cenário do Itaú prevê uma diminuição do crescimento potencial a um valor entre 6,5% e 7,0% no final desta década. O crescimento menor decorre da desaceleração dos investimentos e de fatores demográficos (força de trabalho crescendo menos). Além disso, há uma tendência de relocação da mão de obra: a migração do campo para a cidade continuará, mas os trabalhadores
  17. 17. Atualidades do Mercado Financeiro - Banco do Brasil Prof. Cássio Albernaz Página 15 irão cada vez mais para o setor de serviços, que é menos produtivo. Em suma, a China continuará avançando, contribuindo para o crescimento mundial e para a demanda por commodities. Mas o ritmo será mais moderado, em resposta a medidas governamentais para rebalancear a economia. Este é um cenário ainda favorável para o Brasil, mas que traz desafios. Ganham importância reformas estruturais que acelerem a produtividade da economia e abram espaço para aumentar os investimentos em infraestrutura. Desta forma, reduziremos ainda mais a dependência do ambiente internacional. Afinal, os ventos externos favoráveis não devem ser tão forte como nos últimos 10 anos. (1) Itaú Macro Latam 2020 (março de 2012). Disponível em bit.ly/Macro_Latam_2020 Caio Megale e Artur Manoel Passos são economistas do Itaú Unibanco. 5. Sucesso dos Brics gerou proliferação de acrônimos econômicos Nos últimos tempos, noticiário econômico e internacional vê cada vez mais novas siglas como Pigs, Civets, Carbs, Cement ou Cassh. BBC Os Brics podem salvar os Pigs? Talvez com a ajuda dos Cement. Com isso, Civets, Mints, Mist, Carbs e Cassh poderão continuar crescendo. No rastro do sucesso do acrônimo Bric, cunhado há dez anos pelo economista-chefe do banco Goldman Sachs, uma série de novos acrônimos vem aparecendo para denominar grupos de países com algo em comum, seja para a felicidade da mídia, que pode usá-los para simplificar conceitos e economizar espaço, seja para simplesmente 'vender' os países aos investidores internacionais. Novos acrônimos e siglas vêm sendo apresentados com cada vez mais frequência no noticiário econômico ou internacional. Além dos "filhotes" dos Brics, há a proliferação dos já tradicionais agrupamentos G (G2, G4, G5, G7, G8, G20, G77 etc...). Quando Jim O'Neill, do Goldman Sachs, criou os Bric, sua intenção era identificar o grupo dos quatro países de grandes dimensões com crescimento econômico acelerado (Brasil, Rússia, Índia e China) nos quais seus clientes poderiam investir com perspectivas de grandes ganhos futuros. O sucesso do acrônimo, que se utiliza também do trocadilho em inglês com brick (tijolo), numa referência aos blocos de construção do crescimento global, gerou não só uma atenção global maior sobre os países como levou-os a institucionalizá-lo, com reuniões de cúpula periódicas e mecanismos de consultas diplomáticas para a discussão de posições comuns. No rastro, também popularizou o nome de O'Neill.
  18. 18. Atualidades do S.F.N Banco do Brasil 2013 Página 16 Prof. Cássio Albernaz e Prof. Edgar Abreu Siglas fáceis Uma pesquisa acadêmica citada recentemente pelo diário "The Wall Street Journal" mostra que siglas fáceis de serem lembradas podem ajudar a vender investimentos. O estudo, publicado em 2006, mostrou que as ações cujas siglas formavam sons de palavras comuns reconhecíveis se valorizaram 8,5% a mais em comparação com as demais. Isso explica em grande parte a proliferação das siglas. O próprio acrônimo Bric já ganhou variações, com Brics (com a inclusão recente da África do Sul ao grupo institucionalizado) ou Brick (com a inclusão da Coreia do Sul, como defendem alguns analistas). Desde o ano passado, com o agravamento da crise da dívida nos países da Europa, parte da mídia passou a se referir aos países em dificuldades como Pigs (porcos, em inglês). Fazem parte do grupo Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha. Com a contaminação da Itália pela crise, a sigla ganhou um novo I e gerou os Piigs. Compreensivelmente e diferentemente dos Brics, porém, nem os Pigs ou os Piigs se assumem como tal nem há um "pai" declarado do acrônimo. A maioria dos acrônimos que apareceram nos últimos tempos tem sentido positivo. Os Civets (nome em inglês dos cervos almiscareiros) reúnem Colômbia, Indonésia, Vietnã, Egito, Turquia e África do Sul. O acrônimo foi criado pela Economist Intelligence Unit (EIU), o braço de pesquisas da revista "The Economist", para agrupar países emergentes com economias dinâmicas e diversificadas e com populações jovens. Os Civets são de alguma maneira complementares aos Brics, da mesma maneira que o grupo Cement (cimento em inglês, num trocadilho que envolve também os tijolos Brics). O Cement (Countries in Emerging Markets Excluded by New Terminology, ou Países nos Mercados Emergentes Excluídos pela Nova Terminologia) foi criado pelos críticos dos Brics que afirmam que o crescimento do grupo depende diretamente do crescimento dos demais países emergentes. Para eles, sem cimento os tijolos não servem para nada. Outra adição recente ao rol dos acrônimos econômicos é o Carbs (abreviação em inglês para carboidratos), que reúne Canadá, Austrália, Rússia, Brasil e África do Sul. O acrônimo foi cunhado pelo Citigroup, que em um relatório publicado neste mês chamado Carbs make you strong (Carbos deixam você forte) argumentou que os cinco países têm economias e moedas particularmente sensíveis às variações nos preços das commodities. Outros acrônimos criados nos últimos anos incluem, entre outros, Eagles (Emerging and Growth Leading Economies), Mints (Malásia, Indonésia, Nova Zelândia, Tailândia e Cingapura), Mist (México, Indonésia, Coreia do Sul e Turquia) e Cassh (Canadá, Austrália, Cingapura, Suíça e Hong Kong).
  19. 19. Atualidades do Mercado Financeiro - Banco do Brasil Prof. Cássio Albernaz Página 17 A lista não para de crescer. Em alguns casos, porém, quando a lógica do agrupamento dos países não combina com a cunhagem de um acrônimo, outras soluções são necessárias, como no caso dos Next-11 (Próximos 11). O grupo, criado também pelo pai dos Bric, Jim O'Neill, inclui os países em que ele vê potencial para se juntar às maiores economias do século 21 - Bangladesh, Egito, Indonésia, Irã, México, Nigéria, Paquistão, Filipinas, Coreia do Sul, Turquia e Vietnã. Ganha um prêmio quem conseguir criar um acrônimo simples com as iniciais desses países. 6. Crise financeira americana Entenda a crise financeira que atinge a economia dos EUA da Folha Online A crise no mercado hipotecário dos EUA é uma decorrência da crise imobiliária pela qual passa o país, e deu origem, por sua vez, a uma crise mais ampla, no mercado de crédito de modo geral. O principal segmento afetado, que deu origem ao atual estado de coisas, foi o de hipotecas chamadas de "subprime", que embutem um risco maior de inadimplência. O mercado imobiliário americano passou por uma fase de expansão acelerada logo depois da crise das empresas "pontocom", em 2001. Os juros do Federal Reserve (Fed, o BC americano) vieram caindo para que a economia se recuperasse, e o setor imobiliário se aproveitou desse momento de juros baixos. A demanda por imóveis cresceu, devido às taxas baixas de juros nos financiamentos imobiliários e nas hipotecas. Em 2003, por exemplo, os juros do Fed chegaram a cair para 1% ao ano. Em 2005, o "boom" no mercado imobiliário já estava avançado; comprar uma casa (ou mais de uma) tornou-se um bom negócio, na expectativa de que a valorização dos imóveis fizesse da nova compra um investimento. Também cresceu a procura por novas hipotecas, a fim de usar o dinheiro do financiamento para quitar dívidas e, também, gastar (mais). As empresas financeiras especializadas no mercado imobiliário, para aproveitar o bom momento do mercado, passaram a atender o segmento "subprime". O cliente "subprime" é um cliente de renda muito baixa, por vezes com histórico de inadimplência e com dificuldade de comprovar renda. Esse empréstimo tem, assim, uma qualidade mais baixa --ou seja, cujo risco de não ser pago é maior, mas oferece uma taxa de retorno mais alta, a fim de compensar esse risco. Em busca de rendimentos maiores, gestores de fundos e bancos compram esses títulos "subprime" das instituições que fizeram o primeiro empréstimo e permitem que uma nova quantia em dinheiro seja emprestada, antes mesmo do primeiro empréstimo ser pago. Também
  20. 20. Atualidades do S.F.N Banco do Brasil 2013 Página 18 Prof. Cássio Albernaz e Prof. Edgar Abreu interessado em lucrar, um segundo gestor pode comprar o título adquirido pelo primeiro, e assim por diante, gerando uma cadeia de venda de títulos. Porém, se a ponta (o tomador) não consegue pagar sua dívida inicial, ele dá início a um ciclo de não-recebimento por parte dos compradores dos títulos. O resultado: todo o mercado passa a ter medo de emprestar e comprar os "subprime", o que termina por gerar uma crise de liquidez (retração de crédito). Após atingir um pico em 2006, os preços dos imóveis, no entanto, passaram a cair: os juros do Fed, que vinham subindo desde 2004, encareceram o crédito e afastaram compradores; com isso, a oferta começa a superar a demanda e desde então o que se viu foi uma espiral descendente no valor dos imóveis. Com os juros altos, o que se temia veio a acontecer: a inadimplência aumentou e o temor de novos calotes fez o crédito sofrer uma desaceleração expressiva no país como um todo, desaquecendo a maior economia do planeta --com menos liquidez (dinheiro disponível), menos se compra, menos as empresas lucram e menos pessoas são contratadas. No mundo da globalização financeira, créditos gerados nos EUA podem ser convertidos em ativos que vão render juros para investidores na Europa e outras partes do mundo, por isso o pessimismo influencia os mercados globais. Financiadoras Em setembro do ano passado, o BNP Paribas Investment Partners --divisão do banco francês BNP Paribas-- congelou cerca de 2 bilhões de euros dos fundos Parvest Dynamic ABS, o BNP Paribas ABS Euribor e o BNP Paribas ABS Eonia, citando preocupações sobre o setor de crédito 'subprime' (de maior risco) nos EUA. Segundo o banco, os três fundos tiveram suas negociações suspensas por não ser possível avaliá-los com precisão, devido aos problemas no mercado "subprime" americano. Depois dessa medida, o mercado imobiliário passou a reagir em pânico e algumas das principais empresas de financiamento imobiliário passaram a sofrer os efeitos da retração; a American Home Mortgage (AHM), uma das 10 maiores empresa do setor de crédito imobiliário e hipotecas dos EUA, pediu concordata. Outra das principais empresas do setor, a Countrywide Financial, registrou prejuízos decorrentes da crise e foi comprada pelo Bank of America. Bancos como Citigroup, UBS e Bear Stearns têm anunciado perdas bilionários e prejuízos decorrentes da crise. Entre as vítimas mais recentes da crise estão as duas maiores empresas hipotecárias americanas, a Fannie Mae e a Freddie Mac. Consideradas pelo secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, "tão grandes e tão importantes em nosso sistema financeiro que a falência de qualquer uma delas provocaria uma enorme turbulência no sistema financeiro de nosso país e no restante do globo", no dia 7 deste mês foi anunciada uma ajuda de até US$ 200 bilhões.
  21. 21. Atualidades do Mercado Financeiro - Banco do Brasil Prof. Cássio Albernaz Página 19 As duas empresas possuem quase a metade dos US$ 12 trilhões em empréstimos para a habitação nos EUA; no segundo trimestre, registraram prejuízos de US$ 2,3 bilhões (Fannie Mae) e de US$ 821 milhões (Freddie Mac). Menos sorte teve o Lehman Brothers: o governo não disponibilizou ajuda como a que foi destinada às duas hipotecárias. O banco previu na semana passada um prejuízo de US$ 3,9 bilhões e chegou a anunciar uma reestruturação. Antes disso, o banco já havia mantido conversas com o KDB (Banco de Desenvolvimento da Coréia do Sul, na sigla em inglês) em busca de vender uma parte sua, mas a negociação terminou sem acordo. O Bank of America e o Barclays também recuaram, depois que ficou claro que o governo não iria dar suporte à compra do Lehman. Restou ao banco entregar à Corte de Falências do Distrito Sul de Nova York um pedido de proteção sob o "Capítulo 11", capítulo da legislação americana que regulamenta falências e concordatas. Combate Como medida emergencial para evitar uma desaceleração ainda maior da economia --o que faz crescer o medo que o EUA caiam em recessão, já que 70% do PIB americano é movido pelo consumo--, o presidente americano, George W. Bush, sancionou em fevereiro um pacote de estímulo que incluiu o envio de cheques de restituição de impostos a milhões de norte- americanos. O pacote estipulou uma restituição de US$ 600 para cada contribuinte com renda anual de até US$ 75 mil; e US$ 1.200 para casais com renda até US$ 150 mil, além de US$ 300 adicionais por filho. Quem não paga imposto de renda, mas recebe o teto de US$ 3 mil anuais, teve direito a cheques de US$ 300. 7. Obama toma posse e busca acordo contra crise fiscal OBAMA TOMA POSSE EM BUSCA DE DIÁLOGO COM OPOSIÇÃO E DÁ ALARGADA PARA 2016 Autor(es): Denise Chrispim Marin O Estado de S. Paulo - 21/01/2013 Barack Obama tomou posse oficialmente ontem como presidente dos Estados Unidos, depois de uma cerimônia simples na Casa Branca. Hoje ele presta juramento público perante o Congresso e começa, na prática, seu segundo governo com o desafio de melhorar o diálogo com a oposição republicana e evitar o nó fiscal. Outro tema econômico urgente será a discussão sobre os cortes de gastos públicos até 2022. O democrata tenta preservar os programas sociais que os
  22. 22. Atualidades do S.F.N Banco do Brasil 2013 Página 20 Prof. Cássio Albernaz e Prof. Edgar Abreu republicanos pretendem enxugar. Ao mesmo tempo, foi dada a largada para a sua sucessão, em 2016. Ontem, o juramento do vice-presidente, Joe Biden, teve mais visibilidade que o do próprio Obama Celebração discreta. Em seu segundo mandato, democrata persegue acordo com republicanos no Congresso para evitar nó fiscal que tornaria inviáveis seus programas sociais e colocaria em risco o triunfo de seu partido nas próximas eleições presidenciais O presidente dos EUA, Barack Hussein Obama, iniciou ontem seu segundo e último mandato em uma cerimônia simples na Casa Branca. Hoje, no Congresso, fará seu juramento público. Terminados os festejos, amanhã, terá o desafio de melhorar o complicado diálogo com a oposição republicana, para evitar o nó fiscal que levaria ao fracasso de seu segundo governo. Ao mesmo tempo, dará a largada para sua sucessão, na eleição de 2016. Apenas a família, 12 convidados, 1 assessor e o presidente do Supremo Tribunal, John Roberts, diante de quem jurou cumprir a Constituição, assistiram ao juramento de ontem, no Salão Azul da Casa Branca. Não houve discursos nem acenos ao público. "Bom trabalho", disse a filha caçula, Sasha, de 11 anos, ao referir-se aos últimos quatro anos. "Sim, fiz bom trabalho", respondeu Obama. O juramento do vice-presidente, Joe Biden, teve mais visibilidade e audiência de políticos e es- trategistas de peso, entre os quais David Axelrod, a deputada Nancy Pelosi, líder democrata na Câmara, e a presidente do Partido Democrata, Debbie Schultz. Sua ambição de concorrer na elei- ção de 2016 foi reforçada no fim da campanha de 2012 e, em seguida, na negociação do acordo tributário, no fim de dezembro, e ao compilar o pacote de controle de armas. Biden tem 70 anos. "Podemos começar a fazer os cálculos políticos do número de delegados (para o Colégio Eleitoral) necessários para a escolha do candidato democrata. Posso ver um monte de delegados aqui", afirmou à imprensa a estrategista democrata Donna Brazile, presidente na cerimônia no Observatório Naval, em Washington. Obama já perdeu em seu gabinete uma potencial sucessora e concorrente de Biden nas primárias democratas de 2016, Hillary Clinton, ex-primeira-dama e ex-senadora. Hillary promete descansar, depois de quatro anos na liderança do Departamento de Estado e de viagens a mais de cem países. Apesar de sua recente internação por uma trombose e de seus 65 anos, ela é tida como uma candidata capaz de obter consenso no partido. Democrata mais apagado, o governador de Nova York, Andrew Cuomo, também é apontado como potencial candidato. Manobras políticas de curto prazo terão certamente impacto no jogo eleitoral de 2016. Obama terminou seu mandato com pobre qualidade de diálogo com a oposição republicana, ainda amarrada pelos radicais do Tea Party. A Casa Branca está em negociação com o Congresso sobre dois temas econômicos de suma importância para a sociedade americana e para o restante de sua gestão e também sobre sua política para controle de armas. Obama deverá conseguir do Congresso autorização para elevar o limite de endividamento federal antes de meados de fevereiro, quando o atual teto de US$ 16,4 trilhões será alcançado. Portanto, tende a se livrar do risco momentâneo de ser obrigado a declarar a suspensão de pagamentos da dívida, fornecedores, servidores e militares pela primeira vez na história americana.
  23. 23. Atualidades do Mercado Financeiro - Banco do Brasil Prof. Cássio Albernaz Página 21 Os efeitos previstos dessa atitude vergonhosa para qualquer governo - como a pressão para o aumento dos juros para o consumidor e o investidor, em prejuízo do consumo e o emprego - serão contornados. Mas Obama ainda está ameaçado de ter seu governo e a sociedade americana periodicamente expostos a esse mesmo risco. A bancada democrata na Câmara insiste em aumentar o teto da dívida por apenas três meses e resiste em dar ao presidente o poder para aumentar esse limite quando necessário. Trata-se de uma espécie de torniquete sobre o governo Obama, com poder de limitar o poder de barganha da Casa Branca em outros projetos de seu interesse, como a Reforma da Imigração, a regulamenta- ção das reformas da Saúde e de Wall Street e o fim da guerra do Afeganistão. Em outro tema econômico urgente, o acordo com o Congresso sobre os cortes de gastos públicos até 2022, Obama tenta preservar os gastos com programas sociais da ansiedade republicana em vê-los enxugados. A discussão se complica pelo alto grau de polarização ideológica dos dois partidos, percebido desde o início de 2011, e pela baixa tolerância de Obama a fazer concessões. A sociedade ameri- cana sofrerá com qualquer escolha final ou com a ausência de um acordo. Os programas de saúde gratuita para os americanos pobres serão alvo de cortes de gastos públi- cos a partir de 2013, assim como as aposentadorias e pensões da Previdência Social. Despesas com a Defesa não serão poupadas - e isso significará restrições na estratégia americana na guerra do Afeganistão, em futuras ações militares dos EUA no exterior e nas contratações de empresas do setor. Mesmo dentro do país, já há planos para o fechamento de bases, com repercussão desastrosa para as economias locais. O peso desses cortes e seus de efeitos dependerá do acordo a ser firmado até 28 de fevereiro. Se não houver consenso, o governo de Obama será obrigado a reduzir em US$ 100 bilhões os gastos públicos apenas neste ano, sobretudo nas áreas social e de defesa. Entre 2014 e 2022, outros US$ 446 bilhões serão podados. A retração do ritmo de recuperação econômica do país, será ine- vitável 8. Eua aprovam projeto contra "abismo fiscal" e bolsas sobem ACORDO ADIA RISCO DE ‘ABISMO FISCAL’ NOS ESTADOS UNIDOS Autor(es): Denise Chrispim Marin O Estado de S. Paulo - 03/01/2013 A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou, nos últimos minutos do prazo fixado, projeto parcial de ajuste nas contas públicas que evita o chamado “abismo fiscal” e consequente nova recessão. Por 257 votos a favor e 167 contra, os congressistas mantiveram os cortes de impostos para a classe média e o aumento das taxas sobre os mais ricos. Como não houve acerto
  24. 24. Atualidades do S.F.N Banco do Brasil 2013 Página 22 Prof. Cássio Albernaz e Prof. Edgar Abreu sobre gastos públicos, foi adiado para março o risco de o país enfrentar um corte automático de US$ 560 bilhões no setor até 2022 – US$ 110 bilhões somente neste ano – e uma possível suspensão dos pagamentos das obrigações da dívida, de fornecedores e servidores. Os mercados, tanto nos EUA quanto na Europa, reagiram bem à medida. A nova rodada de negociações será o primeiro desafio do segundo mandato de Barack Obama, que começa no dia 21. As conversas serão dificultadas pela piora do ambiente para diálogo entre republicanos e democratas Sem entendimento sobre os gastos públicos, pacto ficou restrito ao capítulo tributário; corte nos gastos só será negociado em 2 meses A sanção presidencial ao acordo parcial de ajuste nas contas públicas americanas adiou para março o risco de os Estados Unidos enfrentarem um corte automático de US$ 560 bilhões nos gastos públicos e o risco de suspensão dos pagamentos das obrigações da dívida, de fornecedores e servidores públicos. Mesmo incompleto, o acordo saiu nos últimos minutos do prazo fixado e trouxe alívio ao evitar a queda do país no "abismo fiscal" no primeiro dia útil do ano e em uma nova recessão. Os mercados foram reabertos ontem, depois dos feriados de ano-novo, mais calmos em todo o mundo. O diretor de Relações Internacionais do Fundo Monetário Internacional (FMI), Gerry Rice, parabenizou o Congresso pelo acordo, sem o qual "a recuperação econômica poderia descarrilar". "Entretanto, ainda resta muito a ser feito para colocar as finanças públicas dos EUA de volta em um caminho de sustentabilidade sem ameaçar a ainda frágil recuperação." Aprovado pelo Senado na noite de segunda-feira, o acordo foi tema de debates tensos na Câmara dos Deputados no dia seguinte. Os republicanos radicais do Tea Party resistiam a aprová-lo sem emendas. No final da noite, recuaram. Em votação concluída às 23I1 (2h de ontem, no horário de Brasília), o texto obteve 257 votos a favor - 87 de republicanos - e 167 contra. Formulado pelos líderes democrata e republicano do Senado, o acordo restringiu-se ao capítulo tributário, para impedir uma elevação generalizada dos recolhimentos de impostos logo nos primeiros dias do ano. Como não houve acerto sobre gastos públicos, o Senado adiou por dois meses a adoção do corte automático de US$ 110 bilhões em despesas apenas em 2013. A medida seria posta em prática na ausência de um acordo. Novo round. A segunda rodada de negociações deverá começar depois da posse do presidente dos EUA, Barack Obama, em seu segundo mandato, no dia 21. Será seu primeiro desafio. O corte automático de gastos - US$ 560 bilhões até 2022 e US$ 110 bilhões este ano - em 10 de março só será impedido com a aprovação de uma proposta bipartidária alternativa. Nesse mesmo período, o governo terá ainda de extrair do Congresso a autorização para elevar o teto da dívida pública. O tema fora adicionado aos debates do acordo fiscal porque o governo alcançaria em 31 de dezembro o limite de US$ 16,4 trilhões. Mas o Tesouro suspendeu alguns investimentos e abriu uma brecha de US$ 200 milhões, que devem se esgotar ao final de dois meses. Sem a autorização do Congresso, o Tesouro terá de suspender os pagamentos, pela primeira vez na história. "A atmosfera política em Washington continua ruim. Só não impediu que o acordo fosse aprovado porque havia o risco de uma potencial crise econômica. O governo continua disfuncional", afirmou WardMcGarthy, economista-chefe da Jefferies & Co. "Foi um sombrio começo de 2013.0 acordo
  25. 25. Atualidades do Mercado Financeiro - Banco do Brasil Prof. Cássio Albernaz Página 23 não é bom para a economia. Não faz nada para reduzir o peso dos gastos públicos. Não reforma os programas de benefícios sociais do governo", escreveu o analista conservador Daniel Mitchell, do Gato Institute. O acordo assinado custará um aumento de US$ 4 trilhões na dívida pública até 2022, segundo j projeções do Escritório de Orça- j mento do Congresso. Tal como está, permitiu a elevação, de 35% para 39,6%, da alíquota do imposto de renda para os americanos com renda anual acima de US$ 400 mil US$ 450 para casais). Houve aumento do imposto sobre ganhos de capital e de propriedade de imóveis para os seg- 1 mentos mais ricos. Os trabalha. dores, entretanto, terão de pagar mais imposto sobre salário. O texto manteve o seguro-desemprego para 2 milhões trabalhadores sem ocupação há mais de um ano. 9. Crise financeira européia Entenda a crise da Grécia e suas possíveis consequências País tem pesadas dívidas e vem recebendo ajuda externa. Papandreou chegou a pedir referendo sobre ajuda financeira, mas recuou. Do G1, A Grécia tem enfrentado dificuldades para refinanciar suas dívidas e despertado preocupação entre investidores de todo o mundo sobre sua situação econômica. Mesmo com seguidos pacotes de ajuste e ajuda financeira externa, o futuro da Grécia ainda é incerto. O país tem hoje uma dívida equivalente a cerca de 142% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, a maior relação entre os países da zona do euro. O volume de dívida supera, em muito, o limite de 60% do PIB estabelecido pelo pacto de estabilidade assinado pelo país para fazer parte do euro. A Grécia gastou bem mais do que podia na última década, pedindo empréstimos pesados e deixando sua economia refém da crescente dívida. Nesse período, os gastos públicos foram às alturas, e os salários do funcionalismo praticamente dobraram. Enquanto os cofres públicos eram esvaziados pelos gastos, a receita era afetada pela evasão de impostos – deixando o país totalmente vulnerável quando o mundo foi afetado pela crise de crédito de 2008. O montante da dívida deixou investidores relutantes em emprestar mais dinheiro ao país. Hoje, eles exigem juros bem mais altos para novos empréstimos que refinanciem sua dívida. Ajuda e protestos Em abril de 2010, após intensa pressão externa, o governo grego aceitou um primeiro pacote de
  26. 26. Atualidades do S.F.N Banco do Brasil 2013 Página 24 Prof. Cássio Albernaz e Prof. Edgar Abreu ajuda dos países europeus e do Fundo Monetário Internacional (FMI), de 110 bilhões de euros ao longo de três anos. Em contrapartida, o governo grego aprova um plano de austeridade fiscal que inclui alta no imposto de valor agregado (IVA), um aumento de 10% nos impostos de combustíveis, álcool e tabaco, além de uma redução de salários no setor público, o que sofre forte rejeição da população. Apesar da ajuda, a Grécia segue com problemas. Em meados de 2011, foi aprovado um segundo pacote de ajuda, em recursos da União Europeia, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do setor privado. A contribuição do setor privado foi estimada em 37 bilhões de euros. Um programa de recompra de dívidas deve somar outros 12,6 bilhões de euros vindos do setor privado, chegando a cerca de 50 bilhões de euros. Em outubro, ainda com o país à beira do colapso financeiro, os líderes da zona do euro alcançaram um acordo com os bancos credores, que reduz em 50% a dívida da Grécia, eliminando o último obstáculo para um ambicioso plano de resposta à crise. Com o plano, a dívida grega terá um alívio de 100 bilhões de euros após a aceitação, pela maior parte dos bancos, de uma redução superior a 50% do valor dos títulos da dívida. No mesmo mês, o país enfrentou violentos protestos nas ruas. A população se revoltou contra um novo plano de cortes, previdência e mais impostos, demissões de funcionários públicos e redução de salários no setor privado, pré-requisito estabelecido pela União Europeia e pelo FMI para liberar uma nova parcela do plano de resgate, de 8 bilhões de euros.Manifestantes entram em confronto com a polícia em Atenas (Foto: Reuters) Muitos servidores públicos acreditam que a crise foi criada por forças externas, como especuladores internacionais e banqueiros da Europa central. Os dois maiores sindicatos do país classificaram as medidas de austeridade como “antipopulares” e “bárbaras”. Plebiscito e turbulências no mercado Em 1º de novembro, o então primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, provocou novas turbulências nos mercados e na zona do euro ao anunciar que convocaria um referendo sobre o novo pacote de ajuda da União Europeia, perguntando aos eleitores se querem adotá-lo ou não. A expectativa do premiê era que o plebiscito “validasse” as medidas de austeridade necessárias para receber a ajuda financeira. Uma pesquisa, no entanto, mostrou que aproximadamente 60% dos gregos enxergam a cúpula dos líderes europeus, que acertaram um novo pacote de ajuda de 130 bilhões de euros, como negativa ou provavelmente negativa. A convocação de plebiscito enfrentou rejeição da oposição e dos membros do próprio partido de Papandreou. Com isso, o governo ficou enfraquecido, e Papandreu terminou deixando o cargo, sendo substituído por Lucas Papademos. Calote Como membro da zona do euro, a Grécia enfrenta pressão dos demais membros para colocar
  27. 27. Atualidades do Mercado Financeiro - Banco do Brasil Prof. Cássio Albernaz Página 25 suas contas em ordem e evitar a declaração de moratória – o que significaria deixar de pagar os juros das dívidas ou pressionar os credores a aceitar pagamentos menores e perdoar parte da dívida. No caso da Grécia, isso traria enormes dificuldades. As taxas de juros pagas pelos governos da zona do euro têm sido mantidas baixas ante a presunção de que a UE e o Banco Central Europeu proveriam assistência a países da região, justamente para evitar calotes. Uma moratória grega, além de estimular países como Irlanda e Portugal a fazerem o mesmo, significaria um aumento de custos para empréstimos tomados pelos países menores da UE, sendo que alguns deles já sofrem para manter seus pagamentos em dia. Se Irlanda e Portugal seguissem o caminho do calote, os bancos que lhes emprestaram dinheiro seriam afetados, o que elevaria a demanda por fundos do Banco Central Europeu. Um calote grego pode fazer com que investidores questionem se a Irlanda e Portugal não seguirão o mesmo caminho. O problema real diz respeito ao que acontecerá com a Espanha, que só tem conseguido obter dinheiro no mercado a custos crescentes. A economia espanhola equivale à soma das economias grega, irlandesa e portuguesa. Seria muito mais difícil para a UE estruturar, caso seja necessário, um pacote de resgate para um país dessa dimensão. (Com informações da Reuters, France Presse e BBC) 10. O que a Grécia significa Autor(es): agência o globo:Paul Krugman O Globo - 13/03/2012 Então a Grécia deu oficialmente o calote nos credores privados. Foi um calote "ordeiro", negociado ao invés de simplesmente anunciado, o que suponho seja bom. Ainda assim, a história está longe de acabar. Mesmo com esse alívio em sua dívida, a Grécia - como outras nações europeias forçadas a impor austeridade numa economia deprimida - parece condenada a muitos anos mais de sofrimento. Esta é uma fábula digna de ser contada. Nos últimos dois anos, a história da Grécia tem sido, segundo um recente texto sobre economia política, "interpretada como uma parábola sobre os riscos de irresponsabilidade fiscal". Não passa um dia sem que, nos EUA, algum político ou comentarista entoe, com um ar de grande sabedoria, que é preciso cortar gastos do governo imediatamente, ou vamos acabar como a Grécia, Grécia eu lhes digo.
  28. 28. Atualidades do S.F.N Banco do Brasil 2013 Página 26 Prof. Cássio Albernaz e Prof. Edgar Abreu Apenas para usar um exemplo recente, quando Mitch Daniels, governador de Indiana, apresentou a resposta republicana ao discurso do presidente Obama sobre o Estado da União, insistiu que "estamos a uma pequena distância de Grécia, Espanha e outros países europeus que hoje enfrentam a catástrofe econômica". Ninguém aparentemente lhe disse que a Espanha tinha baixo déficit governamental e superávit orçamentário às vésperas da crise; o país está em apuros devido aos excessos do setor privado, não do setor público. Mas o que a experiência da Grécia de fato mostra é que se incorrer em déficits em tempos de fartura pode criar problemas - o que é o caso da Grécia, embora não o da Espanha - tentar eliminar déficits quando você já está em apuros é uma receita para depressão. Hoje em dia, depressões econômicas induzidas por políticas de austeridade são visíveis em toda a periferia europeia. A Grécia é o pior caso, com o desemprego escalando para 20% e os serviços públicos, incluindo o setor de saúde, entrando em colapso. Mas a Irlanda, que fez tudo o que queria o pessoal da austeridade, também está em terrível estado, com o desemprego perto dos 15% e o PIB em queda de dois dígitos. Portugal e Espanha estão em situação crítica também. Impor austeridade numa crise não inflige apenas grande sofrimento. Há evidência crescente de que é autodestrutivo mesmo em termos puramente fiscais, pois a combinação de receitas em queda devido à economia deprimida e perspectivas de longo prazo piores reduz a confiança do mercado e torna a carga da dívida futura mais difícil de carregar. Deve-se perguntar como países que estão sistematicamente negando um futuro a sua juventude - o desemprego entre jovens na Irlanda, que costumava ser menor do que nos EUA, é agora de quase 30%, chegando perto dos 50% na Grécia - conseguirão crescimento suficiente para pagar o serviço da dívida. Não é isso o que devia ter acontecido. Há dois anos, quando muitos começaram a pedir um giro do estímulo para a austeridade, prometeram grandes vantagens em troca do sofrimento. "A ideia que medidas de austeridade possam trazer estagnação é incorreta", declarou, em junho de 2010, Jean-Claude Trichet, então presidente do Banco Central Europeu. Ele insistiu que, ao invés disso, a disciplina fiscal inspiraria confiança, e isso levaria ao crescimento econômico. Cada ligeira melhora de um indicador de uma economia em austeridade era aclamada como prova de que essa política funciona. A austeridade irlandesa foi proclamada uma história de sucesso, não uma vez, mas duas - a primeira no verão de 2020 e de novo no último outono; em cada vez a suposta boa notícia rapidamente se evaporou. Pode-se perguntar que alternativa países como Grécia e Irlanda tinham, e a resposta é que não tinham e não têm boas alternativas a não ser deixar o euro, um passo extremo que, realisticamente, seus líderes não podem dar até que todas as outras opções tenham falhado - um estado de coisas tal que, se me perguntarem, diria que a Grécia dele se aproxima rapidamente. A Alemanha e o Banco Central Europeu poderiam ter agido para tornar esse passo extremo menos necessário, tanto ao exigir menos austeridade quanto ao fazer mais para impulsionar a economia europeia como um todo. Mas o principal ponto é que os EUA de fato têm uma alternativa: temos nossa própria moeda e podemos tomar empréstimos a prazos longos e a juros historicamente baixos; então, não necessitamos entrar numa espiral descendente de austeridade e contração econômica. Então, é tempo de parar de invocar a Grécia como um exemplo de cautela diante do perigo dos déficits; de um ponto de vista americano, a Grécia deveria, ao contrário, ser vista como exemplo
  29. 29. Atualidades do Mercado Financeiro - Banco do Brasil Prof. Cássio Albernaz Página 27 dos perigos de tentar reduzir o déficit rapidamente demais, enquanto a economia ainda está profundamente deprimida. (E sim, a despeito de algumas boas notícias ultimamente, nossa economia ainda está profundamente deprimida.) Se você quer saber quem está realmente tentando transformar os EUA em Grécia, não são os que defendem mais estímulos à economia; são os partidários de que imitemos a austeridade ao estilo grego, embora não enfrentemos constrangimentos de crédito ao estilo grego, e assim mergulhemos numa depressão ao estilo grego. 11. G-20: Posição da Grécia no cenário de crise expõe divisão e vulnerabilidade da União Europeia Ao abrir-se a reunião do G-20, em Cannes, sob a presidência da França, os países da zona do euro e da UE (União Europeia) apresentam-se divididos e vulneráveis às pressões dos Estados Unidos e dos Brics – grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia e China. Vulnerabilidade que decorre, em grande parte, da posição da Grécia no cenário de crise. Obtido na madrugada do dia 27 de outubro, depois de muitas reuniões técnicas e de intervenções diretas da chanceler alemã, Angela Merkel, e do presidente francês, Nicolas Sarkozy, o acordo sobre a zona euro e a dívida grega foi saudado como uma etapa importante da construção europeia. Apenas alguns dias depois, tudo parece rolar por água abaixo com a decisão de George Papandreou, o primeiro ministro socialista grego, de submeter o acordo a um referendo nacional. Sem data certa – a imprensa grega diz que o voto popular será provavelmente realizado em janeiro –, o anúncio do referendo já provocou uma queda nas bolsas e gerou novas tensões na UE. Segundo este acordo, em troca de severas restrições orçamentárias controladas pela UE, o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Banco Central Europeu, a Grécia obteria um abatimento de 50% em sua dívida com os bancos europeus e novos empréstimos da União Europeia. Alvo de protestos em seu país, Papandreou resolveu transferir para o eleitorado grego a responsabilidade pelo acordo que endossou em Bruxelas na quinta feira passada. Questionada por deputados de sua própria legenda, a atitude do primeiro-ministro ameaça novamente a moeda única europeia. A notícia surpreendeu e irritou os outros governos europeus, já que nada levava a crer que Papandreou fizesse esta altíssima aposta política. De fato, uma sondagem recente indicou que 60% dos gregos desaprovam o acordo de Bruxelas. O primeiro- ministro grego pensa que poderá virar o jogo eleitoral e obter uma maioria favorável ao acordo no referendo do mês de janeiro. Mas os especialistas observam que a Grécia tem pouca experiência em referendos e que, num escrutínio de um só turno que exige maioria absoluta, a vitória de
  30. 30. Atualidades do S.F.N Banco do Brasil 2013 Página 28 Prof. Cássio Albernaz e Prof. Edgar Abreu Papandreou não será fácil. Como declarou ao “Financial Times” uma alta fonte da UE, o anúncio do referendo foi “como um raio num céu azul”. No meio tempo, interveio a notícia da falência da corretora americana MF Global, causada por seus investimentos nos títulos das dívidas da Bélgica, Itália, Irlanda e Portugal. Mencionada de maneira discreta, a hipótese de uma exclusão da Grécia da zona euro é agora tema de discussão entre as lideranças europeias. Depois de o presidente Sarkozy declarar que o acordo europeu para a adesão de Atenas ao euro, realizado no final dos anos 1990, havia sido “um erro”, um editorial do jornal Le Monde afirma que o anúncio do referendo grego “leva a questionar a presença da Grécia na zona euro”. Nestas circunstâncias, as dissensões entre os países membros da zona euro aparecem à luz dia. Não se restringindo à Grécia. Numa conferência de imprensa no fim de semana, ao ser interrogado sobre a credibilidade do plano italiano de contenção de despesas públicas, o presidente Sarkozy sorriu ironicamente. Foi o que bastou para surgir uma crise política entre Paris e Roma, com o ministro italiano dos negócios estrangeiros, Franco Frattini, acusando a França de atiçar “um ataque dos especuladores” contra a Itália. 12. Presidente de Chipre anuncia pacote para reativar a economia Autor(es): Nicósia O Globo - 01/04/2013 Um dia depois de o Banco Central estipular as condições que vigorarão sobre os depósitos superiores a - 100 mil - cujos correntistas perderão 60% de suas economias acima do teto garantido pelo Estado e receberão 37,5% do valor a descoberto em ações do banco -, o presidente de Chipre, Nicos Anastasiades, anunciou um programa urgente de recuperação econômica, aplicável em um prazo de três e seis meses. Segundo o jornal espanhol "El País", os detalhes do plano devem ser apresentados na quinta-feira, quando representantes da troika - Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional - visitarem Nicósia para avaliar o impacto do resgate de ¬ 10 bilhões e duas exigências mínimas: o controle de capitais e a reestruturação do setor bancário cipriota. Anastasiades explicou em entrevista ao jornal "Fileléfzeros" as linhas gerais do plano. Ao contrário do que espera a maioria da população, o pacote não se baseia em medidas de austeridade, mas, fundamentalmente, em apressar a tramitação de projetos de investimento e em atrair capital estrangeiro, baixar a elevadíssima conta de luz - muito superior que as irrisórias tarifas de telefonia móvel -, dar incentivos fiscais às empresas que reinvestirem seus lucros e recorrer a fundos europeus para combater o desemprego entre jovens, que em dezembro era de 28,4%,
  31. 31. Atualidades do Mercado Financeiro - Banco do Brasil Prof. Cássio Albernaz Página 29 segundo dados da Eurostat. Outra medida prevista é uma reforma legislativa para permitir a abertura de cassinos na ilha. O presidente cipriota assegurou ter negociado com a troika que não haverá reduções salariais, demissão de funcionários públicos ou diminuição de aposentadorias até 2015. Cerca de 60 mil trabalhadores, de uma população de 800 mil, dependem do Estado. - São mensagens contraditórias, nas quais ninguém acredita - disse ao "El País" uma professora de Ensino Médio, que preferiu não se identificar. 13. Chipre: fila nos bancos Correio Braziliense - 29/03/2013 Nicósia — Os cipriotas fizeram filas sem tumultos diante dos bancos, que reabriram, ontem, sob um rigoroso controle de saques, destinado a evitar uma fuga de capitais, depois de o governo ser forçado a aceitar um pacote de resgate da União Europeia. Os bancos passaram quase duas semanas fechados, enquanto o governo negociava os termos de uma ajuda de 10 bilhões de euros (US$ 13 bilhões). Foi a primeira vez que um plano de socorro financeiro na Zona do Euro impôs prejuízos a correntistas bancários. Os saques foram limitados a 300 euros por dia, e os bancos foram proibidos de descontar cheques. Os empregados das instituições chegaram cedo para trabalhar, em Nicósia, onde cédulas de euros eram distribuídas por caminhões blindados. O Banco Central Europeu não comentou rumores de que, para atender a demanda por dinheiro vivo, teria enviado mais cédulas de euros à ilha. As autoridades dizem que a restrição aos saques será temporária — incialmente por sete dias —, mas economistas afirmam que será difícil suspendê-la enquanto a economia estiver em crise. Medo Em Nicósia, havia alívio, mas também alguma apreensão. “Você não tem ideia do quanto eu estava esperando por isso”, disse o aposentado Froso Kokikou, numa fila do Banco Popular do Chipre (Laiki). “Tenho uma sensação de medo e frustração por precisar ficar desse jeito na fila; parece um país de terceiro mundo, mas o que se pode fazer?”, disse Kokikou. “Foi o que nos impuseram, e temos de conviver com isso.” A Bolsa cipriota permaneceu fechada. Com apenas 860 mil habitantes, Chipre tem 68 bilhões de euros depositados em seus bancos — um sistema financeiro desproporcional ao tamanho do país, que atraía muitos depósitos de estrangeiros, especialmente russos, como um paraíso fiscal. A economia local acabou contaminada pela crise na vizinha Grécia. O ministro das Relações Exteriores, Ioannis Kasoulides,
  32. 32. Atualidades do S.F.N Banco do Brasil 2013 Página 30 Prof. Cássio Albernaz e Prof. Edgar Abreu disse que o governo espera suspender completamente o regime de controles de capital sobre seus bancos em cerca de um mês. 14. Caso do Chipre não é modelo para outros resgates, diz BCE Publicado em Exame Segundo presidente do banco, sua proposta para a ajuda da ilha não contemplava a participação dos depositantes O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, disse nesta quinta-feira que o resgate do Chipre "não é um modelo" que será aplicado em outros países e que a proposta da instituição para a ajuda da ilha não contemplava a participação dos depositantes. O presidente do BCE atribuiu a um "mal-entendido" as controvertidas declarações do chefe do eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, que afirmou que o resgate do Chipre seria um modelo. Draghi explicou que cada um dos países que até agora recorreram a um resgate se encontravam em situações muito "distintas", como por exemplo no caso da "da Irlanda e Espanha". No entanto, o presidente do BCE insistiu na necessidade de se atuar com rapidez em situações como as vividas na Irlanda, Grécia e Espanha, porque "qualquer demora é extremamente decepcionante". Draghi conversou com a imprensa após o Conselho do BCE, que além dos assuntos sobre política monetária tratou do caso do Chipre. A instituição decidiu manter as taxas de juros na zona do euro em 0,75%, mesmo índice desde julho de 2012. 15. Blocos econômicos 10 anos de Brics A força dos emergentes Há dez anos o economista inglês Jim O’Neill cunhou o acrônimo Bric para se referir a quatro países de economias em desenvolvimento – Brasil, Rússia, Índia e China – que desempenhariam, nos próximos anos, um papel central na geopolítica e nos negócios internacionais.
  33. 33. Atualidades do Mercado Financeiro - Banco do Brasil Prof. Cássio Albernaz Página 31 O acrônimo ganhou uso corrente entre economistas e se tornou um dos maiores símbolos da nova economia globalizada. Neste quadro, os países emergentes ganharam maior projeção política e econômica, desafiando a hegemonia do grupo de nações industrializadas, o G7 (formado por Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão). Desde 2009, os líderes dos países membros do Bric realizam conferências anuais. Em abril do ano passado, a África do Sul foi admitida no grupo, adicionando-se um “s” ao acrônimo, que passou a ser Brics. No grupo estão 42% da população e 30% do território mundiais. Nos últimos dez anos, os países do Bric apresentaram crescimento além da média mundial. Estima-se que, em 2015, o PIB (Produto Interno Bruto) do Brics corresponda a 22% do PIB mundial; e que, em 2027, ultrapasse as economias do G7. A China é o “gigante” do grupo. A abertura da economia chinesa, mediante um conjunto de reformas, tornou o país a segunda maior economia do planeta, atrás somente dos Estados Unidos e ultrapassando Japão e países da Europa. A economia chinesa é maior do que a soma de todas as outras quatro que compõem o grupo. O PIB chinês, em 2010, foi de US$ 5,8 trilhões, superior aos US$ 5,5 da soma de todas as outras – Brasil (US$ 2 trilhões), Rússia (US$ 1,5), Índia (US$ 1,6) e África do Sul (US$ 364 bilhões). Mas os chineses enfrentam hoje desafios em áreas como meio ambiente e política, alvos da pressão internacional. Brasil A inclusão do Brasil no Brics trouxe uma projeção internacional positiva, que dificilmente seria alcançada de outro modo e em um curto período. Como resultado, o país tem hoje representação nas principais cúpulas internacionais, como o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) e o G20. O Brasil entrou no grupo em razão do crescimento econômico, ocorrido principalmente a partir de 2005. Esse crescimento foi possível por causa do controle da inflação, com a implantação do Plano Real, em 1994, e o aumento das exportações para países como China, principal parceiro comercial, a partir de 2001. Com a estabilidade econômica, veio a confiança do mercado e o aumento do crédito para empresas e consumidores. O setor privado contratou mais gente, gerando mais empregos, e houve aumento de salários, fazendo que, entre 2005 e 2006, 30 milhões de brasileiros migrassem das classes D e E para a C, a classe média. Contribuíam também, para isso, programas sociais como o Bolsa Família. Assim, mais pessoas passaram a consumir, aquecendo o mercado de varejo. Desigualdade
  34. 34. Atualidades do S.F.N Banco do Brasil 2013 Página 32 Prof. Cássio Albernaz e Prof. Edgar Abreu Os programas do governo Lula também tiveram reflexos no âmbito da justiça social. Na última década e meia, o país foi o único entre os Brics a reduzir a desigualdade, de acordo com a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Porém, mesmo assim, a distância entre ricos e pobres no Brasil ainda é a maior entre os países emergentes. A desigualdade é medida pelo índice Gini, que caiu de 0,61 para 0,55 entre 1993 e 2008 (quanto menor o valor, melhor o índice). Nos demais países do Brics, houve aumento. Mesmo assim, o Gini do Brasil é o maior entre eles e o dobro da média dos países ricos: no Brasil, 10% dos mais ricos ganham 50 vezes mais do que os 10% mais pobres. Outro desafio para o país é fazer ajustes na política econômica. A divulgação do resultado do PIB do terceiro trimestre deste ano, que registrou uma variação zero em relação ao trimestre anterior, apontou a desaceleração da economia. Para sair da estagnação, o governo terá que fazer reformas, inclusive no sistema de tributação, para estimular o investimento por parte do setor privado. 16. A Venezuela e o Mercosul Renata Giraldi e Mariana Tokarnia - Repórteres da Agência Brasil Os chanceleres do Mercosul conseguiram hoje (6) fechar uma série de negociações para garantir que, em 5 de abril de 2013, a Venezuela terá atendido às principais exigências para ser integrada de forma plena ao bloco. Até lá, um terço dos produtos venezuelanos estarão dentro da nomenclatura e das normas do Mercosul. Os ministros anunciaram também que, paralelamente, o Mercosul buscará o chamado fortalecimento produtivo, para incentivar o desenvolvimento do comércio e da economia na região. Segundo o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, o fortalecimento produtivo se refere a incrementar a capacidade tecnológica e adotar medidas que incentivem a competitividade industrial e leve ao desenvolvimento do comércio estratégico. “A reunião foi muito produtiva e estamos avançando de forma acelerada”, disse ele. Patriota acrescentou ainda que, durante as discussões que ocorreram hoje, no Conselho do Mercado Comum (CMC), foi definido o Sistema Integrado do Mercosul (SIM) que se refere à implementação de ações que incentivem o intercâmbio de estudantes em nível superior – graduação e pós-graduação na região. Também foram discutidas a ampliação do Programa Ciência sem Fronteiras, a aproximação do setor privado com os órgãos públicos, a rede de agricultura familiar e a realização da Cúpula

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