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  1. 1. Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação X Congresso de Ciências da Comunicação na Região Nordeste – São Luis, MA – 12 a 14 de junho de 2008. Revistas na web: uma análise dos casos Bravo!, Carta Capital, Época, e Piauí1 Bruno Villa Santana2 Carolina Ribeiro3 Jéssica Passos4 Marcel Ayres5 Paula Janay Alves6 Tarcízio Silva7 Graciela Natansohn8 Universidade Federal da Bahia, Salvador, BAResumoCom o aumento do acesso à Internet na última década e o surgimento de novastecnologias de comunicação, o jornalismo precisou adaptar-se às possibilidadesoferecidas pela Internet na elaboração de seus produtos. A utilização de recursos comoMultimidialidade, Hipertextualidade, Atualização Contínua, Personalização,Interatividade e Memória permitem avaliar o estágio em que se encontra o jornalismode revistas web no Brasil. Esses recursos serviram de base para a análise dos casos dasversões online das revistas Bravo!, Época, Carta Capital e Piauí. Concluímos que osrecursos acima citados ainda são utilizados de forma incipiente e as potencialidades daInternet não foram completamente exploradas, mantendo as versões para a web aindapautadas no produto impresso.Palavras-chavejornalismo digital; jornalismo online; jornalismo de revista; webjornalismo1. Introdução O presente artigo é o resultado inicial de uma pesquisa sobre jornalismo onlinedesenvolvida pelos bolsistas do grupo PET - Programa de Educação Tutorial - daFaculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, que visa avaliar autilização das potencialidades da web por parte de revistas impressas que possuemversões online.1 Trabalho apresentado no GT de Jornalismo do Iniciacom, evento componente do X Congresso de Ciências daComunicação na Região Nordeste.2 Bolsista Petcom, estudante do 4º semestre do Curso de Jornalismo da UFBA, brunofacom@gmail.com.3 Bolsista Petcom, estudante do 5º semestre do Curso de Produção em Comunicação e Cultura da UFBA.carolguimari@gmail.com.4 Bolsista Petcom estudante 3º semestre do Curso de Produção em Comunicação e Cultura da UFBA.maisumacancao@gmail.com.5 Bolsista Petcom, estudante do 2º semestre do Curso de Jornalismo da UFBA. marcel.ayres@gmail.com.6 Bolsista Petcom, estudante do 3º semestre do Curso de Jornalismo da UFBA. paulajanay@gmail.com.7 Bolsista Petcom, estudante do 7º semestre do Curso de Produção em Comunicação e Cultura da UFBA,tarushijio@gmail.com.8 Tutora Petcom. Professora do curso de Jornalismo da Faculdade de Comunicação da UFBA.graciela71@gmail.com. 1
  2. 2. Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação X Congresso de Ciências da Comunicação na Região Nordeste – São Luis, MA – 12 a 14 de junho de 2008. A grande parte das pesquisas sobre os produtos jornalísticos na web se concentraem dois tipos de produto. O primeiro tipo é o chamado portal. E o outro, se refere àsversões web dos grandes jornais impressos. As revistas, com todas suas particularidades- compromisso e identificação com o leitor, segmentação de público, uma periodicidadediferenciada de jornais diários - ainda são alvo de pouca atenção. Em vista disso, este artigo apresenta resultados iniciais da pesquisa, de tipoexploratória e descritiva, buscando sistematizar a situação das publicações da rede emapear em que estágio se encontra o jornalismo de revistas online praticado no Brasil,para contribuir com um olhar crítico sobre as potencialidades e especificidades que essegênero pode vir a desenvolver . Para tanto, foram analisadas durante o mês de março de 2008, as versões para aweb das revistas Bravo!, Carta Capital, Época e Piauí, como modo de entender de queforma as revistas impressas transportam seus conteúdos para a versão online e, a partirda observação de como se utilizam os recursos disponíveis na web, determinar em queestágio do webjornalismo essas publicações se encontram, julgando-as a partir dascategorias de análise de Pavlik (2001), Silva Jr. (2002) e Palácios (2002) sobre asgerações do webjornalismo e os conceitos de Hipertextualidade, Interatividade,Multimidialidade, Personalização, Instantaneidade e Memória.2. Fundamentação Teórica O aumento do acesso à Internet na última década e o surgimento de NTC’s (NovasTecnologias de Comunicação) foram fundamentais para que o jornalismo encontrassenovas possibilidades e recursos para a elaboração dos seus produtos. Ele adaptou-se àlinguagem da Internet e a partir dela desenvoleu formas específicas de produzir seusconteúdos noticiosos. Segundo Luciana Mielniczuk, o jornalismo online é definido como aquele que édesenvolvido utilizando tecnologias de transmissão de dados em rede e em tempo real.É diferente do webjornalismo que diz respeito à utilização de uma parte específica daInternet, a web. A web não pode ser entendida como sinônimo de Internet pois estaenvolve potencialidades mais amplas que a primeira. Desta forma, o presente artigoutilizará a denominação revistas web, considerando o fato de os produtos analisadosutilizarem este suporte. De acordo com as definições de Pavlik (2001), Silva Jr. (2002) e Palácios (2002) odesenvolvimento do jornalismo na web está dividido em três etapas ou gerações, as 2
  3. 3. Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação X Congresso de Ciências da Comunicação na Região Nordeste – São Luis, MA – 12 a 14 de junho de 2008.quais não são necessariamente excludentes, pois "podemos encontrar publicaçõesjornalísticas para a web que se enquadram em diferentes gerações e, em uma mesmapublicação podemos encontrar aspectos que remetem a gerações distintas." (Mielniczuk,2003). As gerações do jornalismo na web são:a) Webjornalismo de primeira geração: Inicialmente os produtos disponibilizados naweb eram reproduções de suas versões impressas que utilizavam a Internet para a suaveiculação. Os produtos desta fase, em grande parte, são simplesmente transcrições deconteúdos impresssos. Eles pouco utilizam as potencialidades oferecidas pelasferramentas da web.b) Webjornalismo de segunda geração: Com o desenvolvimento da estrutura técnica daInternet, constatou-se uma maior iniciativa dos sites jornalísticos na web em elaborarprodutos com características específicas oferecidas pela rede. Essas publicaçõescomeçam a explorar as potencialidades do novo ambiente, tais como links, e-mails erecursos oferecidos pelo hipertexto. Mas, ainda, a versão impressa é usada comoreferência para a elaboração da versão para a web.c) Webjornalismo de terceira geração: Através de iniciativas tanto empresariais quantoeditoriais destinadas a publicações para a Internet, o webjornalismo começa amodificar-se. Os sites jornalísticos passam a extrapolar a idéia de uma mera transcriçãode conteúdos noticiosos impressos para a Internet, utilizando efetivamente asferramentas disponíveis na web.Essas ferramentas, ou características do webjornalismo são a Multimidialidade, aHipertextualidade, a Atualização Contínua, a Personalização, a Interatividade e aMemória (PALÁCIOS, 2002). Elas serviram de base para a análise dos casos dasversões online das revistas Bravo!, Época, Carta Capital e Piauí, nosso corpus depesquisa.2.1 Hipertextualidade O hipertexto é a capacidade dos meios digitais de possibilitar a navegação dousuário através de sucessivas linkagens, interconectando informações em diversosformatos midiáticos - texto, imagem, áudio e vídeo (LÉVY, 2001). Essa estruturafunciona como uma rede cujo eixo se desdobra progressivamente numa variedade decaminhos repletos de ramificações, todas passíveis de serem percorridas pelo leitor aolongo do processo de construção de sentido da narrativa (PALÁCIOS, 2003). 3
  4. 4. Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação X Congresso de Ciências da Comunicação na Região Nordeste – São Luis, MA – 12 a 14 de junho de 2008. Enquanto os meios impressos tradicionais dispõem de uma estrutura dominanteunilinear, hermética, com linguagem restrita ao texto e à imagem, o hipertextopossibilita o encadeamento de uma rede múltipla de informações, maior interação narelação leitor-texto e multilinearidade na construção narrativa. Segundo Palácios, amultilinearidade é a capacidade do internauta escolher, dentro de um amplo cenário depossibilidades, os caminhos que julga mais interessantes percorrer ao longo da leitura dedeterminada narrativa. Esse é um processo de permanente construção da leitura nosveículos digitais. Mesmo não sendo considerados como os criadores da linguagem hipertextual,escritores como Julio Cortázar, Jorge Luis Borges e Ítalo Calvino flertaram, em suasobras, com as possibilidades das narrativas multilineares e, de alguma forma,hipertextuais. Contudo, foi somente com o desenvolvimento das tecnologias digitais queo emprego do recurso pôde ser potencializado (PALÁCIOS, 2003). Com adisseminação do seu uso na web, a ferramenta se tornou uma marca nos diferentes sitesnoticiosos da Internet, que variam apenas na intensidade e forma de utilização dorecurso. O hipertexto está diretamente relacionado com uma série de características darevistas web É através deste recurso que o leitor pode usufruir de outras propriedades,como a Multimidialidade, a Interatividade e a Memória. Todas interconectadas,funcionando como um mecanismo de enriquecimento da leitura e do acesso àsinformações.2.2 Interatividade O conceito de Interatividade, no webjornalismo, está relacionado com a interaçãoentre leitor e produtor da notícia. Com o surgimento da Internet e sua popularização, amensagem, antes tida como unidirecional agora pode ser interativa e personalizada. Existe um nível de interação, típico de qualquer encontro entre textos e usuários: oda leitura. A seqüência de leitura é criada individualmente, pelo usuário, como o fazperante qualquer texto. A diferença é que na rede, a leitura pode ser "detectada",objetivada materialmente (na medida em que a tecnologia pode registrar o percurso deleitura através dos links ou mediante softwares) (NATANSOHN, 2007). Um segundonível de interação é o que proporciona ao usuário a capacidade de trocar de papéis como emissor, seja pautando matérias, opinando e até elaborando matérias, como o permiteo jornalismo de fonte aberta. 4
  5. 5. Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação X Congresso de Ciências da Comunicação na Região Nordeste – São Luis, MA – 12 a 14 de junho de 2008. Em outros meios de comunicação também há interação. Programas de televisãoque disponibilizam um número de telefone para seus espectadores participarem ao vivotambém têm caráter interativo. A principal diferença entre a interação nos outros meiosde comunicação em massa e a Internet é que, só com o seu surgimento, a interação entreo receptor e produtor é através do mesmo meio. Para uma página ser interativa, não basta que o usuário interaja com seu conteúdo,é preciso interação entre usuários e a equipe que produz o site. Para isso, sites denotícias disponibilizam em suas páginas recursos que possibilitam essa interação, comocaixa de comentários para que o leitor expresse sua opinião, listas de discussão oufóruns, enquetes, chats, além da aproximação entre receptor e o produtor com a troca dee-mails entre jornalistas e leitores. Em um mundo em que a quantidade de informação égrande, e onde há competitividade entre as empresas jornalísticas, permitir que oconsumidor de conteúdo jornalístico se sinta parte do processo é importante paragarantir o público. Outra forma de Interatividade é a relação do leitor com a informação utilizando ohipertexto como forma de navegação. Através dos links, o leitor pode complementarinformações para a contextualização, recorrer ao arquivo e confrontar dados permitindoque ele tenha uma recuperação interativa dos dados armazenados, ou seja, ele permite que o processo de leitura seja cumprido como um percurso, definido pelo leitor- operador ao longo de um universo textual onde todos os elementos são dados de forma simultânea (MACHADO, 1997). A recepção é modificada, pois cada leitor, a depender de sua navegação, seupercurso, tem uma leitura particular das notícias, tendo acesso não a um texto fechado,mas a um conjunto de textos específicos determinado pelas suas próprias escolhas.2.3 Multimidialidade/ Convergência Uma das características do jornalismo feito para a web é a Multimidialidade. Suadefinição, é “a integração, em uma mesma unidade discursiva, de informação de váriostipos: texto, imagens (fixas ou em movimento), sons e, inclusive, bases de dados ouprogramas executáveis” (NOCI, 2002). Essa característica está imersa dentro do quealguns teóricos denominam como jornalismo hipermidiático, o qual seria o terceiroestágio da produção de conteúdos noticiosos desenvolvidos especificamente para a web. De acordo com Marcos Palácios, na web há um “espaço ilimitado” para a 5
  6. 6. Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação X Congresso de Ciências da Comunicação na Região Nordeste – São Luis, MA – 12 a 14 de junho de 2008.disponibilização do material noticioso. É uma Memória múltipla, pois oferece matériasem diversos formatos e tende a ser cumulativa, capaz de agregar um material muitoextenso e de diversos formatos, origens e suportes. Em seu artigo “Sistematizando alguns conhecimentos sobre o jornalismo na web”,Luciana Mielniczuk, diz que o jornalismo com editoriais destinados exclusivamentepara a Internet – sites jornalísticos – tendem hoje em dia a aproveitar as potencialidadesdisponibilizadas pela a web para a construção de narrativas imersivas e que apresentamrecursos multimidiáticos. É interessante notar que entre as características fundamentais do jornalismoproduzido para a web, a Multimidialidade não está presa à temporalidade imediata, danotícia urgente, do “furo” e da velocidade - marca forte no jornalismo noticioso online –o jornalismo de revista se apresenta como o ambiente ideal para o desenvolvimento denarrativas multimidiáticas, variadas e diversas, e para o desenvolvimento de umaarquitetura da informação mais complexa, que integre diferentes tipos de texto,considerando que o leitor de revista dedica mais tempo para a navegação, pode voltarsem urgências para o produto oferecido.2.4 Personalização (Individualização/Customização) A característica de Personalização no jornalismo online não deve ser consideradauma ruptura em relação aos suportes midiáticos anteriores, mas como continuidade epotencialização de uma tendência já percebida, através da organização do conteúdo emsegmentos, como na divisão do jornal em cadernos, seções e editorias, prevendo umasegmentação e classificação do público-alvo. Contudo, no ambiente digital isto sepotencializa e diferencia, no momento em que, além do destinatário imaginado edesejado pelos produtores, formatado em seções e cadernos, o usuário tem a realpossibilidade de selecionar aquilo que deseja consumir/ler, e formatar o veículo deacordo com suas preferências. Pode-se entender a Personalização da informação, então, em dois níveis: aquelarealizada no momento da construção do suporte, expressada na formatação do produto,e a que o usuário faz quando pré-seleciona os assuntos de acordo com seus interesses eescolhe o formato da apresentação visual, o que permite que a página acessada esteja deacordo com as preferências previamente estabelecidas pelo usuário. 6
  7. 7. Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação X Congresso de Ciências da Comunicação na Região Nordeste – São Luis, MA – 12 a 14 de junho de 2008.2.5 Instantaneidade (Atualização Contínua) Uma das maiores rupturas trazidas pelo webjornalismo é a sua possibilidade deatualizar-se continuamente. Essa característica é decorrente do desenvolvimento detecnologias telemáticas. Certamente se pode pensar que a televisão também possui grandes possibilidadesde atualização de notícias. Grande parte das emissoras mantém um número variado detelejornais (matutinos, vespertinos e noturnos), permitindo que novas informaçõessejam veiculadas a uma velocidade muito maior que a do jornalismo impresso, preso àperiodicidade diária. No entanto, as redes de televisão têm uma grade de programaçãopré-definida que dificulta o acesso imediato e a constantemente atualização das notícias,a não ser as de grande impacto e/ou relevância social que mereçam chamadasextraordinárias. No jornalismo online, a renovação de notícias pode ser constante. “Odesenvolvimento das tecnologias de comunicação permitiu a instalação de novoscircuitos de informação rápidos e eficazes. A circulação da informação em redesglobalizadas altamente velozes introduziu no jornalismo a noção de “tempo real”(ADGHIRNI, 2002). Dessa forma, quase todos os periódicos online mantêm uma seçãode “últimas notícias” que são atualizadas minuto a minuto, o que possibilita oacompanhamento contínuo em torno do desenvolvimento dos assuntos jornalísticos demaior interesse (PALÁCIOS, 2003). No caso específico do jornalismo de revista, a atualização permanente não pareceter o valor que tem no jornalismo noticioso. Não precisa estar ligado à noção deurgência e nem estar preso à periodicidade das revistas impressas, tendo a possibilidadede “inventar” uma atualização periódica vinculada com suas expectativas e públicoleitor.2.6 Memória A informática chegou a um grau de evolução nos dias atuais que permite quequalquer discurso, seja ele textual, sonoro ou visual, possa ser convertido, armazenado edistribuído digitalmente a baixo custo. Em relação ao jornalismo, essa capacidade praticamente ilimitada dearmazenamento permite que os bancos de dados da própria publicação sejam utilizadoscomo fonte de informações de maneira rápida. Também pode permitir ao leitor, em 7
  8. 8. Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação X Congresso de Ciências da Comunicação na Região Nordeste – São Luis, MA – 12 a 14 de junho de 2008.alguns casos, o acesso a edições anteriores, tanto da revista impressa quanto da revistadigital. (PALÁCIOS, 2003). Estas categorias descritas até agora – Intertextualidade, Interatividade,Multimedialidade, Memória, Personalização, Atualização Contínua - estão condensadasno conceito mais amplo de arquitetura da informação, entendido como o processo deconstrução da informação visual, imagem e texto com o objetivo de torná-la acessívelpermitindo ao usuário capacidade de escolha dos caminhos de acordo com seusinteresses. É através da arquitetura da informação que o modo de navegação eestruturação do conteúdo pode ser definido. Assim, mais do que tornar o suporteatrativo e usável, é nesse nível das possibilidades do jornalismo online em que outrascaracterísticas - Interatividade, Memória, Multimidialidade - estão imbricadas, pois énele que a estrutura do ambiente informacional é formada tendo como ponto central osobjetivos do público-alvo.3. Resultados: as revistas têm um longo caminho pela frente Usando como referencial a terminologia desenvolvida por Mielniczuk (2003)serão analisados os casos de quatro revistas que se consideram online e que têm versãoimpressa com o objetivo de situá-las no desenvolvimento gradual pelo qual tem passadoo webjornalismo. Assim, através dos seis elementos apontados por Palácios comocontitutivos do jornalismo que é feito para a web, cada revista será enquadrada em umadas três gerações do webjornalismo.3.1. Bravo! no papel, covarde na web A revista Bravo!, da editora Abril, é uma publicação mensal de jornalismocultural que existe desde 1997. Sua página de Internet (http://bravonline.abril.com.br),observada durante o terceiro mês de 2008, chama-se "Bravo! Online". Não há nenhumtexto de apresentação sobre a página ou a revista. O que se percebe a primeira vista éque a página pretende ser um complemento do produto impresso. A maioria das reportagens carecem de links para outras reportagens, sites ouinformações multimídia diretamente ligados e relacionados à informação jornalísticatextual. Este parâmetro básico do webjornalismo, Hipertextualidade, é praticamenteignorado. Em relação à Multimidialidade, a página apresenta muitos recursos audiovisuais,como vídeos documentários e de entrevistas, trailers de filmes criticados na revista e 8
  9. 9. Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação X Congresso de Ciências da Comunicação na Região Nordeste – São Luis, MA – 12 a 14 de junho de 2008.podcasts, além de galerias de fotos de produtos culturais. Porém, a maioria destes nãoestão integrados entre si, muito menos com as reportagens disponibilizadas na página,com exceção de algumas fotos. A página traz um arquivamento mensal da maior parte de seu conteúdo,seguindo a periodicidade da revista impressa. A prática é recorrente na maioria dasversões online de produtos impressos. A Interatividade é um quesito que a página tenta alcançar com váriasferramentas, mas de forma desordenada, agrupando-as numa coluna chamada Participe,que agrega os recursos interativos da página. O "Bravo! Fórum" é um fórumrelacionado a uma pergunta fixa. A Seção "Bravo! Grupos": utilizando a divisãoLiteratura/Música/Cinema/Televisão/Teatro e Dança/Artes Plásticas já presente narevista, estão categorizados os temas relativos às matérias. Em cada um deles osinternautas podem conversar por meio de fórum. É evidente a falta de um editor deconteúdo, pois pode-se observar que alguns dos tópicos apresentam spams de mais deduas semanas. A seção "Dica do Internauta" se constitui de pequenos boxes de textoindicando algum produto/evento. Há um título, que é o produto ao qual a dica se refere,a dica propriamente dita com o nome do internauta, e em negrito, abaixo há "Envie suadica". Visualmente, parece que o conteúdo está linkado a alguma matéria ou crítica maisextensa. Porém, a dica se resume aquelas pequenas quatro linhas. Tanto o título quantoa dica quanto o "Envie sua dica" são links de acesso à página de envio de dicas. As possibilidades de Personalização de Conteúdo só existem no que se refere aoseu tipo mais básico: seleção de assuntos de interesses do leitor e a navegação entreeles. Não há ferramentas de hierarquização das matérias, nem tampouco decustomização da apresentação visual. A organização da página segue as editorias eseções da Bravo! de papel, inclusive no que se refere ao projeto gráfico: cada tipo deexpressão artística é identificada com uma cor. A página pode ser caracterizada, portanto, na segunda geração do wejornalismo.A maioria do conteúdo disponível se baseia no produto impresso. Os recursos eferramentas, com a exceção de alguns poucos recursos multimidiáticos, específicos daInternet não são utilizados.3.2. Carta Capital: navegando rumo às potencialidades do webjornalismo. A Revista de informação Carta Capital foi lançada pelo jornalista Mino Carta em1994 e é uma publicação jornalística semanal da editora Confiança Ltda. Sua tiragem é 9
  10. 10. Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação X Congresso de Ciências da Comunicação na Região Nordeste – São Luis, MA – 12 a 14 de junho de 2008.de 75.000 exemplares e o periódico aborda temas diversos como política,comportamento, economia e cultura. Após a popularização da versão impressa, em 2000foi criado o site (http://www.cartacapital.com.br) - que faz parte da Internet Group -Portais: iG, iBest e BrTurbo. Durante todo o mês de março de 2008, foi realizada umaanálise do site com o intuito de identificar como a versão online da revista utiliza aspotencialidades oferecidas pela web para a sua produção jornalística e em que estágio osite encontra-se dentro das categorias de desenvolvimento do webjornalismo. A versão para a web da Carta Capital é dividida em seções. São elas: Diálogo,Sociedade, Economia, Política, Internacional e Cultura. Ao observar a construção dasnotícias veiculadas em cada seção do site, inicialmente a impressão que temos é de quea versão online usa preferencialmente o modelo transpositivo (característica comum aoprimeiro estágio de desenvolvimento de sites jornalísticos na web) para a suaformatação e organização. No estágio transpositivo, o site utiliza o espaço da Internetpara fazer a transcrição das matérias publicadas na versão impressa e disponibilizá-laspara o internauta. Parece não haver uma preocupação com as especificiadesdisponibilizadas pela web, o que faz com que as suas publicações tenham um modeloestabelecido pelos meios impressos. No caso do site, as matérias são fechadas, nãoapresentam hiperlinks e utilizam pouco - ou quase nenhum - recurso de multimídia. Ostextos assemelham-se aos da versão impressa, são blocos de texto acompanhados (emalguns casos) por imagens ou fotografias. Enquanto as formas de storytelling do site encontram-se em um estágio primário, épossível identificar na página características do segundo estágio de desenvolvimentowebjornalístico, favorecido pelo desenvolvimento da estrutura técnica da Internet. Essascaracterísticas começam a explorar as potencialidades do novo ambiente, através doslinks, dos e-mails e enquetes usados como recursos de Interatividade, surge também asseções "últimas notícias" que explora a possibilidade de Atualização Contínua. O site daCarta Capital disponibiliza em sua página principal um dispositivo de busca parafacilitar a navegação do leitor e disponibiliza na parte superior quais foram as notíciasmais acessadas durante o dia. Também na parte superior da página principal, existe umlink para a assinatura da versão impressa. A Atualização Contínua fica por conta do boxde últimas notícias atualizado diariamente e servindo como um alicerce para aInstantaneidade (característica de webjornais mais recentes). O recurso mais utilizadopela Carta Capital em seu site é o da Interatividade. O leitor, por exemplo, pode efetuarcomentários sobre os textos publicados, corrigí-los, entrar em contato com a equipe da 10
  11. 11. Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação X Congresso de Ciências da Comunicação na Região Nordeste – São Luis, MA – 12 a 14 de junho de 2008.Carta Capital ou mesmo o jornalista responsável. Outra ferramenta oferecida é onewsletter, nele o usuário pode cadastrar-se e receber o boletim informativo via e-mail. Durante toda a análise ficou evidente que os estágios de desenvolvimentowebjornalísticos coexistem no site da Carta Capital. Constatou-se que dentro destacategorização a versão online da revista, preferencialmente, pode ser classificada comoum site de webjornalismo de segunda geração. O site ainda partilha de uma concepçãomuito atrelada ao formato impresso, mas já começa a utilizar alguns elementosespecíficos da web. Na página são oferecidos espaços para o leitor comentar o que vemsendo produzido, e-mails para entrar em contato com os jornalistas, enquetes queabordam diversos assuntos relacionados à publicação. As matérias são em grande partetranspositivas, porém nota-se que uma parcela da produção voltada especificamentepara a versão online, o que demonstra um princípio de autonomia conquistado pelo siteem relação ao impresso. Em relação a narrativa, o site basicamente não utiliza osrecursos de hipertexto e Multimidialidade. São matérias fechadas e em alguns casosilustradas por alguma imagem (ilustração ou foto). O que difere da tendênciahipermidiática dos sites jornalísticos mais recentes ou mesmo dos sites especializadosem jornalismo para a web.3.3. Época: muita estrutura e pouca inovação Ao longo do mês de março de 2008, foi observado o site da revista Época, ÉpocaOnline (http://revistaepoca.globo.com) . A revista é uma publicação semanal da editoraGlobo, cuja cobertura jornalística envolve desde o noticiário político e econômico até ocultural e comportamental. A análise constatou que o Época Online faz parte da chamada segunda geração dowebjornalismo, já que, apesar de utilizar cinco dos seis parâmetros definidos porPalácios (2003) – Multimidialidade, Hipertextualidade, Memória, Interatividade eInstantaneidade – o faz, com exceção da Interatividade e da Memória, de maneiratímida e confusa. São dois os pontos cruciais para enquadrá-lo na segunda geração dowebjornalismo: a maneira e a intensidade com que emprega os recursos possibilitadospela tecnologia digital e a rotina produtiva do site, no que concerne a quantidade deinformações disponibilizadas e a constância da atualização. O método de emprego dos recursos tecnológicos demonstra que a Época Onlinenão é um site noticioso com vida própria, ele é uma extensão da versão impressa. 11
  12. 12. Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação X Congresso de Ciências da Comunicação na Região Nordeste – São Luis, MA – 12 a 14 de junho de 2008.Mesmo utilizando os recursos do webjornalismo de terceira geração, ele não os explora.Ao contrário, o acanhamento com que o faz demonstra que a revista tenciona apenas seruma extensão da Época, funcionando como um espaço de divulgação de poucas enovas informações. O caráter complementar da Época Online que esta pesquisa constatou, ficademonstrado no fato de que, ao longo do mês de março de 2008, o site disponibilizou,em média, somente dez matérias diárias. Destas, a utilização de recursos hipertextuais emultimidiáticos foi ínfima. Em relação a Multimidialidade, em todo o período deanálise, não foi constatada nas reportagens a utilização de outras linguagens que não atextual. A cadeia de hipertextualização, sequência de linkagens, é limitada, pois emtodos os casos analisados os links iniciais das reportagens direcionavam o leitor apenasa mais um campo de informação complementar. Não há um conjunto de ramificações ecapilarizações descentralizadas, típicos dos meios digitais, que confiram ao usuáriomaior liberdade de navegação. Além disso, os hipertextos analisados conectavaminformações textuais – blogs, entrevistas, notícias correlatas. O emprego daMultimidialidade é praticamente inexistente. O site oferece ao usuário a opção “Vídeos”, que direciona o leitor ao portalGlobo.com. Entretanto, o conteúdo desses vídeos não está diretamente relacionado aosassuntos tratados nas matérias da Época Online, eles não servem como complementonoticioso. Portanto não compõem uma rede de sentido estabelecida pelo encadeamentode linkagens, que disponibilizaria informações correlatas em formatos diferentes. Asúnicas matérias multimidializadas referem-se à Memória do site, e nada mais são do quetransposições integrais das reportagens impressas à web. Algumas dessas matériaspermitem ao leitor visualizar vídeos e animações ou ouvir entrevistas e debates.Contudo, como foi afirmado anteriormente, a maneira como a Época Online empregaesses recursos é tímida e dispersa. Não há uma utilização sistematizada dessasferramentas. Os recursos mais utilizados pela Época Online são os relativos à Interatividade. Osite possibilita ao leitor: a) comentar matérias; b) participar de fóruns, enquetes eentrevistas interativas, enviando perguntas à revista que serão selecionadas eposteriormente encaminhadas à personalidade entrevistada da semana; c) emitir opiniãosobre determinado tema escolhido pela revista. Esta não é uma possibilidade única domeio online, já que na “Entrevista Interativa” não há interação direta e imediata entre oleitor e o entrevistado, como seria possível num chat, por exemplo. No caso da Época 12
  13. 13. Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação X Congresso de Ciências da Comunicação na Região Nordeste – São Luis, MA – 12 a 14 de junho de 2008.Online, há a intermediação da revista na seleção e encaminhamento das perguntas dosusuários. Assim a Época Online, apesar de desenvolver uma linguagem tributária átecnologia digital e utilizar seus recursos, não pode ser enquadrada na terceira geraçãodo webjornalismo, pois o site funciona como uma extensão minimamenteparticularizada da versão impressa.3.4. Piauí: moderninha mas nem tanto A Revista Piauí é uma publicação mensal de jornalismo literário, da Editora Abrilexistente desde outubro de 2006. Para nosso trabalho, foram analisadas seis edições daversão online da revista, de outubro de 2007 a março de 2008, que se encontram no site(http://www.revistapiaui.com.br). A versão online da Revista Piauí também pode ser enquadrada na segunda geraçãodo webjornalismo, por não explorar de forma aprofundada os recursos que a Internetdisponibiliza e por não possuir uma produção de textos inteiramente voltada para o site.A publicação impressa serve como modelo para a construção da página na web. Asmatérias disponiblizadas no site são transcritas do mesmo modo como foram publicadasna versão impressa. Mas algumas potencialidades, próprias do jornalismo online, podemser verificadas, como Hipertextualidade, Multimidialidade e Memória. Há poucos recursos de Hipertextualidade. Na maioria das matérias sãoencontrados links para assuntos relacionados com a temática e mais informações quepossam complemetar o assunto, mas isso ainda é feito muito timidamente e muitasmatérias não são abertas para outros caminhos possíveis de serem percorridos peloleitor. Há um espaço, "Achados e Imperdíveis", onde links para vídeos e áudios sãodisponibilizados, ensaiando uma característica hipertextual, mas esses não tem ligaçãodireta com as matérias, sendo apenas acréscimos, curiosidades, não se constituindocomo continuação do texto, nem indispensável para sua construção de sentido. A revista, em suas edições, abriu concursos literários para seus leitores. Além dostextos vencedores serem publicados na versão impressa, a versão online disponibilizavatodos os textos concorrentes em sua página na web. Isso caracteriza-se como uma formade Interatividade e Memória proporcionada pela Internet, que seria inviável na versãoimpressa. O quesito Interatividade é pouco explorado, nas matérias não existem caixa decomentários, os leitores não dispões de fóruns de discussão. O contato entre leitores ejornalistas é feito na seção "Cartas dos Leitores", em que cada leitor pode enviar sua 13
  14. 14. Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação X Congresso de Ciências da Comunicação na Região Nordeste – São Luis, MA – 12 a 14 de junho de 2008.carta à redação e na sessão "Contatos". Essa última sessão não passa de um link para oenvio de cartas para a redação. Sendo assim, apesar de duas sessões, a revista só temuma forma de contato entre leitor e produtores, o que caracteriza sua poucaInteratividade. Não há opção para o usuário escolher previamente o conteúdo que seráacessado de acordo com seus interesses, nem escolha da diagramação da página. A atualização do site não é contínua, mas isso é característica do gênero revista. Aversão online segue a peridiocidade da revista impressa, que é mensal. A atualização éfeita assim que o número referente ao mês esteja disponível. Ao ser lançada a mais novaedição da revista o acesso aos textos do site são restritos, poucas matérias estãodisponíveis. Mas assim que uma nova edição entra no mercado, mais matérias sãodisponibilizadas. Esse caráter de Memória, próprio da Internet, que permite oarmazenamente de grandes quantidades de dados, é usado pelo leitor como fonte deinformações. Os limites das páginas impressas são descartados e o número deinformação possível, potencializado. Os leitores têm a liberdade de acessar ao conteúdodas edições anteriores no site. Assim, o site da revista possue características dos três estágios do webjornalismo.Ainda possui textos transcritos da versão impressa, usa timidamente os recursos deHipertextualidade, Multimidialidade e Memória e já apresenta produtos feitosespecialmente para a web.4. Conclusões Durante a pesquisa pudemos observar que os sites criados a partir de revistasimpressas geralmente produzem e, principalmente, arquivam conteúdo de acordo com aperiodicidade de suas edições impressas. Assim a revista digital vinculada à impressamantêm uma das características definidoras do meio revista. Marília Scalzo (2003),afirma que os redatores de jornalismo de revista podem e devem fazer um texto maiselaborado, que não está preso à factualidade e urgência dos eventos. O conteúdo das revistas online analisadas, em boa parte, apresenta materialaudiovisual – fotos e vídeos - íntegras de entrevista, possui certo grau de Interatividadee Personalização, porém muitas matérias ainda são reproduções daquelas do produtoimpresso. Em alguns casos, as publicações também veiculam em formato digital (em pdf) asrevistas distribuídas, tal e qual vendidas na banca, formato e qualidades mantidos noarquivo .pdf. Consideramos que esse é mais um recurso que pode ser utilizado, mas não 14
  15. 15. Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação X Congresso de Ciências da Comunicação na Região Nordeste – São Luis, MA – 12 a 14 de junho de 2008.caracteriza por si só uma revista web, por entendermos que um produto online devetrazer as características do discurso digital enumeradas. Isso contribuirá com umjornalismo de revista inovador, de qualidade, para além dos produtos impressos.Referências bibliográficasADGHIRNI Z. Jornalismo Online: em busca do tempo real. Trabalho apresentado no NP02– Núcleo de Pesquisa Jornalismo, XXV Congresso Anual em Ciência da Comunicação,Salvador/BA, 04 e 05. Setembro, 2002.DÍAZ NOCI, Javier. La escritura digital: Hipertexto y construcción del discursoinformativo em el periodismo electrónico. Bilbao. Universidad Del País Basco, 2002.LÉVY, P. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática.São Paulo. 34, 2001.MIELNICZUK, L. . Sistematizando alguns conhecimentos sobre jornalismo na web.. In:PALÁCIOS, Marcos; MACHADO, Elias.. (Org.). Modelos de jornalismo digital.. Salvador:Calandra, 2003, v. , p. 37-54.NATANSOHN, L.Graciela. O que há e o que falta nos estudos sobre recepção e leitura na web? E-compos n.10, dez. 2007. Disponível em: http://www.compos.org.br/pagina.php?menu=66&mmenu=PALÁCIOS M. Ruptura, Continuidade e Potencialização no Jornalismo Online: o Lugar daMemória. In: MACHADO, Elias & PALÁCIOS, Marcos (Orgs), Modelos do JornalismoDigital, Salvador: Editora Calandra, 2003a.PALÁCIOS M. Hipertexto, Fechamento e o Uso do Conceito de Não-Linearidade Discursiva.In: MACHADO, Elias & PALÁCIOS, Marcos (Orgs), Modelos do Jornalismo Digital,Salvador: Editora Calandra, 2003b.SCALZO, Marília. Jornalismo de Revista. São Paulo: Editora Contexto, 2003.SILVA JR., José Afonso. A relação das interfaces enquanto mediadores de conteúdo dojornalismo contemporâneo: agências de notícias como estudo de caso. Trabalho apresentadono XI Encontro Anual da Compôs. Rio de Janeiro 2002. 15

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