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Rogério Reis é Formado em Desenho Industrial pela UFRJ
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Escultura como estratégia nas construtoras

  1. 1. O uso da escultura como estratégia na promoção e identidade do empreendimento Imagens Ilustrativas de esculturas de diversos autores: Tomie Ohtake, Niemeyer, Athos Bulcão e Bruno Giorgi A escultura é um derivativo da arquitetura e sua natureza tem o poder de simbolizar algo - sempre esteve em pedestal, no altar - é o epicentro cognitivo da construção que a abriga. A escultura difere dos outros materiais que compõe um empreedimento. Ela é de outra ordem e não deve ser vista como item de decoração - não se confunde com sofá ou tapete. Por sua natureza simbólica, a escultura é subutilizada como ferramenta na estratégia de estru- turação e promoção de um empreendimento. O excesso de informações em todas as esferas de nossa vida é uma das características do nosso tempo. Um empreendimento é uma atividade complexa, com muita informação para ser assi- milada pelo cliente. Neste sentido, a escultura pode ajudar o cliente, como ícone que traduz o todo. Por cognição, nosso cérebro sempre reduz e compartimentaliza as massas de informa- ções em uma síntese. Conseguir fixar um empreendimento de centenas de milhões de reais na percepção do cliente é uma operação de ótimo custo/benefício.
  2. 2. A Escultura, por sua natureza simbólica, tem sido subutili- zada como ferramenta na estratégia de estruturação e pro- moção de um empreendimento. Ela sempre esteve em pedestal, no altar e é o epicentro cog- nitivo da construção que a abriga. A escultura difere dos outros materiais que compõe um empreedimento. Ela é de outra ordem e não deve ser vista como item de decoração - não se confunde com sofá ou tapete. Athos Bulcao foi a síntese dos 50 anos de Brasília. O clichê da escultura na frente do edifício, na parede principal do hall ou no centro do pátio interno: é o ícone, a síntese. Um empreendimento, tem inúmeros vetores, é uma galáxia de coisas, especificações, logística, fornecedores, materiais diversos, pessoas a serem gerenciadas, alvarás, documen- tos, registros, verificações, leis, novas tecnologias, risco constante. Acima desta operação, há ainda o encaixe deste empreen- dimento específico no ecosistema da economia da cidade. A necessidade de ser um produto inovador, atarente, efi- ciente, financeiramente viável e posicionado em nicho de mercado. Se ao final do empreendimento, mesmo que o resultado seja uma obra perfeita, ainda resta o problema de fazer ver ao mercado esta informação. O sufocante excesso de informações e escassez de tempo disponível para assimilação, é uma das marcas do nosso tempo. Na disputa pela percepção do cliente, a escultura pode funcionar como ícone que traduz o todo. Para cog- nição, nosso cérebro sempre reduz e compartimentaliza as massas de informações em uma síntese. Como na comunicação, é a frase-síntese de impacto que fica. O uso do computador seguiu esta mesma fórmula, dos ícones da Apple/Windows – que traduziu o complexo. A escultura pode funcionar como um avatar do empreendi- mento na percepção do cliente. Conseguir fazer brilhar um empreendimento de centenas de milhões de reais na mente do cliente melhorando subs- tancialmente o ícone, é uma operação de alto custo/bene- fício. O clichê da escultura na frente do edifício, na parede principal do hall ou no centro do pátio interno: é o ícone, a síntese do todo. Escultura sempre esteve em pedestal, no altar, é o epicentro cognitivo da construção que a abriga. Na disputa pela percepção do cliente, a escultura pode funcionar como um ícone que traduz o todo. É um tipo de avatar do empreendimento no cérebro do cliente. Por cognição, nosso cérebro sempre reduz e compartimentaliza as massas de informações em uma síntese. Como na comunicação, é a frase-síntese de impacto que fica. Athos Bulcao foi a síntese dos 50 anos de Brasília. É possível usar esta fómula cognitiva fazendo brilhar um empreendimento de centenas de milhões de reais na mente do cliente otimizando o custo/benefício.
  3. 3. Esta proposta visa agregar valor duradouro para marcas no segmento de Incorporação. Através de baixo inves- timento, o uso eficiente desta ferramenta pode trazer enormes benefícios para o empreendimento específico, o negócio como um todo, a marca da construtora, o setor da construção civil, a imagem da cidade, a comunidade e o patrimônio cultural do país. 1. O custo-benefício é alto e mensurável. O percentu- al de investimento é ínfimo diante do custo total da construção e o retorno é desproporcional ao investi- do. Quanto custa pender o cliente na comercialização de uma única unidade diante do similar concorrente? As construções que hoje possuem obras de Athos Bul- cão ou edificações com assinatura de Niemeyer são lugares quase-míticos. Esta mística é o sonho que toda empresa, por maior que seja, almeja para seus produtos. Porém, é uma operação empresarial extre- mamente dispendiosa e na maior parte dos casos é inalcançável. 2. Investimento em arte não é efêmero como a comuni- cação de varejo ou promoção de eventos. É uma ação que irá agregar valor por tempo infinito e que possui retorno a médio e longo prazo. 3. Ao colar a imagem da obra de arte ao empreendimen- to, o imóvel torna-se mais valioso no imaginário do cliente e esteticamente mais agradável que um similar, com ganho comercial efetivo. 4. A imagem da construtora reveste-se de responsabili- dade cultural. 5. Brasília não tem construtora identificada com mecena- to ou patrocínio cultural. Em termos de investimento em mídia, posicionar uma empresa em determinado nicho custa caro - e com risco do investimento não ter garantia de sucesso. 6. Nas comemorações de 50 anos de Brasília, o símbo- lo maior e sem contestação foi Athos Bulcão. Há uma enorme generosidade da História e da mídia ao abor- dar o patrimônio cultural no tempo futuro. Por algum motivo, isso não acontece no tempo do agora, mas o gestor empresarial pode criar ativos com esta situação. Através de baixo investimento, o uso consciente desta ferramenta pode trazer enormes benefícios para o empreendimento específico, o negócio como um todo, a marca da construtora, o setor da construção civil, a imagem da cidade, a comunidade e o patrimônio cultural do país. O retorno é desproporcional ao investido. Quanto custa pender o cliente na comercialização de uma única unidade diante do similar concorrente? O imóvel torna- se mais valioso no imaginário do cliente, com ganho comercial efetivo É um investimento que irá agregar valor por tempo infinito. A escultura é visualmente sólida e imponente, emprestando este tipo de reputação à marca.
  4. 4. 7. Brasília é a capital do Brasil, e o Brasil ganhou dimen- são inesperada de grande player mundial. Nossas as- pirações como brasileiros e brasilienses são grandes. Nossa construção cultural sempre ansiou por reconhe- cimento global. Vide o Futebol, e agora nossa econo- mia ultrapassou a economia britânica. Brasília deve ri- valizar com Paris ou Londres. Por que não rivalizar com eles? O que falta para isso, ao menos no que tange a nossa responsabilidade? 8. Os artistas regionais ainda possuem valores assimilá- veis pelo mercado da construção civil. Artistas con- sagrados possuem valores inviáveis, que orbitam em centenas de milhares de reais ou mais. Em mercados mais maduros, como o europeu e o chinês, os valores são dezenas de milhões. 9. Brasília já possui um tipo de imagem com nicho cog- nitivo que tangencia arquitetura e modernidade. A assimilação de investimento em escultura contempo- rânea é uma extensão natural. Brasília é uma cidade- -conceito, uma arquitetura única no mundo. Escultura é um derivativo, um desdobramento da arquitetura, uma linguagem de material sólido e diálogo espacial. 10. O setor de construção civil é historicamente associado de forma negativa ao pior da atividade política. Inves- timento em escultura é investimento em valores posi- tivos como cultura e criatividade. É uma modalidade de generosidade empresarial, traduzida pela comuni- dade como responsabilidade social. 11. Diferente das outras artes, escultura é visualmente só- lida e imponente, emprestando este tipo de reputação à marca. 12. Ao inserir uma escultura na construção, nosso mode- lo de cognição a torna uma representação do empre- endimento. Esta é a importância de utilizar conceito, materiais e formas de alto nível. Brasília deve rivalizar com Paris ou Londres. Por que não rivalizar com eles? O que falta para isso, ao menos no que tange a nossa responsabilidade? Posicionar uma empresa em determinado nicho com investimento em mídia custa caro e não há garantia de sucesso. Nossa construção cultural sempre ansiou por reconhecimento global Os artistas regionais ainda possuem valores assimiláveis pelo mercado da construção civil. Brasília é uma cidade-conceito, uma arquitetura única no mundo. Escultura é um derivativo, um desdobramento da arquitetura.
  5. 5. Sobre o autor Rogério Reis é Formado em Desenho Industrial pela UFRJ (Escola de Belas Artes) e com MBA em Gestão de Negócios com ênfase em Marketing pela ESPM (Escola Superior de propaganda e Marketing). Trabalhou muitos anos na área de criação em agências de publicidade e design. Como artista plástico desenvolveu o conceito de escultu- ras contemporâneas intituladas Morfoses, linguagem que se situa na fronteira entre arte, design e pensamento. Ver portfólio em anexo com imagens e texto. Estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Laje com Daniel Senise, Fernando Cocchiaralle (curador do MAM), Nelson Leiner (Bienal de Veneza) e Charles Watson. Artista com identificação em Brasília, suas formas foram influenciadas pelas curvas de Niemeyer. No Brasil, sua obra tem proximidade com Tomie Ohtake e no exterior com Anish Kapoor. __________ As Morfoses fazem parte da trilogia do autor onde cons- tam ainda 2 outros projetos com a mesma linha de pes- quisa, com o tema da civilização brasileira como fio con- dutor: “Futebol paixão, o delírio de uma Nação” e O.M.I.B. – Origens mitológicas do Inconsciente Brasileiro. Este últi- mo, um estudo do âmago das raças que formaram o Bra- sil. Cada qual com abordagem distinta: mito, antropologia cultural e utopia.

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