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Uma publicação da Igreja Batista da LagoinhaGerência de ComunicaçãoEdição Novembro/2007.Transcrição e CopidesqueJussara Fo...
ApresentaçãoÉ      muito importante a maneira como iniciamos uma caminhada. A Pala-       vra de Deus diz que “há caminhos...
um demônio, mas é importante que você tenha esse entendimento alegórico,uma vez que Faraó se posicionava contra a vontade ...
Uma ordem de DeusL      emos no verso 1 do capítulo 5 do Livro de Êxodo que, um dia, Deus enviou      Moisés a Faraó com a...
o povo de Deus. O Senhor estava dizendo que o cativeiro do seu povo já haviaterminado.     “Deixa meu povo ir, para que me...
antes; eles mesmos que vão e ajuntem para si a palha. E exigireis deles a mesmaconta de tijolos que antes faziam; nada dim...
Podemos conceber a liberdade como um pássaro que, estando enjaulado,foi-lhe aberta a porta e ele, saindo por ela, ganhou a...
A fúria do inimigoA       o lermos a respeito da tentação de Jesus no deserto, vemos que o diabo        tentou negociar co...
me adorares. Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: AoSenhor, teu Deus, adorarás, e só a ele d...
As pessoas dizem que um negócio só é bom quando é bom para as duaspartes, mas em se tratando de negociar com o inimigo nen...
dade de poder dizer: “Eu não negocio com o diabo.” Siga o exemplo daqueleque deu a própria vida por você, ensinando-lhe a ...
e aos seus capatazes, dizendo: Daqui em diante não torneis a dar palha ao povo,para fazer tijolos, como antes; eles mesmos...
Os novos convertidos, na prática, são os que mais vivem essas ex-periências. Talvez, você está nos caminhos do Senhor há m...
Falsa ociosidade     Logo em seguida, Faraó acusa os filhos de Israel de estarem ociosos. Oocioso é alguém preguiçoso, que...
Falácias     Em uma última tentativa, o imperador do Egito, Faraó, tentou induzir opovo a crer que as palavras que Moisés ...
se realmente Deus é tudo aquilo que ouvimos, se a Bíblia é mesmo a palavrado próprio Criador.     O propósito do diabo, de...
mas com a chave certa, aquele portal tem de se render a ela. E essa chave é aautoridade do nome de Jesus.     Assim como a...
“Então, Moisés e Arão se chegaram a Faraó e fizeram como o Senhor lhesordenara; lançou Arão o seu bordão diante de Faraó e...
cheirou mal, e os egípcios não podiam beber a água do rio; e houve sangue portoda a terra do Egito. Porém os magos do Egit...
rio. Ele respondeu: Amanhã. Moisés disse: Seja conforme a tua palavra, para quesaibas que ninguém há como o Senhor, nosso ...
e nas tuas casas; e as casas dos egípcios se encherão destes enxames, e tambéma terra em que eles estiverem. Naquele dia, ...
atenção, heim, cuidado!” Mas Deus nos diz para não deixarmos de congregarcomo é costume de alguns (Hebreus 10.25).     A p...
de”. O erro pode ser tão claro e descarado que chega enganar o mais preparado.É exatamente assim que o inimigo sugere: voc...
A primeira proposta foi: Fique no Egito, sirva a Deus aqui mesmo. Ou seja,você pode ser crente, mas, cuidado, aquele povo ...
Compromisso e relacionamento     Precisamos acabar com esta mentalidade de que a igreja é uma prestado-ra de serviços espi...
“Quando o espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos, pro-curando repouso; e, não o achando, diz: Voltarei para...
aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifi-ca” (2 Coríntios 3.6). Se lermos a Pala...
Em 1 Coríntios 11.28-30, Paulo nos exorta sobre a seriedade de participarda mesa do Senhor:     “Examine-se, pois, o homem...
e Safira, de maneira religiosa e mentirosa. Ele sabe que tudo que fizermos,segundo o padrão deste mundo, resultará em mort...
deração, prudência e domínio próprio com a igualdade, absoluta ou aproximada,entre forças opostas. O domínio próprio é uma...
cio de igreja. Você pode ser crente, mas não seja assim um crente tão radical.Você não precisa radicalizar.” Como é triste...
A primeira proposta, ou barganha, foi: “Você pode servir, mas aqui noEgito.” Moisés disse: “Não! Isso não serve para mim.”...
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Resistindo ao inimigoA       terceira proposta de Faraó veio antes que a oitava praga viesse:             “Apresentaram-se...
aqui. Você pode ir sozinho, mas deixe sua família comigo. Deixe sua esposa co-migo, deixe seus filhos comigo. Vá sozinho. ...
unidade, sem a qual não há a força necessária para se vencer as dificuldadesdo dia-a-dia. Por que os homens? Porque o home...
da família. Deus o criou para ser o líder da sua casa. Você não é o chefe, não éo mandão; você é o líder. O líder que rece...
mas tem deixado seus filhos para trás? Por quê? Seja amigo do seu filho, sejaamigo dele antes que um traficante se torne o...
e barganhar com você. Portanto, você tem de ser radical, nem converse. Hápessoas que ficam querendo barganhar. Nada disso!...
“Fala, agora, aos ouvidos do povo que todo homem peça ao seu vizinho, etoda mulher, à sua vizinha objetos de prata e de ou...
“Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento naminha casa; e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exé...
aos poucos. Por isso precisamos permanecer na posição correta. Tomarmosposse de cada parte da herança que nos pertence. Pa...
“Sirva, mas falando o meu idioma, o idioma do Egito.” O idioma do Egi-to é a murmuração, é falta de visão e de fé. Quando ...
Bênçãos especiaisD         eus tem sido gracioso e amoroso conosco. Se dissermos com toda          sinceridade e agirmos c...
Com o fruto do nosso trabalho também é assim, se não devolvermos oque é de Deus, estamos retendo o que não é nosso. Então,...
ou não, mas que leva você a ofertar e a chorar de alegria por saber que estásacrificando a Deus.     O diabo me tenta da m...
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ConclusãoP      recisamos entender que a Igreja do Senhor não é uma prestadora de ser-       viços espirituais. Somos uma ...
Nunca, em nenhuma hipótese, barganhe com Faraó. Não aceite nenhu-ma de suas propostas, porque ele quer matar você. Ele que...
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Uma publicação da Igreja Batista da Lagoinha        Gerência de Comunicação Rua Manoel Macedo, 360 - São Cristóvão  CEP 31...
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  4. 4. Uma publicação da Igreja Batista da LagoinhaGerência de ComunicaçãoEdição Novembro/2007.Transcrição e CopidesqueJussara FonsecaRevisãoAna Paula CostaCapa e DiagramaçãoLuciano Buchacra 4
  5. 5. ApresentaçãoÉ muito importante a maneira como iniciamos uma caminhada. A Pala- vra de Deus diz que “há caminhos que aos nossos olhos parecem direitos,mas que no fim são caminhos de morte” (Provérbios 14.12). É de fundamental importância entendermos que na Palavra de Deus exis-tem algumas ilustrações ou alegorias que mostram as realidades espirituais.Para tudo o que vemos e presenciamos no mundo natural, há um paralelo nomundo espiritual. E as Escrituras nos mostram essas realidades. Um desses paralelos que encontramos nas Escrituras está no livro doÊxodo, que é uma ilustração, ou alegoria, muito marcante sobre o povo deDeus, que foi escravizado no Egito por quatrocentos e trinta anos. O terrívelsofrimento gerado por esse estado de escravidão levava o povo a gemer, a secontorcer na alma pelo flagelo infligido por Faraó. Faraó, na Bíblia, é um símbolo do diabo. Não que a pessoa de Faraó fosse 5
  6. 6. um demônio, mas é importante que você tenha esse entendimento alegórico,uma vez que Faraó se posicionava contra a vontade de Deus. Assim, ele simbo-liza Satanás, que está sempre contra Deus e seus filhos. O Egito era o lugar docativeiro, um lugar de escravidão, por isso ele é um claro símbolo do sistemado mundo, que escraviza todos os que ainda não se tornaram filhos de Deusmediante Jesus. Todos nós fomos escravos de Faraó um dia, antes de entregarmos nossavida ao senhorio de Jesus. Talvez você tenha sido um escravo da bebida, daluxúria, das drogas, do dinheiro, de outras pessoas, do medo, da pornografiae de tantos outros pecados. Se não fosse o sacrifício de Jesus e nossa entregaa Ele, ainda estaríamos presos por esses inimigos cruéis, que são comandadospor nosso arquiinimigo, Satanás. Mas muitos, inadvertidamente, negociamessa liberdade com o diabo. Isso é sério e muito perigoso. 6
  7. 7. Uma ordem de DeusL emos no verso 1 do capítulo 5 do Livro de Êxodo que, um dia, Deus enviou Moisés a Faraó com a seguinte ordem: “Deixa ir o meu povo.” Moisés é atipificação de Jesus Cristo no Antigo Testamento, isto é, ele é uma figura de Je-sus. O nome de Jesus tem o significado de Salvador: JESUS – de origem hebraicaewvwhy Y@howshuwa‘ ou evwhy Y@howshu‘a – Javé é a Salvação e, do grego,Ihsouv, Iesous – Jeová é a Salvação. E, Cristo, significa ungido, do grego, Xristov,Christos, ungido. Moisés foi enviado por Deus com uma missão, assim como Je-sus também o seria. Moisés teria de cumprir o plano de Deus para libertação deIsrael. Deus lhe dera uma palavra de ordem que deveria ser dada a Faraó: “Depois, foram Moisés e Arão e disseram a Faraó: Assim diz o Senhor, Deus deIsrael: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto.” (Êxodo 5.1). A mensagem que Moisés deveria entregar a Faraó era de liberdade para 7
  8. 8. o povo de Deus. O Senhor estava dizendo que o cativeiro do seu povo já haviaterminado. “Deixa meu povo ir, para que me celebre uma festa no deserto”. Essa é anossa realidade. O deserto simboliza as dificuldades que o mundo nos impõe,mas quando saímos do Egito, do sistema escravizador do pecado, nós conse-guimos celebrar o Senhor no deserto. Isso quer dizer que adoramos e glorifi-camos o Senhor mesmo quando enfrentamos dificuldades. Nosso espírito sealegra em Deus mesmo em situações adversas. Embora enfrentemos vários desertos em nossa caminhada terrena, odeserto não precisa estar em nós. Nossa alma pode estar sofrendo, mas nossoespírito se regozija na presença do nosso Pai, o Deus todo-poderoso. Podemos até estar no deserto, mas o deserto não precisa estar em nós.Quando oferecemos sacrifícios de louvor a Deus, estamos celebrando uma fes-ta para o nosso Deus no deserto. E isso incomoda o inimigo tremendamente. Faraó ficou muito incomodado com a ordem que Moisés, a mando deDeus, lhe dera. Faraó não conhecia o Senhor e se sentiu ultrajado pelo fato dealguém querer lhe dizer o que ele, o rei, deveria fazer. A resposta que ele deua Moisés foi: “Quem é o Senhor para que lhe ouça eu a voz e deixe ir a Israel? Nãoconheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir a Israel.” (Êxodo 5.2). Então, irado, Faraó disse: “O povo da terra já é muito, e vós o distraís dassuas tarefas.” E no mesmo dia, ordenou a seus feitores do povo e aos seus capa-tazes que dessem ainda mais trabalho ao povo: “Daqui em diante não torneis a dar palha ao povo, para fazer tijolos, como 8
  9. 9. antes; eles mesmos que vão e ajuntem para si a palha. E exigireis deles a mesmaconta de tijolos que antes faziam; nada diminuireis dela; estão ociosos e, por isso,clamam: Vamos e sacrifiquemos ao nosso Deus. Agrave-se o serviço sobre esseshomens, para que nele se apliquem e não dêem ouvidos a palavras mentirosas.”(Êxodo 5.5-9). Quando o inimigo se vê pressionado para libertar o cativo, imediatamen-te, ele inicia o processo de aumentar a pressão das correntes da prisão. O diabonão quer liberar nenhum dos seus escravos para Jesus, para a verdadeira li-berdade que encontrarão com o Senhor. Quando estamos evangelizando umapessoa, temos de nos preparar com oração e jejum, porque o diabo fará detudo para impedir que essa pessoa se entregue a Jesus. Mas, por mais queFaraó resistisse, o Deus de Moisés era maior do que toda a oposição que elefosse capaz de oferecer. Nós sabemos que não existe maior e mais excelente experiência do quea graça de sermos livres, da gloriosa realidade de não vivermos sob nenhumaopressão. Não podemos ser felizes se a opressão está nos sufocando, tirandoo nosso fôlego, aprisionando-nos, roubando nossos sonhos e deixando nossocoração sem esperança. Muitos pensam estar livres, mas não estão, porque aliberdade que dizem possuir os aprisiona em vícios e paixões mundanas. Porisso, Jesus Cristo disse: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis li-vres; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8.36, 32). Qual é a verdade que liberta? É aquela que eu conheço? É aquela que eutomo posse? É aquela que eu aceito? 9
  10. 10. Podemos conceber a liberdade como um pássaro que, estando enjaulado,foi-lhe aberta a porta e ele, saindo por ela, ganhou a sua liberdade. Mas a ver-dadeira liberdade é aquela proclamada pela Palavra de Deus. Jesus é o únicocaminho que o levará a ser verdadeiramente livre. Jesus é a única verdade queo tornará livre. Jesus é o único que tem o poder de lhe dar a vida em abundân-cia. Ele mesmo disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem aoPai senão por mim.” (João 14.6). A liberdade não é um pensamento ou umafilosofia, é a realidade da presença de Jesus em nossa vida. Muitos não sabem o que fazer com a própria liberdade. Passam, então,a negociá-la e, muitas vezes, fazem isso diretamente com o diabo, o nossoarquiinimigo. Cumprindo a determinação de Deus, Moisés ordenaria a Faraó que li-bertasse o povo de Israel. Entretanto, Faraó não tinha nenhuma intenção deobedecer àquela ordem divina. É interessante observarmos que ele se mostrouirredutível em cada um dos encontros que se seguiram, fazendo imediatamen-te alguma coisa para oprimir ainda mais o povo. Faraó tentava a negociação acada encontro. Quando o diabo sabe que já está derrotado, ele quer negociar.E, sempre, em benefício próprio, com o intuito de levar vantagem, afinal, elenão quer abrir mão do homem. 10
  11. 11. A fúria do inimigoA o lermos a respeito da tentação de Jesus no deserto, vemos que o diabo tentou negociar com Jesus. Preste muita atenção neste texto a seguir: “A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelodiabo. E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. Então, otentador, aproximando-se, lhe disse: Se és Filho de Deus, manda que estas pedrasse transformem em pães. Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão vi-verá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus. Então, o diaboo levou à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo e lhe disse: Se ésFilho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teurespeito que te guardem; e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçaresnalguma pedra. Respondeu-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Se-nhor, teu Deus. Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todosos reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, 11
  12. 12. me adorares. Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: AoSenhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto. Com isto, o deixou o diabo, e eisque vieram anjos e o serviram.” (Mateus 4.1-11). O diabo, astutamente, tentava o Senhor Jesus exatamente no seu ego.Veja bem que ao dizer: “Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se trans-formem em pães”, ele estava jogando uma setinha: “Se você diz ser quem é, dêa ordem, mostre que é o Filho de Deus.” Muitas vezes, quando ouvimos essetipo de provocação, o sangue nos sobe à cabeça e perdemos o controle, “en-fiando os pés pelas mãos”. Mas Jesus não caiu no truque do diabo, não se dei-xou seduzir pelo jogo daquelas palavras satânicas. Com a sabedoria de quemverdadeiramente conhece o Pai e sua Palavra, Ele declarava com autoridade:“Está escrito”. Jesus não negociou com o diabo. O diabo sempre vai lhe fazer propostas tentadoras, atraentes, mas com oúnico intuito de destruí-lo, de minar todos os sonhos que Deus tem para você.Portanto, é melhor você ser vigilante e rebater as tentações do diabo com amesma autoridade que Jesus usou: “Está escrito.” Satanás vai tentar de tudo para impedir que você aja de acordo com avontade de Deus. Satanás não se conforma em perder você, por isso ele vaitentar negociar com você, mas todas as propostas dele serão apenas “pratos delentilhas” para roubar sua bênção. “Que mal existe em adulterar apenas umavez? Ninguém vai ficar sabendo!”“Que mal faz dar uns traguinhos no cigarro?”“Que mal faz você tomar essa bebidinha?”“Esquenta não, ninguém precisa sa-ber que aquilo é mentira. Afinal, você está ajudando seu amigo com ela.” 12
  13. 13. As pessoas dizem que um negócio só é bom quando é bom para as duaspartes, mas em se tratando de negociar com o inimigo nenhuma proposta éboa. No livro de Êxodo, do capítulo 5 até 12.38, quando o povo de Deus rece-beu autorização para sair do Egito, vemos que Faraó tentou barganhar com opovo de Deus durante todo o tempo. Só faria concessões se sua vontade fossesatisfeita, mas ainda assim não tinha qualquer intenção de cumprir aquilo quefalava, de cumprir sua palavra. Você acha que o diabo agiria diferente? Se quisermos viver a realidade do que Deus tem para nós, precisamos serirredutíveis em se tratando de negociar os princípios de Deus. Não podemosfazer concessões para o diabo. Não podemos criar laços com o inimigo, seja deque forma ele se manifeste. O diabo cria várias facilidades para tentar enga-nar até mesmo os eleitos de Deus. Se abrirmos a guarda, Satanás encontrarásubsídios para agir em nossa vida e nos destruir. Deus tem o melhor para nós,um banquete preparado, não precisamos das comidas envenenadas do dia-bo. Temos de estar unidos a Deus a ponto de não ter sequer um ponto para odiabo se firmar. Assim como Jesus, precisamos ter autoridade para enfrentaro inimigo. E Jesus pôde dizer: “Lá está o príncipe deste mundo e ele nada temem mim.” (João 14.30). Jesus estava afirmando: “Eu nunca fiz sequer um ‘negócio’ com ele, e elenunca tirou vantagem alguma de mim. Não lhe dei chance alguma. O diabonão tem nada a reivindicar de mim, porque não fiz nenhum trato com ele.” Jesus Cristo não vivia oprimido por Satanás. Viva você também a liber- 13
  14. 14. dade de poder dizer: “Eu não negocio com o diabo.” Siga o exemplo daqueleque deu a própria vida por você, ensinando-lhe a lidar com as artimanhas doinimigo. Faraó queria barganhar com Moisés, por isso ele sempre fazia algumasconcessões, desde que Moisés aceitasse suas condições. Também nós, hoje,lidamos com as tentativas de negociações do diabo. Entretanto, Deus esperaque sejamos firmes no propósito de cumprir a vontade dele, sempre boa paranós. Assim, destruiremos as obras do diabo. Seremos pessoas felizes e salvas.O próprio inimigo está sob o senhorio de Deus. Ele terá de fazer exatamente oque Deus ordenou, sem negociações, sem barganhas ou concessões. A vontade de Deus era que seu povo saísse do Egito, por isso Ele disse aFaraó: “Deixa meu povo ir.” A ordem que o Senhor tem para nós, hoje, é exata-mente esta: não barganhe com o inimigo nem aceite as concessões que ele faz,não vibre pensando que obteve algum sucesso na negociação, porque o intuitodele é somente matar, roubar e destruir. Deus ordenou que Faraó deixasse oseu povo ir, e não que seu povo barganhasse com Faraó.O revide Existe um princípio espiritual neste episódio bíblico: ao enfrentarmosFaraó para tomarmos algo que nos pertence por direito, o revide vem de ime-diato. Observe o que aconteceu aos israelitas logo após Moisés ter enfrentadoFaraó: “Naquele mesmo dia, pois, deu ordem Faraó aos superintendentes do povo 14
  15. 15. e aos seus capatazes, dizendo: Daqui em diante não torneis a dar palha ao povo,para fazer tijolos, como antes; eles mesmos que vão e ajuntem para si a palha.”(Êxodo 5.6-7). Isso não aconteceu depois de uma semana, ou de um mês, ou de um ano.Faraó deu essa ordem no mesmo dia. O diabo reage na hora, Faraó não fez pormenos, no mesmo dia em que Moisés reivindicou a ordem de Deus: “Deixa omeu povo ir”, Faraó deu a ordem: “Eles mesmos que vão e ajuntem para si apalha.” A vontade de Deus era que seu povo saísse de lá. O povo não era deFaraó, o povo era de Deus. O diabo não vai permitir que você se vá sem que deixe alguma coisa paratrás. Ele fará de tudo para que você acredite que ele é bonzinho, que não é essacoisa que dizem sobre ele. “E exigireis deles a mesma conta de tijolos que antes faziam; nada dimi-nuireis dela; estão ociosos e, por isso, clamam: Vamos e sacrifiquemos ao nossoDeus. Agrave-se o serviço sobre esses homens, para que nele se apliquem e nãodêem ouvidos a palavras mentirosas.” (Êxodo 5.8-9). Faraó não deu ouvidos à palavra do Senhor, em vez disso, sobrecarregouainda mais os hebreus, aplicando-lhes mais tarefas, exigindo deles a mesmaprodução de tijolos sem lhes dar a palha que antes era fornecida para isso. A escravidão que já era ruim, passara a ficar ainda pior. O povo que traba-lhava muito, agora, teria de trabalhar muito mais. Eram chicoteados na parteda manhã e, agora, sofreriam igualmente à tarde. A situação estava muitopior. Insustentável. 15
  16. 16. Os novos convertidos, na prática, são os que mais vivem essas ex-periências. Talvez, você está nos caminhos do Senhor há muitos anos, jáaprendeu a suportar e vencer essas pressões. Entretanto, quando se tratade um novo convertido, muitas vezes, ele fica confuso e pergunta: “Porque depois da minha conversão parece que as coisas se tornaram aindapiores?” O diabo não quer que a pessoa permaneça em Jesus, por issoele faz de tudo para colocar a situação familiar, financeira e profissional“de pernas para o ar”. Na realidade, isso acontece porque Satanás estádesesperado. Ele está furioso porque sabe que se você for um cristão per-severante, não haverá concessões ou trato com ele. Por isso, ele fica iradoe gera confusão para ter maior poder de barganha com você. Mas fiqueatento, sóbrio e vigilante, alimente-se da Palavra de Deus, intensifiquesua comunhão com Deus, e o diabo não encontrará brechas para destruirsua fé e levá-lo para o seu covil maligno. Quando a mensagem de libertação chega, você não precisa mais ser es-cravo de Faraó. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8.32).Você passa a ter uma nova vida. O inimigo sabe disso e vem com toda fúria emuita astúcia, exatamente para tentar destruir você. Por isso, o novo conver-tido precisa muito da cobertura dos irmãos na fé. Ele precisa muito do carinhoe da oração de toda a Igreja. Ele precisa contar com o apoio dos cristãos maismaduros. Disponha-se a ajudar, a suportar em amor aqueles que ainda são“bebezinhos” na fé. Somos um Corpo e temos de estar unidos, agindo em proluns dos outros. 16
  17. 17. Falsa ociosidade Logo em seguida, Faraó acusa os filhos de Israel de estarem ociosos. Oocioso é alguém preguiçoso, que não faz nada. Quando aceitamos Jesus, omundo também passa a nos acusar de ociosidade. As pessoas olham e dizemcom maldade: “Que gente ociosa. Este povo não faz nada, não sai da igreja, sóquer saber de ler a Bíblia, de orar e ir ao monte.” O povo está ocioso, não tem nada para fazer. Vociferou Faraó. Leia de novoo versículo cinco: “O povo da terra já é muito e vós os distraís de suas tarefas.” Quantas vezes Faraó se levantou? Todas as pessoas que não têm Jesus,ainda estão a serviço de Faraó. São eles os portadores das palavras que minis-tram contra a Palavra de Deus, de palavras malditas sobre a sua vida, como asdo versículo oito: “estão ociosos e por isso clamam”. Faraó promoveu a idéia de que o povo de Deus é ocioso, então, dizem poraí que o crente é preguiçoso e que não gosta de trabalhar. Quando você passaa participar dos cultos, a ir às reuniões de oração, aos estudos bíblicos, as pes-soas lá fora começam a dizer o seguinte sobre você: “Ele está na igreja porquenão tem nada para fazer, este homem, ou esta mulher está muito esquisito(a).Está sempre na igreja, não fica mais no bar com a gente, está sempre falandode Deus, e ainda condena quando a gente conta uma mentirinha. Ele, ou ela,mudou muito!” Mas o crente verdadeiro não se intimida nem se ofende com essas pa-lavras porque ele sabe que essas pessoas não têm o temor de Deus, não têmJesus no coração. Elas estão cegas pelo diabo, por Faraó. 17
  18. 18. Falácias Em uma última tentativa, o imperador do Egito, Faraó, tentou induzir opovo a crer que as palavras que Moisés dissera eram palavras vãs, eram pala-vras mentirosas. Ele disse: “Agrave-se o serviço sobre esses homens, para quenele se apliquem e não dêem ouvidos a palavras mentirosas.” (Êxodo 5.9). Como resultado de tudo isso, a vida do povo de Israel tornou-se muitomais atribulada. O serviço, que já era pesado, ficou quase insuportável. A situ-ação do povo de Deus no Egito era uma condição subumana. É muito fácil se conhecer um mentiroso. Ele sempre diz assim: “O queestou falando é a pura verdade. Você pode crer que o que estou falando é ver-dade.” Ele está muito preocupado em afirmar que suas palavras são verdadeiras;algo que ele quer fazer o outro acreditar. É como se ele quisesse abrir a cabeçada outra pessoa e enfiar suas palavras lá dentro. Entretanto, Jesus disse que anossa palavra deve ser “sim, sim, não, não, o que disto passar vem do maligno”(Mateus 5.37). O que o inimigo quer é que você acredite em suas palavras, em suas fa-lácias: “O que está prometido neste livro é tudo mentira, a Bíblia é um livrode mentiras. Você é uma pessoa inteligente, vai cair nessa? Quem escreveueste livro foi o homem. Vê se Deus vai escrever algo assim? Se você gosta deler, tem uma porção de bons livros na biblioteca.” Esses são alguns dos con-selhos malignos que ouvimos da boca de pessoas que sempre estiveram donosso lado. Se dermos ouvidos a essas falácias e as abrigarmos no coração,nossa fé será abalada. Então, ficará fácil para o diabo agir e nos fazer duvidar 18
  19. 19. se realmente Deus é tudo aquilo que ouvimos, se a Bíblia é mesmo a palavrado próprio Criador. O propósito do diabo, de Faraó, é impedir que as pessoas ouçam a Palavrade Deus. Ele sabe que se ela entrar no seu coração e no seu entendimento vocênunca mais aceitará o convite dele para coisa alguma.A chave certa A Palavra de Deus tem poder para transformar vidas. Você já observouque após ter se convertido, você também passou por essas mesmas circuns-tâncias? Isso acontece porque estamos lidando com o diabo e, nessa situação,a única arma que ele tem contra nós é a intimidação. Lembre-se: o diabo só selevanta para cair. Ele só mostra a cara para ser envergonhado. Não precisamostemer o adversário. Não precisamos temer as suas intimidações; o diabo sabeque não pode resistir à autoridade que há no nome de Jesus. Jesus afirmou que as portas do inferno não poderiam prevalecer contranós: “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minhaigreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” (Mateus 16.18). Vocêsabe por que as portas do inferno não podem prevalecer contra nós? PorqueJesus nos deu as chaves do Reino. Agora, pense sobre esta questão tão pecu-liar: o que é maior, a porta ou a chave? É claro que a porta é muito maior. E aporta do inferno é maior ainda. Só que tem um detalhe fundamental: o Se-nhor nos deu a chave. A chave perto da porta é quase nada, mas a chave certasempre prevalece contra a porta. Pode ser um portal imenso e intransponível, 19
  20. 20. mas com a chave certa, aquele portal tem de se render a ela. E essa chave é aautoridade do nome de Jesus. Assim como a chave certa, incomparavelmente menor, sempre prevalecesobre a porta, muito maior, o inimigo pode levantar contra nós uma enormeporta, mas nunca nos vencerá. Ele pode colocar em nosso caminho um portalenorme, que pode nos parecer intransponível, mas não precisamos temer, por-que temos a chave que prevalece contra essa porta: o nome de Jesus Cristo. Oinimigo tem a porta, mas nós temos a chave. O inimigo sabe que não poderámais nos resistir. Então, como fez com Moisés, ele vai procurar negociar co-nosco. Diante das intimidações e das pressões, infelizmente, muitos acabamcedendo e negociando com Faraó.As pragas O diabo veio para roubar, matar e destruir e esse será o seu propósito portoda a eternidade. Ele é intimidador e vai continuar nos fazendo as mesmaspropostas que ele fez para Moisés. Vejamos algumas das propostas que ele fez.Alguns “negocinhos” que ele apresentou para Moisés. A primeira proposta está em Êxodo capítulo seis, quando Deus prometelivrar os israelitas. Os versículos 14 a 26 apresentam a genealogia de Moisés ede Arão. Do versículo 27 ao capítulo 7, dos versículos 1 a 13, Moisés fala nova-mente a Faraó e, agora, Deus começa a trazer os sinais exatamente para queo povo pudesse saber que Deus é Deus e para que o inimigo, Faraó, tambémviesse a conhecer os propósitos de Deus. 20
  21. 21. “Então, Moisés e Arão se chegaram a Faraó e fizeram como o Senhor lhesordenara; lançou Arão o seu bordão diante de Faraó e diante dos seus oficiais, eele se tornou em serpente. Faraó, porém, mandou vir os sábios e encantadores; eeles, os sábios do Egito, fizeram também o mesmo com as suas ciências ocultas.Pois lançaram eles cada um o seu bordão, e eles se tornaram em serpentes; mas obordão de Arão devorou os bordões deles.” (Êxodo 7.10-12). No capítulo 7.14-25, vemos a primeira praga: as águas tornam-se san-gue: “Disse o Senhor a Moisés: O coração de Faraó está obstinado; recusa deixarir o povo. Vai ter com Faraó pela manhã; ele sairá às águas; estarás à espera delena beira do rio, tomarás na mão o bordão que se tornou em serpente e lhe dirás:O Senhor, o Deus dos hebreus, me enviou a ti para te dizer: Deixa ir o meu povo,para que me sirva no deserto; e, até agora, não tens ouvido. Assim diz o Senhor:Nisto saberás que eu sou o Senhor: com este bordão que tenho na mão ferirei aságuas do rio, e se tornarão em sangue. Os peixes que estão no rio morrerão, o riocheirará mal, e os egípcios terão nojo de beber água do rio. Disse mais o Senhora Moisés: Dize a Arão: toma o teu bordão e estende a mão sobre as águas doEgito, sobre os seus rios, sobre os seus canais, sobre as suas lagoas e sobre todosos seus reservatórios, para que se tornem em sangue; haja sangue em toda aterra do Egito, tanto nos vasos de madeira como nos de pedra. Fizeram Moisése Arão como o Senhor lhes havia ordenado: Arão, levantando o bordão, feriu aságuas que estavam no rio, à vista de Faraó e seus oficiais; e toda a água do riose tornou em sangue. De sorte que os peixes que estavam no rio morreram, o rio 21
  22. 22. cheirou mal, e os egípcios não podiam beber a água do rio; e houve sangue portoda a terra do Egito. Porém os magos do Egito fizeram também o mesmo com assuas ciências ocultas; de maneira que o coração de Faraó se endureceu, e não osouviu, como o Senhor tinha dito. Virou-se Faraó e foi para casa; nem ainda issoconsiderou o seu coração. Todos os egípcios cavaram junto ao rio para encontrarágua que beber, pois das águas do rio não podiam beber. Assim se passaram setedias, depois que o Senhor feriu o rio.” (Êxodo 7.14-25). No capítulo 8.1-15, temos a segunda praga: a praga das rãs: “Depois, disse o Senhor a Moisés: Chega-te a Faraó e dize-lhe: Assim dizo Senhor: Deixa ir o meu povo, para que me sirva. Se recusares deixá-lo ir, eisque castigarei com rãs todos os teus territórios. O rio produzirá rãs em abundân-cia, que subirão e entrarão em tua casa, e no teu quarto de dormir, e sobre oteu leito, e nas casas dos teus oficiais, e sobre o teu povo, e nos teus fornos, enas tuas amassadeiras. As rãs virão sobre ti, sobre o teu povo e sobre todos osteus oficiais. Disse mais o Senhor a Moisés: Dize a Arão: Estende a mão com oteu bordão sobre os rios, sobre os canais e sobre as lagoas e faze subir rãs sobrea terra do Egito. Arão estendeu a mão sobre as águas do Egito, e subiram rãs ecobriram a terra do Egito. Então, os magos fizeram o mesmo com suas ciênciasocultas e fizeram aparecer rãs sobre a terra do Egito. Chamou Faraó a Moisés e aArão e lhes disse: Rogai ao Senhor que tire as rãs de mim e do meu povo; então,deixarei ir o povo, para que ofereça sacrifícios ao Senhor. Falou Moisés a Faraó:Digna-te dizer-me quando é que hei de rogar por ti, pelos teus oficiais e pelo teupovo, para que as rãs sejam retiradas de ti e das tuas casas e fiquem somente no 22
  23. 23. rio. Ele respondeu: Amanhã. Moisés disse: Seja conforme a tua palavra, para quesaibas que ninguém há como o Senhor, nosso Deus. Retirar-se-ão as rãs de ti, edas tuas casas, e dos teus oficiais, e do teu povo; ficarão somente no rio. Então,saíram Moisés e Arão da presença de Faraó; e Moisés clamou ao Senhor por causadas rãs, conforme combinara com Faraó. E o Senhor fez conforme a palavra deMoisés; morreram as rãs nas casas, nos pátios e nos campos. Ajuntaram-nas emmontões e montões, e a terra cheirou mal. Vendo, porém, Faraó que havia alí-vio, continuou de coração endurecido e não os ouviu, como o Senhor tinha dito.”(Êxodo 8.1-15). No capítulo 8.16-19, temos a terceira praga: a praga dos piolhos: “Disse o Senhor a Moisés: Dize a Arão: Estende o teu bordão e fere o pó daterra, para que se torne em piolhos por toda a terra do Egito. Fizeram assim; Arãoestendeu a mão com seu bordão e feriu o pó da terra, e houve muitos piolhos noshomens e no gado; todo o pó da terra se tornou em piolhos por toda a terra doEgito. E fizeram os magos o mesmo com suas ciências ocultas para produzirempiolhos, porém não o puderam; e havia piolhos nos homens e no gado. Então,disseram os magos a Faraó: Isto é o dedo de Deus. Porém o coração de Faraó seendureceu, e não os ouviu, como o Senhor tinha dito.” (Êxodo 8.16-19). No capítulo 8.20-24, temos a quarta praga: a praga das moscas: “Disse o Senhor a Moisés: Levanta-te pela manhã cedo e apresenta-te aFaraó; eis que ele sairá às águas; e dize-lhe: Assim diz o Senhor: Deixa ir o meupovo, para que me sirva. Do contrário, se tu não deixares ir o meu povo, eis que euenviarei enxames de moscas sobre ti, e sobre os teus oficiais, e sobre o teu povo, 23
  24. 24. e nas tuas casas; e as casas dos egípcios se encherão destes enxames, e tambéma terra em que eles estiverem. Naquele dia, separarei a terra de Gósen, em quehabita o meu povo, para que nela não haja enxames de moscas, e saibas que eusou o Senhor no meio desta terra. Farei distinção entre o meu povo e o teu povo;amanhã se dará este sinal. Assim fez o Senhor; e vieram grandes enxames demoscas à casa de Faraó, e às casas dos seus oficiais, e sobre toda a terra do Egito;e a terra ficou arruinada com estes enxames.” (Êxodo 8.20-24).Ficar no Egito Na quarta praga, Faraó estava apanhando muito. Ele sabia que tinha dedeixar o povo ir desde o início, mas não queria abrir mão. Nesta quarta praga,então, quis fazer um negócio com o povo: “Chamou Faraó a Moisés e a Arão edisse: Ide, oferecei sacrifícios ao vosso Deus nesta terra.” (Êxodo 8.25). A primeira proposta que Faraó fez, sugeria que o povo servisse a Deusdesde que não saísse do Egito. O nosso adversário, no mundo espiritual, nãose importa quando servimos a Deus no Egito. Entretanto, esta política da boavizinhança entre a casa de Deus e o mundo tem sérias implicações: Em primei-ro lugar, cria o precedente perigosíssimo de que não precisamos da igreja paraservir a Deus. A proposta de Faraó é: Você quer servir a Deus, sirva aqui mesmono Egito, no sistema do mundo. Ouvimos, muitas vezes, as pessoas nos dizerem: “Para quer ir à igreja?Você pode ler a Bíblia, orar em casa mesmo. É mais confortável. O pastor daigreja fala para você ir lá porque ele quer arrancar alguma coisa de você. Preste 24
  25. 25. atenção, heim, cuidado!” Mas Deus nos diz para não deixarmos de congregarcomo é costume de alguns (Hebreus 10.25). A palavra “igreja”, significa eclésia que, por sua vez significa “os chama-dos”, “os que saíram”. Agora, preste bem atenção a esta sutil proposta de Faraó:“Você pode servir a Deus no Egito, não precisa sair, pode ficar aqui mesmo.” Oinimigo usa pessoas para tentar nos convencer de que podemos servir a Deusem nossa casa, sem prejuízo algum da nossa fé ou da nossa vida espiritual.Eles dizem: “Você pode ser crente em casa, os cultos chegam até você pela te-levisão, pelo rádio, você pode até abrir uma Célula dentro de sua casa, veja sóque bênção isso será.” “Você não precisa sair de casa.” Isso não foi o que Deus disse. Os cultos do-mésticos são uma bênção. Os cultos pela televisão são uma bênção. Ouvir cul-tos pelo rádio é uma bênção, mas isso não foi a ordem que Deus nos deixou. As coisas começam exatamente desta forma, com um “negocinho” comoesse, ou seja, eu posso ser crente sem ir à igreja, eu vou orar em casa, eu vouparticipar do culto em casa. Você tem mesmo de ser um crente dentro de casa.Você precisa orar dentro de casa. Seu testemunho é fundamental no seio dasua família, mas não é só isso que Deus quer. Se fosse para ser assim, Ele nãoteria dado a ordem para construir o templo. Não teria tenda alguma no meio dacongregação. Por mais que você seja íntegro com a Palavra e tenha o coraçãorepleto de Deus, não é se afastando da igreja que você obedecerá ao Senhor. Éimportante congregar em uma igreja e estar sob cobertura espiritual. As artimanhas do inimigo são muito sutis. O engano tem “cara de verda- 25
  26. 26. de”. O erro pode ser tão claro e descarado que chega enganar o mais preparado.É exatamente assim que o inimigo sugere: você pode servir a Deus, mas nãoprecisa ir para a igreja. Você pode ser crente, mas não precisa ser membro deuma igreja. O mesmo acontece quando alguém vive amasiado e diz: “Eu não precisome casar, se eu me casar, o que vai mudar? Será que ela vai cozinhar melhor?Será que ele vai ser mais compromissado? Será que ela vai cuidar melhor demim? Será que ele vai ser mais carinhoso? Será que a nossa vida sexual vaimudar para melhor? Um papel não vai mudar nada.” Mas quero lhe dizer umacoisa: Muda sim! Muda tudo! É o compromisso, é a aliança, é o pacto que passaa existir. Assim, também, é a questão da vida da igreja. A princípio, a sugestão de Faraó ao dizer: “Olha, vocês podem servir aDeus, mas não precisam sair do Egito, vocês podem ficar aqui. Vocês podemficar sob as leis do Egito e debaixo das minhas orientações. Aqui, no Egito,vocês têm toda liberdade para cultuar a Deus, mas do meu jeito”, até que soacomo uma proposta cordial. Parece que o convite é sincero e leal. Mas bastaconfrontá-la com a Palavra de Deus para perceber o quanto sutil e vil ela é.Ela é demoníaca porque estabelece o conceito de que podemos, ao mesmotempo, servir a Deus e ao mundo, que não há necessidade de haver separação.Você pode ser crente, mas não precisa ser fanático. O pai da desobediência dizque para receber as bênçãos de Deus não há maneira nem lugar próprio, porisso você pode continuar morando no Egito. O inimigo quer, de todas as manei-ras, que você entre pelo caminho espaçoso da perdição (Mateus 7.13). 26
  27. 27. A primeira proposta foi: Fique no Egito, sirva a Deus aqui mesmo. Ou seja,você pode ser crente, mas, cuidado, aquele povo é fanático, não entre por essecaminho.Clientes versus adoradores Por último, a política da boa vizinhança entre a Casa de Deus e o mundofortalece a idéia de que a igreja é, simplesmente, uma prestadora de serviçosespirituais. E, por terem abraçado essa visão, muitas igrejas, hoje, correm atrásde “clientes”, fazendo-lhes propostas mirabolantes. Com isso, há uma compe-tição acirrada com as concorrentes. Muitas vezes, as pessoas ficam confusasporque, ao ligarem a televisão ou o rádio, ouvem: “Se você está precisandode oração, nós vamos orar por você. Se você não tem fé, não se preocupe, nóstemos fé para você. Nossa oração é forte. Nossa oração afasta a energia nega-tiva, o encosto, o mal olhado. Afasta qualquer praga e maldição lançada contrasua vida financeira e sentimental. Se você está precisando de libertação, venhapara nossa igreja, porque aqui nós pisamos na cabeça do diabo.” Essas igrejasestão buscando “clientes”, não verdadeiros adoradores. As coisas na igreja não funcionam assim, é muito diferente. Alguém podeaté deslumbrar-se com esse tipo de igreja e dizer que ela é maravilhosa. O pro-blema é que a igreja não é uma prestadora de serviços espirituais. É fato que nósdevemos orar pelas pessoas e libertá-las em nome de Jesus. É nosso dever orar ecurá-las em nome do Senhor. Mas tudo isso deve ser feito dentro de uma igrejaque tenha compromisso com Deus e relacionamentos sinceros com os irmãos. 27
  28. 28. Compromisso e relacionamento Precisamos acabar com esta mentalidade de que a igreja é uma prestado-ra de serviços espirituais. As pessoas têm vindo à igreja, mas querem apenas aprestação de serviços. E, se o serviço não for do jeito que elas querem, elas vãopara outra igreja “concorrente”. A verdadeira concepção da Igreja de Jesus não é assim. A Igreja, na suaconcepção genuína, são as pessoas que se entregam a Jesus e sobre as quaisDeus derrama a sua bênção. A Igreja é a família de Deus. E o templo é a casaonde se reúne o povo de Deus. O salmista disse: “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! É como o óleo precio-so sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Arão, e desce para a gola desuas vestes. É como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião. Ali,ordena o Senhor a sua bênção e a vida para sempre.” (Salmos 133.1-3). Nós, os chamados, precisamos ter a compreensão do resgate e o enten-dimento real e bíblico de Igreja para que possamos viver como tal. Precisamoster compromisso e relacionamento com nossos irmãos. Se todo tipo de oraçãoe ministração for feita sem fidelidade a Deus, sem compromisso com a Palavrade Deus e sem compromisso com o discipulado, correremos sérios riscos. É muito bom abençoarmos as pessoas, mas existe algo muito importan-te que precisamos entender: as coisas espirituais nunca são neutras. Muitospodem pensar que uma simples oração com imposição de mãos é semprebem-vinda, afinal, “se não fizer bem, mal também não faz”. Entretanto, vejao que Jesus diz: 28
  29. 29. “Quando o espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos, pro-curando repouso; e, não o achando, diz: Voltarei para minha casa, donde saí.E, tendo voltado, a encontra varrida e ornamentada. Então, vai e leva consigooutros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e o último estadodaquele homem se torna pior do que o primeiro.” (Lucas 11.24-26). Nesta passagem, Jesus deixa bem claro o que acontece quando oramospor alguém, expulsamos o demônio que a estava oprimindo, mas ela não ocu-pa o seu coração com Deus. Depois que o demônio sai de uma pessoa, ele andapor lugares áridos, não achando repouso, ele volta para sua antiga residênciae a encontra ornamentada, mas vazia. Então, ele traz consigo outros sete de-mônios piores do que ele, e o último estado daquela pessoa se torna pior que oanterior. Isso é muito sério. Ao orarmos por uma pessoa, precisamos acompa-nhá-la e discipulá-la com compromisso e relacionamento para que ela se firmeem Jesus e não dê espaço para espíritos piores do que os que estavam nela. É muito sério desejar apenas uma oração de libertação e não querer umcompromisso correspondente com Deus. Por isso, fazer propaganda para seconquistar “clientes” e não verdadeiros convertidos é um grande perigo. Vaiaqui uma advertência: se a casa não for ocupada pelo Espírito de Deus e pelaPalavra de Deus, o inimigo com certeza voltará, e a situação daquela pessoaficará pior, muito pior do que antes.A revelação da letra Deus, por meio de Jesus, “nos habilitou para sermos ministros de uma nova 29
  30. 30. aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifi-ca” (2 Coríntios 3.6). Se lermos a Palavra de Deus sem a revelação do EspíritoSanto, podemos nos tornar apenas leitores e não receptores das bênçãos deDeus. Existem pessoas que morrem na fé porque se transformam em um inte-lectual da Palavra do Senhor, ou seja, vê a Palavra apenas como letra. Assim,perdem a comunhão e a vida que emana da Palavra do Senhor. Em Levítico 10, lemos a história de Nadabe e Abiú; dois jovens quequeriam fazer a obra de Deus sem o temor e a santidade devidos. Qual foi oresultado disso? “Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puse-ram neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante a facedo Senhor, o que lhes não ordenara. Então, saiu fogo de diante do Senhor e osconsumiu; e morreram perante o Senhor.” (Levítico 10.1-2). Ambos morreram diante de Deus. Ser conhecedor apenas da letra daPalavra não gera vida, pelo contrário, traz morte. Conhecer apenas a letra ése tornar um religioso, um cumpridor de rituais mecânicos. É ser um arquivomorto onde se colocam as coisas que não se utilizam mais, que lá ficam esque-cidas até que se precise consultar alguma coisa de lá. Deus não quer isso, Elequer que sejamos a Palavra viva dele aqui na Terra. Proclamando e exercendoa autoridade que Ele nos outorgou. Em Atos, no capítulo 5.1-10, lemos o casode Ananias e Safira, um casal da Igreja primitiva, cujo único pecado foi ofertara Deus de modo religioso, com o coração envolvido na mentira. Resultado:ambos morreram fulminados pelas mãos de Deus. 30
  31. 31. Em 1 Coríntios 11.28-30, Paulo nos exorta sobre a seriedade de participarda mesa do Senhor: “Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba docálice; pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si. Eisa razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem.”(1 Coríntios 11.28-30). Muitos que não tiveram temor de Deus transformaram o momento dacelebração da Ceia do Senhor em um espetáculo meramente religioso, sem seimportarem com o verdadeiro sentido dessa celebração. Eles se importaramapenas consigo mesmos. Paulo enfatiza que isso provocou tanto o enfraqueci-mento e a enfermidade de muitos quanto a morte de outros tantos. Eles toma-ram a Ceia do Senhor de modo ilícito, como se fosse apenas um ato litúrgico.Esses exemplos são suficientes para nos convencer de que não há neutralidadeno mundo espiritual, e sim morte e vida. Faraó não dá a mínima importância se a pessoa serve a Deus, desde queela continue no Egito. Ele não se importa se vamos receber oração, desde quecontinuemos debaixo do seu jugo. Ou seja, ele faz a sujeira, então a pessoaora limpando o lugar. Como não há compromisso nem relacionamento comDeus, ele envia outros sete espíritos malignos piores do que o primeiro paraatormentar a vida dessa pessoa. Esse é o “negocinho” dele. Você pode ler a Bíblia desde que esteja vendo só a letra. Você pode tertoda dedicação à obra de Deus, desde que ainda esteja no Egito. O inimigo nãose importa se entregamos nossas ofertas, desde que façamos como Ananias 31
  32. 32. e Safira, de maneira religiosa e mentirosa. Ele sabe que tudo que fizermos,segundo o padrão deste mundo, resultará em morte. Não podemos fazer ne-gócios de espécie alguma com Faraó. Se quisermos servir a Deus, verdadei-ramente, temos de fazê-lo fora do Egito. A primeira barganha de Satanás foiesta: Vocês podem servir a Deus aqui no Egito. Para muitos, essa concessãoera uma grande maravilha, afinal, veio de Faraó. Mas Moisés, um símbolo deJesus, disse: “Eu não aceito isto.”Mornos A segunda proposta de Faraó foi ainda mais sutil: “Então, disse Faraó: Deixar-vos-ei ir, para que ofereçais sacrifícios ao Se-nhor, vosso Deus, no deserto; somente que, saindo, não vades muito longe; oraitambém por mim.” (Êxodo 8.28). A astúcia de Faraó é impressionante! Preste atenção às palavras que elediz: “Está bem, eu vou deixar vocês saírem para que sirvam ao seu Deus fora doEgito, mas não muito longe. Sirvam aqui por perto, na fronteira, assim vocêspodem voltar a hora que quiserem. Vocês podem ser crentes, mas não pre-cisam ser tão crentes assim. Vocês não precisam ir tão longe. Cuidado com ofanatismo, não sejam tão exagerados, não sejam tão extremistas.” Na verdade, por mais que nos esforcemos para ser equilibrados, ainda cor-remos o risco de sermos apenas cristãos mornos, sobre os quais Jesus disse estar aponto de vomitá-los da sua boca (Apocalipse 3.16). Devemos buscar o equilíbrioem tudo, mas não podemos confundir o equilíbrio relacionado a harmonia, mo- 32
  33. 33. deração, prudência e domínio próprio com a igualdade, absoluta ou aproximada,entre forças opostas. O domínio próprio é uma manifestação do fruto do Espírito,mas, no mundo espiritual, a igualdade entre forças opostas está relacionada comtentar estar bem com Deus e o diabo. A água morna é sempre agradável ao to-que, assim, um cristão morno não incomoda ninguém. Ele convive bem com ascoisas malignas e ninguém desconfia de que ele é um cristão. O equilíbrio que deve ser o padrão de cada crente deve ser buscado na Pa-lavra de Deus e na intimidade com Ele. Este equilíbrio está diretamente ligadoà constância da nossa fé. Não podemos ser pessoas inconstantes, cuja fé umdia está do tamanho do mundo, no outro, ela nem existe. Um dia, estão felizesao extremo, no outro, em profunda depressão. O equilíbrio é fundamental paraque sejamos sérios ao lidar com as coisas de Deus no nosso ministério e emtudo mais em nossa vida. Mornidão e cristão, apesar da rima, não se combinam de modo algum.Ser cristão é tornar-se radical, inflexível e intransigente no que diz respeito àPalavra de Deus. Ser cristão é estar comprometido com a pureza, com a santi-dade, com a integridade do Senhor. Nesse sentido, Jesus Cristo foi radical. Eledisse que “ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se deum e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servira Deus e às riquezas” (Mateus 6.24). E também: “Quem não é por mim é contramim; e quem comigo não ajunta espalha.” (Mateus 12:30.) No mundo espiritual, não há meio termo, ou somos de Deus ou somosdo diabo. E a fala sutil do inimigo continua: “Não vá longe demais nesse negó- 33
  34. 34. cio de igreja. Você pode ser crente, mas não seja assim um crente tão radical.Você não precisa radicalizar.” Como é triste ver irmãos negociando com o dia-bo, dizendo ser de Canaã, mas vivendo no Egito. Dizem que não pertencemao sistema deste mundo, mas também não entraram em Canaã. Na verdade,enganam a si mesmos, pois como já vimos, não existe meio termo quando setrata de Deus e do diabo. Precisamos chegar ao nosso destino final. E isso só é possível mediante aoração, os dons, a Palavra, o evangelismo e o poder do Espírito Santo em cadacristão. Não há possibilidade de se pegar “carona” com um crente fervorosopara entrar em Canaã. Para nos apossarmos de Canaã não podemos ter ne-nhum tipo de negociação com o inimigo. Ainda há tempo para se renunciar à mornidão, ao cristianismo de fa-chada, apenas de aparência, quando no íntimo ainda existe aquele desejode agradar ao mundo. Não estou dizendo que temos de ser antipáticos oudesajustados emocionalmente. Estou me referindo à integridade na fé.Refiro-me à coerência entre nosso discurso e nossas atitudes. Assim, quan-do dissermos: “Eu quero servir a Deus custe o que custar”, não deixaremosqualquer espaço, por menor que seja, para que o diabo queira negociar co-nosco. Refiro-me a ser verdadeiros quando dissermos: “Aplicarei meu tempo,meu dinheiro, minhas energias, minhas habilidades para a expansão do Reinode Deus, para a edificação da Igreja do Senhor.” Não faça negócios com Fa-raó. Prossiga com Deus para o prêmio da sua soberana vocação (Filipenses3.13-14). 34
  35. 35. A primeira proposta, ou barganha, foi: “Você pode servir, mas aqui noEgito.” Moisés disse: “Não! Isso não serve para mim.” A segunda proposta queFaraó fez foi: “Tudo bem, vocês podem ir, mas não vão muito longe. Você podeser crente, mas não um crente muito dedicado, muito santo. Veja, essa irmã seveste como uma crente, esse irmão só fala a verdade, nunca fala mentira. Nãoprecisa ser um crente assim, não precisa ir tão longe.” 35
  36. 36. 36
  37. 37. Resistindo ao inimigoA terceira proposta de Faraó veio antes que a oitava praga viesse: “Apresentaram-se, pois, Moisés e Arão perante Faraó e lhe disse-ram: Assim diz o Senhor, o Deus dos hebreus: Até quando recusarás humilhar-teperante mim? Deixa ir o meu povo, para que me sirva. Do contrário, se recusaresdeixar ir o meu povo, eis que amanhã trarei gafanhotos ao teu território; elescobrirão de tal maneira a face da terra, que dela nada aparecerá; eles comerão orestante que escapou, o que vos resta da chuva de pedras, e comerão toda árvoreque vos cresce no campo; e encherão as tuas casas, e as casas de todos os teusoficiais, e as casas de todos os egípcios, como nunca viram teus pais, nem os teusantepassados desde o dia em que se acharam na terra até ao dia de hoje. Virou-se e saiu da presença de Faraó.” (Êxodo 10.3-6). Faraó, então, fez uma outra proposta muito sutil. Ele disse assim: “Vocêspodem ir, podem levar o povo até para bem longe, mas as famílias devem ficar 37
  38. 38. aqui. Você pode ir sozinho, mas deixe sua família comigo. Deixe sua esposa co-migo, deixe seus filhos comigo. Vá sozinho. Cada um por si e Deus por todos.” “Então, os oficiais de Faraó lhe disseram: Até quando nos será por ciladaeste homem? Deixa ir os homens, para que sirvam ao Senhor, seu Deus. Acaso,não sabes ainda que o Egito está arruinado? Então, Moisés e Arão foram conduzi-dos à presença de Faraó; e este lhes disse: Ide, servi ao Senhor, vosso Deus; porémquais são os que hão de ir? Respondeu-lhe Moisés: Havemos de ir com os nossosjovens, e com os nossos velhos, e com os filhos, e com as filhas, e com os nossosrebanhos, e com os nossos gados; havemos de ir, porque temos de celebrar festaao Senhor.” (Êxodo 10.7-9). O que Moisés disse? “Todos nós temos de ir. Toda a família, ninguém fi-cará para trás!” Minha oração é para que você que está lendo este livro sejaesta pessoa. Uma pessoa que não barganha com o inimigo: “Eu vou servir aomeu Deus e tudo que é meu vai comigo. Vou levar minha família, meu gado,meu rebanho, o meu povo. Em outras palavras: vai o meu trabalho, as minhasriquezas. Levarei tudo, não deixarei nada no Egito.” “Replicou-lhes Faraó: Seja o Senhor convosco, caso eu vos deixe ir e as crian-ças. Vede, pois tendes conosco más intenções. Não há de ser assim; ide somentevós, os homens, e servi ao Senhor; pois isso é o que pedistes. E os expulsaram dapresença de Faraó.” (Êxodo 10.10-11). Porque Faraó deixaria apenas os homens irem? Ao fazer isso, ele estariadesestruturando o lar. Tirar do lar a figura do pai é o mesmo que transtornaruma família. Uma família desorganizada não tem força alguma, não tem 38
  39. 39. unidade, sem a qual não há a força necessária para se vencer as dificuldadesdo dia-a-dia. Por que os homens? Porque o homem é o provedor da casa. Éverdade que, hoje, as mulheres também trabalham fora de casa e ajudam noorçamento familiar. Mas foi ao homem que Deus deu essa incumbência. O Se-nhor criou a mulher para ser a ajudadora do homem, não a provedora da casa.Muitas mulheres têm acumulado os seus papéis e os dos homens, e isso lhestem causado estresse e enfermidades. E o diabo se aproveita de tudo isso paraminar a fé que sustenta homens e mulheres. Satanás tem usado a sua sutileza para enganar o homem. E, enganan-do-o, torcendo as palavras, consegue fazer muitos “negocinhos” com ele. Nósnão fomos chamados para negociar com o diabo. É tudo ou nada! Isso é muitoforte.Lar sem rei Para nos impedir de sair do Egito, Faraó vai continuar apelando para aintimidação. Nós, porém, precisamos fazer nossas as palavras de Josué, quenão se intimidou com as sutilezas de Satanás, ele disse: “Porém, se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei, hoje, a quem sirvais:se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ouaos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremosao Senhor.” (Josué 24.15). Hoje, são mais as mulheres que afirmam isto: “Eu e a minha casa servi-mos a Deus”. Mas sobre você, homem, está a tríplice unção do fundamento 39
  40. 40. da família. Deus o criou para ser o líder da sua casa. Você não é o chefe, não éo mandão; você é o líder. O líder que recebeu de Deus a autoridade para umministério tríplice como profeta, sacerdote e rei. Como rei para governar a casa,como sacerdote para apresentar sua família ao coração de Deus e como profetapara trazer Deus para a sua casa. Quando o homem é ausente na família, essa casa não tem rei, não temsacerdote e não tem profeta. Quantos filhos crescem sem esse referencial,quantas esposas choram a ausência do marido! Infelizmente, muitos homenstêm deixado o diabo lhes roubar os próprios filhos. Temos de nos posicionarpara lutar e defender o nosso direito de servir a Deus com toda a nossa família,sem qualquer ingerência do diabo. Precisamos nos lançar aos pés do Senhor e dizer com ousadia: “Ou Deusfaz ou eu morro, mas não abrirei mão da minha família. Minha casa servirá aoSenhor.” Hoje, de quantos homens podemos ouvir isso? Não podemos negociar com o diabo, porque fazer “negocinhos” com ele étirar a única esperança que a nossa família tem de salvação. Hoje, neste exatomomento, você, pode se arrepender de ter feito algum tipo de “negocinho”com o diabo. Proclame para ele ouvir: “Minha família servirá ao Senhor.” Talvez você seja um daqueles pais que vai à igreja sozinho. Talvez vocêtem permitido que seu filho adolescente chegue em casa de madrugada; vocênão sabe ao certo quais são suas amizades, mas não faz nem diz nada. Pai,você tem autoridade sobre seus filhos. É preciso colocar regras. Ter hora parachegar em casa, para estudar etc. Você tem o privilégio de ir à casa do Senhor, 40
  41. 41. mas tem deixado seus filhos para trás? Por quê? Seja amigo do seu filho, sejaamigo dele antes que um traficante se torne o “melhor” amigo dele. Acompa-nhe seu filho, beije-o. Diga para ele: “Filho, eu quero um presente seu, masnão quero uma meia ou um sapato, eu quero que você vá à igreja comigo nodomingo.” Querido, enquanto você não puder dizer “eu e a minha casa servimos aoSenhor”, chore, arrependa-se, porque o Senhor está de braços abertos paravocê. Ele quer guardá-lo e anseia por ter sua família em seus braços também.Quantas vezes, os filhos não se convertem porque o marido e a mulher, emcasa, não dão testemunho de que são crentes? Brigas, xingamentos, mentiras.Palavras duras e impiedosas. O marido sem nenhum afeto pela esposa e vice-versa. Quantas vezes, o filho vê o pai dormindo no sofá da sala em vez de estardormindo com a esposa? Ele vê isso e cresce com esse ensinamento do mundo,do diabo. E o que ele vai pensar é: “O casamento é isso?” Existem milhares depessoas que têm duas caras: uma para ir à igreja e outra para viver fora daigreja. Elas têm dois tipos de vida: uma na igreja e outra fora da igreja. Você está dirigindo e, de repente, alguém lhe fecha. Imediatamente vocêsolta um palavrão, xinga, esbraveja, faz gestos obscenos. Ou está dentro doônibus, e o motorista dá uma freada brusca e alguém pisa no seu pé. Então,você resmunga praguejando e dizendo palavras de baixo calão? Esse é o pala-vreado do mundo. Não se fala manso no Egito. Faraó não desiste de barganhar com você. Por isso é que a Bíblia diz para“não darmos lugar ao diabo” (Efésios 4.27). Se você abrir a porta, ele vai entrar 41
  42. 42. e barganhar com você. Portanto, você tem de ser radical, nem converse. Hápessoas que ficam querendo barganhar. Nada disso! Seja radical.A quarta proposta A quarta proposta que Faraó fez foi: “Sirvam a Deus, mas deixe os bensfora disto.” “Então, Faraó chamou a Moisés e lhe disse: Ide, servi ao Senhor. Fi-quem somente os vossos rebanhos e o vosso gado; as vossas crianças irão tam-bém convosco.” (Êxodo 10.24). Faraó disse que as crianças também poderiam ir. Aliás, todos poderiam ir,mas os bens deveriam ficar no Egito. O povo havia trabalhado durante quatro-centos e trinta anos. Eles não tinham salário e apanhavam muito. Aquele pou-quinho que conseguiram ajuntar durante esse tempo todo se tornara muito.Era muita coisa. Satanás, então, na pessoa de Faraó, diz: “Vocês podem ir, masnão levem a riqueza de vocês.” Moisés, porém, respondeu: “Também tu nos tens de dar em nossas mãos sacrifícios e holocaustos, queofereçamos ao Senhor, nosso Deus. E também os nossos rebanhos irão conosco,nem uma unha ficará; porque deles havemos de tomar, para servir ao Senhor,nosso Deus, e não sabemos com que havemos de servir ao Senhor, até que che-guemos lá.” (Êxodo 10.25-26). Não precisamos negociar coisa alguma com o diabo. Você não precisaaceitar a idéia de que Deus quer a pobreza e a miséria para você. Faraó fez tudopara impedir que o povo levasse os seus bens, mas Deus fez mais: fez com quecada egípcio presenteasse os hebreus com ouro e com prata. 42
  43. 43. “Fala, agora, aos ouvidos do povo que todo homem peça ao seu vizinho, etoda mulher, à sua vizinha objetos de prata e de ouro. E o Senhor fez que o seupovo encontrasse favor da parte dos egípcios; também o homem Moisés era muifamoso na terra do Egito, aos olhos dos oficiais de Faraó e aos olhos do povo.”(Êxodo 11.2-3). Penso que seja esta mesma atitude a que Deus espera de nós, hoje: nãoceder um centavo sequer para o diabo. Devemos servir a Deus com todos osnossos bens. O diabo diz: “Você vai sair daqui com uma mão na frente e outraatrás.” Mas você não deve ceder: “Não, eu não vou aceitar isto. Nunca!” O Senhornos garante em sua Palavra que o justo jamais mendigará o pão: “Fui moço e já,agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendênciaa mendigar o pão.” (Salmos 37.25). Fazer “negocinho” com o diabo é entregarnas mãos dele o que Deus tem nos dado. Temos aprendido que a verdadeira prosperidade não é apenas morar emuma mansão ou ter um carro importado. Prosperidade é, antes de tudo, a ausên-cia de necessidades. É ter para suprir todas as suas necessidades e ter para supriras necessidades de outras pessoas também. É ter a bênção de Deus em tudo.Servindo com os bens Muitas pessoas já saíram do Egito e, agora, estão com suas famílias longedas garras de faraó, entretanto, seus bens ainda não estão servindo ao Senhor.Uma das armas mais poderosas para se derrotar o diabo em nossa vida finan-ceira é servir a Deus com os nossos bens. 43
  44. 44. “Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento naminha casa; e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir asjanelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida. Por vossa causa,repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa videno campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos.” (Malaquias 3.10-11). A maneira bíblica de vencer Faraó na questão financeira é entregarmostodos os nossos bens ao Senhor. Não estou dizendo que você deva, agora, pe-gar tudo o que tem e entregar tudo para a igreja. Deus pode até me pedir tudo,e se Ele mandar, eu darei. Mas não é isso que Ele está dizendo aqui. O que Elenos ensina em sua Palavra é que devemos servi-lo com os nossos bens, com ofruto do nosso trabalho. Levar o dízimo à Casa do Tesouro, que é a igreja. Deusé tão claro nisso que Ele diz para você prová-lo nisto: “[...] se eu não vos abrir asjanelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida.” Eu sempre separo meus dízimos e minhas ofertas. E, confesso, o diabosempre tem me tentado. Faraó me tenta, dizendo: “Olha, Márcio. Olha paraa sua situação financeira; como você vai fazer isso? Você tem de pagar aquiloali e tem aquele outro compromisso que já venceu, e você não pode deixá-lapara depois. O seu nome vai parar no serviço de proteção ao crédito, heim!” Eu,contudo, não barganho com o diabo. Quando entregamos nossas ofertas, des-tronamos Faraó e, o mais importante, abrimos as portas para que as bênçãosfinanceiras venham sobre nós. Quando paramos para analisar as propostas de Faraó, descobrimos queo inimigo sempre cede, mas ele nunca cede tudo de uma vez, ela vai cedendo 44
  45. 45. aos poucos. Por isso precisamos permanecer na posição correta. Tomarmosposse de cada parte da herança que nos pertence. Pare de negociar com Faraó,não aceite nenhuma de suas propostas. Este é o momento de lembrarmos deque Cristo em nós, a esperança da glória (Colossenses 1.27)!Maior suprimento “Deus pode fazer-vos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre, emtudo, ampla suficiência, superabundeis em toda boa obra, como está escrito: Dis-tribuiu, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dásemente ao que semeia e pão para alimento também suprirá e aumentará a vossasementeira e multiplicará os frutos da vossa justiça, enriquecendo-vos, em tudo, paratoda generosidade, a qual faz que, por nosso intermédio, sejam tributadas graças aDeus.” (2 Coríntios 9.8-11). Paulo nos ensina nesse texto que quando entregamos nossos bens nasmãos do Senhor, Ele nos dá um suprimento ainda maior. Ou seja, quanto maiseu entrego os meus bens nas mãos do Senhor, mais Ele me devolve. E isso paraque lhe seja sempre dada a honra devida. Quando servimos a Deus, estamos vivendo sob as leis de Deus. O diaboquer que deixemos a Palavra de Deus aberta em uma estante adornada devasinhos de flor. O inimigo sabe que se passarmos a conhecer a Palavra deDeus, não negociaremos com ele. Uma das armas do diabo é tornar o povoignorante e inculto. Assim, esse povo pode ser manipulado com maior fa-cilidade. 45
  46. 46. “Sirva, mas falando o meu idioma, o idioma do Egito.” O idioma do Egi-to é a murmuração, é falta de visão e de fé. Quando murmuramos, estamosdizendo que Deus não pode fazer nada, que Ele se esqueceu de nós. Quandoestamos no mundo, a nossa visão fica embotada. Não conseguimos enxergarclaramente o propósito de Deus para nossa vida. Assim, ficamos à mercê doque o mundo nos apresenta. E se perdermos nossa bandeira, a direção já nãoserá tão clara, e a fé em Deus, uma lembrança de um passado remoto. “Sirva a Deus no mundo”, sugere Faraó. O prazer do mundo é como comerlixo. Se aceitar as ofertas do mundo, você estará comendo lixo. As drogas, oconsumo desenfreado, a gulodice e a maledicência. Comemos lixo quando noscolocamos diante da televisão para assistir novelas escritas por autores quenão têm um pingo de temor a Deus. Ensinam todo tipo de lixo, e você está lá,muitas vezes, torcendo para que o mal aconteça. Moisés disse: “Não.” Faraó então replicou: “Pode sair do Egito, mas não vámuito longe. Você pode ser crente, mas não precisa ser tão crente assim.” Jesusé o nosso modelo, não Faraó. Ele foi tão longe que ficou nos braços do Pai. Evocê? Quer as falácias de Faraó ou os palácios de Deus? 46
  47. 47. Bênçãos especiaisD eus tem sido gracioso e amoroso conosco. Se dissermos com toda sinceridade e agirmos consoante a esta verdade em nosso coração:“Tudo que tenho pertence ao Senhor”, então, teremos a plena compreensão doque é ser dizimista e ofertante fiel ao Senhor e experimentaremos as bênçãosadvindas disso. É verdade que Deus não olha o quanto ofertamos, mas o quanto a ofertanos custa. Na verdade, Ele quer conhecer o nosso coração. Quer saber se somosrealmente desprendidos para com Ele, se somos abençoadores ou retentoresde bênçãos. Água parada apodrece. Tudo que fica estagnado acaba morrendo.Se os rins pararem de funcionar, teremos sérias complicações. Se não houverum transplante, morreremos. Como o Mar Morto, que recebe as águas do Jor-dão, mas não espalha as bênçãos vindas dele. Resultado, não há vida no MarMorto. 47
  48. 48. Com o fruto do nosso trabalho também é assim, se não devolvermos oque é de Deus, estamos retendo o que não é nosso. Então, o que é para serbênção na igreja, acaba por virar miséria em nossas mãos. Reter bênçãos éfabricar maldições. Por isso, o Senhor nos mostra o caminho para termos ofluir constante de suas bênçãos em nossa vida. Dê para que lhe seja dado. Odiabo quer que você segure, porque retendo a bênção, você morrerá com ela.Esse é o papel do diabo, e ele veio exatamente para isto: “para roubar, matar edestruir” (João 10.10). A nossa oferta tem de ser sempre um sacrifício ao Senhor. “Eu não dareiao Senhor o que não me custe nada.” Sacrifício, a própria palavra já diz: é algoque tenha um grande valor. O grande valor, muitas vezes, é tão simples quantoas duas pequenas moedas lançadas no gazofilácio pela viúva no momento emque se recolhiam as ofertas. “Assentado diante do gazofilácio, observava Jesus como o povo lançavaali o dinheiro. Ora, muitos ricos depositavam grandes quantias. Vindo, porém,uma viúva pobre, depositou duas pequenas moedas correspondentes a um qua-drante. E, chamando os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que estaviúva pobre depositou no gazofilácio mais do que o fizeram todos os ofertantes.Porque todos eles ofertaram do que lhes sobrava; ela, porém, da sua pobreza deutudo quanto possuía, todo o seu sustento.” (Marcos 12.41-44). Talvez, essas duas moedas não lhe custem nada, mas para algumas pes-soas, elas são tudo o que possuem, a garantia de um pão para se alimentarem.A oferta sacrificial é a que faz você lutar consigo mesmo no sentido de dar 48
  49. 49. ou não, mas que leva você a ofertar e a chorar de alegria por saber que estásacrificando a Deus. O diabo me tenta da mesma maneira que tenta você. Dar oferta? “Deixadisso, você não pode fazer isso. Lembre-se de que você ficou de comprar aque-le aparelho de som novo para sua casa.” Sacrifício é abrir mão daquilo que vocêquer para, então, servir ao seu Deus de todo o coração. E uma das coisas que sempre afirmo para mim mesmo é que eu nuncaquero estar no púlpito pregando algo que eu não possa viver e, assim, poderhonrar ao meu Senhor. Muitas vezes, por essa causa, o diabo vem como umrolo compressor sobre a minha vida dizendo: “Não faça isto, Márcio!” Mas eudigo a Satanás: “Faraó, eu não vou te ouvir, porque minha mente e meu cora-ção são totalmente do Senhor. A Ele eu ouço.” 49
  50. 50. 50
  51. 51. ConclusãoP recisamos entender que a Igreja do Senhor não é uma prestadora de ser- viços espirituais. Somos uma igreja, uma família. A igreja pode ser gran-de, com um número infinito de membros, mas nós nos importamos com cadapessoa que a integra. Por isso, você precisa estar em uma Célula. A igreja quercuidar de você, mas para que isso aconteça, você precisa se permitir ser ajudado. Os ministérios da igreja existem, não para dar trabalho, mas para aben-çoar a sua vida. Talvez você esteja atravessando um momento delicado em suafamília, e você não saiba como sair dele. Procure seus pastores. Aqui, na IgrejaBatista da Lagoinha, temos ministérios como a Central Ministerial da Famíliapara cuidar de você e orientá-lo a vencer esses desafios em seu lar. Queremosabençoar sua vida, porque Deus nos levantou como Igreja para ser uma ins-piração e cumprir esse propósito. Não queremos e não admitimos, de formaalguma, a intimidação do inimigo sobre nossa vida. 51
  52. 52. Nunca, em nenhuma hipótese, barganhe com Faraó. Não aceite nenhu-ma de suas propostas, porque ele quer matar você. Ele quer tirar você do ca-minho de Deus, do caminho de vida plena e eterna. Ouça e obedeça apenas oque sair da boca de Deus e você será feliz nesta terra e no porvir, porque “comoestá escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrouem coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam”(1 Coríntios 2.9). Que Deus lhe abençoe. 52
  53. 53. 53
  54. 54. 54
  55. 55. Uma publicação da Igreja Batista da Lagoinha Gerência de Comunicação Rua Manoel Macedo, 360 - São Cristóvão CEP 31110-440 - Belo Horizonte - MG www.lagoinha.com

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