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ao resgatar pessoas das trevas para o conví-                            vio com a Maravilhosa Luz. Em 1937, Getúlio       ...
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Ribeiro também lê uma carta com sua solici-                            tação de afastamento como pastor efetivo da        ...
Como Pastor Presidente, a missãodo Pr. Francisco não foi fácil. Comocitamos anteriormente, nas depen-dências de nosso préd...
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Assim, a liderança da Igreja so-licita ao Pr. Francisco que apresen-te à Igreja, no auditório do TeatroRibeira no Centro d...
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Pelo que nos lembramos, aquele foi um retiro que, em todos os as-pectos, sentimos a presença de Deus. Nas diversas formas ...
que foi dirigida pelo vice-presidentes Anto-                            nio Alexandre Duarte Silva e pelo Diácono         ...
a Igreja e o pastor, confeccionando todas as plantas arquitetônicas queDeus ia definindo através de sonhos para o Pr. Fran...
Mas as doações não pararam por aí: da                           empresa Weber Quartzolite (Grupo Saint-                   ...
Contra a previsão do maior dos otimistas, ao retornar da viagem o Pr.Francisco revela à liderança que Deus teria lhe orden...
fez um maravilhoso trabalho junto à juventu-                            de. Também convidamos o ministro de músi-         ...
setembro de 2010, dirigida pelo Pr. José Gilcélio, que tem feito um ex-celente trabalho ali naquele local, e outra na cida...
Como projeto embrionário da Orquestra                           Marcelino, apoiado por sua esposa, irmã Fernan-           ...
Fontes Primárias:Fotografias e Boletins dos 80 anos da História da IBCG;Livro de atas da Igreja Batista em Campo Grande da...
Manoel Cosmo, Sérgio Salomão, Carlos Felipe, Laércio Guedes, Elias da Silva, José Edson   e Levi Silva, Alice de Melo, Mir...
Ministério FemininoCoordenadores e Professores da Escola Bíblica Dominical                Ministério de Homens
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Institucional da Igreja Batista em Campo Grande

  1. 1. Em 25 de novembro de 2010, a Igreja Batista em Campo Grande – IBCGcompletou 80 anos de existência, Jubileu de Carvalho. Tivemos umaComissão Especial comandada com muito esmero pela irmã Renata Diasque, junto com os demais pares da Comissão, fez um excelente trabalhopara Deus e aos quais agradecemos. Foram meses de árduo trabalho e preocupações, porém com muita féque Deus estava e sempre continuará no controle de todas as coisas, e commuita determinação, todos os preparativos para as comemorações dos80 anos foram realizados. Em tempo récorde, os historiadores Paulo Julião e Fábio Gomes conse-guiram resgatar muito da história de nossa igreja e, de maneira especial, oSeminarista Alexandre Duarte nos presenteou com uma bela diagramaçãoe composição gráfica aos quais também agradecemos. Agora, temos a grata satisfação e o privilégio de fazer a apresentaçãodeste extraordinário documentário da Igreja Batista em Campo Grande –Recife, PE – Brasil, organizada através da iniciativa de 29 irmãos, em 25 denovembro de 1930. Hoje, contamos com mais de 400 membros, inúmeros congregados evários ministérios que estão prestando um bom serviço ao Senhor Jesus. Que Deus seja engrandecido por tudo o que nossa igreja já fez e aindafará daqui para frente. No Cristo Vivo, Francisco Dias da Silva Filho Pastor Presidente. 2
  2. 2. “E sobre esta pedra edificarei a minha igreja.” (Mateus 16.18b) 80 anos de vitórias da Igreja Batista em Campo GrandeContexto histórico 25 de novembro de 1930. Nessa data Deus resolveu começar maisuma excelente obra na terra. Mas, antes de relatarmos essa História divi-na que nos propomos a descrever, iremos mostrar um pouco do momentohistórico em que esse trabalho teve início. Em outubro de 1930, após anos vivendo em um país governado poroligarquias paulistas e mineiras, Getúlio Vargas assume a presidência doBrasil através de uma estratégia política, com apoio de alguns Estadosque estavam cansados de se submeterem a agricultores e pecuaristas deSão Paulo e Minas Gerais. Nesse período, um pouco antes da chegada deVargas à Presidência, eram inúmeras as perseguições contra os evangéli-cos no Estado de Pernambuco. Desde 1891, quando entrou em vigor a primeira Constituição Repu-blicana, a Igreja Católica deixou de ser uma instituição ligada ao Estado,o que provocou um enfraquecimento político, religioso e educacional naIgreja Romana no Brasil. Isso levou a referida instituição a adotar práticaspara conter o crescente número de fiéis que abandonavam efetivamentea religião romanista. Algumas dessas foram as intensas perseguições con-tra evangélicos no Estado de Pernambuco. Templos eram depredados,pregadores eram vigiados, inclusive pela polícia; em algumas empresasos funcionários eram demitidos ou quando iam à procura de empregoe se identificassem como um crente em Jesus Cristo não alcançavam avaga almejada. O então Arcebispo da Arquidiocese de Olinda e Recife se 3
  3. 3. mostrava um líder conservador que perseguia abertamente, muitas vezes com o apoio do Estado, todos os credos e filosofias contrários aos princípios católicos. Mas, ao longo da História, percebemos que Deus decide fazer a sua obra em momentos que achamos difíceis ou até impossíveis aos olhos humanos. Esse foi o contexto que o Es- pírito Santo resolveu desafiar o coração dealgumas pessoas para iniciar uma obra tão bela que com muitas lutas,mas também com inúmeras vitórias, completa 80 anos no dia 25 de no-vembro de 2010.Tem início o sonho A Igreja Batista em Campo Grande foi organizada em 25 de novembrode 1930 na Rua São Caetano nº 27 no bairro de Campo Grande por 18mulheres e 11 homens sob a direção do Senhor Jesus Cristo. Hoje, todosos membros organizadores já estão na glória do Pai, mas vale relembraralguns dos nomes que conseguimos identificar em documentos encon-trados: Diácono Francisco Gregório (posteriormente foi ordenado e setornou o primeiro pastor da Igreja), Quitéria Ferreira, Eugênia Ferreira,Artur Carneiro Ferreira, Antonia Ferreira, Elmo Ferreira, Vicente Serrano,Líbia Serrano, João Marques da Silva, Maria Marques, Ester Marques,Creuza Marques, Ezequiel Marques, Maria Marques Filha, Maria Quei-roz, Maria Góia, Olice Góia, Napoleão Pereira, Joaquim Taurino Rocha eJosé Ferreira. As 29 pessoas que iniciaram o trabalho e decidiram ouvir o chamadodivino de saírem da Igreja Batista do Espinheiro, passaram a trabalhar nosentido de levar a palavra de Deus para um bairro que possuía inúmerosterreiros das mais diversas manifestações de religiosidades. É claro quenão foi uma obra simples de ser desenvolvida. Além das perseguiçõessofridas por parte do Estado, da Igreja Católica e de empresários locais,trabalhos satânicos eram feitos na tentativa de frear o sonho que Deustinha plantado aqui em nosso bairro. Percebendo que não era algo simples, nossos primeiros irmãos resol-veram arregaçar as mangas no sentido de não esmorecerem e tocar defato a obra de Deus. Através de muita oração e de muita ação o EspíritoSanto foi resgatando do reino das trevas mais e mais pessoas que aospoucos iam somando aos vinte e nove membros iniciais. Isso encorajavaos primeiros missionários, pois a cada dia reconheciam que o trabalho noSenhor não é vão. Crescendo o número de fiéis, a casa na Rua São Caeta-no foi ficando pequena e, mesmo em uma comunidade que não possuía 4
  4. 4. muitos recursos, Deus novamente os desafiou, dessa vez a procurar umlocal mais amplo para receber as novas ovelhas que iam se juntando aorebanho campograndense. Já naquela época, nossos irmãos sabiam que os recursos para fazer aobra divina já existiam, só precisaríamos perguntar ao Senhor Jesus, onde ecomo iríamos obter. Confiando nessa promessa, foi comprada uma casa naRua Pretextato Maciel nº 67, no bairro de Campo Grande, entusiasmandocada vez mais os irmãos a se empenha-rem na obra de Deus. Nesse novo endereço o trabalho con-tinuou sendo ampliado. Já no ano de1934, na liderança do Pastor FranciscoGregório, nossa Igreja estava entre ascinco que mais contribuíam para o pe-riódico O Batista Pernambucano, pois oreferido líder entendia que além de serum órgão divulgador do trabalho batis-ta, era um método de se alcançar mais pessoas para Cristo. Com esse mesmo objetivo, no ano de 1935 foi organizada uma escolapopular onde 116 crianças das adjacências aprenderam a ler, escrever, fi-zeram trabalhos manuais, escutaram a palavra de Deus e entoaram hinosao Senhor, lhe rendendo graças, sob a liderança da professora DoloresMartins a quem O Batista Pernambucano de março daquele mesmo anochamava de incansável, pois realizava o trabalho de Cristo sem mediresforços. Vale ressaltar que as circunstâncias que aquelas crianças foramalfabetizadas e instruídas biblicamente, eram precárias. Estamos falandodos anos de 1930, onde os recursos para a educação eram escassos, o nú-mero de mestres era reduzido, as pessoas não possuíam muitas Bíblias,e o interesse pela leitura, qualquer que fosse, não era um hábito comumda população recifense. Como nossos primeiros irmãos se mostravam preocupados com a ex-pansão do trabalho de Cristo não só em Campo Grande, mas em todo oEstado, os pioneiros da igreja plantaram uma nova obra numa cidade dointerior de Pernambuco. Desse novo projeto de Deus surge a PrimeiraIgreja Batista em Aliança. Inicialmente contava com 14 irmãos que pe-diram carta de transferência da Igreja Batista em Campo Grande, sendoinaugurada às 18 horas do dia 28 de abril do ano de 1935, pelo PastorFrancisco Gregório, sob a direção do Espírito Santo. O trabalho tem dadofrutos que permanecem, colaborando com o crescimento do Reino deDeus, graças aos nossos irmãos daquela cidade que desde o início doprojeto se preocuparam em cumprir o mandamento do Mestre. Mas, como dissemos anteriormente, o trabalho de Deus não é fácil.O inimigo nunca ficará satisfeito em ver a obra do Senhor dando frutos 5
  5. 5. ao resgatar pessoas das trevas para o conví- vio com a Maravilhosa Luz. Em 1937, Getúlio Vargas dá um Golpe de Estado implantan- do o Estado Novo no Brasil. Para governar Pernambuco foi designado o interventor Agamenon Magalhães, católico fervoroso, anti-semita, e que em seus discursos e atos se mostrava com tendência para as propostas fascistas. Com um interventor apresentandoessas características, o trabalho de Deus em Campo Grande passou aser perseguido de forma mais enfática. Só que aquele que começou a boa obra na vida de nossa igreja nãoiria abandoná-la pelo fato de os oposicionistas do trabalho divino teremaumentado suas perseguições. A igreja, mesmo enfrentando diversas di-ficuldades, continuava com seus trabalhos de evangelismos locais, es-colas populares para as crianças, financiamento de obras missionárias eatendimento a pessoas que, mesmo sem serem membros da comunidade,procuravam ajuda, pois acreditavam que esse era um local onde podiamencontrar algum amparo espiritual e também material. Mas aprouve a Deus que no ano de 1945 Agamenon Magalhães dei-xasse a interventoria de Pernambuco. Esse era também o ano que tiverafim à segunda Guerra Mundial e a partir daí irmãos dos Estados Unidosda América retomaram o financiamento de missões do trabalho batistapernambucano, facilitando a expansão da obra de Deus. Talvez, por razão desse período turbulento na história de Pernambu-co entre a década de 1930 e 1950 é que temos um hiato histórico dosfatos ocorridos na missão campograndense, uma vez que só sabemos queos que sucederam ao Pr. Francisco Gregório foram os pastores ManuelEuclides da Cunha e Oséias Dias. Porém, não conseguimos obter docu-mentos que narram sobre como foi o ministério desses dois pastores, masapenas os seus nomes. A partir de 1955 a missão campograndense novamente teve umgrande impulso. Agora já na liderança do Pastor Severino Cardoso daSilva. O Pastor Cardoso nasceu em 20 de outubro de 1910 e ainda muito jovem encontrou-se com Jesus através da men- sagem do Pastor Severino Batista. Aos 28 anos casou-se com a jovem Dinorah Lima da Silva, no dia 11 de fe- vereiro de 1938, com quem teve 10 fi- lhos. Ingressou no Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil para fazer o 6
  6. 6. curso de Teologia e foi examinado para o exercício do ministério pastoralem 26 de dezembro de 1941, a pedido da Igreja Batista do Feitosa, Recife– PE, onde exerceu seu primeiro ministério. Estiveram presentes em seu Concílio pastores ilustres da história ba-tista, tais como: José Lins de Albuquerque, Lívio Lindoso, Munguba So-brinho, Antonio Marques Lisboa Dorta, John Mein, dentre outros. Pastor Cardoso foi um incansável amigo de suas ovelhas e um grandepregador da Palavra de Deus. Ele gostava de realizar muitas séries deconferências evangelísticas para pregar o evangelho, tanto em Pernam-buco quanto por outros Estados. Foi em uma dessas séries de pregações fora do estado que Deus ousou como canal para levar a palavra ao menino José Almeida Guima-rães que, posteriormente, viria a se tornar Pastor, Secretário Executivo docampo Pernambucano e Pastor das Igrejas Batista da Concórdia e Capun-ga, onde até hoje é Pastor Emérito daquela Igreja. Em seu pastorado à frente da Igreja Batista em Campo Grande, oPastor Cardoso promoveu vários trabalhos de alfabetização na comuni-dade, através das escolas populares, que se mostrava como um excelentemétodo para a capacitação de crianças, jovens e adultos, bem como ummeio de levar a palavra de Cristo às pessoas. A preocupação não só com a saúde espiritual mas também com o ma-terial fez com que a nossa igreja passasse a fazer doações para o HospitalEvangélico, como continua fazendo em nossos dias. Essa era tambémuma forma que o Pastor Severino Cardoso entendia que poderia con-tribuir com o crescimento do trabalho de Cristo. Outro exemplo parailustrar como nossa igreja já possuía uma visão expansionista nesse pe-ríodo, foi a organização da Igreja Batista na Vila do IPSEP Às 19h30min .do dia 8 de Dezembro de 1959, aquela que por muitos anos tinha sidouma extensão nossa naquele bairro, se tornou uma comunidade cristãindependente produzindo muitos frutos e colaborando com o trabalhodivino para honra e glória do Senhor Jesus. Grande era o avivamento do Espírito Santo naqueles dias. Não es-tamos tratando aqui de movimentos emocionalistas que levam muitaspessoas a buscarem igrejas que pregam prosperidade em nossos dias.Estamos falando de um movimento sólido, baseado na pregação da Pa-lavra de Deus, no louvor de hinos que verdadeiramente exaltavam onome do Senhor, no empenho em que muitos irmãos saíam às ruas paraanunciarem o Evangelho de Cristo, e nos diversos métodos baseadosunicamente na nossa regra de fé e prática – a Bíblia Sagrada – que eramutilizados para o engrandecimento do Reino de Deus naquele período. Esse avivamento levou ao aumento do número de membros em nos-sa igreja e o prédio da Rua Pretextato Maciel nº 67, que por tantosanos serviu a essa célula do Reino Celeste aqui na Terra, foi ficando 7
  7. 7. pequeno para o crescente do trabalho de Cristo naquele local. Restava então ao Pastor Severino Cardoso orar a Deus para que lhe mostrasse e confirmasse no coração da igreja as providências a serem tomadas. E não de- morou muito. Quando uma comunidade de fé se propõe a ficar na dependência do Espí- rito Santo a vitória é certa. Em 10 de abril de 1962, numa sessão re-gular administrativa, Deus teria confirmado a sua vontade de a igrejaadquirir o terreno pertencente ao Sr. João Lira, localizado na Estradade Belém 1838 no bairro de Campo Grande – Recife (nosso endereçoatual). O então pastor teria dado um sinal no valor de C$ 160.000,00,pagando no mês seguinte a quantia de C$ 640.000,00, quitando todaa dívida, quando então a escritura doterreno foi passada para o nome daigreja. Era o Espírito Santo agindo. Osirmãos orando, trabalhando em con-junto com a liderança e confiando quea vitória seria sempre daqueles que en-tregam o caminho ao Senhor e confiamNele, sabendo que tudo Ele fará. Commais uma etapa da vontade de Deussendo iniciada na vida da nossa comunidade, cabia então aos irmãosse organizarem, principalmente em oração para Deus os direcionar nasdecisões a serem tomadas com o novo terreno. E foi o que fizeram. Tendo Cristo na liderança, nossos irmãos, em 16de novembro de 1963, designaram uma comissão de construção que to-maram as medidas cabíveis para o início das obras no novo terreno. Nodia 27 de setembro de 1964 a igreja lançou a pedra fundamental do novotemplo e desde então a Igreja Batista em Campo Grande está localizadano último endereço citado. Era um local humilde. O primeiro prédio do templo ficava onde hoje é o nosso berçário, espaço apertado na visão de alguns, mas aconchegante na visão de outros que tinham uma visão divina, bem mais ampliada da- quilo que Deus pretendia fazer na Igreja Batista em Campo Grande. Voltando a falar sobre nossa visão missionária, na década de 1960 de-mos mais alguns passos para a expansão do Reino de Deus aqui em Reci-fe. Em 07 de junho de 1963 transformamos nossa então congregação no 8
  8. 8. bairro do Pina em uma igreja e em 13 de outubro de 1964 já estávamosdiscutindo a abertura de uma nova congregação na Cidade dos Órfãos –hoje, Cidade de Deus. Era nossa igreja na liderança do Pastor SeverinoCardoso cumprindo o “ide” de Cristo e anunciando o evangelho, nãoapenas para fazer crescer o número de membros no novo templo, cons-truído em 1964, mas com uma visão de que a mensagem divina deveriaser levada para onde o Espírito Santo lhe desse a direção. A frase predi-leta do Pastor Cardoso, quando chegava a alguma cidade e alguém lheperguntava o que viria fazer naquele lugar, era: “Vim povoar os Céus!” O Pastor Severino Cardoso foi a pessoa que por mais tempo estevena liderança das funções eclesiásticas em nossa igreja, isto é, 24 anos(22/04/1955 a 24/02/1979). No início da década de 1970 lançou as bases e construiu um novoTemplo para a Igreja. Ele marcou época no ministério batista de Per-nambuco. Cumprindo o mandamento bíblico onde oSenhor Jesus Cristo manda-nos honrar a quemhonra seus mandamentos, a missão campogran-dense decidiu em 15 de outubro de 1978 confe-rir a Severino Cardoso da Silva o título de PastorEmérito de nossa igreja, ato que foi apoiado deforma unânime por toda a congregação que oreconheceu, dentre outros motivos, por ser umapessoa de visão missionária. Em entrevista com o Pastor Miquéias daPaz Barreto – Pastor Presidente da Igreja Ba-tista da Concórdia, Recife – PE, o qual em suajuventude teve a oportunidade de servir a Deus junto com o PastorCardoso, percebemos que a igreja realmente tinha motivos para ho-menagear nosso líder emérito. Pastor Miquéias nos relatou que já ti-vera a oportunidade de viajar por várias partes do mundo, mas nuncatinha visto alguém com a facilidade de transmitir a Palavra de Deuscomo Severino Cardoso. Era um servo de Cristo autêntico, que deixousua marca em nossas vidas e que um dia teremos o prazer de nos en-contrarmos no Céu. O Pastor Cardoso também pastoreou, concomitantemente à CampoGrande, as Igrejas: Primeira Igreja Batista do Arruda e Segunda IgrejaBatista de Casa Amarela, ambas em Recife – PE, Betel em Jaboatão e aBrasileira, na cidade de Moreno – PE. Mas, como nada nesse mundo é para sempre, o Pastor Cardoso perce-be que sua missão em nossa igreja estava chegando ao fim. Guiado peloEspírito Santo fez a indicação aos irmãos do próximo líder que deveriaocupar as funções eclesiásticas em nossa comunidade. Sendo submissa 9
  9. 9. à vontade divina e atendendo ao pedido do então guia espiritual, a Igreja Batista em Cam- po Grande, em sessão realizada no dia 12 de novembro de 1978, aprovou o nome de Saulo Pereira Borges como seu novo pastor, o qual recebeu a presidência da igreja das mãos do Pr. Cardoso, em 24 de fevereiro 1979. Durante os anos em que esteve à frente de nossa igreja, o Pastor Saulo Borges deu ênfaseaos trabalhos sociais como forma de alcançar pessoas para Cristo. Se-guindo a tradição do protestantismo histórico – que busca não apenas aregeneração espiritual, mas também a regeneração material dos indiví- duos – o referido pastor procurou atrair as pessoas para Cristo através do investimento na educação e na saúde, sem esquecer, é claro, que isso era um mé- todo de anunciar o evangelho. Já em 15 de junho de 1980, com apenas um ano de pastorado, Saulo Borges, com a aprovação da co- munidade, resolveu enviar uma proposta à Secreta- ria de Educação do Estado de Pernambuco para a implantação de uma escola de primeiro grau – atual Pr. Saulo Borges ensino fundamental – nas dependências da igreja.A proposta foi aprovada e em fevereiro do ano seguinte a escola querecebeu o nome de Poeta Jônatas Braga começou a funcionar – JônatasBraga foi um grande poeta batista de nosso Estado que deixou suas poe-sias divinas em O Batista Pernambucano durante boa parte do século XX. Sentindo-se no dever de também investir na saúde física das pessoas,o Pastor Saulo faz uma proposta à igreja, no ano de 1983, para que fosseinstalado um posto médico em nossas dependências, o que por motivossuperiores não chegou a ser executado. Mas, como Deus teria colocado o referido pastor em nossa comunida-de para trabalhar também com obras sociais, Ele mesmo se encarregoude plantar de forma mais incisiva no coração do Seu servo o desejo decuidar das crianças da comunidade. Em 1984, a gerente do Projeto Social da Visão Mundial que funcio-nava nas dependências da Igreja Batista de Salgadinho, irmã AdineideNolasco Andrade Dias, veio à nossa igreja e perguntou ao Pr. Saulo sea missão campograndense tinha interesse em assumir o Projeto Socialde Salgadinho. De imediato, o pastor comprou a idéia e levou a igreja,junto com a Visão Mundial, a alugar uma casa na Rua Newton Braga nobairro de Sítio Novo – Olinda, PE para que o Projeto funcionasse. Com o crescimento do trabalho social, o Pr. Saulo e a gerente doprojeto, irmã Adineide, que a essa altura já estava frequentando nossa 10
  10. 10. igreja, propõem à igreja a compra e construção de um local própriopara funcionamento do Centro Social, o que de imediato foi aprova-do por todos. Pouco tempo depois, com recursos financeiros da igreja,Visão Mundial e LBA – Legião Brasileira de Assistência, o terreno foicomprado. Três anos depois, no dia 15 de novembro de 1987, os irmãos sãoinformados que a construção do novo centro social tinha sido iniciada.O centro foi inaugurado em 16 de julhode 1988 com o nome de Creche PastorCardoso, abençoando a vida de centenasde famílias, inclusive a de um dos histo-riadores que escreveu o presente texto,Paulo Julião da Silva. Pr. Saulo e Adineide Com o pedido de exoneração do Pr. Construção da CrecheSaulo Borges no final dos anos 80 ele in-dicou para ser seu sucessor o seu pastoradjunto, Pr. Edmilson Ribeiro da Silva. Assim, em 26 de maio de 1991 oPr. Edmilson é convidado para ser pastor efetivo da Igreja. Na sessão do dia 16 de junho de 1993 o Pr. Edmilson expõe à igre- ja que necessita de um seminarista para trabalhar na área de evangelismo e integração. Diante dessa neces- sidade, sob a orientação e direção do Espírito Santo, a irmã Adineide Nolasco Andrade Dias, que à época já era líder na igreja, apresenta ao Pr. Edmilson o nome do Seminarista Francisco Dias da Silva Filho para ocupar as funções à frente do Departamento de Evan- Pr. Edmilson gelismo e Integração, o que foi acatado pelo pastor e comunicado à Igreja que teria um novo seminarista,na sessão do dia 21 de julho de 1991. O jovem Francisco Dias, quando ainda era criança, deu os primei-ros passos na vida cristã, tendo entregado sua vida nas mãos de Cristoaos nove anos de idade, através da mensagem pregada pelo ProfessorRubens Barros, que hoje já está na glória do Pai. Francisco Dias foibatizado em 21 de novembro de 1976 no Templo da Primeira IgrejaBatista de Beberibe – Recife, PE, pelo seu pastor, João Virgílio RamosAndré. Desde criança, Francisco aprendeu a amar o ministério que hojeexerce. Com apenas 12 anos de idade sentiu o desejo vindo do Espíri-to Santo de anunciar o evangelho e, com a ajuda de seu pai, DiáconoFrancisco Dias (in memoriam), preparou e proferiu seu primeiro ser-mão numa quinta feira à noite do ano de 1979. O local foi à casa doirmão Ivanildo, no bairro da Linha do Tiro. Logo após, aos 15 anos,realizou sua primeira série de conferências como pregador evangelista 11
  11. 11. no templo da Primeira Igreja Batista de Cam- pina Grande – PB e também pregou em sua primeira concentração evangelística na Praça do Açude Novo naquela cidade. Era o início da grande obra que Deus tinha para realizar em sua vida e chegar até nós na missão cam- pograndense! Seu contato com a Igreja Batista em Cam- po Grande não se deu apenas no momentodo convite do Pr. Edmilson Ribeiro. Sua história com Campo Grandevem de longas datas; ainda em sua adolescência. Já no ano de1986ele foi convidado pelo irmão Silvano Barros, hoje pastor na cidade deJoão Pessoa – PB, para falar sobre combate às drogas para os alunos daEscola Poeta Jônatas Braga que funcionava nas dependências da Igreja. Em 1987, Francisco Dias foi convidado para pregar e cantar numculto de evangelismo na casa da irmã Balbina Linhares, membro damissão campograndense. E em 1988, o então Pastor da Igreja, Pr. SauloBorges, conhecedor do dom musical de Francisco Dias, o convidou paragravar uma das faixas no LP Louvores Nota 10, disco que, com suasvendas, ajudara nos projetos sociais e no sustento da Creche PastorCardoso. Durante seu primeiro ano como Seminarista, Francisco Dias fez um grande trabalho de evangelismo realizando logo de início uma visita a mais de 1000 pessoas da comunidade, apoiado pelos jovens e adolescentes daépoca, no sentido de mapear os principais pontos a serem atingidoscom o evangelismo da igreja. Esse belo trabalho fez com que outrasigrejas tivessem interesse no Seminarista. Diante dessa realidade, em 1992 ele foi convidado pela Comissãode Sucessão Pastoral da Igreja Batista de Linha do Tiro, Recife – PE, nodesejo daquela igreja de solicitar e realizar seu concílio para torná-loPastor Presidente daquela Igreja. Nesse ínterim, o Corpo Diaconal da missão campograndense, porsugestão da Diaconisa Maria Anunciada, conversou com o Pr. EdmilsonRibeiro para que fosse feito o convite ao Seminarista Francisco Dias deser ordenado na missão campograndense e não em Linha do Tiro, o quefoi proposto ao Seminarista. Toda essa situação mexeu muito com o coração do seminarista e omesmo pediu tempo às duas igrejas para orar e ouvir a voz de Deus. 12
  12. 12. Não demorou muito e o Espírito Santo confirmou no coração doSeminarista que ele deveria desenvolver seu ministério como PastorAdjunto da Igreja Batista em Campo Grande. Tendo tomado essa deci-são e comunicado à Igreja de Linha do Tiro, foi feita uma sessão do dia20 de setembro de 1992 e o Pr. Edmilson Ribeiro propôs que a igrejaconvocasse um Concílio Examinatório de Pastores para avaliar o Semi-narista Francisco Dias, com vista ao pastorado adjunto da igreja, o quefoi aprovado por todos. A igreja convocou um Concílio de Pastores junto à Ordem dos Pas-tores Batistas do Brasil – Secção Pernambuco e o Seminarista FranciscoDias foi examinado e aprovado na tardedo sábado de 17 de outubro de 1992 napresença de 27 pastores. O examinadordo Concílio foi o Pastor e Professor Dr. Jil-ton Moraes Castro, professor do Seminá-rio Teológico Batista do Norte do Brasil.A consagração se deu em 31 de outubrode 1993 num culto festivo abençoado porDeus e com a ilustre presença do EspíritoSanto. Essa data é muito marcante para oPr. Francisco Dias, já que foi nessa mesmadata que, em 1517, teve início a ReformaProtestante e também nasceu, em 2002,sua primeira filha. Curiosamente, a primeira pessoa batizada pelo Pastor Francisco foi ajovem ovelha, Renata Danielle Santos Luna, que quatro anos mais tardese tornaria Renata Dias, ao casar-se com o responsável pelo seu batismo. Mas, como tudo na vida de quem deseja servir a Deus não se resumea festas e momentos de alegria, o ministério do Pastor Francisco, desdeo início, foi bombardeado de dificuldades. O trabalho que crescera comseu dom evangelístico e as palestras que dava na comunidade e nasescolas passou a gerar ciúmes e contestações. Diante da situação, pe-dindo a direção do Espírito Santo, o Pastor Francisco em março de 1993resolve entregar uma carta pedindo sua exoneração e afastamento docargo de Pastor Adjunto da Igreja. Nesse período a nossa comunidade passou por várias crises de âmbitoespiritual e material. Mas como os fiéis confiavam em Cristo para reso-lução das tribulações, com muita oração e dedicação na Casa do Senhorsuperaram todos os obstáculos. Aprouve a Deus que igreja e pastor viven-ciassem aqueles momentos para que ambos crescessem e aprendessem adepender de Deus. Assim, em 21 de março de 1993, no mesmo dia em que foi lido o pedi-do de exoneração e afastamento do Pastor Francisco Dias, o Pr. Edmilson 13
  13. 13. Ribeiro também lê uma carta com sua solici- tação de afastamento como pastor efetivo da igreja. Dali por diante, a crise só aumentou e em 18 de abril de 1993 ocorre à exoneração do Pr. Edmilson Ribeiro. Diante da situação, a Igreja resolveu con- vidar um Pastor Interino para acompanhar a igreja nesses momentos difíceis e de 23 de maio de 1993 a 11 de julho de 1993 o Pr.Wagner Tenório, então pastor da Igreja Batista de Cajueiro, Recife –PE, assumiu o pastorado interino da igreja e foi usado por Deus paraque a missão campograndense ouvisse a voz de Deus. Considerando que o trabalho que havia sido convocado a fazer jun-to à igreja havia encerrado, o Pr. Wagner deixa a interinidade e no dia08 de agosto de 1983 a igreja elege o irmão Antonio Rafael de Almei-da como moderador. A primeira medida do moderador foi convocar aigreja para eleger uma Comissão de Sucessão Pastoral. Aquele foi umperíodo de amadurecimento e crescimento espiritual para toda a Igreja. Percebendo que Deus de fato tinha escolhido o seu servo FranciscoDias para liderar nossa comunidade, a igreja, através da Comissão deSucessão Pastoral, resolveu convidá-lo para pregar no culto da passagemde ano de 1993 para 1994 e naquele dia todos os presentes sentiram queDeus desejava o retorno do Pr. Francisco Dias. Deste modo, no dia 9 de janeiro de 1994 o irmão Albérico Souza deSantana Filho, representando a Comissão de Sucessão Pastoral, apresen-ta à Assembleia o nome do Pr. Francisco Dias para ser Pastor Interino daIgreja. Em 30 de janeiro de 1994, com 90% dos votos dos membros presen-tes à Assembleia, Francisco Dias da Silva Filho se torna Pastor Interinoda Igreja. Em 12 de maio de 1994 o Pastor Francisco Dias, na qualidade de Pas-tor Interino da Igreja, passa por um dos momentos mais tristes: realizar acerimônia fúnebre e sepultar um dos grandes incentivadores de seu pas-torado em Campo Grande, o Pastor Severino Cardoso da Silva. O PastorCardoso fazia questão de vir à Igreja todas as manhãs de domingo paraouvir o Pastor Francisco Dias a quem chama de o “fogoso”, referindo-seao jeito alegre e ousado com que o Pastor Francisco pregava nos sermões. No dia 16 de junho de 1994, às 20h, o Pastor Francisco deixa deser pastor interino e é aprovado em sessão realizada na Igreja Batis-ta em Campo Grande como Pastor Presidente da mesma. Três diasdepois, em 19 de junho de 1994 ele preside a primeira AssembleiaAdministrativa da igreja, já como pastor efetivo e presidente da igrejaaté os dias atuais. 14
  14. 14. Como Pastor Presidente, a missãodo Pr. Francisco não foi fácil. Comocitamos anteriormente, nas depen-dências de nosso prédio funciona-va uma escola de 1º grau, que tinhaboas intenções para a nossa comuni-dade, como a de servir na formaçãode cidadãos em nosso bairro. Porém,a comunidade escolar depredava o es-paço que lhe era concedido. Banheiroseram depredados, paredes riscadas, o uso de drogas nas dependências daIgreja já era grande e a situação começou a ficar insuportável. Com a direção de Deus e o apoio da missão campograndense, o PastorFrancisco Dias passou a dialogar junto à Secretaria de Educação do Es-tado de Pernambuco, para que a mesma providenciasse um novo prédioonde funcionaria a escola. Em sua visão, esse novo local ajudaria a comunidade de duas formas:primeiro, teriam um espaço mais adequado para o funcionamento deuma unidade escolar; e segundo, abriria mais espaços para que a igrejapudesse trabalhar pela vida espiritual dos seus membros e da comunida-de como um todo. Depois de muitas idas e vindas à Secretaria de Educação, a partir defevereiro de 1997 foi encontrado um novo local e a Escola Poeta JônatasBraga passou a funcionar na Rua São Caetano, Campo Grande, Recife –PE, onde permanece até os dias atuais, abençoando a centenas de jovensde nossa comunidade.Um novo tempo Com o prédio depredado, porém à disposição da igreja, Deus inquietouo coração do Pr. Francisco para que ele reformasse o prédio, ampliasse otemplo, fizesse berçário, banheiros e ajustes nas salas de aula. Mas, comofazer uma ampliação numa comunidade com escassos recursos? O Diáco-no Laércio Guedes, entendendo a real motivação pastoral exclamou numasessão: “A igreja não tem dinheiro, mas é movida por fé, e eu quero ser oprimeiro a apoiar o pastor e ajudar financeiramente na reforma”. E foi oque aconteceu: com fé, em tempo recorde – apenas quatro meses – o tem-plo foi ampliado e inaugurado em novembro de 1997 para honra e glóriado Senhor Jesus. No início da obra, a igreja só dispunha de R$ 350,00 eassinou um contrato com a construtora para pagar a quantia de mais de R$23.000,00 em apenas quatro meses e Deus supriu todas as necessidades. Em suas funções como líder, o Pr. Francisco Dias sempre foi ousadoe resolveu quebrar alguns paradigmas históricos. Dentre eles, a consa-gração de uma mulher ao pastorado batista. 15
  15. 15. Por três anos, de 1998 a 2001, o Pr. Francisco, concomitantemente à presidên- cia de nossa igreja, assumiu a liderança da 1ª Igreja Batista no Arquipélago de Fernan- do de Noronha – PE, realizando um traba- lho de resgate de vidas para Cristo naquele local. Vendo a necessidade de recomendar alguém para assumir aquele ministério de forma integral, uma vez que só tinha condi-ções de ir à ilha uma semana por mês, pediu ao Espírito Santo umapessoa dedicada na obra de Deus para que assumisse seu lugar alinaquela igreja. Como resposta das orações Deus lhe deu autorização, jun- tamente com a liderança da 1ª. Igreja Batista de Fernando Noro- nha, através do vice-moderador, irmão José Maurício, e demais membros para consagrar ao pas- torado batista a Bacharel em Te- ologia Eridinaide Alves da Cunha e Silva no dia 24 de março de 2001, passando a ser a primeirapastora batista do estado de Pernambuco. Essa atitude legou ao Pr. Francisco muitas perseguições fora dasdependências de nossa igreja. Vários líderes e Instituições ligadas àdenominação naquela época resolveram bombardear o pastor comacusações funestas, sem plausibilidade, que em diversas ocasiões fez opastor pensar até em desistir de seu ministério. Porém, a missão cam-pograndense sempre esteve do seu lado, pois Deus não escolhe pessoasque se acham capacitadas, mas capacita a quem Ele escolhe. Por sua vez, o trabalho na missão campograndense a cada dia iasendo acrescentado por Deus, aumentando a quantidade de pessoasque aceitavam a Jesus Cristo, gerando inclusive controvérsias. Diantedo número de conversões que acontecia, um dos membros da igrejase dirigiu ao nosso líder para que ele não fizesse mais apelo, nãocumprindo assim a missão de resgatar vidas do reino das trevas parao convívio com a Luz Divina. Como argumento, dizia que a igreja nãotinha condições de receber tantas pessoas que estavam chegando, oque poderia gerar um caos. Percebendo que esse tipo de atitude não provinha da vontade deDeus, o Pr. Francisco levou a igreja a orar no sentido de Deus lhe darrespostas sobre o que fazer para acomodar e cuidar de tantas pessoas. 16
  16. 16. Assim, a liderança da Igreja so-licita ao Pr. Francisco que apresen-te à Igreja, no auditório do TeatroRibeira no Centro de Convençõesde Pernambuco, de 17 a 18 deagosto de 2001, um Seminário,no sentido de mostrar à igrejaqual o caminho a ser percorridoa partir de então. 178 membrosestiveram presentes a esse Semi-nário. Sem perder tempo Deus, emsua soberania, dá ordens ao Seuservo para que, junto com a lide-rança e Igreja, não apenas apresentasse o Seminário proposto, mastambém um planejamento estratégico para o futuro da igreja e criasseum Pacto de Membresia, servindo como Regimento Interno da igrejapara que a partir dali começasse uma nova fase na missão campo-grandense. O inimigo mais uma vez tentou agir contra a vontade de Deus. Tantoque só em novembro de 2001, mês da assinatura do Pacto de Mem-bresia, algo que fora aprovado em sessão administrativa pela maioriaabsoluta dos membros, cerca de 80 pessoas resolveram pedir desliga-mento do rol de membros, pois não concordavam com a direção dadapelo Espírito Santo ao Pr. Francisco e demais líderes. Na ocasião, muitos líderes ficaram preocupados, uma vez que a saídade tantas pessoas poderia afetar diretamente o orçamento da igreja quejá era pequeno para suprir tantas necessidades, uma vez que o mesmogirava em torno de R$ 3.500,00. Temia-se um caos financeiro em nossa comunidade. Só que as pessoas às vezes se esquecem de que quem plantou a Igreja Batista em Campo Grande foi o próprio Deus. Em sua Palavra Ele nos ensina que NUNCA vai dei- xar um justo sequer desamparado, muito Culto de menos a sua igreja que Ele tem como me- Lançamento nina de Seus olhos. da Pedra Fundamental No mês seguinte à saída daqueles membros que não concordaram com o Pacto de Membresia, um milagre aconte- ceu: a arrecadação da igreja dobrou, e só vem aumentando até os nossos dias, como prova de que quando a igreja se coloca na 17
  17. 17. dependência de Deus, Ele supre toda e qual- quer dificuldade. Logo a seguir, o número de pessoas que iam sendo salvas também crescia a cada dia, a ponto das pessoas se acomodarem nas la- terais do nosso templo para assistirem aos cultos, o que incomodava, e muito, o coração de nosso guia espiritual e o mesmo sentiu o desejo de fazer um novo templo. Foi assim que em 16 de junho de 2003 em um culto bastante festivo,foi lançada a Pedra Fundamental do novo templo. Em 15 de setembro de 2003 teve início a construção. Vale lembrar que nessa época também compramos um terreno de doishectares na cidade de Igarassu – PE para ser construído um centro de vi-vência da família campograndense. Novamente, diante do crescimentoda igreja e da visão expansionista, pesso-as que não estavam ligadas no que Deusplanejava para nossa igreja passaram afazer oposição aos projetos divinos. Essaturbulência não se dava apenas a respei-to de um novo prédio, mas também emrelação a palmas nos cultos, grupos de coreografias e a maneira con-temporânea das pregações do pastor Francisco, bem como seu jeito debuscar a unidade da igreja e dos acampamentos anuais. Quanto aos acampamentos, um em específico é de grande impor-tância nos determos, pois marcou profundamente a história de nossaigreja. Sentindo que o inimigo tentaria a todo custo dividir a missãocampograndense, agora que essa estava construindo um novo templo,o Pr. Francisco pediu a todos os membros que participassem de nossoretiro espiritual anual para que Deus quebrantasse nossos corações, nosentido de entender seu propósito para nossas vidas. 18
  18. 18. Pelo que nos lembramos, aquele foi um retiro que, em todos os as-pectos, sentimos a presença de Deus. Nas diversas formas de lazer, noscultos, nas brincadeiras, e em reuniões que fazíamos sem ao menos fa-zerem parte da programação, o poder de Deus era manifestado. Grandesforam as bênçãos recebidas por todos aqueles que resolveram participardaquele evento. Mas, nem todos entenderam que o objetivo maior erade termos um só acampamento na igreja e vivermos em unidade de pro-pósitos. Assim, um grupo que já havia feito um acampamento paraleloao da igreja um ano antes, resolveu mais uma vez ir de encontro aopré-estabelecido pela Assembleia Geral da igreja e liderança espiritual,realizando outro acampamento paralelo. Talvez o ocorrido se deu porque o grupo, à época, não percebeu adimensão e repercussão de terem tomado tal atitude por dois anos con-secutivos, acabando por gerar um grande mal estar na igreja. Diante de tal situação, como no meio do grupo havia líderes, o Pr. Fran-cisco pediu à liderança da igreja, em reunião, que exigisse uma retrataçãodiante da igreja do grupo que havia se insurgido contra a busca de uni-dade naquele momento tão importante de nossa história. Mas a maioriados líderes não achara que tal atitude fosse necessária e desqualificaram aatitude do guia espiritual. Cabe aqui relembrar que, em junho de 2003, tínhamos feito o culto delançamento da Pedra Fundamental do templo atual e iniciado sua constru-ção em 15 de setembro do mesmo ano. Assim, esses acontecimentos aba-laram as estruturas emocionais tanto da nossa igreja quanto do seu líder,fazendo com que esse tomasse a decisão, depois de conversar e orar comsua esposa, de entregar à igreja uma carta pedindo exoneração de suas ati-vidades frente à liderança da nossa comunidade de fé, visto que sentia que aliderança da igreja também já estava dividida e que não lhe era mais possíveldirigir uma igreja dividida. Esse ato se deu no dia 21 de março de 2004. Aquele foi um mês para ser esquecido. Pois durante quase 30 dias opastor esteve ausente de seus trabalhos eclesiásticos, período que Deususou para mostrar à igreja e ao próprio Pr. Francisco que a vida dele e oministério pastoral da Igreja Batista em Campo Grande não pertencem ahomens, mas ao Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Na igreja, o grupo escolhido paradar prosseguimento no caminhar dasatividades sentiu no coração em fazeruma Assembleia Extraordinária paratratar da homologação do pedido deexoneração do pastor. Mas Deus nãopermitiu que a carta fosse homologa-da. Como o Espírito Santo era quemestava no controle daquela Assembleia 19
  19. 19. que foi dirigida pelo vice-presidentes Anto- nio Alexandre Duarte Silva e pelo Diácono Sérgio Salomão da Silva, o pedido de homo- logação foi posto em votação e, por 144 vo- tos a 14, fora algumas abstenções, o pedido de exoneração feito pelo pastor Francisco à igreja não foi aceito e todos os líderes naque- la sessão declinaram seus cargos, solicitando que se fizesse uma carta pedindo ao Pr. Fran-cisco Dias que reconsiderasse sua posição e voltasse para a igreja paracriar a diretoria que quisesse e dar prosseguimento ao que Deus haviadeterminado ao seu coração. Dessa forma, Deus mostrava à igreja a Suavontade e o que Ele pretendia com a missão campograndense. Ao pastor Francisco, Cristo também falou de diversas maneiras.Através de pastores amigos, tais como: Pr. Anthenor Bittencourt, Pr. Ado-nias Freitas, Pr. José Gilcélio, Pr. Paulo Carlos, dentre outros, além dosmembros da missão campograndense, familiares, enfim, foram váriosmomentos que o Senhor proporcionou ao nosso líder para mostrar asua vontade. Dentre esses momentos, dois o marcaram profundamente. O primeiro foi quando o então pastor da Igreja Batista da Capunga,Pr. José de Almeida Guimarães, lhe aconselhou dizendo: “relaxe seu jo-vem coração e deixe Deus concluir o trabalho que Ele começou com vocêali naquele lugar. Se for da vontade de Deus que você volte, a Igreja iráse manifestar e não aceitará seu pedido de exoneração”. O segundo mo-mento foi quando, chegando ao Seminário Teológico Batista do Norte doBrasil, o irmão Sebastião, um homem de 80 anos que o viu crescer brin-cando pelos pátios do Seminário juntamente com o filho do Pr. RamosAndré, o Joãozinho, então lhe disse: “meu filho, eu lhe conheço desdepequeno, eu soube do que aconteceu, volte para aquela igreja e concluaa Obra que Deus tem para você naquele lugar”. Esses mandamentos divinos fizeram com que o Pr. Francisco Dias daSilva Filho retornasse à presidência da Igreja Batista em Campo Grandelogo no mês seguinte, até os nossos dias. Com seu retorno, o Pastor manteve a liderança que assim desejoutrabalhar em unidade, a construção do novo templo foi retomada e al-gumas coisas maravilhosas começaram a acontecer durante esse perío-do da construção que valem a pena serem ressaltadas, tais como: antesmesmo da retomada da construção, o desenhista que havia sido con-tratado pela igreja para fazer as plantas arquitetônicas do prédio, con-forme o sonho que Deus deu ao Pr. Francisco Dias abandonou a obra.Dali por diante, Deus usou um jovem membro da Igreja, Eduardo Lins,que na época era formado em matemática e técnico em edificações, etambém a irmã Ana Elizabeth que estudava arquitetura para ajudarem 20
  20. 20. a Igreja e o pastor, confeccionando todas as plantas arquitetônicas queDeus ia definindo através de sonhos para o Pr. Francisco Dias. Mas fal-tava algo: a presença de um Engenheiro Civil para que assinasse a obra. Foi aí que mais uma vez Deus fez algo extraordinário. Numa bela tar-de de sábado, quando o coral da igreja estava ensaiando, um EngenheiroCivil que estava esperando no carro sua esposa que havia ido numa lojade aluguel de roupas que fica próxima à igreja, ouviu as músicas queestavam sendo ensaiadas pelo coral da igreja. Ao se aproximar da janela do templo para ver os que estavam can-tando deu de frente com a perspectiva do templo que estava afixada naparede e que havia sido feito pelo irmão Antonio Alexandre Duarte Silvae pelo Pr. Francisco Dias. De imediato aquele Engenheiro perguntou aosque estavam ensaiando: “quem é o engenheiro responsável pela obra?”ao que lhe responderam: “ainda não temos; estamos orando a Deus porum, porque é muito caro”. Imediatamente aquele homem disse: “diga ao pastorda igreja que agora vocês já tem um Engenheiro. Eu vouassinar as plantas gratuitamente e acompanhar a obradesta igreja até o fim”. O nome desse homem: Dr. Fer-nando Guimarães – Engenheiro Civil. Por providênciadivina, ele trabalhava no escritório do Dr. Cláudio Mota,engenheiro calculista que havia sido contratado pelaigreja para fazer o cálculo estrutural da igreja e que Dr.Fernando não sabia. Isso não foi coincidência, mas providência de Deus. Dali por diante, Deus foi realizando dia-a-dia vários milagres atravésde inúmeras pessoas. Para ter uma ideia, logo no início da obra a igreja recebeu da empresa CIMPOR a quantidade de 50 sacos de cimento para ajudar na concretagem da base do Templo. E, para concluir a base do templo, Deus usou o jovem Eduardo Lins para que o mesmo conversasse com seus amigos, Engº Fábio Patrício, Engº Otávio Carvalho e a Engª Carla Dantas, todos do grupo Votorantim Cimentos, para que eles viabi- lizassem uma ajuda à obra. A surpresa foi muito grande. Poucos dias depois desse contato e da visita de um desses engenheiros à obra, recebemos a doação de uma carreta com 200 sacos de cimento do Grupo Votorantim. Durante toda a obra, a Construtora Queiroz Gal- vão, através do irmão Eduardo Lins que trabalhava lá e do Engº Marcos Miguel Russo, nos apoiou do- ando todas as Xerox das plantas de obra e o acom- panhamento do processo. 21
  21. 21. Mas as doações não pararam por aí: da empresa Weber Quartzolite (Grupo Saint- -Gobain), através da Engª Milena Borges, recebemos a doação de toda argamassa que precisávamos; das tintas Coral do Nordeste, através da Engª Ana Regina Cavalcanti, rece- bemos todas as tintas para a pintura interna do templo; da Construtora Norberto Odebre- cht, através da Engª Ana Carolina Pedrosa re-cebemos toda parte de cerâmica que foi utilizada no batistério, cascata eem diversas áreas da igreja; da Pedreira Guarany, através do Engº JoãoAfonso, recebemos a doação e perfuração das três grandes rochas que es-tão na fonte que fica na parte externa da igreja; e a CBA – Cia. Brasileirade Alumínio doou todas as telhas do Salão de Festas que fica em cimado Templo. Além de todas essas doações, tivemos ainda o favorecimento de pre-ços bastante diferenciados durante toda obra das seguintes empresas:Armazém Rumar (através de Sr. Olívio e Sra. Ana), Armazém Riva (atra-vés do Sr. Riva), Cerâmica Elizabeth, Acinol, Supermix, Albino Silva,Guerdau, Imel, Aço Mais e Agroflora Carinjó. Mas, mesmo com essas ajudas e o esforço de todos os membros e con-gregados da Igreja, como estamos ressaltando, desde o início da escritadeste texto, nada do que nos propomos a fazer para Deus se realiza comfacilidade. Durante boa parte do ano de 2006 e 2007, nossa construção andoua passos lentos, pois faltavam os recursos necessários à conclusão daobra. A igreja já tinha levantado durante setembro de 2003 a janeiro de 2007, através de bazares, venda de almoços, brindes e doações dos irmãos, mais de R$ 360.000,00. Mas faltava a parte elé- trica, todo o reboco interno, piso, forro do teto, painel de vidro frontal, torre. gradil externo e todos os demais acaba- mentos e detalhes arquitetônicos. Mas, novos milagres ainda estavam por vir. Em fevereiro de 2007 nosso pastor esteve numa viagem missionáriaem Boa Vista, Roraima e na Venezuela. Nessa viagem Deus começou amostrar ao pastor Francisco que faria um novo milagre na vida dele e danossa igreja. 22
  22. 22. Contra a previsão do maior dos otimistas, ao retornar da viagem o Pr.Francisco revela à liderança que Deus teria lhe ordenado a concluir o tem-plo da igreja em 120 dias. Aos olhos humanos, esse seria um trabalhoque se fosse feito às pressas, precisaria de no mínimo mais doze meses deconstrução para ser concluído, além da disponibilidade de todos os recur-sos financeiros, o que não era o nosso caso. Não tínhamos mais nenhumrecurso. Mas Deus novamente mostrou seu poder. Depois de uma semana deoração, a liderança da igreja resolveu apoiar a proposta do seu líder e acontar 120 dias para inaugurar o templo, a partir do dia 25 de março,reiniciando, pela fé, as obras da construção do novo templo da igreja. Porém, como concluir um empreendimento que necessitaria de tantosrecursos e em tão pouco tempo se nossa igreja não os tinha? Foi aí queaprendemos a viver literalmente no invisível poder de Deus. Através da ora-ção de todos aqueles que abraçaram o projeto, os recursos foram chegando. Um dos maiores milagres nesseperíodo se deu no dia 13 de abril de2007, quando o Pr. Francisco foi acor-dado durante a madrugada por Deusque lhe mandou que enviasse um e--mail para o presidente da IndústriaFarmacêutica HEBRON pedindo-lheajuda. E como servo de Deus, o Pres-bítero Josimar Henrique da Silva (Presidente da HEBRON), ouvindo avoz de Deus, reuniu sua equipe no dia 4 de maio de 2007 e decidiramdoar a quantia de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) para ajudar naconclusão da obra. Contudo, não foi só através da HEBRON que nesse período dos 120dias finais da obra nossa construção foi abençoada. Até mesmo pessoas nãoevangélicas foram levantadas diariamente para vir fazer doações. Outraspagaram votos a Deus que tinham feito há anos, através de doações finan-ceiras para nossa empreitada. Todos foram tocados pelo Espírito Santo paranos ajudar. E é claro, a igreja também se empenhou. E muito! Vários irmãos que nunca tinham pegado em uma colher de pedreiro setornaram ajudantes de pedreiro. E o melhor, durante a obra houve recon-ciliação de inúmeras pessoas e muitas vidas foram salvas. Vários membroscombinaram férias e se dedicaram ao trabalho do Senhor; e muitos dosque eram letrados, estudantes de altos níveis, que nunca tinham tra-balhado de forma tão pesada, se transformaram em simples servos, queapenas ouvindo a voz de Deus cumpriram sua vontade naqueles dias. Paralelamente às despesas da construção, nossa igreja também con-vidou e ajudou financeiramente para atuar como líder da juventude oPr. Paulo Carlos da Silva, que esteve por dois anos em nosso convívio e 23
  23. 23. fez um maravilhoso trabalho junto à juventu- de. Também convidamos o ministro de músi- ca Marcelino José Monte Silva, que até hoje exerce essa função em nossa igreja de manei- ra extraordinária. Voltando a nossa construção, pela graça divina, inauguramos o Templo na data marca- da: às 18h do dia 22 de julho de 2007. Vale lembrar que a pintura do templo, o re-vestimento da plataforma, o gesso do teto e as luminárias, a montagemdas cadeiras, as pedras da fonte e conclusão da torre, não estavam pron-tas até um dia antes da inauguração. Mas, no dia, tudo estava pronto, omilagre havia sido completado. Foi tudo realmente uma bênção de Deus em nossas vidas; e, mesmoapós termos acabado a construção do templo, a empresa CBA – Compa-nhia Brasileira de Alumínio nos doou todas as telhas de alumínio paracobrir o salão de festa que foi construído em cima do templo. Tudo issofoi fruto de oração. Atualmente, até as pessoas que saíram da Igreja na sessão de 2004por não entenderem à época tudo o que Deus estava realizando na mis-são campograndense, hoje já voltaram a ter uma boa relação tanto comnosso pastor como com o restante da Igreja. A razão dessa reconciliação é simples: assim como na Bíblia, Paulo eBarnabé, servos e apóstolos do Senhor, enfrentaram divergências e tive-ram que se separar por um tempo para que a Obra do Senhor crescesse,Ele também permitiu isso em nossa história. Pois todos somos filhos domesmo Deus e Pai que intercede por nós. Aquilo que nos une (JESUS)é maior do que o que nos separa! Por tudo isso é que nossa igreja temcrescido a cada dia e tem sido muito abençoada por Deus. Da mesmaforma, passados todos os conflitos e vivendo dias de paz, nosso pastortambém conseguiu realizar sonhos pessoais, tais como: sua formaçãoem psicologia, sua licenciatura e mestrado em psicologia da família. Atualmente, como igreja possuímos duas congregações: uma na ci-dade de Jaboatão dos Guararapes – PE, que passou a ser Igreja em 24
  24. 24. setembro de 2010, dirigida pelo Pr. José Gilcélio, que tem feito um ex-celente trabalho ali naquele local, e outra na cidade de Brejão, agrestepernambucano, dirigida pela Missionária Rute Andrade que tambémtem feito o reino de Deus crescer naquela localidade. Ainda como investimento na Obra Missionária, temos atualmentequatro membros da igreja que estão se preparando para o ministério pas-toral; são eles: Antonio Alexandre Duarte Silva, Manoel Geraldo da SilvaJúnior, Sérgio Salomão da Silva e Rômulo Anderson Matias Ferreira. Também, no âmbito denominacional, contribuímos financeiramen-te com o Plano Cooperativo, Plano de Adoção Missionária, ofertas demissões (CBPE, JMN e JMM), Hospital Evangélico de Pernambuco, De-safio Jovem do Recife, além de inúmeras outras frentes missionárias epastores necessitados. Em nossos dias, além da liderança do Pr. Francisco Dias da Silva Fi-lho, a Igreja Batista em Campo Grande conta também com o Pr. RonaldoRobson Luiz como pastor adjunto. O Pr. Robson, como nós o chamamos,chegou a nossa igreja em meados de 2004, ainda comoseminarista. Sentindo que era propósito do EspíritoSanto de se tornar membro de nossa comunidade, oroua Deus junto com sua esposa, irmã Márcia Karina, paraque Ele confirmasse esse desejo em seu coração. Ainda como seminarista, por autorização do Pr. Fran-cisco e em consonância com a liderança da missão cam- Pr. Ronaldo Robsonpograndense, realizou seu primeiro batismo. Esteve àfrente do Ministério de Integração e Discipulado e fez um excelente traba-lho, sendo responsável pelo discipulado de mais de cem pessoas. Tambémpassou um ano à frente do ministério da juventude. A pedido do pastor Francisco Dias, registramos seu agradecimento atodos os líderes que têm marcado a história da Igreja Batista em Campo Grande, tanto os do passado quanto os do presente. O mesmo afirma que para não cometer o equívoco de es- quecer o nome de todos esses líderes, deseja representar a todos através da diaconisa Mirian Alexandre da Silva que tem sido um baluarte no Reino de Deus, em especial na missão campograndense. Diac. Mirian A missão campograndense não pretende parar Alexandre por aqui porque acredita que ainda há muitos sonhose projetos de Deus a serem realizados. Um desses sonhos está sendorealizado em novembro de 2010 através da doação de R$ 50.000,00(cinquenta mil reais) da HEBRON ASEEC, a compra de todos os instru-mentos para formação da Orquestra Filarmônica Cristã de Pernambuco.Um sonho antigo, acalentado no coração do Pr. Francisco Dias e doMinistro de Música Marcelino Monte. 25
  25. 25. Como projeto embrionário da Orquestra Marcelino, apoiado por sua esposa, irmã Fernan- da Monte, e uma grande equipe de professores e dinamizadores, tem realizado, semanalmente, um projeto de musicalização infantil com 170 crianças nas dependências da igreja. Hoje, contamos com mais de 400 famílias e um número significativo de congregados, além dos que, dominicalmente, o Senhor eSalvador Jesus Cristo tem acrescentado em nosso meio (Atos 2.47). É por tudo isso que em 25 de novembro de 2010, sob a liderança dairmã Renata Dias, Relatora da Comissão dos 80 anos e seus pares de Co-missão, a Presidência do Pastor Francisco Dias e o apoio do Pastor Adjun-to Ronaldo Robson, do grande trabalho do Ministro de Música MarcelinoMonte, todo o Corpo Diaconal, Comissão de Finanças e toda a Liderançae Membresia da IBCG, foi prestado a Deus um grande culto de gratidãono Teatro Guararapes do Centro de Convenções de Pernambuco, tendocomo Orador Oficial o Pr. Eli Fernandes de Oliveira, Pastor Titular daIgreja Batista da Liberdade em São Paulo. Que tudo isso seja apenas mais um passo em direção ao foco princi-pal que é o de trazer pessoas descrentes e sem esperança ao encontrode Jesus e torná-las membros de Sua família, para um dia irmos morarno Céu com Deus Pai, Filho e a maravilhosa e inseparável presença doEspírito Santo. Amém! 2º Vice-presidente: Sem. e Diác. Sérgio Salomão 26
  26. 26. Fontes Primárias:Fotografias e Boletins dos 80 anos da História da IBCG;Livro de atas da Igreja Batista em Campo Grande das Décadas de 1950 a 1970 e do ano de 1997 a 2010;Periódico: O Batista Pernambucano: Junho de 1934; Agosto de 1934; Maio de 1935; Março de 1937.Entrevistas:Alice Alves Mangueira. Entrevista concedida a José Fábio Gomes daSilva na residência da entrevistada em 18 de agosto de 2010.Diaconisa Mirian Alexandre da Silva. Entrevista concedida a PauloJulião da Silva na residência da entrevistada em 31 de agosto de 2010.Pr. Francisco Dias da Silva Filho. Entrevista concedida a Paulo Juliãoda Silva na casa do entrevistado em 21 de agosto de 2010.Pr. Miquéias da Paz Barreto. Entrevista concedida a José Fabio Gomesda Silva na Igreja Batista da Concórdia em 19 de agosto de 2010.Pr. Ronaldo Robinson Luiz. Entrevista concedida a Paulo Julião daSilva na Igreja Batista em Campo Grande em 04 de setembro de 2010.Rivalne Maria de Oliveira Santos. Entrevista concedida a Paulo Juliãoda Silva na Igreja Batista em Campo Grande em 22 de agosto de 2010.Rivalneide Santos Luna. Entrevista concedida a Paulo Julião da Silvana Igreja Batista em Campo Grande em 22 de agosto de 2010. Paulo Julião da Silva é Doutorando em História pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), e mem- bro da Igreja Batista em Campo Grande desde 18 de no- vembro de 2001, data da realização de seu batismo. José Fabio Gomes da Silva é graduando (4º período) em Licenciatura Plena em História pela Fundação de En- sino Superior de Olinda (FUNESO), e membro da Igreja Batista em Campo Grande desde janeiro de 2010.Edição, diagramação e design: Seminarista Antonio Alexandre DuarteSilva (ordenação ao Ministério Pastoral em 2011) e Pr. Francisco Dias daSilva Filho.Apoio fotográfico: Poliana da Rocha Silva e Daniel Santos. 27
  27. 27. Manoel Cosmo, Sérgio Salomão, Carlos Felipe, Laércio Guedes, Elias da Silva, José Edson e Levi Silva, Alice de Melo, Mirian Alexandre, Adineide Nolasco e Albérico Santana.Samuel Dias, Adineide Nolasco, Sérgio Salomão, Carlos Felipe, André Baltar, Paulo Julião, Alexandre Duarte, Pr. RonaldoRobson, Márcia Karina, Renata Dias, Pr. Francisco Dias, José Edson, Cristina Beltrão, Débora Regina, Lorena Matias, VastirNóia, Éverton Bonner, Mirian Alexandre, Rute Rodolfo, Marcelino Monte, Fernanda Monte, Elias da Silva, Edneide Cabral,Carmelita Nóia, Simone Santos, Balbina Linhares e Rivalne Santos.
  28. 28. Ministério FemininoCoordenadores e Professores da Escola Bíblica Dominical Ministério de Homens

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