Desafio Profissional 3º

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Fundamentos Históricos Teóricos-Metodológicos do Serviço Social II

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Desafio Profissional 3º

  1. 1. DESAFIO PROFISSIONAL CURSO: SERVIÇO SOCIAL 3ª SERIE ACADÊMICO: ROSÂNGELA Mª. MARTINS TESCH RA: FPA8740144206 DISCIPLINAS NORTEADORAS: FUNDAMENTOS HISTÓRICOS TEÓRICOS-METODOLÓGICOS DO SERVIÇO SOCIAL II E PSICOLOGIA E SERVIÇO SOCIAL I POLO:PORTO ALEGRE 31 DE MARÇO DE 2015.
  2. 2. DESAFIO PROFISSIONAL CURSO: SERVIÇO SOCIAL ACADÊMICO: ROSÂNGELA Mª. MARTINS TESCH DISCIPLINAS NORTEADORAS: FUNDAMENTOS HISTÓRICOS TEÓRICOS-METODOLOGICOS DO SERVIÇO SOCIAL II E PSICOLOGIA E SERVIÇO SOCIAL I Trabalho Apresentado a Profª. tutora Especialista Valéria Rossi Lourenço da disciplina - Fundamentos Históricos e Teóricos – Metodológicos do Serviço Social II e Psicologia e Serviço Social I - do Curso Serviço Social, para obtenção de nota. POLO: PORTO ALEGRE MARÇO/2015
  3. 3. SUMÁRIO INTRODUÇÃO ................................................................................................................. TRANSFORMAÇÕES QUE O PERIODO DA DITADURA TROUXE PARA PSICOLOGIA ................................................................................................................... PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS QUE MARCARAM O SERVIÇO SOCIAL NA ÉPOCA DA DITADURA MILITAR ................................................................................... SEMELHANÇAS OU DIFERENÇAS QUE DITADURA MILITAR OCASIONOU SOBRE O SERVIÇO SOCIAL E A PSICOLOGIA ........................................................... INTERFACES ENTRE AS DUAS PROFISSÕES ............................................................ CONCLUSÃO .................................................................................................................. REFERENCIAS ................................................................................................................
  4. 4. INTRODUÇÃO Nesse Desafio profissional serão abordados fatos históricos relacionados com a Serviço Social e a Psicologia na época da Ditadura Militar (1964 a 1985) foi uma era de grande influência e transformações sociais, grandes disputas e de lutas de classes. Esta época no Brasil, ficou marcada por vários atos institucionais como: a censura, a perseguição política, anularam os direitos constitucionais e a repressão, torturavam e matavam aqueles que se rebelavam contra o governo. E a produção de um texto apresentando os Parâmetros de atuação dos Assistentes Sociais e Psicólogos (as) na Política de Assistência Social, compreendendo-se a importância do trabalho interdisciplinar no enfrentamento da questão social.
  5. 5. TRANSFORMAÇÕES QUE O PERÍODO DA DITADURA MILITAR TROUXE PARA PSICOLOGIA. A Psicologia no Brasil foi regulamentada no ano de 1962 (pela Lei nº 4.119, de 27 de agosto de 1962), pouco antes da ditadura militar que condenou o País a um longo período ditatorial. Na época, as práticas psicológicas se consolidaram sob a influência de ideologias desenvolvimentistas, marcadas pela repressão política e pelo patrulhamento ideológico, que marcou o Brasil por quase três décadas. Na formação profissional e nas práticas da psicologia o que predominou, foi as abordagens individualistas, descontextualizadas e apoiadas em modelos abstratos de seres humanos. O pensamento ideológico desenvolvimentista causava na população brasileira, ou melhor dizendo na classe média, um comportamento consumista e um posicionamento conformista frente ao sistema político. Nesta época, os movimentos sociais eram impedidos pelo repressão e controle da ditadura militar, e isso fazia com que os cidadãos não tomassem um “posicionamento crítico em relação à realidade vivida” (Scarparo e Guareschi, 2007, p.8). Durante a ditadura militar, os trabalhos dos psicólogos(as) eram direcionados pelo modelo clinico, intervenções aconteciam em escolas e trabalhos eram feitos na área de recrutamento e seleção. Nesse período ditatorial a psicologia estava sendo refém de necessidades políticas e econômicas geradas pelo governo militar. Assim, esse cenário favorecia o uso da psicologia para a articulação de espaços de exclusão social e de adaptação dos “desviantes”, transformando práticas em instrumentos de controle ideológico.
  6. 6. PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS QUE MARCARAM O SERVIÇO SOCIAL NA ÉPOCA DA DITADURA MILITAR. Com o surgimento do Serviço Social no Brasil, na década de 30, registrava-se no País uma intensificação do processo de industrialização e um avanço significativo rumo ao desenvolvimento econômico, social, político e cultural. O Serviço Social surge também com uma identidade atribuída pela classe dominante segundo Martinelli (2005). Mesmo com a influência norte- americana no Serviço Social brasileiro, as práticas estavam atreladas ao pensamento dominante da sociedade. Com a era de Juscelino Kubitschek (JK) que o Serviço Social assume no Brasil a postura desenvolvimentista. Esse assumir do Serviço Social se dará mais claramente no final do governo de JK. Em 1967, tivemos a realização do Seminário de Teorização do Serviço Social em Araxá. E ao mesmo tempo a presença do desenvolvimentismo e o início de uma nova fase da reconceituação que se faz necessária, para poder adequar o Serviço Social ao contexto econômico, político e social da sociedade nacional que foi transplantado da Europa e dos E.U.A. Então vemos que o movimento não provocou mudanças neste momento histórico da profissão (anos 1960 a 1970). Em 1970 o correu o Seminário de Teresópolis que também se levou a discussão que o Serviço Social latino-americano vinha propondo a necessidade de apropriar de novas teorias e técnicas para a intervenção. Somente em 1972 a 1974 que alguns assistentes sociais elaboraram uma crítica de esquerda, baseada no marxismo de Althusser. A elaboração resultou no Método B.H., este método teve uma repercussão, uma intervenção de militância dos profissionais do Serviço Social brasileiro, o que reproduziu, na categoria, uma visão disforme e mecanicista da realidade social. Paulo Netto(2005) afirma que o método B.H. defendeu a vertente do Movimento de Reconceituação intenção de ruptura, podemos dizer que é o início da consciência da falsidade no Serviço Social brasileiro.
  7. 7. SEMELHANÇAS OU DIFERENÇAS QUE DITADURA MILITAR OCASIONOU SOBRE O SERVIÇO SOCIAL E A PSICOLOGIA. A Psicologia emergiu associada às classes burguesas da sociedade brasileira que buscava contribuir com estudos sobre as intervenções de caráter higienista, morais e de normas focadas principalmente na população pobre. Com a ditadura militar “a nova profissão não buscava apenas legitimidade social, mas mostrava para as classes dominantes atuantes no Brasil que a Psicologia não era uma ameaça à ordem social” (Lacerda Jr.2013, p.220). Os estudos na área da Psicologia eram produzidos sobre indivíduos considerados inadequados, anormal, com comportamentos que não fossem aqueles com forme o movimento higienista brasileiro, sem qualquer reflexão ou crítica sobre as condições sociais, políticas e econômicas extremamente injustas vividas pelas classes populares no país, e também este período foi caracterizado pela ênfase de teorias individualistas que contribuíam com as tendências culturais da hegemonia burguesa e criavam uma Psicologia privada , individual e elitista. O psicólogo(a) tem como papel principal identificar e analisar as necessidades humanas, principalmente as que não são percebidas de forma clara, que dá embasamentos para orientações, aconselhamentos e diagnósticos. O Serviço Social, desde o início teve influência da Igreja Católica, portanto, as práticas dos primeiros assistentes sociais estavam baseadas na caridade, solidariedade e filantropia, também focados na população pobre. Por este motivo o assistente social ter vivenciado teórica e metodologicamente fundamentos atribuídos pela classe dominante, suas práticas apenas reproduziam ideologias conservadoras desta classe. Com a Ditadura militar a ideologia desenvolvimentista se faz presente. O assistente social tem como objetivo principal atender e compreender os direitos da sociedade, implementando resoluções em benefício da população, contra as desigualdades sociais.
  8. 8. INTERFACES ENTRE AS DUAS PROFISSÕES. O trabalho entre as duas profissões, assistentes sociais e psicólogos(as) podem somar-se com intuito de assegurar uma intervenção interdisciplinar capaz de responder a demandas individuais e coletivas, com vistas a defender a construção de uma sociedade livre de todas as formas de violência e exploração de classes, gênero, etnia e orientação sexual. A atuação interdisciplinar requer construir uma prática político- profissional que possa dialogar sobre pontos de vista diferentes, aceitar confrontos de diferentes abordagens, tomar decisões que decorram de postura éticas e políticas pautadas nos princípios e valores estabelecidos nos Códigos de Ética Profissional. O trabalho dos assistentes sociais e psicólogos(as) estabelece direitos e deveres que, no âmbito do trabalho em equipe, resguardam-lhes o sigilo profissional, de modo que estes(as) não podem e não devem encaminhar, a outrem, informações, atribuições e tarefas que não estejam em seu campo de atuação. Por outro lado, só devem compartilhar informações relevantes para qualificar o serviço prestado, resguardando o seu caráter confidencial, assinalando a responsabilidade, de preservar o sigilo. Na elaboração conjunta dos documentos das atividades em equipe interdisciplinar, devem registrar apenas as informações necessárias para o cumprimento dos objetivos do trabalho. Os psicólogos(as) e assistentes sociais tem uma função estratégica na análise crítica da realidade, no sentido de fomentar o debate sobre o reconhecimento e defesa do papel da Assistência Social e das políticas sociais na garantia dos direitos e melhoria das condições de vida. Os desafios que se colocam demandam dos(as) psicólogos(as), e dos(as) assistentes sociais especialmente, uma articulação na defesa do SUAS e de todas as políticas sociais, a partir de uma leitura crítica da realidade e das demandas sociais.
  9. 9. CONCLUSÃO Como vimos durante este estudo a profissão de Psicologia foi reconhecida no Brasil em 1962, dois anos antes da Ditadura Militar que colocou o país sob um regime ditatorial. Nesta época os trabalhos dos psicólogos(as) eram baseados(as) em intervenções desenvolvimentistas originadas de uma repressão política, ela serviu a Ditadura Militar para atestar que os que se opunham ao regime militar eram pessoas desestruturadas, desajustadas, pessoas que vinham de famílias problemáticas. No início do Serviço Social, o assistente social se deparou com ideologias advindas da Igreja Católica, do Estado e do empresariado brasileiro. Por isso suas práticas apenas reproduziram ideologias conservadoras destas classes. E com a Ditadura Militar essa ideologia se faz presente na categoria. Mesmo com Movimento de Reconceituação que revelou aos assistentes sociais a necessidade de desvincular com o conservadorismo da profissão, por meio da renúncia às teorias e metodologias importadas da Europa e dos E.U.A. O Movimento não provocou mudanças substantivas naquele momento histórico da profissão (anos de 1960-1970). Nos anos de 1972 a 1974 que alguns assistentes sociais elaboraram uma crítica de esquerda baseada não Marxismo e Althusser, método este, que repercutiu no Serviço Social brasileiro em uma intervenção e militância dos profissionais trazendo uma visão disforme e mecanicista da realidade social. Embora Serviço Social e Psicologia possuam acúmulos teórico-políticos diferentes, o diálogo entre elas aliará reflexões crítica, participação política, compreensão dos aspectos objetivos e subjetivos inerentes ao convívio e à formação do indivíduo, da coletividade e das circunstâncias que envolvem as diversas situações que se apresentam ao trabalho profissional. Concluí que apesar das interfaces entre à Psicologia e o Serviço Social, há uma pequena distinção entre as áreas, enquanto que a Psicologia trata de estudar e elaborar soluções aos problemas humanos individualmente, o Serviço Social procura e busca compreender o ser humano através da viabilização de seus direitos para que sua vivência seja melhor.
  10. 10. REFERENCIAS JACQUES, M. da G. C. (org). Psicologia social contemporânea. Petrópolis: Editora Vozes, 2011, PLT 345. Netto, P.J. “Ditadura e Serviço Social: uma análise do Serviço Social no Brasil pós-64”. Editora Cortez, 2010, PLT 324 AGUIAR, ANTÔNIO GERALDO DE, SERVIÇO SOCIAL E FILOSOFIA DAS ORIGENS A ARAXÁ. São Paulo:5ª Edição. Editora Cortez, 1995. CFESS. Conselho Federal de Serviço Social. Parâmetro para Atuação de Assistentes Sociais e Psicólogos(as) na Política de Assistência Social. – Brasília: CFP/CFESS, 2007. (Disponível em: http://pt.slideshare.net/admalessandro/parmetros-para-atuao-de-assistentes- sociais-e-psiclogos-as-na-poltica-de-assistncia-social. Acesso em: 21/03/2015). CFESS. Serviço Social, memórias e resistências contra a ditadura militar. (Disponível em: http://www.cfess.org.br/visualizar/noticia/cod/968. Acesso em 13/03/2015). EIDELWEIN, Karen. Psicologia Social e Serviço Social: uma relação interdisciplinar na direção da produção de conhecimento. In: Revista Textos & Contextos. – Porto Alegre: PUCRS, 2007. (Disponível em: http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/fass/article/viewFile/2320/3249. Acesso em: 21/03/2015). Fragmentos do artigo: SCARPARO, Helena Beatriz Kochenborger; GUARECHI, Neuza Maria de Fátima. Psicologia social comunitária profissional. Psicol. Soc., vol.19, no.spe2, Porto Alegre, 2007. (Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102- 71822007000500025&Ing=en&nrm=iso. Acesso em: 08/03/2015).
  11. 11. Fragmentos do artigo: Os desafios da formação do assistente social no âmbito da proteção social básica, de Leonildo Aparecido Reis Machado. (Disponível em: www.cress-mg.org.br/.../OS%20DESAFIOS%20DA%20FORMAÇÃO%2.... Acesso em: 08/03/2015). Artigo: “O psicólogo nas Unidades Básicas de Saúde: desafios para a formação e atuação profissionais” de Magda Diniz Bezerra Dimenstein (Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/epsic/v3n1/a04v03n1.pdf. Acesso em: 27/03/2015). Artigo: O movimento de reconceituação do serviço social e o processo de renovação crítica da profissão a partir da década de 1980 no Brasil, de Valéria Coelho Omena. (Disponível em: http://pt.scribd.com/doc/14943699/O- MOVIMENTO-DE-RECONCEITUACAO-DO-SERVICO-SOCIAL-E-O. Acesso em: 11/03/2015).

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