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Politicas publicas de saúde

Durante o período da República Velha, as políticas públicas de saúde no Brasil eram influenciadas principalmente pelas condições econômicas e sociais da época, que incluíam a produção baseada em trabalho escravo e a imigração em massa. Intervenções eram pontuais e focadas em doenças que afetavam a produção e o comércio. Com o crescimento da industrialização e urbanização, surgiram novos problemas de saúde pública que não eram adequadamente enfrentados.

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Políticas de Saúde Pública no Brasil
Rômulo Augusto de Paiva Macedo
1500 a 1889 – Colônia/Império
Brasil, como colônia de Portugal, tinha sua produção econômica realizada por meio dos ciclos do açúcar e da
mineração, à base do trabalho escravo, com destino ao comércio interno.
Após 1822, com a proclamação da independência, houve um crescimento da produção do café, que embora se
destinasse à exportação, dinamizou o comércio interno, promovendo mudanças na estrutura social e o
aumento do poder da burguesia local, o que levou a proclamação da república em 1889.
Ideias abolicionistas e exigências internacionais contribuíram para a progressiva substituição do trabalho
escravo pelo trabalho assalariado, o que motivou a imigração de trabalhadores de origem europeia para a
produção cafeeira e as atividades industriais emergentes no Brasil.
O quadro sanitário caracterizava-se pela existência de diversas doenças transmissíveis,
trazidas inicialmente pelos colonos portugueses e, posteriormente, pelos escravos
africanos e diversos outros estrangeiros.
Muitas dessas doenças tornaram-se ENDEMIAS e outras provocaram EPIDEMIAS.
Surto periódico de uma doença em dada
população e/ou região.
Doença que ocorre habitualmente e
com incidência significativa em dada
população e/ou região.
Eram frequentes as doenças sexualmente transmissíveis, a hanseníase, tuberculose, febre amarela, cólera, malária,
varíola, leishmaniose, além das provocadas por desnutrição, acidentes com animais peçonhentos e as decorrentes das
aglomerações urbanas nas cidades e das condições precárias de trabalho nas lavouras.
Não se pode falar em existência de uma política de saúde, porém eram tomadas medidas que visavam minimizar os
problemas de saúde pública que afetavam a produção econômica e prejudicavam o comércio internacional.
Saneamento dos portos onde escoavam as mercadorias,
urbanização e infraestrutura nos centros urbanos de
maior interesse econômico e campanhas para conter as
epidemias frequentes e prejudiciais à produção, que
afetavam a imagem brasileira nos países com os quais era
mantido o comércio internacional.
Intervenções pontuais

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Politicas publicas de saúde

  • 1. Políticas de Saúde Pública no Brasil Rômulo Augusto de Paiva Macedo
  • 2. 1500 a 1889 – Colônia/Império Brasil, como colônia de Portugal, tinha sua produção econômica realizada por meio dos ciclos do açúcar e da mineração, à base do trabalho escravo, com destino ao comércio interno.
  • 3. Após 1822, com a proclamação da independência, houve um crescimento da produção do café, que embora se destinasse à exportação, dinamizou o comércio interno, promovendo mudanças na estrutura social e o aumento do poder da burguesia local, o que levou a proclamação da república em 1889. Ideias abolicionistas e exigências internacionais contribuíram para a progressiva substituição do trabalho escravo pelo trabalho assalariado, o que motivou a imigração de trabalhadores de origem europeia para a produção cafeeira e as atividades industriais emergentes no Brasil.
  • 4. O quadro sanitário caracterizava-se pela existência de diversas doenças transmissíveis, trazidas inicialmente pelos colonos portugueses e, posteriormente, pelos escravos africanos e diversos outros estrangeiros. Muitas dessas doenças tornaram-se ENDEMIAS e outras provocaram EPIDEMIAS. Surto periódico de uma doença em dada população e/ou região. Doença que ocorre habitualmente e com incidência significativa em dada população e/ou região.
  • 5. Eram frequentes as doenças sexualmente transmissíveis, a hanseníase, tuberculose, febre amarela, cólera, malária, varíola, leishmaniose, além das provocadas por desnutrição, acidentes com animais peçonhentos e as decorrentes das aglomerações urbanas nas cidades e das condições precárias de trabalho nas lavouras.
  • 6. Não se pode falar em existência de uma política de saúde, porém eram tomadas medidas que visavam minimizar os problemas de saúde pública que afetavam a produção econômica e prejudicavam o comércio internacional. Saneamento dos portos onde escoavam as mercadorias, urbanização e infraestrutura nos centros urbanos de maior interesse econômico e campanhas para conter as epidemias frequentes e prejudiciais à produção, que afetavam a imagem brasileira nos países com os quais era mantido o comércio internacional. Intervenções pontuais
  • 7. A assistência médica limitava-se apenas às classes dominantes, constituídas principalmente por coronéis do café, sendo exercida pelos raros médicos que vinham da Europa Surgem as primeiras Casas de Misericórdia, que se destinavam ao abrigo dos doentes, indigentes e viajantes, sem assistência médica e tratamento aos problemas de saúde.
  • 8. 1500 a 1889 – Colônia/Império
  • 9. 1889 a 1930 – Primeira República ou República Velha A sociedade brasileira inicia a organização de seu Estado moderno, onde predominava grupos vinculados à exportação do café e a pecuária. Trabalho assalariado Crescimento significativo da produção industrial. Políticas de incentivo à imigração
  • 10. Visando estimular o comércio internacional e promover a política de imigração, trazendo para as lavouras cafeeiras a mão de obra necessária à produção do café, foram criadas as campanhas sanitárias como modelo de intervenção de combate às epidemias rurais e urbanas, lideradas por Oswaldo Cruz. 5 de agosto de 1872 — 11 de fevereiro de 1917Foi criado o Instituto Soroterápico de Manguinhos (mais tarde chamado Instituto Oswaldo Cruz), para a pesquisa e desenvolvimento de vacinas.
  • 12. 1904: a imposição legal da vacinação contra a varíola desencadeou uma revolta popular, conhecida como Revolta da Vacina. Após o episódio a vacinação tornou-se opcional e passado algum tempo, com aceitação dessa medida, a epidemia de varíola foi controlada.
  • 13. 1920: Carlos Chagas assumiu o Comando do Departamento Nacional de Saúde , criando alguns programas que introduziram a propaganda e a educação sanitária da população como forma de prevenção das doenças. Foram criados também alguns órgãos para controle da tuberculose, lepra e doenças sexualmente transmissíveis. 9 de julho de 1879 - 8 de novembro de 1934 Observa-se nesse período o nascimento da saúde pública e da Previdência Social, que incorporou a assistência médica aos trabalhadores como uma de suas atribuições a partir de contribuição com as Caixas de Aposentadoria e Pensões (CAPs). As primeiras foram instituídas nas empresas ferroviárias e estendidas aos portuários, marítimos e outras áreas, como resposta às reinvindicações operárias.
  • 14. Caixas de Aposentadoria e Pensões (CAPs). Lei Elói Chaves, de 1923, que criou as Caixas de Aposentadorias e pensões (CAPs), que eram geralmente organizadas por empresas e empregados. A maioria da população que não tinha direito às CAPs apenas os serviços dos poucos hospitais filantrópicos mantidos pela Igreja ou a prática popular da medicina. Casas de misericórdia
  • 15. Sanitarismo campanhista e o curativo-privatista.
  • 16. 1930 a 1945 – Segunda República ou Era Vargas Ocorre um deslocamento do polo dinâmico da economia para os centros urbanos, com grande investimento no setor industrial na região centro-sul. êxodo rural Criação do Ministério do Trabalho, da Indústria e Comércio e do Ministério da Educação e Saúde. Vinculação dos empregados a sindicatos, com exigência de pagamento de contribuição sindical por parte do Estado.
  • 17. O crescimento acelerado da indústria se dá à custa das condições precárias de trabalho. Dessa forma, além de endemias e epidemias, a inserção no processo produtivo industrial, somada a falta de moradia e saneamento adequados, trouxe acidentes de trabalho, doenças profissionais, estresse, desnutrição, verminoses. 1933: as CAPs são transformadas em Institutos de Aposentadorias e Pensões (IAPs). Criados não mais por empresas e sim por categorias profissionais A assistência médica passou a ser um aspecto secundário, priorizando-se a contenção de gastos para a política de acumulação do capital necessário ao investimento em outras áreas de interesse do governo.
  • 18. Ao Ministério da Educação e Saúde foi concebido com a função de coordenar as ações de saúde pública no mesmo modelo do sanitarismo capanhista do período anterior. Houve a criação do Serviço Nacional de Febre Amarela, Serviço de Malária no Nordeste e da Fundação de Serviço Especial da Saúde Pública (SESP). De um lado haviam as ações de caráter coletivo sob a gestão do Ministério da Educação e Saúde, do outro as ações curativas e individuais, vinculadas ao IAPS, o que reforçava a dualidade do modelo assistencial.
  • 19. ‘ 1930 a 1945 – Segunda República ou Era Vargas
  • 20. Quais são as influencias econômicas e sociais sobre as politicas publicas de saúde no Brasil durante o período da republica velha? @romulo.ap.macedo romuloapmacedo@gmail.com 99949-9469
  • 21. 1945 a 1963 – Redemocratização ou Desenvolvimentista Plano Salte (Saúde, Alimentação, Transporte e Energia), tendo a maior parte de seus recursos destinados à área de transporte. 1953: Ministério da Saúde é criado independente da área da educação. Dois grupos começaram a discutir propostas de políticas de saúde:  Os que defendiam a manutenção do modelo sanitarista campanhista e a prática higienista da Fundação SESP.  Os que desenvolviam a corrente de opinião do sanitarismo desenvolvimentista, com o argumento da relação entre o nível de saúde da população e o grau de desenvolvimento econômico do país. Defendiam a articulação da ações de promoção com as ações preventivas e curativas, de acordo com as necessidades da população.
  • 22. Os IAPs fortalecem o modelo de assistência médica curativa aos seus segurados na perspectiva de manutenção do trabalhador saudável para a produção. Os que dispunham de mais recursos e cuja categoria profissional exerciam maior poder de pressão construíam hospitais próprios para o atendimento de seus segurados. Algumas empresas, insatisfeitas com a atuação dos IAPs começaram a contratação de serviços médicos particulares. Com essa ampliação, torna-se hegemônico o modelo médico- assistencial privatista. A assistência médica se expande em todos os IAPs
  • 24. 1964 a 1984 – Regime Militar Implantou-se um sistema de saúde caracterizado pelo predomínio financeiro das instituições previdenciárias e por burocracia que priorizava a mercantilização da saúde. 1966: Unificação dos IAPs, com a criação do Instituto Nacional de Previdência e Assistência Social (INPS), responsável pelos benefícios previdenciários e assistência médica aos segurados e familiares. O INPS passou a ser o grande comprador dos serviços privados de saúde. É ampliada a chamada medicina de grupo. 1971: Ampliação da assistência médica da previdência com a inclusão dos trabalhadores rurais, empregadas domésticas e trabalhadores autônomos.
  • 25. Com recursos limitados, o Ministério da Saúde fica em segundo plano e se torna ineficiente para enfrentar os problemas de saúde pública que se agravam devido às condições precárias de vida impostas à maioria da população. Os sanitaristas campanhistas perdem espaço e as ações de saúde pública se reduzem ao controle e erradicação de algumas endemias comandadas pela então criada Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (SUCAM).
  • 26. O sistema previdenciário é desvinculado ao Ministério do Trabalho, passando à subordinação do Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS), o que não traz mudanças nas características em curso dos serviços de saúde. Também foi criado o Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Social (FAS), cujos recursos eram destinados a construção dos hospitais, e elaborado o Plano de Pronta Ação (PPA), que ampliava a construção de hospitais e clínicas particulares para atendimentos de urgência de qualquer indivíduo, segurado ou não.
  • 27. Década de 70  Previdência Social alcança a maior expansão em número de leitos, cobertura e volume de recursos arrecadados;  Forma de contratação e pagamento de empresas privadas para prestação de assistência aos segurados favoreceu o processo de corrupção;  Construção de hospitais e clínicas com recursos da previdência e de faculdades particulares de medicina com enfoque na medicina curativa. Final da década de 70 → Crise do modelo de saúde previdenciária. Vive-se um caos nos serviços públicos de saúde, há muito sucateados e insuficientes para a demanda existente
  • 28. Cresce a insatisfação da sociedade e surgem os movimentos sociais que denunciam a ineficiência das estruturas de saúde pública e previdenciária, reivindicam serviços de saúde e lutam por melhores condições de vida à população menos favorecida. 1975: V Conferência Nacional de Saúde. 1. Implementação do Sistema Nacional de Saúde; 2. Programa de Saúde Materno-Infantil; 3. Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica; 4. Programa de Controle das Grandes Endemias; 5. Programa de Extensão das Ações de Saúde às Populações Rurais.
  • 29. 1977: Efetivou-se nova reordenação burocrático-administrativa do sistema de saúde com a criação do Sistema Nacional de Previdência e Assistência Social (SIMPAS), composto pelos órgãos  Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) → pagamento de benefícios aos segurados;  Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS) → prestação de assistência médica individual e curativa por meio de serviços privados contratados e conveniados;  Fundação Legião Brasileira de Assistência → assistência à população carente;  Instituto de Administração Financeira da Previdência e Assistência Social;  Empresa de Processamento de Dados da Previdência Social (DATAPREV);  Fundação Nacional de Bem-Estar do Menor;  Central de Medicamentos.
  • 30. A política econômica do período refletiu nas altas taxas de morbidade e mortalidade por doenças endêmicas e algumas epidemias, altas taxas de mortalidade materna e infantil, doenças resultantes ou agravadas pelas condições de vida e trabalho, e aumento das mortes por doenças cardiovasculares e câncer. 1978: Começa a ser difundida na América Latina o conceito de Atenção Primária à Saúde e os princípios da medicina comunitária 1981: Criação do Conselho Consultivo de Administração da Saúde Previdenciária (CONASP) que propõem mudança do modelo assistencial (melhor qualidade da atenção, ampliação de serviços, descentralização e hierarquização por nível de complexidade). Vários sanitaristas entraram para áreas estratégicas do INAMPS.
  • 31. 1983: Criado o Programa de Ações Integradas de Saúde cujo objetivo era articular todos os serviços que prestavam assistência à saúde da população de uma região e integrar ações preventivas e curativas. Para isso, havia repasse de recursos do INAMPS para os governos estaduais para a construção de Unidades Básicas de Saúde e contratação e capacitação de profissionais. Esses acontecimentos se devem ao fortalecimentos dos movimentos sociais e de saúde que se organizaram nos diversos espaços (universidades, sindicatos, comunidades e associações).
  • 32. Do contexto dos anos 70 e 80 é que nasceu o projeto da Reforma Sanitária, com a perspectiva de reformulação do sistema de saúde brasileiro com a criação de um sistema único de saúde, acabando com o duplo comando do Ministério da Saúde e INAMPS que executavam ações de forma contrária.
  • 33. 1964 a 1984 – Regime Militar
  • 34. 1985 a 1988 – Nova República 1985: José Sarney toma posse e envia ao Congresso a proposta de convocação da Assembleia Nacional Constituinte. Diversas entidades e movimentos sociais se mobilizam e estimulam a participação popular no processo de discussão da nova Carta Constitucional, o que foi favorável para se colocar a saúde na agenda política e difundir as propostas da Reforma Sanitária. 1986: VIII Conferência Nacional de Saúde. Cria espaço para o debate dos problemas do sistema de saúde e de propostas de reorientação da assistência médica e de saúde pública.
  • 35. 1987: As Ações Integradas de Saúde passam a ser o Sistema Unificado e Descentralizado de Saúde (SUDS), que possibilitou a formação dos conselhos estaduais e municipais de saúde, a desconcentração de recursos e poder da esfera federal para estadual, o esvaziamento do INAMPS, que se estadualizou por meio da sua fusão com as secretarias estaduais de saúde, e o aumento, mesmo que insuficiente, da cobertura de serviços de saúde. 1988: Promulgação da Constituição Federal → Aprovado o Sistema Único de Saúde
  • 36. 1985 a 1988 – Nova República
  • 37. Constituição Brasileira de 1988 • Documento constituído de normas onde são estabelecidos todas as funções e deveres do Estado (governo e cidadãos). • Promulgada em 1988 – BRASIL como Estado Democrático de Direito; Entre os diversos avanços da chamada por Ulisses Guimarães de “Constituição Cidadã”, destaca-se o lançamento das Bases do SUS que se torna realidade com a Lei nº. 8.080 de 19 de setembro de 1990, também conhecida como Lei Orgânica da Saúde.
  • 38. SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE – SUS • PRINCÍPIOS - a universalização do acesso às ações e serviços de saúde. • DESCENTRALIZAÇÃO - é uma estratégia para minimizar as desigualdades regionais, facilitando o controle social da saúde e a participação popular. O SUS deve funcionar de forma regionalizada e hierarquizada • CONTROLE SOCIAL - Conselhos - municipais, estaduais e nacional - de Saúde e nas respectivas Conferências de Saúde, realizadas a cada quatro anos; • INTEGRALIDADE: o da atenção integral, ou seja, o acesso deve ser garantido desde as ações de promoção até as de recuperação da saúde, das ações coletivas às individuais.
  • 39. Destaques dos Princípios do SUS • PRÍNCÍPIOS DO SUS: Universalidade, Equidade e Integralidade • DIRETRIZES ORGANIZACIONAIS DO SUS - Regionalização Hierarquização e Descentralização, constituem-se nos mais importantes da Lei Orgânica da Saúde, descritos no Capítulo II, Art. 7º dessa Lei.
  • 40. PRINCÍPIOS DO SUS • Universalidade - Todo cidadão tem direito aos serviços de saúde do SUS, trabalhador ou não e em qualquer Unidade de Saúde desse sistema. • Equidade - A assistência à saúde deve ser prestada de forma igualitária, independente de qualquer condição, incluindo classe social, local de moradia, estar trabalhando, ser sindicalizado, entre outras. • Integralidade - A atenção à saúde deve ser garantida de forma integral, onde será considerado todo e qualquer procedimento de saúde, tais como: exames, cirurgias, entre outros.
  • 41. DIRETRIZES • Regionalização - A assistência à saúde deve ser prestada no âmbito municipal e estadual, considerando-se a divisão geo-político- administrativa das cidades, criando-se Distritos Sanitários e estabelecendo Unidades de Saúde que atuem como autoridades sanitárias de um certo distrito; • DEFINIÇÃO SISTEMA DE REFÊRENCIA E CONTRA-REFERÊNCIA - o encaminhamento de usuário dos SUS à Unidades de maior complexidade e o retorno destes para as de menor complexidade após a atenção necessária.
  • 42. DIRETRIZES • Hierarquização - Deverá ocorrer, considerando-se como porta de entrada no SUS as Unidades de Saúde de Atenção Básica, como Postos e Centros de Saúde e estes devem referenciar os usuários para Unidades de maior complexidade • Seguindo o modelo assistencial que deve considerar os níveis de atenção: primária, secundária, terciária e quaternária ou especializado. • Descentralização - Devem ocorrer nos três níveis do SUS: Nacional, Estadual e Municipal. • No âmbito deste último deve ser reforçada a atenção básica à saúde, dando- se ênfase a estratégias como o Programa de Agentes Comunitários de Saúde – PACS e o Programa de Saúde da Família – PSF.
  • 43. EPIDEMIOLOGIA • Estuda o processo saúde-doença, sua distribuição e seus determinantes em grupos humanos; • Permite ainda a avaliação da eficácia das intervenções realizadas no âmbito da saúde pública; • Descreve as diferenças existentes na saúde das populações e procura as explicações etiológicas para essas desigualdades.
  • 44. EPIDEMIOLOGIA •OBJETIVOS: • Identificar a etiologia ou os fatores de risco para uma determinada doença. • Determinar a “extensão” de uma dada doença na comunidade. • Estudar a história natural e o prognóstico das doenças. • Avaliar novas medidas preventivas e terapêuticas. • Fornecer evidências quantitativas e qualitativas para o desenvolvimento de políticas de saúde e planos públicos de intervenção (Gordis, 2008).
  • 45. HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA • O processo natural da doença; • Os fatores externos contribuem para o adoecimento e estão caracterizados pela natureza física, biológica, sociopolítica e cultural; • O meio interno é o lugar individual onde se processam modificações químicas, fisiológicas e histológicas próprias da enfermidade no indivíduo doente; • Fatores hereditário-congênitos, aumento/diminuição das defesas e alterações orgânicas.
  • 46. PERÍODO PRÉ-PATOGÊNICO • Antecede a doença - a fase de interação entre o agente, o hospedeiro e o meio ambiente; • Nível de atenção primária – ações de prevenção, promovendo a saúde (com educação, por exemplo) e fazendo a proteção específica da saúde (por exemplo, com vacinas).
  • 47. • Agente Etiológico: o organismo causador das doenças de origem parasitológicas (podem ser um vírus, uma bactéria, um protozoário, etc); • Hospedeiro Humano: É o homem que desenvolverá ou não a patologia, dependendo da intensidade do agente e do meio ambiente, mas também, de acordo com a idade, sexo, raça, hábitos e costumes, nível educacional, característica e reações psicobiológicas e mecanismos de defesa. • Hospedeiro definitivo: É aquele que porta ou apresenta o agente etiológico em sua fase de maturidade ou em fase de reprodução sexuada. • Ex.: o hospedeiro definitivo do Plasmodium é o Anopheles; os hospedeiros definitivos do S. mansoni são os humanos. • Meio Ambiente: O conjunto de todas as condições e influencias externas no homem que interferem na sua saúde física ou mental. PERÍODO PRÉ-PATOGÊNICO
  • 48. PERÍODO DE PATOGÊNESE • Se encontra ativo o processo patológico; • A doença se processa naturalmente no corpo do ser humano - iniciam-se as primeiras alterações no estado de normalidade, pela atuação de agentes patogênicos; • Seguem-se perturbações bioquímicas em nível celular, provocando distúrbios na forma e função de órgãos e sistemas, evoluindo para as seguintes possibilidades: defeito permanente (sequela), cronicidade, morte ou cura.
  • 49. NÍVEL DE PREVENÇÃO • Ação antecipada – prevenção; • OBJETIVO: interceptar ou anular a evolução de uma doença e fazer com que as pessoas mudem seu modo de vida, não como escolha, mas como imposição de uma norma sanitária; • “Evitar que as pessoas adoeçam é o ponto principal das técnicas preventivas.” (BUSS, 2003) A prevenção pode ser feita nos períodos de pré-patogênese e patogênese.
  • 50. PREVENÇÃO À SAÚDE • As ações preventivas têm por fim eliminar elos de cadeia patogênica, ou no ambiente físico, social ou no meio intenso dos seres vivos afetados ou susceptíveis; • Intervenções orientadas a evitar o surgimento de doenças específicas, reduzindo sua incidência e prevalência nas populações.
  • 51. PREVENÇÃO PRIMÁRIA • Inclui o conjunto das atividades que visam evitar ou remover a exposição de um indivíduo ou de uma população a um fator de risco ou causal antes que se desenvolva um mecanismo patológico. • FINALIDADE - é reduzir a incidência da doença, através do controlo dos fatores de risco ou causais, ou ainda reduzir o risco médio na população. • Realizada no período pré-patogênico e se compõe de dois níveis: promoção à saúde e saúde específica.
  • 52. PROTEÇÃO ESPECÍFICA • Esta proteção compreende a aplicação de medidas dirigidas a determinado agravo à saúde; • OBJETIVO: interceptar suas causas antes mesmo que atinjam o individuo. EXEMPLOS: • Imunização • Saúde Ocupacional • Higiene pessoal e do lar • Proteção contra acidentes • Aconselhamento genético • Proteção contra acidentes • Controle de Vetores
  • 53. PROMOÇÃO À SAÚDE • Refere-se às medidas que não se dirigem a uma determinada doença ou desordem, mas servem para aumentar a saúde e o bem-estar gerais; • Abordagem intersetorial; • É um conceito em construção por meio de ações que se completam entre a prevenção e a promoção - fortalecer as capacidades individuais e também coletivas, proporcionando maior capacidade de escolhas e atitudes sobre a própria vida. EXEMPLOS: • Moradia adequada • Escolas • Áreas de Lazer • Alimentação adequada • Educação em Todos os níveis
  • 54. PREVENÇÃO SECUNDÁRIA • FINALIDADE - a detecção de um problema de saúde num indivíduo ou numa população numa fase precoce, por forma acondicionar favoravelmente a sua evolução. • Prevenção realizada no indivíduo sob ação do agente patogênico, • MEDIDAS DE PREVENÇÃO: • Diagnóstico • Tratamento Imediato • Limitação da Incapacidade
  • 55. PREVENÇÃO SECUNDÁRIA O DIAGNOSTICO PODE SER FEITO POR MEIO DE:  Rastreamento: Um inquérito específico para descoberta de casos na população em questão.  Controle Geral: Onde se realiza após determinada idade, com fim de constatar a possível presença de doenças que, pelo seu lento decurso, podem passar despercebidas, durante muito tempo.  Tanto o Diagnostico precoce quando o TTT imediato visa evitar a disseminação de doenças transmissíveis, além de prevenir a morte por meio da redução da gravidade da doença e, se possível, recuperação da saúde.  Já a Limitação da incapacidade, consiste em evitar complicações posteriores e sequelas.
  • 56. PREVENÇÃO TERCIÁRIA • Corresponde às medidas adotadas após a sobrevida das consequências da patologia, representadas pela instalação das deficiências funcionais. • OBJETIVO: consiste em alcançar a recuperação total ou parcial, por meio dos processos de reabilitação e de aproveitamento da capacidade funcional remanescente. EXEMPLOS: • A Fisioterapia; • A reeducação; • A terapia ocupacional; • Readaptação à vida normal.
  • 57. INDICADORES EM SAÚDE COLETIVA • INDICADORES - são medidas empregadas para descrever e analisar uma ocorrência existente, avaliar o cumprimento dos objetivos, as metas e suas mudanças ao longo do tempo, além de antever tendências futuras. • Orientarão o processo de planejamento em saúde, a organização dos serviços de atenção e a determinação do número de leitos hospitalares; CLASSIFICAÇÃO: • Demográficos: natalidade, fecundidade, esperança de vida. • Socioeconômicos: renda percapita e familiar, escolaridade, saneamento, renda; etc. • Saúde: morbidade, mortalidade, entre outros.
  • 58. MORBIDADE • Refere-se ao comportamento das doenças numa população exposta ao adoecimento; • Permitem conhecer que doenças existem habitualmente na área, no período e na população estudada (prevalência), e quais os novos casos das doenças na mesma área, período e população (incidência); • TERMOS ASSOCIADOS: surto, endemia, epidemia e pandemia. • Mortalidade geral, mortalidade infantil, mortalidade materna e por doenças transmissíveis são os mais utilizados para avaliar o nível de saúde de uma população.
  • 59. INDICADORES DE MORTALIDADE  Coeficiente de Mortalidade Geral (CMG): mede o risco de morte por todas as causas em uma população de um dado local e período.  Coeficiente de Mortalidade Infantil (CMI): mede o risco de morte para crianças menores de um ano de um dado local e período.  Coeficiente de Mortalidade Infantil Precoce (CMIP - Neonatal): mede o risco de morte para crianças menores de 28 dias.
  • 60. INDICADORES EPIDEMIOLÓGICOS • Surto - acontece quando há o aumento repentino do número de casos de uma doença em uma região específica. Para ser considerado surto, o aumento de casos deve ser maior do que o esperado pelas autoridades. • Endemia - a endemia não está relacionada a uma questão quantitativa. Uma doença é classificada como endêmica (típica) de uma região quando acontece com muita frequência no local. As doenças endêmicas podem ser sazonais. • A febre-amarela por exemplo, é considerada uma doença endêmica da região Norte do Brasil. • Epidemia - a epidemia se caracteriza quando um surto acontece em diversas regiões. Uma epidemia a nível municipal acontece quando diversos bairros apresentam uma doença, a epidemia a nível estadual acontece quando diversas cidades têm casos e a epidemia nacional acontece quando há casos em diversas regiões do país. • Pandemia - em uma escala de gravidade, a pandemia é o pior dos cenários. Ela acontece quando uma epidemia se espalha por diversas regiões do planeta. Ou seja, compreende um número de casos de doença acima do esperado, sem respeitar limites entre países ou continentes.
  • 61. Mortalidade Letalidade • Definida como a relação entre o número de óbitos e o número de pessoas expostas ao risco de morrer. • Dados esses que podem ser agrupados por características como: sexo, idade, estado civil, causa, lugar, condição, etc. • Os óbitos ocorridos podem estar classificados segundo a associação de duas ou mais dessas características. • Permite conhecer a gravidade de uma doença, considerando-se seu maior ou menor poder para causar a morte e avaliar a eficácia de estratégias e terapias implementadas. • Traduzem, muitas vezes, as condições socioeconômicas e sanitárias locais, pois estão intimamente relacionados com as condições de vida e saúde da população. • Ações de vigilância epidemiológica e os resultados obtidos com a sua implementação e divulgados através de suas bases de dados constituem um elemento precursor da elaboração e implementação de programas de saúde coletiva, ao permitirem a identificação de fatores de risco para a determinação dos processos de mortalidade que atingem os grupos populacionais que recebem atenção específica dos serviços de saúde.
  • 62. AÇÕES DE ENFERMAGEM EM EPIDEMIOLOGIA • Educação para a saúde através da realização de palestras, cursos, atividades em escolas, creches, associações de bairro etc; • Orientações sobre a importância da imunização, observar calendário etc; • Controle de saúde, divulgação da necessidade de controle do crescimento e desenvolvimento (CD), odontologia, pré-natal etc; • Estimular a participação popular, notificação de doenças; • Participação no tratamento adequado aos doentes; • Prevenção de complicações e sequelas; • Educação para à saúde junto ao cliente e seus familiares etc.
  • 63. VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA • Conjunto de ações que permitem acompanhar a evolução das doenças na população para que as ações de planejamento da assistência à saúde possam ser priorizadas; • Desenvolver atividades de coleta e análise de dados, determinando assim, as medidas a serem aplicadas ao ambiente e aos doentes ou às pessoas em risco de adoecer.
  • 64. ETAPAS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA • Coleta de dados • Processamento de dados • Análise de dados • Recomendação de medidas de controle e prevenção • Promoção das ações de controle e prevenção • Avaliação da eficácia das medidas • Divulgação das informações VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
  • 65. OBJETIVOS:  Identificar tendências, grupos e fatores de risco, com vistas a elaborar estratégias de controle de específicos eventos adversos à saúde.  Descrever o padrão de ocorrência de doenças de relevância em saúde pública  Detectar epidemias  Documentar a disseminação de doenças  Estimar a magnitude de morbidade e mortalidade causadas por determinados agravos  Recomendar, com bases objetivas e científicas, as medidas necessárias para prevenir ou controlar a ocorrência de específicos agravos à saúde.  Avaliar o impacto de medidas de intervenção  Avaliar a adequação de táticas e estratégias de aplicação de medidas de intervenção, não só nos seus fundamentos técnicos, mas também naqueles referentes à própria operacionalização dessas intervenções. VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
  • 66. VIGILÂNCIA SANITÁRIA • a Lei nº 8.080 de 19 de setembro de 1990, no Art. 6º, parágrafo 1º: • Um conjunto de ações capazes de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde, abrangendo: • O controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se relacionem com a saúde, compreendidas todas as etapas e processos da produção de consumo; • O controle da prestação de serviços que se relaciona direta ou indiretamente com a saúde.
  • 67. VIGILÂNCIA SANITÁRIA • O Trabalho Integrado • Conforme a necessidade, pode acionar órgãos como: Conselhos de classe, Ministério Público, Órgãos de defesa do Consumidor e Judiciário. • Inspeciona, concede licenças para funcionamento ou não, vigia, etc, porém seu trabalho é bem mais abrangente. • Exerce fundamental importância no aspecto educativo, na busca do padrão de qualidade e incorporação da ideia de que todo dano deve ser reparado. Objetivos - Proteger a saúde e evitar e/ou reduzir a morbimortalidade; Estabelecer e acompanhar o cumprimento de padrões e parâmetros adequados aos grupos de fatores de risco.
  • 68. VIGILÂNCIA SANITÁRIA FUNÇÕES: Responsabilidade na normatização e controle de: • Bens, da produção, armazenamento, guarda, circulação, transporte, comercialização e consumo de substâncias e produtos de interesse da saúde, suas matérias primas, coadjuvantes de tecnologias, processos e equipamentos; • Tecnologias médicas, procedimentos e equipamentos e aspectos da pesquisa em saúde; • Serviços, diretos ou indiretamente relacionados com a saúde, prestados pelo Estado e modalidades do setor privado; • De portos. Aeroportos e fronteiras, contemplando veículos, cargas e pessoas; • Aspectos do ambiente, processos de trabalho e saúde do trabalhador.
  • 69. PRINCIPAIS AÇÕES DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA • Orientação, fiscalização, controle quanto à construção, manutenção de estabelecimentos comerciais, residências e outros, de interesse da saúde pública, como: hospitais, clínicas; • Ambulatórios, casas de massagem, asilos, creches, escolas, etc., visando assegurar condições salubres quanto à área física, instalações sanitárias, ventilação, iluminação, sistemas de abastecimentos de água, eliminação de dejetos, destino do lixo e etc. • Orientação fiscalização, controle sobre o exercício profissional, assegurando a habilitação legal necessária aos profissionais da área da saúde.
  • 70. LEGISLAÇÃO • Existem leis que dispõem sobre a vigilância sanitária, que ficam sujeitos os medicamentos, as drogas, os cosméticos, os saneantes, o sangue e derivados etc., • há leis sobre alimentos, sobre a iodação do sal, normas e padrões de portabilidade da água para o consumo humano • e ainda sobre a fiscalização sanitária das condições do exercício de profissões e ocupações técnicas e auxiliares relacionadas diretamente com saúde. • EXEMPLO: 8.078, de 11 de setembro de 1990, em vigor a partir de 11/03/1990 (Código de Defesa do Consumidor). • O produtor é o responsável pela qualidade dos produtos, como também pelos possíveis danos ecológicos resultantes do processo de produção. • A adulteração de produtos alimentares e medicinais é considerada crime contra a saúde pública. • O Capítulo III do Código Penal contém normas de proteção à saúde coletiva e estabelece as sanções penais para as infrações.
  • 71. LEGISLAÇÃO • As infrações às normas sanitárias são registradas na lista de leis de que dispõe a vigilância sanitária • Podendo o infrator ser punido com as penalidades, aplicadas alternativa ou cumulativamente, sem prejuízo das sanções de natureza civil ou penal cabíveis: • Advertência; • Multa; • Apreensão do produto; • Inutilização do produto; • Interdição do produto; • Suspensão de venda e/ou fabricação do produto; • Proibição de propaganda; • Cancelamento de autorização para funcionamento de empresa; • Cancelamento do alvará de licenciamento do estabelecimento; • Imposição de contrapropaganda; • Interdição total ou parcial do estabelecimento.
  • 72. VIGILÂNCIA SANITÁRIA NOS PORTOS, AEROPORTOS E FRONTEIRAS OBJETIVO: impedir que doenças infectocontagiosas se espalhassem pelo país através das fronteiras marítimas, fluviais, terrestres e aéreas, preservar as condições sanitárias nos meios de transporte da marinha mercante, constituindo- se, portanto, em função essencial à circulação de mercadorias. • As ações são desenvolvidas de acordo com o Regulamento Sanitário Internacional e incluem: inspeção dos meios de transportes para a verificação das condições sanitárias, presença de vetores, controle de entrada e saída de produtos sob vigilância sanitária e ações sobre pessoas tendo em vista o controle das doenças transmissíveis. • As ações são extensivas à área aeroportuária.
  • 73. PROGRAMAS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE • O MS é o órgão do governo federal responsável pela coordenação, acompanhamento, avaliação e definição da política de Saúde do país; • MS - orienta os estados quanto à solução dos principais problemas de Saúde, definindo diretrizes e normas gerais a serem desenvolvidas. • Os estados e municípios devem adaptar essas ações as suas realidades, podendo também elaborar planos próprios, dependendo de suas condições epidemiológicas, técnicas materiais e financeiras. • Subdividimos os programas do Ministério da Saúde em três áreas: • Área assistencial • Área da vigilância epidemiológica • Área de vigilância sanitária
  • 74. PROGRAMAS DE ATENÇÃO BÁSICA AMPLIADA • Estratégia de modificação da forma de organização da assistência prestada: o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS), em 1991, e o Programa Saúde da Família (PSF), em 1994; • AB – porta de entrada do sistema de saúde; • Mudança de enfoque – ao invés de dar atenção à doença, a preocupação estará centrada na atenção à saúde; • Atenção a todos os aspectos da saúde do indivíduo e de sua família - tanto os que merecem ações preventivas (tabagistas) como os que necessitam de ações de promoção da saúde (gestantes) ou curativas (pacientes em pós-operatório), através de contato à unidade básica de saúde da família e encaminhamento às unidades de referência, quando necessária responsabilidade pela prestação de assistência por área territorial e população adstrita – tal enfoque permite um planejamento mais adequado das atividades; formação de equipe interdisciplinar adequada ao número de clientes assistidos, com a incorporação do agente comunitário de saúde.
  • 75. PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA • Visa à reorganização da atenção básica no País, de acordo com os preceitos do SUS e é tida pelo MS e gestores estaduais e municipais como estratégia de expansão, qualificação e consolidação da atenção básica; • Favorece uma reorientação do processo de trabalho com maior potencial de aprofundar os princípios, diretrizes e fundamentos da atenção básica, de ampliar a resolutividade e impacto na situação de saúde das pessoas e coletividades, além de propiciar uma importante relação custo-efetividade. • Equipe multiprofissional (equipe de Saúde da Família – ESF) , no mínimo: (I) médico generalista, ou especialista em Saúde da Família, ou médico de Família e Comunidade; (II) enfermeiro generalista ou especialista em Saúde da Família; (III) auxiliar ou técnico de enfermagem; e (IV) agentes comunitários de saúde. • Podem ser acrescentados a essa composição os profissionais de Saúde Bucal: cirurgião-dentista generalista ou especialista em Saúde da Família, auxiliar e/ou técnico em Saúde Bucal.
  • 76. PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA • É prevista, ainda, a implantação da Estratégia de ACS nas UBS como uma possibilidade para a reorganização inicial da atenção básica com vistas à implantação gradual da ESF ou como uma forma de agregar os agentes comunitários a outras maneiras de organização da atenção básica. • Cada equipe ESF deve ser responsável por, no máximo, 4.000 pessoas, sendo a média recomendada de 3.000 pessoas, respeitando critérios de equidade para essa definição; • Recomenda-se que o número de pessoas por equipe considere o grau de vulnerabilidade das famílias daquele território, sendo que, quanto maior o grau de vulnerabilidade, menor deverá ser a quantidade de pessoas por equipe.
  • 77. PROGRAMA DE AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE (PACS)• OBJETIVO - Profissionalizar agentes comunitários para, além de desenvolver atividades de prevenção e promoção da saúde, funcionar como elo entre a população e os serviços de saúde; • Contribuindo assim com a comunidade no processo de aprender e ensinar a cuidar da sua própria saúde. • Agente Comunitário – Morador há pelo menos 2 anos na comunidade onde trabalha; • O ACS deverá atender entre 400 e 750 pessoas, dependendo das necessidades locais, e desenvolverá atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde por meio de ações educativas individuais e coletivas, nos domicílios e na comunidade, sob supervisão competente.
  • 78.  Ações Básicas  Identificação dos agentes comunitários da área;  Treinamentos dos agentes comunitários para reconhecimento da área da atuação;  Cadastramento das famílias da área de abrangência;  Estímulo continuado à organização comunitária;  Participação na vida da comunidade, principalmente através das lideranças e organizações locais, estimulando a discussão das questões relativas à melhoria de vida da população;  Desenvolvimento de ações básicas de saúde e encaminhamentos;  Realização de visita domiciliar;  Realização de reuniões de grupo e outras modalidades de trabalho educativo;  Discussão e avaliação da situação de saúde e das ações desenvolvidas PROGRAMA DE AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE (PACS)
  • 79. PROGRAMA DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA MULHER (PAISM) • OBJETIVO - Melhorar as condições de saúde da mulher e reduzir as taxas de morbidade e mortalidade maternas. AÇÕES BÁSICAS: • Assistência clínica e ginecológica a todas as mulheres em idade fértil; • Atendimento pré-natal a todas as gestantes; • Assistência ao parto e ao puerpério, prestada por pessoal treinado, tanto em hospitais quanto por parteiras tradicionais; • Incentivo e prática do aleitamento materno; • Orientação e realização de exames preventivos do câncer do colo uterino e de mamas; • Orientação e assistência visando à prevenção e controle das doenças sexualmente transmissíveis; • Diagnóstico e assistência adequada aos casos de doenças e problemas comuns às mulheres (incluindo o climatério e a menopausa); • Promoção e orientação do planejamento familiar, com a indicação, assistência e acompanhamento da adoção de métodos anticoncepcionais, prevenindo os casos de gravidez indesejada (não planejada) e os casos de aborto provocado; • Diminuição dos casos de tétano neonatal e materno através da aplicação do toxóide tetânico às gestantes.
  • 80. OBJETIVOS - Promover a melhoria das condições de vida e saúde das mulheres brasileiras, mediante a garantia de direitos legalmente constituídos e ampliação do acesso aos meios e serviços de promoção, prevenção, assistência e recuperação da saúde em todo território brasileiro. • Contribuir para a redução da morbidade e mortalidade feminina no Brasil, especialmente por causas evitáveis, em todos os ciclos de vida e nos diversos grupos populacionais, sem discriminação de qualquer espécie. • Ampliar, qualificar e humanizar a atenção integral à saúde da mulher no Sistema Único de Saúde. • Em seus objetivos específicos, a PNAISM aponta como prioritário desenvolver ações que garantam atenção humanizada às mulheres nas seguintes situações que envolvem sua saúde: • Mortalidade materna, com subdivisões que abrangem: precariedade da atenção obstétrica; abortamento em condições precárias, precariedade da assistência em anticoncepção; DST/HIV/AIDS; • Violência doméstica e sexual; • A saúde de mulheres adolescentes; • Saúde da mulher no climatério/menopausa; • Saúde mental e gênero; • Doenças crônico-degenerativas e câncer ginecológico; • Saúde das mulheres negras, indígenas, lésbicas, residentes e trabalhadoras na área rural, situação de prisão. PROGRAMA DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA MULHER (PAISM)
  • 81. PROGRAMA DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA (PAISC) • Focos de atenção: crescimento e desenvolvimento, aleitamento materno, orientação nutricional, assistência às doenças diarreicas e infecções respiratórias agudas (IRAs) e imunização. • Objetivo Inicial - Criar condições para um atendimento integrado à saúde da criança de zero a cinco anos com a prioridade para os grupos de risco, através de aumento de cobertura da assistência e melhoria da qualidade do atendimento diminuindo assim a morbimortalidade infantil. • Objetivo Especifico - Acompanhamento do CD como metodologia de assistência; • Promover o aleitamento materno e orientar a alimentação no 1º ano de vida; • Aumentar os níveis da cobertura vacinal; • Identificar precocemente as patologias; • Promover a educação para a saúde, destacando a importância da participação da família.
  • 82. AÇÕES BÁSICAS • Estímulo ao aleitamento materno com orientação quanto as implicações do desmame precoce; • Orientação e suplementação alimentar, prevenindo a desnutrição; • Acompanhamento do crescimento e desenvolvimento visando avaliar e orientar continuadamente o desenvolvimento físico e psicomotor; • Orientação e controle da situação vacinal e das condições de saneamento do meio, objetivando a prevenção das doenças infecciosas e parasitárias; • Proteção e assistência odontológica, tanto com ações preventivas (higiene, aplicação de flúor), como curativas (tratamento odontológico); • Controle das doenças diarreicas e das infecções respiratórias agudas (IRAS); • Assistência médica – sanitária integral, visando o diagnóstico e o tratamento precoce das doenças comuns na infância ou outras patologias que se apresentam; • Divulgação e vigilância quanto ao cumprimento das normas propostas pelo Estatuto da Criança e do adolescente, no que tange à violência doméstica, cabendo aos profissionais da saúde à comunicação dos casos suspeitos ou confinados de agressão ou abuso ao menor.
  • 83. CARTÃO DA CRIANÇA - INSTRUMENTO • Atua como auxílio ao acompanhamento às questões relacionadas à saúde da criança; • Instrumento que permite visualizar vários aspectos ligados às ações preventivas. • Nele constam, desde que corretamente preenchido, informações sobre o crescimento e desenvolvimento da criança, seu estado vacinal, ocorrência de agravos e condições perinatais. • Estão citados alguns dos passos do desenvolvimento esperados para a criança em determinada faixa etária, e os principais direitos das crianças e deveres dos responsáveis, contidos no Estatuto da Criança e do Adolescente.
  • 85. PROGRAMA DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DO ESCOLAR• Promover a saúde da população em idade escolar (crianças de seis a 14 anos) e o acompanhamento do seu crescimento e desenvolvimento físico, emocional e intelectual, através da integração das áreas de saúde e educação. • Ações Básicas • Além das ações referidas no programa de atuação à saúde da criança (excetuando-se o referente ao aleitamento materno), implementam-se outras visando à redução ou eliminação dos problemas mais comuns nessa faixa etária, como: • Avaliação e acompanhamento da acuidade visual e auditiva; • Orientação quanto à prevenção de acidentes, inclusive de trânsito; • Acompanhamento e avaliação do desenvolvimento intelectual, visando identificar e limitar as causas que dificultam o aproveitamento escolar; • Acompanhamento e orientação quanto ao desenvolvimento hormonal e sexual, visando promover o entendimento das alterações bio-físico-emocionais e evitar ou corrigir distorções; • Prevenção quanto ao uso de fumo, álcool e outras drogas, através de informações, diálogos e discussões; • Acompanhamento do processo de maturação sexual, com orientação quanto às doenças sexualmente transmissíveis e aos métodos anticoncepcionais.
  • 86. • Instituído em 2007 - saúde e educação voltadas às crianças, adolescentes, jovens e adultos da educação pública brasileira; • A articulação entre Escola e Rede Básica de Saúde; • O PSE é uma estratégia de integração da saúde e educação para o desenvolvimento da cidadania e da qualificação das políticas públicas brasileiras. PROGRAMA DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DO ESCOLAR
  • 87. PRIORIDADES DE AÇÃO • Orientação sexual (descoberta do corpo, novos sentimentos (de risco e precoce), DST/AIDS, Prazeres, métodos contraceptivos, relacionamento interpessoal, Familiar, autoestima e relações de gênero), acesso facilitado. • Continuidade na dispensação de métodos contraceptivos, com ênfase na dupla proteção, integração com a educação para ações educativas em sexualidade e saúde reprodutiva. • Baixa escolaridade e inserção precoce, Inclusão na escola, capacitação profissional, intervenções no mercado de trabalho no processo de exclusão do mercado competitivo de trabalho: Sua origem na infância desvalorizada, detecção e tratamento de agravos à saúde decorrentes de trabalhos insalubres
  • 88. PROGRAMA DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DO ADOLESCENTEOBJETIVO - Promover a saúde do adolescente (população entre 10 e 19 anos de idade) e o acompanhamento no seu crescimento e desenvolvimento físico, mental e sexual, através de uma assistência integral, integrada e levando-se em consideração o seu ambiente familiar e social. • Ações Básicas • Acompanhamento do crescimento e desenvolvimento, visando uma visão global da saúde do adolescente no que se refere aos aspectos físico, hormonal e psicossocial, bem como do seu processo de maturação sexual: • Promoção da saúde mental do adolescente através do conhecimento e entendimento do seu perfil familiar, social, econômico e cultural, estimulando-o a prática de esporte, lazer, artes, educação e trabalho, bem como diagnosticando e tratando precocemente distúrbios emocionais e de conduta; • Assistência e orientação ao adolescente quanto aos aspectos físicos, hormonais e psicossociais relacionados à sexualidade, métodos contraceptivos (planejamento familiar), aos riscos e prevenção às doenças sexualmente transmissíveis; • Assistência pré-natal integral e adequada para a adolescente grávida, de acordo com as suas necessidades físicas, mentais e sociais, visando à diminuição das complicações obstétricas e perinatais e a prevenção da doença mental (da adolescente e do feto), durante a gestação, o parto e o puerpério, estendendo-a até o final do primeiro ano de vida do filho; • Apoio psicoemocional à adolescente grávida, sua família e companheiro.
  • 89. PROGRAMA DE ATENÇÃO À SAÚDE DO TRABALHADOROBJETIVO - Promover a melhoria das condições de trabalho e de saúde do trabalhador e a redução dos acidentes e das doenças relacionadas ao trabalho. • Ações Básicas • Supervisão, controle e avaliação dos locais e condições de trabalho; • Notificação dos casos de acidentes e doenças relacionadas às condições de trabalho; • Investigações dos acidentes de trabalho e das doenças profissionais e ocupacionais, relacionando-as às condições de trabalho; • Supervisão, controle e orientação dos trabalhadores quanto à necessidade e importância dos equipamentos de proteção individual; • Prestação de assistência (através do SUS) ao acidentado do trabalho e/ou portador de doença profissional e do trabalho; • Promoção de atividades de educação em saúde aos trabalhadores, orientando-os quanto aos seus direitos e às medidas de prevenção de acidentes e doenças relacionados ao trabalho.
  • 90. PROGRAMA DE ODONTOLOGIA SANITÁRIA OBJETIVO - Promover a melhoria das condições de saúde bucal da população com ênfase na prevenção da cárie dentária e das doenças que atingem principalmente a gengiva e no tratamento restaurador dos problemas odontológicos mais frequentes. PROFISSIONAL - cirurgião dentista desenvolve e coordena as ações preventivas e curativas ligadas à saúde bucal, e pode estar presente tanto na UBS como integrando a equipe ampliada PSF. • Ações Básicas • Aplicação de flúor dental e vigilância sanitária da fluoretação das águas de abastecimento público; • Atendimentos odontológicos preventivo, curativos e restaurador, através de rede básica de saúde ou serviços conveniados; • Educação em saúde para todos os profissionais de saúde e à população em geral quanto às medidas de prevenção e promoção da saúde bucal, com estímulo ao autoexame da boca; • Atendimentos odontológicos, preventivos e restaurador aos escolares de 6 a 12 anos, matriculados na rede pública de ensino; • Incentivo ao autoexame da boca pela população de maior risco (paciente acima de 40 anos de idade);
  • 91. PROGRAMA DE SAÚDE MENTAL OBJETIVO - Assegurar o direito de cidadania aos doentes mentais, revertendo à política assistencial vigente, centrada na hospitalização para uma assistência adequada e atualizada através de uma rede de atuação em níveis de prevenção e reabilitação da saúde mental. • Ações básicas • incentivo à política de desospitalização dos doentes mentais; • Assistência ao doente mental, sempre que possível em ambulatório, de forma integral e adequada, com envolvimento dos familiares; • Apoio e orientação aos familiares quanto à conduta e cuidados com o doente mental, no domicilio; • Orientação e discussão com os familiares e comunidade, quanto à importância da convivência familiar e comunitária para o controle e recuperação da doença mental; • Melhoria das condições de internação nos hospitais psiquiátricos; • Promoção de ações educativas visando o esclarecimento e a prevenção ao uso e dependência ao álcool e outras drogas.
  • 92. QUEM PODE SER ATENDIDO NOS CAPS? Indivíduos que apresentam intenso sofrimento psíquico, que lhes impossibilita de viver e realizar seus projetos de vida, pessoas com transtornos mentais severos e/ou persistentes, incluindo os transtornos relacionados às substâncias psicoativas (álcool e outras drogas) e também crianças e adolescentes com transtornos mentais. Os CAPS visam: • Prestar atendimento em regime de atenção diária; • Gerenciar os projetos terapêuticos oferecendo cuidado clínico eficiente e personalizado; • Promover a inserção social dos usuários através de ações intersetoriais que envolvam educação, trabalho, esporte, cultura e lazer, montando estratégias conjuntas de enfrentamento dos problemas.
  • 93. CAPS Os CAPS também têm a responsabilidade de organizar a rede de serviços de saúde mental de seu território; • Dar suporte e supervisionar a atenção à saúde mental na rede básica, PSF (Programa de Saúde da Família), PACS (Programa de Agentes Comunitários de Saúde); • Regular a porta de entrada da rede de assistência em saúde mental de sua área; • Coordenar junto com o gestor local as atividades de supervisão de unidades hospitalares psiquiátricas que atuem no seu território; • Manter atualizada a listagem dos pacientes de sua região que utilizam medicamentos para a saúde mental.
  • 94. ÁREA DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA Conjunto de ações que possibilitam aos profissionais de saúde, conhecer a acompanhar os casos de doenças transmissíveis e outros agravos de interesse à Saúde Pública, bem como empregar medidas para prevenir, controlar ou eliminar a ocorrência dos mesmos. • Possui basicamente dois grandes programas de saúde: Programa de Imunização e Programa de Controle das Doenças e outros agravos.
  • 95. Programa Nacional de Imunização (PNI) • Imunização é a aquisição de proteção imunológica contra uma doença infecciosa, podendo ser ativa ou adquirida. • Imunização Ativa - Ocorre quando o próprio sistema imune do indivíduo entra em contato com uma substância estranha ao organismo e responde produzindo anticorpos e linfócitos T. • Esse tipo de imunidade normalmente dura vários anos ou até o fim da vida. • Pode-se adquirir imunidade ativa contraindo uma doença infecciosa ou tomando uma vacina.
  • 96. • Imunização Passiva - consiste na transferência de anticorpos produzidos por um animal ou outra pessoa. • Produz uma proteção rápida e eficiente, porém, temporária, durando poucas semanas ou meses, em media. • EXEMPLOS - passagem de anticorpos da mãe para o feto através da placenta nos últimos 2 meses de gestação, conferindo à criança uma boa imunidade no seu primeiro ano de vida.
  • 97. • Imunização - Ato de imunizar ou de tornar imune. Tornar um organismo vivo resistente a um agente infeccioso ou tóxico, de forma natural ou artificial. • Vacinação - Ato ou efeito de vacinar. • Vacina - Preparação ou produto contendo microrganismos vivos ou mortos, ou suas frações, possuidora de propriedades antigênicas, com capacidade de induzir em um organismo vivo, a imunidade ativa e especifica contra um microrganismo. Programa Nacional de Imunização (PNI)
  • 98. VACINA • É um produto capaz de deixar o organismo resistente a determinada(s) doença(s), através da produção de anticorpos, que não permitem que os agentes patogênicos (vírus, bactérias, toxinas, etc.), mesmo entrando no organismo, causem doenças. • PNI - permitiram consideráveis avanços sobre o controle das doenças imunopreveníveis;
  • 99. BCG • Previne formas graves de tuberculose; • Primeiras 12h de vida – ID (ângulo 15º) – 0,1mL; • Dose única;
  • 102. HEPATITE B • Previne infecção do vírus da Hepatite B; • Primeiras 24h de vida – IM (ângulo 90º) – 0,5mL; • Dose:
  • 103. PENTAVALENTE • Difteria, tétano, pertussis, hepatite B (recombinante) e Haemophilus influenzae b (conjugada); • Doses: Aos 02 - 04 – 06 meses; • Reforço: 15 meses e 04 anos; • IM (ângulo 90º) – 0,5mL;
  • 104. POLIOMIELITE (VIP E VOP) • Previne contra a poliomielite causada por vírus dos tipos 1, 2 e 3; • 03 doses: 02, 04 e 06 VIP; • Reforço: (VOP) 15 meses e anualmente em crianças de até 04 anos. • IM – 0,5mL • VO – 02 gotas;
  • 105. PNEUMOCÓCICA CONJUGADA • Previne contra infecções invasivas (sepse, meningite, pneumonia e bacteremia) e otite média aguda (OMA) causadas pelos 10 sorotipos de Streptococus pneumonia; • Doses: 02, 04, 06 meses; • Reforço: Entre 12 e 15 meses, podendo ser feito até os 04 anos; • IM – 0,5mL
  • 106. ROTAVÍRUS • Prevenção de gastroenterites causadas por rotavírus dos sorotipos G1 em crianças menores de 1 ano de idade; • Doses: 02, 04 meses • VO: 1,5mL 1ª dose: Idade mínima de 01 mês e 15 dias e máxima de 03 meses e 15 dias; 2ª dose: Mínima 03 meses e 15 dias e máxima de 07 meses e 29 dias;
  • 107. MENINGOCÓCICA • Prevenção da doença sistêmica causada pela Neisseria meningitidis do sorogrupo C em crianças menores de 2 anos; • Dose: 03, 05 meses; • Reforço: preferencialmente aos 12 meses, podendo ser realizado até 4 anos; • IM – 0,5mL
  • 108. FEBRE AMARELA • Prevenir contra a febre amarela em residentes ou viajantes que se deslocam para as áreas com recomendação de vacinação (ACRV) e países com risco para a doença; • A partir dos 09 meses; • Reforço: A cada 10 anos; • SC – 0,5mL;
  • 109. TRÍPLICE VIRAL • Proteção contra o sarampo, a caxumba e a rubéola; • Doses: 12, 15 meses; • SC: 0,5mL;
  • 110. HEPATITE A • Prevenção da infecção causada pelo vírus da hepatite A; • Dose: 12 meses; • IM – 0,5mL;
  • 111. TETRA VIRAL • Protege contra o sarampo, a caxumba, a rubéola e a varicela; • Dose: Aos 15 meses, se criança tomou 1ª dose de tríplice viral; • SC – 0,5mL
  • 112. DT – dupla adulto • Previne contra o tétano e a difteria; • IM – 0,5mL;
  • 113. HPV • Jovens do sexo feminino de 9 a 13 anos de idade, para a imunização ativa contra os tipos de HPV 6, 11, 16 e 18, a fim de prevenir contra câncer do colo do útero, vulvar, vaginal e anal, lesões pré-cancerosas ou displásicas, verrugas genitais e infecções causadas pelo papilomavírus humano (HPV); • Doses: 2 doses com intervalo de 06 meses entre as doses; • IM – 0,5mL;
  • 114. INFLUENZA • Proteção contra o vírus da influenza e pneumonias bacterianas secundárias; • A partir dos 06 meses de idade; • Contra indicado: alergia a proteínas do ovo;
  • 115. PRINCIPAIS VACINAS DE USO EM SITUAÇÃO ESPECIAIS • Antiamarílica: contra a febre amarela • Anti-tifoídica: contra a febre tifoide • Antimeningocócica C: contra a meningite pelo meningococo tipo C A vacina anti-rábica é indicada apenas diante de exposição (lambedura, arranhadura ou mordedura) por animais potencialmente transmissores da raiva (especialmente o cão) e para pessoas expostas ao risco de contrair a doença, por força de suas atividades profissionais (veterinários, trabalhadores em canis, etc.).
  • 116. Conservação dos Imunobiológicos • Rede de Frio - objetivo de assegurar que os imunobiológicos disponibilizados no serviço de vacinação sejam mantidos em condições adequadas de transporte, armazenamento e distribuição, permitindo que eles permaneçam com suas características iniciais até o momento da sua administração. • Alterações de temperatura (excesso de frio ou calor) podem comprometer a potência imunogênica, o que pode acarretar a redução ou a falta do efeito esperado. • Os imunobiológicos, enquanto produtos termolábeis e/ou fotossensíveis, necessitam de armazenamento adequado para que suas características imunogênicas sejam mantidas.
  • 119. EXEMPLOS DE VACINAS E TEMPERATURAS CORRETAS
  • 121. AÇÕES DE ENFERMAGEM INICIO DO DIA • Checar termômetro de máxima e mínima • Anotar o mapa fixado na geladeira • Retirar bobinas de gelo, colocar em cima da bancada até que a névoa saia. • Montar caixa de vacina • Retirar as vacinas que serão utilizadas no dia • Zerar termômetro AO FINAL DO DIA • Anotar temperatura • As vacinas multidoses e as não utilizar recolocar na geladeira • Higienizar as bobinas de gelo para devolvê- las ao congelador
  • 123. COMO ORGANIZAR A CAIXA DE VACINA?
  • 125. POLÍTICA NACIONAL DO IDOSO OBJETIVO - facilitar a reorganização dos serviços de saúde para que possam atender às necessidades de saúde dos idosos; • A Política Nacional do idoso tem como diretrizes: • I – viabilizar formas alternativas de participação, ocupação e convívio do idoso, proporcionando- lhe integração às demais gerações; • II – promover a participação e a integração do idoso, por intermédio de suas organizações representativas, na formulação, implementação e avaliação das políticas, planos, programas e projetos a serem desenvolvidos; • III – priorizar o atendimento ao idoso, por intermédio de suas próprias famílias, em detrimento do atendimento asilar, à exceção dos idosos que não possuam condições de garantir sua sobrevivência;
  • 126. DIRETRIZES DA POLÍTICA NACIONAL DO IDOSO • IV – descentralizar as ações político – administrativas; • V – capacitar e reciclar os recursos humanos nas áreas de geriatria e gerontologia; • VI – Implementar o sistema de informações que permita a divulgação da política, dos serviços oferecidos, dos planos e programas em cada nível de governo; • VII – estabelecer mecanismo que favoreçam a divulgação de informações de caráter educativo sobre aos aspectos biopsicossociais do envelhecimento; • VIII – priorizar o atendimento ao idoso em órgãos públicos e privados prestadores do serviço; e apoiar estudos e pesquisas sobre as questões do envelhecimento.

Notas do Editor

  1. A população de maior poder aquisitivo utilizada os serviços privados de saúde integrantes da medicina liberal crescente, enquanto a maioria da população não vinculada à previdência contava apenas com os serviços públicos escassos e instituições de caridade, além de praticas populares de tratamento.