AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PATAIAS

Atletismo
Prof. Ana Maçãs

Ano Lectivo 2010/2011
Escola E.B. 2/3 de Pataias

ANÁLISE DO ATLETISMO E DESENVOLVIMENTO DE UMA ESTRUTURA DE CONHECIMENTOS

Habilidades Motoras
...
Escola E.B. 2/3 de Pataias

Habilidades Motoras

Corridas

Dardo

LANÇAMENTOS

Peso

Martelo

Pega

SALTOS

Dardo

Horizon...
Escola E.B. 2/3 de Pataias

ATLETISMO

Conceitos
Psicossociais

Cultura
Desportiva

Fisiologia do Treino
Condição Física

...
Escola E.B. 2/3 de Pataias

CULTURA DESPORTIVA

BREVE REVISÃO HISTÓRICA

O Atletismo é a modalidade desportiva mais antiga...
Escola E.B. 2/3 de Pataias

Estes torneios prosseguiram até cerca de 1914, ano em que uma dissidência levou
alguns clubes ...
Escola E.B. 2/3 de Pataias

- Velocidade
- Meio-fundo
- Fundo
Corridas

- Barreiras
- Estafetas
- Obstáculos
- Maratona
- ...
Escola E.B. 2/3 de Pataias

Figura 1. Pista de Atletismo de uma vista vertical

Apesar do Atletismo ser a modalidade que c...
Escola E.B. 2/3 de Pataias

Atletismo, se ouça das suas bocas aquela angustiada exclamação: “Correr?!...” (Rolim,
2003).
U...
Escola E.B. 2/3 de Pataias



É falsa partida sempre que um concorrente sai do seu lugar antes de ser
dado o sinal de par...
Escola E.B. 2/3 de Pataias

A transposição das barreiras deve ser feita o mais rasante possível (junto à barreira), de
for...
Escola E.B. 2/3 de Pataias

 O melhor resultado de todas as tentativas é considerado o resultado final;
 O último apoio ...
Escola E.B. 2/3 de Pataias

Com o intuito de proporcionar aos alunos um ensino de qualidade, os exercícios
técnicos desemp...
Escola E.B. 2/3 de Pataias

Figura 2. Cada passada de corrida compreende quatro fases: Apoio à frente, impulsão, recuperaç...
Escola E.B. 2/3 de Pataias

Os exercícios descritos para o desenvolvimento da técnica de corrida são inúmeros:


Skipping...
Escola E.B. 2/3 de Pataias

como um meio. No final da abordagem desta capacidade será feita a sua avaliação
através da rep...
Escola E.B. 2/3 de Pataias

• Olhar para 1-2m à frente da linha de partida;
• Calcanhares elevados;
• Braços em oposição à...
Escola E.B. 2/3 de Pataias

Distância standard dos blocos relativamente à linha:
_ 1,5pés o bloco da frente;
_ 2,5 pés pé ...
Escola E.B. 2/3 de Pataias

mesma tarefa, todos são importantes e onde é fundamental o espírito de grupo. Esta
pode ser de...
Escola E.B. 2/3 de Pataias

Figura 7. Referência visual de início de corrida para a transmissão do testemunho.

Descrição ...
Escola E.B. 2/3 de Pataias



Corrida alta e bem circulada;



Extensão completa dos membros inferiores na impulsão;


...
Escola E.B. 2/3 de Pataias

Métodos de transmissão
Método de transmissão exterior:
O atleta que transmite, traz o testemun...
Escola E.B. 2/3 de Pataias

Transmissão
o O aluno que recebe o testemunho vira-se par trás;
o O aluno que transmite o test...
Escola E.B. 2/3 de Pataias

CORRIDA DE BARREIRAS

A corrida de barreiras é constituída por 5 fases distintas:
1 - Partida ...
Escola E.B. 2/3 de Pataias

4 - Corrida entre Barreiras
Componentes Criticas:
O ritmo intermédio é de importância capital....
Escola E.B. 2/3 de Pataias

A chamada, como é sabido, é a forma de transformar a velocidade linear adquirida ao
longo da c...
Escola E.B. 2/3 de Pataias

Número de passos da corrida preparatória?
Nas idades pré-púberes, sugere-se entre 12 e 14 pass...
Escola E.B. 2/3 de Pataias

Técnica de “Fosbury – Flop”
É um tipo de salto que consiste na realização de uma corrida rápid...
Escola E.B. 2/3 de Pataias

Chamada
A chamada inicia-se com a perna mais afastada da fasquia, sendo um movimento
especialm...
Escola E.B. 2/3 de Pataias

Descrição Técnica/Critérios de êxito

Corrida de balanço


em curva na parte final (3 ou 4 úl...
Escola E.B. 2/3 de Pataias

 o membro superior do lado do membro impulsor, sobe energicamente, ficando o
outro em baixo p...
Escola E.B. 2/3 de Pataias



transposta a fasquia, tem de se realizar rapidamente o movimento compensatório de
flexão da...
Escola E.B. 2/3 de Pataias



utilização insuficiente dos membros superiores e do membro inferior livre;



perda de vel...
Escola E.B. 2/3 de Pataias

Técnicas aéreas ou de voo
Existem várias técnicas de voo no salto em comprimento, sendo as mai...
Escola E.B. 2/3 de Pataias



As questões dos espaços adequados, principalmente quando se
utilizam engenhos próximos dos ...
Escola E.B. 2/3 de Pataias

Contudo, não devemos recorrer somente a métodos analíticos para a exercitação destas
5 fases. ...
Escola E.B. 2/3 de Pataias

Critérios de êxito:


A pega do engenho apoiando os três dedos internos na mandíbula com o
co...
Escola E.B. 2/3 de Pataias

Bibliografia
Carr, G. (1991). Fundamentals of Track and Field. Champaign IL, Human Kinetics.

...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Atletismo

13.604 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
13.604
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
10
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
325
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Atletismo

  1. 1. AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PATAIAS Atletismo Prof. Ana Maçãs Ano Lectivo 2010/2011
  2. 2. Escola E.B. 2/3 de Pataias ANÁLISE DO ATLETISMO E DESENVOLVIMENTO DE UMA ESTRUTURA DE CONHECIMENTOS Habilidades Motoras CORRIDAS Estafetas Velocidade Saltos Lançamentos Fundo Partida de pé Técnica de transmissão Técnica Francesa Partida de blocos Vozes de comando Posição inicial Fase de aceleração Apoio teórico de Atletismo Técnica de corrida Vozes de comando Fase de apoio Postura Fase de Suspensão Posição de partida Coordenação Recepção Membros superiores e inferiores 2
  3. 3. Escola E.B. 2/3 de Pataias Habilidades Motoras Corridas Dardo LANÇAMENTOS Peso Martelo Pega SALTOS Dardo Horizontais Verticais Comprimento Fases Altura Corrida preparatória Preparação Deslizamento Arremesso Recuperação Chamada Técnica de voo / Transposição Queda Apoio teórico de Atletismo 3
  4. 4. Escola E.B. 2/3 de Pataias ATLETISMO Conceitos Psicossociais Cultura Desportiva Fisiologia do Treino Condição Física Regras História Caracterização da modalidade Velocidade Velocidade Pura Fundo Barreiras 100 m M/F 100 m F 200 m M/F 110 m M 400 m M/F 400 m F/M Apoio teórico de Atletismo Habilidades Motoras Meio-fundo 3000 m 3000 m obstáculos 5000 m 10 000 m Meia-Maratona Maratona 800 m 1500 m Marcha 20 km F 50 km M 4
  5. 5. Escola E.B. 2/3 de Pataias CULTURA DESPORTIVA BREVE REVISÃO HISTÓRICA O Atletismo é a modalidade desportiva mais antiga que se conhece. A história do Atletismo e o seu aparecimento, confunde-se com o da própria humanidade. Correr, saltar e lançar são gestos naturais praticados por todos os seres humanos desde os mais longínquos tempos e constituem, por isso, os padrões motores básicos que utilizamos no nosso dia-a-dia. Antes de existir oficialmente como modalidade já o homem corria atrás dos animais, saltava para ultrapassar os obstáculos e lançava pedras para se defender ou para caçar, com o objectivo de sobreviver. O atletismo, para o Homem, não é, portanto, mais que a utilização natural do seu património motor. As suas origens remontam à Grécia antiga e aos primeiros Jogos Olímpicos, realizados no ano de 776 a.C.. Por isso, pode-se dizer que o Atletismo se apresenta como a forma mais antiga de organização desportiva. O primeiro campeonato oficial de atletismo a nível mundial só viria a ser institucionalizado em 1983. Na era moderna dos Jogos Olímpicos (iniciada em 1896), o atletismo marcou a sua presença, evoluindo consideravelmente a todos os níveis, tornando-se deste modo um dos desportos fundamentais da realização deste evento. Entre 1880 e 1920 formaram-se associações de atletismo um pouco por todo o mundo. A Federação Internacional de Atletismo Amador foi fundada em 1912 e é ainda hoje a entidade responsável pelas competições internacionais. A Federação Portuguesa de Atletismo foi criada em 1921, então com o nome de Federação Portuguesa de Sports Atléticos (FPSA), contando somente com a inscrição de seis clubes. Considerado como o “Desporto universal”, o atletismo foi a disciplina de base de todos os outros desportos. O Atletismo em Portugal Fazendo a referência à história do Atletismo em Portugal, pode-se dizer que a primeira prova oficial da modalidade foi organizada pela Sociedade Promotora de Educação Física Nacional, a 26 de Junho de 1910, com o título “Jogos Olímpicos Nacionais”. Apoio teórico de Atletismo 5
  6. 6. Escola E.B. 2/3 de Pataias Estes torneios prosseguiram até cerca de 1914, ano em que uma dissidência levou alguns clubes a fundarem a Federação Portuguesa de Sports, cuja actividade durou até 1916. Desde essa data até à fundação da Federação Portuguesa de Atletismo, em 5 de Novembro de 1921, o Atletismo manifestou-se apenas em organizações particulares à custa do esforço de alguns clubes. Actualmente as competições oficiais estendem-se praticamente ao longo do ano inteiro, organizadas pelas Associações Regionais e pela Federação, sendo os Campeonatos Nacionais Masculinos (individuais e por equipas) os mais importantes conjuntos de provas que se efectuam em Portugal. Embora lento, o progresso do Atletismo Nacional não deixou de se verificar. Para tal, tem contribuído de certa forma, a participação de atletas e equipas nacionais em competições internacionais, e a conquista de alguns títulos. De todos os títulos conquistados, importa referir os alcançados por Carlos Lopes e Rosa Mota. Esta última foi a vencedora da primeira maratona feminina, realizada num campeonato da Europa em 1982 em Atenas e medalha de ouro na maratona Olímpica de Seul em 1988. Carlos Lopes foi também medalha de ouro na maratona Olímpica mas nos Jogos de 1984 em Los Angeles. Mais recentes foram os resultados alcançados por Fernanda Ribeiro, com a medalha de ouro alcançada nos 10.000m dos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996 e por Paulo Guerra, com o título de Campeão Europeu de Corta-mato. Mais recentes ainda foram as medalhas de Francis Obikwelu e Rui Silva nos Jogos de Atenas 2004 (prata nos 100 e bronze nos 1500m, respectivamente). Todos estes resultados mostram como o Atletismo se apresentou sempre como a modalidade com melhores resultados internacionais do nosso país bem como a modalidade com mais participações Olímpicas. Caracterização da modalidade O Atletismo é uma modalidade composta por 4 grandes grupos de disciplinas que, por sua vez, englobam outras várias disciplinas: Apoio teórico de Atletismo 6
  7. 7. Escola E.B. 2/3 de Pataias - Velocidade - Meio-fundo - Fundo Corridas - Barreiras - Estafetas - Obstáculos - Maratona - Marcha - Altura Saltos - Comprimento - Triplo - Vara - Peso Lançamentos - Dardo - Disco - Martelo - Triatlo - Pentatlo Provas Combinadas - Heptatlo - Decatlo As provas de corrida e de marcha podem ser realizadas em estrada, em corta-mato ou em pista (Figura 1). Todas as outras apenas são passíveis de ser realizadas em pista. No entanto nestes últimos Jogos Olímpicos assistimos à realização do lançamento do peso num local lendário, que não numa pista convencional, onde tinham sido realizados os primeiros Jogos Olímpicos. Apoio teórico de Atletismo 7
  8. 8. Escola E.B. 2/3 de Pataias Figura 1. Pista de Atletismo de uma vista vertical Apesar do Atletismo ser a modalidade que com mais impacto dos Jogos, nem todas as suas disciplinas são disciplinas Olímpicas. As corridas disputadas no âmbito dos Jogos Olímpicos dividem-se em três grupos: (i) provas de velocidade, das quais fazem parte as distâncias de 100, 200 e 400 m, e estafetas; (ii) as provas de meio-fundo e fundo, compreendendo os 800, os 1500, os 5000 e os 10 000 m, os 3000 m obstáculos e a meia-maratona; e (iii) a maratona, uma longa corrida realizada em estádio e estrada. As corridas com barreiras, incluídas nas provas de velocidade, efectuam-se em 110, 200 e 400 m para homens, e 100 e 400 m para senhoras. As provas de saltos incluem o salto em altura, o salto em comprimento, o triplo salto e o salto à vara. Os lançamentos fazem todos parte do calendário de provas Olímpicas. Existem ainda as provas combinadas, especialidades que abarcam um conjunto de modalidades atléticas, compreendendo provas de corrida, lançamento e salto. Apesar de, como já vimos, o Atletismo ser considerado a base de todos os desportos, este é por vezes visto como um “parente pobre” das modalidades desportivas, sendo que é, não raras vezes, a desmotivação dos próprios professores que induz reacções negativas por parte dos alunos quando confrontados com actividades nesta área. Aliás é frequente que quando o professor transmite aos alunos que a modalidade a abordar é Apoio teórico de Atletismo 8
  9. 9. Escola E.B. 2/3 de Pataias Atletismo, se ouça das suas bocas aquela angustiada exclamação: “Correr?!...” (Rolim, 2003). Urge pois restituir ao Atletismo o importante carácter formativo que indiscutivelmente possui, ainda que isso exija uma reformulação ou apenas uma reorientação das estratégias e meios comummente usados na abordagem da modalidade, com vista a torná-la mais apelativa e estimulante aos alunos (Rolim, 2003). REGRAS Antes de abordar as regras das diversas disciplinas do atletismo deve-se ter em mente que estas, excepto as básicas para a prática, devem ser transmitidas em função das necessidades que vão surgindo (Rolim, 2003). Existem grupos de disciplinas com regras algo complexas e outros com regras bastante simples. As regras das disciplinas pertencentes ao grupo das corridas não são complexas. Na verdade são muito simples e em número reduzido tendo em conta as outras disciplinas. Corridas As regras para o grupo das corridas são bastante simples. Para o a disciplina de corrida de resistência a única regra que é mesmo necessária abordar é o cumprimento do percurso pré-definido. Corrida de Velocidade Na disciplina das corridas de velocidade as regras já são em maior número. Poderíamos mencionar um maior número de regras, mas não é pertinente que assim seja. As regras básicas das corridas de velocidade são as seguintes:  Apoio teórico de Atletismo Nas provas oficiais é obrigatória a partida com blocos; 9
  10. 10. Escola E.B. 2/3 de Pataias  É falsa partida sempre que um concorrente sai do seu lugar antes de ser dado o sinal de partida ou simultaneamente com este. Quando ocorre uma falsa partida, o atleta é desclassificado;  As corridas disputam-se em corredores individuais, delimitados por linhas;  O atletas que sair do corredor que lhe foi destinado, e deste facto tirar vantagem ou prejudicar outros concorrentes, é desqualificado. Corrida de Estafetas As regras das corridas de estafetas são em tudo semelhantes às das corridas de velocidade acrescentando as regras referentes à passagem do testemunho e zona de transmissão. Estas últimas são as seguintes:  Apenas o primeiro corredor realiza partida dos blocos;  O testemunho tem ser entregue em mão e dentro da zona de transmissão;  Além da zona de transmissão existe ainda uma zona de balanço de onde parte o atleta que vai receber o testemunho;  Se o testemunho cair o atleta poderá voltar a apanha-lo desde que daí não resulte o prejuízo de nenhum dos adversários. Corrida de Barreiras A corrida de barreiras é também uma corrida de velocidade em que o corredor tem de ultrapassar um conjunto de obstáculos em sucessão. Nas provas de 100m (senhoras) e 110m (homens) existem 10 barreiras, espaçadas entre si 8,5 metros e 9,14 metros, respectivamente. A altura das barreiras para os homens é de 1,07m e para as senhoras de 0,84cm. As barreiras podem ser derrubadas desde que não o sejam com intencionalidade. Se tal acontecer, o corredor é desclassificado. As corridas são realizadas em pistas individuais e os atletas devem permanecer na sua pista até ao final da prova. A passagem das barreiras deve ser iniciada sempre com a mesma perna. Apoio teórico de Atletismo 10
  11. 11. Escola E.B. 2/3 de Pataias A transposição das barreiras deve ser feita o mais rasante possível (junto à barreira), de forma a não perder velocidade. Deve-se manter o ritmo das passadas entre as barreiras (o mesmo número de passadas entre as barreiras, três passadas ou quatro apoios). A impulsão não se deve fazer muito perto das barreiras, para evitar derrubá-las. Saltos Salto em altura As regras de salto em altura são já um pouco mais complexas que as da corrida e difíceis de avaliar. Uma das razões é a maior possibilidade de ocorrência de situações de batota. Refiro-me mais especificamente ao momento de transposição da fasquia onde por vezes poderá ser difícil julgar se o atleta segurou a fasquia ou não e às regras de subida da fasquia e renúncia de alturas. Na Escola estas não serão problema, pois novamente apenas nos seguiremos pelas mais básicas:  O salto é válido desde que se transponha a fasquia sem a derrubar e se execute a chamada a um só pé;  O salto é considerado nulo e, portanto, tentativa falhada, se o concorrente derrubar a fasquia ou se tocar o terreno para além do plano dos postes;  Cada concorrente dispõe de um máximo de 3 tentativas para ultrapassar a fasquia.  O concorrente que execute 3 tentativas falhadas consecutivas é eliminado. Salto em comprimento As regras do salto em comprimento para a sua abordagem na Escola são também bastante simples:  Cada saltador tem um determinado número de tentativas; Apoio teórico de Atletismo 11
  12. 12. Escola E.B. 2/3 de Pataias  O melhor resultado de todas as tentativas é considerado o resultado final;  O último apoio da corrida de balanço não poderá tocar a linha de validade;  Depois do salto, o saltador terá de sair para a frente da marca que realizou;  O Resultado é medido desde a tábua de chamada e o contacto com a areia mais próximo desta. Lançamentos Lançamento do peso  O peso tem que se manter encostado ao pescoço até ao acto de lançamento;  Após lançamento a saída do círculo de tem de ser feita pela metade de trás do mesmo;  O lançador pode tocar a antepara na sua face anterior mas não a pode calcar superiormente;  Não pode sair do círculo de lançamento sem que o engenho toque o solo. HABILIDADES MOTORAS  Corridas Técnica de corrida A técnica de corrida foi escolhida para a primeira abordagem por considerarmos que constitui, ao nível das aprendizagens e adaptações no âmbito do Atletismo, um meio de aquisição de determinadas sensações motoras fundamentais à aprendizagem de todos os outros gestos técnicos da modalidade. Apoio teórico de Atletismo 12
  13. 13. Escola E.B. 2/3 de Pataias Com o intuito de proporcionar aos alunos um ensino de qualidade, os exercícios técnicos desempenham naturalmente uma importante decisão pedagógica. A técnica de corrida é o único conteúdo que percorre longitudinalmente toda a unidade temática. A corrida é considerada uma tarefa motora de carácter cíclico e de estrutura rítmica variável ou invariável, em que fases de apoio são alternadas com fases de suspensão. Isolando num ciclo de movimento a acção de uma perna, podemos distinguir dois momentos na fase de apoio como na fase de suspensão. Após o contacto do pé com o solo devem observar-se duas acções distintas:  Uma anterior, dirigida da frente para trás, com o objectivo de provocar uma passagem, tão rápida quanto possível, do corpo pelo apoio;  Uma posterior, dirigida de trás para a frente por extensão da perna, que provoca a projecção do corpo para a frente. A estas duas acções segue-se a fase de suspensão até se iniciar idêntico movimento da outra perna (Figura 2). Após a perda de contacto com o solo, a perna realiza uma acção circular, que é habitualmente decomposta em balanço atrás e balanço à frente (Figura 3). O contacto do pé com o solo deve realizar-se no eixo da corrida, variando a superfície de apoio de acordo com a intensidade de corrida. Assim, para uma intensidade máxima o pé toma contacto pelo terço anterior do seu bordo externo, enquanto que para intensidades média e fraca o apoio tende a ser realizado sobre a região externa do metatarso e do tarso (Figura 4). Apoio teórico de Atletismo 13
  14. 14. Escola E.B. 2/3 de Pataias Figura 2. Cada passada de corrida compreende quatro fases: Apoio à frente, impulsão, recuperação e balanço. Figura 3. A perna está flectida durante a fase de recuperação; O joelho eleva-se para a frente e para cima durante a fase de balanço à frente. Figura 4. Fase de apoio: apoiar o terço anterior do pé na fase de apoio à frente; Extensão total das articulações do tornozelo, joelho e coxa durante a fase de impulsão. Apoio teórico de Atletismo 14
  15. 15. Escola E.B. 2/3 de Pataias Os exercícios descritos para o desenvolvimento da técnica de corrida são inúmeros:  Skipping tíbio-társico;  Skipping baixo, médio e alto;  Skipping MI estendidos à frente;  Skipping nadegueiro ou atrás;  Movimento dos MS a 90º parado;  Saltitar simples;  Corrida saltada;  Step’s;  Hop’s;  Movimento dos MS para o skipping baixo;  Skipping baixo para skipping alto;  Skipping assimétrico (baixo ou médio + médio ou alto);  Skipping assimétrico (atrás + baixo);  Step + hop;  Skipping progressivo de baixo até à corrida;  Corrida em velocidade progressiva;  In–out’s. VELOCIDADE Entende-se por velocidade a capacidade de executar tarefas motoras no mínimo lapso de tempo, com uma intensidade máxima e com uma duração não superior a 6/8”. Nesta capacidade consideramos distintamente a velocidade de reacção e a velocidade cíclica. No desenvolvimento da velocidade de reacção pretendemos que os alunos reajam de forma veloz e explosiva a um determinado estímulo, seja ele de natureza visual ou auditiva. A orientação da estimulação aponta no sentido das partidas de pé, outro dos conteúdos previstos nesta unidade temática. Quanto à velocidade cíclica, ela será desenvolvida no decurso das aulas, sempre inserida em situações de carácter lúdico e visando sempre que as distâncias a percorrer não sejam vistas como um fim mas sim Apoio teórico de Atletismo 15
  16. 16. Escola E.B. 2/3 de Pataias como um meio. No final da abordagem desta capacidade será feita a sua avaliação através da repetição do teste de velocidade contemplado nos testes de condição física, os 60 metros planos. A corrida é a capacidade natural que o Homem possui de se deslocar rapidamente, alternando o apoio de um pé com a suspensão, mas é um movimento natural que só se optimiza mediante um rigoroso e específico processo de ensino-aprendizagem. A corrida de velocidade, cuja distância a percorrer é curta, é efectuada o mais rapidamente possível. Na corrida de velocidade existem quatro fases: 1. Partida 2. Aceleração 3. Velocidade máxima 4. Perda de velocidade ou aceleração negativa Partidas Partida de pé A abordagem deste conteúdo insere-se no desenvolvimento da velocidade de reacção, sendo que passam a estar presentes neste conteúdo considerações de ordem regulamentar. A partida de pé pode ser dividida em 2 fases: 1. A primeira corresponde à voz “aos seus lugares”; 2. A segunda corresponde ao sinal de partida. Posicionamento inicial: • Pés no eixo da corrida; • Pernas flectidas; • Tronco inclinado à frente; • Peso corporal na perna da frente; • Cabeça no prolongamento do tronco; Apoio teórico de Atletismo 16
  17. 17. Escola E.B. 2/3 de Pataias • Olhar para 1-2m à frente da linha de partida; • Calcanhares elevados; • Braços em oposição às pernas. Movimentação: • Deve desequilibrar-se o corpo à frente; • A perna mais avançada deve empurrar energicamente o corpo para a frente e a mais atrasada deve avançar de uma forma dinâmica; • Os braços devem movimentar-se de uma forma enérgica; • O tronco deve levantar-se progressivamente; • Os apoios inicialmente não são colocados debaixo do Centro de Gravidade mas sim atrás dele, deslocando-se progressivamente para o alinhamento vertical (ao mesmo tempo que o tronco). Partida de blocos A partida de pé pode ser dividida em 3 fases: 1. A primeira corresponde à voz “aos seus lugares” que tem como critério uma posição equilibrada estando o peso equitativamente distribuído pelos 2 membros inferiores, numa atitude descontraída, com um pé ligeiramente à frente do outro e o tronco numa posição vertical. 2. A segunda corresponde à voz, “pronto”, há um tensionamento de todo o corpo, tipo mola, onde o seu peso assenta fundamentalmente no membro inferior adiantado. A posição dos membros superiores deve ser simétrica em relação aos membros inferiores. A linha de ombros avança relativamente à linha de partida, criando-se assim um equilíbrio instável a aproveitar no momento da partida. 3. A terceira corresponde ao sinal de partida. Nesta pretende-se um sincronismo entre os membros superiores e inferiores. É necessário criar situações a fim que o aluno não “se levante” logo após o sinal de partida, uma vez que a primeira parte da corrida é realizada em desequilíbrio. Apoio teórico de Atletismo 17
  18. 18. Escola E.B. 2/3 de Pataias Distância standard dos blocos relativamente à linha: _ 1,5pés o bloco da frente; _ 2,5 pés pé o bloco de trás. Posicionamento inicial: • Mãos no solo mais afastadas que os ombros; • Polegar e indicador afastados e paralelos à linha de partida; • O peso do corpo distribui-se pelos 5 apoios (dois pés, um joelho e duas mãos); • O joelho da perna de trás apoia no solo. Posição de “prontos” • Peso do corpo distribui-se pelos 4 apoios, com predominância dos braços; • Ombros avançam ligeiramente para além da vertical; • Bacia sobe até que o joelho da frente atinja sensivelmente os 90 graus; • Bacia sobe um pouco mais alto que o nível dos ombros; • Não se deve olhar em frente, mas sim para baixo, eventualmente para a linha da partida; • O pé que fica mais atrás deve estar totalmente encostado ao bloco em pré tensão. Partida • Avanço do corpo através da extensão enérgica da perna da frente; • Os braços saem simultaneamente do solo e movimentam-se alternada e vigorosamente; • A amplitude da passada aumenta progressivamente; • O tronco atinge a vertical progressivamente; • Os Apoios passam para baixo do centro de gravidade progressivamente. ESTAFETAS A corrida de estafetas possui um grande potencial formativo, por um lado pelo trabalho de domínio sobre si mesmo, de cálculo de velocidades e de domínio de uma técnica – a de transmissão – e por outro por ser uma actividade em equipa em que todos realizam a Apoio teórico de Atletismo 18
  19. 19. Escola E.B. 2/3 de Pataias mesma tarefa, todos são importantes e onde é fundamental o espírito de grupo. Esta pode ser definida como o levar de um testemunho o mais rapidamente possível da linha de partida à linha de chegada, e por isso, evitar uma perda sensível da velocidade nas passagens do testemunho. A passagem do testemunho de um corredor a outro deve obrigatoriamente efectuar-se de mão em mão e em zonas regulamentares de 20 metros (zona de transmissão). Para as estafetas de 4x60m a 4x200m, uma zona de balanço de 10 metros precede a zona de transmissão (Figura 5). Figura 5. Zona de transmissão e de balanço regulamentares. A técnica específica a ensinar será a ascendente (Figura 6), executada sem qualquer referência visual excepto para o início de corrida do receptor do testemunho (Figura 7). Começaremos pelo ensino da pega do testemunho, realizada pela parte posterior do mesmo, passaremos para a transmissão sem referências visuais, apenas sonoras, realizada em corrida lenta ou mesmo a passo, e terminaremos com situações semelhantes mas em velocidade crescente e nas marcas respectivas. Acresce-se que a formação das equipas em situações Figura 6. Técnica de transmissão do testemunho ascendente. Apoio teórico de Atletismo 19
  20. 20. Escola E.B. 2/3 de Pataias Figura 7. Referência visual de início de corrida para a transmissão do testemunho. Descrição Técnica/Critérios de êxito Partida Do que inicia a corrida:  Idêntica à partida para uma corrida de velocidade;  Testemunho seguro entre o polegar e o indicador e envolvido pelos outros dedos. Dos receptores: De pé:  O receptor coloca-se em pé, ocupando a parte interna ou externa do corredor, conforme vá receber o testemunho com a mão direita ou a esquerda;  Linha de ombros paralela ao eixo da pista;  Pés orientados no sentido da corrida, um à frente do outro. 1º passos:  Impulsões completas;  Tronco vai-se endireitando progressivamente;  Cabeça mantém-se descontraída;  Passar rapidamente para o interior do corredor. Velocidade máxima  Manutenção de elevada frequência;  Aumento da amplitude dos passos; Apoio teórico de Atletismo 20
  21. 21. Escola E.B. 2/3 de Pataias  Corrida alta e bem circulada;  Extensão completa dos membros inferiores na impulsão;  Tronco próximo da vertical;  Oscilação controlada dos membros superiores;  Braço e antebraço formam um ângulo de 90º; Corrida de transmissão De quem transmite:  Deve ser reduzida o menos possível a velocidade;  Continuar no seu corredor, até que todas as transmissões tenham terminado.  Começar a correr 10 metros antes da zona de transmissão;  Concentrar a atenção na marca de partida e no companheiro que dele se aproxima;  Cabeça virada para trás, a fim de reduzir ao mínimo a torção do tronco;  Manter-se junto à linha exterior ou interior da sua pista, conforme o método que utilizar. Transmissão  Membro superior receptor em extensão atrás, alto e ao lado do corpo;  Membro superior transmissor em extensão à frente;  Palma da mão receptora virada para trás, com dedos a apontar o solo;  Transmissão de baixo para cima;  Testemunho entregue com firmeza e segurança na mão do atleta que recebe;  Dar sinal para o colega que vai receber, para ele estender o braço para trás;  Testemunho colocado activamente na mão do colega, entre o polegar estendido e os outros 4 dedos unidos. Apoio teórico de Atletismo 21
  22. 22. Escola E.B. 2/3 de Pataias Métodos de transmissão Método de transmissão exterior: O atleta que transmite, traz o testemunho na mão esquerda e passa o testemunho para a mão direita do receptor. Após a recepção, o atleta que recebeu faz a mudança do testemunho para a outra mão. Método de transmissão interior: O atleta que transmite, traz o testemunho na mão direita, aproxima-se do atleta que recebe pelo lado de dentro e passa-lhe o testemunho para a mão esquerda. Após a recepção o atleta que recebeu faz a mudança para a outra mão Método de transmissão misto ou de “Frankfurt”: É uma combinação dos outros dois métodos, em que as 1ª e 3ª transmissões são executadas pelo lado de dentro, e a 2ª pelo lado de fora. Os atletas que transportam o testemunho, seguram-no nas curvas com a mão direita e nas rectas com a mão esquerda, não sendo necessário haver mudança do testemunho para a outra mão, do atleta que recebe o testemunho. Erros Mais Comuns Partida o Dos receptores: o Inicia-se com muita antecedência. o Inicia-se tardiamente. Corrida de transmissão o Demasiado lenta (do receptor); o Estar parado no momento da transmissão; Apoio teórico de Atletismo 22
  23. 23. Escola E.B. 2/3 de Pataias Transmissão o O aluno que recebe o testemunho vira-se par trás; o O aluno que transmite o testemunho estende-o demasiado cedo; o O aluno que recebe o testemunho, estende o braço atrás prematuramente; o Receber o testemunho com a mão errada; o O testemunho cai no chão, por precipitação na transmissão. CORRIDA DE RESISTÊNCIA Para o desenvolvimento da corrida de resistência, Rolim (2003) sugere como principais objectivos a ser definidos para esta etapa etária os seguintes:  Desenvolvimento da resistência aeróbia;  Aprender a gerir e a dosear o esforço;  Conhecer o seu corpo, potencialidades e limites. Em função destes objectivos são princípios fundamentais a transmitir aos alunos:  A continuidade do esforço;  A descoberta do potencial;  Uniformidade do ritmo;  Escolha da velocidade ideal de corrida. No que diz respeito à duração do esforço, tempos de 12 a 20 minutos é considerado bastante satisfatório. De acordo com o mesmo autor, no âmbito da escola não se justificam tempos superiores. Apoio teórico de Atletismo 23
  24. 24. Escola E.B. 2/3 de Pataias CORRIDA DE BARREIRAS A corrida de barreiras é constituída por 5 fases distintas: 1 - Partida e Aproximação à 1ª Barreira Componentes Criticas: - Até à primeira barreira o atleta tem de adquirir uma velocidade em que o comprimento da passada aumenta progressivamente até ao último passo, o qual será mais curto que o anterior. 2 - Impulsão Componentes Criticas: - Pé da perna de impulsão deve apoiar-se no eixo da corrida, ao mesmo tempo, a outra perna efectua o ataque à barreira - Perna de ataque para a frente e para cima, flectida; - Tronco inclina-se para ficar no prolongamento da perna de impulsão, a cintura e os ombros devem estar no sentido da corrida; - A perna de impulsão só deixa o contacto com o solo depois da sua extensão. 3 - Transposição Componentes Criticas: - Flexão do tronco sobre a perna de ataque, com a ajuda do braço do lado oposto desta; - A perna de ataque deve passar a barreira semiflectida, para a frente e para baixo; - A perna de impulsão, na passagem da barreira, deve flectir lateralmente (abdução) e o braço do mesmo lado deve ser levado um pouco à frente do tronco, flectido; - Na fase final, a perna de ataque alonga-se para a frente e para baixo, naturalmente, facilitando a acção do corpo para o movimento da perna de passagem. Apoio teórico de Atletismo 24
  25. 25. Escola E.B. 2/3 de Pataias 4 - Corrida entre Barreiras Componentes Criticas: O ritmo intermédio é de importância capital. O número de apoios deve permitir a passagem das barreiras sem modificar o ritmo e com uma regularidade precisa. 5 - Corrida Terminal Componentes Criticas: Na fase final da corrida (após a última barreira) o atleta acelera em direcção à meta com passadas vigorosas.  Saltos Os saltos dividem-se em horizontais e verticais, conforme o seu componente espacial mais marcante. As fases dos mesmos são comuns, a saber: - corrida preparatória; - chamada ou impulsão; - voo; - queda. A primeira fase, corrida preparatória, é de todas a mais importante e convém relembrar a sua estrutura, principalmente as três últimas passadas, onde, por haver um alongamento na penúltima em relação à passada anterior, há um abaixamento do Centro de Massa (CM), sendo depois o último passo mais curto e a consequente trajectória particular de cada salto. Apoio teórico de Atletismo 25
  26. 26. Escola E.B. 2/3 de Pataias A chamada, como é sabido, é a forma de transformar a velocidade linear adquirida ao longo da corrida preparatória numa velocidade mais ou menos ascensional dependendo do salto em questão (Motensen & Cooper, 1984). À corrida preparatória liga-se a velocidade, mormente a componente de aceleração e o sentido rítmico em especial na fase terminal da mesma. Entre a corrida preparatória e a chamada, há uma fase (ligação corrida-impulsão) que se mostra cada vez mais importante à medida que os alunos se tornam cada vez mais rápidos e procuram obter melhores registos nos seus saltos (mais longe ou mais alto). Nesse sentido deverá ser objecto de tratamento particular, exigindo que se crie situações para a sua aprendizagem e consolidação. A chamada, isto é, a transformação de uma velocidade horizontal em duas componentes distintas, depende muito da potência muscular, para além, obviamente, da técnica, que é de importância vital para as fases seguintes. A corrida preparatória É a fase mais importante para o salto. Só se transforma, ainda que parcialmente, em salto a velocidade adquirida até a chamada. O aumento de velocidade, a aceleração, é conseguido por dois meios: 1º - pelo aumento da coordenação do movimento (idades pré-púberes); 2º - pelo aumento da potência muscular (idades púberes e pós-púberes). Não devemos esquecer que o desenvolvimento da força acontece, sobretudo, durante o período pubertário. Número par ou ímpar de passos? Desde há muito que optámos por colocar, no momento da partida, o pé de impulsão à frente, implicando esta decisão um número par de passos (2:4:6:…passos). Por ser de mais fácil assimilação, para além de ajudar a consolidar o pé de impulsão, proporciona uma melhor estruturação e assimilação por parte dos jovens, ajudando a estabelecer e a estabilizar a amplitude da passada. Apoio teórico de Atletismo 26
  27. 27. Escola E.B. 2/3 de Pataias Número de passos da corrida preparatória? Nas idades pré-púberes, sugere-se entre 12 e 14 passos. Nas idades púberes e póspúberes, sugere-se entre 14 e 18 passos (15 a 20 m se tivermos condições para tal). Naturalmente que, para possibilitar uma maior exercitação, nomeadamente da ligação corrida-impulsão, parte dos exercícios são realizados com corridas preparatórias mais curtas, excepto nos momentos, cujo objectivo é o ajustamento da corrida preparatória completa. Salto em altura O Salto em Altura pode ser definido como a tentativa de passar por cima de uma barra horizontal (fasquia) colocada a determinada altura, após uma corrida de balanço. Este é uma disciplina do agrado da maioria dos alunos, embora possua características que tornam a sua abordagem, por vezes, inexequível na escola, já que o material que requer – colchões em quantidade e qualidade razoáveis - é caro e não pode facilmente ser improvisado. Quanto à fasquia, a sua ausência é perfeitamente ultrapassável com um elástico, sendo que numa fase de iniciação este poderá mesmo ser o mais aconselhável. A técnica que abordaremos neste ano lectivo é a Fosbury Flop, por ser a mais usada no Atletismo actual, por ser aquela que possibilita maior e mais rápida progressão de rendimento e porque o salto de tesoura já deverá ter sido abordado nos anos lectivos anteriores. A principal característica desta técnica, para além da transposição ser feita de costas para a fasquia, é a fase final da corrida preparatória ter trajectória curvilínea, possibilitando a criação de uma força centrífuga responsável pela transposição da fasquia. Mas a salto em altura é muito mais que uma corrida, é uma elevação após a mesma- importância da impulsão. Outro aspecto a ter em linha de conta é a criação de uma rotação do corpo no espaço. A dissociação da acção dos membros inferiores no momento da impulsão é outro objectivo a ter em conta. Se um dos membros é impulsionador o outro deve, em flexão do joelho, elevar-se o mais possível. Quanto à queda, há que ter essencialmente preocupações de segurança, de modo a que os alunos não percam confiança com uma queda mais dolorosa e que os iniba continuar a sua evolução. Apoio teórico de Atletismo 27
  28. 28. Escola E.B. 2/3 de Pataias Técnica de “Fosbury – Flop” É um tipo de salto que consiste na realização de uma corrida rápida, uma chamada activa, transpondo de costas, um obstáculo (fasquia), colocado a determinada altura do solo, apoiado em dois postes, que vai sendo sucessivamente elevado. As fases para a realização do salto em altura são: 1- Corrida de aproximação 2- Chamada 3- Fase aérea; transposição da fasquia 4- Queda Corrida de Aproximação A aproximação caracteriza-se por ser feita em curva durante os últimos passos, pelo menos nos três ou quatro últimos. Aqui, a preparação imediata para a chamada leva o atleta à melhor posição possível. Assim, a corrida de aproximação deverá apresentar os seguintes critérios:  A aproximação faz-se de 9 a 13 passos. O ponto de partida está de 15 a 20m da fasquia e numa perpendicular a ela que passa uns 3 a 5 m por fora do poste mais próximo. Estas diferenças dependem de o atleta começar a aproximação quase em linha recta (com o ponto de partida deslocado para um lado) ou de realizar toda a curva.  O raio da curva é função da velocidade de aproximação. É tanto maior quanto a velocidade aumenta, e vale uns 6 a 8m para rapazes, raparigas e principiantes; para os melhores praticantes, é de 8 a 10m.  A distância do ponto de chamada à fasquia, em regra, é de aproximadamente 1 m para saltos de 2m ou mais. Apoio teórico de Atletismo 28
  29. 29. Escola E.B. 2/3 de Pataias Chamada A chamada inicia-se com a perna mais afastada da fasquia, sendo um movimento especialmente explosivo. Enquanto a perna impulsionadora se estende, o tronco erguese até uma posição quase vertical, a preparar a transposição da fasquia. Estes movimentos são auxiliados pelo balanço dos braços e pelos ombros; a fim de favorecer a inclinação da linha dos ombros em relação à fasquia, os braços não podem subir ao mesmo tempo. O braço direito (impulsão esquerda) sobe energicamente, o esquerdo fica em baixo para impedir que o respectivo ombro execute um largo movimento compensatório para o lado de trás e ajuda assim a criar a rotação do corpo em volta do seu eixo longitudinal. A rotação em volta do eixo longitudinal do corpo deve ser produzida principalmente à custa da inflexão da perna do balanço, flectida para dentro, uns 15 a 20º com a direcção da corrida do último passo. A cabeça vira-se para a fasquia, em movimento compensatório, permitindo ao atleta manter o olhar fixo nela enquanto executa estes movimentos. Imediatamente antes de o pé de impulsão abandonar o solo, o tronco encontra-se em posição quase vertical, sobre ele. Transposição da Fasquia e Queda A 1ª fase do voo, a seguir à chamada, caracteriza-se por uma notória descontracção de todo o corpo. Os braços são mantidos junto ao corpo. Esta posição de extensão do corpo, facilita a rotação em torno do eixo longitudinal. A 2ª fase da transposição é iniciada com uma vigorosa pressão das ancas para a frente, visto que os ombros e as pernas do atleta se encontram neste momento em lados opostos da fasquia (faz a ponte). Ao passar a bacia pela fasquia o atleta tem que realizar o movimento compensatório de flexão das ancas. Este movimento é provocado pela cabeça ao inclinar-se para diante (queixo ao peito). Na 3ª fase, o corpo do atleta ganha a forma de um “L” mantida pela contracção muscular, a fim de realizar o contacto com o solo. Os braços afastados, tocam a superfície de contacto em primeiro lugar, iniciando a absorção do choque e preparando a correcta posição do resto do corpo. Apoio teórico de Atletismo 29
  30. 30. Escola E.B. 2/3 de Pataias Descrição Técnica/Critérios de êxito Corrida de balanço  em curva na parte final (3 ou 4 últimos passos);aproximação executa-se entre 9 a 13 passos;  ponto de partida deve estar entre 15 a 20 metros da fasquia e numa linha perpendicular a esta, que passa 3 a 5 metros por fora do poste mais próximo;  o raio da curva é função da velocidade de aproximação, sendo maior quando esta aumenta;  na primeira parte da corrida a velocidade aumenta rapidamente, sendo preferível fazê-la quase em linha recta;  ponto de apoio do membro inferior impulsor está entre a projecção vertical da fasquia e a do centro de gravidade do atleta;  na transição para o último passo há um abaixamento do centro de gravidade;  ao começar o último passo, o tronco do saltador começa a “endireitar-se”;  corpo não deve tomar inclinação em direcção à fasquia, pelo contrário, deve conservar-se inclinado para o centro da trajectória de modo a realizar na chamada uma subida quase vertical. Chamada  é realizada pelo membro inferior mais afastada da fasquia, sendo um movimento explosivo;  colocação do pé impulsor, faz-se um pouco fora da trajectória da curva;  enquanto o membro impulsor se estende, o tronco ergue-se até uma posição quase vertical, preparando a transposição da fasquia;  parte da impulsão aplica-se fora do centro de gravidade e produz o binário exigido pela rotação do corpo para a posição horizontal, de costas para a fasquia;  estes movimentos são auxiliados pelo balanço dos membros superiores e dos ombros;  os membros superiores não podem subir ao mesmo tempo, para poderem favorecer a inclinação da linha dos ombros em relação à fasquia; Apoio teórico de Atletismo 30
  31. 31. Escola E.B. 2/3 de Pataias  o membro superior do lado do membro impulsor, sobe energicamente, ficando o outro em baixo para impedir que o respectivo ombro execute um largo movimento compensatório para o lado de trás (ajuda a criar a rotação do tronco em volta do seu eixo longitudinal);  a rotação em volta do eixo longitudinal, deve ser produzida principalmente à custa da inflexão do membro inferior de balanço (flectida);  a cabeça vira-se para a fasquia num movimento compensatório, permitindo manter o olhar fixo nela enquanto executa o movimento;  antes do pé do atleta abandonar o solo, o tronco encontra-se numa posição vertical sobre este;  o arqueamento do tronco permite que, neste momento, o prolongamento do membro impulsor se afaste do centro de gravidade para criar o binário exigido pela rotação. Transposição 1ª fase do voo  notória descontracção de todo o corpo;  membro inferior de balanço descai para trás, reunindo-se ao membro impulsor, que se encontra descontraído e pendente;  os membros superiores são mantidos junto ao corpo;  a posição de extensão do corpo facilita a rotação em volta do eixo longitudinal; no momento em que os ombros fazem a transposição, a sua linha está quase paralela à fasquia. 2ª fase do voo  no momento da transposição da fasquia por parte dos ombros, começa a 2ª fase do voo, iniciada com uma vigorosa pressão das ancas para a frente.  visto que os ombros e os membros inferiores se encontram de lados opostos da fasquia, o corpo forma uma espécie de ponte, tendo o atleta neste momento que fazer a transposição da bacia. Apoio teórico de Atletismo 31
  32. 32. Escola E.B. 2/3 de Pataias  transposta a fasquia, tem de se realizar rapidamente o movimento compensatório de flexão das ancas, sendo este movimento provocado claramente pela cabeça, que se inclina para diante (a querer tocar o peito com o queixo).  bacia desce por detrás da fasquia e os membros inferiores compensam levantandose.  o tronco procura travar este movimento de queda para trás.  logo que os membros inferiores estiverem perto da fasquia dá-se uma brusca extensão das articulações dos joelhos, levantando estes à posição vertical.  o corpo toma a posição em “L”, mantida através de uma contracção muscular, a fim de realizar o contacto com o colchão. Contacto com o colchão  membros superiores afastados tocam em 1º lugar a superfície de contacto, absorvendo o choque e preparando a correcta posição do resto do corpo.  de seguida o contacto é feito sobre as costas.  transversal ao plano da fasquia. Erros Mais Comuns Corrida de balanço  corrida com fraca aceleração e pouco circular;  desaceleração na fase final;  passadas irregulares;  corrida feita do lado do membro inferior de chamada;  salto com reduzida amplitude por exagerado abaixamento do centro de gravidade durante a penúltima passada; Chamada  a parte superior do corpo inclina-se na direcção da fasquia antes da chamada;  extensão incompleta do membro inferior de chamada; Apoio teórico de Atletismo 32
  33. 33. Escola E.B. 2/3 de Pataias  utilização insuficiente dos membros superiores e do membro inferior livre;  perda de velocidade no momento de chamada; Transposição  transposição da fasquia na posição lateral, por rotação insuficiente do membro inferior livre;  não há rotação do tronco;  curvatura das costas insuficiente ou inexistente;  não eleva a bacia;  cabeça em extensão;  posição em “L” ocorre demasiado cedo, antecipando a preparação para a recepção. Contacto com o colchão  recepção feita com a cabeça ou pescoço, por demasiada rotação após a transposição da fasquia;  rotação sobre o eixo transversal durante a recepção. Salto em comprimento O salto em comprimento define-se como uma sucessão de movimentos coordenados, para conseguir fazer o salto com chamada a um pé (na tábua) e o mais longe possível. Por isso é importante nesta actividade desportiva ter velocidade e grande capacidade de impulsão, coordenar a corrida de balanço com as restantes fases do salto. Este salto divide-se em 2 fases principais: 1. Aproximação em corrida de balanço, com mudança de ritmo e cadência nos últimos 3 passos, que finalizam com chamada rápida, devendo ser efectuada com força e óptima coordenação com a fase seguinte; 2. Aérea, voo ou suspensão, que termina com a queda ou recepção na caixa de saltos. Apoio teórico de Atletismo 33
  34. 34. Escola E.B. 2/3 de Pataias Técnicas aéreas ou de voo Existem várias técnicas de voo no salto em comprimento, sendo as mais utilizadas:  Técnica de voo em extensão;  Técnica de voo de tesoura. Na técnica em extensão deve-se:  elevar a perna livre para cima e para a frente, flectida;  impelir a perna de impulsão para a frente, flectida;  projectar as pernas para a frente ao mesmo tempo, com o tronco flectido e com os braços em oscilação em círculo, para a frente e para trás;  realizar a recepção ou queda, na caixa de areia, com a flexão dos joelhos, para facilitar o avanço do corpo para a frente, e simultaneamente com projecção dos braços à frente. Técnicas de queda A queda também é uma técnica que poderá ser ensinada aos jovens. Contudo, pela sua complexidade, não é esse ensino um atarefa prioritária. Podemos transmitir ao aluno a ideia da harmónica no momento de recepção ao solo. Quando se tocar com os calcanhares na areia ocorre uma flexão continuada dos joelhos, bacia e tronco num verdadeiro movimento de harmónica. Outra técnica, talvez menos natural, é, após tocar com os calcanhares no solo, executar um movimento do corpo não para diante mas para o lado, projectando-se lateralmente.  Lançamentos A abordagem dos lançamentos da na escola nem sempre é fácil. Podemo-nos deparar com alguns obstáculos que, no entanto, não são difíceis de ultrapassar, tais como (Rolim, 2003):   Apoio teórico de Atletismo Dificuldade de mobilizar toda a turma em simultâneo; O tempo que cada aluno demora a estruturar o acto motor lançar; 34
  35. 35. Escola E.B. 2/3 de Pataias  As questões dos espaços adequados, principalmente quando se utilizam engenhos próximos dos institucionais;  Necessidade de se reunir óptimas condições de segurança. O principio básico da aprendizagem de desenvolvimento das técnicas dos diversos lançamentos é a realização de uma acção do corpo do tipo mola-chicote que se desenrola de uma forma ascendente e progressiva, partindo dos apoios e prolongando-se até à pega, fazendo uso das forças dinâmicas entretanto criadas (Rolim, 2003). Este movimento é gerado a partir dos apoios no solo e termina na projecção final. Ou seja, será preciso fixar uma das extremidades (linha dos ombros) e torcer a outra extremidade (os apoios no solo) de forma a criar uma tensão que ao se soltar irá chicotear o engenho. Outro aspecto comum a todos os lançamentos tem a ver com a colocação e actuação da parte esquerda do corpo (para quem é destro claro), ou seja, o principio da colocação rígida de pontos de suporte. Uma boa referência para a aplicação deste princípio é o da travagem brusca de um comboio com pessoas dentro. Quando isto acontece, as pessoas são projectadas na direcção de deslocamento do comboio. Deste modo, as pernas e corpo funcionarão como o comboio e o engenho como o passageiro (Rolim, 2003). A abordagem dos lançamentos deve ser realizada através de diversos jogos de precisão e outros que impliquem por si só o acto de lançar. No entanto, quando o objectivo é já a aproximação ao modelo competitivo, a primeira preocupação é a abordagem da pega. Este princípio vem-nos da desmontagem da técnica global. As fases comuns a todos os lançamentos são: 1. pega do engenho; 2. posição inicial; 3. avanço dos apoios; 4. posição de força; 5. projecção final. Apoio teórico de Atletismo 35
  36. 36. Escola E.B. 2/3 de Pataias Contudo, não devemos recorrer somente a métodos analíticos para a exercitação destas 5 fases. O ideal é o uso de métodos analíticos juntamente com métodos de exercitação da técnica global (Rolim, 2003). Peso Actualmente podemos identificar 2 técnicas de lançamento do peso usadas no Atletismo de alto rendimento, técnica rotacional ou Barishnikov e a técnica em translação ou O’Brien. A técnica O’Brien, apesar de não tão rentável, apresenta-se como sendo a técnica de aprendizagem mais fácil de abordar e acessível (Figura 8). Figura 8. Técnica O’Brien completa. Figura 9. Pega e colocação do engenho no pescoço. Apoio teórico de Atletismo 36
  37. 37. Escola E.B. 2/3 de Pataias Critérios de êxito:  A pega do engenho apoiando os três dedos internos na mandíbula com o cotovelo afastado do tronco;  A posição inicial sustentando o peso do corpo na perna da frente estando esta flectida;  A posição inicial semi-flectindo a perna livre, mantendo contacto com o solo na ponta do pé.  A posição inicial com o tronco inclinado á frente mantendo um ligeiro desequilíbrio  Deslizamento através de um movimento rasante da perna livre para trás, tentando ganhar velocidade.  Deslizamento com os ombros voltados para o ponto de partida antes de efectuar a rotação.  Posição de força sustentando o peso do corpo na perna da frente com a bacia voltada para o lado.  Ombros na direcção oposta à zona de queda antes de efectuar a rotação.  Rotação e elevação da bacia para a frente.  Cotovelo elevado no acto de lançamento.  Troca de apoios após o lançamento para manter o equilíbrio.  No final do lançamento não ultrapassar o limite anterior do circulo.  Lançamento em duplo apoio.  Extensão total do corpo para cima e para dentro no momento do lançamento. Estas duas últimas variáveis mostram-se, já desde a abordagem aos lançamentos nas idades pré-púberes, como os princípios básicos dos lançamentos. Apoio teórico de Atletismo 37
  38. 38. Escola E.B. 2/3 de Pataias Bibliografia Carr, G. (1991). Fundamentals of Track and Field. Champaign IL, Human Kinetics. Ministério da Educação e Investigação Científica (s.d.). Iniciação ao atletismo. Colecção Cultura e Desporto. Lisboa. Portugal. Motensen J. & Cooper J. (1984). Técnicas del atletismo. Edições hispano europeia, 6ª edição. Barcelona. Espanha. Rolim, R. (2003). Atletismo. Apontamentos fornecidos pelo autor no âmbito da cadeira de Didáctica de atletismo. FDCEF-UP. Porto. Vickers, J. (1990). Instructional Design for Teaching Physical Activities. Human Kinetics Books, Champaign, IL. MEC Atletismo 9º A 38

×