22626045 Teatro Epico Bertolt Brecht

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22626045 Teatro Epico Bertolt Brecht

  1. 1. STANISLAVSKI X BRECHT  Stanislavski – encenador russo.  Brecht – dramaturgo alemão.  Pesquisou o que podemos chamar de  Defende o AFASTAMENTO / VERDADE ÍNTIMA. E ninguém foi mais DISTANCIAMENTO. longe no trabalho de INTERIORIZAÇÃO, cujo ideal é a INTEIRA ENTREGA DO  Gerou a Teoria do Teatro Épico – teatro ATOR À PERSONAGEM. com estilo anti-ilusionista (mostrar a  O objetivo de suas pesquisas: estabelecer personagem sem encarná-la). total intimidade entre ator e personagem,  Técnicas – utilização de canções, para que haja a identificação de ambos. narração, projeções, além de enredo  “Minha vida na arte” – livro em que narra episódico (faz com que o processo de como os seus atores faziam para “entrar na identificação entre personagem e pele da personagem”. espectador não se estabeleça).  O espectador – o espectador tem a ilusória  Fortalece a participação intelectual do possibilidade de estar vendo e ouvindo a espectador. personagem.  Para afastar-se é necessário estar  O ator – age em seu próprio nome, próximo – teorias se complementando. revivendo a vida da personagem.
  2. 2. Forma dramática X Forma épica  Ação.  Narração.  Espectador envolvido.  Espectador crítico.  Catarse (estímulo  Estímulo mental. físico/emocional).  Desperta emoçoes.  Propõe decisões (envolve  O homem imutável. dúvidas).  Progressão linear.  Homem mutável.  Sentimento.  Montagem de cenas (episódico).  Razão.
  3. 3. “Rua da periferia da cidade” (Brecht)  A seguir temos uma cena de uma peça de Brecht chamada Maligno Baal, o associal, uma peça didática. Esse tipo de texto, as peças didáticas, são jogos de aprendizagem, em que, em cada espetáculo, atores não profissionais e o próprio público – que participa do espetáculo – fazem uma experiência. Diante dos cartazes de propaganda de um cinema obscuro, Baal encontra, acompanhado de Lupu, um garotinho que está soluçando . . .
  4. 4. Trecho da peça BAAL - Por que está chorando? GAROTO - Eu tinha duas moedas para ir ao cinema, aí veio um menino e me arrancou uma delas. Foi este aí. (Ele mostra.) BAAL - (para Lupu) Isto é roubo. Como o roubo não aconteceu por voracidade, não é roubo motivado pela fome. Como parece ter acontecido por um bilhete de cinema, é roubo visual. Ainda assim: roubo. Você não gritou por socorro? GAROTO - Gritei. BAAL - (a Lupo) O grito por socorro, expressão do sentimento de solidariedade humana, mais conhecido ou assim chamado, grito de morte. (Acariciando-o) Ninguém ouviu você? GAROTO - Não. BAAL - (para Lupo) Então tire-lhe também a outra moeda. (Lupo tira a outra moeda do garoto e os dois seguem despreocupadamente o seu caminho. (para Lupo) O desenlace comum de todos os apelos dos fracos.
  5. 5.  Aula elaborada pelo arte-educador Wagner Bôa Morte.  Sugestões para o e-mail wagnerboamorte@yahoo.com.br  Referências bibliográficas – (Trecho peça - Projeto escola e cidadania para todos, p. 122).  Iniciação ao teatro – Sábato Magaldi.

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