O que é frequência, anormalidade, risco

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O que é frequência, anormalidade, risco

  1. 1. Ricardo Alexandre de Souza FAMINAS
  2. 2. Entender o que é frequência Compreender a importância disso para a epidemiologia Trabalhar as medidas mais comuns de frequencia Compreender o conceito de anormalidade Compreender o conceito de risco Introduzir as medidas mais comuns de medição de risco
  3. 3. "Epidemiologia é o estudo da freqüência, da distribuição e dos determinantes dos estados ou eventos relacionados à saúde em específicas populações e a aplicação desses estudos no controle dos problemas de saúde." (J. Last, 1995)
  4. 4. A epidemiologia preocupa-se com a freqüência e o padrão dos eventos relacionados com o processo saúde-doença na população. A freqüência inclui não só o número desses eventos, mas também as taxas ou riscos de doença nessa população. O padrão de ocorrência dos eventos relacionados ao processo saúde-doença diz respeito à distribuição desses eventos segundo características: do tempo (tendência num período, variação sazonal, etc.), do lugar (distribuição geográfica, distribuição urbano-rural, etc.) e da pessoa (sexo, idade, profissão, etnia, etc.).
  5. 5. O conhecimento das taxas constitui ponto de fundamental importância para o epidemiologista, uma vez que permite comparações válidas entre diferentes populações.
  6. 6. • Classificar e caracterizar a doença. • Saber qual o componente de um caso de uma doença. • Encontrar uma fonte para busca de casos. • Definir a população de risco da doença. • Definir o período de tempo do risco da doença. • Obter permissão para estudar a pessoa. • Fazer medidas das freqüências da doença. • Relacionar casos à probabilidade na população e tempo de risco.
  7. 7.  Quantas pessoas nascem no mundo? Quase 3 por segundo – ou 180 por minuto, segundo a ONU.  Quantas morrem? 102 por minuto.  Onde nascem mais? Na Índia, que faz 33 partos por minuto e deve ultrapassar a população da China em 2035.  Quais são os meses mais “férteis”? Agosto, setembro e outubro. Abril é o menos fértil.  Quem nasce mais? Os homens (são 105 para cada 100 mulheres).  Quem morre mais? Os homens. A violência é apontada como principal motivo. Retirado: http://alfredojunior.wordpress.com/tag/populacao/
  8. 8. Absoluta Relativa: Incidência Prevalência Incidência acumulada Taxa de incidência
  9. 9. Localidade Número de casos novos Período População Participa do programa Maus médicos? Cidade A 6 2013 213522 Sim Cidade B 1 2013 252186 Não Frequência de casos de sífilis congênita em duas cidades Uma diferença pode ser uma medida absoluta. Importantes para a saúde pública
  10. 10.  Freqüência com que surgem novos casos de uma doença, num intervalo de tempo.
  11. 11.  Medida “dinâmica”, refere-se à uma mudança de estado de saúde: casos novos detectados através de mais de 1 observação no tempo.  Doenças recorrentes: incidência de primeiros episódios ou de quaisquer episódios.  Expressa como uma proporção (incidência acumulada/cumulativa) ou como uma taxa (taxa de incidência)
  12. 12. (proporção de incidência, incidência cumulativa, taxa de ataque) Proporção de uma população fixa que adoece durante um determinado período de tempo (é adimensional) Uma população é caracterizada como fixa quando nenhum indivíduo é nela incluído após o início do período de observação Valores variam de 0 a 1
  13. 13.  Um surto de intoxicação alimentar foi detectado durante um fim de semana, entre jovens de uma comunidade religiosa que participavam de um retiro espiritual em uma cidade da grande São Paulo. Dos 132 participantes, 90 apresentaram um quadro clínico de gastroenterite aguda (GEA) no domingo.  IA = 90 casos novos de GEA ÷ 132 participantes = 0,68 ou 68% por dia
  14. 14.  É uma medida adimensional, porém é necessário referi-la a um determinado período de tempo. 0,68 por dia ≠ 0,68 por semana ≠ 0,68 por mês  Expressa o risco de adoecimento (“average risk”): probabilidade de um indivíduo desenvolver uma doença durante um determinado período de tempo, condicionada à ausência de outros riscos relacionados a outras doenças.
  15. 15.  Qualquer indivíduo incluído no denominador tem que ter o potencial de se tornar parte do numerador.  Incidência de homens com câncer de próstata onde o denominador é homens com próstata
  16. 16.  A incidência acumulada assume que todaa população sob risco no início do estudo foi acompanhada por todo o período de observação do desfecho de interesse População fechada e definida Doentes Não-Doentes Doentes Não-Doentes 1º exame 2º exame
  17. 17.  A incidência acumulada assume que toda a população sob risco no início do estudo foi acompanhada por todo o período de observação do desfecho de interesse.  Frequentemente os indivíduos entram no estudo em momentos diferentes e podem deixar o estudo em momentos diferentes durante o acompanhamento. t0 tf
  18. 18.  Ou Densidade de incidência  Razão entre o número de casos novos de uma doença e a soma dos períodos durante os quais cada indivíduo componente da população esteve exposto ao risco de adoecer e foi observado (quantidade de pessoa-tempo de exposição).  Pessoa-tempo: Medida composta pelos n indivíduos que integram uma população, e pelo intervalo de tempo ∆t durante o qual cada um deles se expõe ao risco de adoecer.
  19. 19.  Por exemplo se 12 eventos ocorreram e a quantidade total de tempo de acompanhamento dos indivíduos é 500 dias.  A taxa de Incidência =12 / 500 =0,024 por pessoa-dia ou 2,4 por 100 pessoas-dia  “pessoa-tempo”  50 indivíduos observados por 10 dias cada  5 indivíduos observados por 100 dias cada, etc
  20. 20.
  21. 21.  Interrupção do seguimento = perda ou censura  Causas: migração, abandono do estudo, morte por outra causa, término do estudo sem que o indivíduo adoeça, deixar de estar sob risco de ter a doença devido a intervenção médica  Duração do seguimento: quando não conhecida, assume-se que adoecimento (diagnóstico) e perda ocorram no meio do período entre 2 observações
  22. 22.  Uma coorte fixa de 101 pessoas sem a doença X acompanhadas por 2 anos contribui com 202 pessoas-ano de observação se ninguém desenvolver a doença X ou sair do estudo.  Se ocorrerem 2 novos casos da doença X exatamente no meio do período do estudo, teremos 99(2) + 2(1) = 200 pessoas-ano e a taxa de incidência será 2/200 = 0,01/ano = 10 casos por 1000 pessoas-ano
  23. 23. Fábrica A Fábrica B Casos 40 80 Empregados (total) 1000 1000 12 meses 100 1000 9 meses 200 0 6 meses 500 0 3 meses 200 0 Casos de acidente de trabalho em duas fábricas de eletrodomésticos durante o ano de 1996 (dados fictícios) Taxa de incidência de acidentes de trabalho na fábrica A TI = 40 casos ÷ [(100x1)+(200x0,75)+(500x0,5)+(200x0,25)] = 72,7 casos por 1.000 pessoas-ano
  24. 24.  Quando a TI for baixa ou o período de observação curto (1 ano):  IA é aproximadamente = TI x duração do período de observação
  25. 25.
  26. 26. Grupo etário (anos) Casos (Ct) Amostra (Nt) Prevalência (Pt-%) 30-39 229 8494 2,70 40-49 319 5774 5,52 50-59 568 4486 12,66 60-69 539 3093 17,43 Total 1655 21847 7,57 Prevalência do diabetes mellitus na população de 30 a 69 anos segundo grupos etários, em algumas capitais brasileiras, novembro de 1986 a julho de 1988
  27. 27. Tipos:  Prevalência pontual: A prevalência de uma doença em algum ponto do tempo.  Prevalência pontual: A prevalência de uma doença durante algum intervalo no tempo. Cada pessoa no numerador teve a doença nesse intervalo dado.
  28. 28.  Freqüência de casos de uma doença, existentes em um dado momento.
  29. 29.  Casos de Tuberculose na cidade X em 1º de Janeiro de 2006 = 90 casos  Ao longo de 2006 = 70 casos novos, 75 curas e 5 óbitos por TB  Casos de Tuberculose na cidade X em 31 de Dezembro de 2006 = 80 casos Considerando apenas a frequência absoluta:  Prevalência pontual em 1º Janeiro = 90 casos  Prevalência pontual em 31 Dezembro = 80 casos  Prevalência no período no ano de 2006 = 160 casos (90 antigos + 70 novos)
  30. 30. Fatores determinantes da prevalência de uma doença  Sobrevida sem a cura (Quanto maior, maior a taxa)  Fluxo de pessoas sadias (se pessoas sadiam emigram, tx sobe)  Severidade da doença (se mata muito, tx cai)  Duração da doença (se dura pouco, tx cai)  Número de casos novos (se muitos contraem ou mais casos imigram, tx sobe) Útil na avaliação de doenças com inicio gradual (DM2, Art. reum.). Útil na avaliação das necessidades e no planejamento dos serviços de saúde.
  31. 31.  Assumindo-se que uma determinada população dinâmica é estável e que tanto a prevalência (P) como a taxa de incidência (TI) são constantes ao longo do tempo, ou seja, sem epidemias ou reduções drásticas da doença, e também que a duração da doença não se alterou no período, e que a prevalência é baixa (<0,1), doençadamédiaDuraçãoXinciddeDens.P
  32. 32. Ex. de 1973 a 1977 a taxa anual de câncer de pulmão em uma cidade foi de 45,9 / 100.000 e a prevalência foi de 23/100.000. A duração média da doença pode ser calculada como: D = P / I = 23/100.000 ÷ 45,9 /100.000 /ano D = 0,5 ano
  33. 33.  Ex. se a incidência de uma doença que éestável ao longo dos anos, como diabetes, é 1% ao ano, e a duração aproximada da doença após o diagnóstico for de 15 anos, a prevalência pontual será de 15%
  34. 34.  Problemas com numeradores: Definição da doença  Problemas com dados hospitalares: Público seletivo, registros hospitalares não são definidos para pesquisa e população de risco geralmente não é definida.  Problemas com o denominador: Seleção de população doente.
  35. 35. O conceito de anormalidade
  36. 36.  Confiabilidade é a medida em que medidas repetidas de um fenômeno estável por diferentes pessoas e instrumentos de diferentes épocas e lugares obter resultados semelhantes. Reprodutibilidade e precisão são outras palavras para essa propriedade.  Repetibilidade: grau de variação entre resultados de um mesmo laboratório (dentro de um ensaio, de um dia para outro).  Reprodutibilidade:  Capacidade de uma medida dar o mesmo resultado ou muito semelhante quando submetida à repetições Intra/inter-observador
  37. 37.  A validade é o grau em que os dados de medição que foram destinados para medir ou seja, o grau em que os resultados de uma medição corresponder ao estado real do fenómeno a ser medido.  Capacidade de uma medida avaliar realmente aquilo que está pretendendo medir
  38. 38. Estado verdadeiro dos fenômenos que estão sendo aferidos. Interna - Habilidade em identificar doença como uma entidade clínica (um caso) distinto de não casos. Validade em relação aos elementos da amostra. Externa - habilidade de gerar resultados comparáveis, se usado em diferentes meio-ambientes, por diferentes profissionais de saúde, e /ou instrumentos, em várias condições.  Grau de extensão dos resultados da pesquisa para a população alvo e outras populações semelhantes.
  39. 39.  Variação de um modo geral é a soma da variação relacionada com o ato de medição, as diferenças biológicas nos indivíduos ao longo do tempo, e as diferenças biológicas entre os indivíduos Fontes de variação Definição Variação de Medidas Instrumento A forma de se fazer o instrumento Observador A pessoa fazendo a medida Variação biológica Dentro do indivíduo Muda em uma pessoa em diferentes tempos e situações Entre indivíduos Diferenças biológicas de pessoa a pessoa
  40. 40.  O conceito de anormal muitas vezes é considerado o que não é normal. O que está fora da curva  No nosso caso usaremos como conceito de o que é anormal é associado com a doença.  Anormal é quando ao se tratar a condição levamos a um melhor resultado esperado
  41. 41.  Anormal é quando ao se tratar a condição levamos a um melhor resultado esperado

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