Medicina baseada em evidências 1

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  • Como diferenciar e saber qual desses é o melhor? Como predizer e facilitar a minha vida no futuro?
  • Para responder a essa pergunta, o que eu tenho que responder primeiro? Como compreender qual a força de um artigo?
  • A falácia ecológica (tipo de viés) quando observações impróprias são tiradas com base nos estudos ecológicos. A associação observada entre variáveis de um grupo não representa necessariamente a associação existente a nível individual.
  • ou seja
  • Termo prospectivo refere-se ao momento da coleta de dados e não em relação entre exposição e doençaSão bastante caros pq requerem longos períodos de acompanhamento.Se a doença for rara no grupo exposto e no grupo não exposto pode ser um problema assegurar um grupo de coorte suficientemente grande.
  • Cochrane sugeriu que existem evidências que podem ser hierarquizadas, devido ao tipo de estudo.
  • REVER
  • O Fator de Impacto, abreviado como FI, é uma medida que reflete o número médio de citações de artigos científicos publicados em determinado periódico.
  • Recordar que se por um acaso não tem mensuração, não quer dizer que não existe.
  • , além de avaliar o desenho, avalia também a qualidade do estudo. Segundo esse conceito, estudos clínicos bem desenhados, mas mal executados produzem informações de menor consistência, com menos "grau de recomendação”
  • A relação entre qualidade de estudo e grau de recomendação e, portanto, a sua influência na decisão médica é insuficiente se utilizada de maneira absoluta e isolada, sendo desta de caráter informativo e sugestivo, cabendo ao profissional que ministra o cuidado ao paciente julga a forma, o momento e a pertinência da utilização da diretriz.
  • Isso é conhecido como PICO
  • Isso é conhecido como PICO
  • Isso é conhecido como PICO
  • Pense no paciente ou condição que você esteja lidando. Tente identificar todas as características que influenciem o problema e que sejam relevantes para sua prática ou possam interferir com os resultados que você encontrar. Quanto mais específico melhor, contudo o excesso pode fazer com que você perca informações.
  • Em seguida pense no que você está considerando em fazer. Em terapia isso pode ser uma droga ou conselho; em diagnóstico isso pode ser um teste ou screening. Se sua pergunta for sobre dano ou etiologia, pode ser em relação a um agente ambiental. Importante, mais uma vez, ser específico.
  • O Que você poderia fazer se não quiser fazer a intervenção? Isso pode ser nada ou cuidado conservador, mas você precisa pensar nesse estágio nas alternativas. Devem haver evidências que comparem as duas intervenções. De qualquer maneira, qualquer evidência sobre a intervenção proposta deverá ser compreendida no ambiente em que você irá aplicá-la.
  • Existe uma diferença entre o resultado das pesquisas e aquele que será melhor para seu paciente e o prazo necessário para executar tal ação. Em doenças graves é comum concentrarmos na mortalidade e esquecermos a morbidade. Especificamente, porque os estudos usam metodologias muitas vezes diferentes e podem ter diferenças conceituais com a forma como você construiu seu problema e por conseguinte sua pergunta.
  • Medicina baseada em evidências 1

    1. 1. Pesquisa científica e TCC Ricardo Alexandre de Souza
    2. 2. MEDICINA BASEADA EM EVIDÊNCIA - 1· Tipos de estudo científico· Força de evidênciaMEDICINA BASEADA EM EVIDÊNCIA - 2· Leitura crítica de artigo científico· Compreendendo as diferenças populacionaisCOMO PROCEDER UMA BUSCA BIBLIOGRÁFICA· Roteiro de busca bibliográfica· Introdução à busca de artigos científicos· Referências bibliográficas e artigos científicos pela Internet
    3. 3. ORIENTAÇÕES PARA A ELABORAÇÃO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DO CURSOFORMULÁRIO PARA ELABORAÇÃO DE PROPOSTA DE TCCMODALIDADES DE TCC:· ELABORAÇÃO DE PLANO DE INTERVENÇÃO (PLANO DE AÇÃO) ◦Planejamento e avaliação das ações de saúde· DESCRIÇÃO DA METODOLOGIA DE ELABORAÇÃO DE PROTOCOLO OU INSTRUMENTO DEORGANIZAÇÃO DO PROCESSO DE TRABALHOo Módulo de Protocolo· RELATO DE EXPERIÊNCIAo Livros premiados
    4. 4. ANÁLISE DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA SOBRE · ANÁLISE DE DADOS SECUNDÁRIOS DEO TEMA PROPOSTO BANCO DE DADOS DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO DISPONÍVEISo Revisão narrativa (SAUNDERS) o Morbidade hospitalaro Revisão narrativa (MENEZES) o Acidentes de trânsitoo Revisão integrativa (BARBOSA) o Bases de dados secundárioso Revisão integrativa (SILVEIRA) o Revisão de prontuárioo Revisão integrativa (MENDES) · FLUXOGRAMA PARA O TCCo Revisão integrativa (URSI) Apresentação do primeiro pré-projetoo Sobre revisão narrativa, integrativa esistemática (TAVARES) Abertura para críticas ao pré-projeto Preparação do modelo final
    5. 5. DatasApresentação do primeiro pré-projeto 07-06-12Abertura para críticas ao pré-projeto 07-06-12Preparação do modelo final (R2) 01-07-12Apresentação do TCC (R2) 03-01-13
    6. 6. São 50.000.000 de artigos presentes no mundo,até julho de 2010A PUBMED publica uma média de um artigo porminutoAo final desse encontro devem ser publicados120 artigos, salvo algum atraso...
    7. 7. Rule 31 – Reveja a literatura médica durante a noite* *”Mate o menor número de pacientes" - Oscar London 5.000? 2500000 Por dia Per YearMedical Articles per Year 2000000 1500000 1.500 1000000 por diaMedical 95 por 500000 dia 0 Biomedical MEDLINE Trials Diagnostic?
    8. 8. Sales Benéfico Provavelmente benéfico Efetividade desconhecida Provavelmente inefectivo ou que causa danos Pouco provavelmente benéfico Contrabalanço entre benefícos e danos
    9. 9. "If you can’t measure it, it doesn’t exist." ”Se você não pode medir, não existe."
    10. 10. O que é preciso compreender primeiro?• O tipo de estudo envolvido• A execução do desenho de estudo• A qualidade da revista
    11. 11. Tipos de estudo científico• Podem ser divididos de diversas formas, mas melhor maneira de compreendê-los é de forma contínua. Observe...
    12. 12. Estudo descritivo limita-se em descrever a ocorrência deuma doença em uma população. Estimulam a realizaçãode estudos mais detalhados.Estudo analítico aborda com mais profundidade asrelações entre o estado de saúde e suas variáveis.Envolvem uma tentativa de mudar um determintante dadoença. Estão sujeitos a maiores restrições, uma vezque, a saúde das pessoas pode estar em risco.
    13. 13. Estudos ecológicosA unidade de análise são populações ou grupos depessoas.
    14. 14. Estudos transversaisMedem a prevalência das doenças.Medida de exposição e da doença são feitas aomesmo tempo.Em surtos epidêmico de doenças, um estudode prevalência é o primeiro passo nainvestigação da causa.
    15. 15. Estudos de casos e controlesFoca na doença e não doença.Úteis na investigação nas causas dedoenças, especialmente das raras.A ocorrência de uma possível causa é comparadaentre casos e controles. Dados a respeito de maisde um ponto no tempo são coletados. Sãoportanto longitudinais. Pode ser tantoretrospectivo e prospectivo.
    16. 16. Estudos de coorteFoca na causa.Iniciam com um grupo de pessoas livre da doença.Estudos de coorte são longitudinais.. Podem serprospectivos ou longitudinais.Como os estudos de coorte iniciam com pessoasexpostas e não expostas, as dificuldades em medir asexposições determinam a facilidade com que oestudo será conduzido.
    17. 17. Ensaio clínico randomizadoUm ensaio controlado randomizado é umexperimento epidemiológico para estudar uma novaforma terapêutica ou preventiva. Os pcts sãoalocados aleatoriamente.
    18. 18. Ensaio de campoUm ensaio de campo, em contraste com osensaios clínicos, envolvem pessoas que estãolivres da doença mas sob risco de contraí-la.i.e.: vacinas.
    19. 19. Estudos epidemiológicos Estudos epidemiológicos Estudos descritivos Estudos analíticos Descreve uma situação Analisa uma hipotése Existe alocação aleatória do fator de estudo? Existe alocação aleatória dos sujeitos do estudo? Estudo observacional Elenco dos sujeitos de acordo com? Estudoexperimentais Estudo quasi- experimentais Enfermidade Exposição ao Populações (efeito) fator Existe história de exposição? - Ensaio clínico. Estudo Estudo de caso- Estudo de - Ensaio de campo. Estudo de coorte Ecológico controle prevalência- Ensaio clínico cruzado
    20. 20. Archibald Leman Cochrane, (1909 - 1988).
    21. 21. Qual o nível de forças?- Ensaio clínico cruzado Estudo Estudo de caso- Estudo de - Ensaio clínico. Estudo de coorte Ecológico controle prevalência - Ensaio de campo.
    22. 22. Execução do desenho é algodelicado, mas que com algumascaracterísticas será possível responder.
    23. 23. Qualidade da revista pode ser mensuradopelo impacto da revista e pela suaclassificaçãoJournal Citation Reports
Fator de Impacto dos periódicos de acordo com oInstitute for Scientific Information (ISI)Qualis – CAPES (A1-A2, B1-B5, C)Classificação dos periódicos de acordo com a avaliação da CAPES
    24. 24. Medicina Baseada em Evidências"O uso consciencioso, explícito e judicioso da melhorevidência disponível para a tomada de decisões sobre ocuidado aos pacientes"
    25. 25. "If you can’t measure it, it doesn’t exist." ”Se você não pode medir, não existe."
    26. 26. Hierarquização de Oxford:Nível 1: Revisão sistemática de estudos clínicosrandomizados ou estudos "N de 1"Nível 2: Ensaios clínicos randomizados ou estudoobservacional com efeito dramáticoNível 3: Estudo com grupo não danromizado controlado ouestudo de coorteNível 4: estudos caso-controle, série de casos, estudohistoricamente controladosNível 5: opinião baseada em experiência limitada, nãodocumentada ou baseada em mecanismos
    27. 27. Os graus de recomendação e seus significados de acordo como "projeto diretrizes" do CFM e AMB:A- Estudos experimentais ou observacionais de melhorconsistênciaB- Estudos experimentais ou observacionais de menorconsistênciaC- Relatos de casos e estudos não controladosD- Opinião baseada em consensos, estudos fisiológicos oumodelos animais.
    28. 28. Visão crítica do conceito de MBE
    29. 29. relação evidências médico-paciente limitesAnn Intern Med 126: 390, 1997 PROJETO DIRETRIZES
    30. 30. relação médico-paciente crenças culturais valores pessoais experiências anteriores nível educacionalAnn Intern Med 126: 390, 1997 PROJETO DIRETRIZES
    31. 31. evidências dados do paciente pesquisa básica pesquisa clínica pesquisa epidemiológica ensaios aleatorizados revisões sistemáticasAnn Intern Med 126: 390, 1997 PROJETO DIRETRIZES
    32. 32. leis da sociedade civil normas do plano de saúde padrões da comunidade tempo de atendimento custo dos procedimentos compensação financeira limitesAnn Intern Med 126: 390, 1997 PROJETO DIRETRIZES
    33. 33. conhe evidências cimento relação médico-paciente tomada de decisão conduta clínica ética padronizada limitesAnn Intern Med 126: 390, 1997 PROJETO DIRETRIZES
    34. 34. Elemento Dicas Exemplo específicoPaciente ou problema Começa com a pergunta do “Em mulheres com mais de seu paciente “Como eu 40 anos com ICC por poderia descreve um grupo cardiomiopatia dilatada..." de pacientes similar ao meu?”Intervenção Pergunte “Quais das “...adicionaria anti- principais intervenções eu coagulação com Warfarina estou considerando?” para terapia padrão de ICC...”Comparação de Pergunte ˜Qual a principal “...quando compara com aintervenções alternativa comparada com terapia isolada...” a intervenção?”Outcome (resultado) Pergunte “O que eu posso “...levar a diminuição da esperar alcançar "ou “O que mortalidade ou morbidade poderia essa exposição por tromboembolismo.” realmente afetar?”
    35. 35. Paciente ou problemaIntervençãoComparação deintervençõesOutcome (resultado)
    36. 36. Paciente ou problemaIntervençãoComparação de intervençõesOutcome (resultado)
    37. 37. Paciente ou problema
    38. 38. Intervenção
    39. 39. Comparação de intervenções
    40. 40. Outcome
    41. 41. “Conheça todas asteorias, dominetodas astécnicas, mas aotocar uma almahumana, sejaapenas outra almahumana.”

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