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Entrevista motivacional v2

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Aula dada à LAMFAC UFMG 2017 sobre entrevista Motivacional e MCCP

Publicada em: Saúde e medicina
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Entrevista motivacional v2

  1. 1. ENTREVISTA MOTIVACIONAL Ricardo Alexandre de Souza MFC MSc Professor UFMG
  2. 2. Núcleo: Pessoas não são boas nem más, são pessoas. A relação médico paciente exige que nos dispamos de crenças e lidemos com o outro sem julgamentos. Simplesmente aceitemos o outro.
  3. 3. Objetivos didáticos • Ambivalência • Motivação • Conceitos • Para que pode ser usada • Princípios • Espírito • Roleplay
  4. 4. O que dispara a mudança? O que você faria se precisasse que alguém mudasse seu comportamento? Conte uma experiência recente em que você tentou mudar o comportamento de alguém (pode ter dado certo ou não).
  5. 5. Ambivalência • Conflito-Conflito • Aproximação-Aproximação • Aproximação-Conflito • Aproximação-Conflito duplo Ambivalência é um estado de ter, simultaneamente, sentimentos conflitantes perante uma pessoa ou coisa. De outro modo, ambivalência é a experiência de ter pensamentos e emoções simultaneamente positivas e negativas em relação a alguém ou alguma coisa.
  6. 6. Balança decisional Benefício do Status Quo Custo do Status Quo
  7. 7. Argumentação por enfrentamento Ambivalente Correto
  8. 8. Motivação Fonte da Charge: http://motivacsoesamc.blogspot.com.br/2011/05/motivacao-e-uma-forca-interna-que.html Motivação é um processo interpessoal, que depende de duas pessoas.
  9. 9. Discrepância Um homem define seu dia para parar de fumar depois de um dia em que foi pegar as crianças na biblioteca da cidade. O homem procura em seus bolsos e encontro um problema familiar: está sem cigarros. Continuando a dirigir seu carro ele vê de relance que sua criança está saindo mulher na chuva, mas ele continua em direção à esquina, certo que dará tempo de correr e comprar cigarros, antes que as crianças fiquem encharcadas. A visão dele mesmo como pai que poderia ”realmente deixar as crianças na chuva enquanto vai atrás cigarros ” foi… humilhante e ele parou de fumar.
  10. 10. Discurso auto motivacional Assim o desafio é primeiro intensificar e então resolver a ambivalência por Desenvolver a discrepância entre o presente e o futuro desejado. Perguntas como... • Por que você não muda? • Como você pode me dizer que não tem um problema? • Por que você não... • Por que você apenas não... ...Só irão fazer você se tornar o Correto
  11. 11. Discurso auto motivacional As mudanças são facilitadas pela comunicação de uma forma que explicite as razões pessoais para a vantagem da mudança. Caindo em quatro categorias: 1. Desvantagens do Status quo 2. Vantagens da mudança 3. Otimismo para a mudança 4. Intenção de mudar
  12. 12. DEFINIÇÃO
  13. 13. Definição Entrevista motivacional é um método centrado na pessoa, diretivo para aumento da motivação intrínseca para a mudança ao explorar e resolver a ambivalência.
  14. 14. Definição - Pontos chave É centrada na pessoa, ou seja, focada no interesse presente da pessoa e suas preocupações. Não se escava o passado, não se ensina habilidades de empatia ou remodela a cognição. Diretiva porque move a pessoa para uma mudança focando-se na resolução da ambivalência. EC é um método de comunicação ao invés de um conjunto de técnicas. O foco da EC é esclarecer as motivações intrínsecas da pessoa para a mudança. O método foca na exploração e resolução da ambivalência como uma chave para o estímulo à mudança.
  15. 15. ESTÁGIOS DE PROCHASKAE DICLEMENTE
  16. 16. Estágios de Prochaska e Diclemente Pré- Contemplação Contemplação PreparaçãoAção Manutenção Recaída Saída
  17. 17. PARA QUE PODE SER USADA?
  18. 18. Para que pode ser usada? • Manejo da DM2 • Pré-natal • Tratamento da Dependência • Enfrentamentos para comportamentos deletérios • Resultados de exames • Pacientes cardiopatas, incluindo HAS
  19. 19. Grupo Buzz Dentre os eventuais usos, qual recentemente você se deparou (em casa, no trabalho, pessoalmente)? Em que fase você ou a pessoa estão?
  20. 20. Fundamentos • Colaboração • Evocação (provocação) • Autonomia
  21. 21. Fundamento e seu opositor Colaboração: Aconselhamento envolve uma parceria que honra o expertise da pessoa e suas perspectivas. O Terapeuta provê uma atmosfera que é condutiva ao invés de coercitiva. Confrontação: O terapeuta sobrepuja as perspectivas do cliente ao impor percepção e aceitação da realidade que o cliente não pode ver ou admitir.
  22. 22. Fundamento e seu opositor Evocação: Os recursos e motivações para mudanças são presumíveis de residir dentro do paciente. Motivação intrínseca para mudança é aumentada, por tocar as percepções, objetivos e valores da próprias pessoa Educação: O paciente presumível mente não possui o conhecimento chave, percepção ou habilidades necessárias para que a mudança ocorra. O terapeuta procura acessar esse déficits provendo os esclarecimentos necessários
  23. 23. Fundamento e seu opositor Autonomia: O terapeuta afirma ao sujeito seus direitos e capacidade de autodirecionamento e facilita a escolha informada. Autoridade: O terapeuta diz ao cliente o que ele deve e não deve fazer.
  24. 24. Fundamento e seu opositor Autonomia: O terapeuta afirma ao sujeito seus direitos e capacidade de autodirecionamento e facilita a escolha informada. Autoridade: O terapeuta diz ao cliente o que ele deve e não deve fazer.
  25. 25. PRINCÍPIOS
  26. 26. Princípios • Expresse empatia • Desenvolva a discrepância • Lide com a resistência • Suporte a auto eficácia
  27. 27. Expresse empatia Compreendemos a habilidade terapêutica da escuta reflexiva ou empatia precisa, como descrito por Carl Rogers, como a fundação pela qual a habilidade clínica na entrevista motivacional é construída. Através da escuta reflexiva habilidosa, o terapeuta procura entender sentimentos e perspectivas sem julgar, criticar ou condenar. Aceitação facilita a mudança. A ambivalência é normal.
  28. 28. Desenvolva a discrepância Dissonância cognitiva de Leon Festinger (Entre o presente e o querer ser) O sujeito deve apresentar os argumentos para a mudança e não o terapeuta. Mudança é motivada pela percepção da discrepância entre o comportamento presente e importante objetivos pessoais e valores.
  29. 29. Lidar com a resistência Evite argumentar pela mudança. Resistencia não é diretamente oposta. Novas perspectivas são convidadas e não impostas. O cliente é o recurso primário nas suas soluções e respostas. Resistencia é um sinal para responder diferentemente.
  30. 30. Lidar com a resistência A crença da pessoa na possibilidade da mudança é um importante motivador O paciente, não o terapeuta, é responsável por escolher e ocasionar a mudança A crença do terapeuta na habilidade da pessoa se transforma em uma profecia que se auto realiza.
  31. 31. METODOLOGIA
  32. 32. Metodologia •Perguntas abertas •Afirme (Reforço Positivo) •Resuma •Informar e Aconselhar •Ouça reflexivamente
  33. 33. ESPÍRITO DA ENTREVISTA MOTIVACIONAL
  34. 34. Parceria • A EM é feita "com" e não "para" a pessoa.
  35. 35. Aceitação • MCP • Aceitar a pessoa não significa necessariamente que o profissional aprova ou endossa o status quo ou as ações do cliente, ou seja, se o profissional aprova ou reprova é irrelevante.
  36. 36. Compaixão • Promover ativamente o bem-estar do outro, priorizando suas necessidades. • definida como "dor que nos causa o mal alheio" e é sinônimo de comiseração, dó, pena e piedade. • A motivação é um recurso interno.
  37. 37. Aceitação • MCP • Aceitar a pessoa não significa necessariamente que o profissional aprova ou endossa o status quo ou as ações do cliente, ou seja, se o profissional aprova ou reprova é irrelevante.
  38. 38. ROLE PLAY

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