Entrevista motivacional v2

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Aula dada à LAMFAC UFMG 2017 sobre entrevista Motivacional e MCCP

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  • “I know it’s bad for me, but I like it.” “Sometimes I stop myself, and other times I want to but I just don’t care.”
  • Now consider what happens when someone with a righting reflex (R) meets a person who is ambivalent (A). As A speaks to R about the dilemma of ambivalence, R develops an opinion as to what the right course of action would be for A to take. R then proceeds to advise, teach, persuade, counsel, or
    argue for this particular resolution to A’s ambivalence.
  • Neither his smoking nor his value of being a good father had changed. It was the meaning of his smoking—the perception that it had become more important than his children—that suddenly became unacceptable to him. When a behavior comes into conflict with a deeply held value, it is usually the behavior that changes.
  • 1- Disadvantages of the status quo. These statements acknowledge that there is reason for concern or discontent with how things are. This may or may not involve an admission of a “problem.” The language generally reflects a recognition of undesirable aspects of one’s present state or behavior.
    2. Advantages of change. A second form of change talk implies recognition of the potential advantages of a change. Whereas the first type of change talk focuses on the not-so-good things about one’s current status, this second type emphasizes the good things to be gained through change. Both kinds, of course, are reasons for change.
    3. Optimism for change. A third kind of talk that favors change is that which expresses confidence and hope about one’s ability to change. It may be stated in hypothetical (I could) or declarative form (I can do it). The common underlying theme is that change is possible.
    4. Intention to change. As the balance tips, people begin to express an intention, desire, willingness, or commitment to change. The level of intention can vary from rather weak to very strong commitment language. Sometimes the intention is expressed indirectly by envisioning how things might be if change did happen.
  • Motivational interviewing is intentionally directive— directed toward the resolution of ambivalence in the service of change.
  • We certainly do not mean that the general goal of motivational interviewing should be to have people accept themselves as they are and stay that way.
  • We certainly do not mean that the general goal of motivational interviewing should be to have people accept themselves as they are and stay that way.
  • We certainly do not mean that the general goal of motivational interviewing should be to have people accept themselves as they are and stay that way.
  • Ouça reflexivamente:
    Overstating
    CLIENT: I just don’t like the way she comments on how I raise my children.
    INTERVIEWER: You’re really angry with your mother.
    CLIENT: Well, no, not angry really. She’s my mother, after all.
    Understating
    CLIENT: I just don’t like the way she comments on how I raise my children.
    INTERVIEWER: You’re a bit annoyed with your mother.
    CLIENT: Yes, it just irritates me how she is always correcting and criticizing
    me.

    AFIRME:
    “Thanks for coming on time today.”
    “I appreciate that you took a big step in coming here today.”
    “You’re clearly a resourceful person, to cope with such difficulties for so
    long.”
    “That’s a good suggestion.”
    “I must say, if I were in your position, I might have a hard time dealing
    with that amount of stress.”
    “It seems like you’re a really spirited and strong-willed person in a way.”
    “You enjoy being happy with other people, and making them laugh.”
    “I’ve enjoyed talking with you today, and getting to know you a bit.”
  • Em seu sentido etimológico, a compaixão é composta pelo prefixo "com", que traz a idéia de companhia, e o verbo "partior, pateris, passus sum", que significa sofrer, suportar. A compaixão é compreendida como o sentimento que se compartilha com o semelhante  Motivação vem de motivo, que quer dizer aquilo que pode fazer mover, motor que causa ou determina alguma coisa.
  • Entrevista motivacional v2

    1. 1. ENTREVISTA MOTIVACIONAL Ricardo Alexandre de Souza MFC MSc Professor UFMG
    2. 2. Núcleo: Pessoas não são boas nem más, são pessoas. A relação médico paciente exige que nos dispamos de crenças e lidemos com o outro sem julgamentos. Simplesmente aceitemos o outro.
    3. 3. Objetivos didáticos • Ambivalência • Motivação • Conceitos • Para que pode ser usada • Princípios • Espírito • Roleplay
    4. 4. O que dispara a mudança? O que você faria se precisasse que alguém mudasse seu comportamento? Conte uma experiência recente em que você tentou mudar o comportamento de alguém (pode ter dado certo ou não).
    5. 5. Ambivalência • Conflito-Conflito • Aproximação-Aproximação • Aproximação-Conflito • Aproximação-Conflito duplo Ambivalência é um estado de ter, simultaneamente, sentimentos conflitantes perante uma pessoa ou coisa. De outro modo, ambivalência é a experiência de ter pensamentos e emoções simultaneamente positivas e negativas em relação a alguém ou alguma coisa.
    6. 6. Balança decisional Benefício do Status Quo Custo do Status Quo
    7. 7. Argumentação por enfrentamento Ambivalente Correto
    8. 8. Motivação Fonte da Charge: http://motivacsoesamc.blogspot.com.br/2011/05/motivacao-e-uma-forca-interna-que.html Motivação é um processo interpessoal, que depende de duas pessoas.
    9. 9. Discrepância Um homem define seu dia para parar de fumar depois de um dia em que foi pegar as crianças na biblioteca da cidade. O homem procura em seus bolsos e encontro um problema familiar: está sem cigarros. Continuando a dirigir seu carro ele vê de relance que sua criança está saindo mulher na chuva, mas ele continua em direção à esquina, certo que dará tempo de correr e comprar cigarros, antes que as crianças fiquem encharcadas. A visão dele mesmo como pai que poderia ”realmente deixar as crianças na chuva enquanto vai atrás cigarros ” foi… humilhante e ele parou de fumar.
    10. 10. Discurso auto motivacional Assim o desafio é primeiro intensificar e então resolver a ambivalência por Desenvolver a discrepância entre o presente e o futuro desejado. Perguntas como... • Por que você não muda? • Como você pode me dizer que não tem um problema? • Por que você não... • Por que você apenas não... ...Só irão fazer você se tornar o Correto
    11. 11. Discurso auto motivacional As mudanças são facilitadas pela comunicação de uma forma que explicite as razões pessoais para a vantagem da mudança. Caindo em quatro categorias: 1. Desvantagens do Status quo 2. Vantagens da mudança 3. Otimismo para a mudança 4. Intenção de mudar
    12. 12. DEFINIÇÃO
    13. 13. Definição Entrevista motivacional é um método centrado na pessoa, diretivo para aumento da motivação intrínseca para a mudança ao explorar e resolver a ambivalência.
    14. 14. Definição - Pontos chave É centrada na pessoa, ou seja, focada no interesse presente da pessoa e suas preocupações. Não se escava o passado, não se ensina habilidades de empatia ou remodela a cognição. Diretiva porque move a pessoa para uma mudança focando-se na resolução da ambivalência. EC é um método de comunicação ao invés de um conjunto de técnicas. O foco da EC é esclarecer as motivações intrínsecas da pessoa para a mudança. O método foca na exploração e resolução da ambivalência como uma chave para o estímulo à mudança.
    15. 15. ESTÁGIOS DE PROCHASKAE DICLEMENTE
    16. 16. Estágios de Prochaska e Diclemente Pré- Contemplação Contemplação PreparaçãoAção Manutenção Recaída Saída
    17. 17. PARA QUE PODE SER USADA?
    18. 18. Para que pode ser usada? • Manejo da DM2 • Pré-natal • Tratamento da Dependência • Enfrentamentos para comportamentos deletérios • Resultados de exames • Pacientes cardiopatas, incluindo HAS
    19. 19. Grupo Buzz Dentre os eventuais usos, qual recentemente você se deparou (em casa, no trabalho, pessoalmente)? Em que fase você ou a pessoa estão?
    20. 20. Fundamentos • Colaboração • Evocação (provocação) • Autonomia
    21. 21. Fundamento e seu opositor Colaboração: Aconselhamento envolve uma parceria que honra o expertise da pessoa e suas perspectivas. O Terapeuta provê uma atmosfera que é condutiva ao invés de coercitiva. Confrontação: O terapeuta sobrepuja as perspectivas do cliente ao impor percepção e aceitação da realidade que o cliente não pode ver ou admitir.
    22. 22. Fundamento e seu opositor Evocação: Os recursos e motivações para mudanças são presumíveis de residir dentro do paciente. Motivação intrínseca para mudança é aumentada, por tocar as percepções, objetivos e valores da próprias pessoa Educação: O paciente presumível mente não possui o conhecimento chave, percepção ou habilidades necessárias para que a mudança ocorra. O terapeuta procura acessar esse déficits provendo os esclarecimentos necessários
    23. 23. Fundamento e seu opositor Autonomia: O terapeuta afirma ao sujeito seus direitos e capacidade de autodirecionamento e facilita a escolha informada. Autoridade: O terapeuta diz ao cliente o que ele deve e não deve fazer.
    24. 24. Fundamento e seu opositor Autonomia: O terapeuta afirma ao sujeito seus direitos e capacidade de autodirecionamento e facilita a escolha informada. Autoridade: O terapeuta diz ao cliente o que ele deve e não deve fazer.
    25. 25. PRINCÍPIOS
    26. 26. Princípios • Expresse empatia • Desenvolva a discrepância • Lide com a resistência • Suporte a auto eficácia
    27. 27. Expresse empatia Compreendemos a habilidade terapêutica da escuta reflexiva ou empatia precisa, como descrito por Carl Rogers, como a fundação pela qual a habilidade clínica na entrevista motivacional é construída. Através da escuta reflexiva habilidosa, o terapeuta procura entender sentimentos e perspectivas sem julgar, criticar ou condenar. Aceitação facilita a mudança. A ambivalência é normal.
    28. 28. Desenvolva a discrepância Dissonância cognitiva de Leon Festinger (Entre o presente e o querer ser) O sujeito deve apresentar os argumentos para a mudança e não o terapeuta. Mudança é motivada pela percepção da discrepância entre o comportamento presente e importante objetivos pessoais e valores.
    29. 29. Lidar com a resistência Evite argumentar pela mudança. Resistencia não é diretamente oposta. Novas perspectivas são convidadas e não impostas. O cliente é o recurso primário nas suas soluções e respostas. Resistencia é um sinal para responder diferentemente.
    30. 30. Lidar com a resistência A crença da pessoa na possibilidade da mudança é um importante motivador O paciente, não o terapeuta, é responsável por escolher e ocasionar a mudança A crença do terapeuta na habilidade da pessoa se transforma em uma profecia que se auto realiza.
    31. 31. METODOLOGIA
    32. 32. Metodologia •Perguntas abertas •Afirme (Reforço Positivo) •Resuma •Informar e Aconselhar •Ouça reflexivamente
    33. 33. ESPÍRITO DA ENTREVISTA MOTIVACIONAL
    34. 34. Parceria • A EM é feita "com" e não "para" a pessoa.
    35. 35. Aceitação • MCP • Aceitar a pessoa não significa necessariamente que o profissional aprova ou endossa o status quo ou as ações do cliente, ou seja, se o profissional aprova ou reprova é irrelevante.
    36. 36. Compaixão • Promover ativamente o bem-estar do outro, priorizando suas necessidades. • definida como "dor que nos causa o mal alheio" e é sinônimo de comiseração, dó, pena e piedade. • A motivação é um recurso interno.
    37. 37. Aceitação • MCP • Aceitar a pessoa não significa necessariamente que o profissional aprova ou endossa o status quo ou as ações do cliente, ou seja, se o profissional aprova ou reprova é irrelevante.
    38. 38. ROLE PLAY

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