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Desenvolvimento
Embrionário dos Animais
17/01/11 Colégio Crescer - Profª Letícia
Embriologia
Todos os processos que envolvem desde o desde a
fecundação designada pela união dos gametas, até a
formação de todos os órgãos e tecidos do organismo é o
objeto de estudo da ciência chamada Embriologia
Fecundação: o início de tudo
Com união do espermatozóide com o ovócito secundário ocorre a fecundação. Um dos
espermatozóides consegue fecundar o ovócito, ocorrendo então a fusão da membrana do
espermatozóide com a zona pelúcida do ovócito.
Ocorre a reação acrossômica, que auxilia no rompimento da membrana do ovócito, possibilitando a
passagem do gameta masculino, assim concluindo a fecundação.
Do zigoto ao organismo: Etapas do
desenvolvimento
As etapas da embriogênese animal
desde o zigoto até o desenvolvimento
completo do animal são:
• Segmentação
• Gastrulação
• Organogênese
Segmentação ou clivagem e formação da
blástula
Após o término da fecundação, o
zigoto está pronto para iniciar o
desenvolvimento, então a célula é
ativada e iniciam-se sucessivas
divisões, até o embrião atingir a fase
denominada BLÁSTULA.
Estas sucessivas divisões celulares
denominam-se segmentação ou
clivagem.
Segmentação ou clivagem
Este processo depende basicamente do tipo de ovócito, ou seja, do tipo de ovo que
cada grupo de animal possuí. Cada ovo é classificado de acordo com quantidade e
distribuição de vitelo (material nutritivo), constituído principalmente por proteínas e
lipídios.
Tipos de ovos
Tipos de segmentação
Segmentação holoblástica (total) e igual: ocorre em ovos oligolécitos que possuí pouco
vitelo e que se distribui igualmente por toda a célula. Isso permite que as divisões
celulares sejam rápidas
Tipos de segmentação
Segmentação holoblástica (total) e igual
Tipos de segmentação
Segmentação holoblástica (total) e desigual: ocorre em ovos heterolécitos ou
telolécitos incompletos de animais como anelídeos, moluscos, anfíbios, etc.
Ocorre uma diferenciação no tamanho das células durante as clivagens devido
à distribuição desigual de vitelo que se concentra mais no pólo vegetativo da
células
Tipos de segmentação
Segmentação holoblástica (total) e desigual
Com a maior quantidade de vitelo em um dos pólos as divisões celulares se
prolongam, e os blastômeros do pólo animal realizam uma clivagem mais
rápida. Por este motivo a mórula formada apresenta blastômeros desiguais.
Essa desigualdade entre as células faz com que a blástula apresente uma
cavidade fora do centro.
Tipos de segmentação
Segmentação meroblástica (parcial) e discoidal
Ocorre em ovos telolécitos ou megalécitos da maioria dos peixes, répteis, aves
e mamíferos ovíparos. Neste tipo de ovo o único local a sofrer divisão é o disco
de citoplasma que ocorre no pólo animal. O restante do ovo não sofre clivagem.
Tipos de segmentação
Segmentação meroblástica (parcial) e superficial
Ocorre em ovos centrolécitos, como os ovos de insetos. O citoplasma se localiza na
periferia e o vitelo na posição central. Durante a clivagem o núcleo que se situa no centro
sofre as primeira divisões e depois as células migram para a periferia formando um
cordão celular externo que envolve o vitelo. Não ocorre formação de mórula.
Gastrulação
Processo em que as células sofrem um rearranjo, originando uma nova
estrutura, a gástrula, na qual o plano corporal do animal é definido. A migração
de células para o interior do embrião faz com que a blastocele desapareça,
surgindo uma nova cavidade, o arquêntero, onde ocorrerá o início da formação
do tubo digestório.
O arquêntero se comunica com o meio externo através de um abertura
chamada blastóporo
Arquêntero
Deuterostômios e Protostômios
Nos vertebrados e demais cordados, assim como nos equinodermos, o
blastóporo dá origem ao ânus, a boca forma-se posteriormente, no lado
oposto. Esses animais são, por isso, chamados de deuterostômios
Em todos os outros animais com tubo digestório completo, o blastóporo origina
a boca; o ânus aparece posteriormente no decorrer do desenvolvimento
embrionário. Esse animais são chamados de protostômios.
Formação dos folhetos germinativos
O plano de organização corporal ocorre na fase da gástrula. Nesta fase os
blastômeros irão se diferenciar em três conjuntos de células, denominados
ectoderma, mesoderma e endoderma. Esses conjuntos celulares são também
chamados de folhetos germinativos e estes irão gerar todos os tecidos do
corpos.
Ectoderma: camada mais externa do embrião que origina a epiderme e estruturas
associadas a ela. Além disso, origina também o sistema nervoso
Endoderma: tecido mais interno que delimita a cavidade do arquêntero. Além de originar o
revestimento do tubo digestório, forma também estruturas glandulares associadas à digestão .
Origina também os sistemas respiratórios: brânquias e pulmões.
Mesoderma: o tecido intermediário origina músculos, ossos, sistema cardiovascular e sistema
urogenital
Organogênese
Formação dos tecidos e órgãos
Nos animais cordados, o eixo ântero posterior do embrião define a
formação de duas importantes estruturas cilíndricas, disposta ao longo do
dorso do embrião: o tubo neural e a notocorda
Formação do tubo neural: ocorre uma diferenciação das células do
ectoderma, formando a placa neural, que se dobra e forma o sulco
neural. Esse sulco se fecha e se separa da ectoderme formando o
tubo neural
Formação da notocorda e celoma
As células centrais da mesoderme formam uma importante estrutura embrionária, que é o
eixo de sustentação do embrião:. a notocorda
O teto do arquêntero inicia um processo de multiplicação celular, formando uma evaginação
que origina um cordão que se desprende e forma a notocorda.
O celoma se forma a partir da mesoderme. Esta cavidade é responsável pela separação
dos órgãos internos da parede do corpo.
Anexos Embrionários
Em répteis, aves e mamíferos, paralelamente ao desenvolvimento
dos tecidos embrionários, desenvolvem-se membranas celulares
extra embrionárias, os anexos embrionários. Estes são: saco
vitelínico, âmnio, alantóide e cório.
Saco vitelínico: anexo originado da endoderme, cuja função é o
armazenamento de substâncias nutritivas para o desenvolvimento do
embrião. É bem desenvolvido em peixes, répteis e em aves. Nos mamíferos
placentários, é reduzido, pois a nutrição ocorre via placentária
Âmnio: é uma membrana originada da ectoderme que envolve o embrião. É
uma bolsa preenchida pelo líquido amniótico, cuja função é proteger o
embrião contra choques mecânicos e evitar a desidratação
Cório: é uma película que envolve o embrião e todos os anexos embrionários.
Ocorre nos répteis, aves, mamíferos não placentários e nos placentários e,
nos três primeiros grupos, tem função protetora e respiratória.
Nos mamíferos placentários, o cório contribuí para a fixação do embrião na
parede uterina
Alantóide: ocorre nos répteis nas aves e nos mamíferos. Promove a excreção
urinária e a mobilização de parte do cálcio presente na casca do ovo,
transferindo-o para a formação do esqueleto desses animais. Porém não
apresenta a mesma função em mamíferos placentários, pois nestes o alntóide
se associa ao cório para auxiliar na formação da placenta
Placenta: trocas materno-fetais
Órgão transitório que atua nas trocas fisiológicas entre a mãe e o feto.
Estrutura exclusiva da maioria dos mamíferos, tendo as seguintes
funções: passagem de anticorpos, nutrientes e hormônios; trocas de
gases respiratórios e remoção de excreções urinárias do metabolismo
fetal.
Cordão umbilical: O embrião se liga à placenta pelo cordão umbilical,
dentro do qual existem vasos sanguíneos, que transportam o sangue da
placenta para o organismo em desenvolvimento

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  • 1. Desenvolvimento Embrionário dos Animais 17/01/11 Colégio Crescer - Profª Letícia
  • 2. Embriologia Todos os processos que envolvem desde o desde a fecundação designada pela união dos gametas, até a formação de todos os órgãos e tecidos do organismo é o objeto de estudo da ciência chamada Embriologia
  • 3. Fecundação: o início de tudo Com união do espermatozóide com o ovócito secundário ocorre a fecundação. Um dos espermatozóides consegue fecundar o ovócito, ocorrendo então a fusão da membrana do espermatozóide com a zona pelúcida do ovócito. Ocorre a reação acrossômica, que auxilia no rompimento da membrana do ovócito, possibilitando a passagem do gameta masculino, assim concluindo a fecundação.
  • 4. Do zigoto ao organismo: Etapas do desenvolvimento As etapas da embriogênese animal desde o zigoto até o desenvolvimento completo do animal são: • Segmentação • Gastrulação • Organogênese
  • 5. Segmentação ou clivagem e formação da blástula Após o término da fecundação, o zigoto está pronto para iniciar o desenvolvimento, então a célula é ativada e iniciam-se sucessivas divisões, até o embrião atingir a fase denominada BLÁSTULA. Estas sucessivas divisões celulares denominam-se segmentação ou clivagem.
  • 6. Segmentação ou clivagem Este processo depende basicamente do tipo de ovócito, ou seja, do tipo de ovo que cada grupo de animal possuí. Cada ovo é classificado de acordo com quantidade e distribuição de vitelo (material nutritivo), constituído principalmente por proteínas e lipídios.
  • 8. Tipos de segmentação Segmentação holoblástica (total) e igual: ocorre em ovos oligolécitos que possuí pouco vitelo e que se distribui igualmente por toda a célula. Isso permite que as divisões celulares sejam rápidas
  • 9. Tipos de segmentação Segmentação holoblástica (total) e igual
  • 10. Tipos de segmentação Segmentação holoblástica (total) e desigual: ocorre em ovos heterolécitos ou telolécitos incompletos de animais como anelídeos, moluscos, anfíbios, etc. Ocorre uma diferenciação no tamanho das células durante as clivagens devido à distribuição desigual de vitelo que se concentra mais no pólo vegetativo da células
  • 11. Tipos de segmentação Segmentação holoblástica (total) e desigual Com a maior quantidade de vitelo em um dos pólos as divisões celulares se prolongam, e os blastômeros do pólo animal realizam uma clivagem mais rápida. Por este motivo a mórula formada apresenta blastômeros desiguais. Essa desigualdade entre as células faz com que a blástula apresente uma cavidade fora do centro.
  • 12. Tipos de segmentação Segmentação meroblástica (parcial) e discoidal Ocorre em ovos telolécitos ou megalécitos da maioria dos peixes, répteis, aves e mamíferos ovíparos. Neste tipo de ovo o único local a sofrer divisão é o disco de citoplasma que ocorre no pólo animal. O restante do ovo não sofre clivagem.
  • 13. Tipos de segmentação Segmentação meroblástica (parcial) e superficial Ocorre em ovos centrolécitos, como os ovos de insetos. O citoplasma se localiza na periferia e o vitelo na posição central. Durante a clivagem o núcleo que se situa no centro sofre as primeira divisões e depois as células migram para a periferia formando um cordão celular externo que envolve o vitelo. Não ocorre formação de mórula.
  • 14. Gastrulação Processo em que as células sofrem um rearranjo, originando uma nova estrutura, a gástrula, na qual o plano corporal do animal é definido. A migração de células para o interior do embrião faz com que a blastocele desapareça, surgindo uma nova cavidade, o arquêntero, onde ocorrerá o início da formação do tubo digestório. O arquêntero se comunica com o meio externo através de um abertura chamada blastóporo Arquêntero
  • 15. Deuterostômios e Protostômios Nos vertebrados e demais cordados, assim como nos equinodermos, o blastóporo dá origem ao ânus, a boca forma-se posteriormente, no lado oposto. Esses animais são, por isso, chamados de deuterostômios Em todos os outros animais com tubo digestório completo, o blastóporo origina a boca; o ânus aparece posteriormente no decorrer do desenvolvimento embrionário. Esse animais são chamados de protostômios.
  • 16. Formação dos folhetos germinativos O plano de organização corporal ocorre na fase da gástrula. Nesta fase os blastômeros irão se diferenciar em três conjuntos de células, denominados ectoderma, mesoderma e endoderma. Esses conjuntos celulares são também chamados de folhetos germinativos e estes irão gerar todos os tecidos do corpos. Ectoderma: camada mais externa do embrião que origina a epiderme e estruturas associadas a ela. Além disso, origina também o sistema nervoso Endoderma: tecido mais interno que delimita a cavidade do arquêntero. Além de originar o revestimento do tubo digestório, forma também estruturas glandulares associadas à digestão . Origina também os sistemas respiratórios: brânquias e pulmões. Mesoderma: o tecido intermediário origina músculos, ossos, sistema cardiovascular e sistema urogenital
  • 17.
  • 19. Formação dos tecidos e órgãos Nos animais cordados, o eixo ântero posterior do embrião define a formação de duas importantes estruturas cilíndricas, disposta ao longo do dorso do embrião: o tubo neural e a notocorda Formação do tubo neural: ocorre uma diferenciação das células do ectoderma, formando a placa neural, que se dobra e forma o sulco neural. Esse sulco se fecha e se separa da ectoderme formando o tubo neural
  • 20. Formação da notocorda e celoma As células centrais da mesoderme formam uma importante estrutura embrionária, que é o eixo de sustentação do embrião:. a notocorda O teto do arquêntero inicia um processo de multiplicação celular, formando uma evaginação que origina um cordão que se desprende e forma a notocorda. O celoma se forma a partir da mesoderme. Esta cavidade é responsável pela separação dos órgãos internos da parede do corpo.
  • 21.
  • 22.
  • 23. Anexos Embrionários Em répteis, aves e mamíferos, paralelamente ao desenvolvimento dos tecidos embrionários, desenvolvem-se membranas celulares extra embrionárias, os anexos embrionários. Estes são: saco vitelínico, âmnio, alantóide e cório. Saco vitelínico: anexo originado da endoderme, cuja função é o armazenamento de substâncias nutritivas para o desenvolvimento do embrião. É bem desenvolvido em peixes, répteis e em aves. Nos mamíferos placentários, é reduzido, pois a nutrição ocorre via placentária Âmnio: é uma membrana originada da ectoderme que envolve o embrião. É uma bolsa preenchida pelo líquido amniótico, cuja função é proteger o embrião contra choques mecânicos e evitar a desidratação
  • 24. Cório: é uma película que envolve o embrião e todos os anexos embrionários. Ocorre nos répteis, aves, mamíferos não placentários e nos placentários e, nos três primeiros grupos, tem função protetora e respiratória. Nos mamíferos placentários, o cório contribuí para a fixação do embrião na parede uterina Alantóide: ocorre nos répteis nas aves e nos mamíferos. Promove a excreção urinária e a mobilização de parte do cálcio presente na casca do ovo, transferindo-o para a formação do esqueleto desses animais. Porém não apresenta a mesma função em mamíferos placentários, pois nestes o alntóide se associa ao cório para auxiliar na formação da placenta
  • 25. Placenta: trocas materno-fetais Órgão transitório que atua nas trocas fisiológicas entre a mãe e o feto. Estrutura exclusiva da maioria dos mamíferos, tendo as seguintes funções: passagem de anticorpos, nutrientes e hormônios; trocas de gases respiratórios e remoção de excreções urinárias do metabolismo fetal. Cordão umbilical: O embrião se liga à placenta pelo cordão umbilical, dentro do qual existem vasos sanguíneos, que transportam o sangue da placenta para o organismo em desenvolvimento