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JornaldaCâmaraBrasília, Sexta-feira, 6 de dezembro de 2002 Ano 4 - Nº 902CÂMARA DOS DEPUTADOS
DEVOLUÇÃO
GARANTIDA
PRT - 47-840/92
O deputado
Benito Gama
apresentou, on-
tem, ao plenário a
versão final do
projeto de conver-
são à MP 66, que
trata da minirre-
forma tributária. A
discussão do texto
está marcada para a próxima terça-feira.
O documento com 33 páginas trata de di-
versas questões relativas à legislação tri-
butária. O fim da cumulatividade do PIS-
Pasep foi mantido, mas com suas exceções
Relatório da MP 66 é
apresentado e começa a
ser discutido na terça
A Carta de Brasília, aprovada ontem pela IV Conferência
das Cidades, será entregue em ato político ao presidente elei-
to, Luiz Inácio Lula da Silva. O documento, além de propor a
criação de um Ministério das Cidades, reafirma a necessida-
de de aprovação, ainda neste ano, do projeto de iniciativa
popular que cria o Sistema Nacional de Habitação e Interesse
Social e o Fundo Nacional de Moradia Popular. Página 8
Gabeiradizquegoverno
Lula vai liderar crítica à
globalização
Comissão de Orçamento aprova
maistrêsrelatóriossetoriais
A Comissão Mista de Orça-
mento aprovou ontem mais três
relatórios setoriais da proposta
orçamentária para 2003. Foram
votados os relatórios das áreas de
Previdência e Assistência Soci-
al, cujos recursos previstos tota-
lizaram R$ 128,4 bilhões; Edu-
cação, Cultura, Ciência e Tec-
nologia, Esporte e Turismo, com
R$ 341,9 bilhões; e Poderes do
Estado e Representação com R$
19 bilhões. Na próxima segun-
da-feira, a comissão volta a apre-
ciar os cinco relatórios setoriais
restantes. Página 3
ampliadas. No Re-
fis, as empresas te-
rão até 120 dias
para aderir ao pro-
grama, inclusive as
que foram excluí-
das anteriormente.
O projeto também
prevê a possibilida-
de de parcelamen-
to dos débitos de estados, municípios e Dis-
trito Federal e manteve a alíquota de 27,5%
do Imposto de Renda para as pessoas jurídi-
cas, um dos pontos contestados pelo PFL.
Página 2
Cadastro ajudará
trabalhador
acomprovar
dadosnoINSS
O trabalhador poderá usar
o Cadastro Nacional de Infor-
mações Sociais para compro-
var no INSS o direito ao bene-
fício previdenciário. O projeto
foi aprovado na Comissão de
Seguridade Social e Família.
Página 6
Crise financeira da Seguridade
Social é analisada
por comissão
Página 5
Página 7
w w w . c a m a r a . g o v . b r
Na Internet:
j o r n a l @ c a m a r a . g o v . b r
E-mail:
JornaldaCâmara
2 -Brasília, 6 de dezembro de 2002 JornaldaCâmara
O relator da Medida Provisó-
ria 66/02, deputado Benito Gama
(PMDB-BA), apresentou proje-
to de lei de conversão à matéria
na sessão extraordinária de on-
tem. A discussão, entretanto, não
pôde avançar porque o líder do
PFL, Inocêncio Oliveira (PE),
pediu a transferência da votação
para a próxima sessão ordinária,
conforme prevê a Resolução 01/
02, do Congresso Nacional, so-
bre a tramitação de MPs. O pro-
jeto de conversão tem 33 pági-
nas e trata de diversas questões
relativas à legislação tributária.
Além dos principais pontos já di-
vulgados no decorrer dessa sema-
nadenegociações(verquadro),ou-
tros aspectos merecem destaque.
No caso do Imposto de Renda, o
relator corrige a redação da Lei
10.451/02 para estender também
para o próximo ano a correção dos
valores da tabela do imposto.
A exceção para o novo regi-
me de tributação do PIS/Pasep
atinge não somente as receitas
decorrentes da prestação de ser-
viços de telecomunicações, mas
também aquelas derivadas dos
serviços das empresas jornalísti-
cas e de radiodifusão sonora e de
sons e imagens. Para as coopera-
tivas,oPIS/Paseppassaráaserde
1% sobre a folha de pagamento
mensal, relativas às operações
com associados, e de 0,65% so-
bre o faturamento do mês em re-
lação às receitas de operações com
não associados. As cooperativas
são isentas da Cofins quanto aos
atos próprios de suas finalidades.
“Não tenho dúvida de que é
um pequeno passo do ponto de
vista de reforma, mas é um gran-
de passo para o início da modifi-
cação estrutural de que o sistema
tributário brasileiro precisa e que,
seguramente,onovogovernovai
fazer neste País”, afirmou Beni-
to Gama. Constam do projeto a
possibilidade de parcelamento
dos débitos de estados, municí-
pios e Distrito Federal, que esta-
va prevista na MP 38/02, cuja
vigência expirou por não ter sido
apreciada no prazo regimental
pelo Congresso, e a obrigação de
envio de informações à Secretaria
da Receita Federal sobre passagei-
ros e tripulantes de aviões e navios
porpartedasempresasdetranspor-
te internacional. No Refis, as em-
presas terão até 120 dias a contar
da publicação da lei para aderir ao
programa, inclusive as que foram
excluídasanteriormente.
Relator apresenta projeto de conversão à MP 66
Refis
Prazo de 120 dias para adesão; opção de parcelamento em até 180
parcelas
Imposto de Renda
Alíquotade27,5%para2003
Cooperativas
Isenção da Cofins; índice diferente para operações com não asso-
ciados
Fim da cumulatividade do PIS/Pasep
Alíquota de 1,65%; PL em 2003 deverá rever alíquota se a arreca-
dação não se mantiver
Exceção do tributo
Operações de exportação
Débitos com a União
Estados,municípioseDFpoderãoparcelardébitosdoPasep
Simples
Também poderão optar as agências de viagem e turismo, as agên-
cias lotéricas, auto-escolas, seguradoras, franquias dos Correios e
escritórios de contabilidade
CSLL
Mantém alíquota de 9% para 2003 e deduções de incentivo à
pesquisa
O líder do PFL, Inocêncio
Oliveira (PE), afirmou que re-
correrá à Comissão de Consti-
tuição e Justiça e de Redação
pedindo a anulação da sessão
extraordinária quando foi lido o
relatório do Projeto de Lei de
Conversão da Medida Provisó-
ria 66/02. O deputado alegou
que não havia quórum suficien-
te para o início da sessão. O pa-
inel acusava a presença de 209
deputados na Casa quando a ses-
são foi aberta. Segundo informa-
ções da Secretaria-Geral da
Principaismudançasdorelatório
Uma comitiva de parlamen-
tares russos visitou ontem a
Câmara e esteve na Comissão
de Constituição e Justiça e de
Redação para conhecer o pro-
cesso de tramitação das leis re-
lativas à área jurídica, à inicia-
tiva de projetos, ao funciona-
mento e sistema de votação na
Câmara, bem como informa-
ções sobre programas do pró-
ximo governo, como o de com-
bate à fome. Acompanhados
pelo embaixador da Rússia no
Brasil, Vassili Gronov, os par-
lamentares foram recebidos
pelo vice-presidente da CCJR,
deputado Jaime Martins (PFL-
MG), e o presidente do Grupo
Parlamentar de Amizade Bra-
sil-Rússia, deputado Átila Lins
Parlamentares russos visitam a Câmara
(PFL-AM). Na avaliação de Jai-
me Martins, a troca de informa-
ções entre os dois países é impor-
tante para estreitar as relações não
apenas políticas, mas também de
Mesa, não há necessidade de ha-
ver 257 deputados presentes na
Casa para leitura do relatório.
Esse quórum somente seria ne-
cessário para se iniciar a discus-
são e votação do texto. Inocên-
cio, um dos líderes que pediram
o adiamento da votação da MP,
considera inconstitucional a in-
clusão de novos assuntos na me-
dida provisória. Ele chegou a
classificar a MP de “colcha de re-
talhos” e teme que, se aprovada,
a medida possa ser contestada fu-
turamente na Justiça.
Líder do PFL vai recorrer
à CCJR para anular sessão
comércio exterior. “Brasil e
Rússia são países de dimensão
continental, com problemas se-
melhantes e precisam um do
outro”, afirmou o deputado.
OrelatóriododeputadoBenitoGamadeveservotadonapróxima terça-feira
Parlamentares vieram conhecer processo legislativo brasileiro
Brasília, 6 de dezembro de 2002- 3JornaldaCâmara
Orçamento
Previdência e Assistência Social Educação, Cultura, Ciência e
Tecnologia, Esporte e Turismo
Poderes do Estado e Representação
Aprovados mais três relatórios setoriais
O primeiro relatório setorial
aprovado, na manhã de ontem,
pela Comissão Mista de Orçamen-
to foi o da Área Temática VIII,
Previdência e Assistência Social.
Os recursos previstos para a área
totalizam aproximadamente R$
128,4 bilhões, sendo que o Minis-
tério da Previdência e Assistência
Social receberá R$ 109,5 bilhões
e o Ministério do Trabalho e Em-
prego R$ 18,9 bilhões. Os seis
destaques para votação em sepa-
rado apresentados foram rejeita-
dos, conforme havia sido acorda-
do pelos líderes na reunião da úl-
tima terça-feira.
O relator da matéria, deputa-
do Félix Mendonça (PTB-BA),
criticou, entretanto, o fato de que
o Executivo não tem executado o
Orçamento aprovado pelo Con-
gresso. “Há uma compreensão
predominante, da qual discorda-
mosinteiramente,queenxerganos
orçamentos públicos leis de cará-
ter simplesmente autorizativas”,
registrou Mendonça em seu rela-
tório. O deputado destacou a im-
portância do Fundo do Regime
GeraldaPrevidênciaSocial.“Éno
âmbito dessa unidade orçamentá-
ria que estão registradas as despe-
sas da Previdência Social básica
(aposentadorias, pensões, etc.) e
dos pagamentos da renda mensal
vitalícia por idade e invalidez. No
total,registram-secercadeR$98,5
bilhões,beneficiando19,9milhões
de pessoas e indicando um cresci-
mento da ordem de 16% em rela-
ção à dotação orçamentária de
2002”, assinalou o relator.
Félix Mendonça destacou ain-
daodéficitdoINSS:“atéjulhode
2002, os benefícios rurais respon-
deram por 96% do déficit previ-
denciário do INSS”. Apontou que
o montante das renúncias previ-
denciárias para 2003 chegará a R$
9 bilhões e lembrou que o Comitê
de Receitas da comissão previu o
aumento da receita da Previdência
decorrente do incremento da fis-
calização realizada pela Dataprev
(R$500milhões)epelacontribui-
ção das empresas prestadoras de
serviços (R$ 500 milhões). Em re-
lação aos recursos destinados ao
Ministério do Trabalho, o parla-
mentar baiano assinalou que “a
despesa fixada para 2003, em cer-
ca de R$ 18,9 bilhões, representa
elevação de 36% em relação ao
proposto em 2002 e de 30% em
relação ao autorizado”, acrescen-
tado que esse crescimento se deve
ao aumento do Fundo de Amparo
ao Trabalhador.
A proposta orçamentária para
2003 da Área Temática I, integra-
dapelosPoderesExecutivo,Legis-
lativo e Judiciário, totaliza R$ 19
bilhões,sendoR$14,9bilhõespara
oOrçamentoFiscaleR$4milhões
para o Orçamento da Seguridade
Social.Destesrecursos,oPoderJu-
diciárioficarácom61,2%,ouseja,
R$11,6bilhões.Orelatordamaté-
ria,senadorAntônioCarlosJúnior
(PFL-BA), observou que “na pro-
gramaçãodosórgãosdoPoderJu-
diciário encontram-se alocadas do-
tações destinadas ao pagamento de
precatóriosjudiciáriosoriginadosde
condenaçõesjudiciaisdosórgãosda
Administração Pública Direta”. O
senador destacou que “as despesas
concentram-sefortementenositens
pessoal, que representa 77,5% do
total(R$14,7bilhões),eoutrasdes-
pesas correntes, que atinge 19,2%
dos dispêndios totais (R$ 3,6 bi-
lhões).Osinvestimentosparticipam
tão-somentecom2,7%dosgastos
totais (R$ 527,8 milhões).
O relator da Área Temática VI,
deputado Dr. Rosinha (PT-PR), foi
enfático ao afirmar que os recur-
sos alocados para a área demons-
tram que a educação, a cultura, o
desenvolvimento tecnológico, o
esporte e o turismo foram relega-
dos ao segundo plano pelo gover-
no federal. Ele desenhou um qua-
dro comparativo demonstrando
que os recursos para esses setores
caíram drasticamente em compa-
ração às receitas correntes do Te-
souro, nos últimos anos.
Enquanto as receitas correntes
do Tesouro, em 2002, deverão
atingir o montante de R$ 331,9
bilhões, em 2003, deverão chegar
a R$ 341,9 bilhões. Apesar dessa
elevação em R$ 10 bilhões das
receitas correntes, o orçamento do
Ministério da Educação deverá
cair de R$ 18 bilhões em 2002 para
R$ 17,6 bilhões em 2003; da mes-
ma forma, os recursos para o Mi-
nistério da Cultura cairão de R$
405 milhões em 2002 para ape-
nas 298 milhões em 2003. O or-
çamento do Ministério do Espor-
te e Turismo, previsto em R$ 786
milhões em 2002, será reduzido
para R$ 356 milhões em 2003.
Somente o Ministério da Ciência
e Tecnologia terá aumento de re-
cursos, dos atuais R$ 2,7 bilhões
para R$ 3,18 bilhões. No total, o
orçamento dos quatro ministéri-
os, que em 2002 chegou a R$ 22
bilhões, deverá cair para R$ 21,5
bilhões.
O relator lamentou ter sido
obrigado a rejeitar emendas que
classificou como legítimas. “As
emendas individuais de parla-
mentares, mais as emendas
apresentadas pelas bancadas es-
taduais e pelas comissões temá-
ticas da Câmara e do Senado
Federal somaram aproximada-
mente R$ 5 bilhões. Porém, os
recursos de que dispúnhamos
para atender a todos esses plei-
tos legítimos eram de apenas R$
300 milhões. Por isso, atendemos
parcialmente às emendas e vamos
recomendar ao relator geral que
analise com cuidado determina-
dos pleitos, para que possam ser
contemplados na medida do pos-
sível”, disse Dr. Rosinha.
O deputado informou que
acatou emenda da Comissão de
Educação e alocou mais R$ 5
milhões para o programa de com-
bate ao analfabetismo, que pas-
sará a contar com cerca de R$ 425
milhões. Dr. Rosinha também
remanejou outros R$ 20 milhões
para atender demandas das insti-
tuições federais de ensino supe-
rior e mais R$ 20 milhões para
os hospitais universitários.
A Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e
Fiscalização aprovou ontem mais três relatórios setoriais,
concluindo a previsão orçamentária para as áreas de
Previdência e Assistência Social; Educação, Cultura, Ciência e
Tecnologia, Esporte e Turismo; e Poderes do Estado e
Representação. Dois relatórios setoriais foram aprovados na
quarta-feira: Justiça e Defesa; Agricultura e Desenvolvimento
Agrário. Na próxima segunda-feira, a comissão volta a apreciar
os cinco relatórios setoriais restantes do Projeto de Lei
Orçamentária de 2003. Destes, apenas o relatório que versa
sobre Fazenda e Desenvolvimento tinha sido apresentado à
comissão até ontem.
O relator da área de Previdência, Felix Mendonça, e o presidente da comissão, José Carlos
Aleluia
4 -Brasília, 6dedezembro de 2002 JornaldaCâmara
A correlação de forças, na pró-
xima Legislatura, será mais forte
para o lado dos partidos compro-
metidos com as mudanças, com
a justiça social e com o fim dos
desequilíbrios regionais. A opi-
nião é do deputado Clementino
Coelho (PPS-PE), que ontem des-
pediu-se da Câmara, ressaltando a
importância do Congresso no ce-
nário de um governo de esquerda.
“Poucas vezes na história, esta Casa
tevecondiçõesobjetivasdeserparte
decisiva no processo de mudanças
que oPaís viverá”, salientou.
Essa mudança, segundo Cle-
mentino, começa com a agenda de
votação das reformas da Previdên-
cia, tributária, trabalhista e política.
O parlamentar pernambucano acre-
dita que as reformas vão fortalecer
osetorprodutivo,modernizandoo
País e tornando suas regiões mais
competitivas. Ele lembrou ainda
O deputado Walter Pinheiro
(PT-BA) criticouaMPdaminirre-
forma tributária, considerando-a um
exemplo dos “abusos” cometidos,
sobretudo no que diz respeito ao
volume de matérias nela inseridas.
“É feito um mix e em vez de
debater três, quatro ou cinco pro-
jetos, junta-se tudo numa única
medida provisória e tenta-se,
com o PLV, fazer com que a
Casa aprecie várias matérias de
uma só tacada, como se diz no
jargão popular”, disse. Para o
parlamentar, “ tal atitude tira a
qualidade da aprovação de um
instrumento legal, permitindo a
introdução de temas perigosos,
fragilizando a Casa, e podendo
aprovar matérias que podem ge-
rar complicações para o Execu-
tivo e até para o cidadão”. Em
sua opinião, o Legislativo preci-
sa rediscutir o uso das medidas
Ao protestar contra a
possibilidade de o governo
federal não socorrer a Varig,
o deputado Pompeo de Mat-
tos (PDT-RS), apresentou
requerimento à Mesa, solici-
tando a criação de uma co-
missão externa para acom-
panhar a pior e mais séria
crise financeira da maior
empresa aérea do País.
O parlamentar disse que
fontes do Executivo revela-
ram ao jornal Folha de S.
Paulo que, caso a Varig
quebre, haveria um proble-
ma de oferta a curto prazo,
mas nada que o mercado não
possa absorver rapidamente.
“O governo, intimamente,
não teme a falência da Va-
rig, mesmo sendo ela uma
das mais importantes empre-
sas nacionais”, condenou.
Pompeo de Mattos lem-
brou a postura adotada por
este mesmo governo duran-
te a crise no sistema finan-
ceiro, que, segundo disse,
através do BNDES, injetou
Clementino diz que Congresso será
parte decisiva no processo de mudança
que não se construirá um país com-
petitivoseminvestimentoeminfra-
estrutura de transportes, energia,
saúde e educação.
Clementino Coelho voltou a
defender uma maior atenção para o
Nordeste,“contestandoavisãodos
burocratas” de que a região é um
“ônus” para o País. “Como pode ser
problema uma região cuja equação
água, sol e solo é capaz de produzir
safras anuais? Como pode ser pro-
blema a existência do únicosemi-
áridotropicaldomundo?”.Clemen-
tino observou que com muito me-
nosoutrasregiõesdomundo,como
ooestenorte-americano,aEspanha,
o Chile e Israel, desbravaramterras
consideradas inóspitas e estéreis,
atingindo níveis elevados d edesen-
volvimento econômico.
O deputado disse confiar na
capacidade do presidente eleito,
Luiz Inácio Lula da Silva, de ven-
cer o desafio da fronteira agrí-
cola da irrigação no semi-árido.
“Quando isso acontecer, não
apenas estaremos criando mi-
lhões de empregos, mas trazen-
do divisas para o País e dando
condições reais de sustentabili-
dade para o Nordeste”, concluiu.
provisórias e pensar em outros
mecanismos. “Temos de encon-
trar um caminho que resgate o
papel e a importância do Parla-
mento, no qual o cidadão se sin-
ta seguro em relação à aprova-
ção de matérias que irão se trans-
formar em lei”, concluiu.
bilhões de reais nos bancos
em crise. Ele estranhou o
fato de não ter sido levado
em consideração, em ne-
nhum momento da discus-
são, um importante ativo da
empresa - um processo já
ganho referente ao reembol-
so de ICMS - R$ 1,2 bilhão
que a companhia tem a rece-
ber, enquanto a sua dívida
foi estimada em R$ 1 bilhão.
Pompeo de Mattos defende
imediato socorro à Varig
Pompeo de Mattos
Para o deputado Pedro Eu-
gênio (PT-PE), a transição en-
tre o governo FHC e o de seu
partido é um exemplo de con-
vivência democrática, apesar
das divergências. Criticou,
porém, quem interpreta esse
“processo cordial” como legi-
timação ou referendo por par-
te do novo governo ao que ora
se encerra. Eugênio crê que
Fernando Henrique tem tenta-
do “confundir a opinião públi-
ca”, passando a idéia de que
o País está equilibrado. “O
presidente Lula recebe o País
com uma dívida pública pró-
Pedro Eugênio vê transição
como exemplo de democracia
xima dos R$ 900 bilhões, uma
taxa de juros indecorosa, que
impede o livre desenvolvi-
mento das forças produtivas.
O País recebe o pior orçamen-
to dos últimos oito anos, em
que não há recursos para de-
senvolver programas consis-
tentes”, avaliou o parlamentar,
para quem o País vive um mo-
mento de extrema dificuldade,
assistindo à volta da inflação.
“A sociedade precisa saber
que Fernando Henrique Cardo-
so está transmitindo ao futuro
governo um legado de desor-
dem econômica,” concluiu.
Walter Pinheiro critica excesso
de assuntos incluídos nas MPs
Sessimcomemora
investimentodoBird
naeducaçãodoRJ
O deputado Simão Sessim
(PPB-RJ) comemorou o anún-
cio de investimentos de US$
100 milhões, por parte do
Banco Mundial, na educação
pública do Rio de Janeiro, in-
cluindo os ensinos fundamen-
tal e médio. Sessim esclare-
ceu que a concepção do pro-
jeto sustenta-se em cinco ei-
xos: capacitação dos professo-
res, gerenciamento das esco-
las, reforma institucional e
combate ao abandono escolar
e à distorção que existe entre a
idade e a série cursada. “A
expectativaéadequeessepro-
jeto seja aprovado agora em ja-
neiro,apósapossedosnovosgo-
vernosfederaleestadual,quan-
doentãooMinistériodoPlane-
jamento avaliará a questão fis-
cal, uma vez que o governo fe-
deral será o avalista dessa obra
para a educação”, finalizou.
Clementino Coelho
Walter Pinheiro
JornaldaCâmara Brasília, 6 de dezembro de 2002- 5
O deputado Fernando Ga-
beira (PT-RJ) enfatizou que
uma das maiores responsabili-
dades do Brasil de Luiz Inácio
Lula da Silva será lutar pela
união da América Latina e re-
presentar os países em desen-
volvimento no processo de crí-
tica à globalização. “Até a elei-
ção de Lula, o PT era apenas a
maior força orgânica mundial
a pedir uma outra globaliza-
ção, mais justa e fraternal.
Hoje, com a vitória de Lula, o
Brasil é o maior país do mun-
do a se antepor à maneira como
se faz a globalização, encar-
nando a esperança de pobres e
ricos, de estudantes norte-ame-
ricanos e europeus e campone-
ses da Bolívia e da Índia”, afir-
mou. Para ele, o Brasil, repre-
sentando os países em desen-
volvimento, deve adotar nova
postura frente ao FMI. “Nos-
sas relações com o FMI não
podem ser apenas de devedor
e credor, embora esse aspecto
seja cumprido de acordo com
os contratos já realizados. Nos-
sa relação com o fundo tem de
levar em conta essa nova rea-
lidade”, explicou.
O parlamentar fluminense
citou o conflito no Oriente
Médio “como um pano de fun-
do utilizado pelos Estados
Unidos para esconder os gra-
ves problemas que a economia
americana e mundial vivem” e
criticou a sua política proteci-
onista que contradiz o discur-
so de livre comércio. “Os EUA
fecharam-se numa política que
taxou os exportadores de aço,
sem contar a intransigência em
manter barreiras não tarifárias,
como a lei antidumping, e uma
decisão de financiar a própria
agricultura com quase US$
200 bilhões, trazendo inúme-
ros prejuízos para exportado-
res de países mais pobres, in-
clusive o Brasil”, destacou.
Gabeira salientou ainda que
o Brasil também deve assumir
a liderança na luta pela preser-
vação ambiental do planeta.
“Quem esteve em Haia, no
meio dos anos 80, e agora em
2002 em Johanesburgo, pode
testemunhar o enorme salto
dado pelo nosso País. De vi-
lão internacional, passamos à
posição de vanguarda, toman-
do iniciativas que vão desde a
proteção da floresta, como
mostra a criação do Parque do
Tumucumaque, no Amapá,
uma região do tamanho da Bél-
gica, com mais espécies de
aves do que Canadá e EUA
juntos, até a luta contra o aque-
cimento global com a propos-
ta de 10% de energia de fontes
alternativas renováveis até
2010”, completou.
O deputado Jair Bolsonaro
(PPB-RJ) alertou o futuro pre-
sidente da República para que
não se deixe envolver em ma-
nobras e lobbies, a seu ver, ar-
ticulados pelo embaixador bra-
sileiro em Moscou, José Vie-
gas, que almejaria o posto de
ministro da Defesa. Ele revelou
que o diplomata tem ligado sis-
tematicamente para oficiais ge-
nerais de quatro estrelas bus-
cando apoio para sua indicação
àquele ministério. “É bom lem-
brar ao presidente Lula que o
senhor Viegas, como embaixa-
dor no Peru, apoiou até o fim o
presidente Fujimori e ainda usou
o nome do Brasil para pedir asi-
lo para Waldemiro Montesino,
mesmo depois do escândalo das
fitas gravadas por ele, envolven-
do atos de corrupção, tráfico de
armas e de drogas”, disse o par-
lamentar. “O presidente Lula
deve indicar nome de sua confi-
ança, seja do próprio PT ou ofi-
cial de carreira. O que não pode
é deixar-se envolver por mano-
bras de pessoas pouco qualifi-
cadas. Espero que o presidente
Lula faça juz às suas palavras de
que as Forças Armadas preci-
sam ser tratadas com respeito”,
finalizou Bolsonaro. “Não te-
nho como indicar alguém para
o Ministério da Defesa. Não
faço parte da equipe do Lula
nem tenho poder de veto, mas
tenho voz nesta Casa”, afirmou
Bolsonaro que admitiu sugerir
o nome de José Genoíno, de
quem, apesar de não ter grande
amizade, reconhece a compe-
tência. “Também não me opo-
ria se o eleito fosse Aldo Rebe-
lo, do PCdoB. Ambos são com-
petentes”, acrescentou.
O deputado Professor Lu-
izinho (PT-SP) criticou os
parlamentares que enaltecem
o legado do atual governo,
que, em sua opinião, “se
constitui no caos e na misé-
ria” que o presidente Lula
terá de administrar e superar.
“Tais discursos estão sendo
feitos sob uma base irreal,
porque o responsável pela si-
tuação crítica em que se en-
contra o País é o governo do
presidente Fernando Henri-
que Cardoso”, disse o depu-
tado. Para ele, o governo
FHC dizimou o patrimônio
nacional, deixando o País
com a maior dívida interna e
externa de sua história. “Es-
tamos vulneráveis no merca-
do internacional e à beira de
uma profunda crise externa,
que pode agravar e nos levar
a um buraco maior devido a
uma possível guerra no exte-
rior”, disse ele. Segundo o
parlamentar, o presidente
Lula vai enfrentar desafios
como a retomada da estabi-
lidade monetária e a recom-
posição da ordem da rela-
ção internacional econômi-
ca para a defesa do País e
da soberania nacional. Lula
terá, ainda conforme o de-
putado, de retomar o desen-
volvimento, gerar emprego
e renda e proporcionar o
acesso a comida, educação
e saúde para o conjunto do
povo brasileiro. “Para saber
em que estado se encontra
a máquina e passar a ter co-
nhecimento dela, é necessá-
rio haver bom relaciona-
mento social. Assim, esse
período de transição nada
tem a ver com a realidade
de um País que se encontra
mergulhado em tanto caos
e violência, mas que há de
se recuperar por exigência
do voto popular que deter-
minou a mudança a vir com
o início do governo do pre-
sidente eleito”, afirmou o
deputado paulista.
O deputado Luiz Sérgio
(PT-RJ) sugeriu que o Ita-
maraty, juntamente com o
Ministério do Meio Ambi-
ente e com o Ministério da
Marinha, solicite à Comu-
nidade Européia a relação
dos proprietários dos navi-
os que estão impedidos de
transportar combustíveis
por águas européias. Se-
gundo ele, a Comunidade
Européia adotou essa me-
dida após o acidente com
um petroleiro, na costa da
Espanha, que causou estra-
gos ecológicos ao meio am-
biente. “Precisamos impe-
dir que acidentes desse tipo
ocorram no Brasil, já que,
além dos problemas ecoló-
gicos, o acidente afetou a
economia local, o turismo
e a comunidade pesqueira”,
frisou. Ele ressaltou que
existem 66 navios que não
possuem o casco duplo,
condição exigida para que
possam transportar com-
bustíveispoluentes.
FernandoGabeira
Gabeira: Brasil de Lula será a
vanguarda crítica da globalização
Bolsonaro rejeita pressões para
escolha do ministro de Defesa
Prof. Luizinho repudia
legado de FHC
LuizSérgioquerproibir66
naviosdetransportarcombustíveis
6 -Brasília, 6 de dezembro de 2002 JornaldaCâmara
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midias@camara.gov.br
Em 2001 o governo federal
deixou de repassar R$ 36 bilhões
para os cofres da Previdência,
causando déficit nas contas do
Instituto Nacional de Segurida-
de Social. A denúncia, feita pe-
los auditores do INSS durante o
quinto congresso nacional da ca-
tegoria, levou o deputado Cres-
AComissãodeSeguridadeSo-
cial e Família aprovou o PL 6.765/
02, do Executivo, que propõe a
utilizaçãodoCadastroNacionalde
Informações Sociais (CNIS) para
facilitar ao trabalhador a compro-
vação junto ao INSS do direito à
obtenção do benefício previdenci-
ário. A proposta, que servirá para
descobrir o cálculo do salário de
benefício e comprovar a filiação ao
Regime Geral de Previdência So-
cial, o tempo de contribuição e a
relação de emprego, complemen-
ta a Lei 10.403, de janeiro deste
ano, que dispensa os trabalhado-
res da apresentação de documen-
tos que comprovem seus vínculos
e remunerações no período poste-
rior a julho de 1994. O projeto pre-
tende retroagir esse período até
1976, utilizando o CNIS, que é ali-
mentado por dados da Relação
Anual de Informações Sociais
(Rais), do Cadastro Geral de Em-
pregados e Desempregados (Ca-
ged) e do Fundo de Garantia por
Tempo de Serviço (FGTS).
Antes de apresentar o projeto,
o Ministério da Previdência ava-
liou a qualidade dos dados sobre
emprego existentes no CNIS com
data anterior a julho de 1994. Fo-
ram analisadas 12 variáveis rela-
cionadas aos vínculos trabalhistas
Aprovado uso de cadastro nacional
para comprovar dados no INSS
e consideradas de extrema relevân-
cia para o processo de concessão
do benefício previdenciário. Essas
variáveis passaram por 594 testes,
com registros de cerca de 312 mil
trabalhadores.“Odimensionamen-
to e a forma de extração da amos-
tra garantem margem de erro infe-
rior a 2%”, defendeu o ministro
JoséCechinnoprojetoenviadopelo
Executivo. O relator do projeto na
Comissão de Seguridade, deputado
Cleuber Carneiro (PFL-MG), res-
saltou que a proposta é positiva
também por representar avanço no
combate às fraudes. “Uma vez que
a base do CNIS é alimentada por
três bancos de dados distintos, a in-
serção de dados falsos ou a con-
cessão de benefícios com informa-
çõescontroversasserádificultada”,
avaliou o parlamentar.
O projeto, aprovado por una-
nimidade, será encaminhado à
Comissão de Constituição e Jus-
tiça e de Redação.
O deputado Gerson Pe-
res (PPB-PA) estranhou que
o presidente Fernando Hen-
rique Cardoso, após dar de-
clarações elogiando o Senai,
encaminhe mensagem ao
Legislativo retirando dinhei-
ro dessa instituição. Lamen-
ta o parlamentar que a men-
sagem do Executivo reco-
mende a apreciação da maté-
ria em regime de urgência ur-
gentíssima e crie o segundo
serviço social da Confedera-
ção Nacional do Transporte.
De acordo com Gerson
Peres, a Confederação Na-
cional do Transporte já tem
um serviço social e agora
quer criar mais um serviço
do gênero para os ferroviá-
rios com contribuição do Se-
nai e do Sesi e alocá-lo para
pagar conselhos regionais,
nacional e diretores execu-
tivos. “Não considero justo
que um processo dessa na-
tureza ganhe espaço no fim
do ano Legislativo, só para
atender a interesse de um
grupo que quer despir uma
instituição séria, para vestir
uma que não me parece sé-
ria”, disse, lamentando que
Peres critica mensagem
do Executivo sobre Senai
o presidente Fernando Hen-
rique termine seu governo
“com um ato que não condiz
com sua postura de estadista
e com a grandeza de sua per-
sonalidade”.
“Enquanto eu estiver nes-
ta Casa, até o dia 31 de janei-
ro, esse processo não vai adi-
ante, pois usarei todos os ex-
pedientes regimentais e legais
para impedir que se invista
contra as coisas que funcio-
nam corretamente neste
País”, afirmou.
Gerson Peres
cêncio Pereira Júnior (PFL-CE)
a pedir audiência pública na Co-
missão de Seguridade Social e
Família para discutir o assunto,
no próximo dia 12. “A Previdên-
cia é auto-suficiente, desde que
sejam repassados os recursos
previstos no art. 195 da Consti-
tuição”, argumentou. Crescên-
cio Pereira disse que nunca
acreditou na “veracidade do
rombo” da Previdência. Segun-
do ele, a audiência pública na
Comissão de Seguridade, com
a presença de parlamentares do
atual e do futuro governo, pode-
rá avaliar a “real situação” do sis-
tema previdenciário brasileiro.
Deputado propõe debate déficit no INSS
Cleuber Carneiro
Brasília, 6 de dezembro de 2002- 7JornaldaCâmara
Programação TV Câmara
AGENDA
A Comissão de
Defesa do Consumi-
dor reuniu-se ontem
com representantes da
Fundação de Seguri-
dade Social (Geap) e
do Instituto Nacional
do Seguro Social
(INSS) para discutir a
crise financeira que a
Geap atravessa, escla-
recer as razões e apon-
tar os responsáveis
pelo rombo de R$ 158 milhões.
Também foi firmado um com-
promisso visando unir esforços
para cumprir os acordos suspen-
sos com os fornecedores, melho-
rar o atendimento e recuperar a
imagem da instituição. “O rom-
bo foi causado pela má gestão e
desvio de recursos, mas os no-
vos diretores se esforçam para re-
adquirir a antiga imagem porque
sabem o quanto a Geap é impor-
tante para o funcionalismo públi-
co,” disse Judith Izabel Izêr Vaz,
superintendentedoINSS,umdos
mantenedores da Geap, que con-
vidou parlamentares, mantene-
dores, administradores e benefi-
ciários a se reunirem em mutirão
para recuperar a credibilidade do
Geap.
Testemunho
OdeputadoCelsoRussoman-
no (PPB-SP), integrante da co-
missão, levou sua mãe, Theuda
Russomanno, à audiência para,
segundo ele, dar um testemunho
da dificuldade que teve de en-
frentar para ser atendida no Ins-
tituto do Coração (Incor), em São
Paulo, pelo fato de ser convenia-
da ao Geap. A Fundação Zerbi-
ni, mantenedora do Incor, expli-
cou que o convênio estava sus-
penso por falta de pa-
gamento, fato não re-
conhecido pela dire-
ção da Geap. “Diante
das contradições, pre-
tendemos receber toda
a documentação que
esclareça a real situa-
ção financeira da
Geap e quais as insti-
tuições que se negam
a aceitar o plano. Que-
remos saber também
quem desviou R$ 158 milhões
de seu orçamento e responsabi-
lizá-lo judicialmente. Tirar di-
nheiro dos aposentados para
projetos pessoais ou obras go-
vernamentais que nada têm a
ver com os idosos é crime”, en-
fatizou Russomano. Já o depu-
tado José Borba (PMDB-PR),
que presidiu a audiência públi-
ca, acredita ter sido firmada uma
nova parceria entre a Comissão
de Defesa do Consumidor, a
Geap e os mantenedores, no in-
tuito de assegurar o conforto e
o respeito aos direitos dos se-
gurados da Geap.
O superintendente da
Geap/RJ, Sinval Albino de
Paula, destacou que a institui-
ção atende hoje, somente em
seu estado, cerca de 181 mil
associados, sendo 50% deles
pessoas com mais de 50 anos.
A filosofia da Fundação, ex-
plicou, tem sido priorizar o
serviço preventivo aos doen-
tes crônicos, prestando-lhes
atendimento residencial. No
interior do estado, onde não
havia rede de serviços, a Geap
está construindo uma rede fí-
sica para que seus clientes,
descobertos pelo plano, vol-
tem a contar com seus servi-
ços. “A Geap tinha uma cul-
tura de medicina curativa, o
que ocasionava desequilíbrio
nas contas. Hoje, nos dedica-
mosàprevenção,restaurando
os acordos com os antigos pres-
tadores de serviço e fazendo no-
vos credenciamentos; assim,
conseguimos reequilibrar o pas-
sivo. Tudo ficará em dia já em
2003”,disseSinvaldePaula.Um
dos fatores de dificuldade na luta
pela restauração do orçamento da
Geap, a seu ver, são os emprésti-
mos concedidos aos funcionári-
os públicos. “As parcelas dos
empréstimos são lançadas na fo-
lha de pagamento e os valores
são tão altos que não sobra di-
nheiro para pagar a Geap, porém
três parcelas em aberto eliminam
o associado do plano, fato que
prejudica as contas da fundação”,
detalhou.
A informação foi ratificada
pelo diretor de Controle de Qua-
lidadedaGeap,RuyArcher,res-
saltando que a instituição se
mantém com pequeno percen-
tual do salário de cerca de 741
mil funcionários públicos.
“São6%deumsalárioquenão
aumenta há vários anos e, mais
importante, esse percentual
cobre o atendimento não so-
mente ao funcionário, mas a
todo o seu núcleo familiar –
esposa, filhos e pais do funci-
onário, se forem seus depen-
dentes. Na Geap também não
há distinção de preços por fai-
xa etária ou pelo número de de-
pendentes. Com tudo isso, ela
não está falida”, afirmou. Ar-
cher assegurou que, no último
ano, sob a gestão de Ricardo
Akel, os compromissos têm
sido cumpridos no dia 25 de
cada mês, o que não justifica a
falta de atendimento em deter-
minados hospitais.
DefesadoConsumidoravaliarombodaGeap
Fundaçãodevepriorizarserviçopreventivo
Mágestãoedesvioscausaramorombonainstituição
HORÁRIO SEXTA 06/12/02
07:00 Mulheres no Parlamento: Dep.
VanessaGrazziotin(PCdoB/AM).
07:30 Palestra:VivercomSaúdena
TerceiraIdade
08:30 VisãoCrítica
09:00 SessãoOrdináriadaCâmara
dosDeputados(aovivo)
12:00 CâmaraAgoraII
12:15 MarcosdaCiênciaedaTecnologia:
38OSistemaImunológico
12:30 MundosàParte:05China-o
lugardasmulheres
13:00 VisãoCrítica
13:30 ReapresentaçãoCâmaraAgoraII
14:00 SessãoPlenáriaoudeComissão
(reapresentação)
18:00 PorDentrodasComissões
18:30 CâmaraAgoraIII
19:00 OlhardaUSP:ExclusãoDigital
19:30 TVCâmaraEntrevista
20:00 MarcosdaCiênciaedaTecnologia:
38OSistemaImunológico
20:30 MundosàParte:05China-o
lugardasmulheres
21:00 Mulheres no Parlamento: Dep.
VanessaGrazziotin(PCdoB/AM).
21:30 JornaldaCâmara
22:00 Brasilemdebate
22:30 OlhardaUSP:ExclusãoDigital
23:00 MemóriaPolítica:General
LeônidasPiresGonçalves
00:00 Mulheres no Parlamento: Dep.
VanessaGrazziotin(PCdoB/AM).
00:30 Tribuna Especial
01:00 JornaldaCâmara
01:30 Brasilemdebate
02:00 Mulheres no Parlamento: Dep.
VanessaGrazziotin(PCdoB/AM).
02:30 MemóriaPolítica:General
LeônidasPiresGonçalves
03:30 TVCâmaraEntrevista
04:00 MarcosdaCiênciaedaTecnologia:
38OSistemaImunológico
04:30 Palestra:VivercomSaúdena
TerceiraIdade
05:30 MundosàParte:05China-o
lugardasmulheres
06:00 OlhardaUSP:ExclusãoDigital
06:30 Mulheres no Parlamento: Dep.
VanessaGrazziotin(PCdoB/AM).
HORÁRIO SAB07/12/02
07:00 Sintonia:TizukaYamazaki-
Cineasta
07:30 Palestra:Qualoseutipode
Inteligência?TécnicasdeAprendizado
08:30 SemananaCâmara
09:00 Brasilemdebate
09:30 “SemináriodeCombateao
Crime Organizado”.
12:00 SemananaCâmara
12:30 Tribuna Especial
13:00 PorDentrodasComissões:
DefesadoConsumidor
13:30 DocumentárioTVCâmara:CPI
doÍndio
14:00 “SemináriodeCombateaoCrime
Organizado”.
18:00 Sintonia:TizukaYamazaki-
Cineasta
18:30 PorDentrodasComissões:
DefesadoConsumidor
19:00 Tribuna Especial
19:30 TVCâmaraEntrevista
20:00 MemóriaPolítica:GeneralLeônidas
Pires Gonçalves
21:00 Sintonia:TizukaYamazaki-
Cineasta
21:30 SemananaCâmara
22:00 Brasilemdebate
22:30 TalentoBrasileiro:JoãoDonato
convidaJoyce
23:30 MemóriaPolítica:General
LeônidasPiresGonçalves
00:30 Tribuna Especial
01:00 SemananaCâmara
01:30 Brasilemdebate
02:00 Sintonia:TizukaYamazaki-
Cineasta
02:30 TalentoBrasileiro:JoãoDonato
convidaJoyce
03:30 TVCâmaraEntrevista
04:00 PorDentrodasComissões:
DefesadoConsumidor
04:30 Palestra:Qualoseutipode
Inteligência?TécnicasdeAprendizado
05:30 Mulheres no Parlamento: Dep.
VanessaGrazziotin(PCdoB/AM).
06:00 TalentoBrasileiro:JoãoDonato
convidaJoyce
HORÁRIO DOM08/12/02
07:00 PorDentrodasComissões:
DefesadoConsumidor
07:30 Palestra:QualidadeeProdutividade
08:30 SemananaCâmara
09:00 Brasilemdebate
10:30 “SemináriodeCombateao
Crime Organizado”.
12:30 Tribuna Especial
13:00 SérieViaMística:OsCaminhosdo
Amor II
14:00 TalentoBrasileiro:JoãoDonato
convidaJoyce
15:00 MemóriaPolítica:General
LeônidasPiresGonçalves
16:00 OlhardaUSP:ExclusãoDigital
16:30 EntrevistaONGUniãoPlanetária-
primeira parte “Água como
Ser Vivo”; segunda parte “O
CabocloTaoísta”
17:30 MulheresnoParlamento:Dep.
VanessaGrazziotin(PCdoB/AM).
18:00 SérieViaMística:OsCaminhos
doAmorII
19:00 Tribuna Especial
19:30 TVCâmaraEntrevista
20:00 Talento Brasileiro:JoãoDonato
convidaJoyce
21:00 PorDentrodasComissões:
DefesadoConsumidor
21:30 FilmeNacional:“Oriundi”
23:30 Brasilemdebate
00:00 TVUMC-ProgramaPágina
Aberta“LeviBucalemFerrari”
00:30 Tribuna Especial
01:00 SemananaCâmara
01:30 Brasilemdebate
02:00 PorDentrodasComissões:
DefesadoConsumidor
02:30 FilmeNacional:“Oriundi”
04:30 Palestra:QualidadeeProdutividade
05:30 EntrevistaONGUniãoPlanetária
-primeiraparte“Águacomo
SerVivo”;segundaparte“O
CabocloTaoísta”
06:30 OlhardaUSP:ExclusãoDigital
8 -Brasília, 6 de dezembro de 2002 JornaldaCâmara
A Carta de Brasília,aprova-
da ontem pela plenária da IV
Conferência das Cidades, pro-
movida pela Comissão de De-
senvolvimento Urbano e Interi-
or e entidades populares, será
entregue em ato político ao pre-
sidente eleito, Luiz Inácio Lula
da Silva. De acordo com o pre-
sidente da plenária de encerra-
mento, deputado Djalma Paes
(PSB-PE), o encontro trouxe
mudanças fundamentais. “O ní-
vel das intervenções e propos-
tas amadureceu muito e isso ga-
rante ressonância ao nosso tra-
balho, sobretudo agora que vi-
veremos sob um governo popu-
lar, que vai ouvir e executar nos-
sas idéias”, afirmou. Paes, não
reeleito, foi o homenageado do
evento pelo seu trabalho no
Congresso em defesa da refor-
ma urbana.
Uma das características que
distinguem o encontro deste ano
– a participação de entidades de
diferentes segmentos sociais,
como saúde e educação – mar-
cou o rol de propostas apresen-
tadas nos relatórios finais dos
grupos e, também, na carta fi-
nal. Organizada para discutir a
violência nas cidades, a Confe-
rência apresentou vasto leque de
propostas, cujo eixo fundamen-
tal foi o da proteção à infância e
adolescência, por meio de me-
lhorias no sistema educacional,
alterações na relação entre se-
gurança pública e a população,
políticas de combate ao precon-
ceito e à exclusão, entre muitas
outras. As propostas também
atingem a estrutura da política
de habitação popular e sanea-
mento.
O diagnóstico da Conferên-
cia é o de que a exclusão social
e a desigualdade no acesso aos
serviços públicos e benefícios
das cidades são a origem da vio-
lência. Segundo a Carta de Bra-
sília, apenas 30% das popula-
ções urbanas usufruem dos be-
nefícios e qualidade de vida pro-
porcionados pelas cidades. Isso
definiu o eixo das propostas, fi-
xadas na constituição de cida-
des mais justas e redefinição da
sua gestão, dando ênfase à par-
ticipação popular na elaboração
das políticas e orçamentos e for-
talecendo organismos paritários,
como os conselhos nos três ní-
veis de representação. No âm-
bito macropolítico, a Conferên-
cia propõe a sua multiplicação
por municípios e estados e tam-
bém a criação de um Ministério
das Cidades, além de reivindi-
car a aprovação, ainda neste ano,
doPL2.710/92,deiniciativapo-
pular, que cria o Sistema Naci-
onal de Habitação e Interesse
Social e o Fundo Nacional de
Moradia Popular.
Na avaliação do de-
p u t a d o D r . E v i l á s i o
(PSB-SP), a IV Confe-
rência das Cidades , re-
alizada na Câmara ao
longo desta semana, re-
fletiu, em seus painéis, a
problemática das cida-
des brasileiras que, há
pouco mais de 50 anos,
concentravam um quarto
da população rural e
hoje abrigam quase 80%
da sociedade brasileira.
Segundo o parlamentar,
foram discutidos pro-
b l e m a s “ p r o f u n d o s e
q u a s e i r r e s o l u t o s ” ,
como saneamento, lixo,
saúde, habitação, edu-
cação e violência que,
junto com o desempre-
go, constituem os “mai-
ores e mais graves pro-
blemas brasileiros”.
Dr. Evilásio comentou
o crescimento dos índi-
ces de violência e criti-
cou o poder público que,
em sua opinião, não tem
apresentado as respostas
devidas. “Os brasileiros
jovens estão morrendo
como se morre em uma
guerra. Realmente, insta-
lou-se uma guerra no Bra-
sil. Hoje, os índices de
homicídios, em função da
violência, são superiores
a muitas guerras, princi-
palmente a essa guerra
contemporânea que se dá
no Oriente Médio”, con-
cluiu.
O deputado Pedro
Fernandes (PFL-MA)
destacou os debates so-
bre os problemas das
grandes metrópoles e as
soluções para a criação
de políticas públicas. “A
Conferência das Cida-
des , que repete o grande
sucesso das anteriores,
neste ano traz um tema
atual e prioritário: a se-
gurança”, ressaltou. Ele
lembrou que o assunto
foi debatido com os cida-
dãos, que fazem o cotidi-
ano das cidades brasilei-
ras, com especialistas no
assunto e com políticos
da Casa.
Como ciência, a Pedagogia
não é responsável pelo fato de
ainda existirem brasileiros que
não aprendem a ler e a escre-
ver. Por isso, não pode ser con-
denada pelo crime da não
aprendizagem. Já a política
econômica adotada nos últi-
mos anos no País privilegiou
o mercado financeiro, fomen-
tando o desequilíbrio social.
Por isso, é culpada. Essas fo-
ram as conclusões dos dois
grandes júris realizados pela
Conferência Nacional de Edu-
cação, Cultura e Desporto. A
deputada Esther Grossi (PT-
RS), presidente da Comissão
de Educação, que promove a
Conferência, observou que a
política pedagógica foi conde-
nada, por misturar vários mo-
delos pedagógicos, que são
contraditórios entre si. Segun-
do ela, os vereditos dos jura-
dos refletem o pensamento dos
educadores. “O professorado
tem consciência de que há uma
grande necessidade de revisão.
Revisão tanto na orientação
econômica, como na orienta-
ção pedagógica”.
A Conferência Nacional de
Educação termina hoje depois do
grande júri que julgará a respon-
sabilidade dos meios de comuni-
cação no crime da não-aprendiza-
gem. O juiz será o procurador Luiz
Francisco de Souza. A defesa será
feitapelajornalistaElianeCatanhe-
de e a acusação, pelo jornalista Car-
los Chagas.
ConferênciadasCidadesfarárecomendaçõesaLula
No plenário deputados
avaliam debate
Encontro sobre educação absolve pedagogia e condena política
Documento propõe criação do Ministério das Cidades
Debatedores concluíram que misturaram-se modelos contraditó-
rios

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  • 1. JornaldaCâmaraBrasília, Sexta-feira, 6 de dezembro de 2002 Ano 4 - Nº 902CÂMARA DOS DEPUTADOS DEVOLUÇÃO GARANTIDA PRT - 47-840/92 O deputado Benito Gama apresentou, on- tem, ao plenário a versão final do projeto de conver- são à MP 66, que trata da minirre- forma tributária. A discussão do texto está marcada para a próxima terça-feira. O documento com 33 páginas trata de di- versas questões relativas à legislação tri- butária. O fim da cumulatividade do PIS- Pasep foi mantido, mas com suas exceções Relatório da MP 66 é apresentado e começa a ser discutido na terça A Carta de Brasília, aprovada ontem pela IV Conferência das Cidades, será entregue em ato político ao presidente elei- to, Luiz Inácio Lula da Silva. O documento, além de propor a criação de um Ministério das Cidades, reafirma a necessida- de de aprovação, ainda neste ano, do projeto de iniciativa popular que cria o Sistema Nacional de Habitação e Interesse Social e o Fundo Nacional de Moradia Popular. Página 8 Gabeiradizquegoverno Lula vai liderar crítica à globalização Comissão de Orçamento aprova maistrêsrelatóriossetoriais A Comissão Mista de Orça- mento aprovou ontem mais três relatórios setoriais da proposta orçamentária para 2003. Foram votados os relatórios das áreas de Previdência e Assistência Soci- al, cujos recursos previstos tota- lizaram R$ 128,4 bilhões; Edu- cação, Cultura, Ciência e Tec- nologia, Esporte e Turismo, com R$ 341,9 bilhões; e Poderes do Estado e Representação com R$ 19 bilhões. Na próxima segun- da-feira, a comissão volta a apre- ciar os cinco relatórios setoriais restantes. Página 3 ampliadas. No Re- fis, as empresas te- rão até 120 dias para aderir ao pro- grama, inclusive as que foram excluí- das anteriormente. O projeto também prevê a possibilida- de de parcelamen- to dos débitos de estados, municípios e Dis- trito Federal e manteve a alíquota de 27,5% do Imposto de Renda para as pessoas jurídi- cas, um dos pontos contestados pelo PFL. Página 2 Cadastro ajudará trabalhador acomprovar dadosnoINSS O trabalhador poderá usar o Cadastro Nacional de Infor- mações Sociais para compro- var no INSS o direito ao bene- fício previdenciário. O projeto foi aprovado na Comissão de Seguridade Social e Família. Página 6 Crise financeira da Seguridade Social é analisada por comissão Página 5 Página 7 w w w . c a m a r a . g o v . b r Na Internet: j o r n a l @ c a m a r a . g o v . b r E-mail: JornaldaCâmara
  • 2. 2 -Brasília, 6 de dezembro de 2002 JornaldaCâmara O relator da Medida Provisó- ria 66/02, deputado Benito Gama (PMDB-BA), apresentou proje- to de lei de conversão à matéria na sessão extraordinária de on- tem. A discussão, entretanto, não pôde avançar porque o líder do PFL, Inocêncio Oliveira (PE), pediu a transferência da votação para a próxima sessão ordinária, conforme prevê a Resolução 01/ 02, do Congresso Nacional, so- bre a tramitação de MPs. O pro- jeto de conversão tem 33 pági- nas e trata de diversas questões relativas à legislação tributária. Além dos principais pontos já di- vulgados no decorrer dessa sema- nadenegociações(verquadro),ou- tros aspectos merecem destaque. No caso do Imposto de Renda, o relator corrige a redação da Lei 10.451/02 para estender também para o próximo ano a correção dos valores da tabela do imposto. A exceção para o novo regi- me de tributação do PIS/Pasep atinge não somente as receitas decorrentes da prestação de ser- viços de telecomunicações, mas também aquelas derivadas dos serviços das empresas jornalísti- cas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens. Para as coopera- tivas,oPIS/Paseppassaráaserde 1% sobre a folha de pagamento mensal, relativas às operações com associados, e de 0,65% so- bre o faturamento do mês em re- lação às receitas de operações com não associados. As cooperativas são isentas da Cofins quanto aos atos próprios de suas finalidades. “Não tenho dúvida de que é um pequeno passo do ponto de vista de reforma, mas é um gran- de passo para o início da modifi- cação estrutural de que o sistema tributário brasileiro precisa e que, seguramente,onovogovernovai fazer neste País”, afirmou Beni- to Gama. Constam do projeto a possibilidade de parcelamento dos débitos de estados, municí- pios e Distrito Federal, que esta- va prevista na MP 38/02, cuja vigência expirou por não ter sido apreciada no prazo regimental pelo Congresso, e a obrigação de envio de informações à Secretaria da Receita Federal sobre passagei- ros e tripulantes de aviões e navios porpartedasempresasdetranspor- te internacional. No Refis, as em- presas terão até 120 dias a contar da publicação da lei para aderir ao programa, inclusive as que foram excluídasanteriormente. Relator apresenta projeto de conversão à MP 66 Refis Prazo de 120 dias para adesão; opção de parcelamento em até 180 parcelas Imposto de Renda Alíquotade27,5%para2003 Cooperativas Isenção da Cofins; índice diferente para operações com não asso- ciados Fim da cumulatividade do PIS/Pasep Alíquota de 1,65%; PL em 2003 deverá rever alíquota se a arreca- dação não se mantiver Exceção do tributo Operações de exportação Débitos com a União Estados,municípioseDFpoderãoparcelardébitosdoPasep Simples Também poderão optar as agências de viagem e turismo, as agên- cias lotéricas, auto-escolas, seguradoras, franquias dos Correios e escritórios de contabilidade CSLL Mantém alíquota de 9% para 2003 e deduções de incentivo à pesquisa O líder do PFL, Inocêncio Oliveira (PE), afirmou que re- correrá à Comissão de Consti- tuição e Justiça e de Redação pedindo a anulação da sessão extraordinária quando foi lido o relatório do Projeto de Lei de Conversão da Medida Provisó- ria 66/02. O deputado alegou que não havia quórum suficien- te para o início da sessão. O pa- inel acusava a presença de 209 deputados na Casa quando a ses- são foi aberta. Segundo informa- ções da Secretaria-Geral da Principaismudançasdorelatório Uma comitiva de parlamen- tares russos visitou ontem a Câmara e esteve na Comissão de Constituição e Justiça e de Redação para conhecer o pro- cesso de tramitação das leis re- lativas à área jurídica, à inicia- tiva de projetos, ao funciona- mento e sistema de votação na Câmara, bem como informa- ções sobre programas do pró- ximo governo, como o de com- bate à fome. Acompanhados pelo embaixador da Rússia no Brasil, Vassili Gronov, os par- lamentares foram recebidos pelo vice-presidente da CCJR, deputado Jaime Martins (PFL- MG), e o presidente do Grupo Parlamentar de Amizade Bra- sil-Rússia, deputado Átila Lins Parlamentares russos visitam a Câmara (PFL-AM). Na avaliação de Jai- me Martins, a troca de informa- ções entre os dois países é impor- tante para estreitar as relações não apenas políticas, mas também de Mesa, não há necessidade de ha- ver 257 deputados presentes na Casa para leitura do relatório. Esse quórum somente seria ne- cessário para se iniciar a discus- são e votação do texto. Inocên- cio, um dos líderes que pediram o adiamento da votação da MP, considera inconstitucional a in- clusão de novos assuntos na me- dida provisória. Ele chegou a classificar a MP de “colcha de re- talhos” e teme que, se aprovada, a medida possa ser contestada fu- turamente na Justiça. Líder do PFL vai recorrer à CCJR para anular sessão comércio exterior. “Brasil e Rússia são países de dimensão continental, com problemas se- melhantes e precisam um do outro”, afirmou o deputado. OrelatóriododeputadoBenitoGamadeveservotadonapróxima terça-feira Parlamentares vieram conhecer processo legislativo brasileiro
  • 3. Brasília, 6 de dezembro de 2002- 3JornaldaCâmara Orçamento Previdência e Assistência Social Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia, Esporte e Turismo Poderes do Estado e Representação Aprovados mais três relatórios setoriais O primeiro relatório setorial aprovado, na manhã de ontem, pela Comissão Mista de Orçamen- to foi o da Área Temática VIII, Previdência e Assistência Social. Os recursos previstos para a área totalizam aproximadamente R$ 128,4 bilhões, sendo que o Minis- tério da Previdência e Assistência Social receberá R$ 109,5 bilhões e o Ministério do Trabalho e Em- prego R$ 18,9 bilhões. Os seis destaques para votação em sepa- rado apresentados foram rejeita- dos, conforme havia sido acorda- do pelos líderes na reunião da úl- tima terça-feira. O relator da matéria, deputa- do Félix Mendonça (PTB-BA), criticou, entretanto, o fato de que o Executivo não tem executado o Orçamento aprovado pelo Con- gresso. “Há uma compreensão predominante, da qual discorda- mosinteiramente,queenxerganos orçamentos públicos leis de cará- ter simplesmente autorizativas”, registrou Mendonça em seu rela- tório. O deputado destacou a im- portância do Fundo do Regime GeraldaPrevidênciaSocial.“Éno âmbito dessa unidade orçamentá- ria que estão registradas as despe- sas da Previdência Social básica (aposentadorias, pensões, etc.) e dos pagamentos da renda mensal vitalícia por idade e invalidez. No total,registram-secercadeR$98,5 bilhões,beneficiando19,9milhões de pessoas e indicando um cresci- mento da ordem de 16% em rela- ção à dotação orçamentária de 2002”, assinalou o relator. Félix Mendonça destacou ain- daodéficitdoINSS:“atéjulhode 2002, os benefícios rurais respon- deram por 96% do déficit previ- denciário do INSS”. Apontou que o montante das renúncias previ- denciárias para 2003 chegará a R$ 9 bilhões e lembrou que o Comitê de Receitas da comissão previu o aumento da receita da Previdência decorrente do incremento da fis- calização realizada pela Dataprev (R$500milhões)epelacontribui- ção das empresas prestadoras de serviços (R$ 500 milhões). Em re- lação aos recursos destinados ao Ministério do Trabalho, o parla- mentar baiano assinalou que “a despesa fixada para 2003, em cer- ca de R$ 18,9 bilhões, representa elevação de 36% em relação ao proposto em 2002 e de 30% em relação ao autorizado”, acrescen- tado que esse crescimento se deve ao aumento do Fundo de Amparo ao Trabalhador. A proposta orçamentária para 2003 da Área Temática I, integra- dapelosPoderesExecutivo,Legis- lativo e Judiciário, totaliza R$ 19 bilhões,sendoR$14,9bilhõespara oOrçamentoFiscaleR$4milhões para o Orçamento da Seguridade Social.Destesrecursos,oPoderJu- diciárioficarácom61,2%,ouseja, R$11,6bilhões.Orelatordamaté- ria,senadorAntônioCarlosJúnior (PFL-BA), observou que “na pro- gramaçãodosórgãosdoPoderJu- diciário encontram-se alocadas do- tações destinadas ao pagamento de precatóriosjudiciáriosoriginadosde condenaçõesjudiciaisdosórgãosda Administração Pública Direta”. O senador destacou que “as despesas concentram-sefortementenositens pessoal, que representa 77,5% do total(R$14,7bilhões),eoutrasdes- pesas correntes, que atinge 19,2% dos dispêndios totais (R$ 3,6 bi- lhões).Osinvestimentosparticipam tão-somentecom2,7%dosgastos totais (R$ 527,8 milhões). O relator da Área Temática VI, deputado Dr. Rosinha (PT-PR), foi enfático ao afirmar que os recur- sos alocados para a área demons- tram que a educação, a cultura, o desenvolvimento tecnológico, o esporte e o turismo foram relega- dos ao segundo plano pelo gover- no federal. Ele desenhou um qua- dro comparativo demonstrando que os recursos para esses setores caíram drasticamente em compa- ração às receitas correntes do Te- souro, nos últimos anos. Enquanto as receitas correntes do Tesouro, em 2002, deverão atingir o montante de R$ 331,9 bilhões, em 2003, deverão chegar a R$ 341,9 bilhões. Apesar dessa elevação em R$ 10 bilhões das receitas correntes, o orçamento do Ministério da Educação deverá cair de R$ 18 bilhões em 2002 para R$ 17,6 bilhões em 2003; da mes- ma forma, os recursos para o Mi- nistério da Cultura cairão de R$ 405 milhões em 2002 para ape- nas 298 milhões em 2003. O or- çamento do Ministério do Espor- te e Turismo, previsto em R$ 786 milhões em 2002, será reduzido para R$ 356 milhões em 2003. Somente o Ministério da Ciência e Tecnologia terá aumento de re- cursos, dos atuais R$ 2,7 bilhões para R$ 3,18 bilhões. No total, o orçamento dos quatro ministéri- os, que em 2002 chegou a R$ 22 bilhões, deverá cair para R$ 21,5 bilhões. O relator lamentou ter sido obrigado a rejeitar emendas que classificou como legítimas. “As emendas individuais de parla- mentares, mais as emendas apresentadas pelas bancadas es- taduais e pelas comissões temá- ticas da Câmara e do Senado Federal somaram aproximada- mente R$ 5 bilhões. Porém, os recursos de que dispúnhamos para atender a todos esses plei- tos legítimos eram de apenas R$ 300 milhões. Por isso, atendemos parcialmente às emendas e vamos recomendar ao relator geral que analise com cuidado determina- dos pleitos, para que possam ser contemplados na medida do pos- sível”, disse Dr. Rosinha. O deputado informou que acatou emenda da Comissão de Educação e alocou mais R$ 5 milhões para o programa de com- bate ao analfabetismo, que pas- sará a contar com cerca de R$ 425 milhões. Dr. Rosinha também remanejou outros R$ 20 milhões para atender demandas das insti- tuições federais de ensino supe- rior e mais R$ 20 milhões para os hospitais universitários. A Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização aprovou ontem mais três relatórios setoriais, concluindo a previsão orçamentária para as áreas de Previdência e Assistência Social; Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia, Esporte e Turismo; e Poderes do Estado e Representação. Dois relatórios setoriais foram aprovados na quarta-feira: Justiça e Defesa; Agricultura e Desenvolvimento Agrário. Na próxima segunda-feira, a comissão volta a apreciar os cinco relatórios setoriais restantes do Projeto de Lei Orçamentária de 2003. Destes, apenas o relatório que versa sobre Fazenda e Desenvolvimento tinha sido apresentado à comissão até ontem. O relator da área de Previdência, Felix Mendonça, e o presidente da comissão, José Carlos Aleluia
  • 4. 4 -Brasília, 6dedezembro de 2002 JornaldaCâmara A correlação de forças, na pró- xima Legislatura, será mais forte para o lado dos partidos compro- metidos com as mudanças, com a justiça social e com o fim dos desequilíbrios regionais. A opi- nião é do deputado Clementino Coelho (PPS-PE), que ontem des- pediu-se da Câmara, ressaltando a importância do Congresso no ce- nário de um governo de esquerda. “Poucas vezes na história, esta Casa tevecondiçõesobjetivasdeserparte decisiva no processo de mudanças que oPaís viverá”, salientou. Essa mudança, segundo Cle- mentino, começa com a agenda de votação das reformas da Previdên- cia, tributária, trabalhista e política. O parlamentar pernambucano acre- dita que as reformas vão fortalecer osetorprodutivo,modernizandoo País e tornando suas regiões mais competitivas. Ele lembrou ainda O deputado Walter Pinheiro (PT-BA) criticouaMPdaminirre- forma tributária, considerando-a um exemplo dos “abusos” cometidos, sobretudo no que diz respeito ao volume de matérias nela inseridas. “É feito um mix e em vez de debater três, quatro ou cinco pro- jetos, junta-se tudo numa única medida provisória e tenta-se, com o PLV, fazer com que a Casa aprecie várias matérias de uma só tacada, como se diz no jargão popular”, disse. Para o parlamentar, “ tal atitude tira a qualidade da aprovação de um instrumento legal, permitindo a introdução de temas perigosos, fragilizando a Casa, e podendo aprovar matérias que podem ge- rar complicações para o Execu- tivo e até para o cidadão”. Em sua opinião, o Legislativo preci- sa rediscutir o uso das medidas Ao protestar contra a possibilidade de o governo federal não socorrer a Varig, o deputado Pompeo de Mat- tos (PDT-RS), apresentou requerimento à Mesa, solici- tando a criação de uma co- missão externa para acom- panhar a pior e mais séria crise financeira da maior empresa aérea do País. O parlamentar disse que fontes do Executivo revela- ram ao jornal Folha de S. Paulo que, caso a Varig quebre, haveria um proble- ma de oferta a curto prazo, mas nada que o mercado não possa absorver rapidamente. “O governo, intimamente, não teme a falência da Va- rig, mesmo sendo ela uma das mais importantes empre- sas nacionais”, condenou. Pompeo de Mattos lem- brou a postura adotada por este mesmo governo duran- te a crise no sistema finan- ceiro, que, segundo disse, através do BNDES, injetou Clementino diz que Congresso será parte decisiva no processo de mudança que não se construirá um país com- petitivoseminvestimentoeminfra- estrutura de transportes, energia, saúde e educação. Clementino Coelho voltou a defender uma maior atenção para o Nordeste,“contestandoavisãodos burocratas” de que a região é um “ônus” para o País. “Como pode ser problema uma região cuja equação água, sol e solo é capaz de produzir safras anuais? Como pode ser pro- blema a existência do únicosemi- áridotropicaldomundo?”.Clemen- tino observou que com muito me- nosoutrasregiõesdomundo,como ooestenorte-americano,aEspanha, o Chile e Israel, desbravaramterras consideradas inóspitas e estéreis, atingindo níveis elevados d edesen- volvimento econômico. O deputado disse confiar na capacidade do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, de ven- cer o desafio da fronteira agrí- cola da irrigação no semi-árido. “Quando isso acontecer, não apenas estaremos criando mi- lhões de empregos, mas trazen- do divisas para o País e dando condições reais de sustentabili- dade para o Nordeste”, concluiu. provisórias e pensar em outros mecanismos. “Temos de encon- trar um caminho que resgate o papel e a importância do Parla- mento, no qual o cidadão se sin- ta seguro em relação à aprova- ção de matérias que irão se trans- formar em lei”, concluiu. bilhões de reais nos bancos em crise. Ele estranhou o fato de não ter sido levado em consideração, em ne- nhum momento da discus- são, um importante ativo da empresa - um processo já ganho referente ao reembol- so de ICMS - R$ 1,2 bilhão que a companhia tem a rece- ber, enquanto a sua dívida foi estimada em R$ 1 bilhão. Pompeo de Mattos defende imediato socorro à Varig Pompeo de Mattos Para o deputado Pedro Eu- gênio (PT-PE), a transição en- tre o governo FHC e o de seu partido é um exemplo de con- vivência democrática, apesar das divergências. Criticou, porém, quem interpreta esse “processo cordial” como legi- timação ou referendo por par- te do novo governo ao que ora se encerra. Eugênio crê que Fernando Henrique tem tenta- do “confundir a opinião públi- ca”, passando a idéia de que o País está equilibrado. “O presidente Lula recebe o País com uma dívida pública pró- Pedro Eugênio vê transição como exemplo de democracia xima dos R$ 900 bilhões, uma taxa de juros indecorosa, que impede o livre desenvolvi- mento das forças produtivas. O País recebe o pior orçamen- to dos últimos oito anos, em que não há recursos para de- senvolver programas consis- tentes”, avaliou o parlamentar, para quem o País vive um mo- mento de extrema dificuldade, assistindo à volta da inflação. “A sociedade precisa saber que Fernando Henrique Cardo- so está transmitindo ao futuro governo um legado de desor- dem econômica,” concluiu. Walter Pinheiro critica excesso de assuntos incluídos nas MPs Sessimcomemora investimentodoBird naeducaçãodoRJ O deputado Simão Sessim (PPB-RJ) comemorou o anún- cio de investimentos de US$ 100 milhões, por parte do Banco Mundial, na educação pública do Rio de Janeiro, in- cluindo os ensinos fundamen- tal e médio. Sessim esclare- ceu que a concepção do pro- jeto sustenta-se em cinco ei- xos: capacitação dos professo- res, gerenciamento das esco- las, reforma institucional e combate ao abandono escolar e à distorção que existe entre a idade e a série cursada. “A expectativaéadequeessepro- jeto seja aprovado agora em ja- neiro,apósapossedosnovosgo- vernosfederaleestadual,quan- doentãooMinistériodoPlane- jamento avaliará a questão fis- cal, uma vez que o governo fe- deral será o avalista dessa obra para a educação”, finalizou. Clementino Coelho Walter Pinheiro
  • 5. JornaldaCâmara Brasília, 6 de dezembro de 2002- 5 O deputado Fernando Ga- beira (PT-RJ) enfatizou que uma das maiores responsabili- dades do Brasil de Luiz Inácio Lula da Silva será lutar pela união da América Latina e re- presentar os países em desen- volvimento no processo de crí- tica à globalização. “Até a elei- ção de Lula, o PT era apenas a maior força orgânica mundial a pedir uma outra globaliza- ção, mais justa e fraternal. Hoje, com a vitória de Lula, o Brasil é o maior país do mun- do a se antepor à maneira como se faz a globalização, encar- nando a esperança de pobres e ricos, de estudantes norte-ame- ricanos e europeus e campone- ses da Bolívia e da Índia”, afir- mou. Para ele, o Brasil, repre- sentando os países em desen- volvimento, deve adotar nova postura frente ao FMI. “Nos- sas relações com o FMI não podem ser apenas de devedor e credor, embora esse aspecto seja cumprido de acordo com os contratos já realizados. Nos- sa relação com o fundo tem de levar em conta essa nova rea- lidade”, explicou. O parlamentar fluminense citou o conflito no Oriente Médio “como um pano de fun- do utilizado pelos Estados Unidos para esconder os gra- ves problemas que a economia americana e mundial vivem” e criticou a sua política proteci- onista que contradiz o discur- so de livre comércio. “Os EUA fecharam-se numa política que taxou os exportadores de aço, sem contar a intransigência em manter barreiras não tarifárias, como a lei antidumping, e uma decisão de financiar a própria agricultura com quase US$ 200 bilhões, trazendo inúme- ros prejuízos para exportado- res de países mais pobres, in- clusive o Brasil”, destacou. Gabeira salientou ainda que o Brasil também deve assumir a liderança na luta pela preser- vação ambiental do planeta. “Quem esteve em Haia, no meio dos anos 80, e agora em 2002 em Johanesburgo, pode testemunhar o enorme salto dado pelo nosso País. De vi- lão internacional, passamos à posição de vanguarda, toman- do iniciativas que vão desde a proteção da floresta, como mostra a criação do Parque do Tumucumaque, no Amapá, uma região do tamanho da Bél- gica, com mais espécies de aves do que Canadá e EUA juntos, até a luta contra o aque- cimento global com a propos- ta de 10% de energia de fontes alternativas renováveis até 2010”, completou. O deputado Jair Bolsonaro (PPB-RJ) alertou o futuro pre- sidente da República para que não se deixe envolver em ma- nobras e lobbies, a seu ver, ar- ticulados pelo embaixador bra- sileiro em Moscou, José Vie- gas, que almejaria o posto de ministro da Defesa. Ele revelou que o diplomata tem ligado sis- tematicamente para oficiais ge- nerais de quatro estrelas bus- cando apoio para sua indicação àquele ministério. “É bom lem- brar ao presidente Lula que o senhor Viegas, como embaixa- dor no Peru, apoiou até o fim o presidente Fujimori e ainda usou o nome do Brasil para pedir asi- lo para Waldemiro Montesino, mesmo depois do escândalo das fitas gravadas por ele, envolven- do atos de corrupção, tráfico de armas e de drogas”, disse o par- lamentar. “O presidente Lula deve indicar nome de sua confi- ança, seja do próprio PT ou ofi- cial de carreira. O que não pode é deixar-se envolver por mano- bras de pessoas pouco qualifi- cadas. Espero que o presidente Lula faça juz às suas palavras de que as Forças Armadas preci- sam ser tratadas com respeito”, finalizou Bolsonaro. “Não te- nho como indicar alguém para o Ministério da Defesa. Não faço parte da equipe do Lula nem tenho poder de veto, mas tenho voz nesta Casa”, afirmou Bolsonaro que admitiu sugerir o nome de José Genoíno, de quem, apesar de não ter grande amizade, reconhece a compe- tência. “Também não me opo- ria se o eleito fosse Aldo Rebe- lo, do PCdoB. Ambos são com- petentes”, acrescentou. O deputado Professor Lu- izinho (PT-SP) criticou os parlamentares que enaltecem o legado do atual governo, que, em sua opinião, “se constitui no caos e na misé- ria” que o presidente Lula terá de administrar e superar. “Tais discursos estão sendo feitos sob uma base irreal, porque o responsável pela si- tuação crítica em que se en- contra o País é o governo do presidente Fernando Henri- que Cardoso”, disse o depu- tado. Para ele, o governo FHC dizimou o patrimônio nacional, deixando o País com a maior dívida interna e externa de sua história. “Es- tamos vulneráveis no merca- do internacional e à beira de uma profunda crise externa, que pode agravar e nos levar a um buraco maior devido a uma possível guerra no exte- rior”, disse ele. Segundo o parlamentar, o presidente Lula vai enfrentar desafios como a retomada da estabi- lidade monetária e a recom- posição da ordem da rela- ção internacional econômi- ca para a defesa do País e da soberania nacional. Lula terá, ainda conforme o de- putado, de retomar o desen- volvimento, gerar emprego e renda e proporcionar o acesso a comida, educação e saúde para o conjunto do povo brasileiro. “Para saber em que estado se encontra a máquina e passar a ter co- nhecimento dela, é necessá- rio haver bom relaciona- mento social. Assim, esse período de transição nada tem a ver com a realidade de um País que se encontra mergulhado em tanto caos e violência, mas que há de se recuperar por exigência do voto popular que deter- minou a mudança a vir com o início do governo do pre- sidente eleito”, afirmou o deputado paulista. O deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) sugeriu que o Ita- maraty, juntamente com o Ministério do Meio Ambi- ente e com o Ministério da Marinha, solicite à Comu- nidade Européia a relação dos proprietários dos navi- os que estão impedidos de transportar combustíveis por águas européias. Se- gundo ele, a Comunidade Européia adotou essa me- dida após o acidente com um petroleiro, na costa da Espanha, que causou estra- gos ecológicos ao meio am- biente. “Precisamos impe- dir que acidentes desse tipo ocorram no Brasil, já que, além dos problemas ecoló- gicos, o acidente afetou a economia local, o turismo e a comunidade pesqueira”, frisou. Ele ressaltou que existem 66 navios que não possuem o casco duplo, condição exigida para que possam transportar com- bustíveispoluentes. FernandoGabeira Gabeira: Brasil de Lula será a vanguarda crítica da globalização Bolsonaro rejeita pressões para escolha do ministro de Defesa Prof. Luizinho repudia legado de FHC LuizSérgioquerproibir66 naviosdetransportarcombustíveis
  • 6. 6 -Brasília, 6 de dezembro de 2002 JornaldaCâmara Diretora: Marina Carvalho (061) 318-5098/99 - Fax: (061) 318-2196 Editor-Chefe: Marcondes Sampaio Editores: Paulo César Santos, Oscar Telles, Luiz Paulo Pieri, Vera Ramos e Beatriz Cleto Diagramadores: Guilherme Rangel Barros, José Alberto de Almeida Filho, André Cerino, José Antonio Filho Ilustrações: André Cerino Revisoras: Isolda Marinho, May Wolf, Francy Borges, Darisa de Castro Fotografia: J.Batista, Salu Parente, Sônia Baiocchi, Eltom Bomfim, Reynaldo Stavale e Luiz Cruvinel Impressão: Imprensa Nacional / Presidência da República Diretora: AmneresPereira (061) 318-5085 / Fax: (061) 318-2108 Divulgação: Juarez Pires (061) 318-5085 Relações Públicas: Flávio Elias F. Pinto (061) 318-5092 Rádio Câmara: Humberto Martins (061) 318-8310 TV Câmara: Roberto Stefanelli (061) 318-5080 Agência Câmara: Ademir Malavazi (061) 318-8473 Mídias Alternativas:Arnolfo Carvalho (061) 318-7420 Mesa da Câmara dos Deputados Suplentes: Pedro Valadares, Salatiel Carvalho, Enio Bacci , Wilson Santos Procuradoria Parlamentar: Ricardo Izar Ouvidoria Parlamentar: Luiz Antonio Fleury Diretor-Geral: Sérgio Sampaio Contreiras de Almeida Secretário-Geral da Mesa: Mozart Vianna de Paiva SECOM-SecretariadeComunicaçãoSocial Jornal da Câmara Presidente: Aécio Neves 1º Vice-Presidente: Efraim Morais 2º Vice-Presidente: Barbosa Neto 1º Secretário:Severino Cavalcanti 2º Secretário: Nilton Capixaba 3º Secretário: Paulo Rocha 4º Secretário:Ciro Nogueira Disque Câmara 0800 619619 Jornal da Câmara na internet: www.camara.gov.br / E-mail: jornal@camara.gov.br Tv Câmara - canal 14 -Net/DF canal 28 -Sky canal 235 -DirecTV Jornal da Câmara ANEXOI,15ºANDAR,SALA605 FONE:(0XX61)318-5098/99 FAX:(0XX61)318-2196 www.agencia.camara.gov.br Mídias Alternativas Internet/Intranet midias@camara.gov.br Em 2001 o governo federal deixou de repassar R$ 36 bilhões para os cofres da Previdência, causando déficit nas contas do Instituto Nacional de Segurida- de Social. A denúncia, feita pe- los auditores do INSS durante o quinto congresso nacional da ca- tegoria, levou o deputado Cres- AComissãodeSeguridadeSo- cial e Família aprovou o PL 6.765/ 02, do Executivo, que propõe a utilizaçãodoCadastroNacionalde Informações Sociais (CNIS) para facilitar ao trabalhador a compro- vação junto ao INSS do direito à obtenção do benefício previdenci- ário. A proposta, que servirá para descobrir o cálculo do salário de benefício e comprovar a filiação ao Regime Geral de Previdência So- cial, o tempo de contribuição e a relação de emprego, complemen- ta a Lei 10.403, de janeiro deste ano, que dispensa os trabalhado- res da apresentação de documen- tos que comprovem seus vínculos e remunerações no período poste- rior a julho de 1994. O projeto pre- tende retroagir esse período até 1976, utilizando o CNIS, que é ali- mentado por dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Cadastro Geral de Em- pregados e Desempregados (Ca- ged) e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Antes de apresentar o projeto, o Ministério da Previdência ava- liou a qualidade dos dados sobre emprego existentes no CNIS com data anterior a julho de 1994. Fo- ram analisadas 12 variáveis rela- cionadas aos vínculos trabalhistas Aprovado uso de cadastro nacional para comprovar dados no INSS e consideradas de extrema relevân- cia para o processo de concessão do benefício previdenciário. Essas variáveis passaram por 594 testes, com registros de cerca de 312 mil trabalhadores.“Odimensionamen- to e a forma de extração da amos- tra garantem margem de erro infe- rior a 2%”, defendeu o ministro JoséCechinnoprojetoenviadopelo Executivo. O relator do projeto na Comissão de Seguridade, deputado Cleuber Carneiro (PFL-MG), res- saltou que a proposta é positiva também por representar avanço no combate às fraudes. “Uma vez que a base do CNIS é alimentada por três bancos de dados distintos, a in- serção de dados falsos ou a con- cessão de benefícios com informa- çõescontroversasserádificultada”, avaliou o parlamentar. O projeto, aprovado por una- nimidade, será encaminhado à Comissão de Constituição e Jus- tiça e de Redação. O deputado Gerson Pe- res (PPB-PA) estranhou que o presidente Fernando Hen- rique Cardoso, após dar de- clarações elogiando o Senai, encaminhe mensagem ao Legislativo retirando dinhei- ro dessa instituição. Lamen- ta o parlamentar que a men- sagem do Executivo reco- mende a apreciação da maté- ria em regime de urgência ur- gentíssima e crie o segundo serviço social da Confedera- ção Nacional do Transporte. De acordo com Gerson Peres, a Confederação Na- cional do Transporte já tem um serviço social e agora quer criar mais um serviço do gênero para os ferroviá- rios com contribuição do Se- nai e do Sesi e alocá-lo para pagar conselhos regionais, nacional e diretores execu- tivos. “Não considero justo que um processo dessa na- tureza ganhe espaço no fim do ano Legislativo, só para atender a interesse de um grupo que quer despir uma instituição séria, para vestir uma que não me parece sé- ria”, disse, lamentando que Peres critica mensagem do Executivo sobre Senai o presidente Fernando Hen- rique termine seu governo “com um ato que não condiz com sua postura de estadista e com a grandeza de sua per- sonalidade”. “Enquanto eu estiver nes- ta Casa, até o dia 31 de janei- ro, esse processo não vai adi- ante, pois usarei todos os ex- pedientes regimentais e legais para impedir que se invista contra as coisas que funcio- nam corretamente neste País”, afirmou. Gerson Peres cêncio Pereira Júnior (PFL-CE) a pedir audiência pública na Co- missão de Seguridade Social e Família para discutir o assunto, no próximo dia 12. “A Previdên- cia é auto-suficiente, desde que sejam repassados os recursos previstos no art. 195 da Consti- tuição”, argumentou. Crescên- cio Pereira disse que nunca acreditou na “veracidade do rombo” da Previdência. Segun- do ele, a audiência pública na Comissão de Seguridade, com a presença de parlamentares do atual e do futuro governo, pode- rá avaliar a “real situação” do sis- tema previdenciário brasileiro. Deputado propõe debate déficit no INSS Cleuber Carneiro
  • 7. Brasília, 6 de dezembro de 2002- 7JornaldaCâmara Programação TV Câmara AGENDA A Comissão de Defesa do Consumi- dor reuniu-se ontem com representantes da Fundação de Seguri- dade Social (Geap) e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para discutir a crise financeira que a Geap atravessa, escla- recer as razões e apon- tar os responsáveis pelo rombo de R$ 158 milhões. Também foi firmado um com- promisso visando unir esforços para cumprir os acordos suspen- sos com os fornecedores, melho- rar o atendimento e recuperar a imagem da instituição. “O rom- bo foi causado pela má gestão e desvio de recursos, mas os no- vos diretores se esforçam para re- adquirir a antiga imagem porque sabem o quanto a Geap é impor- tante para o funcionalismo públi- co,” disse Judith Izabel Izêr Vaz, superintendentedoINSS,umdos mantenedores da Geap, que con- vidou parlamentares, mantene- dores, administradores e benefi- ciários a se reunirem em mutirão para recuperar a credibilidade do Geap. Testemunho OdeputadoCelsoRussoman- no (PPB-SP), integrante da co- missão, levou sua mãe, Theuda Russomanno, à audiência para, segundo ele, dar um testemunho da dificuldade que teve de en- frentar para ser atendida no Ins- tituto do Coração (Incor), em São Paulo, pelo fato de ser convenia- da ao Geap. A Fundação Zerbi- ni, mantenedora do Incor, expli- cou que o convênio estava sus- penso por falta de pa- gamento, fato não re- conhecido pela dire- ção da Geap. “Diante das contradições, pre- tendemos receber toda a documentação que esclareça a real situa- ção financeira da Geap e quais as insti- tuições que se negam a aceitar o plano. Que- remos saber também quem desviou R$ 158 milhões de seu orçamento e responsabi- lizá-lo judicialmente. Tirar di- nheiro dos aposentados para projetos pessoais ou obras go- vernamentais que nada têm a ver com os idosos é crime”, en- fatizou Russomano. Já o depu- tado José Borba (PMDB-PR), que presidiu a audiência públi- ca, acredita ter sido firmada uma nova parceria entre a Comissão de Defesa do Consumidor, a Geap e os mantenedores, no in- tuito de assegurar o conforto e o respeito aos direitos dos se- gurados da Geap. O superintendente da Geap/RJ, Sinval Albino de Paula, destacou que a institui- ção atende hoje, somente em seu estado, cerca de 181 mil associados, sendo 50% deles pessoas com mais de 50 anos. A filosofia da Fundação, ex- plicou, tem sido priorizar o serviço preventivo aos doen- tes crônicos, prestando-lhes atendimento residencial. No interior do estado, onde não havia rede de serviços, a Geap está construindo uma rede fí- sica para que seus clientes, descobertos pelo plano, vol- tem a contar com seus servi- ços. “A Geap tinha uma cul- tura de medicina curativa, o que ocasionava desequilíbrio nas contas. Hoje, nos dedica- mosàprevenção,restaurando os acordos com os antigos pres- tadores de serviço e fazendo no- vos credenciamentos; assim, conseguimos reequilibrar o pas- sivo. Tudo ficará em dia já em 2003”,disseSinvaldePaula.Um dos fatores de dificuldade na luta pela restauração do orçamento da Geap, a seu ver, são os emprésti- mos concedidos aos funcionári- os públicos. “As parcelas dos empréstimos são lançadas na fo- lha de pagamento e os valores são tão altos que não sobra di- nheiro para pagar a Geap, porém três parcelas em aberto eliminam o associado do plano, fato que prejudica as contas da fundação”, detalhou. A informação foi ratificada pelo diretor de Controle de Qua- lidadedaGeap,RuyArcher,res- saltando que a instituição se mantém com pequeno percen- tual do salário de cerca de 741 mil funcionários públicos. “São6%deumsalárioquenão aumenta há vários anos e, mais importante, esse percentual cobre o atendimento não so- mente ao funcionário, mas a todo o seu núcleo familiar – esposa, filhos e pais do funci- onário, se forem seus depen- dentes. Na Geap também não há distinção de preços por fai- xa etária ou pelo número de de- pendentes. Com tudo isso, ela não está falida”, afirmou. Ar- cher assegurou que, no último ano, sob a gestão de Ricardo Akel, os compromissos têm sido cumpridos no dia 25 de cada mês, o que não justifica a falta de atendimento em deter- minados hospitais. DefesadoConsumidoravaliarombodaGeap Fundaçãodevepriorizarserviçopreventivo Mágestãoedesvioscausaramorombonainstituição HORÁRIO SEXTA 06/12/02 07:00 Mulheres no Parlamento: Dep. VanessaGrazziotin(PCdoB/AM). 07:30 Palestra:VivercomSaúdena TerceiraIdade 08:30 VisãoCrítica 09:00 SessãoOrdináriadaCâmara dosDeputados(aovivo) 12:00 CâmaraAgoraII 12:15 MarcosdaCiênciaedaTecnologia: 38OSistemaImunológico 12:30 MundosàParte:05China-o lugardasmulheres 13:00 VisãoCrítica 13:30 ReapresentaçãoCâmaraAgoraII 14:00 SessãoPlenáriaoudeComissão (reapresentação) 18:00 PorDentrodasComissões 18:30 CâmaraAgoraIII 19:00 OlhardaUSP:ExclusãoDigital 19:30 TVCâmaraEntrevista 20:00 MarcosdaCiênciaedaTecnologia: 38OSistemaImunológico 20:30 MundosàParte:05China-o lugardasmulheres 21:00 Mulheres no Parlamento: Dep. VanessaGrazziotin(PCdoB/AM). 21:30 JornaldaCâmara 22:00 Brasilemdebate 22:30 OlhardaUSP:ExclusãoDigital 23:00 MemóriaPolítica:General LeônidasPiresGonçalves 00:00 Mulheres no Parlamento: Dep. VanessaGrazziotin(PCdoB/AM). 00:30 Tribuna Especial 01:00 JornaldaCâmara 01:30 Brasilemdebate 02:00 Mulheres no Parlamento: Dep. VanessaGrazziotin(PCdoB/AM). 02:30 MemóriaPolítica:General LeônidasPiresGonçalves 03:30 TVCâmaraEntrevista 04:00 MarcosdaCiênciaedaTecnologia: 38OSistemaImunológico 04:30 Palestra:VivercomSaúdena TerceiraIdade 05:30 MundosàParte:05China-o lugardasmulheres 06:00 OlhardaUSP:ExclusãoDigital 06:30 Mulheres no Parlamento: Dep. VanessaGrazziotin(PCdoB/AM). HORÁRIO SAB07/12/02 07:00 Sintonia:TizukaYamazaki- Cineasta 07:30 Palestra:Qualoseutipode Inteligência?TécnicasdeAprendizado 08:30 SemananaCâmara 09:00 Brasilemdebate 09:30 “SemináriodeCombateao Crime Organizado”. 12:00 SemananaCâmara 12:30 Tribuna Especial 13:00 PorDentrodasComissões: DefesadoConsumidor 13:30 DocumentárioTVCâmara:CPI doÍndio 14:00 “SemináriodeCombateaoCrime Organizado”. 18:00 Sintonia:TizukaYamazaki- Cineasta 18:30 PorDentrodasComissões: DefesadoConsumidor 19:00 Tribuna Especial 19:30 TVCâmaraEntrevista 20:00 MemóriaPolítica:GeneralLeônidas Pires Gonçalves 21:00 Sintonia:TizukaYamazaki- Cineasta 21:30 SemananaCâmara 22:00 Brasilemdebate 22:30 TalentoBrasileiro:JoãoDonato convidaJoyce 23:30 MemóriaPolítica:General LeônidasPiresGonçalves 00:30 Tribuna Especial 01:00 SemananaCâmara 01:30 Brasilemdebate 02:00 Sintonia:TizukaYamazaki- Cineasta 02:30 TalentoBrasileiro:JoãoDonato convidaJoyce 03:30 TVCâmaraEntrevista 04:00 PorDentrodasComissões: DefesadoConsumidor 04:30 Palestra:Qualoseutipode Inteligência?TécnicasdeAprendizado 05:30 Mulheres no Parlamento: Dep. VanessaGrazziotin(PCdoB/AM). 06:00 TalentoBrasileiro:JoãoDonato convidaJoyce HORÁRIO DOM08/12/02 07:00 PorDentrodasComissões: DefesadoConsumidor 07:30 Palestra:QualidadeeProdutividade 08:30 SemananaCâmara 09:00 Brasilemdebate 10:30 “SemináriodeCombateao Crime Organizado”. 12:30 Tribuna Especial 13:00 SérieViaMística:OsCaminhosdo Amor II 14:00 TalentoBrasileiro:JoãoDonato convidaJoyce 15:00 MemóriaPolítica:General LeônidasPiresGonçalves 16:00 OlhardaUSP:ExclusãoDigital 16:30 EntrevistaONGUniãoPlanetária- primeira parte “Água como Ser Vivo”; segunda parte “O CabocloTaoísta” 17:30 MulheresnoParlamento:Dep. VanessaGrazziotin(PCdoB/AM). 18:00 SérieViaMística:OsCaminhos doAmorII 19:00 Tribuna Especial 19:30 TVCâmaraEntrevista 20:00 Talento Brasileiro:JoãoDonato convidaJoyce 21:00 PorDentrodasComissões: DefesadoConsumidor 21:30 FilmeNacional:“Oriundi” 23:30 Brasilemdebate 00:00 TVUMC-ProgramaPágina Aberta“LeviBucalemFerrari” 00:30 Tribuna Especial 01:00 SemananaCâmara 01:30 Brasilemdebate 02:00 PorDentrodasComissões: DefesadoConsumidor 02:30 FilmeNacional:“Oriundi” 04:30 Palestra:QualidadeeProdutividade 05:30 EntrevistaONGUniãoPlanetária -primeiraparte“Águacomo SerVivo”;segundaparte“O CabocloTaoísta” 06:30 OlhardaUSP:ExclusãoDigital
  • 8. 8 -Brasília, 6 de dezembro de 2002 JornaldaCâmara A Carta de Brasília,aprova- da ontem pela plenária da IV Conferência das Cidades, pro- movida pela Comissão de De- senvolvimento Urbano e Interi- or e entidades populares, será entregue em ato político ao pre- sidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o pre- sidente da plenária de encerra- mento, deputado Djalma Paes (PSB-PE), o encontro trouxe mudanças fundamentais. “O ní- vel das intervenções e propos- tas amadureceu muito e isso ga- rante ressonância ao nosso tra- balho, sobretudo agora que vi- veremos sob um governo popu- lar, que vai ouvir e executar nos- sas idéias”, afirmou. Paes, não reeleito, foi o homenageado do evento pelo seu trabalho no Congresso em defesa da refor- ma urbana. Uma das características que distinguem o encontro deste ano – a participação de entidades de diferentes segmentos sociais, como saúde e educação – mar- cou o rol de propostas apresen- tadas nos relatórios finais dos grupos e, também, na carta fi- nal. Organizada para discutir a violência nas cidades, a Confe- rência apresentou vasto leque de propostas, cujo eixo fundamen- tal foi o da proteção à infância e adolescência, por meio de me- lhorias no sistema educacional, alterações na relação entre se- gurança pública e a população, políticas de combate ao precon- ceito e à exclusão, entre muitas outras. As propostas também atingem a estrutura da política de habitação popular e sanea- mento. O diagnóstico da Conferên- cia é o de que a exclusão social e a desigualdade no acesso aos serviços públicos e benefícios das cidades são a origem da vio- lência. Segundo a Carta de Bra- sília, apenas 30% das popula- ções urbanas usufruem dos be- nefícios e qualidade de vida pro- porcionados pelas cidades. Isso definiu o eixo das propostas, fi- xadas na constituição de cida- des mais justas e redefinição da sua gestão, dando ênfase à par- ticipação popular na elaboração das políticas e orçamentos e for- talecendo organismos paritários, como os conselhos nos três ní- veis de representação. No âm- bito macropolítico, a Conferên- cia propõe a sua multiplicação por municípios e estados e tam- bém a criação de um Ministério das Cidades, além de reivindi- car a aprovação, ainda neste ano, doPL2.710/92,deiniciativapo- pular, que cria o Sistema Naci- onal de Habitação e Interesse Social e o Fundo Nacional de Moradia Popular. Na avaliação do de- p u t a d o D r . E v i l á s i o (PSB-SP), a IV Confe- rência das Cidades , re- alizada na Câmara ao longo desta semana, re- fletiu, em seus painéis, a problemática das cida- des brasileiras que, há pouco mais de 50 anos, concentravam um quarto da população rural e hoje abrigam quase 80% da sociedade brasileira. Segundo o parlamentar, foram discutidos pro- b l e m a s “ p r o f u n d o s e q u a s e i r r e s o l u t o s ” , como saneamento, lixo, saúde, habitação, edu- cação e violência que, junto com o desempre- go, constituem os “mai- ores e mais graves pro- blemas brasileiros”. Dr. Evilásio comentou o crescimento dos índi- ces de violência e criti- cou o poder público que, em sua opinião, não tem apresentado as respostas devidas. “Os brasileiros jovens estão morrendo como se morre em uma guerra. Realmente, insta- lou-se uma guerra no Bra- sil. Hoje, os índices de homicídios, em função da violência, são superiores a muitas guerras, princi- palmente a essa guerra contemporânea que se dá no Oriente Médio”, con- cluiu. O deputado Pedro Fernandes (PFL-MA) destacou os debates so- bre os problemas das grandes metrópoles e as soluções para a criação de políticas públicas. “A Conferência das Cida- des , que repete o grande sucesso das anteriores, neste ano traz um tema atual e prioritário: a se- gurança”, ressaltou. Ele lembrou que o assunto foi debatido com os cida- dãos, que fazem o cotidi- ano das cidades brasilei- ras, com especialistas no assunto e com políticos da Casa. Como ciência, a Pedagogia não é responsável pelo fato de ainda existirem brasileiros que não aprendem a ler e a escre- ver. Por isso, não pode ser con- denada pelo crime da não aprendizagem. Já a política econômica adotada nos últi- mos anos no País privilegiou o mercado financeiro, fomen- tando o desequilíbrio social. Por isso, é culpada. Essas fo- ram as conclusões dos dois grandes júris realizados pela Conferência Nacional de Edu- cação, Cultura e Desporto. A deputada Esther Grossi (PT- RS), presidente da Comissão de Educação, que promove a Conferência, observou que a política pedagógica foi conde- nada, por misturar vários mo- delos pedagógicos, que são contraditórios entre si. Segun- do ela, os vereditos dos jura- dos refletem o pensamento dos educadores. “O professorado tem consciência de que há uma grande necessidade de revisão. Revisão tanto na orientação econômica, como na orienta- ção pedagógica”. A Conferência Nacional de Educação termina hoje depois do grande júri que julgará a respon- sabilidade dos meios de comuni- cação no crime da não-aprendiza- gem. O juiz será o procurador Luiz Francisco de Souza. A defesa será feitapelajornalistaElianeCatanhe- de e a acusação, pelo jornalista Car- los Chagas. ConferênciadasCidadesfarárecomendaçõesaLula No plenário deputados avaliam debate Encontro sobre educação absolve pedagogia e condena política Documento propõe criação do Ministério das Cidades Debatedores concluíram que misturaram-se modelos contraditó- rios