Plano arborização urbana campinas

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Plano arborização urbana campinas

  1. 1. Plano de Arborização Urbana de Campinas 2013 V , 1›¡<¡_-'. ¡«'¡:1'H*1<, m: __¡›ÃEÊ¡I; «I* CAMPINAS s_
  2. 2. PREFEITURA DE CAMPINAS
  3. 3. I. ..__. PREFEITURA DE CAMPINAS Equipe Técnica: Eng. Agr. Luís Claudio Nogueria MoIlo CREA 0601695047 Eng. Agr. Primo Angelo Fallon¡ Nclo CREA 0601106927 Eng. Agr. Marcia Calamari CREA 0601101468
  4. 4. PREFEITURA DE CAMPINAS SUMÁRIO 1. INTR0DUÇÃ0__V_____ _ _ _ _ _____ , ._ _ _ . . W_ _ . .04 z. JUSTIFICATIVAVVV_ ___ _ V _ , __* . __ . . . -07 2.1lnst. rumeIItos legais que amparam a Arborização em CampInaSVVV V V _V V V V_ 07 2.2 Diagnósticos da Arborízação Urbana_ V V_ íVVV ____ , ,, _, 7,_ , ,,, , __ . _-08 2.3 Beneficios da Arborização Urbana V_ V 10 3. OBJETIVOS_ VVV VVV V 12 4. METAS V V V V 13 s. ESTRATÉGIAS _ _ V V V_ _______V_14 5.1 Levantamento Quantítativo dos individuos arbóreas existentes nas vias, canteiros centrais e laterais de logradouros públicos existentes no Município VVVVVVVVVVVV VV V _ VVI4 5.2 Manejo V V V V VV V 14 5.2.1 Produção de Mudas em Viveiro Próprio VVV VV VVV V 14 5.2.2 Seleção e Implantação de MudasV VV V V ç l 5 5.2.3 Distribuição dc Mudas V VV 15 5.2.4 Plantio em Calçadas. Praças e AvenidasVV V VV V V] 5 5.3 Parcerias V 16 5.4 Educação Ambiental V V V V V VVVVVV ___16 s. ARBORIZAÇÃO m: RUAS E AvENmAs_V_V _ V 18 6.1 F atores fisicos inerentes ao localV V V V 18 6.2 Largura dos ruas, calçadas c canteiros centrais 18 6.3 Recuo das construções V VV V V V V V 18 6.4 Redes aéreas e subterrâneas_ TV V V V V VVVV 18 6.5 Tipo de tráfegoV V V VV VV VV_ V 18 6.6 Parâmetros para implantação de arboriLação nas vias públicasí_ V VV VVV VV VVV V V V 18 6.7 Características gerais a serem consideradas para a arborimçâo urbana _VVV 18 6.8 Formato da copa_V_VV VVVV VV V V V V VVV V V VV_ 18 6.9A11uIaepoI1eVVVVVVV V V VVV V _18 6. l 0 Diversidade de espécies_ VVV VV VV V VV V 18 6.1 1 Espécies arbóreas recomendadas para utilização em arborização de ruas c avcnidasVV V 18 7.MANUTENÇÃO DA ARBORIZAÇÃO URBANAVV V V 19 7.1 Cuidados Pós-PlantioV_ VVV V VT V_ V V_ _ __ _ _ V _V18 J
  5. 5. PREFEITURA DE CAMPINAS 7.2 Fatores condicionantes à aplicação da poda_ VV VVVVVVV _ VV V 20 7.3 O local da poda _ V_ V V VV VV2l 7.4 Tipos de poda aplicadsos em arca urbanaVVVVVV VV VV V VV 22 7.5 Remoção__VV V V V _V VV VVV V VV22 &TRANSPLANTIL _V V VVV _V VVVVV VV V V V VV V V V_25 ILREFERENCIAS VV V VV V VVVVVVVVV VV V V VVVVVV VV _26 4
  6. 6. PREFEITURA DE CAMFlNAS i. INTRODUÇÃO Campinas possui uma área territorial de 794.433km2 e uma população de 1.112.050 habitantes, sendo que 98,30% encontram-se estabelecida na zona urbana (SEADE, 2013) e 1,70% em área rural (SEADE, 2013). A densidade demográfica em Campinas é de 1.399,81 hab/ km2, superior a do Estado que é de 170,43 hab. /km2 (SEADE, 2013). É importante destacar que Campinas teve uma taxa geométrica de crescimento populacional anual entre 2010 e 2013 de 1,01%, lndice superior ao do Estado que foi de 0,87% 0 grau de urbanização em % é de 98,28, com uma população com menos de 15 anos de idade somando 18,43% e 13,41 % da população com 60 anos e mais, acarretando no indice de envelhecimento de 72,72%. Destaca-se também o processo de meuopolizaçao e a caracteristica de pólo econômico que a cidade desempenha perante a Região Metropolitana de Campinas, que conta com 19 municípios e foi crida pela lei complementar estadual 870, de 19 de junho de 2000. A região e' uma das mais dinâmicas no cenário econômico brasileiro e representa 1,70 % do PIB paulista, ou seja, cerca de RS 77,7 bilhões/ ano. Além de possuir forte economia, a região apresenta uma infraestrutura que proporciona o desenvolvimento de toda a área metropolitana. Nos últimos ccm anos, a região de Campinas vem ocupando e consolidando uma importante posição económica nos níveis estadual e nacional. Situada nas proximidades da Região Metropolitana de São Paulo, comporta um parque industrial abrangente, diversificado e composto por segmentos de natureza complementar. Possui uma estrutura agrícola o agroindustrial bastante significativa e desempenha atividades tcrciárias de expressiva especialização. Destaca-se ainda pela presença de centros inovadores no campo das pesquisas e tecnológica, bem como do Aeroporto de Viracopos, o segundo maior tenninal aéreo de cargas do País, localizado no Município de Campinas. Os dezenove muuíclpios abrangidos ocupam uma área de 3.647 Kmi o quc corresponde a 0,04 % da superfície brasileira e 1.47 % do território paulista. Região possui uma população de 2.866.453 habitantes, segundo dados do Censo do IBGE, o que corresponde a 1,46% da população nacional c a 6,8% da estadual. Deste total Campinas abriga 38,62%, A malha viária, bastante ramiñcada, c que apresenta o entroncamento dos seguintes eixos principais: a Rodovia dos Bandeirantes. Rodovia Anhanguera, a Rodovia SP 340. a Rodovia Santos Dumont e a Rodovia Dom Pedro bem como das linhas tronco da concessionária FERROBAN, lendo como principais origens/ destinos os portos marítimos de Santos e de São Sebastião e o Aeroporto lntemacional de Viracopos que permitiram uma densa ocupação urbana, organizada em tomo de algumas cidades de portes médio e grande, revelando processos de conturbação já consolidados ou emergentes. rl- . __. _.l1
  7. 7. PREFEITURA DE CAMPINAS r_ As especiñcidades dos processos de urbanização e industrialização ocorridos na RtrgiãTl provocaram mudanças muito visíveis na vida das cidades. De um lado, acarretaram desiquillbríos de natureza ambiental e deficiências de serviços básicos. De outro, geraram grandes potencialidades e oportunidades em função da base produtiva (atividades modcmas, centros de tecnologia) Nesse cenário, cidades medias passaram a conviver com problemas típicos de cidades grandes. A proliferação de favelas, violência e pobreza revelam um padrão de crescimento bastante perverso, que aprofunda as desigualdades sociais. Apesar dos problemas sociais, a Região Metropolitana de Campinas possui o melhor Índice de Desenvolvimento Humano entre as regiões metropolitanas do Brasil, sendo que o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal de Campinas cm 2010 foi avaliado em 0, 805 (muito alto). O crescimento da economia du municipio e do próprio pais tem feito muitas indústrias e empresas do setor de serviços se instalarem em Campinas. Este cenário leva a expansão das áreas construídas nas regiões industriais e zonas residenciais com novos bairros quc surgem para receber as pessoas que se mudam para a nossa cidade ou aquelas que buscam novos empreendimentos para morar. Para que o crescimento ocorra de maneira a respeitar os ambientes naturais, o uso adequado do solo e de acordo com a legislação vigente é preciso huvcr uma gestão pública que leve a construção de uma cidade que ofereça qualidade vida às pessoas. Campinas esta situada no interior do Estado de São Paulo entre as coordenadas 2230556** de Latitude c 4706083" de Longitude com uma altitude de 854m. Do ponto de vista geológico. Campinas situa-se entre as províncias geomorfológicas da Depressão Periférica (porção oeste) e do Planalto Atlântico (porção lcste). apresentando também uma zona transacional entre esses dois dominios de relevo. A porção da Depressão Periférica é caracterizada principalmente por colinas, com rclevo de plano a ondulado, e o predomínio do suavemente ondulado. O Planalto Atlântico c' caracterizado principalmente por morros e morrotes, relevo mais dissecado. de ondulado a montanhoso, e com maior densidade de drenagem quando comparado à Depressão Periférica. O Municipio de Campinas localiza-sc próximo ao Trópico de Capricómio. numa região de clima tropical. O clima é do tipo mesoténnico com verões quentes e estação seca de invemo, caracterizado por temperatura média anual em tomo de 20°C; mês mais frio com media inferior a 18%', mas superior a 3°C e mês mais quente superior a 22°C; precipitações médias anuais cm tomo dc 1400 mm c abaixo de 60 mm durante o invemo seco. A vegetação que originalmente recobria o Municipio de Campinas era formada por um mosaico dc formações. Predominavam as florestas altas c dcnsas, com grandes arvores de troncos retilineos, conhecidas historicamente como Mato Grosso (Florestas listacionais Scmideciduais).
  8. 8. PREFEITURA DE CAMPINAS Essas florestas eram entremeadas de formações mais abertas: em alguns trechos havia árvores de médio e grande porte. mas de troncos tortuosos e suberosos, compondo o Cerradão; em outros locais era comum a presença de árvores de pequeno porte e arboretas esparsas, constituindo o Cerrado; finalmente eram comuns as Campinas, trechos onde o solo era coberto exclusivamente por vegetação herbáceas (Campo Cerrado ou Campo Limpo). Estudos recentes acrescentaram a vegetação original outras duas formações: as Matas de Brejo (Florestas Higrófilas ou Paludosas), encontradas junto às várzeas e nascentes, e a Vegetação Rupestre dos Lajedos Rochosos, em trechos montanhosas de maior altitude. lsso faz dessa região muito especial do ponto de vista ambiental, principalmente da perspectiva florística, pois a existência de biomas distintos no Município propicia um corredor de fluxo gênico de fauna e flora importantíssimo na conexao entre as regiões litorânea, metropolitana e central do Estado de São Paulo. Segundo Inventário Florestal do Estado de São Paulo (2012), 16,68% do território municipal possui remanescentes de vegetação natural, sendo que 62% destes locais estão pulverizados em fragmentos menores que l ha, e com o maior com cerca de 300 ha. O municipio de Campinas possui 2294 há de vegetação nativa correspondente a 2,6% da área total do território que é de 89.000 ha, sendo 266 fragmentos menores que l0 ba, 44 entre 10 e 20 ha, 19 entre 20 e 50 ha, 3 fragmentos entre SO e 100 ha e 2 maiores que 200 ha. Situada na posição central das bacias hidrográficas dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, a Região Metropolitana de campinas defronta-se atualmente com imincntes conflitos entre os diversos usos simultâneos e sucessivos que se fazem da águas que por lá escoam superlicialmente, quer pela quantidade disponibilizada, quer pela qualidade ofertada. Com uma disponibilidade hídrica média de 1.200 mvha/ ano, bastante inferior à recomendada como aceitável pela ONU- 1.700 m'/ ha/ ano, ela está classificada como regiao de escassez hídrica. No entanto, o patrimônio ambiental do Município sofre pressão do modelo tradicional de desenvolvimento econômico, imobiliário c industrial que causa constante pressão e degradação sobre os recursos naturais de Campinas. Desta forma, visando uma qualificação na gestão ambiental do Municipio será efetuado um programa de ampliação à arborização urbana como uma das formas de atenuar os efeitos da urbanização, crescimento econômico c demográficojunto aos recursos ambientais do seu temtorro. 2. JUSTIFICATIVA
  9. 9. PREFEITURA DE CAMPINAS Para melhorar e ampliar a arborização urbana, a Prefeitura de Campinas tem criado e revitalizado novos espaços públicos como parques e praças e bosques, além do plantio de árvores nas calçadas existentes no entomo desses equipamentos como também em canteiros centrais e laterais de avenidas e dos principais acessos ao município. Estes locais se integram de forma mais harmônica à paisagem urbana, valorizam os bairros e oferecem espaços de convivência, lazer e prática de atividades fisicas, com a instalação de academias de ginasticas, para diferentes segmentos da sociedade. É imponante ressaltar que o processo de arborização do Municipio está em consonância com a Lei n° l l57ldel7 de junho de 2003 e o Guia de Arborização Urbana de Campinas GAUC de 2007. Esse Guia é uma pane complementar da Lei de Arborização Urbana do Município de Campinas Esta lei, como todas as normas jurídicas, não pode ser considerada de maneira isolada, uma vez que está ligada a outras legislações e com as quais forma um sistema normativo que engloba as esferas municipal, estadual e federal. A arborização urbana insere-se no rol dos bens comuns da sociedade pertinentes ao meio ambiente e a qualidade de vida dos cidadãos. lncluem no rol de bens público pelo Art. 99 do Código Civil de 2002: A lei protege o meio ambiente como bem da coletividade, desde a Constituição Federal, a Constituição Estadual e as leis infraconstitucionais (“Fonte CAUC") 2.1 Instrumentos legais que nmparam o plano de arborização urbana de Campinas: A lei de arborização urbana do Municipio de Campinas, embora não explicitado, está prevista no Art. iso/ xx¡ da LOM e no Capitulo lV do Plano Diretor do Município, tendo surgido da fusão de dois projetos de lci. Num breve histórico, foram as seguintes legislações anteriores: 1. Lei n” 4807 de 14/09/78 - Dispõe sobre arborização de vias públicas, preservação de bosques, parques e jardins e dá outras providências. Revogada. 2. Lei n" 6853 de 19/12/91 - Determina a obrigatoriedade dc plantio de árvores frutíferas nas praças e jardins públicos do Município de Campinas. Revogada 3. Lei n" 8744 de 10/01/96 e Declara imune ao corte determinadas espécies dc árvores do Município de Campinas 4. Lei n” 9184dc 232/ 12/96 - Permite a execução de serviços de poda e extração de árvores pelos moradores ou proprietários de imóveis. Revogada 5. Lei n” 9329 de 17/07/97 ~ Autoriza o Poder Público a comercializar o material resultante das podas de árvores do Municipio de Campinas.
  10. 10. PÉEITURA DE CAMPINAS 6. bei n” 9970 de 29/12/98 Obriga as empresas prestadoras de serviço. A recolhcrem, de imediato, os galhos de árvores podadas, decorrentes de manutenção feita em suas redes de energia elétrica, de telefonia ou sinais dc TV a cabo. 7. Lei n" 10.001 de 17/03/99 - Proíbe a fixação de placas, faixas ou letreiros com anúncios publicitários de qualquer natureza, nas árvores localizadas dentro do perímetro urbano do Municipio dc Campinas. Os projetos de Lei 218/97 e 512/97 tratavam da arborização urbana e vegetação de preservação permanente do Municipio. A Lei Municipal 11.571 de 17 de junho de 2003, resultou da fusão desses projetos de lei retirando o texto da vegetação permanente e houve um enriquecimento de informações técnicas e normativas no texto Final. Esta lei estabelece a concepção de arborização urbana no seu Art. 1° e institui o Guia de Arborização Urbana de Campinas (GAUC), dísciplinando o plantio, o replantio, a poda, a supressão e o uso adequado e planejado da arborização urbana. A arborização urbana é entendida como o “conjunto de plantas que contribuem para a arborização de espaços públicos e privados, cultivadas isoladamente ou em agrupamentos arbóreas, e as árvores declaradas imunes ao corte”. Os decretos abaixo relacionados regulamentam a Lei 11.571/2003: l. DECRETO n° 14.544 de 25 de novembro de 2003 - (Publicação DOM de 26/11/2003: 07) Regulamenta o disposto no artigo 10 da Lei 11.571, de 17 de junho de 2003, que "disciplina o plantio, o replantio, a poda, a supressão e o uso adequado c planejado da arborização urbana c dá outras providências". 2. DECRETO n” 14676 de l5 de março dc 2004 (Publicação DOM de 19/03/2004: 10) Regulamenta o disposto no artigo 11 da Lci 1 1.571, de 17 dejunho de 2003, que "disciplina o plantio, o replantio, a poda. a supressão e o uso adequado e planejado da arborização urbana e dá outras providências". A lei municipal prevê sanções às infrações por danos causados à arborização, fato quc constitui um forte suporte à existência de uma arboricultura urbana. (Fonte GAUC) 2.2. Diagnóstico d¡ Arborização Urbana Como avaliação de dados de arborização em Campinas utilizou-sc dois estudos realizados no Município, o Índice de Desempenho Ambiental (lDA) que institui METAS c ÍNDICES criado pela Lei n° 12.585 de 28 de junho de 2006. que tem por objetivo a aferição do padrão dc componamento do
  11. 11. PREFEITURA DE CAMPINAS ' . Município com relação ao meio ambiente e u Levantamento Campinas, sobre a Arborinnção Urbano Viária em realizado pela Embrapa Monitoramento por Satélite. O indicador síntese do lDA que foi desenvolvido visou o atendimento à capacidade financeira dos Municipios da Região Metropolitana de Campinas e a sua complexidade técnica deveria atender os recursos humanos disponiveis nas municipalidades. Para atender tais exigências, optou-sc por desenvolver um índice que fosse composto por indicadores facilmente disponiveis e de domínio motivo. os indicadores que compõem o lDA podem ser acessados nas Prefeituras, Secretaria Estadual do Meio Ambiente_ Cerca de 70% público. Por esse na CETESB e na dos dados coletados para compor o IDA são oficiais, fomecidos pelas lnstitrrições citadas acima. Os 30% restantes foram obtidos em campo por grupos de técnicos. relacionadas, que descrevem fenômenos com alto grau de correlação Esses fenômenos interconectados agem de modo sistêmico, operando ações e reações entre as condições ambientais e a qualidade de vida. No Índice de Desenvolvimento Ambiental (lDA) a modelagem matemática adotada é realizada atraves da somatória dos indices dos subgrupos respectivos dos 3 (três) grandes grupos, ou seja, (Recursos Hídricos e Poluição Atmosférica, Destinação de Residuos Sólidos e Preservação de Áreas Verdes). O subgrupo Preservação dc Áreas Verdes é composto por IDA de matas ciliares, IDA de Áreas Verdes, lDA de concentração de parques municipais e IDA de arborização m-bana. O objetivo do lDA de arborização urbana é medir a capacidade dc gestão da arborização urbana. De posse do relatório do Índice de Desempenho Ambiental do ano de 2006 e publicado no ano de 2007 atualizou-se no final de 2009 e inicio de 2010 os dados dos três grandes grupos e subgrupos. Os dados afetos ao Grupo C (Preservação de Áreas Verdes) foram obtidos parcialmente do Projeto Ambiental Estratégico Municipio Verde da Secretaria do Meio Ambiente do Governo do listado de São Paulo, na Agência da Região Metropolitana de Campinas, nas Prefeituras Municipais através das suas Secretarias do Meio Ambiente c/ ou de Serviços Públicos. No lDA correspondente ao Grupo C (Preservação de Áreas Verdes/ Arborizaçãr» Urbana) utilizando-sc o critério de avaliação obteve-se a nota 7,5 que corresponde à existência de 50 a 99 exemplares por Km de via No Levantamento sobre a Arborizaçño Urbana Viriria em Campinas realizado pela EMBRAPA um Estudo Quantitativo da Arborização Urbana Viária com base em imagens dc satélite de alta resolução espacial, geoprocessamento e verificações em campo, analisaramvse 4.863 quilômetros de ruas, avenidas, canteiros centrais e rotatórias que estão sob o cuidado da Administração Pública. Nesse levantamento quantitativo constatou-se que a Região Norte da Cidade de Campinas, sobretudo nos bairros Cidade Universitária, Barão Geraldo, Joaquim Egidio. Real Parque e Vila Brandina, é a região mais
  12. 12. PREFEfTURA DE CAMHNAS arborizada. Nas Regiões None e Sul. notadamente nos bairros Nova Aparecida, Padre Anchieta c Distrito industrial o índice de arborização é menor. Pelos dados do levantamento, o bairro denominado Cidade Universitária possui 49 árvores por quilômetro de via, seguido pelo bairro de Barão Geraldo que detectou 48 árvores a cada quilômetro, c Joaquim Egidio com 44 arvores/ Km, seguidos dos bairros Real Parque com 43 árvores / Km, Vila Brandína com 42 árvores/ Km, Parque das Universidades e Jardim Santa Candida com 41 árvores/ Km, Nova Campinas com 39/Km, Jardim Chapadão e Flamboyant com 34 árvores/ Km, Castelo e Parque São Quirino com 33 árvores/ Km de via. Os menores indices de arborização constatou-se nos Nova Aparecida, Padre Anchieta e Centro com 5 árvores a cada Km de via, Distrito Industrial, Jardins Mercedes, Campo Grande e Jardim Florence com 7/Km e o Parque Valença com a presença de 9 árvores / Km de via. O estudo realizado pela EMBRAPA (Alvarez e Gallo 2012) constatou a existência de 120.000 individuos arbóreas no sistema viário de Campinas. Tomando como referência o Guia dc Arborizaçâo Urbana de Campinas (GAUC) que estabelece |00 individuos arbóreas por quilômetro de via, conclui-se que ocorre um déficit de 365.000 árvores. Ao analisarmos os dados apresentados pelo estudo da EMBRAPA a Secretaria Municipal de Serviços Públicos através do Departamento de Parques e Jardins em consonância com a Secretaria do Verde e Desenvolvimento Sustentável através do Banco de Áreas Verdes tem como meta na gestão pública da arborização do Municipio atingir o preconizado no Guia de Arborização Urbana de Campinas, adequando às especies conforme o estabelecido pelo Guia de Arborização Urbana de Campinas (GAUC) e de acordo com as caracteristicas dos Biomas Mata Atlântica e Cerrado, mais presentes no Municipio. 2.3. Benefícios da arborização urbana A arborização urbana bem planejada e implantada contribui para: o Melhoria climática do meio urbano, atraves da redução de incidência dos raios solares, em outras palavras. sombra; proteção e formação de barreiras contra o vento; redução da temperatura do ar pela evatranspiração. o Melhoria da qualidade do ar, pela adsorção de material particulado, redução dos niveis de dióxido de carbono, dióxido de enxofre, monóxido de carbono, contribui significativamente para a redução da poluição do ar; ll
  13. 13. n Beneficios sociais, econômicos e políticos, gerados pela valorização das propriedades situadas próximas ou inseridas em vias arburizadas; I Segundo McPherson et al. (1997), em uma estimativa feita na cidade de Chicago apontou que o incremento de 10% na cobertura vegetal urbana pode reduzir a energia gasta com resfriamento em até US$ 90 por ano por habitação. A Associação Americana de Engenheiros Florestais estima que cada árvore propicie uma oferta de serviços no valor de US$ 273,00/individuo/ ano; o Melhoria da saúde fisica e mental da população que trabalha ou reside em locais arborizados; n Refúgio para a fauna proporcionando abrigo, possibilidade de nidilicação e alimento para animais, principalmente pássaros
  14. 14. l' 3. OBJETIVOS ruàcrrucux os : :AuFmAs Os objetivos principais deste plano de arborização: o Promover a arborização como instrumento de desenvolvimento urhano, qualidade de vida e equilíbrio ambiental; I Aumentar e melhorar a cobertura e qualidade da arborização urbana do Municipio, com base no Guia de Arborização Urbana de Campinas (GAUC); u Priurizar o uso de especies nativas respeitando os Biomas em que as áreas estão inseridas; - Utilirar o GAUC para orientação dos plantios de árvores nas áreas públicas do contexto urbano; o Estabelecer parâmetros técnicos para a o plantio de árvores no contexto urbano observando dados fomecidos pela Academia e Instituições de Pesquisa; u Adcquar e melhorar a distribuição das árvores urbanas nas diversas regiões da cidade; e compatibilizar a arborização urbana e paisagismo de áreas públicas de Campinas com a produçao de espécies arbóreas e omamentais do Viveiro Municipal “Otávio Tisselli Filho". 13
  15. 15. equipamentos públicos instalados enfocando os Bairros denominados Parque Tropical, Jardim lpaussunmn, Vila Perseu Leite de Barros, Jardim Paulicéia, Jardim Campos Elíseos. Esse projeto será elaborado e implantado de acordo com as diretrizes técnicas estipuladas no GAUC e com a previsão de término em 2016.
  16. 16. !Utifíñruiâ DE CAMPlNAS s. ESTRATÉGIAS A Seguir são apresentadas as estratégias a serem utilizadas para que se atinjam os objetivos e megas desse plano de arborização. 5.1. Levantamento Qualltatlvo dos individuos arbóreas existentes nas vias. e laterais de logradouros públicos existentes no Municipio de Campina canteiros centrais Elaboração de processo licitatório para contratação de empresa que irá realizar o Censo Arbóreo do Municipio que devera contemplar o levantamento dos espécimes arbóreas e arbustivos plantados nas calçadas, canteiros centrais e laterais das vias localizadas no perímetro urbano do Município, sendo catalogado a espécie, a altura, a idade aproximada, o diâmetro, projeção dc copa, a altura do peito (DAP), perspectivas de desenvolvimento, e demais parâmetros ñtossanitários. Deverá ser avaliado o potencial de interferências que essas espécies possam ter com o calçamento e outras benfeitorias públicas e privadas de seu entorno e sua localização cartográfica Esse Censo Qualitativo das espécies arbóreas irá possibilitar a definição mais precisa das ações necessárias de plantio, manutenção, poda, remoção e transplante dc árvores, como também o aumento da projeção da área de copa no Município. 5.2. Manejo O manejo da arborização urbana omrrerá com o apoio de uma serie de instrumentos, que em conjunto deverão sustentar o desenvolvimento desse plano e atingir os objetivos e metas apresentados. 0 uso e aplicação dos instrumentos abaixo deverão ser suficientes para que ao final do período de 4 anos, se tenha efetivamente plantado e alcançado o estipulado pelo GAUC e garantido a sobrevivência dos indivíduos arbóreos. Dessa forma haverá uma elevação no indice de arborização do municipio, atingindo os objetivos de aumentar e melhorar a cobertura c qualidade da arborização urbana dc Campinas, pmmovendo a qualidade de vida e equilibrio ambiental, 5.2.1. Produção de Mudas em Viveiro Próprio Caberá ao Viveiro Municipal “Otávio Tisselli Filho” dentre outras atribuições: IS
  17. 17. PREFEITURA DE CAMPINAS l: produzir 11100000 mudas por : Inu entre espécimes arbóreas c ornamentais visando arin 'r os adrões 81 minimos estabelecidos para plantio em vias públicas de acordo com este plano' y Il: 'd fl' , ad ' _ - , I en 1 icar c astra: e proteger arvores matrizes. para a produção de sementes c mudas de qualidade com sustentabilidade; Ill: implantar um banco de sementes nativas com material genético regional; lV: testar espécies com predominância de nativas não usuais, com o objetivo de introduzi-las na arborização urbana do município; V: diñmdir e perpetuar as espécies vegetais nativas no municipio; VI: promover o intercâmbio de técnicas, de sementes e mudas com outros municípios da região e do Estado de São Paulo. 5.2.2. Seleçlo e Implantação de Mudas Deverá ser obedecido o que preconiza a Lei Municipal 1l.571 de 17 de junho de 2003 e o Guia de Arborização Urbana do Município de Campinas. 5.2.3. Distribuição de Mudas Dentre as estratégias disponíveis a incorporação do elemento arbóreo no sitio urbano, a distribuição de mudas é uma daquelas onde a interação com a populaçao é maior. As mudas serão entregues à comunidade de acordo com este Plano de Arborivação. As iniciativas públicas ou privadas que pró - ativamente idealizarem promover a distribuição de mudas de árvores à populaçao. devem solicitar informações e a autorização junto ao Departamento de Parques e Jardins, informando previamente: - A origem das mudas. o As espécies; o Quantidade dessas mudas; n O local adequado onde essas mudas serão plantadas e manejadas e, O Projeto paisagístico para as áreas de plantio. 5.2.4. Plantio em Calçadas, Praças e Avenidas l. Critérios para a Execução do Plantio em Calçadas, Praças e Avenidas.
  18. 18. PREFEITURA oe cmPmAs _a A limpeza. nivclamcnw do terreno. abertura de covas, preparo do solo. adubaõãm “W335 d° [Iluhtuñ, drvcrno nha-Jetta' nn estipulado no uma ac Axboriznçãu Urbana de Campinas. Ao redor da planta deve existir uma área permeável, seja na forma de canteiro, faixa ou piso drename que permita a infiltração da água d: : irrigação e a aeraçãc do solo. As dimensões recomendadas para estas áreas não impermeabilizadas, sempre que as características dos passeios ou canteiros centrais permitirem deverá ser no minimo de 2m2 para as árvores de copa média a grande. O espaço livre recomendável para o trânsito de pedestres em passeios públicos e de 1,5 metros, sendo que o espaço livre minimo deverá ser de 1,20 metros, conforme norma ABNT 9050/94. Nas calçadas das faces Oeste e Norte, destinadas a instalação de rede de energia elétrica e telefônica, deverão ser implantadas árvores de pequeno e médio porte. Poderão scr implantadas árvores de grande porte, desde que não conflito com a fiação elétrica. implantar somente árvores de porte pequeno e médio sob a fiação elétrica (caso a implantação do projeto não contemple fiação compacta ou cabeamento aterrado dos cabos elétricos. 5.3. Parcerias Para a efetiva implantação do Plano de Arborização, deverão ser estimuladas as parcerias com universidades e entidades do terceiro setor bem como Instituições de Pesquisa para o apoio nos levantamentos, diagnósticos necessários. Com relação ao setor empresarial, deverão ser elaboradas normatizações que permitam u celebração de termos de cooperação com a iniciativa privada, visando à execução e manutenção de melhorias urbanas, ambientais e paisaglsticas, bem como a conservação de áreas públicas. 5.4. Educação Ambiental A Secretaria Municipal de Serviços Públicos através do Departamento de Parques e Jardins em parcerias com outras secretarias_ com a sociedade civil organizada e com o setor privado deverá desenvolver programas de educação ambiental com vistas à: I Informar e conscientizar a comunidade da importância da preservação e manutenção da arborização urbana; o Reduzir o número de solicitações 156 realizadas ao Município com relação à poda e supressão de árvores; l7
  19. 19. PREFEITURA DE CAMPINAS . ' Í-; gxabeieéer wfrxrvênins com universidades e Instituições de Pesquisa, com o objetivo dc pesquisar e testar espécies arbóreas/ ornamentais visando resistência, controle de pragas e doenças, entre outras; o Viabilizar projetos de co-gestão com a sociedade visando viabilizar a implantação e manutenção da arborização urbana através de ações público-privadas. 18
  20. 20. PREFEITURA DE CAMPINAS a. ARBORIZAÇÃO m: nuas r: AVENIDAS 6.1. Fatores físicos inerentes ao local Deverá ser obedecido o que preconiza o GAUC (item 4.3.2.1 de fl. 27). 6.2. Largura das ruas, calçadas e canteiros centrais Deverá ser obedecido o que preconiza o GAUC (item 4.3.2.2 de t1. 28) 6.3. Recuo das Construções Deverá ser observado o que preconiza o GAUC (item 4.3.2.12 de fl. 29). 6.4. Redes Aéreas e Subterrâneas Deverá ser observado o que preconiza o GAUC (itcm 4.3.2.13 dc n. 29). 6.5 Tipo de tráfego Deverá ser observado o preconizado no GAUC (item 4.3.214 de t1. 30). 6.6 Parâmetros para implantação de arborização nas vias públicas Deverá ser obedecido o que preconiza o GAUC (item 4.3.2.1 de t1. 30). 6.7 Características gerais a serem consideradas para a arborização urbana Deverá ser observado o que preconiza o GAUC (item 4.3.2.1 .7 de t1. 31). 6.8. Formato da Copa Deverá ser observado o que preconiza o GAUC (item 4.3.2.1 .8 de t1. 32). 6.9, Altura e Porte Deverá ser observado o que preconiza o GAUC (item 4.3.219 de i1. 33). 6.10. Diversidade de espécies Deverá ser observado o que preconiza o GAUC (item 4.3.2.1.10 de t1. 33). 6.11. Espécies arbóreas recomendadas para utilização em arborização de ruas e avenidas. Deverá ser obedecido GAUC, na sua Tabela 1 página 53. (item 4.3.2112 de i1. 35). 19
  21. 21. PREFEITURA DE CAMPINAS 7. MANUTENÇÃO DA ARROIÀIZAÇÃO URBANA Após a implantação da arborização. será indispensável à vistoria periódica para a realização dos seguintes trabalhos de manejo e conservação. Para essa vistoria é previsto um cadastramento em banco de dados de todos os plantios e o acompanhamento do crescimento e manutenção das espécies plantadas em área urbana. 7.1. Cuidados Pós-plantio Adição de cobertura morta à coroa. Acabamento da coroa e manutenção da penneabilidade do solo Tutoramento c proteção da muda Irrigação Controle de formigas Adubaçõcs de cobertura Desbrota 'fodas as medidas citadas acima deverão obedecer ao estipulado no GAUC. A poda e' uma prática importante e sc torna especialmente necessária nas áreas urbanas, que orienta e corrige o crescimento das árvores para que tome uma forma adequada, e para eliminar ramos que estão causando algum problema. Os fatores que justificam a poda na maioria das vezes são: controle fitossanitário, desimpedimento da sinalização de transito em função da visibilidade, desobstrução das redes de energia elétrica. telefônicas, cabos, canos. sempre observando a manutenção do equilibrio da copa, Caberá a Prefeitura, informar e conscientizar a população sobre a importância da realização de uma poda correta e colaborar na capacitação de todos aqueles que praticam profissionalmente a poda na cidade, a fim de executar esta atividade com eficiência e qualidade. Toda e qualquer poda realizada em árvores existentes em espaços publicos. por particulares, concessionárias de serviços públicos e pela própria Prefeitura, deverão ser precedidas dc solicitação formal ao DPJ, e autorizada ou não após analise da técnica pelo setor responsável do Departamento. No arborização urbana a poda promove maior sobrevida às árvores adultas. minimiza os efeitos do planejamento inadequado e permite uma melhor convivência da cidade com suas árvores. Os objetivos da poda são: 20
  22. 22. PREFE| TURA DE CAMHNAS 'l . Rvrnovcr «Vieri a. . árvore quc oferecem rlscu u: queda. A implantação de um ro rama de rw P poda permite que as árvores se desenvolvam com suas estruturas bem formadas e sólidas o quc faz com que a as árvores tenham vida mais longa o (Jrientar o crescimento das árvores para que tenham uma arquitetura mais adequada às caracteristicas do local. Através da poda é possivel manter a copa distante de edificios, e equipamentos como iluminação publica, e linhas dc transmissão de energia. o Aumentar a entrada da luz do sol, permitindo quc gramados, foi-rações e plantas de porte baixo recebam a luz que necessitam. o Promover a sanidade das plantas pela eliminação de ramos secos e doentes, e de ramos em excesso, o que ira permitir maior entrada de luz solar e melhor circulação de ar, criando um ambiente mais saudável para a planta. 7.2. Fatores condicionantes à aplicação da Poda A aplicação de algum tipo de poda exige respeito aos seguintes fatores elencados abaixo, e deve ser observado e cumprido as orientações contidas no Guia de Arborização Urbana de Campinas (GAUC) 7.2.1. Aespécie 7.2.2. A idade da planta 7.2.3. Época de sc proceder à poda 7.2.4. Rigor ou intensidade da poda 7.3. O local da poda As arvores possuem regiões especializadas na cicatrização dc lesões e conhecer estas estruturas é fundamental para se fazer uma poda correta, e que levará a uma rápida cicatrização do corte. Quando um ramo é cortado, a planta dá inicio au processo de compartimentalização. A compartimentalização é um mecanismo de defesa da planta contra o ataque de organismos patogênicos que ocorre naturalmente quando um galho é eliminado. Para se proteger a planta usa barreiras químicas e fisicas para isolar infecções que possam entrar por ramos quebrados ou monos. As estruturas envolvidas na compartimentalização são: 21
  23. 23. PREFEITURA DE CAMMNAS É - região inferior da base do ramo. junio a sua inserção no tronco. Não é perceptível em um ramo saudável. Se o colar se destacar do tronco sinalizará que há uma lesão e um processo dc compartimentalização está em andamento. - É o acúmulo de casca na parte superior da base do ramo pelo crescimento da casca do tronco c do ramo. Serve de referência para determinar o plano de corte que deve preservar tanto o colar como a crista (Figura 7). _ F t : Pl d Arboriua o de Sorocaba Posição do Colar e da Crista de casca. on c ano c I ça O corte de um ramo deve ser feito imediatamente acima do colar. Quando 0 Cone É ÍEÍÍO 353m0 5° plano de corte correto, a cicatrização da lesão não é completa (Figura 8). : no an : nun u ln culnv Nwvn cnncn ©@© A! (Donato) _(5', 'P°°¡ v "wncm Fonte: Plano de Arborização dc Sorocaba Eixo correto do corte dc um galho de áTVOW 22
  24. 24. PREFEITURA DE CAMPINAS Por ser a compartimcntalização um processo realizado por células vivas, ramos mais velhos e grossos que têm o seu interior composto por células mortas, têm mais dificuldade de cicatrizarem uma lesão. Sempre que possível realizar a poda quando o ramo for o mais jovem possivel, quando ainda possui células vivas, o que promoverá uma cicatrização mais rápida e completa. Ainda considerando ser a compartimentalização um processo realizado por células vivas, quanto mais atividade celular a planta possuir, mais rápida será a cicatrização. A poda mal feita que lesiona o colar. fere o tecido responsável pela cicatrização do corte. Neste caso não adianta usar produtos protetores, Cortes realizados de forma correta cicatrizam-se satisfatoriamente sem necessidade de se usar qualquer tipo de produto. 7.4. Tipos de poda aplicados em area urbana Para cada lipo de poda, é preciso atentar para alguns pontos que regem a poda e que levará a um melhor resultado: 7.4.1. Poda de formação Observar a orientação preconizada no Guia de Arborizaçáo Urbana de Campinas (GAUC) (item 6.5.1. de fl. 47). 7.4.2. Poda de condução Observar a orientação preconizada no Guia de Arborização Urbana de Campinas (GAUC) (item 6.5.2. de fl. 47). 7.4.3. Poda: drásticas Observar a orientação preconizada no Guia de Arborizaçlo Urbana de Campinas (GAUC) (item 6.6 de ll. 48). 7.4.4. Poda de Limpeza v É quando se faz a remoção de galhos secos doentes, quebrados e mal dimensionados. Os galhos que serão removidos devem ser identificados, com a marcação do plano de corte. 7.4.5. Dcsrama ou ralcamento - É uma poda seletiva que tem a finalidade de diminuir a quantidade de ramos vivos da planta. Não é recomendada a remoção de mais que 25% do volume que cresceu desde a última poda. É preciso identificar os galhos que serão removidos. 7.4.6. Levantamento ou elevação - Como o nome diz. o levantamento eleva a altura da copa atraves da poda seletiva pemiitindo a circulação de carros e pessoas. É preciso identificar os galhos que serão removidos. 23 -u-. r
  25. 25. PREFEITURA DE CAMFlNAS 7.4.7. Rrducñu . < onsixu na poda seletiva dos ramux para reduzir a altura e ou a largura da copa, respeitando a arquitetura original da árvore. É preciso conhecer a espécie e se ela suporta este lipo de poda. É preciso identificar os galhos quc serão removidos. Arvoru jovens ~ as podas visam à limpeza, melhorar a saúde, a estrutura ou a estética da árvore. No viveiro a planta é conduzida para formar uma muda com fuste alto e ramos bem distribuidos. No Plantio ~ apenas a poda dc limpeza é recomendada, com a preservação dos galhos inferiores do tronco. Após o estabelecimento ~ recomenda-se a poda de limpeza, com remoção de galhos fracamentc fixados m¡ árvore c que se atritem, Buscar conduzir um ou mais ramos lider conforme a situação, manter uma distribuição equilibrada dos galhos estruturais e fazer a remoção dc galhos que interferem com outras estruturas. 7.4.8. Poda Emergencial- é uma poda realizada sempre que houver algum galho que ofereça risco a terceiros, sem a necessidade dc programação. 7.4.9. Poda de Restauração - Em árvores que passaram por severo deslopo, vandalismo ou foram danificadas, se faz a poda de restauração para se aprimorar a sua estrutura forma e aparência. É recomendado especificar os locais que serão podados. 7.4.10. Poda de raízes - Não se recomenda poda de raízes. Deve-se considerar fazer o aumento do canteiro para comportar as raízes. Caso não haja altcmativa, o corte dcvc ocorrer a uma distância dc 18 vezes o DAP da árvore e não se devem remover mais do que um terço da espessura da raiz. A área deve ser preparada com a abertura de uma trincheira no entomo da raiz e então realizar o corte com cuidado. As raízes são mais sensíveis que galhos visto que as árvores já estão habituadas a pcrdcrcm galho. 7.4.11. Podas de Redução de copa junto a redes elétricas. - Junto a redes elétricas deve-se buscar fazer o minimo dc cones para se atingir o objetivo da poda. quc dcvc respeitar a estrutura natural da árvore. Nos casos em que o crescimento ocorre cm baixo ou na direção da rede elétrica, deve-se considerar a alteração da rede elétrica ou a remoção da árvore. Quando a árvore for de grande porte e de valor histórico e cultural deve-se dar preferência para opção de adaptação da rede. A poda deve ser feita pela remoção de galhos inteiros ou apenas dos ramos que crescem na direção do espaço de segurança. Também as árvores que crescem próximo do espaço de segurança, devem lcr u galho inteiro cortado ou ter o seu crescimento direcionado para fora do espaço de segurança. 0 ponto do corte deve ser sempre próximo do galho parental e não por uma distância prédeterminada de espaço de segurança. A quantidade de galhos que serão cortados leva em conta a velocidade de crescimento da espécie. o tamanho da árvore quando adulta, o seu formato, o tempo até a próxima poda e outros fatores que podem 24
  26. 26. PREFEITURA DE CAMPINAS ter alguma influência. Dependendo da situação_ a remoção de poucos galhos e suficiente. enquanto que em n_ , _, . _ . y _ , ou os e necessarios uma remoçao bem maior. mas sempre se deve buscar cortar o minimo possivel de ramos. 0 destopo e o cone poodle são práticas inaceitáveis na poda de árvores, exceto nos casos que a árvore está sendo preparada para a supressão. 7.5. Remoção Para a remoção de árvores, deve ser feita uma analise previa. São definidos os seguintes critérios: I: Em terreno a ser edificado. quando u corte for indispensável à realização da obra, a critério da equipe técnica do Departamento de Parques e Jardins; ll: Quando o estado fitossanitário precário, sem condições de recuperação da árvore justificar; III: Nos casos em que a árvore esteja causando comprovados danos permanentes ao patrimônio público ou privado; lV: Nos casos em que a árvore constitua obstáculo fisicamente incontomável ao acesso de veiculos; V: Quando o plantio irregular ou a propagação espontânea de espécimes arbóreos impossibilitar o desenvolvimento adequado de árvores vizinhas; Vl: Quando se tratar dc espécies invasoras, com propagação prejudicial comprovada; VIl: Em casos de obras de interesse social e utilidade pública comprovado; VIII: Total incompatibilidade da espécie com o espaço disponível. 25
  27. 27. PREFEITURA DE CAMPINAS 8.0. TRANSPLANTE Os transplantes vegetais, quando necessários, deverão ser autorizados pelo Departamento de Parques e Jardins (DPJ) mediante a elaboração de laudo técnico por proñssiona] habilitado, e executados conforme a legislação vigente, cabendo ao DPJ definir o local de destino dos transplantes. O local dc destino do vegetal transplantadu, incluíndo passeio, meio-fio, redes de intra-estrutura, canteiros, vegetação e demais equipamentos públicos, deverá permanecer em condições adequadas após o transplante, cabendo ao responsável pelo procedimento, a sua reparação e/ ou reposição, em caso de danos decorrentes do transplante. 26
  28. 28. PREFEITURA DE CAMPINAS 9.o. REIFERÊNCIA ALVARhL, l. A. ; UALLO, B. LL. Quantiñcaçãu da arborização urbana viária de Campinas, SP. Campinas: Embrapa Monitoramento por Satélite, 2012. 8p. (Comunicado Técnico, 30). CRESTANA et al. - Arvores c Cia, CATI, Campinas, 2007. GUIA de planejamento e manejo de arborização urbana / Eletropaulo; CEESP; CPFL; São Paulo 1995; KOEPPEN, W. Climatologia, com um estúdio de los climas de la tierra. Madri, 1948. LORENZI, HARRY; Árvores Brasileiras. Plantarum. Volume l e 2 , 1992 e 1998; MADEIRA N. , . l. Comportamento espectral dos solos. ln: Meneses, P. R. MlClll, S. M. P. ; COUTO, H. T. Z. Estudo de dois métodos de amostragem de árvores de rua na cidade dc Piracicaba - SP. ln: Curso de treinamento sobre poda em espécies arbóreas ílorestais e de arborização urbana, l. , Piracicaba, 1996. Piracicaba, lPEF/ ESALQ-USP, 19 ODlJ M, H. T. Ecologia. Guanabara-Koogan. Rio de Janeiro, 1988; PAULELA. ED; SOUZA. H. J; TACHIZAWA; POZO. I-l. Desenvolvimento de Indicadores Síntese para o o Desempenho Ambiental. Campinas, 2009. PIVETTA, K. F. L. ; SILVA FILHO, D. F. Arborização urbana. Boletim acadêmico UNESP/ FCAV/ FUNEP Jaboticabal, SP - 2002; RIBEIRO. F. M. G: SCAGLIANJJI, C. A. C. ; AMORJN, S. R. ; SAGGES, T. O. Plano de Arhnrizacâo Urbana de Sorocaba 2009-2020. Prefeitura Municipal de Sorocaba RODRIQUES. RR. & LEITAO FILHO, H. F. Matas ciliares, conservação e Recuperação. São Paulo, FDUSP 2000;
  29. 29. PREFEITURA DE cAMP| NA$ SEADE. Fundação Sistema Estadual de analise dc dados. Dispmíxci em '~'-~'›. x7›d: .gu. br. “ Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Plano Diretor de Arborizaçâo de Vias Públicas l coordenado por Antônio Esteves dus Reis. - Goiânia: 2005. ' USP › ESALQ. Manual de Normas Técnicas de Arborizaçño Urbana. Coordenadoria de Assistência Técnica e Integral - FAPESP. Piracicaba, 2007: VELASCO, G. D. N. Arborizaçio viária x sistema de distribuição de energia elétrica: avaliação dos custos. estudos das podas e levantamento dos problemas ñtotécnicos. 2003. Dissertação de Mestrado em Engenharia Agronômica - Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Universidade São Paulo. 2B

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