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A reconstrução de campinas

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trecho:Presenciamos e estamos estarrecidos com a disputa a tapas e socos da presidência do Conselho Gestor das Áreas de Proteção Ambiental de Campinas. A ameaça especulatória da construção civil sobre elas é cada vez mais evidente. As APAs acolhem remanescentes de vegetação, compõe o berço de mananciais extremamente frágeis em uma região industrial, a cada dia, com menor disponibilidade hídrica

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A reconstrução de campinas

  1. 1. A reconstrução de Campinas Após mais um triste período de nossa história, todos os filhos de Campinas aguardamos a concretização de novos tempos. Fomos varridos, terrivelmente, por mais uma desgraça que se abateu sobre nós. Nossa terra, sempre generosa, acolheu e foi desmerecida; diversos foram os seus maus tratos e prejuízos. O pior deles, a traição política. Houve consequentemente, o interromper de um caminho condutor ao sucesso e ao desenvolvimento pleno: sustentável e com qualidade de vida. Estamos vivendo um necessário momento de limpeza, herança de gestões que quase arruinaram nossa cidade. Vivenciamos um pesadelo: a imobilização da sociedade democrática e plena em seus direitos; fomos aviltados e tolhidos ao acesso e usufruto do retorno que todos merecemos como cidadãos, pagadores de impostos e cumpridores de deveres. O papel que todos esperamos desta atual gestão municipal é o de permitir a investigação dos órgãos competentes, de ocorrências e fatos irregulares. A detecção, a punição e a alteração das práticas de desvio de conduta e de procedimento são inquestionáveis. A lisura, por exemplo, em processos de licenciamentos de obras realizadas em Campinas deve ser garantida. A preocupação com a legislação, com as consequências futuras sobre a estrutura urbana, a qualidade de vida e a sustentabilidade são premissas da aprovação técnica de projetos. Presenciamos e estamos estarrecidos com a disputa a tapas e socos da presidência do Conselho Gestor das Áreas de Proteção Ambiental de Campinas. A ameaça especulatória da construção civil sobre elas é cada vez mais evidente. As APAs acolhem remanescentes de vegetação, compõe o berço de mananciais extremamente frágeis em uma região industrial, a cada dia, com menor disponibilidade hídrica. Interesses excusos ameaçam manter a estrutura que permitiu a execução de uma infinidade de empreendimentos que estão sendo questionados pela sociedade. Alguns deles já foram embargados, outros enfrentam grande repercussão negativa, como o Vila Abaeté. O perfil municipal se transforma de horizontal para vertical vertiginosamente. O planejamento e a reestruturação física e ambiental do espaço, além dos serviços públicos para acompanhar essa alteração, inexistem. A avaliação de impactos, a exigência de medidas mitigadoras e compensatórias é realizada de maneira pontual e deficiente, quando reflete sobre todo o território regional. Campinas, em sua história vivenciou inúmeras tragédias. Dentre elas, os surtos de febre amarela que dizimaram e expulsaram parcela significativa de sua população e, o assassinato do Prefeito Antonio da Costa Santos – profundo conhecedor de nossas necessidades urbanas e sociais. Esses terríveis episódios nos obrigam à reflexão dos rumos que queremos tomar enquanto sociedade. Em nossos momentos de catástrofe, a maior força do campineiro foi demonstrada pela união, luta, sabedoria e ação. Phoenix, ave mitológica que renasce de suas cinzas, não é nosso símbolo por acaso; ela serve de exemplo ao demonstrar recuperação, avanço e recomposição de sua dignidade. Uma sociedade apática é a mesma que permite a entrada, a penetração estrutural e a ação de seus algozes. Que cada cidadão deste solo se sinta chamado internamente a participar da reconstrução de nosso município. Os conselhos da cidade precisam ser ocupados por verdadeiros incansáveis, apaixonados e contribuidores. Podemos transformar Campinas, contribuindo com o melhor que sabemos fazer, exercendo o controle social e participando ativamente, com muito trabalho, amor e esperança. A exigência da transparência é necessária em todas as ações públicas.
  2. 2. Um grande jardim arborizado seria uma boa ideia em nossa realidade. Ao final do ciclo decompositor e reciclador de diversos materiais imprestáveis, a natureza se encarrega de renovar as condições para a vida, transformando lixo em alimento. Quem sabe aproveitemos desses mesmos princípios para nos revitalizar e reciclar conjuntamente; nesse sentido, só podemos florescer e frutificar prodigamente. José Hamilton de Aguirre Junior – Engenheiro Florestal, especialista em sustentabilidade e mestre em arborização urbana. Teresa Cristina Moura Penteado – Pós graduada em Gestão Ambiental e Perita Judicial Ambiental.

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