Aula 04 Avaliação Morfofuncional

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Como proceder e quais técnicas são mais utilizadas

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Aula 04 Avaliação Morfofuncional

  1. 1. Avaliação Clínica nutricional Aula 04 – Avaliação Morfofuncional Prof. DSc. Renato M. Nunes www.ufjf.br/renato_nunes www.facebook.com/Dr.nutri.Science ®
  2. 2. Morfofuncional Pg. 2 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® • A avaliação morfofuncional tem como objetivo estabelecer os parâmetros iniciais para correta prescrição nutricional. • Além disso, a Avaliação também coleta dados e os armazena para ajudar na análise do progresso do Paciente. Ela também ajuda a definir melhor o objetivo a ser alcançado e a melhor estratégia a ser adotada. • A avaliação pode ser dividida em antropometria, composição corporal e somatotipo Avaliação Nutricional Morfofuncional (KAC, SICHIERI, GIGANTE, 2007; VASCONCELOS, 2007)
  3. 3. Morfofuncional Pg. 3 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® Composição Corporal Antropometria Exame Físico Avaliação Física
  4. 4. Morfofuncional Pg. 4 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® • Modelo Multicomponente da Composição Corporal • Modelo Atômico • compreende cerca de 50 elementos, sendo que mais de 98% da massa corporal total é determinada pela combinação de oxigênio, carbono, hidrogênio, nitrogênio, cálcio e fósforo. • Os 44 elementos restantes representam menos de 2% da massa corporal total (WANG et al., 1992; KATCH, McARDLE E KATCH, 2011)
  5. 5. Morfofuncional Pg. 5 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® • Modelo Multicomponente da Composição Corporal • Modelo Molecular • divide os compostos químicos corporais, que compreendem mais de 100 mil moléculas diferentes, em cinco grupos: lipídios, água, proteínas, carboidratos e minerais; (WANG et al., 1992; KATCH, McARDLE E KATCH, 2011)
  6. 6. Morfofuncional Pg. 6 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® • Modelo Multicomponente da Composição Corporal • Modelo Celular • divide o corpo em três componentes: massa celular total, fluidos extracelulares (incluindo plasma intra e extracelular) e sólidos extracelulares; (WANG et al., 1992; KATCH, McARDLE E KATCH, 2011)
  7. 7. Morfofuncional Pg. 7 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® • Modelo Multicomponente da Composição Corporal • Modelo Tecidual • (tecidos, órgãos e sistemas) - são quatro as categorias de tecidos apresentadas neste nível: tecido conectivo (incluindo adiposo e ósseo), tecido epitelial, tecido muscular e tecido nervoso; (WANG et al., 1992; KATCH, McARDLE E KATCH, 2011)
  8. 8. Morfofuncional Pg. 8 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® • Modelo Multicomponente da Composição Corporal • Modelo Corpo Todo • análise do corpo segundo suas características morfológicas, com medidas relacionadas a tamanho, forma e proporções do corpo humano. • Cada nível será importante para um determinado tipo de estudo. (WANG et al., 1992; KATCH, McARDLE E KATCH, 2011)
  9. 9. Morfofuncional Pg. 9 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® • Modelo Multicomponente da Composição Corporal (WANG et al., 1992; KATCH, McARDLE E KATCH, 2011) Figura 2. % Níveis de fracionamento da massa corporal segundo Wang et all, 1992
  10. 10. Morfofuncional Pg. 10 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® (KATCH, McARDLE E KATCH, 2011) Composição corporal masculina e feminina, Segundo Behnke's
  11. 11. Morfofuncional Pg. 11 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® C. E. T. Espectrometria DIRETOS DISSECAÇÃO DE CADÁVERES INDIRETOS FÍSICO - QUÍMICOS IMAGEM DENSITOMETRIA I. R .I Ativação de Nêutrons Excreção de Creatinina Radiologia Clássica Ultra-sonografia Ressonância Magnética Tomografia Axil Comp. Absorção de Gases Disolução Isotrópica Pletismografia Somatogramas Proporcionalidade Somatotipo Pesagem Hidrostática Volume de H2O ANTOPOMETRIA DUPLAMENTE INDIRETOS Condutividade elétrica total Impedância Bioelétrica Interactância de raios infravermelhos Escala O Equações de regressão lineares Equações de regressão generalizadas I. B. E. Índices de obesidade e massa corporal Fracionamentos em 2, 4 e 5 componentes Métodos de Avaliação da Composição Corporal (Petroski, 2003)
  12. 12. Morfofuncional Pg. 12 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® • Avaliando os componentes Corporais • Peso • Altura • Circunferências
  13. 13. Morfofuncional Pg. 13 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® • Peso O peso é a soma de todos os componentes corpóreos e reflete o equilíbrio proteico-energético do indivíduo PESO DEFINIÇÃO Peso atual Obtido de uma balança calibrada. O indivíduo deve se posicionar de pé, com o mínimo de roupa possível Peso usual É utilizado como referência na avaliação das mudanças recentes de peso e em casos de impossibilidade de medir o peso atual Peso ideal ou desejável O modo mais prático de cálculo é a utilização do IMC Peso ideal = IMC desejável x estatura (m2)
  14. 14. Morfofuncional Pg. 14 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® • Adultos Índice de Massa Corporal (IMC) Indicador que incorpore medidas simples e expresse de algum modo as reservas energéticas do indivíduo. Quételet (1830) Peso (Kg) Altura(m)2
  15. 15. Morfofuncional Pg. 15 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® - Índice de Massa Corporal (IMC) utiliza o peso e a estatura como critério diagnóstico - Útil tanto em nível individual quanto como populacional - IMC é um dos métodos mais utilizados para avaliar o estado nutricional IMC O seu cálculo é simples de ser realizado
  16. 16. Morfofuncional Pg. 16 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® -Existem vários pontos de cortes propostos para classificação do IMC; -Os recomendados pela OMS (1995 e 1998) são os mais utilizados; - Sua classificação é baseada na associação entre IMC e mortalidade; IMC
  17. 17. Morfofuncional Pg. 17 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® (http://www.modelmydiet.com/men.html)
  18. 18. Morfofuncional Pg. 18 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® IMC CLASSIFICAÇÃO 17 - 18,49 Baixo peso ou Magreza grau I 16 – 16,99 Baixo peso ou Magreza grau II < 16 Baixo peso ou Magreza grau III BAIXO PESO IMC CLASSIFICAÇÃO < 18,5 BAIXO PESO 18,5 – 24,99 EUTROFIA 25 – 29,99 SOBREPESO GRAU I 30 – 39,99 SOBREPESO GRAU II > 40,0 SOBREPESO GRAU III Em 1995 a OMS sugeriu os seguintes pontos de corte de IMC para adulto
  19. 19. Morfofuncional Pg. 19 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® - Em 1998 a OMS publicou o documento: “Obesidade: prevenindo e controlando a epidemia global”, resultado do Consultation on Obesity que ocorreu em 1997 . - A partir daí os pontos de cortes do IMC para adultos foram revisados e incluiu-se a subdivisão do IMC entre 35-39,9 IMC CLASSIFICAÇÃO RISCO DE CO- MORBIDADES < 18,5 BAIXO PESO BAIXO 18,5 – 24,99 EUTROFIA 25 – 29,99 SOBREPESO (PRÉ-OBESO) Aumentado 30 – 34,99 OBESIDADE GRAU I Moderado 35-39,99 OBESIDADE GRAU II Grave > 40,0 OBESIDADE GRAU III Muito Grave CLASSIFICAÇÃO, OMS (1998)
  20. 20. Morfofuncional Pg. 20 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® - O método utilizado para estabelecer os valores limites de IMC tem sido muito discutidos, contudo, esta classificação está baseada em estudos de mortalidade por doenças crônicas; - Risco relativo de mortalidade curva em forma de U ou J IMC (OMS, 1995) Fonte: ORGANIZACIÓN MUNDIAL DE LA SALUD. El estado fisico: uso e interpretación de la antropometria. Ginebra, OMS, 1995. (Série de Informes Técnicos 854).
  21. 21. Morfofuncional Pg. 21 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® Fonte: BRAY, G.A. Pathophisiology of obesity. Am. J. Clin. Nutr., v. 55, p. 488s- 494s, 1992 Relação entre IMC e risco de mortalidade. Figura baseada nos dados adaptados da American Câncer Society Study
  22. 22. Morfofuncional Pg. 22 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ®
  23. 23. Morfofuncional Pg. 23 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® • As principais limitações apontadas por Garn et al (1986), McLaren (1987) e Vannucchi et al (1996) referem-se ao fato do IMC: • estabelecer correlação com a altura, embora baixa; • estabelecer correlação com a massa magra, principalmente nos homens; • estabelecer correlação com a proporcionalidade corporal (relação do tamanho das pernas/tronco), o que prejudicam sua utilização como indicador da gordura corporal; • não levar em consideração a idade, uma vez que com o envelhecimento pode ocorrer aumento de deposição de gordura e perda de massa magra IMPORTANTE NA DETERMINAÇÃO DO RISCO DE MUITAS DOENÇA, NO ENTANTO NÃO PODE SER UTILIZADO COMO INDICADOR DE GORDURA CORPORAL
  24. 24. Morfofuncional Pg. 24 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® VANITALLIE et al (1990)  separação do IMC IMGC (Índice de Massa Corporal Gorda) = Peso de gordura (Kg) (Altura (m))2 IMLG (Índice de Massa Livre de Gordura) = Peso massa magra (Kg) (Altura (m))2 Bem nutridos 61,6 Kg 87% de massa magra 13% gordura 70,6Kg IMLG = 21,2 IMGC = 3,1 IMC = 24,3 9,0 Kg Bem nutridos 61,6 Kg 87% de massa magra 13% gordura 70,6Kg IMLG = 21,2 IMGC = 3,1 IMC = 24,3 9,0 Kg desnutrido60,7 Kg 88% de massa magra 12% gordura 69,1Kg IMLG = 17,7 IMGC = 2,4 IMC = 20,1 8,4 Kgdesnutrido60,7 Kg 88% de massa magra 12% gordura 69,1Kg IMLG = 17,7 IMGC = 2,4 IMC = 20,1 8,4 Kg Demonstração da separação do Índice de Massa Corporal (IMC) proposto por Vanitalie et al (1990).
  25. 25. Morfofuncional Pg. 25 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® DERIVAÇÕES DO IMC Proposto pro VANITALLIE et al (1990) PESO DE GORDURA CORPORAL (kg) Altura (m)2 Índice de Massa Corporal de Gordura (IMCG) Índice de Massa Corporal Livre de Gordura (IMCLG) PESO DE MASSA MAGRA (kg) Altura (m)2
  26. 26. DERIVAÇÕES DO IMC Percentis Idade (anos) 5 15 50 85 95 IMCG 20-39 (n= 124) 16,8 17,7 19,9 22,2 25,8 40-59(n= 68) 17,4 19,9 19,2 20,9 22,4 IMCLG 20-39 (n= 124) 2,4 2,8 4,3 6,8 8,3 40-59(n= 68) 1,5 4,4 6,3 8,1 9,7 Percentis do Índice de Massa Gorda (IMGC) e do Índice de Massa Livre de gordura (IMLG) proposto por Vanitallie et al (1990)
  27. 27. Morfofuncional Pg. 27 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® Estrutura corporal de homens e mulheres baseada nos valores da relação entre estatura e perímetro do pulso Compleição SEXO MULHERES HOMENS Pequena > 10,9 > 10,4 Média 9,9 – 10,9 9,6 – 10,4 Grande < 9,9 < 9,6 Compleição óssea (CO): estatura (cm) circunferência do punho (cm)
  28. 28. Morfofuncional Pg. 28 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® Adequação do peso corporal segundo CO (homens) ESTATURA EST. PEQUENA EST. MÉDIA EST. GRANDE 155 56-59 57-62 60-66 157 57-60 58-63 61-67 160 58-60 59-64 62-69 163 59-61 60-65 63-70 165 60-62 61-66 64-72 168 60-64 62-68 65-74 170 61-65 64-69 67-76 173 62-66 65-70 68-78 175 63-68 66-72 70-80 178 64-69 68-73 71-81 180 65-70 69-75 72-83 183 67-72 70-77 74-85 185 68-74 72-79 76-87 188 70-76 74-80 78-90 191 71-78 75-83 80-92
  29. 29. Morfofuncional Pg. 29 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® Adequação do peso corporal segundo CO (mulheres) ESTATURA EST. PEQUENA EST. MÉDIA EST. GRANDE 145 45-49 48-54 52-58 147 45-50 49-55 53-60 150 46-51 50-56 54-61 152 47-52 51-57 55-62 155 48-54 52-59 57-64 157 49-55 54-60 58-65 160 50-56 55-61 60-67 163 52-58 56-63 61-69 165 53-59 58-64 62-71 168 55-60 59-65 64-73 170 56-62 60-67 65-75 173 57-63 62-68 66-76 175 59-65 63-70 68-77 178 60-66 65-71 69-79 181 61-67 66-72 70-80
  30. 30. Morfofuncional Pg. 30 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® • Somatotipo • A característica física é fundamental para ao sucesso de um atleta. Desta forma, além do percentual de gordura corporal, torna-se necessário conhecer a estrutura física dos mesmos. • Na educação física é comum se utilizar a classificação estabelecida por Sheldon que diferencia a estrutura física do ser humano em três características
  31. 31. Morfofuncional Pg. 31 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ®
  32. 32. Morfofuncional Pg. 32 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® • Ectomorfia  um indivíduo magro é um bom exemplo com pequeno volume muscular e mínima presença de tecido gorduroso; • Mesomorfia  a maioria dos indivíduos atletas possuem esta característica, destacando-se a massa muscular, notável nas regiões do trapézio, abdômen e deltóide e massa óssea fortalecida. Gordura corporal é pouco notada; • Endomorfia  um indivíduo obeso é um exemplo típico de endomorfia, não apresentado massa muscular aparente, ombros quadrados, pescoço curto e excessivo volume abdominal. • Para identificação dos três componentes são necessário um conjunto de fórmulas e nomograma encontradas em McArdle et al (1998).
  33. 33. Morfofuncional Pg. 33 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® ÍNDICE DE ADIPOSIDADE CORPORAL (IAC)  Pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia propuseram uma nova forma de avaliar a adiposidade em adultos. uma vez que indivíduos musculosos e obesos podem apresentar o mesmo IMC. A nova medida apresenta maior correlação com a gordura corporal IAC : Circunferência do Quadril – 18 ( altura X √ altura )
  34. 34. Morfofuncional Pg. 34 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ®
  35. 35. Morfofuncional Pg. 35 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® Interpretação dos resultados do IAC Fonte: Bergman et al (2011) VALOR DE REFERENCIA CLASSIFICAÇÃO Masculino Feminino 8-20 21-32 Normal 21-25 33-38 Sobrepeso > 25 > 38 Obesidade
  36. 36. Morfofuncional Pg. 36 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® Localização de gordura -Medidas de localização de gordura indicam risco de doenças cardiovasculares pela alta proporção de gordura localizada na região abdominal -Índice muito utilizado : relação cintura/quadril (RCQ) - Mais recentemente: apenas a Circunferência da Cintura (CC) isolada também tem sido considerada capaz de predizer o risco de doenças associadas com a distribuição abdominal de gordura
  37. 37. Morfofuncional Pg. 37 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® Relação Cintura Quadril (RCQ) Índice mais utilizado para identificar o tipo de distribuição de gordura. RCQ= Circunferência da cintura Circunferência do quadril Gênero RCQ HOMENS > 1,0 MULHERES >0,85 Pontos de corte para classificação da RCQ, (OMS, 1995) COMPOSIÇÃO CORPORAL UTILIZANDO ANTROPOMETRIA
  38. 38. Morfofuncional Pg. 38 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® Circunferência da Cintura (CC) Referência para risco e complicações metabólicas da obesidade a partir da circunferência da cintura. G E N E R O CC AUMENTADA CC MUITO AUMENTADA Feminino > 80 cm >88 cm Masculino > 94 cm >102 cm (OMS, 1998)
  39. 39. Morfofuncional Pg. 39 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® Outras medidas e índices de localização de gordura -Diâmetro abdominal sagital -Índice de conicidade -Relação cintura estatura
  40. 40. Morfofuncional Pg. 40 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® Diâmetro abdominal sagital - Preditor antropométrico de gordura visceral - Correlaciona-se com os níveis de insulina, lipídios, pressão sanguínea e síndrome metabólica
  41. 41. Morfofuncional Pg. 41 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® Índice de conicidade - Baseado na ideia de que pessoas que acumulam gordura em volta da região central do tronco têm a forma do corpo parecida com um duplo cone, ou seja, dois cones com uma base comum, dispostos um sobre o outro, enquanto aquelas com menor quantidade de gordura na região central teriam a aparência de um cilindro.
  42. 42. Morfofuncional Pg. 42 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® Índice de conicidade LIMITAÇÃO -Não existe ponto de corte definido -Sugerido adotar valores próximos de 1,00, como indicativo de baixo risco para o aparecimento e o desenvolvimento de disfunções cardiovasculares e metabólicas -Valores próximos a 1,73 como indicativo de elevado risco
  43. 43. Morfofuncional Pg. 43 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® Relação cintura/ estatura -Medida simples -Ponto de corte único (RCE < 0,5) aplicável a todos os indivíduos independente do gênero, faixa etária e etnia A recomendação de se “ manter a cintura a menos da metade da estatura” poderia ser utilizada desde a infância até a vida adulta. (ASHWELL e HSIEH, 2005; McCARTHY e ASHWELL, 2006)
  44. 44. Morfofuncional Pg. 44 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® Perímetro ou Circunferência braquial (CB) -Indicador de desnutrição energético-proteica, pois sua diminuição implica em perda de gordura, massa muscular ou ambas -Alternativa utilizada em locais onde não é possível verificar peso na avaliação antropométrica
  45. 45. Morfofuncional Pg. 45 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® Circunferência muscular do braço (CMB) CMB (cm) = CB (cm) – (π x PCT (mm)/10) Circunferência braquial em associação com a prega cutânea tricipital (PCT) nos permite novos cálculos Área muscular do braço (AMB) AMB (cm2) = (CB (cm) - π x PCT (mm)/10)2 4 π
  46. 46. Morfofuncional Pg. 46 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® Área muscular do braço (AMBc) corrigida AMB (cm2) = (CB - π x PCT(mm)/10)2 – 10 4 π AMB (cm2) = (CB – π x PCT(mm)/10)2 – 6,5 4 π HOMENS MULHERES
  47. 47. Morfofuncional Pg. 47 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® Área total do braço (ATB) ATB = CB 2 4 π Área de gordura do braço (AGB) AGB = área total do braço – área muscular do braço Índice de gordura do braço (IGB) IGB: área de gordura do braço x 100 área total do braço
  48. 48. Morfofuncional Pg. 48 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® PREGAS CUTÂNEAS Mais de 70 fórmulas para estimar a gordura corporal a partir de medidas de pregas cutâneas, circunferências e o próprio IMC. Mais usada: Durnin e Wormersley (1974) Σ da pregas cutâneas: bicipital (PCB); tricipital (PCT); subescapular (PCSE); supra-ilíaca (PCSI)
  49. 49. Morfofuncional Pg. 49 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® - Durnin e Wormersley (1974) - Jackson e Pollock (1978) - Jackson, Pollock e Ward (1980) EQUAÇÕES MAIS UTILIZADAS NO BRASIL PREGAS CUTÂNEAS
  50. 50. UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA Instituto de Ciências Biológicas Departamento de Nutrição depto.nutricao@ufjf.edu.br Somatória das 4 pregas Homens (idade em anos) Mulheres (idade em anos) 17 - 29 30 - 39 40 - 49 50+ 16 - 29 30 - 39 40 - 49 50+ 15 4,8 - - - 10,5 - - - 20 8,1 12,2 12,2 12,6 14,1 17,0 19,8 21,4 25 10,5 14,2 15,0 15,6 16,8 19,4 22,2 24,0 30 12,9 16,2 17,7 18,6 19,5 21,8 24,5 26,6 35 14,7 17,7 19,6 20,8 21,5 23,7 26,4 28,5 40 16,4 19,2 21,4 22,9 23,4 25,5 28,2 30,3 45 17,7 20,4 23,0 24,7 25,0 26,9 29,6 31,9 50 19,0 21,5 24,6 26,5 26,5 28,2 31,0 33,4 55 20,1 22,5 25,9 27,9 27,8 29,4 32,1 34,6 60 21,2 23,5 27,1 29,2 29,1 30,6 33,2 35,7 65 22,2 24,3 28,2 30,4 30,2 31,6 34,1 36,7 70 23,1 25,1 29,3 31,6 31,2 32,5 35,0 37,7 75 24,0 25,9 30,3 32,7 32,2 33,4 35,9 38,7 80 24,8 26,6 31,2 33,8 33,1 34,3 36,7 39,6 85 25,5 27,2 32,1 34,8 34,0 35,1 37,5 40,4 90 26,2 27,8 33,0 35,8 34,8 35,8 38,3 41,2 95 26,9 28,4 33,7 36,6 35,6 36,5 39,0 41,9 100 27,6 29,0 34,4 37,4 36,4 37,2 39,7 42,6 105 28,2 29,6 35,1 38,2 37,1 37,9 40,4 43,3 110 28,8 30,1 35,8 39,0 37,8 38,6 41,0 43,9 115 29,4 30,6 36,4 39,7 38,4 39,1 41,5 44,5 120 30,0 31,1 37,0 40,4 39,0 39,6 42,0 45,1 125 30,5 31,5 37,6 41,1 39,6 40,1 42,5 45,7
  51. 51. Morfofuncional Pg. 51 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® Fatores individuais: - Espessura da pele - Compressibilidade do tecido adiposo - Nível de hidratação PREGAS CUTÂNEAS (Costa et al. 2000; Heyward e Stolarczyk 2000) Sanny Harpender Lange Cescorf Digital
  52. 52. Morfofuncional Pg. 52 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® HOMENS MULHERES CLASSIFICAÇÃO < 5% < 8% Muito baixo (risco) 5-14% 9 -22 % Abaixo da média 15 % 23 % Média 16-24% 24-31% Acima da média >25% > 32% Muito acima (risco por excesso) Análise do percentual total de gordura corporal ( Lohman, 1992) N o r m a l
  53. 53. Morfofuncional Pg. 53 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® • Bioimpedândia • As primeiras pesquisas com o propósito científicos da utilização da bioimpedância para a analise da composição corporal aconteceu no inicio dos anos 80 (Nyboer, 1991). • A bioimpedância baseia-se na analise da estimativa da composição corporal através da condutibilidade e da resistência promovida pelos diversos tecidos corporais a variação da frequência da corrente elétrica. • O termo impedância significa oposição (resistência) à passagem da corrente elétrica e está inversamente relacionada à condutividade elétrica, sendo ainda inversamente proporcional ao estado de hidratação e dos eletrólitos presentes nas membranas (Máttar, 1997).
  54. 54. Morfofuncional Pg. 54 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® A corrente elétrica sempre flui pelo caminho de menor resistência . Impedância (Z): e' a frequência que dependente da oposição de condução do fluxo de alternância da corrente eletricidade que é composta de dois fatores a Resistência e a Reatância. Resistência (R): é a oposição pura do fluxo da corrente elétrica. Reatância (Xc): é uma oposição “imaginária” adicionada que é definida como a recíproca da capacitância ou processo de polarização. (membrana da célula) Matematicamente : Z = (R2 + Xc2)1/2 Conceitos
  55. 55. Morfofuncional Pg. 55 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® Típica frequência de condutividade do tecido de planta com células intactas, células de ruptura parciais e totalmente rompidas células no intervalo de frequência da corrente medida de 1kHz a 50MHz (Bhandari e Roos, 2012)
  56. 56. Morfofuncional Pg. 56 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® • Procedimento do teste: • É padronizado o lado direito para se efetuar o exame, o examinado deverá retirar sapato e meia do pé escolhido, sendo que exames subseqüentes devem ser feitos sempre desse lado. • As jóias e quaisquer objetos metálicos devem ser retirados. • Os locais de colocação dos eletrodos devem ser limpos com álcool. • Os cabos pretos serão conectados nos eletrodos do pé e os vermelhos, nos da mão. Já em outros o vermelho é usado mais próximo ao coração.
  57. 57. Morfofuncional Pg. 57 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® • Para se ter uma boa precisão do teste minimizando ao máximo suas limitações recomenda-se (Máttar, 2000): • Evitar o consumo de álcool e cafeína; • Não realizar atividade física vigorosa 4 horas antes da realização do teste; • Não fazer refeições 4 horas antes da realização do teste; • Evitar a realização do teste no período pré-menstrual; • Suspender medicação diurética 24 horas antes da realização do teste, exceto em casos de controle médico de hipertensos; • Não realizar o teste de bioimpedância em portadores de marca-passo e gestantes – contraindicação absoluta. • Quando comparado ao BIA, verifica-se que a diferença da precisão entre os dois métodos é relativamente pequena, porém, como a “Tanita” apresenta mais praticidade no uso, estaria mais indicada para trabalhos de campo (Jebb, 2000).
  58. 58. Morfofuncional Pg. 58 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® Autor Equação EPE LOH (Lohman, 1992) MCM = 0,485*(E2/R) + 0,338*MC + 5,32 2,9 SEG (Segal et alii, 1988) MCM = 0,00066360*E - 0,02117*R + 0,62854*MC - 0,12380*I + 9,33285 2,47 Equações de bioimpedância elétrica MCM = Massa Corporal Magra EPE = Erro Padrão Estimado MC = Massa Corporal E = Estatura I = Idade R = Resistência
  59. 59. Morfofuncional Pg. 59 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® • Outras Equações • Crianças – Kushner (1992), Lohman (1992). • Adultos - Tanaka et al. (1992), Segal et al. (1988). • Idosos – Lohman (1992), Gray et al. (1989). • Obesos – Gray et al. (1989). • Atletas – Lukaski (1987), Oppliger et al. (1991). • Crianças – Yonamine & Pires-Neto (2000). • Universitários – Carvalho & Pires-Neto (1999). • Marques (2000) validou em amostra brasileira as equações de Stolarczyk et al. (1987) e Lohman (1992) para mulheres adultas
  60. 60. Morfofuncional Pg. 60 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® • RESUMO DE FATORES QUE AFETAM A MEDIDA DA IMPEDÂNCIA BIOELÉTRICA FATOR EFEITO NA RESISTÊNCIA EFEITO NA MLG (kg) REFERÊNCIA Tipo de analisador Valhalla vs. RJL 16 – 18 a 1,0 – 1,3 Graves et al.(1989) Comer ou beber nas últimas 4 h 13 - 17 1,5 Deurenberg et al (1988) Desidratação 40 5,0 Lukaski (1986) Exercício Aeróbico Baixa Intensidade SM SM Deurenberg et al (1988) Moderada a alta intensidade 50 - 70 12,0 Khaled et al (1988) Lukaski (1986) Ciclo menstrual Folicular vs. pré-m 5,8b SM Gleichauf & Rose (1989)Menstrual vs. folicular 7c SM Colocação do Eletrodo 10 70 SM 11 Elsen Et al (1985) Lukaski (1986) Ipsilateral Vs. contralateral SM SM Lukaski (1986) Lado direito vs. esquerdo SM SM Graves et al.(1989) Temp do Ambiente 14oC vs 35oC 35d 2,2 Caton et al (1988) SM = Sem mudanças a = Valhalla > RJL b = Folicular > pré – menstrual c =Menstrual > folicular d = 14oC > 35o C MLG = modelos lineares Generalizados
  61. 61. Morfofuncional Pg. 61 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® • Omron - subestimou a porcentagem de gordura corporal de mulheres de 20 a 40 anos • Tanita - superestimou significativamente a porcentagem de gordura de homens e mulheres de 18 a 30 anos de idade. • A utilização da impedância bioelétrica não se resume à avaliação da gordura – podendo ter aplicações clínicas importantes no que diz respeito à monitoração da quantidade de água corporal. Ex: monitorar as mudanças no estado de hidratação após cirurgia cardíaca em adultos.
  62. 62. Morfofuncional Pg. 62 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® • Vantagens: • Não requer um alto grau de habilidade do avaliador; • É confortável e não-invasiva; • Pode ser utilizada na avaliação da composição corporal de indivíduos obesos; • Possui equações específicas a diferentes grupos populacionais. • Desvantagens: • Depende de grande colaboração por parte do avaliado; • Apresenta custo mais elevado que a outras técnicas; • É altamente influenciado pelo estado de hidratação do avaliado; • Nem sempre os equipamentos dispõem das equações adequadas aos indivíduos que pretendemos avaliar.
  63. 63. Morfofuncional Pg. 63 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® Densitometria • Técnica indireta - baseia-se no pressuposto de que a densidade de todo corpo = Soma da densidades de vários componentes corporais. Dentre estes métodos podemos destacar: • Hidrodensitometria • Plestimografia
  64. 64. Morfofuncional Pg. 64 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® • Outros Métodos menos usados • Densitometria (Gropper e Smith, 2013)
  65. 65. Morfofuncional Pg. 65 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® Baseia-se nos princípios de absorção e reflexão dos raios infravermelhos. O analisador usualmente utilizado é o Futrex® portátil - minicomputador, um protetor de luz e um sensor em forma de microfone por onde ocorre a emissão da luz. Os dados do paciente como gênero, idade, peso, estatura e compleição física - incluídos no computador. Localiza-se o ponto médio do bíceps do braço direito. Utilizando-se o protetor de luz para evitar a interferência de luz externa, o sensor é apoiado sob o bíceps e rapidamente o computador imprime os valores dos compartimentos de gordura corporal, massa magra e água corporal total. Recomenda-se adotar o valor médio de três medidas. Infravermelho próximo
  66. 66. Morfofuncional Pg. 66 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ®
  67. 67. Morfofuncional Pg. 67 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ®
  68. 68. Morfofuncional Pg. 68 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ®
  69. 69. Morfofuncional Pg. 69 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® (NUNES, 2014) Material de Apoio Quer mais material? 1 Visualize outras aulas 2 Material para Download 3 Artigos recentes 4 Exercícios Tudo isso e muito mais... Conteúdo exclusivo www.ufjf.br/renato_nunes Siga nossa equipe no Facebook www.facebook.com/Dr.nutri.Science
  70. 70. Morfofuncional Pg. 70 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® Referência Bibliográfica Ashwell, M.A.; Cole, T.J.; Dixon, A.K. Ratio of waist circumference to height is strong predictor of intra-abdominal fat. Britisth Medical Journal, v. 313, p. 559-560, aug., 1996a Ashwell, M.A.; LeJeune, S.R.E.; McPherson, K. Ratio of waist circumference to height may be a better indicator of need for weight management. Britisth Medical Journal, v. 312, p. 377, 1996b Bergman, R. N.; Stefanovski, D.; Buchanan, T. A.; Sumner, A. E.; Reynolds, J. C.; Sebring, N. G.; Xiang, A. H.; Watanabe, R. M. A better index of body adiposity. Obesity. March, 2011. Bhandari, B; Ross, Y. Food materials science and engineering. Wiley-Blackwell, 2012 Garn, S.M.; Leonard, W.R.; Hawthorne, V.M. Three limitions of the body mass index. American Journal of Clinical Nutrition, v. 44, p. 996-997, 1986. Jebb SA, Cole TJ, Doman D, Murgatroyd PR, Prentice AM. Evaluation of the novel Tanita body-fat analyzer to measure body composition by comparison with a four-compartment model. British J Nutr 2000;83:115-22 Katch, Victor L., William D. McArdle, Frank I. Katch, and William D. McArdle. Essentials of Exercise Physiology. Philadelphia: Wolters Kluwer/Lippincott Williams & Wilkins Health, 2011. Lohman, T. Advances in body composition assessment. Champaign, Human Kinetics, 1992. Máttar, R. Avaliação da composição corporal por bioimpedância: uma nova perspectiva. Medicina Intensiva, n. 8, p. 20-22, 1997. Máttar, R. Avaliação da composição corporal por bioimpedância: uma nova perspectiva. Catálogo TBW, p. 4-6, 2000.
  71. 71. Morfofuncional Pg. 71 de 70 Avaliação Morfofuncional Dr. Nutri Science ® Referência Bibliográfica McArdle, W.D.; Katch, F.I.; Katch, V.L. Composição corporal, equilíbrio energético e aspectos do exercício relacionados à saúde. In: Fisiologia do exercício: energia, nutrição e desempenho humano, 4. ed. Guanabara Koogan: Rio de Janeiro, Cap. 27. 1998. p. 510-547. McCarthy, H. D., Ashwell, M.. A study of central fatness using waist-to-height ratios in UK children and adolescents over two decades supports the simple message--'keep your waist circumference to less than half your height'. J Obes (Lond) 2006 June; 30(6): 988–992 McLaren, D.S. Three limitions of the body mass index. American Journal of Clinical Nutrition, v. 46, p. 121, 1987. Organización Mundial de la Salud. El estado fisico: uso e interpretación de la antropometria. Ginebra, OMS, 1995. (Série de Informes Técnicos 854). Petroski, É. L. Antropometria: Técnicas e Padronizações. 2 ed. Porto Alegre: Pallotti, 2003. Segal, K.; van Loan, M.; Fitzgerald, P.;Hodgdon, J.; van Italie, T. Lean body mass estimation by bioelectrical impedance analysis: a four-site cross-validation study. American Journal of Clinical Nutrition, v.47, p.7-14, 1988. Vanitallie, T.B.; Yang, M.; Heymsfield, S.B.; Funk, R.C.; Boileau, R.A. Height-normalized índices of the body’s fat- free mass and fat mass: potentially useful indicators of nutritional status. American Journal of Clinical Nutrition, v. 52, p. 953-959, 1990. Wang, Z.M.; Heshka, S.; Heymsfield, S.B.; Shen, W. and Gallagher, D.: the five-compon model. A new approach to organizing body composition research. Am. J. Clin. Nutr., 56:19, 1992.

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