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ANTIBIÓTICOS


        Profº Diogo Tenório
Agentes antibacterianos
• Conceito de Antibióticos:
  – É uma substância que tem a capacidade de interagir com
    microorganismos unicelulares unicelulares ou
    pluricelulares que causam infecções no organismo.
Agentes antibacterianos
Agentes antibacterianos
• Bacteriostático X Bactericida:
   – Bactericida mata a bactéria; causa lise da bactéria. A lise
     bacteriana pode liberar substâncias que causam efeitos
     indesejáveis no organismo humano.
   – Bacteriostático inibe a reprodução da bactéria.
   – Obs.: Nunca se deve associar um bactericida com um
     bacteriostático, pois o bactericida terá sua ação diminuída. Dessa
     forma, você estará deixando de matar a bactéria para apenas
     diminuir o crescimento dela.

• Resistência natural e adquirida:
   – Resistência natural ocorre independente de o indivíduo usar ou
     não o antibacteriano; a bactéria não vai responder.
   – Resistência adquirida ocorre quando o tratamento é interrompido
     antes do tempo necessário; assim, ficam cepas resistentes.
Agentes antibacterianos
• Principais classes de agentes antibacterianos
  incluem:
  – Penicilinas
  – Aminoglicosídios
  – Cefalosporinas
  – Tetraciclinas
  – Macrolídios
  – Fluoroquinolonas
  – Sulfonamidas
  – Cloranfenicol
PENICILINAS
PENICILINAS

• Mecanismo de ação:
  – As penicilinas geralmente possuem ação bactericida. As
    penicilinas penetram na bactéria e, quando ela está se
    multiplicando, inibem a síntese da parede celular
    bacteriana, levando a lise (destruição) da bactéria.
PENICILINAS
• As penicilinas podem ser classificadas:

  – PENICILINAS SENSÍVEIS À PENICILINASE
  – PENICILINAS QUE RESISTEM À PENICILINASE
  – PENICILINAS DE ESPECTRO AUMENTADO
PENICILINAS
• Penicilinas sensíveis à penicilinase:
           FÁRMACO                 VIAS DE ADMINISTRAÇÃO        ALGUMAS INDICAÇÕES
 Benzilpenicilina ou Penicilina   IM                         Faringoamigdalite
 G benzatina (Benzetacil®)                                   estreptocócica, sífilis, etc.
 Penicilina G cristalina (K+ ou   IM e IV                    Erisipela, pneumonia,
 Na+)                                                        faringite, sífilis, etc.
 Penicilina G procaína            IM                         Pneumonia , sífilis, faringite,
                                                             etc.
 Penicilina V (Pen-ve-oral®)      VO                         Faringite estreptocócica,
                                                             erispela, etc.
    – Obs.: Sais sódicos ou potássicos são usados com a penicilina G cristalina para
      neutralizar a acidez; eles não alteram a função dela.

    – A procaína é um anestésico local, mas o indivíduo ainda sente dor. A dor é
      provocada pela ação irritante do fármaco e pela distensão muscular. Pode-se
      colocar um pouco de lidocaína também para diminuir a dor.
PENICILINAS
• Penicilinas resistentes à penicilinase:


          FÁRMACCO           VIAS DE ADMINISTRAÇÃO /   ALGUMAS INDICAÇÕES
                                    POSOLOGIA
 Oxacilina (Staficilin-N®)   IV e IM
 Meticilina
 Dicloxacilina
PENICILINAS
• Penicilinas de espectro aumentado:

          FÁRMACO             VIAS DE ADMINISTRAÇÃO      ALGUMAS INDICAÇÕES
 Ampicilina (Binotal®)       VO, IV e IM              Otite, faringite, IU,
 + Sulbactam (Unasyn®)                                meningite, etc.
 Amoxicilina (Amoxil®,       VO, IV e IM              Antibiótico mais usado em
 Hiconcil®, Novocilin®)                               pediatria. Primeira escolha
 + Clavulanato (Clavulin®)                            na otite média aguda. Útil
                                                      nas faringites, sinusites,
                                                      pneumonias, infecção
                                                      urinária, dentre outras.
PENICILINAS
• Penicilinas de espectro aumentado:
   – São encontradas sozinhas ou já associadas ao sulbactam e ao
     ácido clavulônico, que são ácidos beta-lactâmicos, porém sem
     efeito antibacteriano. Servem para a penicilinase se ligar a eles e
     não destruir a ampicilina ou a amoxicilina. Se a ampicilina ou a
     amoxicilina forem administradas sozinhas, elas serão inativadas,
     não terão os efeitos desejados. Só precisa associar quando a
     bactéria for produtora de penicilinase.
PENICILINAS
• Principais efeitos Indesejáveis:
    – Reações de hipersensibilidade (alérgicas)
       • Erupções cutâneas
       • Febre
       • Choque anafilático agudo
    – Distúrbios gastrointestinais (penicilinas de amplo espectro)


•      Dica: Geralmente os nomes das penicilinas
    possui a terminação CILINA.
PENICILINAS
• ALGUNS CUIDADOS A SEREM OBSERVADOS:
  • As penicilinas não cristalinas devem ser aplicadas c/
    agulhas mais calibrosas: 30x8 ou 30x9;
  • As penicilinas cristalinas devem ser diluídas em 50 a 100
    mL de soro, p/ diminuir risco de flebite;
  • Antes de serem adm verificar se o paciente já tomou e
    apresenta processo alérgico;
  • Estimular a hidratação, devido a eliminação renal;
  • Observar os efeitos tóxicos.
CEFALOSPORINAS
CEFALOSPORINAS
  – Cefalosporinas é um grupo de antibióticos beta-
    lactâmicos produzidos por fungos do gênero
    Cephalosporium; daí vem o nome do grupo.
  – As cefalosporinas naturais têm menor atividade
    antibacteriana. Começaram a inserir radicais para formar
    cefalosporinas semi-sintéticas, que são usadas
    atualmente.
• Mecanismo de ação:
  – Bactericida: semelhante às penicilinas
CEFALOSPORINAS
• Classificação das cefalosporinas:

  – Cefalosporinas de 1ª geração
  – Cefalosporinas de 2ª geração
  – Cefalosporinas de 3ª geração
  – Cefalosporinas de 4ª geração
CEFALOSPORINAS
• Cefalosporinas de 1ª geração:
    – Podem ser utilizadas como terapia alternativa em pacientes
      alérgicos a penicilina.
           FÁRMACO          VIAS DE ADMINISTRAÇÃO      ALGUMAS INDICAÇÕES
 Cefazolina (Kefazol®)     IM, IV
 Cefalotina (Keflin®)      IV
 Cefalexina (Keflex®)      VO                       IU, infecções de pele
                                                    (furunculose), infecções das
                                                    vias aéreas, etc.
CEFALOSPORINAS
• Cefalosporinas de 2ª geração:
          FÁRMACO           VIAS DE ADMINISTRAÇÃO      ALGUMAS INDICAÇÕES
 Cefuroxima (Zinacef®)     VO, IV
 Cefoxitina (Mefoxin®)     IM, IV
 Cefaclor (Ceclor®)        VO                       IU, infecções de pele,
                                                    infecções de vias aéreas, etc.
CEFALOSPORINAS
• Cefalosporinas de 3ª geração:

          FÁRMACO            VIAS DE ADMINISTRAÇÃO          INDICAÇÕES
 Cefotaxima (Claforan®)     IM, IV
 Ceftriaxona (Rocefin®)     IM, IV                   Pneumonia, meningite, IU,
                                                     etc.
 Ceftazidima (Fortaz®)      IM, IV
CEFALOSPORINAS
• Cefalosporinas de 4ª geração:

         FÁRMACO          VIAS DE ADMINISTRAÇÃO   ALGUMAS INDICAÇÕES
 Cefepima (Maxcef®)      IM, IV
 Cefpiroma (Cefrom®)     IM, IV
CEFALOSPORINAS
• Interações com as cefalosporinas:
  • Álcool
CEFALOSPORINAS
• Reações adversas:
  –   Diarréia
  –   Reações alégicas
  –   Nefrotoxicidade
  –   Urticárias
CEFALOSPORINAS

•        Dica: Geralmente os nomes das cefalosporinas
    iniciam-se com CEF.
MACROLÍDIOS
MACROLÍDIOS
• Em 1952, a eritromicina foi isolada do Streptomices
  erythreus.

• Os macrolídios têm boa tolerabilidade, boa
  absorção oral e atividade contra microrganismos
  resistentes a outras drogas. Não causam tantos
  efeitos adversos nem causam irritação do trato
  gastrintestinal.
MACROLÍDIOS
• Mecanismo de ação:
  – São bacteriostáticas: inibem o crescimento ou a
    reprodução das bactérias, inibindo a síntese protéica no
    ribossoma bacteriano.


• Fármacos:
  – Eritromicina
  – Azitromicina
  – Claritromicina
MACROLÍDIOS

          FÁRMACO             VIAS DE ADMINISTRAÇÃO            INDICAÇÕES
Eritromicina (Eritrex®)      VO, IV
Azitromicina (Zitromax®,     VO, IV                   Amidalite, faringite, sinusite,
Astro®)                                               otite, infecções da pele,
                                                      urogenitais etc.
Claritromicina (Klaricid®)   VO, IV
MACROLÍDIOS
• Efeitos indesejáveis e contra-indicações:
  • Náuseas, diarréia, dor abdominal
  • Cefaléia e tonturas (pouco freqüente)
  • Interação com antiácidos, diminuindo seus níveis em até
    24%
  • Evitar exposições à luz solar (uso de protetor)
MACROLÍDIOS
•       Dica: Geralmente os nomes dos macrolídeos
    possuem a terminação TROMICINA.
TETRACICLINAS
TETRACICLINAS

• Classificação: São classificadas pela ação.
  – Ação curta: Oxitetraciclina e Tetraciclina
  – Ação intermediária: Demeclociclina
  – Ação longa: Doxiciclina e Minociclina
TETRACICLINAS

          FÁRMACO              VIAS DE ADMINISTRAÇÃO            INDICAÇÕES
Tetraciclina (Tetrex®)        VO                       Cólera, sífilis, uretrite, acne,
Doxiciclina (Vibramicina®)    VO                       etc.
TETRACICLINAS
• Mecanismo de ação:
  – São bacteriostáticas: inibem o crescimento ou a reprodução das
    bactérias, inibindo a síntese protéica no ribossoma bacteriano.


• Contra-indicação:
  – Possuem tendência a se depositar em dentes e ossos em
    crescimento, podendo retardar o crescimento ósseo. Por
    isso, são contra-indicadas em gestantes, lactantes e
    crianças com até 8 anos de idade. Os dentes ficam cinza
    ou marrom, mais frágeis, mais susceptíveis a cáries, pois
    ocorrem alterações no esmalte e na resistência
TETRACICLINAS
• Efeitos indesejáveis das tetraciclinas:
  – Distúrbios do trato gastrintestinal: náusea, vômito e diarréia. Ocorrem
    principalmente com a administração por via oral, por causa da ação irritante.
    Para prevenir, deve-se administrar durante as refeições.
  – Efeitos em tecidos calcificados: retardo do crescimento ósseo, alterações nos
    dentes




  – Fototoxicidade (erupções vermelhas nas áreas expostas a luz solar): para
    prevenir deve-se evitar exposição ao sol e usar filtro solar.
TETRACICLINAS
• Interações com as tetraciclinas:
  – Leite e seus derivados (queijo, iogurte, etc.). Antiácidos
    (Mg, Al e Ca): inativam e impedem a absorção, formando
    quelatos (complexos não absorvíveis) que sofrem
    precipitação.
  – Barbitúricos (anticonvulsivantes) e álcool:
  – Anticoncepcionais (orais e injetáveis), podendo deslocá-
    los e diminuir a meia-vida. Podem ocorrer falhas na
    contracepção.
TETRACICLINAS
•       Dica: Geralmente os nomes das tetraciclinas
    possuem a terminação CICLINAS.
CLORANFENICOL
CLORANFENICOL (Quemicetina®)

• Mecanismo de ação:
  – São bacteriostáticas: inibem o crescimento ou a reprodução das
    bactérias, inibindo a síntese protéica no ribossoma bacteriano.
• Farmacocinética:
  – Administração: oral, tópica e parenteral. Existem várias
    formulações; pomada e colírios, de uso tópico, por exemplo.
  – Boa absorção no trato gastrintestinal.
CLORANFENICOL
• Interações com o cloranfenicol:
  • Álcool
     • Pode-se observar: ardência na face, dificuldades respiratórias,
       náuseas, vômitos, transpiração, queda de pressão, vertigem e
       visão borrada, quando usado com álcool.
CLORANFENICOL
• Efeitos indesejáveis:
   – Síndrome cinzenta do recém nascido (síndrome do bebê
     cinzento):
      • Observada quando da utilização do cloranfenicol em recém-nascidos,
        especialmente prematuros.
      • Pode ocasionar: distensão abdominal, vômitos, diarréia, flacidez,
        hipotermia, pigmentação cinzenta: hipóxia (baixos níveis de oxigênio nas
        células), cianose (Descoloração azulada ou púrpura da pele e membranas
        mucosas devido a um aumento na quantidade de hemoglobina
        desoxigenada no sangue), Colapso circulatório e morte, se não for
        diagnosticada e tratada rapidamente.
      • Deve-se ao aumento dos níveis do cloranfenicol na corrente circulatória,
        em viturde de sua meia-vida, no recém-nascido, atingir cerca de 27 horas
        (em lugar das seis habituais).
CLORANFENICOL
• Efeitos indesejáveis (continuação):
  – Depressão reversível da medula óssea: leucopenia
    (diminuição do número de glóbulos brancos no sangue),
    trombocitopenia (diminuição no número de plaquetas
    sanguíneas), anemia.
  – Terapia prolongada pode causar neurite óptica
    (comprometimento visual; pode ser irreversível)

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Antibióticos

  • 1. ANTIBIÓTICOS Profº Diogo Tenório
  • 2. Agentes antibacterianos • Conceito de Antibióticos: – É uma substância que tem a capacidade de interagir com microorganismos unicelulares unicelulares ou pluricelulares que causam infecções no organismo.
  • 4. Agentes antibacterianos • Bacteriostático X Bactericida: – Bactericida mata a bactéria; causa lise da bactéria. A lise bacteriana pode liberar substâncias que causam efeitos indesejáveis no organismo humano. – Bacteriostático inibe a reprodução da bactéria. – Obs.: Nunca se deve associar um bactericida com um bacteriostático, pois o bactericida terá sua ação diminuída. Dessa forma, você estará deixando de matar a bactéria para apenas diminuir o crescimento dela. • Resistência natural e adquirida: – Resistência natural ocorre independente de o indivíduo usar ou não o antibacteriano; a bactéria não vai responder. – Resistência adquirida ocorre quando o tratamento é interrompido antes do tempo necessário; assim, ficam cepas resistentes.
  • 5. Agentes antibacterianos • Principais classes de agentes antibacterianos incluem: – Penicilinas – Aminoglicosídios – Cefalosporinas – Tetraciclinas – Macrolídios – Fluoroquinolonas – Sulfonamidas – Cloranfenicol
  • 6. PENICILINAS PENICILINAS • Mecanismo de ação: – As penicilinas geralmente possuem ação bactericida. As penicilinas penetram na bactéria e, quando ela está se multiplicando, inibem a síntese da parede celular bacteriana, levando a lise (destruição) da bactéria.
  • 7. PENICILINAS • As penicilinas podem ser classificadas: – PENICILINAS SENSÍVEIS À PENICILINASE – PENICILINAS QUE RESISTEM À PENICILINASE – PENICILINAS DE ESPECTRO AUMENTADO
  • 8. PENICILINAS • Penicilinas sensíveis à penicilinase: FÁRMACO VIAS DE ADMINISTRAÇÃO ALGUMAS INDICAÇÕES Benzilpenicilina ou Penicilina IM Faringoamigdalite G benzatina (Benzetacil®) estreptocócica, sífilis, etc. Penicilina G cristalina (K+ ou IM e IV Erisipela, pneumonia, Na+) faringite, sífilis, etc. Penicilina G procaína IM Pneumonia , sífilis, faringite, etc. Penicilina V (Pen-ve-oral®) VO Faringite estreptocócica, erispela, etc. – Obs.: Sais sódicos ou potássicos são usados com a penicilina G cristalina para neutralizar a acidez; eles não alteram a função dela. – A procaína é um anestésico local, mas o indivíduo ainda sente dor. A dor é provocada pela ação irritante do fármaco e pela distensão muscular. Pode-se colocar um pouco de lidocaína também para diminuir a dor.
  • 9. PENICILINAS • Penicilinas resistentes à penicilinase: FÁRMACCO VIAS DE ADMINISTRAÇÃO / ALGUMAS INDICAÇÕES POSOLOGIA Oxacilina (Staficilin-N®) IV e IM Meticilina Dicloxacilina
  • 10. PENICILINAS • Penicilinas de espectro aumentado: FÁRMACO VIAS DE ADMINISTRAÇÃO ALGUMAS INDICAÇÕES Ampicilina (Binotal®) VO, IV e IM Otite, faringite, IU, + Sulbactam (Unasyn®) meningite, etc. Amoxicilina (Amoxil®, VO, IV e IM Antibiótico mais usado em Hiconcil®, Novocilin®) pediatria. Primeira escolha + Clavulanato (Clavulin®) na otite média aguda. Útil nas faringites, sinusites, pneumonias, infecção urinária, dentre outras.
  • 11. PENICILINAS • Penicilinas de espectro aumentado: – São encontradas sozinhas ou já associadas ao sulbactam e ao ácido clavulônico, que são ácidos beta-lactâmicos, porém sem efeito antibacteriano. Servem para a penicilinase se ligar a eles e não destruir a ampicilina ou a amoxicilina. Se a ampicilina ou a amoxicilina forem administradas sozinhas, elas serão inativadas, não terão os efeitos desejados. Só precisa associar quando a bactéria for produtora de penicilinase.
  • 12. PENICILINAS • Principais efeitos Indesejáveis: – Reações de hipersensibilidade (alérgicas) • Erupções cutâneas • Febre • Choque anafilático agudo – Distúrbios gastrointestinais (penicilinas de amplo espectro) • Dica: Geralmente os nomes das penicilinas possui a terminação CILINA.
  • 13. PENICILINAS • ALGUNS CUIDADOS A SEREM OBSERVADOS: • As penicilinas não cristalinas devem ser aplicadas c/ agulhas mais calibrosas: 30x8 ou 30x9; • As penicilinas cristalinas devem ser diluídas em 50 a 100 mL de soro, p/ diminuir risco de flebite; • Antes de serem adm verificar se o paciente já tomou e apresenta processo alérgico; • Estimular a hidratação, devido a eliminação renal; • Observar os efeitos tóxicos.
  • 14. CEFALOSPORINAS CEFALOSPORINAS – Cefalosporinas é um grupo de antibióticos beta- lactâmicos produzidos por fungos do gênero Cephalosporium; daí vem o nome do grupo. – As cefalosporinas naturais têm menor atividade antibacteriana. Começaram a inserir radicais para formar cefalosporinas semi-sintéticas, que são usadas atualmente. • Mecanismo de ação: – Bactericida: semelhante às penicilinas
  • 15. CEFALOSPORINAS • Classificação das cefalosporinas: – Cefalosporinas de 1ª geração – Cefalosporinas de 2ª geração – Cefalosporinas de 3ª geração – Cefalosporinas de 4ª geração
  • 16. CEFALOSPORINAS • Cefalosporinas de 1ª geração: – Podem ser utilizadas como terapia alternativa em pacientes alérgicos a penicilina. FÁRMACO VIAS DE ADMINISTRAÇÃO ALGUMAS INDICAÇÕES Cefazolina (Kefazol®) IM, IV Cefalotina (Keflin®) IV Cefalexina (Keflex®) VO IU, infecções de pele (furunculose), infecções das vias aéreas, etc.
  • 17. CEFALOSPORINAS • Cefalosporinas de 2ª geração: FÁRMACO VIAS DE ADMINISTRAÇÃO ALGUMAS INDICAÇÕES Cefuroxima (Zinacef®) VO, IV Cefoxitina (Mefoxin®) IM, IV Cefaclor (Ceclor®) VO IU, infecções de pele, infecções de vias aéreas, etc.
  • 18. CEFALOSPORINAS • Cefalosporinas de 3ª geração: FÁRMACO VIAS DE ADMINISTRAÇÃO INDICAÇÕES Cefotaxima (Claforan®) IM, IV Ceftriaxona (Rocefin®) IM, IV Pneumonia, meningite, IU, etc. Ceftazidima (Fortaz®) IM, IV
  • 19. CEFALOSPORINAS • Cefalosporinas de 4ª geração: FÁRMACO VIAS DE ADMINISTRAÇÃO ALGUMAS INDICAÇÕES Cefepima (Maxcef®) IM, IV Cefpiroma (Cefrom®) IM, IV
  • 20. CEFALOSPORINAS • Interações com as cefalosporinas: • Álcool
  • 21. CEFALOSPORINAS • Reações adversas: – Diarréia – Reações alégicas – Nefrotoxicidade – Urticárias
  • 22. CEFALOSPORINAS • Dica: Geralmente os nomes das cefalosporinas iniciam-se com CEF.
  • 23. MACROLÍDIOS MACROLÍDIOS • Em 1952, a eritromicina foi isolada do Streptomices erythreus. • Os macrolídios têm boa tolerabilidade, boa absorção oral e atividade contra microrganismos resistentes a outras drogas. Não causam tantos efeitos adversos nem causam irritação do trato gastrintestinal.
  • 24. MACROLÍDIOS • Mecanismo de ação: – São bacteriostáticas: inibem o crescimento ou a reprodução das bactérias, inibindo a síntese protéica no ribossoma bacteriano. • Fármacos: – Eritromicina – Azitromicina – Claritromicina
  • 25. MACROLÍDIOS FÁRMACO VIAS DE ADMINISTRAÇÃO INDICAÇÕES Eritromicina (Eritrex®) VO, IV Azitromicina (Zitromax®, VO, IV Amidalite, faringite, sinusite, Astro®) otite, infecções da pele, urogenitais etc. Claritromicina (Klaricid®) VO, IV
  • 26. MACROLÍDIOS • Efeitos indesejáveis e contra-indicações: • Náuseas, diarréia, dor abdominal • Cefaléia e tonturas (pouco freqüente) • Interação com antiácidos, diminuindo seus níveis em até 24% • Evitar exposições à luz solar (uso de protetor)
  • 27. MACROLÍDIOS • Dica: Geralmente os nomes dos macrolídeos possuem a terminação TROMICINA.
  • 28. TETRACICLINAS TETRACICLINAS • Classificação: São classificadas pela ação. – Ação curta: Oxitetraciclina e Tetraciclina – Ação intermediária: Demeclociclina – Ação longa: Doxiciclina e Minociclina
  • 29. TETRACICLINAS FÁRMACO VIAS DE ADMINISTRAÇÃO INDICAÇÕES Tetraciclina (Tetrex®) VO Cólera, sífilis, uretrite, acne, Doxiciclina (Vibramicina®) VO etc.
  • 30. TETRACICLINAS • Mecanismo de ação: – São bacteriostáticas: inibem o crescimento ou a reprodução das bactérias, inibindo a síntese protéica no ribossoma bacteriano. • Contra-indicação: – Possuem tendência a se depositar em dentes e ossos em crescimento, podendo retardar o crescimento ósseo. Por isso, são contra-indicadas em gestantes, lactantes e crianças com até 8 anos de idade. Os dentes ficam cinza ou marrom, mais frágeis, mais susceptíveis a cáries, pois ocorrem alterações no esmalte e na resistência
  • 31. TETRACICLINAS • Efeitos indesejáveis das tetraciclinas: – Distúrbios do trato gastrintestinal: náusea, vômito e diarréia. Ocorrem principalmente com a administração por via oral, por causa da ação irritante. Para prevenir, deve-se administrar durante as refeições. – Efeitos em tecidos calcificados: retardo do crescimento ósseo, alterações nos dentes – Fototoxicidade (erupções vermelhas nas áreas expostas a luz solar): para prevenir deve-se evitar exposição ao sol e usar filtro solar.
  • 32. TETRACICLINAS • Interações com as tetraciclinas: – Leite e seus derivados (queijo, iogurte, etc.). Antiácidos (Mg, Al e Ca): inativam e impedem a absorção, formando quelatos (complexos não absorvíveis) que sofrem precipitação. – Barbitúricos (anticonvulsivantes) e álcool: – Anticoncepcionais (orais e injetáveis), podendo deslocá- los e diminuir a meia-vida. Podem ocorrer falhas na contracepção.
  • 33. TETRACICLINAS • Dica: Geralmente os nomes das tetraciclinas possuem a terminação CICLINAS.
  • 34. CLORANFENICOL CLORANFENICOL (Quemicetina®) • Mecanismo de ação: – São bacteriostáticas: inibem o crescimento ou a reprodução das bactérias, inibindo a síntese protéica no ribossoma bacteriano. • Farmacocinética: – Administração: oral, tópica e parenteral. Existem várias formulações; pomada e colírios, de uso tópico, por exemplo. – Boa absorção no trato gastrintestinal.
  • 35. CLORANFENICOL • Interações com o cloranfenicol: • Álcool • Pode-se observar: ardência na face, dificuldades respiratórias, náuseas, vômitos, transpiração, queda de pressão, vertigem e visão borrada, quando usado com álcool.
  • 36. CLORANFENICOL • Efeitos indesejáveis: – Síndrome cinzenta do recém nascido (síndrome do bebê cinzento): • Observada quando da utilização do cloranfenicol em recém-nascidos, especialmente prematuros. • Pode ocasionar: distensão abdominal, vômitos, diarréia, flacidez, hipotermia, pigmentação cinzenta: hipóxia (baixos níveis de oxigênio nas células), cianose (Descoloração azulada ou púrpura da pele e membranas mucosas devido a um aumento na quantidade de hemoglobina desoxigenada no sangue), Colapso circulatório e morte, se não for diagnosticada e tratada rapidamente. • Deve-se ao aumento dos níveis do cloranfenicol na corrente circulatória, em viturde de sua meia-vida, no recém-nascido, atingir cerca de 27 horas (em lugar das seis habituais).
  • 37. CLORANFENICOL • Efeitos indesejáveis (continuação): – Depressão reversível da medula óssea: leucopenia (diminuição do número de glóbulos brancos no sangue), trombocitopenia (diminuição no número de plaquetas sanguíneas), anemia. – Terapia prolongada pode causar neurite óptica (comprometimento visual; pode ser irreversível)