UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO                    UNINOVE        TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO                     TÍTULO:Peq...
ANDRE SEVERO BENETTI                          RENATO MARIANO              TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO                  ...
RESUMOA internet revolucionou o mundo dos negócios e está cada vez mais presente no cotidianode todas as pessoas. Em razão...
ABSTRACTThe Internet has revolutionized the business world and is increasingly present in everydaylife of all people. Beca...
ÍndiceIntrodução ............................................................................................................
Figura 1 – Ciclo de uso das TICs nas MPEs Brasileiras ..................................................... 32CONSIDERAÇÕE...
6Introdução      A Internet1 é conhecida como o meio condutor de várias mudanças einovações espalhadas por quase todo o pl...
7Delimitação do Tema      É sob este cenário atual, das constantes evoluções tecnológicas que asMPEs buscam encontrar por ...
8Justificativa       O acesso à Internet no território Brasileiro continua em ritmo de crescimentocontinuo nestes últimos ...
9Problema de Pesquisa      O aumento do uso do e-commerce pelas empresas, de um modo geral, trouxea possibilidade de um ma...
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11CAPÍTULO 1A INTERNET E E-COMMERCE       A Internet foi criada nos Estados Unidos para fins estratégico-militares doDepar...
12deu origem a World Wide Web, WWW8, depois as descobertas e inovações setornaram cada vez mais rápidas, e sem dúvida algu...
13      Segundo Albertin (2004), o ambiente da Internet é uma combinação única deserviço postal, sistema de telefonia, pes...
14avanços tão expressivos e rápidos espalhados por todos os segmentos dasociedade. Quando surgiram as primeiras ações de c...
15serviços ou de produtos não existir a presença do intermediário, trata-se de umaoperação conhecida como B2C, transação e...
16       Os modelos atuais das empresas são muito mais dinâmicos e estãoconvivendo com um mundo extremamente competitivo. ...
17      Há alguns anos atrás quando se tratava sobre compras online, logo surgiamimagens de clientes comprando solitariame...
18CAPÍTULO 2AS MICROEMPRESAS E O E-COMMERCE            O empreendedorismo no Brasil já acontece há muito tempo, porém foi ...
19       O sucesso do modelo do e-commerce foi à democratização do mercado,disso todos estão certos. Porém, ainda persiste...
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21diretamente sobre as formas de gerenciamento, criação de produtos, estoques e oscanais promocionais. Ainda de acordo com...
22             fotocópias, transporte ou ligações telefônicas são chamados de débito             com valor armazenado.    ...
23CAPÍTULO 3SOBREVIVÊNCIA                DAS       EMPRESAS            E     INFLUÊNCIA         DASTECNOLOGIAS NAS MICRO E...
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25Gráfico 4      Segundo os dados da pesquisa SEBRAE (2011) são criados no Brasilanualmente, mais de 1, 2 milhão de novos ...
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28Gráfico 6      De acordo com os resultados da Tabela 3 verificou-se que as áreas doconhecimento mais importantes no prim...
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30Tabela 4Gráfico 7Fonte: Observatório das MPEs do SEBRAE-SP        Adaptado pelos autores da pesquisa      No Gráfico 7 o...
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32Gráfico 9   Figura 1
33      A Figura 1 demonstrou que os empresários de MPEs desconhecem osbenefícios e as vantagens da utilização correta dos...
34CONSIDERAÇÕES FINAIS      O objetivo desta pesquisa foi demonstrar de forma abrangente e cautelosatodas as mudanças que ...
35organizacionais, novas maneiras de pagamentos, novas possibilidades derelacionar-se no momento das compras entre outros....
36Referências BibliográficasALBERTIN, L. A. (2004). Comércio eletrônico: modelo, aspectos e contribuições desua aplicação....
37Sítios ConsultadosCRUZ, Renato. A Hora da Internet rápida? RAE. Jul/Dez 2010; n 2; p.26 -30, BrasilDisponível      em:  ...
38AnexosPesquisa realizada, por e-mail, na data de: 28 de maio de 2012 sobre algunsaspectos da utilização do e-commerce pe...
39De: Alberto Luiz AlbertinPara: Renato MarianoEnviadas: Quarta-feira, 30 de Maio de 2012 17:08Assunto: Entrevista sobre E...
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Pequenas empresas e e commerce. um estudo sobre a viabilidade deste negócio

  1. 1. UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO UNINOVE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO TÍTULO:Pequenas Empresas e e-commerce: Um estudo sobre a viabilidade deste negócio ANDRÉ SEVERO BENETTI RENATO MARIANO SÃO PAULO 2012
  2. 2. ANDRE SEVERO BENETTI RENATO MARIANO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO TÍTULO: Pequenas Empresas e e-commerce: Um estudo sobre a viabilidade deste negócioMonografia de TCC apresentada como exigência para a obtenção do título deBacharel em Administração, a Universidade Nove de Julho – UNINOVE, sob aorientação do Prof. Dr. Renato Cancian. UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO UNINOVE SÃO PAULO 2012
  3. 3. RESUMOA internet revolucionou o mundo dos negócios e está cada vez mais presente no cotidianode todas as pessoas. Em razão da globalização digital, este mercado virtual vive emconstante estado de ascensão, e devido a este fato, as empresas visualizaram aoportunidade de crescimento com a utilização do comércio eletrônico. O objetivo dapresente pesquisa é analisar e demonstrar os ganhos e os desafios encontrados pelasmicroempresas e pequenas empresas brasileiras na utilização do comércio eletrônico. Paraisso, analisaram-se alguns fatores deste segmento empresarial, entre eles estão: qual àimportância que os gestores das Micro e Pequenas Empresas atribuem as Tecnologias daInformação, com qual frequência os microempresários utilizam essas tecnologias, como sãoutilizadas essas tecnologias e em qual estágio do processo de produção isso ocorre. Portratar-se de comércio eletrônico e Internet a presente pesquisa buscou demonstrar o retratoatual deste segmento e para isso, foram analisadas pesquisas disponíveis sobre este setorque possibilitaram verificar que grande parte dos micros e pequenos empresáriosdesconhecem os benefícios existentes na utilização correta das Tecnologias de Informação.E este fato, por si só, já dificulta a utilização do comércio eletrônico pelas Micro e PequenasEmpresas. Em decorrência das dificuldades encontradas, verificou-se que os micros epequenos empresários têm a necessidade real de superar as barreiras do desconhecimentosobre as Tecnologias da Informação, a fim de alcançarem a capacitação e o domínionecessário sobre os recursos tecnológicos para utilizarem o e-commerce com sucesso.Palavras-Chaves: Microempresas, Pequenas empresas, Comércio Eletrônico, Internet,Tecnologia.
  4. 4. ABSTRACTThe Internet has revolutionized the business world and is increasingly present in everydaylife of all people. Because of digital globalization, this virtual market lives in a constant stateof ascension, and due to this fact, companies viewed the opportunity for growth with the useof electronic commerce. The goal of this research is to analyze and demonstrate the gainsand challenges faced by micro and small enterprises in Brazil use of electronic commerce.For this, we analyzed some factors of this business segment, which include: the importancewhich the managers of Micro and Small Enterprises attribute information technologies, howoften micro entrepreneurs use these technologies, as these technologies are used and inwhat stage of the production process that occurs. Because it is e-commerce and the Internetpresent study sought to demonstrate the current picture of this segment and for this, weanalyzed available research on this industry that made it possible to verify that the majority ofmicro and small businesses are unaware of the benefits in the proper use of existingtechnologies Information. And this fact alone, it hinders the use of electronic commerce byMicro and Small Enterprises. Because of these difficulties it was found that the micro andsmall business owners have a real need to overcome the barriers of ignorance onInformation Technology in order to achieve the necessary skills and mastery of thetechnological resources to use with e-commerce success.Key Words: Micro enterprise, Small businesses, E-commerce, Internet, Technology.
  5. 5. ÍndiceIntrodução ............................................................................................................................ ..6Delimitação do tema ............................................................................................................ ..7Justificativa .......................................................................................................................... ..8Tabela 1 – Quantidade de pessoas conectadas a Web no Brasil ....................................... ..8Problema de Pesquisa ......................................................................................................... ..9Hipótese ............................................................................................................................... ..9Objetivo geral e específico................................................................................................... 10Metodologia ......................................................................................................................... 10CAPÍTULO 1 – A INTERNET E E-COMMERCE ................................................................. 11Comércio eletrônico (e-commerce)...................................................................................... 13Gráfico 1 – Faturamento do e-commerce no Brasil – em Bilhões ....................................... 15CAPÍTULO 2 – AS MICROEMPRESAS E O E-COMMERCE ............................................. 18CAPITULO 3 – SOBREVIVÊNCIA DAS EMPRESAS E INFLUÊNCIAS DASTECNOLOGIAS NAS MICROS E PEQUENAS EMPRESAS .............................................. 233.1- Análises da Taxa de Sobrevivência das empresas no Brasil ....................................... 23Gráfico 2 – Taxa de Sobrevivência de empresas de 2 anos, evolução por setores deatividade............................................................................................................................... 24Gráfico 3 - Taxa de Sobrevivência de empresas de 2 anos, para empresas constituídasem 2006 por regiões do país ............................................................................................... 24Gráfico 4 - Taxa de Mortalidade de empresas de 2 anos, para empresas constituídas em2006 por regiões .................................................................................................................. 25Tabela 2 - Taxa de Sobrevivência de empresas de 2 anos, para empresas constituídasem 2006 por regiões e setores ............................................................................................ 263.2- Análise do Papel Estratégico da Tecnologia da Informação nas Micros e PequenasEmpresas Brasileiras ........................................................................................................... 26Gráfico 5 – Impactos da Tecnologia da Informação nas MPEs ........................................... 27Gráfico 6 – Percentual de MPEs com microcomputadores ................................................. 28Tabela 3 – Áreas de conhecimento mais importantes no primeiro ano de atividade deuma empresa, segundo os proprietários das empresas ...................................................... 29Tabela 4 – Principais finalidades na utilização de microcomputadores ............................... 30Gráfico 7 – Percentual de MPEs com acesso à Internet ..................................................... 30Gráfico 8 – Com que finalidade as MPEs utilizam a Internet ............................................... 31Gráfico 9 – Importância que atribui ao uso de TICs no Negócio ......................................... 32
  6. 6. Figura 1 – Ciclo de uso das TICs nas MPEs Brasileiras ..................................................... 32CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................................. 34Referências Bibliográficas ................................................................................................... 36Sítios Consultados ............................................................................................................... 37Anexos ................................................................................................................................. 38
  7. 7. 6Introdução A Internet1 é conhecida como o meio condutor de várias mudanças einovações espalhadas por quase todo o planeta terra, com a sua expansão cada vezmais crescente em todos os setores da sociedade isso vem proporcionando osurgimento de novos formatos de comunicação e de grandes reformulações nosprocessos produtivos. Também é fato que a utilização da Internet possibilitou ainserção social de alguns grupos que antes estavam condenados a viver noostracismo, é verdadeiro dizer que o convívio proporcionado pelas redes sociais2tornou possível a criação de uma nova dimensão da vida social já existente. Aglobalização3 econômica digital continua estimulando a ampliação do surgimento denovas formas de administração e esta realidade tem provocado inúmeras mudançasnos processos empresariais devido a maior utilização das ferramentas digitais. Asoma destes fatores tem contribuído para a inserção de novos hábitos de consumojunto à sociedade atual e provocado à necessidade da evolução dos processos emtodos os ambientes organizacionais. As janelas das oportunidades do mercadocorporativo estão cada vez se abrindo mais e trazendo novos modelos e formatos denegócios com diversas perspectivas de atuação. A presente pesquisa pretendeapresentar os desafios existentes na utilização do comércio eletrônico, pelas Micro ePequenas Empresas, as MPEs4, espalhadas por todas as regiões do Brasil. Esta pesquisa procura identificar quais dificuldades as MPEs encontram nautilização do comércio eletrônico, têm-se, portanto, o objetivo de investigar os pontospositivos e negativos do processo de implantação desta ferramenta digital. Serãoexpostos fatores relativos à qualificação e a capacidade dos gestores das MPEsreferente à utilização das Tecnologias da Informação, ferramentas essasindispensáveis para a utilização do e-commerce.1 Internet - nome como é conhecida à rede mundial de computadores.2 Rede social é uma estrutura social composta por pessoas ou organizações, conectadas porum ou vários tipos de relações, que partilham valores e objetivos comuns.3 Globalização - Fenômeno observado na atualidade que consiste na maior integração entreos mercados produtores e consumidores de diversos países.4 MPEs – são consideradas como Micro e Pequenas Empresas: o Empreendedor Individualcom Faturamento anual até R$ 60 mil, a Microempresa com o Faturamento anual até R$360 mil e a Empresa de Pequeno Porte com Faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 3,6milhões – Fonte: SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas.
  8. 8. 7Delimitação do Tema É sob este cenário atual, das constantes evoluções tecnológicas que asMPEs buscam encontrar por caminhos que as conduzam para a utilização deferramentas digitais capazes de levá-las a obter o sucesso operacional esperado.Segundo Albertin (2004), o comércio eletrônico, e-commerce, é a realização de todaa cadeia de valor dos processos de negócio num ambiente eletrônico, por meio daaplicação intensa das tecnologias de comunicação e de informação, atendendo aosobjetivos de negócio. Em razão de grande parte das MPEs serem administradas poruma única pessoa, no caso o proprietário, esse formato enxuto colabora para autilização das ferramentas eletrônicas, entre elas o e-commerce. Ainda, de acordo com Vitorino (2011), além das MPEs atentarem para asoportunidades de seu crescimento, também devem se preocupar em minimizar osriscos de declínio e de estagnação. Devido ao momento atual ser de grandeconcorrência, a não utilização dos recursos digitais nos negócios das MPEs seriauma forma de estagnação. Para Laudon e Laudon (2004), as empresas têm sidoforçadas a pensar estrategicamente em seus processos de gerenciamento e areduzir os custos sem perder a qualidade, tanto com os seus clientes como comseus fornecedores. Drucker (2000), afirma que já não existem mais empresassomente locais, muito menos as que só atuam em geografias distintas. Asempresas, de modo geral, se viram obrigadas a interagir mais intensamente com omundo virtual, algumas utilizando mais ferramentas digitais, outras menos, mastodas sentem a necessidade de pertencer a este universo tecnológico. Devido às constantes incertezas que fazem parte do cotidiano das MPEs emrelação aos ganhos e as contribuições que essas inovações tecnológicas podemoferecer para a sua gestão, a presente pesquisa pretende demonstrar asdificuldades e os benefícios que as MPEs brasileiras encontrarão na utilização do e-commerce.
  9. 9. 8Justificativa O acesso à Internet no território Brasileiro continua em ritmo de crescimentocontinuo nestes últimos anos, conforme demonstra a Tabela 1, além de outrosfatores, o aumento do número de usuários da Internet vem sendo impulsionadodevido ao crescimento da economia brasileira. Neste último ano de 2011, aeconomia brasileira ocupava a sexta colocação no ranking das economias mundiais,e segundo o site indicadorbrasil, o Brasil tem reais chances de chegar a ocupar aquinta posição no ranking das economias mundiais ainda no ano de 2012. Sabendodas influências culturais que a Internet vem causando em várias partes do mundodevido ao fenômeno conhecido como globalização digital, afinal, nos dias de hoje étotalmente proibitivo quem não utilize alguma ferramenta digital, como o correioeletrônico, o e-mail, ou quem não esteja de algum modo conectado ao mundovirtual. Esta pesquisa utilizar-se-á da realidade atual dos fatos para expor umapercepção maior para as MPEs referente à utilização do e-commerce como umaferramenta eficaz na realização de bons negócios.Tabela 1 Quantidade de pessoas conectadas a Web no Brasil Data da População Internautas % da Fontes de pesquisaPesquisa total IBGE (milhões) População Internautas Brasileira2011 / jun 203,4 75,98 37,4% InternetWorldStats2008 / dez 196,3 67,51 34,3% InternetWorldStats2007 / dez 188,6 42,60 22,8% InternetWorldStats2006 / dez 186,7 30,01 17,2% InternetWorldStats2005 / jan 185,6 25,90 13,9% InternetWorldStats2004 / jan 178,4 20,05 11,5% Nielsen NetRatings2003 / jan 176,0 14,32 8,1% Nielsen NetRatings2002 / ago 175,0 13,98 7.9% Nielsen NetRatings2001 / set 172,3 12,04 7.0% Nielsen NetRatings2000 / nov 169,7 9,84 5.8% Nielsen NetRatings1999 / dez 166,4 6,79 7.1% Computer Ind. Almanac1998 / dez 163,2 2,35 1.4% IDC1997 / dez 160,1 1,30 0.8% Brazilian ISC1997 / jul 160,1 1,15 0.7% Brazilian ISCFonte: www.e-commerce.org.br Adaptado pelos autores da pesquisa
  10. 10. 9Problema de Pesquisa O aumento do uso do e-commerce pelas empresas, de um modo geral, trouxea possibilidade de um maior contato entre as empresas e os clientes, e com issosurgiram algumas dúvidas a respeito desse acontecimento. Existiria a possibilidadedas MPEs brasileiras conquistarem espaço com reais chances de sucesso nestemercado virtual? As MPEs necessitam utilizar o e-commerce no seu processoprodutivo? Haveria ferramentas virtuais capazes de conduzir as MPEs para aobtenção dos resultados esperados? Em qual dimensão a pequena estrutura dasMPEs pode restringir o uso do e-commerce? Entre os inúmeros desafios que asMPEs enfrentam neste mercado tão concorrido, estariam os seus gestorespreparados para utilizar as ferramentas digitais necessárias para o uso do e-commerce?Hipótese Com o cenário atual de concorrência acirrada em todos os mercados, asMPEs perceberam que não podiam mais continuar fora do mundo digital e sentirama necessidade em trilhar pelo caminho da Tecnologia da Informação a fim de obtermais competitividade junto a sua gestão estratégica de negócios. De acordo comLaudon e Laudon (1996), as informações são reconhecidas como recursosestratégicos, além de ser uma nova fonte de vantagem competitiva. Osmicroempresários vêm percebendo diariamente a existência de canais eficientes demarketing que incentivam as vendas e que são capazes de aumentar a suaparticipação no mercado e esse fato levou-os a sentir uma forte atração por estasnovas estratégias de marketing do mercado digital. De acordo com Turban (2007), apropaganda da Internet redefine o processo de marketing, tornando-o mais rico,dinâmico e interativo. Este novo formato aprimora as formas tradicionais dapropaganda de diversas maneiras, além dos gastos serem muito inferiores aoscanais de propaganda convencionais. As possibilidades estratégicas para obter-se o faturamento pretendido sãomuitas, porém, é importante avaliar que a aproximação dos gestores das MPEs comas ferramentas de Tecnologias da Informação é um fator importantíssimo para agestão do negócio nos tempos atuais, pelo fato de permitir a utilização do e-
  11. 11. 10commerce pelas MPEs e com isso, proporcionar a capacidade de alcançar osseguintes objetivos: aperfeiçoar o atendimento ao consumidor, fortalecer a fidelidadedos clientes, abrir um canal direto com os clientes, menos gastos com a divulgaçãodos produtos e aumentar o volume dos negócios com o e-commerce.Objetivo geral e específico O objetivo geral da presente pesquisa concentrar-se-á na percepção daviabilidade da implantação do sistema de e-commerce pelas MPEs brasileiras. Paraisso, ressaltaremos os fatores que conduzem as MPEs até a utilização do e-commerce como uma ferramenta que agrega valores, destacam-se os seguintesobjetivos específicos: apontar as dificuldades encontradas pelos microempresárioscom relação ao manuseio das tecnologias de informação deste mercado virtual eapresentar os fatores determinantes que conduzem as MPEs para a utilização do e-commerce.Metodologia A presente pesquisa exploratória propõe procedimento metodológico deabordagem bibliográfica e consulta em dados secundários disponíveis através daInternet. Segundo Gil (2010), a pesquisa bibliográfica é elaborada com base emmateriais já publicados e, em virtude da disseminação de novos formatos deinformação, estas pesquisas passaram a incluir outros tipos de fontes, como materialdisponibilizado pela Internet. Em razão disso fazem parte dos materiais destapesquisa: artigos acadêmicos disponíveis na Internet, sites especializados em e-commerce, artigos publicados em revistas digitais de administração e e-commerce,institutos de pesquisas, órgãos estatais e privados de apoio às micro e pequenasempresas, livros digitais ou os e-books relacionados ao negócio de e-commerce.
  12. 12. 11CAPÍTULO 1A INTERNET E E-COMMERCE A Internet foi criada nos Estados Unidos para fins estratégico-militares doDepartamento de Defesa Americano. Originalmente o seu objetivo era servir comoum aparato confiável de comunicação nos tempos de crises nacionais eproporcionar apoio nas pesquisas acadêmicas relacionadas com a defesa nacional.De acordo com Albertin (2004), houve enorme pressão política para a criação deuma superestrada de informação e para o desenvolvimento de ferramentasamigáveis para organizar e localizar informações, e isso levou a abertura da RedeMundial de Computadores para os negócios no ano de 1993. Segundo Batista(2006), o desenvolvimento da Internet pode ser resumido em duas importantesdécadas: 1960 e 1970. Do ponto de vista técnico a Internet é uma conexão de todasas redes do mundo. No início da década de 1990 qualquer pessoa poderia teracesso à Rede Mundial de Computadores, a Internet, através de um computadorque estivesse ligado a uma linha telefônica. Para Turban (2007), a Internet é uma WAN5 global que conectaaproximadamente 1 milhão de redes de computadores organizacionais em mais de200 países em todos os continentes, inclusive a Antártica. A Internet é umconglomerado de redes de comunicações e segundo Albertin (2004), a Internet é umsistema de distribuição de informação espalhado em vários países. Cadacomputador na rede contém um dispositivo de interface 6 que são interligados peloprotocolo de comunicação TCP/IP7 que permite acessar informações e atransferência de dados. A Rede Mundial nasceu da definição de três conceitos, sãoeles: HTML – Linguagem de hipertextos, HTTP - Protocolo de transferência dehipertextos e o URL - Localizador universal da fonte. Foi entre os anos de 1989 e1991 que se tornou possível todos os computadores em uma só rede e esse fato5 Rede remoda WAN é uma rede que cobre grandes áreas geográficas.6 Interface: na Informática é o Meio físico ou lógico através do qual um ou mais dispositivosou sistemas incompatíveis conseguem comunicar-se entre si.7 TCP/IP: (Transmission Control Protocol/Internet Protocol) é uma tecnologia utilizada paraconectar redes e computadores diferentes.
  13. 13. 12deu origem a World Wide Web, WWW8, depois as descobertas e inovações setornaram cada vez mais rápidas, e sem dúvida alguma a Internet configurou-se nomaior dos eventos dos últimos tempos. Um servidor Web9 é um software10 que localiza e administra as páginas Webarmazenadas, enquanto, um site é composto por um conjunto de páginas web queestão vinculadas a Home Page – que vem a ser a página de entrada ou de aberturade um site e apresenta-se em forma de texto e tela gráfica que recepciona osusuários e fornece explicações sobre o proprietário da página em questão. NaInternet, não importa se a página acessada é pessoal ou corporativa, o que importarealmente neste mundo virtual é se esta página da Web atende as expectativaspretendidas, além é claro, de conseguir prender a atenção do seu público e da suarapidez de execução. Neste mundo virtual de nada adianta ter uma bela página se asua velocidade de acesso for lenta. Sabendo que as páginas da Web sãoformatadas por meio de hipertextos com links embutidos que vinculam osdocumentos uns aos outros, assim como vinculam páginas a outros objetos, comosom, vídeo ou outros arquivos de animação. “As páginas da web são baseadas em uma linguagem-padrão de hipertexto chamada HTML (hypertext markup language), a qual formata documentos e reúne links dinâmicos para outros documentos e imagens armazenadas no mesmo computador ou em computadores remotos. Essas páginas web são acessíveis via Internet porque o software de navegador Web que opera em seu computador pode requisitar as páginas Web armazenadas em um servidor hospedeiro da Internet por meio do protocolo de transferência de hipertexto (Hypertext Transfer Protocol – HTTP), que é o padrão de comunicações utilizado para transferir páginas na Web” (LAUDON e LAUDON, 2004:181).8 A World Wide Web é um sistema de padrões universalmente aceitos para armazenar,recuperar, formatar e exibir informações por meio de uma arquitetura cliente/servidor.9 Web (ingl.) significa Teia, relativo à Internet.10 Software (ingl.) Qualquer programa ou grupo de programas que instrui o hardware sobre amaneira como ele deve executar uma tarefa, inclusive sistemas operacionais,processadores de texto e programas de aplicação.
  14. 14. 13 Segundo Albertin (2004), o ambiente da Internet é uma combinação única deserviço postal, sistema de telefonia, pesquisa bibliográfica, supermercado e centrode talk show, que permite às pessoas compartilhar e comprar informações. E oponto chave é que todos estes serviços de comunicação e de compartilhamento dearquivos são instantâneos. De acordo com Kotler (2000), a revolução da informaçãoe o ciberespaço modificariam totalmente os cenários do marketing tradicional, fatoesse, que se tornou claramente perceptível nos dias atuais. De acordo com arecente pesquisa do IBOPE11 de 11 de outubro de 2012, intitulada: Número debrasileiros com acesso à Internet chega a 83,4 milhões de pessoas, verificou-se queo número de brasileiros com acesso à Internet aumentou quando comparado com omesmo período de 2011, registrou-se um crescimento da ordem de 7,2%. O inicio da Internet no Brasil ocorreu em setembro de 1988, de acordo com oartigo de Jayo (2011), período este em que as conexões eram efetuadasexclusivamente pela àrea acadêmica, e somente alguns anos depois seriamdestinadas aos usuários domésticos e as empresas. No ano de 1995 foi criado oComitê Gestor Internet Brasil12, este comitê tinha o propósito de recomendarpadrões, procedimentos técnicos e operacionais de uso e fomentar odesenvolvimento dos serviços da Internet, coletar, organizar e disseminar asinformações a respeito dos serviços possíveis de serem realizados pela Internet.Nos dias atuais o acesso à rede mundial de computadores é realizado por umnúmero imenso de pessoas que se localizam por quase todo o planeta Terra. E éesse fato que torna realidade a existência desta fantástica rede de comunicaçãoglobal com esse enorme potencial a ser explorado por diversas áreas da nossasociedade, inclusive como uma poderosa ferramenta de apoio às atividadeseconômicas, o que efetivamente já vem acontecendo.Comércio eletrônico (e-commerce) Em plena era da informação digital, é notório que e o mundo atravessa ummomento inédito em toda a sua história, simplesmente, pelo fato do momento atualser dotado de uma velocidade nunca antes vista, ou seja, o mundo nunca assistiu a11 Ibope é a maior empresa privada de pesquisa da América Latina e a 12ª maior do mundo.12 Comitê Gestor Internet Brasil. Participavam do Comitê Gestor Internet Brasil membros doMinistério das Comunicações, do Ministério de Ciência e Tecnologia, representantes deusuários e da comunidade acadêmica.
  15. 15. 14avanços tão expressivos e rápidos espalhados por todos os segmentos dasociedade. Quando surgiram as primeiras ações de comércio realizado através daInternet, imaginavam-se imagens tecnológicas de modernidades extremamentecomplexas e de computadores sofisticados como sendo as ferramentas quepossibilitassem aos seus usuários a transposição das barreiras e a criação derelações comerciais sem a necessidade da presença física do homem. Albertin(2004), afirma que as pessoas confundem-se sobre a diferença entre Internet e osserviços on-line. Enquanto a utilização da Internet está relacionada com o ambienteeducacional e com o comercial; existe uma indústria inteira de serviços on-linevoltada para o consumo. Com o volume das interações entre as empresas e seusclientes em constante estado de evolução devido à utilização dos meios digitais, nostempos atuais a Internet veio a consolidar-se como uma ferramenta importantíssimana realização das transações táticas corporativas, como por exemplo:  Manutenção dos clientes.  Reforço das Marcas.  Divulgação das marcas corporativas. Os departamentos de vendas vêm percebendo com o passar do tempo àdiminuição das barreiras contra as compras on-line existentes a princípio, e queagora em grande parte das ocasiões, são as compras eletrônicas a opção maisprocurada e utilizada pelos consumidores. E isso, muito se deve às facilidades que oe-commerce proporciona aos seus usuários, inclusive pela prática de preços maisbaixos que este formato de negócio disponibiliza aos seus participantes. SegundoBatista (2005), a modalidade de e-commerce, B2C13, equivale em grande parte aovarejo eletrônico e tem tido um grande crescimento com o aparecimento da Web. Eisso se deve, segundo Batista (2005), pela existência de shopping centerseletrônicos (portais) com grande variedade de produtos, desde vinhos,equipamentos eletrônicos, computadores e carros. Para Turban (2007), o comércioeletrônico, o e-commerce, descreve o processo de comprar, vender, transferir outrocar produtos, serviços ou informações através de redes de comunicação,incluindo a Internet. Ainda, segundo Albertin (2004), quando nesta transação de13 B2C é a transação quando o consumidor compra diretamente da empresa fornecedora doproduto, ou seja, o produtor vende direto para o consumidor.
  16. 16. 15serviços ou de produtos não existir a presença do intermediário, trata-se de umaoperação conhecida como B2C, transação essa que ocorre quando o consumidorcompra diretamente da empresa fornecedora do produto, ou seja, o produtor vendedireto para o consumidor. As principais vantagens que direcionam as MPEs para a utilização do modelode e-commerce B2C como uma ferramenta do seu processo produtivo é o fato daInternet possibilitar o acesso dos clientes 24 horas por dia, e só isso já produz umaredução considerável dos custos de publicidade. Segundo O´Brien (2009), nessaforma de e-commerce as empresas precisam desenvolver praças de mercadoeletrônico atraentes para seduzir seus consumidores e vender produtos e serviços aeles. O´Brien (2009), ainda relata outras vantagens sobre a utilização do e-commerce, como: a possibilidade das empresas disponibilizarem websites14 de e-commerce com fachadas de lojas virtuais e catálogos multimídia, processamentointerativo de pedidos e sistemas seguros de pagamento eletrônicos. Nos últimostempos o volume das transações de e-commerce vem crescendo continuadamenteaqui no Brasil, conforme apresenta o Gráfico1, muito em razão deste modelo denegócio digital disponibilizar vantagens exclusivas a todos os seus participantes.Gráfico 1 Faturamento do e-commerce no Brasil - em Bilhões Fonte ebit - www.e-commerce.org.br 20 18,7 18 16 14,8 14 12 10,6 10 8,2 8 6,4 6 4,4 4 2,5 1,2 1,8 2 0,5 0,9 0 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Adaptado pelos autores da pesquisa14 WebSite é um conjunto de página Web.
  17. 17. 16 Os modelos atuais das empresas são muito mais dinâmicos e estãoconvivendo com um mundo extremamente competitivo. A sociedade da informaçãoimpõe cada vez mais desafios às empresas tradicionais, e com isso provocam anecessidade de mudanças e de rápidas adaptações aos novos tempos. Com isso osnegócios eletrônicos são muito comuns hoje em dia, e segundo Laudon e Laudon(2007), o conceito de negócios eletrônicos, ou e-business, refere-se ao uso detecnologia digital e da Internet para executar os principais processos de negócios emuma empresa, isso inclui também o e-commerce. Entre os consumidores queutilizam a Internet para efetuar compras de produtos ou serviços, tornou-se umhábito quer seja por iniciativa própria ou estimulada pelo marketing, à interação juntoda Internet. Essa interação junto da Internet ocorre quando um comprador empotencial realiza buscas em páginas ou sites da Internet procurando o que desejacomprar, ele faz comparações de produtos e de ofertantes, e tem a possibilidade deanalisar experiências de compras que são disponibilizadas por outros clientes destesmesmos produtos, e ainda pode estabelecer e explorar relacionamentos de clientesde certos produtos e de lojas em redes sociais. Algumas categorias do comércioeletrônico são:  B2C – comércio eletrônico empresa-consumidor: os vendedores são organizações e os compradores são pessoas, quando da venda de produtos e serviços no varejo diretamente a compradores individuais.  B2B – comércio eletrônico empresa-empresa: nestas transações tanto os vendedores quanto os compradores são organizações, quando da venda de bens e serviços entre empresas.  C2C – comércio eletrônico consumidor-consumidor: um indivíduo vende produtos ou serviços para outros indivíduos, sempre que houver a venda eletrônica de bens e serviços por consumidores diretamente a outros consumidores.
  18. 18. 17 Há alguns anos atrás quando se tratava sobre compras online, logo surgiamimagens de clientes comprando solitariamente os seus produtos ou os serviçosdesejados. Porém, atualmente, a Internet vivência a era das compras onde osconsumidores relacionam-se entre si nesta transação comercial. Até pouco tempoatrás esse processo era efetuado somente por homem-máquina, hoje em dia,verificam-se em muitas vezes se tratar de um processo homens-máquina. Afinal, ossites de compras coletivas são uma realidade aqui no Brasil e também nosmercados estrangeiros, como nos Estados Unidos e na Europa. Existem também astransações de e-commerce que podem ser efetuadas através de aparelhos celularese outros aparelhos digitais portáteis sem fio habilitados para a Internet. Estas formasde utilização de equipamentos sem fio para comprar bens ou serviços em qualquerlugar são as conhecidas como comércio móvel. Segundo Turban (2007),computação móvel refere-se à conexão em tempo real, sem fio, entre um dispositivomóvel e outros ambientes, como a Internet. A expansão da utilização dos aparelhos móveis de telefonia vem provocandoalgumas transformações nas empresas, isso ocorre na forma de relacionamentoentre as empresas e o público usuário dessas tecnologias. De acordo com Laudon eLaudon (2007), com o surgimento dos potentes celulares baseados em redes digitaisde alta velocidade, agora, é possível que vendedores distantes dos seus postos detrabalho possam estar a apenas segundos das perguntas e da supervisão de seusgerentes. A utilização destes recursos móveis tornou possível o atendimento dosclientes remotamente, ou seja, mesmo que os vendedores não estejam fisicamenteem seu local de trabalho existem meios tecnológicos para a realização desta ação.Estas novas formas do comércio eletrônico que estão em uso ultimamente podemser consideradas como um amadurecimento desse mercado. A maior mudança emandamento neste mercado atualmente relaciona-se as necessidades que asempresas têm de fazer, isso devido ao fato de ser necessário privilegiar os aspectosrelativos à situação atual desse novo ambiente. Para Albertin (2004), as empresasconcentram seus esforços em três direções: garantir um nível adequado desegurança e privacidade, garantir a melhoria de seu relacionamento com os clientese alinhar seus esforços na melhoria do ambiente digital.
  19. 19. 18CAPÍTULO 2AS MICROEMPRESAS E O E-COMMERCE O empreendedorismo no Brasil já acontece há muito tempo, porém foi nadécada de 1990 que ele começou a tomar uma forma mais robusta, segundoDornelas (2005), quando as entidades conhecidas como Sebrae15 e a Softex16 foramcriadas, este acontecimento possibilitou um grande avanço deste setor. Importantesalientar que os microempresários são todos empreendedores natos e de acordocom Dornelas (2005), empreendedor quer dizer: aquele que assume riscos ecomeça algo novo. Ainda segundo Dornelas (2005), o empreendedor é aquele quedestrói a ordem econômica existente pela introdução de novos produtos e serviços,pela criação de novas formas de organização ou pela exploração de novos recursose materiais. Segundo Vitorino (2011), existe um grupo de empresas que em váriosmomentos é menosprezado tanto pelo governo como pela sociedade, elas são asMPEs. Contudo, nos tempos atuais estas empresas são responsáveis por mais dametade dos empregos com carteira assinada no Brasil. Com a expansão dos modelos de negócios baseados em e-commerce nosvários mercados nacionais, é muito comum que a todo instante aconteçamsuperações de expectativas do varejo virtual em volume de transações e defaturamento. Este resultado cada vez mais crescente se deve às milhares depessoas que diariamente ingressam na Internet com vários propósitos, que podemser de: relacionamentos diversos, efetuar pesquisas, trabalhar e,consequentemente, consumir algum produto ou serviço. Até pouco tempo atrás otermo e-commerce ainda era visto como uma ideia distante, mas devido àsimplicidade em torno deste modelo de negócio, acabou-se percebendo que esteprocesso eletrônico de compras é similar ao processo de mercado surgido háséculos atrás, em que o homem tem a necessidade de comprar algo e, o outro, devender, então acontece o negócio entre eles. Para Turban (2007), um mercadoeletrônico é um espaço de mercado virtual central na Web onde muitos compradorese muitos vendedores podem conduzir comércio eletrônico e atividades empresariaiseletrônicas.15 Sebrae - Serviço Brasileiro de Apoios às Micro e Pequenas Empresas.16 Softex - Sociedade Brasileira para Exportação de Software.
  20. 20. 19 O sucesso do modelo do e-commerce foi à democratização do mercado,disso todos estão certos. Porém, ainda persistem algumas dúvidas a respeito dopequeno empreendedor. Não existe nenhuma receita ou fórmula que possaassegurar o sucesso da MPE no momento da disputa de espaço neste mercadovirtual em relação às grandes empresas. Mesmo sabendo que os valores destemercado virtual estão na especialização, no preço, no bom atendimento, nasatisfação do cliente, entre outros e não só no tamanho da empresa. Em decorrênciada carência de material bibliográfico que mencionem as MPEs e a utilização do e-commerce, procuramos obter informações com o professor Alberto Luiz Albertin 17,um dos mais conceituados autores quando o assunto é comércio eletrônico. Nesta entrevista procurou-se saber se existem ferramentas de marketingdigital compatíveis com o tamanho das MPEs a tal ponto de permitirem que essasempresas possam competir neste mercado digital com real chance de obtersucesso? Para Albertin, a grande vantagem da Internet é que ela permite algumaeliminação de restrições de investimento e gastos, portanto algumas ferramentas demarketing estão disponíveis para as MPEs, o problema é que elas têm que sercapazes de entregar tudo o que oferecem neste ambiente. Com as constantes evoluções da tecnologia no cenário atual tão competitivo,seriam as MPEs capazes de acompanhar as mudanças de comportamento dosclientes? De acordo com Albertin este aspecto pode ser considerado um desafioreal, mas ressalta que as mudanças não são tão drásticas e que o mercado é muitogrande e tem todos os perfis de consumidores, porém, os consumidores tornam-semais exigentes, ou seja, se for para este ambiente, se prepare, pois terá que irsempre em frente. Questionado se as MPEs não têm como competir com as grandesempresas no segmento de e-commerce, Albertin argumentou que “o ambienteeletrônico torna todos iguais e oferece as mesmas condições, isto continua sendomito, mas as alternativas são tantas que as MPEs podem encontrar alternativas paraatuarem neste ambiente”. Qual seria modelo de negócio (formato digital) destinadoàs MPEs? Nas palavras de Albertin, “usando umas das classificações que gosto e17 Alberto Luiz Albertin é mestre e doutor em administração pela faculdade de economia,Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP). Professor daEscola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP), autor de livros, de vários estudos, pesquisas e artigos sobre TI e Negócios na EraDigital.
  21. 21. 20que está em meu livro: as MPEs devem escolher como distribuir seus processos nosmodelos de mercado aberto, agregação, cadeia de valor e aliança”. Para concluir,apresentou-se um último questionamento ao professor Albertin ao indagar se asMPEs estariam preparadas para utilizar com êxito as ferramentas disponíveis nomercado eletrônico? Albertin afirmou que “sendo coerente com as respostasanteriores, não tenho dúvida que sim”. Percebe-se na entrevista com Albertin um desafio maior para as MPEs quepretendem trabalhar com o e-commerce, não se trata apenas de investir-se emtecnologia. É primordial a confecção de um planejamento do negócio bemestruturado, isto significa: a escolha por uma logística eficiente, a escolha assertivados processos corretos para o mercado a ser explorado e a permanência emconstante estado de alerta. Isso, para o enfretamento dos constantes desafios desseramo de atividade, já que estes desafios são inerentes deste negócio, e isso faz comque as MPEs que utilizam o e-commerce tenham uma forma complexa deadministração, mesmo que enxuta em seu tamanho. Apurou-se que uma vantagem das MPEs, também pode se transformar emdesvantagem, trata-se da administração do negócio on-line. Existe a necessidade decritérios de avaliação e um bom planejamento das ações do marketing on-line, vistoque é preciso fazer-se escolhas corretas das ferramentas digitais a serem utilizadas. O planejamento das ações e das inovações são fatores de extremaimportância para as empresas. Ainda mais quando em se tratando da utilização doe-commerce pelas MPEs. Como as oportunidades existentes no Brasil são imensas,em virtude das gigantescas dimensões territoriais deste País, e também do grandepúblico potencial existente e do Brasileiro ser um povo muito receptivo. Tornou-seevidente que as MPEs têm a necessidade de identificar o seu público-alvo etrabalhar todos os seus esforços do marketing com este público a fim de aumentaras suas chances de obter sucesso, como também é verdadeira a necessidade decriar-se um canal eficiente de vendas e marketing digital. De acordo com Turban(2007), a propaganda é o esforço para disseminar informações com o objetivo deinfluenciar uma transação entre o vendedor e o comprador. Atualmente as empresas expõem e recebem muitas informações durante oseu processo produtivo, e isso cria a necessidade de um novo formato deadministrar, já que a velocidade de decisão está cada vez mais rápida em todas asetapas do processo produtivo. Para Kotler (2005), os consumidores irão atuar
  22. 22. 21diretamente sobre as formas de gerenciamento, criação de produtos, estoques e oscanais promocionais. Ainda de acordo com Kotler (2000), a revolução da informaçãoe o ciberespaço modificariam totalmente os cenários do marketing tradicional, fatoesse que está claramente perceptível nos dias atuais. Para Vitorino (2011), cabe aoempreendedor buscar alternativas que gerem aumento de competitividade para asMPEs e o aumento de tecnologia, ainda segundo Vitorino (2011), a busca poralternativas é um dos mais importantes desafios que deve ser almejado pelosempreendedores e pelas MPEs. Em virtude das páginas virtuais serem uma vitrine que expõem os produtos 24horas por dia, é necessário à criação de formas de aproximação com o público-alvoe em razão disso a publicidade na Internet é importantíssima, ou seja, não sãopermitidos erros de avaliação no plano de marketing escolhido. Isso, em razãodesse mercado sofrer alterações constantemente. Além de um marketing correto, asempresas precisam proporcionar toda a segurança para os clientes no momento dopagamento das compras online. Segundo O´Brien (2009), o e-commerce abrangedesde a propaganda, as vendas, o suporte ao cliente pela rede, à segurança daInternet nos mecanismos de pagamento que asseguram a conclusão de processosde entrega e pagamento. Com a utilização do e-commerce, exige-se que ospagamentos sejam efetuados eletronicamente, para Turban (2007), o dinheiro nãopode ser usado porque não existe contato direto entre comprador e o vendedor.Ainda, de acordo com Turban (2007), existem formas de pagamentos como oscheques eletrônicos, os cartões de crédito eletrônicos, os cartões de compras e odinheiro eletrônico. Algumas das formas utilizadas para pagamentos eletrônicos são:  Cheques eletrônicos: assim como os cheques comuns, os e-checks possuem uma assinatura (em forma digital) que pode ser verificada.  Cartões de crédito eletrônicos: permitem que os clientes lancem os pagamentos on-line em suas contas de cartão de crédito.  Cartões de compra: geralmente são usados para compras não planejadas, estes cartões são utilizados na Internet de modo semelhante aos cartões de crédito comuns.  Cartões de débito com valor armazenado: eles são na verdade uma forma de dinheiro eletrônico. Os cartões que utilizamos para pagar
  23. 23. 22 fotocópias, transporte ou ligações telefônicas são chamados de débito com valor armazenado.  Cartões inteligentes: os cartões inteligentes contêm um chip que pode armazenar uma considerável quantia de informações, eles são multifuncionais, pode utilizá-los como cartão de crédito, cartão de débito ou cartão de débito com valor armazenado.  Pagamentos diretos: são uma forma de dinheiro eletrônico que permite a dois indivíduos ou um indivíduo e uma empresa transferirem fundos sem usar um cartão de crédito. As novas tecnologias de informação e comunicação trouxeram novosprocessos digitais para os negócios, modificando com isso a relação entre as partesdessa cadeia de valor e, é certo que nos setores onde a informação tem maiorparticipação na realização dos negócios serão os setores onde mais serão sentidosesses impactos. Mesmo com o crescimento do comércio eletrônico no Brasil, aindaexiste um número significativo de consumidores resistentes a este tipo de comérciopor julgarem ser um ambiente inseguro. O fator segurança no mundo digital semprefoi motivo de desconfiança e apreensão por parte dos clientes virtuais. É fato queexistem vários métodos de proteção que ajudam a reduzir as ameaças virtuais eeles estão disponíveis para as empresas que atuam com o comércio eletrônicosegundo Albertin (2004), os aspectos complexos de segurança, privacidade,autenticação e anonimato têm especial importância para o comércio eletrônico. Éverdadeiro afirmar que existe a necessidade do empreendedor efetuar investimentosem uma plataforma de e-commerce segura, com a capacidade de possibilitar que oscompradores sintam-se seguros para efetuarem as compras on-line. Também écomum neste mercado a existência de lojas virtuais que não dispõem de certificadosde segurança, e ao contrário destas, as lojas que possuem esta certificação desegurança tem maior valor agregado ao negócio. O resultado esperado com acertificação de segurança é a possibilidade destas lojas virtuais serem reconhecidaspelos consumidores desse mercado como ambientes seguros para se efetuar ascompras. Atualmente os certificados de segurança são o grande diferencial na horada compra deste segmento, além é claro de transmitir a ideia de uma empresa quese preocupa com a segurança dos seus clientes.
  24. 24. 23CAPÍTULO 3SOBREVIVÊNCIA DAS EMPRESAS E INFLUÊNCIA DASTECNOLOGIAS NAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS. 3.1 - Análises da Taxa de Sobrevivência das empresas no Brasil. O estudo do SEBRAE (2011) foi minuciosamente analisado pela presentepesquisa, ele refere-se às microempresas e pequenas empresas brasileiras - Taxade Sobrevivência das empresas no Brasil – este estudo forneceu dados para ainvestigação sobre a taxa de sobrevivência das micro e pequenas empresas e dosempreendedores individuais no Brasil. O método utilizado neste cálculo do estudo dataxa de sobrevivência das empresas no Brasil - SEBRAE (2011), elaborado peloSEBRAE, teve seu processamento a partir da base de dados mais recentes da SRF,a Secretária da Receita Federal (referente aos anos de 2005 a 2009). Fizeram partedesta análise as empresas constituídas formalmente na SRF e que só começaram aoperar a partir da data de sua constituição. O outro indício de que estas empresasestavam em atividade na data mencionada, foi ao fato do cumprimento de todas assuas obrigações fiscais e da situação cadastral estarem em dia junto à SRF. Outroindício do encerramento das atividades é verificado quando as empresas se omitempor mais de um ano com as suas obrigações fiscais, quando informam que estãoinativas ou ainda, quando as empresas pedem o cancelamento do CNPJ18 na SRF enão voltam a operar, mesmo que informalmente. O Universo deste estudo do SEBRAE considerou que todas as empresasfossem de origem brasileira, que possuíssem natureza jurídica compatível com asatividades mercantis e que atuassem em segmentos de atividade não agrícolas.Para efeito de análise, foram definidos dois conjuntos de universo: universo 1,estabelecimentos constituídos na SRF no período de 1/jan/2005 a 31/dez/2005,utilizando as bases de dados de 2005, 2006, 2007 e 2008 (4 anos). O universo 2 éformado pelos estabelecimentos constituídos na SRF no período de 1/jan/2006 a31/dez/2006, utilizando as bases de dados de 2006, 2007, 2008 e 2009 (4 anos). No Gráfico2 percebeu-se a maior taxa de sobrevivência nas empresas dossetores industriais, segundo o resultado demonstrado pela pesquisa SEBRAE 2011.18 Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica da Secretaria da Receita Federal (SRF).
  25. 25. 24Gráfico 2 No Gráfico 3 verifica-se que a taxa de sobrevivência nas empresas é maior naregião sudeste (76,4%), a única região que apresentou taxa de sobrevivênciasuperior à média nacional de (71,3%) segundo esta pesquisa SEBRAE (2011).Gráfico 3 O Gráfico 4 demonstra de forma complementar as taxas de mortalidade dasempresas de 2 anos, sabendo que a região Sudeste é a que apresentou a menortaxa de mortalidade em todo o território Brasileiro com (23,6%).
  26. 26. 25Gráfico 4 Segundo os dados da pesquisa SEBRAE (2011) são criados no Brasilanualmente, mais de 1, 2 milhão de novos empreendimentos formais, e desse total,mais de 99% são micro e pequenas empresas, além dos EmpreendedoresIndividuais. Outro dado importante verificado sobre as Microempresas e PequenasEmpresas é que elas são responsáveis por mais da metade dos empregos comcarteira assinada no Brasil. De acordo com a Tabela 2, é foi possível perceber-seque a taxa de sobrevivência das empresas no Brasil constituídas em 2006 com até 2anos de atividade foi de 73,1%. Como as empresas do setor industrial apresentaramas taxas de sobrevivência mais elevadas, em parte, este fato ajuda a explicar omelhor desempenho das regiões sudeste e sul, onde há maior presença deempresas industriais, conforme apontado pela pesquisa do SEBRAE (2011).
  27. 27. 26 Tabela 23.2- Análise do Papel Estratégico da Tecnologia da Informação nas Micro e Pequenas Empresas Brasileiras. O estudo do SEBRAE/RN 2009 faz parte da presente pesquisa devido ao fato do mundo empresarial estar em permanente estado de mudanças, e com isso, é importantíssimo nos tempos atuais o uso estratégico das informações e da Tecnologia da Informação – TI – pelas empresas, em especial pelas micro e pequenas empresas, MPEs. O estudo do SEBRAE/RN 2009 possibilitou demonstrar como ocorre o uso estratégico da informação e da Tecnologia da Informação – TI – nas Micro e Pequenas Empresas Brasileiras. Segundo O´Brien (2010), a utilização correta da TI tende a acelerar os investimentos em Tecnologia da Informação e a possibilitar a inovação dos processos burocráticos nas empresas, o que proporcionará um aumento na agilidade de todos os processos. O Gráfico 5 apresenta a pesquisa sobre o Perfil da Empresa Digital, onde foi possível identificar os principais impactos da tecnologia da informação nas MPEs, destacando-se a melhoria no atendimento ao cliente, a qualidade da tomada de decisão e a melhoria de produtos e serviços.
  28. 28. 27Gráfico 5 Muitas empresas investem em infraestrutura e recursos de TI em busca demaior competitividade no mercado onde atuam. Porém, não existe uma preparaçãointerna dos processos, nem o preparo dos gestores destas empresas e dos demaisusuários para a utilização de todos os recursos que a TI disponibiliza. É necessáriose levar em conta que as empresas de pequeno porte dificilmente estarão nomesmo nível de investimento e utilização da TI em relação as empresas de maiorporte. O estudo do SEBRAE/RN 2009, revela que no Brasil a maioria dasorganizações é composta por MPEs, fato este, que as conduzem a estaremrelativamente à margem do acesso aos recursos tecnológicos mais avançados,muito em razão do preço destes recursos e isso ocorre, mesmo com a queda dessesvalores ao longo dos últimos anos. Ainda existe o fator da desinformação quanto àimplantação e utilização eficiente destes recursos tecnológicos e, pela falta de umaestrutura de suporte técnico adequada a este perfil de empresas. Mesmo com essasdificuldades o número de MPEs que possuem computadores é significativo (75%) noBrasil, e esse número vem crescendo ao longo dos anos, conforme demonstrado noGráfico 6 desta pesquisa, mesmo que em muitas ocasiões essas empresas sejamdomiciliares e portanto, o uso do(s) computador(es) sejam compartilhados com afamília.
  29. 29. 28Gráfico 6 De acordo com os resultados da Tabela 3 verificou-se que as áreas doconhecimento mais importantes no primeiro ano das empresas para os entrevistadossão o planejamento, a organização empresarial, o marketing, as vendas, as relaçõeshumanas e a análise financeira. Embora as MPEs listadas na pesquisa do SEBRAE(2005), não apontem a TI (informática) e nem o processo decisório como áreasimportantes, as empresas não podem mais viver sem a utilização estratégica datecnologia da informação para realizarem um melhor planejamento, umaorganização eficiente nos seus processos que possibilite a elas alcançarem maioresvendas dos seus produtos e serviços. Em O´Brien (2010), ao fazer investimentos em tecnologia da informação paramelhorar suas operações ou inová-las, a empresa pode também fixar barreiras aoingresso de novos entrantes no mercado, o que desencorajaria outras empresas aingressarem neste mercado. No caso das MPEs, elas estariam melhorando aeficiência junto ao seu mercado e aumentando o vinculo com seus clientes.
  30. 30. 29 Tabela 3 Para Batista (2006), a tecnologia da informação, quando bem empregada,acaba sendo o mecanismo favorável para a estabilização das empresas e possibilitareduzir custos em atividades que eram feitas manualmente. Batista (2006), aindadefende que os sistemas de informação nas MPEs normalmente são manuais, ou,quando informatizados, englobam apenas tarefas de substituição de papel por meiodigital. Na Tabela 4, demonstram-se as atividades executadas pelas Micro ePequenas Empresas dos setores de atividades da indústria, do comércio e deserviços. Mesmo com o crescente avanço na utilização da informática, aindapercebe-se que a utilização destes recursos é limitada ao básico, como o acesso àInternet, o cadastro dos clientes e outros.
  31. 31. 30Tabela 4Gráfico 7Fonte: Observatório das MPEs do SEBRAE-SP Adaptado pelos autores da pesquisa No Gráfico 7 observou-se que (71%) das MPEs brasileiras possuíam acessoà Internet no ano de 2008, em contrapartida, revelou-se que (29%) das MPEsbrasileiras não possuíam acesso à Internet neste mesmo período.
  32. 32. 31Gráfico 8 De acordo com o Gráfico 8, o acesso a e-mail, pesquisas de preços, serviçosde bancos e serviços do governo foram os serviços que as MPEs mais utilizaram naInternet. É possível verificar-se também que a divulgação da empresa (site), aexposição de produtos e as vendas são os itens menos utilizados por estasempresas. No Gráfico 9, percebeu-se que um número muito baixo de microempresários,responsáveis pelas MPEs no Brasil atribuem alguma importância para a utilizaçãodas Tecnologias de Informação e Comunicação. Sabendo que as TICs neste estudodo SEBRAE/RN 2009, representam: os computadores, os aparelhos celulares e atémesmo a utilização da internet em seus negócios.
  33. 33. 32Gráfico 9 Figura 1
  34. 34. 33 A Figura 1 demonstrou que os empresários de MPEs desconhecem osbenefícios e as vantagens da utilização correta dos recursos das tecnologias deinformação e comunicação. Percebeu-se que o desconhecimento e a falta deorientação e de informação sobre as tecnologias de informação e comunicaçãodesencadeiam a má utilização destes recursos, e isso acarreta uma baixa percepçãodos reais benefícios destas tecnologias. De acordo com estudo do SEBRAE/RN2009, só será possível existir uma ruptura nesse processo de desconhecimento e damá utilização das tecnologias de informação pelas MPEs, quando houver maisorientação e informação sobre o uso adequado dos equipamentos e dos sistemaspara cada empresa. Em Batista (2006), o outro ponto a ser detalhado para melhorara visão de automação que os gestores das PMEs têm, é a relação da automaçãocom o pessoal (funcionários). O sistema de automação deve ser objeto de umtreinamento minucioso para estar claro todo o potencial possível da ferramenta.
  35. 35. 34CONSIDERAÇÕES FINAIS O objetivo desta pesquisa foi demonstrar de forma abrangente e cautelosatodas as mudanças que a revolução digital, por meio da utilização da Internet, vempossibilitando ao mundo dos negócios nos últimos tempos e em conjunto com estasinformações, procurou-se compreender quais ações devem ser tomadas pelasMPEs em relação à utilização do e-commerce. Para auxiliar no alcance desseobjetivo, foi executado um árduo trabalho de pesquisa bibliográfica, onde foramconsultados livros e materiais da Internet, a fim de justificar a proposta da presentepesquisa. Alguns pontos chave de todas estas mudanças que já ocorreram, algunsoutros, estão acontecendo neste exato momento e muitos deles ainda estão por virpor conta do desenvolvimento contínuo das tecnologias digitais, e sem dúvidaalguma, isso se deve ao estado de crescimento contínuo da utilização da Internet. Ocrescimento do comércio eletrônico tem modificado os mercados de uma formasignificativa, afinal, surgiram novas alternativas de negócios, como: a possibilidadeda união dos mercados mundiais e com isso eliminaram-se as distâncias, a criaçãodos novos formatos de pagamentos eletrônicos e uma série de atividadeseconômicas ganharam mais flexibilidade e rapidez. Algumas das vantagens do comércio eletrônico para as MPEs percebidasnesta pesquisa foram: a) maior facilidade de acesso dos clientes aos produtos; b) ofato dos produtos ficarem expostos por 24 horas por dia – com a utilização de umWebsite; c) a diminuição dos custos de propaganda e d) a possibilidade de estarpermanentemente em contato com os clientes – utilizando as redes sociais, porexemplo. É relevante mencionar que os aparelhos celulares e outros aplicativosdigitais portáteis sem fio, que são habilitados para o uso da Internet, estão cada vezmais interagindo com este mercado e só esse fato, é motivo para impulsionar aindamais este mercado. Um fator relevante desta pesquisa foi perceber os obstáculosencontrados para a utilização das ferramentas de TI e que em grande parte dasvezes, este fato deve-se a aversão ou ao simples fato do desconhecimento que osmicroempresários demonstram ter em relação à utilização das ferramentas digitais, eeste fato foi comprovado durante a análise efetuada no estudo do SEBRAE (2009) -O papel estratégico da TI nas MPEs. A globalização contribuiu com o avanço do comércio eletrônico rapidamente,e este novo formato de comércio é formado por novos consumidores, novas culturas
  36. 36. 35organizacionais, novas maneiras de pagamentos, novas possibilidades derelacionar-se no momento das compras entre outros. Outro ponto comum entre osparticipantes desse modelo de negócio são as mudanças; aliás, é importante que sediga tudo está sujeito à mudança: os modelos de negócios, os concorrentes e osclientes. O constante aprendizado é peça fundamental para os interessados eminteragir com o comércio eletrônico. Pode-se observar que existe muita resistência aqualquer tipo de mudança na estrutura das empresas, ou seja, quando algumprocesso ou procedimento é alterado ou inserido, existe a criação de barreiras. Encontrou-se nesta pesquisa as respostas para o fato das MPEspermanecerem com o modelo dos mercados domésticos (locais), não adotando amodalidade do negócio digital. A presente pesquisa respondeu afirmativamente paraa indagação sobre a necessidade das MPEs em utilizarem o e-commerce, tambémfoi positiva a resposta sobre a existência de ferramentas virtuais capazes deconduzir a MPEs para o resultado esperado com a utilização do comércio eletrônico.Outra pergunta respondida por está pesquisa, mediante entrevista efetuada, foireferente ao tamanho das MPEs restringir o uso do e-commerce e neste casopercebeu-se que o tamanho das MPEs não são fatores de impedimento na utilizaçãodo e-commerce e para isso evidenciou-se que as MPEs têm que encontraralternativas para atuarem no ambiente virtual e serem capazes de entregar tudo oque oferecem neste mercado, sobre ao questionamento se os gestores das MPEsestão preparados para manusear as ferramentas necessárias para a utilização do e-commerce, apurou-se, que sem dúvida nenhuma eles não tem o conhecimentonecessário e é necessário investir-se em treinamentos e na qualificação dosprofissionais responsáveis pelo manuseio das tecnologias digitais. Finalizando esta pesquisa, verificou-se que mesmo encontrando-se emdiferentes etapas de evolução em relação à utilização das ferramentas digitais, asMPEs já demonstram certo grau de inserção no mundo digital, seja do tamanho quefor essa inserção, é possível perceber que existem indícios concretos da realnecessidade em participar do mundo digital. Em face disso, é recomendável que osgestores das MPEs atualizem os seus conhecimentos a respeito das Tecnologias daInformação, a fim de se tornarem capazes de participar do mercado utilizando o e-commerce com chances palpáveis de obterem o sucesso esperado.
  37. 37. 36Referências BibliográficasALBERTIN, L. A. (2004). Comércio eletrônico: modelo, aspectos e contribuições desua aplicação. São Paulo: 5.ed. Atlas.BATISTA, Emerson de Oliveira (2006). Sistemas de informação: o uso consciente datecnologia para o gerenciamento. São Paulo: Saraiva.DORNELAS, José Carlos Assis (2005). Transformando ideias em negócios. Rio deJaneiro: 2.ed. Elsevier.DRUCKER, Peter. O futuro já chegou. Revista Exame, Ed 710, p 112-126, mar.,2000.GIL, Antonio Carlos (2010). Como elaborar projetos de Pesquisa. São Paulo 5.ed,Atlas.KOTLER, Philip (2000). Administração de Marketing. São Paulo: 10. ed. PrenticeHall.KOTLER, Philip (2005). Marketing essencial: conceitos, estratégias e casos. SãoPaulo: Ed. Prentice Hall.LAUDON, K. C.; LAUDON, J.P. (1996) Management information systems:organizations and technology. New Jersey: Prentice-Hall.LAUDON, K. C.; LAUDON, J. P. (2007). Sistemas de informação Gerenciais. SãoPaulo: 7.ed. Prentice Hall.O´BRIEN, James A., (2010). Sistemas de Informação e as Decisões Gerenciais naEra da Internet. Tradutores: Célio Knipel Moreira, Cid Knipel Moreira. São Paulo:Saraiva.TURBAN, Efrain, (2004). Tecnologia da informação para gestão. Tradução deRenate Schinke. Porto Alegre: Bookman.TURBAN, Efrain (2007). Introdução a sistemas de informação. Tradução DanielVieira Rio de Janeiro: Elsevier.TREPPER, Charles H. (2000). Estratégias de E-commerce; Tradução Ana BeatrizRodrigues. Rio de Janeiro: Campus.VITORINO, Sidney Lincon (2011). Pequenas empresas grandes desafios: passo apasso de um planejamento estratégico para MPEs. São Paulo: LCTE Editora.
  38. 38. 37Sítios ConsultadosCRUZ, Renato. A Hora da Internet rápida? RAE. Jul/Dez 2010; n 2; p.26 -30, BrasilDisponível em: http://rae.fgv.br/sites/rae.fgv.br/files/artigos/gvexec_26-30.pdf>acesso em 10/10/2012.E-commerce.org.br. Meios de pagamento e-commerce. Disponível em: http://www.e-commerce.org.br/meiosdepagamento-ecommerce.php >acesso em 05/11/12.E-commerce.org.br. Quantidade de pessoas conectadas a Web no Brasil. Disponívelem: http://www.e-commerce.org.br/stats.php >acesso em 16/11/2012.Indicador Brasil. Brasil pode ser a 5º economia do mundo em 2012. Disponível em:http://www.indicadorbrasil.com.br/2012/03/brasil-pode-ser-a-5o-economia-do-mundo-em-2012 > acesso em 15/11/12.IPNews. Banda Larga. http://www.ipnews.com.br/telefoniaip/rede/categorias-de-rede/banda-larga/24245-websolute-aposta-em-pmes-epnbl-para-crescer-no-brasil.html > acesso em 12/11/12.JAYO, Martin (2011). E fez-se a Rede. RAE Jun.2011 Disponível em:http://rae.fgv.br/sites/rae.fgv.br/files/artigos/8-15.pdf > acesso em 08/11/2012.NIC.Br. Pesquisa revela que 7 de 10 microempresas não possuíam website em 2010Disponível em: http://www.nic.br/imprensa/clipping/2012/midia005.htm >acesso em05/11/12.SEBRAE (2011). Taxa de Sobrevivência das empresas no Brasil Disponível em:http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bds/BDS.nsf/45465B1C66A6772D832579300051816C/$File/NT00046582.pdf >acesso em 08/11/12.SEBRAE/RN. O Papel estratégico da informação nas micro e pequenas empresas.Disponível em:http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bds/BDS.nsf/7B838AA9EB5A715683257689004F32FC/$File/O%20papel%20estrat%C3%A9gico%20da%20tecnologia%20da%20informa%C3%A7%C3%A3o%20nas%20MPE.pdf >acesso em 03/11/12.
  39. 39. 38AnexosPesquisa realizada, por e-mail, na data de: 28 de maio de 2012 sobre algunsaspectos da utilização do e-commerce pelas MPE´s. com Alberto Luiz Albertin,mestre e doutor em administração pela faculdade de economia, Administração eContabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP). Professor da Escola deAdministração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP), autor de livros, de vários estudos, pesquisas e artigos sobre TI e Negóciosna Era Digital.De: Renato MarianoEnviada em: segunda-feira, 28 de maio de 2012 11:15Para: Alberto Luiz AlbertinAssunto: Entrevista sobre E-commerce (das 14:00H)Bom dia Professor Albertin.Gostaria de efetuar algumas perguntas sobre as MPE´s (micros e pequenasempresas) que atuam ou que pretendem atuar com o E-commerce, seriam essas asperguntas:Existem ferramentas no marketing digital compatíveis com tamanho das MPE´s a talponto de permitirem que essas empresas possam competir neste mercado digitalcom real chance de obter sucesso? Quais?Estariam as MPE´s preparadas para utilizar com êxito as ferramentas de marketingdisponíveis no mercado eletrônico? Se não, o que fazer?Devido as constantes evoluções da tecnologia no cenário atual tão competitivo,seriam as MPE´s capazes de acompanhar as drásticas mudanças decomportamento dos clientes?As MPE´s não tem como competir com as grandes empresas no segmento de E-commerce? O que fazer?Qual seria o modelo de negócio (formato digital) destinado às MPE´s?Obrigado,Renato Mariano
  40. 40. 39De: Alberto Luiz AlbertinPara: Renato MarianoEnviadas: Quarta-feira, 30 de Maio de 2012 17:08Assunto: Entrevista sobre E-commerce (das 14:00H)Caro Renato,Vamos tentar algumas respostas:Existem ferramentas no marketing digital compatíveis com tamanho das MPE´s a talponto de permitirem que essas empresas possam competir neste mercado digitalcom real chance de obter sucesso? Quais?Não sei se entendi a pergunta. Mas, a grande vantagem da Internet é que elapermite alguma eliminação de restrições de investimento e gastos, portanto algumasdas ferramentas de marketing estão disponíveis para as MPE´s. O problema é queelas têm ser capazes de entregar o que oferecem e este ambiente permite.Estariam as MPE´s preparadas para utilizar com êxito as ferramentas de marketingdisponíveis no mercado eletrônico? Se não, o que fazer?Sendo coerente com a resposta anterior. Não tenho dúvida que sim.Devido as constantes evoluções da tecnologia no cenário atual tão competitivo,seriam as MPE´s capazes de acompanhar as drásticas mudanças decomportamento dos clientes?Este é um desafio real, mas também podemos considerar que as mudanças não sãotão drásticas e que o mercado é muito grande de tem todos os perfis deconsumidores. Porém, os consumidores tornam-se mais exigentes, ou seja, se forpara este ambiente se prepare que terá que ir sempre em frente.As MPE´s não tem como competir com as grandes empresas no segmento de E-commerce? O que fazer?O ambiente eletrônico torna todos iguais e oferece as mesmas condições... istocontinua sendo mito. Mas as alternativas são tantas que as MPE´s podem encontraralternativas para atuarem neste ambiente.Qual seria o modelo de negócio (formato digital) destinado às MPE´s?Usando umas das classificações que gosto e que está em meu livro: as MPE´sdevem escolher como distribuir seus processos nos modelos de mercado aberto,agregação, cadeia de valor e aliança.Abraços,Albertin.

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