5 Governo Geral

11.598 visualizações

Publicada em

Aspectos formativos da centralização administrativa portuguesa na América. Os primeiros Governos-Gerais e o episódio da França Antártica (1555-1567).

Publicada em: Educação
0 comentários
4 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
11.598
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
205
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
430
Comentários
0
Gostaram
4
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

5 Governo Geral

  1. 1. A WAYNE-TEC CORPORATION apresenta O Governo-Geral
  2. 2. O Governo-Geral <ul><li>Instituído pelo Regimento de Almeirim de 1548 </li></ul><ul><li>Objetivos do Governo-Geral: </li></ul><ul><li>-Centralizar a administração das capitanias </li></ul><ul><li>-Limitar a autonomia dos donatários </li></ul><ul><li>-Garantir a segurança dos colonos </li></ul><ul><li>-Zelar pela ocupação estratégica do território </li></ul><ul><li>-harmonizar as relações entre os colonos e indígenas </li></ul>
  3. 3. Atribuições do Governo-Geral <ul><li>Promover aliança com as tribos amigáveis e castigar os selvagens hostis – Guerra Justa </li></ul><ul><li>Conceder terras próximas aos vilarejos aos índios que se submetessem à catequese </li></ul><ul><li>Incentivar a construção naval </li></ul><ul><li>Garantir o monopólio do pau-brasil para a Coroa </li></ul><ul><li>Explorar o sertão em nome do rei </li></ul><ul><li>Proibir a caça e o saque das aldeias indígenas </li></ul>
  4. 4. Administração Geral <ul><li>Governador-Geral: sediado em Salvador (1549), respondia pela administração perante o rei </li></ul><ul><li>Provedor-Mor: responsável pela administração fazendária (arrecadação e recursos financeiros) </li></ul><ul><li>Ouvidor-Mor: responsável pela Justiça Colonial </li></ul><ul><li>Capitão-Mor: responsável pela s egurança interna e pela manutenção da defesa da colônia </li></ul>
  5. 5. Governador-Geral Ouvidor-Mor Capitão-Mor Capitanias Hereditárias Capitanias da Coroa Câmaras Municipais Controle político dos Homens-Bons Juízes Ordinários (indicados no município) Provedor-Mor IMPOSTOS JUSTIÇA SEGURANÇA particulares reais
  6. 6. O Centralismo X Localismo <ul><li>Os Homens-Bons - homens, livres, católicos, não praticantes de trabalhos manuais – eram os únicos que podiam participar das Câmaras Municipais, garantindo a manutenção dos seus interesses locais , em oposição ao centralismo administrativo imposto pelo Governador-Geral </li></ul><ul><li>Os reinóis (portugueses) eram privilegiados com os cargos mais importantes </li></ul>
  7. 7. O Centralismo X Localismo <ul><li>A relativa autonomia municipal dos homens-bons , foi duramente atingida a partir de 1642, quando foi criado o Conselho Ultramarino , que passou a fiscalizar a ação das Câmaras Municipais através dos chamados Juízes-de-Fora </li></ul>
  8. 8. 1549/53 – Tomé de Souza <ul><li>Instalação do Regimento de 1548 </li></ul><ul><li>Presença dos jesuítas (Manoel da Nóbrega) </li></ul><ul><li>Fundação do 1º bispado (Salvador) pelo papa Júlio II, que indicou D. Pero Sardinha </li></ul><ul><li>Incentivo ao agro-pastoreio </li></ul><ul><li>Enfrenta a resistência do próspero donatário de Pernambuco Duarte Coelho </li></ul>
  9. 9. 1553/57 – Duarte da Costa <ul><li>Sua administração foi considerada caótica </li></ul><ul><li>Ocorreram choques entre os colonos e os índios, devido ao problema da mão-de-obra </li></ul><ul><li>Massacres das aldeias foram liderados por Álvaro da Costa, filho do donatário </li></ul><ul><li>Trouxe o jesuíta José de Anchieta que, junto com o Pe. Manoel da Nóbrega, fundaram o Colégio S. Paulo de Piratininga (1554) </li></ul>
  10. 10. A França Antártica 1555/67 <ul><li>A Capitania de S. Tomé (RJ), foi ocupada por uma expedição liderada por Nicolas Durand de Villegaignon </li></ul><ul><li>A invasão pretendia fundar um núcleo para os huguenotes (calvinistas) perseguidos na França, assim como estabelecer uma base para exploração colonial no Atlântico Sul </li></ul>
  11. 11. 1558/72 - Mem de Sá <ul><li>Substituiu Duarte da Costa, para combater os franceses </li></ul><ul><li>Perdeu seu filho que combatia os índios Cricaré no ES </li></ul><ul><li>A distância da BA em relação ao RJ não permitiu grandes avanços, contra os franceses, até 1565 </li></ul>
  12. 12. A França Antártica <ul><li>A ocupação do Brasil foi um empreendimento particular </li></ul><ul><li>Os franceses fundaram o Forte Coligny, homenageando o articulador da invasão, o Almirante Gaspar de Coligny (protestante), morto na Noite de S. Bartolomeu (1572) </li></ul>
  13. 13. O Fim da França Antártica <ul><li>Em 1565, Estácio de Sá, sobrinho do governador, fundou a cidade-fortaleza de S. Sebastião do Rio de Janeiro </li></ul><ul><li>Graças a mediação dos jesuítas e o apoio dos índios Temiminó (ES), comandados pelo cacique Araribóia, os portugueses venceram os franceses que haviam se aliado aos tamoios </li></ul><ul><li>Até 1572, o governo de Mem de Sá deu grande incentivo à agricultura </li></ul>
  14. 14. Divisões Territoriais <ul><li>Buscando aprimorar a administração, a Coroa redefiniu as capitais do Brasil </li></ul><ul><li>1572/1578: Salvador e Rio de Janeiro </li></ul><ul><li>A concentração da riqueza ao Norte (açúcar), inviabilizou a experiência </li></ul>

×