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A verdade e a origem dos contos de fadas
A Bela Adormecida
O conto original de A Bela Adormecida (Belle au bois Dormant) foi escrito pelo francês
Charles Perrault em 1697 e depois ganhou uma versão dos alemães Irmãos Grimm (com
o nome Little Brier-Rose). Mas antes disso, em 1634, o italiano Giambattista Basile havia
publicado um conto muito semelhante chamado Sol, Lua e Tália (Sun, Moon, and Talia)
que foi a inspiração de Perrault e do conto que conhecemos.
Uma farpa de linho entra sob a unha da princesa Tália e ela imediatamente cai
morta. O rei coloca sua filha em uma cadeira de veludo do palácio, tranca e parte
para sempre, pra apagar a lembrança de sua dor.
Algum tempo depois, outro rei estava por ali caçando e encontra Tália. Ele
apaixona-se por sua beleza mas como não consegue acordá-la, a estupra e vai
embora. Nove meses depois Tália dá a luz a gêmeos, Sol e Lua, mas continua
adormecida. Um dia um dos bebês não encontra seu seio para mamar e coloca a
boca no dedo da mãe e suga. Suga com tanta força, que extrai a farpa e faz
despertar.
Um dia o rei lembra de “sua aventura” com Tália e resolve ir visitá-la. A esposa
do rei descobre o caso e manda cozinhar as duas crianças e serví-las para o rei.
Mas o cozinheiro prepara cabritos no lugar. Depois a rainha manda buscar Tália
para lançá-la ao fogo, mas o rei chega e lança a própria esposa no lugar de
Tália. Ele casa-se com Tália e vive com ela e seus filhos.
No conto original ela chamava Tália, na versão de Perrault o nome da princesa era
omitido e em 1888, quando Tchaikovsky compôs o balé de A Bela Adormecida, ele
nomeou a princesa como Aurora, inspirado pelo nome de sua mãe.
O filme da Disney foi lançado em 1959 e é baseado na versão de Perrault. A maior parte
da trilha sonora do filme são adaptações das canções do balé de Tchaikovsky.
A Bela Adormecida
Essa sim tem um passado bizarro. Nas primeiras versões, ao invés de espetar o dedo
numa agulha e cair desacordada, a Bela Adormecida tinha uma “farpa” encravada
debaixo da unha. Parece uma mudança pequena, mas ela nos leva ao ponto que realmente
importa. Nessa mesma versão, o Príncipe não é tão encantado assim, e resolve,
digamos… se satisfazer na Bela ainda adormecida. Depois de satisfeito, ele simplesmente
vai embora (o enfermeiro tarado de Kill Bill não foi tão inteligente e acabou morto).
Nove meses depois, a adormecida dá luz a gêmeos que, em busca de leite acabam
acidentalmente chupando o dedo dela, retirando assim a farpa amaldiçoada.
E a coisa não para por ai, o Príncipe que a engravidou (estuprou) continuou voltando (se
é que vocês me entendem) durante os nove meses. Quando ele chegou lá e encontrou a
Bela, já não mais adormecida e com duas crianças, ele decidiu se casar com ela (pelo
menos isso, né?), mas ele não poderia levá-la ao seu castelo, pois sua mãe era uma
OGRA! (o feminino de ogro é ogra?) que tinha o hábito de comer qualquer criança que
aparecesse em seu caminho.
Por isso ele esperou alguns anos até que seu pai morresse e ele virasse rei para aí então
poder levar sua mulher para seu reino. E assim aconteceu, mas na primeira viagem que
ele fez, sua mãe ogra resolveu fazer o que todo ogro tem que fazer: comer seus dois
netos. E não satisfeita, também sua nora. Mas, com a ajuda do cozinheiro a Bela
Acordada conseguiu se esconder até o retorno de seu marido (Rei “half-ogro”), que
quando ficou sabendo dos planos de sua mãe (ogra) mandou mata-la. Bonito né!?
Em outras versões, o Príncipe na verdade já era rei, e a mãe ogra era a esposa do rei, o
resto é bem parecido. A esposa ciumenta quer, como vingança, comer (no sentido
alimentício) os dois filhos bastardos do rei, mas acaba sendo descoberta e é queimada
viva numa fogueira.
Moral da história, se você for uma ogra, não tente comer seus netos. Ou ainda, se vocês
for uma mulher adormecida no meio do bosque, use cinto de castidade, ou ainda, não
espete seu dedo numa agulha amaldiçoada!
Branca de Neve e os Sete Anões
O conto da Branca de Neve ficou popular através da versão dos Irmãos Grimm (com o
nome Little Snow-White), que haviam ouvido a história de duas irmãs chamadas
Jeannette e Amalie Hassenpflug.A rainha em algumas histórias é sua mãe.
Branca de Neve tinha 7 anos quando provocou a ira da rainha-madrasta por causa
de sua beleza. Então a rainha convoca um caçador e pede que leve Branca de
Neve para a floresta e a mate, trazendo seus pulmões e seu fígado para provar a
morte. O caçador tem pena de Branca de Neve e a deixa fugir, levando pra rainha
os órgãos de um javali. Então a rainha come os órgãos.
Enquanto isso, Branca de Neve acha a casa dos anões e em troca de lavar, passar,
costurar, limpar e arrumar a casa, eles a deixam ficar.
Ao descobrir que Branca de Neve ainda está viva, a rainha vai até a casa dos
anões 3 vezes. Primeiro, ela leva um corpete de seda, e tenta matar a garota
apertando o corpete bem forte. Não funciona, então ela volta com um pente
envenado e tenta a matar penteando seus cabelos. Na terceira vez ela vai com a
maçã envenenada.
Dessa vez os sete anões chegaram tarde demais e nada fez a Branca de Neve
acordar. Como sua aparência ainda era boa e ela tinha bochechas coradas, eles
não tiveram coragem de a enterrar e fizeram uma cripta de vidro para ela.
Um dia um príncipe viu a cripta com a princesa e quis comprá-la dos anões. Os
anões se recusaram a vendê-la, mas acabaram dando para o príncipe com pena,
pois ele pediu muito. O príncipe tinha empregados para carregarem a cripta,
mas um deles tropeçou e caiu, derrubando o caixão de vidro. Com a queda,
Branca de Neve cospiu o pedaço de maçã envenenada e voltou à vida.
O príncipe e Branca de Neve planejam então uma festa de casamento e convidam
a madrasta má (que não sabe que Branca é a noiva). Ela se arruma e quando se
olha no espelho e pergunta, descobre que Branca está viva. Ela decide ir ao
casamento mesmo assim e fica apavorada quando vê que a noiva realmente é
Branca de Neve.
Então, colocam um par de sapatos de ferro na brasa. Tiram da brasa e vestem
na madrasta, a fazendo dançar até cair morta.
Cinderela
Cinderela é um conto bastante antigo, com versão grega antes de Cristo e registros na
China nos anos 800. Acredita-se que é a história com mais versões, centenas! Em muitas
delas, Cinderela foge de seu pai, que quer casar-se com a própria filha pois esta lhe
lembra sua falecida esposa.
Assim como A Bela Adormecida, as duas versões mais conhecidas da história foram de
Charles Perrault e dos Irmãos Grimm. A versão que conhecemos e que a Disney usou
tem mais a ver com a de Perrault , que possui uma fada madrinha que transforma uma
abóbora em carruagem. Abaixo a versão dos irmãos Grimm.
Pai, mãe e filha eram uma família feliz até que a mãe ficou muito doente. Ela
chamou a filha e disse-lhe para plantar uma árvore em seu túmulo, e sempre
que precisasse de algo, fosse lá chacoalhar a árvore. Ela plantou e regou com suas
lágrimas.
Algum tempo depois o pai se casou com outra mulher, que já tinha duas filhas
más que apelidaram a menina de Cinderela. A madrasta logo botou a menina para
trabalhar como empregada.
Um dia, o rei anunciou 3 bailes e Cinderela foi obrigada a ajudar as irmãs a se
arrumar para o primeiro baile. Ela não tinha vestido e tinha que separar lentilhas
antes que as irmãs voltassem. Depois que elas sairam para o baile, dois pássaros
bateram na janela e se ofereceram pra ajudar Cinderela com as lentilhas.
No dia seguinte as irmãs contaram do baile para Cinderela (que tinha visto tudo
da janela). E na mesma noite, teve outro baile. Dessa vez Cinderela não pôde ir pq
teve que separar sementes. Os pássaros novamente a ajudaram.
Quando eles acabaram, os pássaros disseram pra ela ir ao túmulo da mãe, ela
sacudiu a árvore e ganhou um esplêndido vestido prata com acessórios. Mas ela
tinha que voltar antes da meia-noite. Ela voltou pra casa e encontrou uma
carruagem com serventes e cavalos para levá-la ao baile.
Assim que dançou com ela o príncipe percebeu que ela seria sua esposa. Antes da
meia-noite ela voltou para casa.
No dia seguinte as irmãs más contaram sobre a misteriosa princesa que dançou
com o príncipe. E na mesma noite haveria o 3º baile. Cinderela teve que ficar
separando ervilhas e novamente os pássaros a ajudaram e ela chacoalhou a
árvore de sua mãe.
Dessa vez, Cinderela ganhou um vestido dourado com pedras preciosas e
sapatilhas feitas de ouro. O príncipe já a esperava na escadaria e dessa vez fez
muitas perguntas à seu respeito.
Cinderela quase perdeu o horário e teve que sair correndo, perdeu um dos
sapatinhos e ainda perdeu a carona, ficando no meio da rua com suas roupas
velhas.
O príncipe não a viu, mas encontrou seu sapatinho de ouro e proclamou que se
casaria com a pessoa cujo pé coubesse nele.
Chegou a vez das irmãs experimentarem. A madrasta as chamou e disse que se o
sapatinho não coubesse, elas deveriam usar uma faca e cortar um pedaço de
seus pés. A irmã mais velha experimentou e não serviu, então cortou seu
calcanhar e o sapatinho serviu. O príncipe já estava levando ela para o castelo
quando os pássaros amigos de Cinderela cantaram dizendo que tinha sangue no
sapato. O príncipe viu e levou a impostora para casa.
Então a segunda irmã experimentou os sapatos e precisou cortar os dedinhos
para servir. Novamente o príncipe estava levando ela pro castelo e os pássaros
deduraram o sangue.
O príncipe voltou para a casa e perguntou se havia outra garota. A madrasta não
queria, mas ele a fez chamar Cinderela. O sapatinho serviu e ele reconheceu sua
noiva. Eles vão se casar e quando as irmãs vão para assistir, os pássaros bicam
seus olhos e elas ficam cegas.
Cinderela
Esse é um dos contos de fadas mais antigos já registrados, e com a maior quantidade de
variações também (+ou-700). Algumas versões envolvendo um peixe gigante no lugar da
fada madrinha datam de 850 AD! Em outras histórias, a fada madrinha é na verdade uma
árvore que nasce sobre o túmulo da mãe da Cinderela.
Uma das modificações mais brutais ocorre no momento em que as irmãs malvadas
tentam calçar os sapatos de cristal para enganar o príncipe. Numa versão bem bizarra da
história, uma delas CORTA fora seus dedos do pé para vestir o sapatinho e assim enganar
o príncipe. Mas ela é desmascarada pelos pássaros amigos da Cinderela, que mostram ao
príncipe o sangue escorrendo pelos sapatinhos, e depois, como vingança, arrancam os
olhos das duas irmãs que terminam suas vidas cegas e mancas.
Há ainda uma outra versão (na verdade, ela é tão diferente que alguns nem a consideram
como uma versão e sim um tipo de CINDERELLA ORIGINS) onde a Cinderela era filha
de um rei viúvo (algumas vezes, a própria Cinderela foi quem matou a mãe) que jurou
nunca mais se casar, a não ser que encontre uma mulher tão bela quanto a falecida
esposa, que tivesse os cabelos cor de ouro, e que conseguisse calçar os mesmos sapatos
da finada (fetiche por pés sacou!?). Acaba que sua filha (Cinderela) preenche todos os
requisitos, como 2 e 2 são 4, nada mais lógico que ele se casar com a própria filha.
Ela, por sua vez, na tentativa de fugir do casamento com seu próprio pai velho, barrigudo
e incestuoso, foge pelo mar num armário de madeira (eu também achei estranho, mas
fazer o que, os caras eram criativos, oras). No final ela consegue fugir, mas acaba do
outro lado do mundo trabalhando como escrava na casa das irmãs malvadas, e daí pra
frente começa a historia que vocês conhecem.
A Pequena Sereia
O conto é de 1837 e autoria de Hans Christian Andersen. A Disney usou essa versão mas
trocou o final trágico por outro feliz…
Esse era o único conto que eu já conhecia pq tinha visto na TV Cultura, no programa O
Teatro Dos Contos De Fadas.
A pequena sereia possuia 5 lindas irmãs mais velhas, filhas do Rei do Mares.
Quem cuidava das 6 meninas era a avó. E quando elas completavam 15 anos
ganhavam a permissão de ir à superfície.
Na sua ida à superfície, a pequena sereia se apaixona por um príncipe de um navio
(e o salva qdo o navio afunda). Ela vai atrás da bruxa do mar para ganhar pernas,
mas sob algumas condições: ela perderá a voz, a cada passo sentirá dor como se
pisasse em facas e por fim, se o príncipe não se casar com ela, ela estará
condenada a virar espuma do mar.
Depois da transformação ela se aproxima do príncipe e ele passa a amar, mas
como se ama uma criança e não uma esposa.
Algum tempo depois, um casamento é arranjado entre o príncipe e uma princesa
de um reino próximo. Ele confunde a princesa com sua salvadora e fica noivo
dela.
No dia antes do casamento, as irmãs da sereia aparecem. Elas deram seus cabelos
para a bruxa em troca de uma faca, que se cravada no coração do príncipe, dará
a chance de a pequena sereia continuar viva e voltar a ser sereia como antes. Mas
a pequena sereia não tem coragem de realizar tal ato e acaba virando espuma do
mar.
A Bela e A Fera
A história de Andrew Lang de 1889 se difere bem pouco da história que nós conhecemos.
Nela, não há objetos mágicos nem inimigo da Fera. Em uma outra versão, a Fera é
descrita como alguém que se parece com uma cobra.
Nessa história o mercador tem outras duas filhas interesseiras e três filhos além
de Bela. Qdo o mercador viaja, elas pedem coisas caras e Bela pede apenas uma
rosa vermelha. No meio da jornada o mercador encontra um castelo, lá dentro ele
tem tudo que precisa, como comida e lareira pra se aquecer. Mas quando vai
embora, rouba uma rosa para sua filha. Então a Fera aparece e fica furiosa e diz
que só o perdoa se ele lhe trouxer uma de suas filhas.
O mercador volta para casa e Bela é a filha que se oferece para ficar com Fera.
Chega no castelo pensando que vai ser devorada mas ele a trata como uma
princesa. Além disso, Fera deixa o mercador encher dois baús com riquezas e
levar para sua casa.
Toda noite a Fera pede Bela em casamento e ela recusa. Um dia Bela pede para
ir visitar seu pai, pois está preocupada e com saudade. A Fera deixa, mas a Bela
deve voltar em dois meses, do contrário a Fera morrerá.
Um dia Bela sonha com a Fera morrendo e se assusta e resolve voltar na mesma
hora. Quando chega no castelo a Fera está realmente morrendo e Bela percebe o
quanto o ama e diz. Então ele acorda e a pede novamente em casamento. Qdo ela
aceita, ele se transforma em um lindo príncipe.
Chapeuzinho Vermelho
Na versão de 1889 de Charles Perrault, o conto termina com o lobo comendo
Chapeuzinho. Não há caçador pra ajudar.
Já na versão de 1884, dos Irmãos Grimm, o caçador vai à casa da vovó, vê o lobo
dormindo e então usa uma tesoura para abrir a barriga dele e tirar as duas de dentro.
Antes que o lobo acorde, a Chapeuzinho enche sua barriga com pedras pesadas. Assim
que ele acorda, tenta correr e não consegue por causa do peso, então, cai morto.
Chapeuzinho Vermelho
A história atual todos nós conhecemos: Chapeuzinho Vermelho, lobo mau, vovozinha e
lenhador… Não preciso explicar certo!? Mas, na história original o lenhador não existe,
na verdade a Chapeuzinho e sua vovó são devoradas e pronto, parou por ai, nada de final
feliz aqui. Em outra versão ainda mais antiga, a Chapeuzinho faz um strip tease pro Lobo
(que às vezes era representado por um lobisomem ou um ogro) para assim poder fugir
enquanto ele esta “distraído”. Existe ainda uma versão mais bizarra da história, onde o
Lobo estripa a Vovó e obriga a Chapeuzinho a jantá-la com ele. A Chapeuzinho, que não
é besta, diz que precisa ir ao banheiro (que naquela época ficava do lado de fora das
casas) e fugia. Percebam que, em todas as versões que citei, o Lobo sempre se dá bem no
final, de uma forma ou de outra.
Os Três Porquinhos
Na versão de 1890, de Joseph Jacobs, os dois primeiros porquinhos são comidos pelo
Lobo Mau. Quando o lobo invade a 3ª casa pela chaminé, ele cai num caldeirão de água
fervente e morre. O 3º porquinho aproveita e faz um ensopado, e come o lobo.
OS TRÊS PORQUINHOS
Três porquinhos (pra não passar por aquilo do Era uma vez de novo) haviam deixado sua
mamãe e seu papai para ver o mundo.
Durante todo o verão, eles andaram pela floresta e pelas serras e montanhas, brincando e
se divertindo. Ninguém era mais feliz que estes três porquinhos e eles faziam amizades
com todos facilmente.
Onde quer que fossem, eles eram bem-vindos, mas, com a chegada do fim do verão, eles
perceberam que o pessoal voltava a seus trabalhos, se preparando para o inverno. O
outono veio e começou a chover. Os três porquinhos começaram a sentir a necessidade de
um lar. Tristes, eles sabiam que a diversão havia terminado e que tinham que trabalhar
como os outros ou seriam deixados no frio e na chuva, sem teto sobre suas cabeças. Eles
conversaram sobre o que fazer, mas cada um ficou por si. O mais preguiçoso disse que
faria a dele de palha.
Vai demorar apenas um dia! – ele disse. Os outros discordaram.
É muito frágil. – eles diziam desaprovando, mas ele se recusou a ouví-los.
Não tão preguiçoso, o segundo porquinho foi a procura de tábuas de madeira.
Tum! Tum! Tum! – Demorou dois dias para que as pregasse juntos. Mas o terceiro
porquinho não gostou da casa de madeira.
Esse não é o jeito de se montar uma casa! – ele disse. – Leva tempo, paciência e
trabalho duro para montar uma casa que é forte o suficiente para aguentar o vento,
a chuva, a neve e, principalemnte, nos proteger do lobo!
Os dias se passaram e a casa do porquinho mais sábio tomou forma, tijolo por tijolo. De
tempos em tempos, os irmãos o visitavam, dizendo entre risadas:
Por quê você está trabalhando tanto? Por quê não sai para brincar? – Mas o
porquinho trabalhador sempre dizia “Não”.
Eu devo terminar minha casa primeiro. Ela precisa ser sólida e firme. E aí eu vou
brincar! – ele disse. – Eu não serei enganado por vocês! Aquele que ri por último,
ri melhor!”.
Foi o mais sábio que achou as pegadas de um grande lobo na vizinhança.
Os porquinhos fugiram para suas casas, com medo. Junto, veio o lobo, visando a
casa do porquinho mais preguiçoso.
Saia daí! – ordenou o lobo, com a boca cheia d’água. – Quero falar com você!
Eu prefiro ficar onde estou! – respondeu o porquinho com a voz fina.
Vou fazê-lo sair! – grunhiu o lobo, com raiva e, estufando seu peito, deu uma
grande inspirada. Sobrou com toda sua força, diretamente na casa. E toda a palha
do porquinho bobo que as juntou em mastros, caiu com a grande força.
[Chegou o que você esperava!] O porquinho, preso sobre as palhas, é pego pelo lobo e é
comido.
Assistindo a cena, o porquinho da casa da madeira fala consigo, em desespero, “Espero
que essa casa não caia! Vou encostar-me na porta para que ele não entre facilmente!”.
Do lado de fora, o lobo o ouviu. Ainda faminto, sob a idéia de uma segunda refeição a
caminho, ele soprou loucamente a porta.
Abra! Abra! Eu só quero falar com você! – dizia o lobo.
Do lado de dentro, o irmão chorava de medo e fez seu melhor para segurar a porta. Então
o lobo furioso se deu um novo esforço: puxou ainda mais ar e… WHOOOOO! A casa de
madeira foi a baixo. Mais uma vez, os componentes da estrutura caíram sobre o
porquinho, mas este conseguiu fugir. A caminho da casa de seu, agora, único irmão, ele
gritava:
Irmão! É o lobo! Ele veio atrás de nós e já pegou um de …!
E é interrompido pelo lobo, que o joga no chão e o mutila com os dentes. O porquinho
sábio assistiu a cena, sem pestanejar. O lobo o viu na janela e ficou feliz em saber que
ficaria totalmente satisfeito. Soprou, soprou e soprou uma terceira vez e nada.casa era
muito resistente. Analisando seus arredores, o lobo encontra as escadas. O sábio
porquinho havia imaginado isso e acendeu o fogo do caldeirão, deixando a água que ali
estava, fervente. O lobo pula para dentro, cai no caldeirão e morre.
Pensa que acabou? O terceiro porquinho, aproveitando, faz sopa com o corpo do lobo e
o come.
Cachinhos Dourados
Uma das versões conta sobre a invasão de uma raposa e não de uma menininha de
cachos dourados. Quando o ursão encontra a raposa na cama do ursinho, a joga pra fora
da casa com tanta força, que ela quebra todos os ossos.
Em outra versão igual a que nós conhecemos, em vez da menina, é uma velhinha
maltrapilha que invade a casa.
A história é cheia de números 3, e há ainda uma versão onde a invasora sofre 3 punições:
fogo, água e depois é atirada de uma torre.
Rumpelstiltskin
A história que nós conhecemos é a mesma dos Irmãos Grimm de 1889 , exceto pelo final.
Quando a rainha adivinha o nome de Rumpelstiltskin, ele fica tão nervoso que aterra seu
pé direito na terra até a cintura, pega seu pé esquerdo com as mãos e se rasga pela
metade.
João e Maria
Essa por si só já é assustadora, afinal, um pai que larga os filhos na floresta para morrer
de fome não é lá o tipo de coisa que se lê para crianças certo!? Mas, numa versão mais
antiga, a madrasta má, que pressiona o marido a lagar seus filhos na floresta, e a bruxa
má são a mesma pessoa. Achei isso bem esquisito, mas as duas personagens têm
personalidade bem similar. Outra alteração feita durante os anos foi com relação à própria
bruxa que, em certa versão da história, na verdade é um casal de demônios, e ao invés de
cozinhar João, eles querem estripa-lo num cavalete de madeira.
Quando o demônio “macho” sai para uma caminhada, a “demônia” manda Maria ajudar
João a subir no cavalete, assim, quando seu marido voltar, tudo já estaria preparado. A
esperta Maria finge não saber como colocar João deitado e pede para a “demônia”
mostrar como se faz. Quando ela deita no cavalete, João e Maria a amarram ela e
rapidamente cortam sua garganta. Depois fogem levando o dinheiro e a carroça do pobre
casal de demônios.
O Flautista de Hamelin
Nessa historia, um tocador de flautas mágico é contratado por uma cidade para livra-la de
uma infestação de ratos. Ele cumpre seu papel, mas quando volta para receber seu tão
suado dinheirinho, a cidade se recusa a pagar. Daí, como vingança, ele usa os poderes de
sua flauta para raptar todas as crianças da cidade e só as devolve após receber seu
pagamento. Até aqui tudo bonito, mensagem positiva e uma moral no fim da historia.
Mas, o conto original não é bem assim. Nele, o encantador não devolve as crianças
depois de receber da relutante cidade. Na verdade ele faz com que elas todas se afoguem
num rio. E, em algumas versões ainda mais antigas, há referencias a pedofilia em massa
dentro de uma caverna escura.
A HISTÓRIA ORIGINAL DE RAPUNZEL
Bem, então vamos falar também da versão adulta de Rapunzel. "Rapunzel" é uma palavra
derivada da palavra alemã para rabanete, comida favorita da mãe de Rapunzel. Esta mãe
convence seu marido a entrar num jardim proibido e roubar rabanetes. Ela quer
desesperadamente o vegetal - sintoma de sua gravidez. O jardim é propriedade de uma
feiticeira, que apanha do marido roubando. O marido explica a situação e, em vez de
punição, oferece a feiticeira o bebê Rapunzel logo que nascer para o pagamento da
transgressão.
A vida com sua nova mãe é boa até Rapunzel fazer doze anos. Então a feiticeira coloca
Rapunzel em uma torre alta, que é impossível subir sem ajuda. Felizmente, Rapunzel tem
um cabelo anormalmente comprido: quando a feiticeira visita Rapunzel para levar
comida (e, presumivelmente, muito shampoo), a feiticeira fica ao pé da torre e grita:
"Rapunzel, Rapunzel, deixe o seu cabelo, para que eu possa subir a escada de ouro".
Rapunzel joga fora o cabelo e a feiticeira sobe a torre.
Um dia, um príncipe errante ouve Rapunzel cantando dentro de sua torre. Ele se esgueira
para cima e vê a feiticeira chamando para subir a torre. Após a feiticeira sair, ele fica na
torre, diz a fala da feiticeira e sobe cabelos de Rapunzel. Assim começa um namoro
regular, e depois de algumas visitas e muito sexo, Rapunzel fica grávida. Não sabendo
sobre os mistérios da gravidez e do parto, ela comete um erro. Na visita seguinte da
feiticeira, Rapunzel pergunta porque o vestido está crescendo tão apertado em volta de
seu estômago.
Na raiva, feiticeira corta o cabelo de Rapunzel e expulsa-a para um deserto nas
proximidades. A feiticeira aguarda na torre o príncipe retornar. Quando o príncipe vem e
sobe o cabelo, ele fica frente a frente com a feiticeira. Com medo e depressão de ter
perdido Rapunzel, ele pula da torre, e cai em um espinheiro. Os espinhos perfuram seus
olhos e e ele fica cego. Ele sai errante por uma floresta, lamentando sua má sorte e
provavelmente fica sempre muito deprimido quando esbarra em árvores.
Rapunzel e o príncipe passeam separadamente por um tempo. Eventualmente, eles
chegam perto o suficiente, porque um dia o Príncipe ouve Rapunzel cantando, assim
como quando ele encontrou sua torre. Eles se reúnem, e as lágrimas de Rapunzel de
alegria molham os olhos do príncipe, curando sua cegueira. O príncipe leva Rapunzel de
volta ao seu reino. Neste ponto, podemos supor que a situação é "felizes para sempre", já
que nada mais é dito sobre o que acontece a feiticeira ou aos filhos de Rapunzel.
OS 10 CONTOS DE FADAS MAIS MACABROS DE TODOS OS TEMPOS
http://utilidadespublicas.wordpress.com/2009/02/20/os-10-contos-de-fada-mais-
macabros-de-todos-os-tempos/
10º. O Gaiteiro de Hamelin:
No Conto do Gaitero, nos temos uma cidade infestada por ratos .Um homem chega
vestido com roupas de gaiteiro (um caleidoscópio de cores) e se oferece para livrar a
cidade dos vermes. Os aldeões concorda em pagar uma grande soma de dinheiro se o
flautista puder fazer isso – e ele faz. Ele toca música em sua gaita, o que atrai todos os
ratos para fora da cidade. Quando ele retorna para o pagamento os aldeões não pagam o
combinado, então o gaiteiro leva todas as crianças da cidade também.
Nas suas mais modernas variantes, o flautista atrai as crianças a uma gruta fora da cidade
e quando os aldeões finalmente concordam em pagar, ele manda-as de volta. No original
mais sinistro, o flautista leva as crianças a um rio onde todos eles se afogam (excepto um
rapaz que coxo não podia acompanha-los). Alguns modernos estudiosos dizem que há
conotações de pedofilia nesse conto de fadas.
9º. Chapéuzinho Vermelho:
A versão deste conto com que a maioria de nós está familiarizados acaba com
Chapéuzinho vermelho a ser salva pelo lenhador que mata o lobo mau. Mas, na verdade,
a versão original em francês (por Charles Perrault) no conto não foi tão simpática.
Nesta versão, a menina é uma mocinha bem educada que recebe falsas instruções pelo
lobo quando ela pergunta o caminho para sua avós. A Chapéuzinho Vermelho segue os
conselhos do lobo acaba sendo devorada. E aqui acaba a história. Não há lenhador – não
há avó – só um lobo gordo e uma Chapéuzinho Vermelho morta. A moral desta história é
não seguir conselhos de estranhos.
8º. A Pequena Sereia:
A versão 1989 da Pequena Sereia poderia ser melhor conhecido como “A grande
mentira!” Na versão Disney, o filme termina com Ariel sendo transformada em um ser
humano, para que ela possa casar com Eric. Eles casam num um casamento maravilhoso
com a participação de seres humanos e marinhos.
Mas, na primeira versão por Hans Christian Andersen, a sereia vê o Príncipe casar com
uma princesa e ela se desespera. É-lhe oferecida uma faca com a qual a pode esfaquear o
príncipe, mas em vez de o fazer ela saltou para o mar e morre, transformando-se em
espuma. Hans Christian Andersen modificado ligeiramente o final para o tornar mais
agradável. Em seu novo final, em vez de morrer, quando se transforma em espuma , ela
transforma-se numa “filha do ar” à espera de ir para o céu – por isso, francamente, ela
ainda está morta, para todos os efeitos.
7º. Branca de Neve:
No conto da Branca de Neve com o qual todos conhecemos, a Rainha pede a um caçador
para matá-la e trazer de volta o seu coração como prova. Em vez disso, o caçador não
pode mata-la e retorna com o coração de um javali. Agora, felizmente a Disney não fez
muito dano a este conto, mas eles deixaram de fora um importante elemento original.
No conto original, a Rainha realmente pede o fígado de Branca de Neve e os pulmões,
que vão ser servido ao jantar naquela noite! Também na versão original, Branca de Neve
acorda quando ela é empurrada pelo cavalo do príncipe quando ele a carrega para o seu
castelo – não por um beijo mágico. O que o príncipe queria fazer com uma rapariga
morta eu deixo para a vossa imaginação. Oh – na versão Grimm, o conto termina com a
rainha sendo forçada a dançar até a morte em sapatos em brasa!
6º. Bela Adormecida:
Na versão original, a encantadora princesa é adormecida quando pica o dedo numa
agulha .Ela dorme por cem anos, até um um príncipe finalmente chegar, beija-la e
desperta-la .Eles apaixonam-se, casam e vivem felizes para sempre. Mas, infelizmente, o
conto original não é tão doce (na verdade, você tem que ler isso para acreditar.)
No original, a jovem é colocada para dormir por causa de uma profecia, ao invés de uma
maldição. E não é o beijo de um príncipe que acorda: o rei ao vê-la dormindo, e gostando
do que vê , estupra-a . Após nove meses ela dá à luz a duas crianças (enquanto ela ainda
está dormindo). Uma das crianças chupa o dedo, que remove o pedaço de linho que
estava a mantê-la dormindo. Ela acorda estuprada e mãe de dois filhos.
5º. Rumpelstiltskin:
Este conto é um pouco diferente dos outros, porque foi modificado pelo autor o original
para torná-lo mais macabro.
Na versão original do conto, Rumpelstiltskin transforma palha em ouro para uma jovem
que enfrenta a morte a não ser que ela consiga fazer isso. Em troca, ele pede-a seu
primeiro filho. Ela concorda – mas quando chega o dia para entregar a criança, ela não
consegue. Rumpelstiltskin diz a ela que ele vai deixá-la fora do negócio, se ela adivinhar
o seu nome . Ela ouve-o cantar o seu nome perto do fogo e por isso ela adivinha-o
corretamente. Rumpelstiltskin, furioso, corre longe, para nunca mais ser visto. Mas, na
versão atualizada, as coisas são um pouco maia confusas. Rumpelstiltskin fica tão irritado
que ele bate o seu pé direito no solo. Ele então pega a sua perna esquerda e rasga-se no
meio, o que o mata.
4º.Cachinho de Ouro e os Três Ursos:
Neste conto, ouvimos falar da linda Cachinho de Ouro que encontra a casa dos 3 ursos.
Ela entra e come a sua comida, se senta nas sua cadeira e, finalmente, dorme na cama do
urso mais pequeno. Quando os ursos voltam para casa eles encontram-na a dormir – ela
acorda e escapa para fora pela janela aterrorizada.
Na versão original (que na datas de 1837), tem duas variações possíveis. Na primeira, os
ursos e encontrar Cachinho de Ouro e comem-na. Na segunda, Cachinho de ouro é na
realidade uma velha bruxa que salta para fora de uma janela quando os ursos a acordam .
A história acaba por dizendo que ela ou quebrou o pescoço ou foi presa por
vagabundagem e mandada para a “Casa de Correção”.
3º. João e Maria:
A versão conhecida de Hansel e Gretel, fala de duas criancinhas que ficam perdidas na
floresta, até encontrar seu caminho para uma casa de gengibre e doces que pertence a
uma bruxa. As crianças acabam escravizados por um tempo em que a bruxa as prepara
para comer. Eles encontram a saídas, atiram a bruxa no fogo e fogem.
Na versão francesa anterior deste conto (Chamado The Lost Children – As Crianças
Perdidas), em vez de uma bruxa, temos um demónio. Agora o demónio é enganado pelas
crianças (da mesma forma que Hansel e Gretel), mas resolve isso e põe um chicote para
fazer uma criança sangrar (isto não é um erro – ele realmente faz isso). As crianças
fingem não saber como chegar ao chicote portanto a mulher do demónio demonstra.
Enquanto ela está deitada, as crianças cortam a sua garganta e escapam.
2º. A Garota Sem Mãos:
Francamente, a versão revista deste conto de fadas não é muito melhor que o original,
mas há diferenças suficientes para incluí-lo aqui.
Na nova versão, a um pobre homem é oferecido muita riqueza pelo diabo se ele lhe der o
que está atrás de seu moinho… O pobre homem pensa que é uma macieira e concorda –
mas é a sua própria filha. O diabo tenta levar a filha, mas não pode porque ela é pura.
Então ele exige levar o pai, a menos que a filha permita que o seu pai corte as suas mãos.
Ela concorda e o pai corta as mãos dela. Isso não é particularmente simpático, mas é um
pouco pior em algumas das variantes anteriores em que a menina corta as suas próprias
mãos para ficar feia para o irmão que está tentando estuprá-la . Em outra variante, o pai
corta fora a mão da filha, porque ela se recusa a fazer sexo com ele.
1º. Cinderela:
No conto de fadas moderno temos a linda Cinderela apaixonada pelo príncipe e as irmãs
más casando com dois senhores – com todo mundo feliz para sempre. O conto de fadas
tem suas origens no por volta do Século I A.C, quando a heroína de Strabo se chamava
Rhodopis, e não Cinderela. A história era muito semelhante à moderna, com a exceção do
sapatos de vidro e da carruagem de abóbora.
Mas, por trás da história bonita há uma variante mais sinistra do que a dos Irmãos
Grimm: nesta versão, as desagradável irmãs más cortam partes de seus próprios pés, para
servir nos sapatos de cristal – esperando enganar o príncipe. O príncipe é alertado para o
tramóia por dois pombos que bicam os olhos da irmãs . Elas acabam passando o resto de
suas vidas como pedintes cegas enquanto Cinderela vivi no luxooso palácio do príncipe.

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  • 1. A verdade e a origem dos contos de fadas A Bela Adormecida O conto original de A Bela Adormecida (Belle au bois Dormant) foi escrito pelo francês Charles Perrault em 1697 e depois ganhou uma versão dos alemães Irmãos Grimm (com o nome Little Brier-Rose). Mas antes disso, em 1634, o italiano Giambattista Basile havia publicado um conto muito semelhante chamado Sol, Lua e Tália (Sun, Moon, and Talia) que foi a inspiração de Perrault e do conto que conhecemos. Uma farpa de linho entra sob a unha da princesa Tália e ela imediatamente cai morta. O rei coloca sua filha em uma cadeira de veludo do palácio, tranca e parte para sempre, pra apagar a lembrança de sua dor. Algum tempo depois, outro rei estava por ali caçando e encontra Tália. Ele apaixona-se por sua beleza mas como não consegue acordá-la, a estupra e vai embora. Nove meses depois Tália dá a luz a gêmeos, Sol e Lua, mas continua adormecida. Um dia um dos bebês não encontra seu seio para mamar e coloca a boca no dedo da mãe e suga. Suga com tanta força, que extrai a farpa e faz despertar. Um dia o rei lembra de “sua aventura” com Tália e resolve ir visitá-la. A esposa do rei descobre o caso e manda cozinhar as duas crianças e serví-las para o rei. Mas o cozinheiro prepara cabritos no lugar. Depois a rainha manda buscar Tália para lançá-la ao fogo, mas o rei chega e lança a própria esposa no lugar de Tália. Ele casa-se com Tália e vive com ela e seus filhos. No conto original ela chamava Tália, na versão de Perrault o nome da princesa era omitido e em 1888, quando Tchaikovsky compôs o balé de A Bela Adormecida, ele nomeou a princesa como Aurora, inspirado pelo nome de sua mãe. O filme da Disney foi lançado em 1959 e é baseado na versão de Perrault. A maior parte da trilha sonora do filme são adaptações das canções do balé de Tchaikovsky. A Bela Adormecida Essa sim tem um passado bizarro. Nas primeiras versões, ao invés de espetar o dedo numa agulha e cair desacordada, a Bela Adormecida tinha uma “farpa” encravada debaixo da unha. Parece uma mudança pequena, mas ela nos leva ao ponto que realmente importa. Nessa mesma versão, o Príncipe não é tão encantado assim, e resolve, digamos… se satisfazer na Bela ainda adormecida. Depois de satisfeito, ele simplesmente vai embora (o enfermeiro tarado de Kill Bill não foi tão inteligente e acabou morto). Nove meses depois, a adormecida dá luz a gêmeos que, em busca de leite acabam acidentalmente chupando o dedo dela, retirando assim a farpa amaldiçoada. E a coisa não para por ai, o Príncipe que a engravidou (estuprou) continuou voltando (se é que vocês me entendem) durante os nove meses. Quando ele chegou lá e encontrou a Bela, já não mais adormecida e com duas crianças, ele decidiu se casar com ela (pelo menos isso, né?), mas ele não poderia levá-la ao seu castelo, pois sua mãe era uma OGRA! (o feminino de ogro é ogra?) que tinha o hábito de comer qualquer criança que aparecesse em seu caminho.
  • 2. Por isso ele esperou alguns anos até que seu pai morresse e ele virasse rei para aí então poder levar sua mulher para seu reino. E assim aconteceu, mas na primeira viagem que ele fez, sua mãe ogra resolveu fazer o que todo ogro tem que fazer: comer seus dois netos. E não satisfeita, também sua nora. Mas, com a ajuda do cozinheiro a Bela Acordada conseguiu se esconder até o retorno de seu marido (Rei “half-ogro”), que quando ficou sabendo dos planos de sua mãe (ogra) mandou mata-la. Bonito né!? Em outras versões, o Príncipe na verdade já era rei, e a mãe ogra era a esposa do rei, o resto é bem parecido. A esposa ciumenta quer, como vingança, comer (no sentido alimentício) os dois filhos bastardos do rei, mas acaba sendo descoberta e é queimada viva numa fogueira. Moral da história, se você for uma ogra, não tente comer seus netos. Ou ainda, se vocês for uma mulher adormecida no meio do bosque, use cinto de castidade, ou ainda, não espete seu dedo numa agulha amaldiçoada! Branca de Neve e os Sete Anões O conto da Branca de Neve ficou popular através da versão dos Irmãos Grimm (com o nome Little Snow-White), que haviam ouvido a história de duas irmãs chamadas Jeannette e Amalie Hassenpflug.A rainha em algumas histórias é sua mãe. Branca de Neve tinha 7 anos quando provocou a ira da rainha-madrasta por causa de sua beleza. Então a rainha convoca um caçador e pede que leve Branca de Neve para a floresta e a mate, trazendo seus pulmões e seu fígado para provar a morte. O caçador tem pena de Branca de Neve e a deixa fugir, levando pra rainha os órgãos de um javali. Então a rainha come os órgãos. Enquanto isso, Branca de Neve acha a casa dos anões e em troca de lavar, passar, costurar, limpar e arrumar a casa, eles a deixam ficar. Ao descobrir que Branca de Neve ainda está viva, a rainha vai até a casa dos anões 3 vezes. Primeiro, ela leva um corpete de seda, e tenta matar a garota apertando o corpete bem forte. Não funciona, então ela volta com um pente envenado e tenta a matar penteando seus cabelos. Na terceira vez ela vai com a maçã envenenada. Dessa vez os sete anões chegaram tarde demais e nada fez a Branca de Neve acordar. Como sua aparência ainda era boa e ela tinha bochechas coradas, eles não tiveram coragem de a enterrar e fizeram uma cripta de vidro para ela. Um dia um príncipe viu a cripta com a princesa e quis comprá-la dos anões. Os anões se recusaram a vendê-la, mas acabaram dando para o príncipe com pena, pois ele pediu muito. O príncipe tinha empregados para carregarem a cripta, mas um deles tropeçou e caiu, derrubando o caixão de vidro. Com a queda, Branca de Neve cospiu o pedaço de maçã envenenada e voltou à vida. O príncipe e Branca de Neve planejam então uma festa de casamento e convidam a madrasta má (que não sabe que Branca é a noiva). Ela se arruma e quando se olha no espelho e pergunta, descobre que Branca está viva. Ela decide ir ao casamento mesmo assim e fica apavorada quando vê que a noiva realmente é Branca de Neve. Então, colocam um par de sapatos de ferro na brasa. Tiram da brasa e vestem na madrasta, a fazendo dançar até cair morta.
  • 3. Cinderela Cinderela é um conto bastante antigo, com versão grega antes de Cristo e registros na China nos anos 800. Acredita-se que é a história com mais versões, centenas! Em muitas delas, Cinderela foge de seu pai, que quer casar-se com a própria filha pois esta lhe lembra sua falecida esposa. Assim como A Bela Adormecida, as duas versões mais conhecidas da história foram de Charles Perrault e dos Irmãos Grimm. A versão que conhecemos e que a Disney usou tem mais a ver com a de Perrault , que possui uma fada madrinha que transforma uma abóbora em carruagem. Abaixo a versão dos irmãos Grimm. Pai, mãe e filha eram uma família feliz até que a mãe ficou muito doente. Ela chamou a filha e disse-lhe para plantar uma árvore em seu túmulo, e sempre que precisasse de algo, fosse lá chacoalhar a árvore. Ela plantou e regou com suas lágrimas. Algum tempo depois o pai se casou com outra mulher, que já tinha duas filhas más que apelidaram a menina de Cinderela. A madrasta logo botou a menina para trabalhar como empregada. Um dia, o rei anunciou 3 bailes e Cinderela foi obrigada a ajudar as irmãs a se arrumar para o primeiro baile. Ela não tinha vestido e tinha que separar lentilhas antes que as irmãs voltassem. Depois que elas sairam para o baile, dois pássaros bateram na janela e se ofereceram pra ajudar Cinderela com as lentilhas. No dia seguinte as irmãs contaram do baile para Cinderela (que tinha visto tudo da janela). E na mesma noite, teve outro baile. Dessa vez Cinderela não pôde ir pq teve que separar sementes. Os pássaros novamente a ajudaram. Quando eles acabaram, os pássaros disseram pra ela ir ao túmulo da mãe, ela sacudiu a árvore e ganhou um esplêndido vestido prata com acessórios. Mas ela tinha que voltar antes da meia-noite. Ela voltou pra casa e encontrou uma carruagem com serventes e cavalos para levá-la ao baile. Assim que dançou com ela o príncipe percebeu que ela seria sua esposa. Antes da meia-noite ela voltou para casa. No dia seguinte as irmãs más contaram sobre a misteriosa princesa que dançou com o príncipe. E na mesma noite haveria o 3º baile. Cinderela teve que ficar separando ervilhas e novamente os pássaros a ajudaram e ela chacoalhou a árvore de sua mãe. Dessa vez, Cinderela ganhou um vestido dourado com pedras preciosas e sapatilhas feitas de ouro. O príncipe já a esperava na escadaria e dessa vez fez muitas perguntas à seu respeito. Cinderela quase perdeu o horário e teve que sair correndo, perdeu um dos sapatinhos e ainda perdeu a carona, ficando no meio da rua com suas roupas velhas. O príncipe não a viu, mas encontrou seu sapatinho de ouro e proclamou que se casaria com a pessoa cujo pé coubesse nele. Chegou a vez das irmãs experimentarem. A madrasta as chamou e disse que se o sapatinho não coubesse, elas deveriam usar uma faca e cortar um pedaço de seus pés. A irmã mais velha experimentou e não serviu, então cortou seu
  • 4. calcanhar e o sapatinho serviu. O príncipe já estava levando ela para o castelo quando os pássaros amigos de Cinderela cantaram dizendo que tinha sangue no sapato. O príncipe viu e levou a impostora para casa. Então a segunda irmã experimentou os sapatos e precisou cortar os dedinhos para servir. Novamente o príncipe estava levando ela pro castelo e os pássaros deduraram o sangue. O príncipe voltou para a casa e perguntou se havia outra garota. A madrasta não queria, mas ele a fez chamar Cinderela. O sapatinho serviu e ele reconheceu sua noiva. Eles vão se casar e quando as irmãs vão para assistir, os pássaros bicam seus olhos e elas ficam cegas. Cinderela Esse é um dos contos de fadas mais antigos já registrados, e com a maior quantidade de variações também (+ou-700). Algumas versões envolvendo um peixe gigante no lugar da fada madrinha datam de 850 AD! Em outras histórias, a fada madrinha é na verdade uma árvore que nasce sobre o túmulo da mãe da Cinderela. Uma das modificações mais brutais ocorre no momento em que as irmãs malvadas tentam calçar os sapatos de cristal para enganar o príncipe. Numa versão bem bizarra da história, uma delas CORTA fora seus dedos do pé para vestir o sapatinho e assim enganar o príncipe. Mas ela é desmascarada pelos pássaros amigos da Cinderela, que mostram ao príncipe o sangue escorrendo pelos sapatinhos, e depois, como vingança, arrancam os olhos das duas irmãs que terminam suas vidas cegas e mancas. Há ainda uma outra versão (na verdade, ela é tão diferente que alguns nem a consideram como uma versão e sim um tipo de CINDERELLA ORIGINS) onde a Cinderela era filha de um rei viúvo (algumas vezes, a própria Cinderela foi quem matou a mãe) que jurou nunca mais se casar, a não ser que encontre uma mulher tão bela quanto a falecida esposa, que tivesse os cabelos cor de ouro, e que conseguisse calçar os mesmos sapatos da finada (fetiche por pés sacou!?). Acaba que sua filha (Cinderela) preenche todos os requisitos, como 2 e 2 são 4, nada mais lógico que ele se casar com a própria filha. Ela, por sua vez, na tentativa de fugir do casamento com seu próprio pai velho, barrigudo e incestuoso, foge pelo mar num armário de madeira (eu também achei estranho, mas fazer o que, os caras eram criativos, oras). No final ela consegue fugir, mas acaba do outro lado do mundo trabalhando como escrava na casa das irmãs malvadas, e daí pra frente começa a historia que vocês conhecem. A Pequena Sereia O conto é de 1837 e autoria de Hans Christian Andersen. A Disney usou essa versão mas trocou o final trágico por outro feliz… Esse era o único conto que eu já conhecia pq tinha visto na TV Cultura, no programa O Teatro Dos Contos De Fadas. A pequena sereia possuia 5 lindas irmãs mais velhas, filhas do Rei do Mares. Quem cuidava das 6 meninas era a avó. E quando elas completavam 15 anos ganhavam a permissão de ir à superfície. Na sua ida à superfície, a pequena sereia se apaixona por um príncipe de um navio
  • 5. (e o salva qdo o navio afunda). Ela vai atrás da bruxa do mar para ganhar pernas, mas sob algumas condições: ela perderá a voz, a cada passo sentirá dor como se pisasse em facas e por fim, se o príncipe não se casar com ela, ela estará condenada a virar espuma do mar. Depois da transformação ela se aproxima do príncipe e ele passa a amar, mas como se ama uma criança e não uma esposa. Algum tempo depois, um casamento é arranjado entre o príncipe e uma princesa de um reino próximo. Ele confunde a princesa com sua salvadora e fica noivo dela. No dia antes do casamento, as irmãs da sereia aparecem. Elas deram seus cabelos para a bruxa em troca de uma faca, que se cravada no coração do príncipe, dará a chance de a pequena sereia continuar viva e voltar a ser sereia como antes. Mas a pequena sereia não tem coragem de realizar tal ato e acaba virando espuma do mar. A Bela e A Fera A história de Andrew Lang de 1889 se difere bem pouco da história que nós conhecemos. Nela, não há objetos mágicos nem inimigo da Fera. Em uma outra versão, a Fera é descrita como alguém que se parece com uma cobra. Nessa história o mercador tem outras duas filhas interesseiras e três filhos além de Bela. Qdo o mercador viaja, elas pedem coisas caras e Bela pede apenas uma rosa vermelha. No meio da jornada o mercador encontra um castelo, lá dentro ele tem tudo que precisa, como comida e lareira pra se aquecer. Mas quando vai embora, rouba uma rosa para sua filha. Então a Fera aparece e fica furiosa e diz que só o perdoa se ele lhe trouxer uma de suas filhas. O mercador volta para casa e Bela é a filha que se oferece para ficar com Fera. Chega no castelo pensando que vai ser devorada mas ele a trata como uma princesa. Além disso, Fera deixa o mercador encher dois baús com riquezas e levar para sua casa. Toda noite a Fera pede Bela em casamento e ela recusa. Um dia Bela pede para ir visitar seu pai, pois está preocupada e com saudade. A Fera deixa, mas a Bela deve voltar em dois meses, do contrário a Fera morrerá. Um dia Bela sonha com a Fera morrendo e se assusta e resolve voltar na mesma hora. Quando chega no castelo a Fera está realmente morrendo e Bela percebe o quanto o ama e diz. Então ele acorda e a pede novamente em casamento. Qdo ela aceita, ele se transforma em um lindo príncipe. Chapeuzinho Vermelho Na versão de 1889 de Charles Perrault, o conto termina com o lobo comendo Chapeuzinho. Não há caçador pra ajudar. Já na versão de 1884, dos Irmãos Grimm, o caçador vai à casa da vovó, vê o lobo dormindo e então usa uma tesoura para abrir a barriga dele e tirar as duas de dentro. Antes que o lobo acorde, a Chapeuzinho enche sua barriga com pedras pesadas. Assim que ele acorda, tenta correr e não consegue por causa do peso, então, cai morto.
  • 6. Chapeuzinho Vermelho A história atual todos nós conhecemos: Chapeuzinho Vermelho, lobo mau, vovozinha e lenhador… Não preciso explicar certo!? Mas, na história original o lenhador não existe, na verdade a Chapeuzinho e sua vovó são devoradas e pronto, parou por ai, nada de final feliz aqui. Em outra versão ainda mais antiga, a Chapeuzinho faz um strip tease pro Lobo (que às vezes era representado por um lobisomem ou um ogro) para assim poder fugir enquanto ele esta “distraído”. Existe ainda uma versão mais bizarra da história, onde o Lobo estripa a Vovó e obriga a Chapeuzinho a jantá-la com ele. A Chapeuzinho, que não é besta, diz que precisa ir ao banheiro (que naquela época ficava do lado de fora das casas) e fugia. Percebam que, em todas as versões que citei, o Lobo sempre se dá bem no final, de uma forma ou de outra. Os Três Porquinhos Na versão de 1890, de Joseph Jacobs, os dois primeiros porquinhos são comidos pelo Lobo Mau. Quando o lobo invade a 3ª casa pela chaminé, ele cai num caldeirão de água fervente e morre. O 3º porquinho aproveita e faz um ensopado, e come o lobo. OS TRÊS PORQUINHOS Três porquinhos (pra não passar por aquilo do Era uma vez de novo) haviam deixado sua mamãe e seu papai para ver o mundo. Durante todo o verão, eles andaram pela floresta e pelas serras e montanhas, brincando e se divertindo. Ninguém era mais feliz que estes três porquinhos e eles faziam amizades com todos facilmente. Onde quer que fossem, eles eram bem-vindos, mas, com a chegada do fim do verão, eles perceberam que o pessoal voltava a seus trabalhos, se preparando para o inverno. O outono veio e começou a chover. Os três porquinhos começaram a sentir a necessidade de um lar. Tristes, eles sabiam que a diversão havia terminado e que tinham que trabalhar como os outros ou seriam deixados no frio e na chuva, sem teto sobre suas cabeças. Eles conversaram sobre o que fazer, mas cada um ficou por si. O mais preguiçoso disse que faria a dele de palha. Vai demorar apenas um dia! – ele disse. Os outros discordaram. É muito frágil. – eles diziam desaprovando, mas ele se recusou a ouví-los. Não tão preguiçoso, o segundo porquinho foi a procura de tábuas de madeira. Tum! Tum! Tum! – Demorou dois dias para que as pregasse juntos. Mas o terceiro porquinho não gostou da casa de madeira. Esse não é o jeito de se montar uma casa! – ele disse. – Leva tempo, paciência e trabalho duro para montar uma casa que é forte o suficiente para aguentar o vento, a chuva, a neve e, principalemnte, nos proteger do lobo! Os dias se passaram e a casa do porquinho mais sábio tomou forma, tijolo por tijolo. De tempos em tempos, os irmãos o visitavam, dizendo entre risadas: Por quê você está trabalhando tanto? Por quê não sai para brincar? – Mas o porquinho trabalhador sempre dizia “Não”.
  • 7. Eu devo terminar minha casa primeiro. Ela precisa ser sólida e firme. E aí eu vou brincar! – ele disse. – Eu não serei enganado por vocês! Aquele que ri por último, ri melhor!”. Foi o mais sábio que achou as pegadas de um grande lobo na vizinhança. Os porquinhos fugiram para suas casas, com medo. Junto, veio o lobo, visando a casa do porquinho mais preguiçoso. Saia daí! – ordenou o lobo, com a boca cheia d’água. – Quero falar com você! Eu prefiro ficar onde estou! – respondeu o porquinho com a voz fina. Vou fazê-lo sair! – grunhiu o lobo, com raiva e, estufando seu peito, deu uma grande inspirada. Sobrou com toda sua força, diretamente na casa. E toda a palha do porquinho bobo que as juntou em mastros, caiu com a grande força. [Chegou o que você esperava!] O porquinho, preso sobre as palhas, é pego pelo lobo e é comido. Assistindo a cena, o porquinho da casa da madeira fala consigo, em desespero, “Espero que essa casa não caia! Vou encostar-me na porta para que ele não entre facilmente!”. Do lado de fora, o lobo o ouviu. Ainda faminto, sob a idéia de uma segunda refeição a caminho, ele soprou loucamente a porta. Abra! Abra! Eu só quero falar com você! – dizia o lobo. Do lado de dentro, o irmão chorava de medo e fez seu melhor para segurar a porta. Então o lobo furioso se deu um novo esforço: puxou ainda mais ar e… WHOOOOO! A casa de madeira foi a baixo. Mais uma vez, os componentes da estrutura caíram sobre o porquinho, mas este conseguiu fugir. A caminho da casa de seu, agora, único irmão, ele gritava: Irmão! É o lobo! Ele veio atrás de nós e já pegou um de …! E é interrompido pelo lobo, que o joga no chão e o mutila com os dentes. O porquinho sábio assistiu a cena, sem pestanejar. O lobo o viu na janela e ficou feliz em saber que ficaria totalmente satisfeito. Soprou, soprou e soprou uma terceira vez e nada.casa era muito resistente. Analisando seus arredores, o lobo encontra as escadas. O sábio porquinho havia imaginado isso e acendeu o fogo do caldeirão, deixando a água que ali estava, fervente. O lobo pula para dentro, cai no caldeirão e morre. Pensa que acabou? O terceiro porquinho, aproveitando, faz sopa com o corpo do lobo e o come. Cachinhos Dourados Uma das versões conta sobre a invasão de uma raposa e não de uma menininha de cachos dourados. Quando o ursão encontra a raposa na cama do ursinho, a joga pra fora da casa com tanta força, que ela quebra todos os ossos. Em outra versão igual a que nós conhecemos, em vez da menina, é uma velhinha maltrapilha que invade a casa. A história é cheia de números 3, e há ainda uma versão onde a invasora sofre 3 punições:
  • 8. fogo, água e depois é atirada de uma torre. Rumpelstiltskin A história que nós conhecemos é a mesma dos Irmãos Grimm de 1889 , exceto pelo final. Quando a rainha adivinha o nome de Rumpelstiltskin, ele fica tão nervoso que aterra seu pé direito na terra até a cintura, pega seu pé esquerdo com as mãos e se rasga pela metade. João e Maria Essa por si só já é assustadora, afinal, um pai que larga os filhos na floresta para morrer de fome não é lá o tipo de coisa que se lê para crianças certo!? Mas, numa versão mais antiga, a madrasta má, que pressiona o marido a lagar seus filhos na floresta, e a bruxa má são a mesma pessoa. Achei isso bem esquisito, mas as duas personagens têm personalidade bem similar. Outra alteração feita durante os anos foi com relação à própria bruxa que, em certa versão da história, na verdade é um casal de demônios, e ao invés de cozinhar João, eles querem estripa-lo num cavalete de madeira. Quando o demônio “macho” sai para uma caminhada, a “demônia” manda Maria ajudar João a subir no cavalete, assim, quando seu marido voltar, tudo já estaria preparado. A esperta Maria finge não saber como colocar João deitado e pede para a “demônia” mostrar como se faz. Quando ela deita no cavalete, João e Maria a amarram ela e rapidamente cortam sua garganta. Depois fogem levando o dinheiro e a carroça do pobre casal de demônios. O Flautista de Hamelin Nessa historia, um tocador de flautas mágico é contratado por uma cidade para livra-la de uma infestação de ratos. Ele cumpre seu papel, mas quando volta para receber seu tão suado dinheirinho, a cidade se recusa a pagar. Daí, como vingança, ele usa os poderes de sua flauta para raptar todas as crianças da cidade e só as devolve após receber seu pagamento. Até aqui tudo bonito, mensagem positiva e uma moral no fim da historia. Mas, o conto original não é bem assim. Nele, o encantador não devolve as crianças depois de receber da relutante cidade. Na verdade ele faz com que elas todas se afoguem num rio. E, em algumas versões ainda mais antigas, há referencias a pedofilia em massa dentro de uma caverna escura. A HISTÓRIA ORIGINAL DE RAPUNZEL Bem, então vamos falar também da versão adulta de Rapunzel. "Rapunzel" é uma palavra derivada da palavra alemã para rabanete, comida favorita da mãe de Rapunzel. Esta mãe convence seu marido a entrar num jardim proibido e roubar rabanetes. Ela quer desesperadamente o vegetal - sintoma de sua gravidez. O jardim é propriedade de uma feiticeira, que apanha do marido roubando. O marido explica a situação e, em vez de
  • 9. punição, oferece a feiticeira o bebê Rapunzel logo que nascer para o pagamento da transgressão. A vida com sua nova mãe é boa até Rapunzel fazer doze anos. Então a feiticeira coloca Rapunzel em uma torre alta, que é impossível subir sem ajuda. Felizmente, Rapunzel tem um cabelo anormalmente comprido: quando a feiticeira visita Rapunzel para levar comida (e, presumivelmente, muito shampoo), a feiticeira fica ao pé da torre e grita: "Rapunzel, Rapunzel, deixe o seu cabelo, para que eu possa subir a escada de ouro". Rapunzel joga fora o cabelo e a feiticeira sobe a torre. Um dia, um príncipe errante ouve Rapunzel cantando dentro de sua torre. Ele se esgueira para cima e vê a feiticeira chamando para subir a torre. Após a feiticeira sair, ele fica na torre, diz a fala da feiticeira e sobe cabelos de Rapunzel. Assim começa um namoro regular, e depois de algumas visitas e muito sexo, Rapunzel fica grávida. Não sabendo sobre os mistérios da gravidez e do parto, ela comete um erro. Na visita seguinte da feiticeira, Rapunzel pergunta porque o vestido está crescendo tão apertado em volta de seu estômago. Na raiva, feiticeira corta o cabelo de Rapunzel e expulsa-a para um deserto nas proximidades. A feiticeira aguarda na torre o príncipe retornar. Quando o príncipe vem e sobe o cabelo, ele fica frente a frente com a feiticeira. Com medo e depressão de ter perdido Rapunzel, ele pula da torre, e cai em um espinheiro. Os espinhos perfuram seus olhos e e ele fica cego. Ele sai errante por uma floresta, lamentando sua má sorte e provavelmente fica sempre muito deprimido quando esbarra em árvores. Rapunzel e o príncipe passeam separadamente por um tempo. Eventualmente, eles chegam perto o suficiente, porque um dia o Príncipe ouve Rapunzel cantando, assim como quando ele encontrou sua torre. Eles se reúnem, e as lágrimas de Rapunzel de alegria molham os olhos do príncipe, curando sua cegueira. O príncipe leva Rapunzel de volta ao seu reino. Neste ponto, podemos supor que a situação é "felizes para sempre", já que nada mais é dito sobre o que acontece a feiticeira ou aos filhos de Rapunzel. OS 10 CONTOS DE FADAS MAIS MACABROS DE TODOS OS TEMPOS http://utilidadespublicas.wordpress.com/2009/02/20/os-10-contos-de-fada-mais- macabros-de-todos-os-tempos/ 10º. O Gaiteiro de Hamelin: No Conto do Gaitero, nos temos uma cidade infestada por ratos .Um homem chega vestido com roupas de gaiteiro (um caleidoscópio de cores) e se oferece para livrar a cidade dos vermes. Os aldeões concorda em pagar uma grande soma de dinheiro se o flautista puder fazer isso – e ele faz. Ele toca música em sua gaita, o que atrai todos os ratos para fora da cidade. Quando ele retorna para o pagamento os aldeões não pagam o combinado, então o gaiteiro leva todas as crianças da cidade também. Nas suas mais modernas variantes, o flautista atrai as crianças a uma gruta fora da cidade
  • 10. e quando os aldeões finalmente concordam em pagar, ele manda-as de volta. No original mais sinistro, o flautista leva as crianças a um rio onde todos eles se afogam (excepto um rapaz que coxo não podia acompanha-los). Alguns modernos estudiosos dizem que há conotações de pedofilia nesse conto de fadas. 9º. Chapéuzinho Vermelho: A versão deste conto com que a maioria de nós está familiarizados acaba com Chapéuzinho vermelho a ser salva pelo lenhador que mata o lobo mau. Mas, na verdade, a versão original em francês (por Charles Perrault) no conto não foi tão simpática. Nesta versão, a menina é uma mocinha bem educada que recebe falsas instruções pelo lobo quando ela pergunta o caminho para sua avós. A Chapéuzinho Vermelho segue os conselhos do lobo acaba sendo devorada. E aqui acaba a história. Não há lenhador – não há avó – só um lobo gordo e uma Chapéuzinho Vermelho morta. A moral desta história é não seguir conselhos de estranhos. 8º. A Pequena Sereia: A versão 1989 da Pequena Sereia poderia ser melhor conhecido como “A grande mentira!” Na versão Disney, o filme termina com Ariel sendo transformada em um ser humano, para que ela possa casar com Eric. Eles casam num um casamento maravilhoso com a participação de seres humanos e marinhos. Mas, na primeira versão por Hans Christian Andersen, a sereia vê o Príncipe casar com uma princesa e ela se desespera. É-lhe oferecida uma faca com a qual a pode esfaquear o príncipe, mas em vez de o fazer ela saltou para o mar e morre, transformando-se em espuma. Hans Christian Andersen modificado ligeiramente o final para o tornar mais agradável. Em seu novo final, em vez de morrer, quando se transforma em espuma , ela transforma-se numa “filha do ar” à espera de ir para o céu – por isso, francamente, ela ainda está morta, para todos os efeitos. 7º. Branca de Neve: No conto da Branca de Neve com o qual todos conhecemos, a Rainha pede a um caçador para matá-la e trazer de volta o seu coração como prova. Em vez disso, o caçador não pode mata-la e retorna com o coração de um javali. Agora, felizmente a Disney não fez muito dano a este conto, mas eles deixaram de fora um importante elemento original. No conto original, a Rainha realmente pede o fígado de Branca de Neve e os pulmões, que vão ser servido ao jantar naquela noite! Também na versão original, Branca de Neve acorda quando ela é empurrada pelo cavalo do príncipe quando ele a carrega para o seu castelo – não por um beijo mágico. O que o príncipe queria fazer com uma rapariga morta eu deixo para a vossa imaginação. Oh – na versão Grimm, o conto termina com a rainha sendo forçada a dançar até a morte em sapatos em brasa! 6º. Bela Adormecida: Na versão original, a encantadora princesa é adormecida quando pica o dedo numa agulha .Ela dorme por cem anos, até um um príncipe finalmente chegar, beija-la e desperta-la .Eles apaixonam-se, casam e vivem felizes para sempre. Mas, infelizmente, o conto original não é tão doce (na verdade, você tem que ler isso para acreditar.) No original, a jovem é colocada para dormir por causa de uma profecia, ao invés de uma maldição. E não é o beijo de um príncipe que acorda: o rei ao vê-la dormindo, e gostando do que vê , estupra-a . Após nove meses ela dá à luz a duas crianças (enquanto ela ainda está dormindo). Uma das crianças chupa o dedo, que remove o pedaço de linho que
  • 11. estava a mantê-la dormindo. Ela acorda estuprada e mãe de dois filhos. 5º. Rumpelstiltskin: Este conto é um pouco diferente dos outros, porque foi modificado pelo autor o original para torná-lo mais macabro. Na versão original do conto, Rumpelstiltskin transforma palha em ouro para uma jovem que enfrenta a morte a não ser que ela consiga fazer isso. Em troca, ele pede-a seu primeiro filho. Ela concorda – mas quando chega o dia para entregar a criança, ela não consegue. Rumpelstiltskin diz a ela que ele vai deixá-la fora do negócio, se ela adivinhar o seu nome . Ela ouve-o cantar o seu nome perto do fogo e por isso ela adivinha-o corretamente. Rumpelstiltskin, furioso, corre longe, para nunca mais ser visto. Mas, na versão atualizada, as coisas são um pouco maia confusas. Rumpelstiltskin fica tão irritado que ele bate o seu pé direito no solo. Ele então pega a sua perna esquerda e rasga-se no meio, o que o mata. 4º.Cachinho de Ouro e os Três Ursos: Neste conto, ouvimos falar da linda Cachinho de Ouro que encontra a casa dos 3 ursos. Ela entra e come a sua comida, se senta nas sua cadeira e, finalmente, dorme na cama do urso mais pequeno. Quando os ursos voltam para casa eles encontram-na a dormir – ela acorda e escapa para fora pela janela aterrorizada. Na versão original (que na datas de 1837), tem duas variações possíveis. Na primeira, os ursos e encontrar Cachinho de Ouro e comem-na. Na segunda, Cachinho de ouro é na realidade uma velha bruxa que salta para fora de uma janela quando os ursos a acordam . A história acaba por dizendo que ela ou quebrou o pescoço ou foi presa por vagabundagem e mandada para a “Casa de Correção”. 3º. João e Maria: A versão conhecida de Hansel e Gretel, fala de duas criancinhas que ficam perdidas na floresta, até encontrar seu caminho para uma casa de gengibre e doces que pertence a uma bruxa. As crianças acabam escravizados por um tempo em que a bruxa as prepara para comer. Eles encontram a saídas, atiram a bruxa no fogo e fogem. Na versão francesa anterior deste conto (Chamado The Lost Children – As Crianças Perdidas), em vez de uma bruxa, temos um demónio. Agora o demónio é enganado pelas crianças (da mesma forma que Hansel e Gretel), mas resolve isso e põe um chicote para fazer uma criança sangrar (isto não é um erro – ele realmente faz isso). As crianças fingem não saber como chegar ao chicote portanto a mulher do demónio demonstra. Enquanto ela está deitada, as crianças cortam a sua garganta e escapam. 2º. A Garota Sem Mãos: Francamente, a versão revista deste conto de fadas não é muito melhor que o original, mas há diferenças suficientes para incluí-lo aqui. Na nova versão, a um pobre homem é oferecido muita riqueza pelo diabo se ele lhe der o que está atrás de seu moinho… O pobre homem pensa que é uma macieira e concorda – mas é a sua própria filha. O diabo tenta levar a filha, mas não pode porque ela é pura. Então ele exige levar o pai, a menos que a filha permita que o seu pai corte as suas mãos. Ela concorda e o pai corta as mãos dela. Isso não é particularmente simpático, mas é um pouco pior em algumas das variantes anteriores em que a menina corta as suas próprias mãos para ficar feia para o irmão que está tentando estuprá-la . Em outra variante, o pai corta fora a mão da filha, porque ela se recusa a fazer sexo com ele.
  • 12. 1º. Cinderela: No conto de fadas moderno temos a linda Cinderela apaixonada pelo príncipe e as irmãs más casando com dois senhores – com todo mundo feliz para sempre. O conto de fadas tem suas origens no por volta do Século I A.C, quando a heroína de Strabo se chamava Rhodopis, e não Cinderela. A história era muito semelhante à moderna, com a exceção do sapatos de vidro e da carruagem de abóbora. Mas, por trás da história bonita há uma variante mais sinistra do que a dos Irmãos Grimm: nesta versão, as desagradável irmãs más cortam partes de seus próprios pés, para servir nos sapatos de cristal – esperando enganar o príncipe. O príncipe é alertado para o tramóia por dois pombos que bicam os olhos da irmãs . Elas acabam passando o resto de suas vidas como pedintes cegas enquanto Cinderela vivi no luxooso palácio do príncipe.