Introdução a Anatomia Óssea

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Anatomia Sistema Óssea

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Introdução a Anatomia Óssea

  1. 1. 1/1/2013 ALUNO (A):_________________________________________ Vivendo o Impossível e Escalando Fortalezas
  2. 2. Profª Renata Cristina - Osteologia BONTRAGER, K.. Tratado de Técnica Radiológica e Base Anatômica. 5 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. Página 1 ANATOMIA GERAL, SISTÊMICA E ESQUELETICA E ARTROLOGIA Anatomia Geral Anatomia é a ciência da estrutura do corpo humano, enquanto a fisiologia estuda as funções do organismo ou como suas partes funcionam. No indivíduo vivo, é impossível estudar anatomia sem estudar também alguma fisiologia. O estudo radiográfico do ser humano, entretanto, é basicamente um estudo da anatomia de vários sistemas, com menor ênfase na fisiologia. ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL O corpo humano tem diversos níveis de organização estrutural. O nível mais elementar de organização é o nível químico. Todas as substâncias químicas necessárias para a manutenção da vida são compostas de átomos, ligados de várias maneiras para formar as moléculas. Várias substâncias químicas na formas de moléculas se organizam para formar as células. Células A célula é a unidade básica estrutural e funcional de todo ser humano. Cada parte do corpo, seja músculo, osso, cartilagem, gordura, nervo, pele ou sangue, é composto de células. Tecidos Os tecidos são grupos de células semelhantes entre si, que, juntamente com a matriz extracelular, possuem uma função específica. Os quatro tipos básicos de tecidos são: 1. Epiteía /:Tecido que cobre as superfícies internas e externas do corpo, incluindo a superfície interna dos vasos e órgãos, como o estômago e os intestinos 2. Conjuntivo: Tecidos que unem e sustentam as várias estruturas 3. Muscular:Tecidos que compõem a substância dos músculos 4. Nervoso: Tecidos que compõem a substância dos nervos e centros nervosos. Órgãos Quando vários tecidos se unem para realizar uma função específica, o resultado é um órgão. Os órgãos geralmente possuem formatos específicos. Exemplos de órgãos do corpo humano são rins, coração, f ígado, pulmões, estômago e cérebro. Sistemas Um sistema consiste em um grupo ou uma associação de órgãos que possuem uma função similar ou comum. O trato urinário, composto pelos rins, ureteres, bexiga e uretra, é um exemplo de um sistema do corpo humano. Há 10 sistemas orgânicos individuais que compõem todo o corpo. Organismo Os 10 sistemas do corpo funcionando juntos constituem o organismo total - um ser vivo.
  3. 3. Profª Renata Cristina - Osteologia BONTRAGER, K.. Tratado de Técnica Radiológica e Base Anatômica. 5 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. Página 2 Anatomia Esquelética Como grande parte da radiografia para diagnóstico envolve o exame de ossos e articulações, a osteologia (estudo dos ossos) e a artrologia (estudo das articulações) são assuntos importantes para o técnico/radiologista. OSTEOLOGIA Estudo dos ossos. Esqueleto – do grego, significa corpo seco. É o conjunto de ossos e cartilagens interligadas, formando o arcabouço do corpo. Possui 206 ossos. O esqueleto adulto humano é dividido em esqueleto axial e esqueleto apendicular.
  4. 4. Profª Renata Cristina - Osteologia BONTRAGER, K.. Tratado de Técnica Radiológica e Base Anatômica. 5 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. Página 3 Esqueleto Axial O esqueleto axial inclui todos os ossos localizados no eixo central do corpo ou próximo a este. O esqueleto axial do adulto consiste em 80 ossos e inclui crânio, coluna vertebral, costelas e esterno Cabeça Crânio 8 Cabeça Ossos da face 14 Osso Hióide 1 Ossículo da audição (pequeno osso em cada ouvido) 6 Coluna vertebral Cervical 7 Coluna vertebral Torácica 12 Coluna vertebral Lombar 5 Coluna vertebral Sacral 1 Coluna vertebral Coccígea 1 Tórax Esterno 1 Tórax Costela 24 Total de ossos no esqueleto do adulto 80
  5. 5. Profª Renata Cristina - Osteologia BONTRAGER, K.. Tratado de Técnica Radiológica e Base Anatômica. 5 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. Página 4 Esqueleto Apendicular A segunda divisão do esqueleto é a porção apendicular. Essa divisão é composta por todos os ossos dos membros superiores e inferiores (extremidades) e as cíngulos escapular e pélvica. No esqueleto apendicular do adulto existem 126 ossos separados. ESQUELETO APENDICULAR DO ADULTO Cintura escapular Clavículas 2 Escápula 2 Membros superiores Úmero 2 Ulna 2 Rádio 2 Ossos carpais 16 Ossos metacarpais 10 Falanges 28 Cintura pélvica Ossos do quadril 2 Membros inferiores Fêmur 2 Tíbia 2 Fibula 2 Patela 2 Ossos do tarso 14 metatarsos 10 Falanges 28 Total de Osso no Esqueleto Apendicular 126 Total de ossos no adulto – 206 ossos separados. (Isso inclui os 2 ossos sesamóides dos membros inferiores nos joelhos, as patelas). Ossos Sesamóides Os ossos sesamóides são um tipo especial de osso pequeno e de forma ovalada encontrados nos tendões (muitos próximos às articulações) e que estão presentes no desenvolvimento fetal, porém não são considerados parte do esqueleto axial ou apendicular, exceto pelas duas patelas, que são os maiores ossos sesamóides.
  6. 6. Profª Renata Cristina - Osteologia BONTRAGER, K.. Tratado de Técnica Radiológica e Base Anatômica. 5 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. Página 5 CLASSIFICAÇÃO DOS OSSOS Cada um dos 206 ossos do corpo pode ser classificado de acordo com a sua forma: 1. Ossos Pneumáticos 2. Ossos curtos 3. Ossos planos 4. Ossos irregulares 5. Ossos Longos 1. Ossos Pneumáticos São ossos que apresentam em seu interior uma cavidade, que é preenchida por ar. Essas cavidades são revestidas por mucosa, recebendo o nome de seios (do latim sinus = bolso). Os ossos pneumáticos são: frontal, maxila, esfenóide, etmóide e temporal. {http://imagingonline.com.br/biblioteca/Leandro_Nobeschi/Osteologia.pdf acessado 25/11/2013} 2. Ossos Curtos Apresentam dimensões aproximadamente equivalentes entre si. Exemplo: ossos do carpo e do tarso. 3. Ossos Planos/ chatos A largura e o comprimento predominam sobre a espessura. Consistem em duas lâminas de osso compacto com osso esponjoso e medula óssea entre elas. Exemplo: escapula, calvária, o esterno, as costelas e a escápula. 4. Ossos Irregulares Os ossos que possuem formas peculiares estão reunidos na categoria final como ossos irregulares. As vértebras, os ossos faciais, os ossos da base do crânio e os ossos da pelve são exemplos de ossos irregulares. 5. Ossos Longos São aqueles cujo comprimento é bem maior que a largura e a espessura e contem medula óssea. Exemplo: femur Os ossos longos são formados por um corpo (diáfise) e duas extremidades. Os ossos longos são encontrados apenas no esqueleto apendicular.
  7. 7. Profª Renata Cristina - Osteologia BONTRAGER, K.. Tratado de Técnica Radiológica e Base Anatômica. 5 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. Página 6 Composição: A estrutura externa da maioria dos ossos é composta de tecido ósseo duro ou denso conhecido como osso (substancia) compacto, ou córtex, que é a camada externa. O osso (substancia) compacto possui poucos espaços intercelulares vazios e serve para proteger e sustentar todo o osso. O corpo (diáfise) contém uma camada mais espessa de osso compacto que tem como objetivo ajudar na resistência ao estresse provocado pelo peso sobre ele. No interior do osso compacto e especialmente nas duas extremidades de cada osso longo encontramos o osso esponjoso ou trabecular. O osso trabecular é muito poroso e geralmente contém a medula óssea vermelha, responsável pela produção das hemácias. A diáfise de um osso longo é oca. Essa porção oca é conhecida como cavidade medular. No adulto, a cavidade medular geralmente abriga a medula óssea amarela gordurosa. Uma membrana fibrosa densa, o periósteo, cobre o osso,exceto na cartilagem das superfícies articulaes. As superfícies articulares são recobertas por uma camada de cartilagem hialina. Hialina, que quer dizer transparente ou clara, é um tipo comum de cartilagem ou tecido conjuntivo. Seu nome deve-se ao fato de não ser visível pelas técnicas de coloração comuns, sendo portanto "clara" ou transparente nos estudos laboratoriais. Essa cartilagem é encontrada em muitos lugares, incluindo as extremidades dos ossos longos, onde são chamadas de cartilagens articulares. O periósteo é essencial para o crescimento, o reparo e a nutrição do osso. Os ossos são abundantemente supridos de vasos sangüíneos que neles penetram a partir do periósteo. Próximo ao centro do corpo dos ossos longos, uma artéria nutrícia passa obliquamente através do osso compacto do forame nutrício para a cavidade medular. DESENVOLVIMENTO DOS OSSOS O processo pelo qual os ossos se formam no corpo é conhecido como ossificação. O esqueleto do embrião é composto por membranas fibrosas e por cartilagem hialina. A ossificação tem início cerca da sexta semana de gestação e se continua até a idade adulta.
  8. 8. Profª Renata Cristina - Osteologia BONTRAGER, K.. Tratado de Técnica Radiológica e Base Anatômica. 5 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. Página 7 Produção de Células Sanguíneas Nos adultos, as hemácias (células sanguíneas vermelhas) são produzidas pela medula óssea vermelha de certos ossos planos e irregulares, como o esterno, as costelas, as vértebras e a pelve. Formação Óssea Dois tipos de formação óssea são conhecidos. Quando o osso substitui membranas, a ossificação é chamada de intramembranosa. Quando o osso substitui uma cartilagem, a ossificação é chamada de endocondral (intracartilaginosa).  Ossificação Intramembranosa A ossificação intramembranosa ocorre rapidamente nos ossos que são necessários para a proteção, como nas suturas dos ossos planos na calvária, que são os centros de crescimento no desenvolvimento ósseo precoce.  Ossificação Endocondral A ossificação endocondral ocorre de forma muito mais vagarosa do que a intramembranosa e ocorre na maior parte do esqueleto, principalmente nos ossos longos. por cálcio no fim do crescimento ósseo. TERMINOLOGIA UTILIZADA NO ESTUDO DA OSTEOLOGIA • Linha – margem óssea suave; • Crista – margem óssea proeminente; • Tubérculo – pequena saliência arredondada; • Tuberosidade – média saliência arredondada; • Trocanter – grande saliência arredondada; • Maléolo – saliência óssea semelhante à cabeça de um martelo; • Espinha – projeção óssea afilada; • Processo – projeção óssea; • Ramo – processo alongado; • Faceta – superfície articular lisa e tendendo a plana; • Fissura – abertura óssea em forma de fenda; • Forame – abertura óssea arredondada; • Fossa – pequena depressão óssea; • Cavidade – grande depressão óssea; • Sulco – depressão óssea estreita e alongada; • Meato – canal ósseo; • Côndilo – proeminência elíptica que se articula com outro osso; • Epicôndilo – pequena proeminência óssea situada acima do côndilo; • Cabeça – extremidade arredondada de um osso longo, geralmente separada do corpo do osso por meio de uma região estreitada,
  9. 9. Profª Renata Cristina - Osteologia BONTRAGER, K.. Tratado de Técnica Radiológica e Base Anatômica. 5 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. Página 8 denominada colo. [http://imagingonline.com.br/biblioteca/Leandro_Nobeschi/Osteologia.pdf – acessado 25/11/2013]
  10. 10. Profª Renata Cristina - Osteologia BONTRAGER, K.. Tratado de Técnica Radiológica e Base Anatômica. 5 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. Página 9 htt p:// dic t.space.4goo.net/city/106245?q=Osseo – acessado 30/11/13
  11. 11. Profª Renata Cristina - Osteologia BONTRAGER, K.. Tratado de Técnica Radiológica e Base Anatômica. 5 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. Página 10 exercícios 1. Quais os planos corpóreos aqui mostrados? a) __________ ___ b) __________ ___ c) __________ ___ 2. De o nome de cada Osso.
  12. 12. Profª Renata Cristina - Osteologia BONTRAGER, K.. Tratado de Técnica Radiológica e Base Anatômica. 5 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. Página 11
  13. 13. Profª Renata Cristina - Osteologia BONTRAGER, K.. Tratado de Técnica Radiológica e Base Anatômica. 5 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. Página 12 http://www.portalescolar.net/2013/03/atividades-corpo-humano-3- 4-5-6-anos_6196.html
  14. 14. Profª Renata Cristina - Osteologia BONTRAGER, K.. Tratado de Técnica Radiológica e Base Anatômica. 5 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. Página 13
  15. 15. Profª Renata Cristina - Osteologia BONTRAGER, K.. Tratado de Técnica Radiológica e Base Anatômica. 5 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. Página 14 Posição anatômica Em posição vertical, braços aduzidos (para baixo), palmas para a frente, cabeça e pés virados exatamente para a frente. Essa posição corporal específica é usada como referência para outros termos de posicionamento. Planos Corpóreos, Cortes e Linhas PLANO: Superfície EM LINHA RETA QUE -- UNE DOIS PONTOS Quatro planos comuns são usados em radiologia:  Plano sagital - Um plano sagital é qualquer plano longitudinal que divide o corpo em uma parte direita e uma parte esquerda.  Plano mediossagital - por vezes chamado também de plano mediano, é um plano sagital que passa pela linha média dividindo o corpo em duas partes iguais, uma direita e uma esquerda. Ela passa aproximadamente através da sutura sagital do crânio. Qualquer piano paralelo ao plano mediano ou mediossagital é chamado de piano sagital.  Plano coronal - Um plano coronal é qualquer plano longitudinal que divida o corpo em partes anterior e posterior.O plano mediocoronal divide o corpo em partes anteriores e posteriores iguais. É denominado plano coronal porque passa aproximadamente através da sutura coronal do crânio. Qualquer plano paralelo ao plano mediocoronal ou frontal é denominado plano coronal.
  16. 16. Profª Renata Cristina - Osteologia BONTRAGER, K.. Tratado de Técnica Radiológica e Base Anatômica. 5 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. Página 15  Plano horizontal (axial) - Um plano horizontal (axial) é qualquer plano transverso que passa através do corpo em ângulo reto ao plano longitudinal, dividindo o corpo em porções superior e inferior.  Plano oblíquo - Um plano oblíquo é um plano longitudinal ou transverso que está angulado ou inclinado e não paralelo aos planos sagital, coronal ou horizontal. CORTE: UMA SUPERFíCIE DE "CORTE" OU "FATIA" Cortes longitudinais - sagital, coronal e oblíquo Esses cortes são feitos longitudinalmente na direção do eixo longitudinaldo corpo ou de qualquer uma de suas partes, independentemente da posição do corpo (em pé ou deitado).Os cortes longitudinais podem ser feitos nos planos sagital, coronal ou oblíquo. Cortes transversais ou axiais Os cortes são feitos em ângulo reto ao longo de qualquer ponto do eixo longitudinal do corpo ou de qualquer uma de suas partes. Imagens sagital, coronal e axial: As imagens por TC e de RM são obtidas nessas três incidências ou orientações comuns. (Cortes de RM são mostrados da
  17. 17. Profª Renata Cristina - Osteologia BONTRAGER, K.. Tratado de Técnica Radiológica e Base Anatômica. 5 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. Página 16 TERMOS PARA AS PORÇÕES POSTERIOR E ANTERIOR DO CORPO  Posterior ou dorsal Refere-se à metade dorsal do paciente, ou aquela parte do corpo observada quando vemos uma pessoa de costas; inclui as plantas dos pés e o dorso das mãos na posição anatômica  Anterior ou ventral Refere-se à metade frontal do paciente, ou aquela parte do corpo observada quando vemos uma pessoa de frente; inclui o dorso dos pés e as palmas das mãos na posição anatômica TERMOS PARA SUPERFíCIES DAS MÃOS E DOS PÉS Três termos são usados em radiologia para descrever superfícies específicas dos membros superiores e inferiores como descritos a seguir:  Plantar Refere-se à região plantar ou à superfície posterior do pé  Dorso Pé: Refere-se à parte de cima ou à superfície anterior do pé Mão: Refere -se à parte de trás ou à parte posterior da mão.  Palmar (volar) Refere-se à palma da mão; na posição anatômica, é o mesmo Artrologia (Articulações) O estudo das articulações é chamado de artrologia. É importante compreender que nem todas as articulações realizam movimento. Na verdade, os dois primeiros tipos de articulações a serem descritas são imóveis ou são articulações de movimentos ligeiros unidas por várias faixas fibrosas ou por cartilagem. Essas articulações estão mais adaptadas ao crescimento, em vez de movimento. O segundo grupo de articulações inclui a maioria das articulações do organismo, que são adaptadas para o movimento.
  18. 18. Profª Renata Cristina - Osteologia BONTRAGER, K.. Tratado de Técnica Radiológica e Base Anatômica. 5 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. Página 17 Classificação das Articulações 1. Funcional Às vezes as articulações são classificadas conforme sua função, em vez da sua capacidade de movimento. Os três tipos funcionais mais comuns são:  Sinartroses - Articulações imóveis  Anfiartroses - Movimentos limitados  Diartroses - Articulação de movimentação livre 2. Estrutural Às vezes, todas as articulações do corpo são classificadas conforme as três Classes funcionais a seguir. As três classificações estruturais estão baseadas nos três tipos de tecido que separam os limites ósseos das diferentes articulações Essas três classificações segundo o tipo de tecido, juntamente com as suas subclasses, são demonstradas a seguir: 2.1 Articulações fibrosas 2.1.1. Sindesmoses 2.1.2. Sutura 2.1.3. Gonfose 2.2 Articulações cartilaginosas 2.2.1. Sínfise 2.2.2. Sincondrose 2.3 Articulações sinoviais 2.4 Articulações Fibrosas 2.1Articulações fibrosas As articulações fibrosas selam uma cavidade articular. Os ossos adjacentes, que estão em íntimo contato entre si, são mantidos unidos pelo tecido conjuntivo fibroso. Os três tipos de articulações fibrosas são a sindesmose, que são ligeiramente móveis; as suturas, que são imóveis; e as gonfoses, que são um tipo único de articulação com movi mentos muito limitados (Fig. 1.23). 2.1.1. Sindesmoses
  19. 19. Profª Renata Cristina - Osteologia BONTRAGER, K.. Tratado de Técnica Radiológica e Base Anatômica. 5 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. Página 18 A única verdadeira sindesmose no corpo é a articulação tibio fibular distal.* Os ligamentos fibrosos unem a tíbia distal com a fíbula nessa articulação, que é ligeiramente móvel ou anfiartrodal. 2.1.2. Suturas As suturas são encontradas entre os ossos do crânio. Esses ossos mantêm contato entre si por meio de limites encadeados ou serrilhados e são mantidos juntos pelos feixes de tecido fibroso ou ligamentos. Por tanto, essas articulações possuem um movimento extremamente limitado e, nos adultos, são consideradas imóveis ou articulações sinartrodais
  20. 20. Profª Renata Cristina - Osteologia BONTRAGER, K.. Tratado de Técnica Radiológica e Base Anatômica. 5 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. Página 19 2.2 Articulações Cartilaginosas As articulações cartilaginosas também vedam uma cavidade, e as articulações dos ossos são firmemente unidas por uma cartilagem. Assim como as articulações fibrosas, elas permitem movimentos discretos ou nenhum movimento. Além disso, essas articulações são também sinartrodiais ou anfiartrodiais e são unidas por dois tipos de cartilagem, as sínfi sese as sincondroses. 2.2.1. Sínfises O aspecto essencial de uma articulação do tipo sínfise é a presença de um disco largo e plano de fibrocartilagem entre duas superfícies ósseas contíguas. Esses discos de fibrocartilagem formam almofadas relativamente grossas que são capazes de serem comprimidas ou desloca das, permitindo dessa forma a esses ossos alguns movimentos, o que faz essas articulações serem anfiartrodiais (movimentos discretos). Exemplos dessas sínfises são os discos intervertebrais (entre os corpos vertebrais) e a sínfise púbica (entre os dois ossos púbicos da pelve). 2.2.2. Sincondroses Uma sincondrose típica é uma forma temporária de articulação em que a cartilagem hialina de conexão (que nos ossos longos é chamada de p/oco epífísórío) é convertida em osso na idade adulta. Esses tipos temporários de articulação de crescimento são considerados sinartrodiais ou imóveis. Exemplos dessas articulações são as placas epifisárias entre as epífises e as diáfises (corpos) dos ossos longos e na união dos três ossos da pelve, que formam o acetábulo para a articulação do quadril.
  21. 21. Profª Renata Cristina - Osteologia BONTRAGER, K.. Tratado de Técnica Radiológica e Base Anatômica. 5 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. Página 20 2.3Articulações Sinoviais A terceira classificação das articulações é as sinoviais,que são livremente móvel, a maioria delas nos membros superiores e inferiores, caracterizadas por uma cápsula fibrosa contendo em seu interior líquido sinovial. As terminações ósseas que formam a articulação sinovial podem ter contato entre si mas são completamente separadas e contêm um espaço articular e uma cavidade, permitindo que essas articulações tenham movimentos de grande amplitude. As articulações sinoviais são geralmente diartrodiais ou livremente móveis. (Exceções a isso são as articulações sacrilíaca da pelve, que são anfiartrodiais ou de movimentos discretos.) As superfícies articulares (terminações expostas) desses ossos contêm uma fina camada protetora de cartilagemarticular hialina. A cavidade articular, que contém um líquido sinovial lubrificante e viscoso, é fechada e coberta por uma cápsula fibrosa, reforçada pelos ligamentos acessórios. Esses ligamentos limitam o movimentoem direções indesejadas. A superfície interna da cápsula fibrosa é a responsável pela secreção do líquido sinovial lubrificante.  Tipos de Movimento das Articulações Sinoviais As articulações sinoviais ocorrem em um número considerável e variável e são agrupadas segundo os seis tipos de movimento que são permitidos. Elas estão listadas em ordem dos movimentos menores para os mais móveis. O nome preferível aparece antes, seguido pelos termos antigos ou sinônimos em parênteses. 1. Articulações planas (deslizantes) Esse tipo de articulação sinovial permite o menor movimento, que, como o próprio nome sugere, é um movimento de deslizamento entre duas superfícies articulares. Exemplos dessas articulações são as intermetacarpais, carpometacarpais e intercarpais das mãos e dos punhos. 2. Gínglimo As superfícies articulares de um gínglimo são moldadas entre si a fim de permitirem apenas movimentos de extensão e de flexão. A cápsula articular fibrosa nesse tipo de articulação é fina nas superfícies onde a dobradura ocorre, mas fortes ligamentos colaterais fazem uma forte contenção óssea nas margens laterais da cápsula fibrosa.
  22. 22. Profª Renata Cristina - Osteologia BONTRAGER, K.. Tratado de Técnica Radiológica e Base Anatômica. 5 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. Página 21 Exemplos dessas articulações são as interfalangianas (lF), tanto nos quirodáctilos como nos pododáctilos, na articulação do joelho e na articulação do tornozelo. 3. Articulação trocóide (pivô) A articulação trocóide é formada por um processo ósseo semelhante a um eixo que é cercado por um anel de ligamentos e/ou estruturas ósseas. Isso permite movimentos de rotação em torno de um único eixo. Exemplos dessas articulações são as radioulnares proximal e distal do antebraço, que exibem seu movimento axial no movimento de rotação da mão e do punho. Outro exemplo é a articulação entre a primeira e a segunda vértebras cervicais. O dente do eixo (C2) forma um pivô e o arco anterior do atlas (C1), combinado com os ligamentos posteriores, forma um anel. 4. Articulações elipsóides (condilares) Na articulação elipsóide ou condilar, o movimento ocorre basicamente em um plano, combinado com um leve grau de rotação em um eixo nos ângulos retos ao plano de movimento primário. O movimento rotacional é de alguma forma limitado por ligamentos e tendões associados. Esse tipo de articulação permite, portanto, basicamente quatro movi- mentos: - flexão e extensão e abdução e adução. O movimento de circundução também ocorre e resulta da associação seqüencial dos movimentos de flexão, abdução, extensão e adução. Exemplos de articulações elipsóides são as segunda e quinta articulações metacarpo falangianas (MCF), a articulação do punho e as articulações metatarso falangianas (MTF). 5. Articulações selares O termo se/ar descreve bem essa estrutura articular nas terminações dos ossos com forma côncavo-convexa ou em oposição a uma outra (Duas estruturas semelhantes a uma sela encaixam-se uma na outra.) Os movimentos dessa articulação selar, tipo biaxial, são os mesmos das articulações elipsóides, que são flexão, extensão, adução, abdução e circundução. O melhor exemplo de uma verdadeira articulação selar é a primeira articulação carpometacarpiana (CMe) do polegar.
  23. 23. Profª Renata Cristina - Osteologia BONTRAGER, K.. Tratado de Técnica Radiológica e Base Anatômica. 5 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. Página 22 6. Articulações esfenoides As articulações esferóides permitem grande liberdade de movimentos. O osso distal que compõe a articulação é capaz de mover-se ao redor de um número infinito de eixos que possuam um centro em comum. Quanto mais profunda a articulação, mais limitado será o movimento. Uma articulação mais profunda, no entanto, é mais forte e mais estável. Por exemplo, a arti culação do quadril (coxofemoral) é muito mais forte e estável do que a articulação do ombro, mas a capacidade de movimentos é bem mais limitada no quadril.Os movimentos das articulações esferóides são flexão,extensão,abdução, adução, circundução e rotação medial e lateral. Os dois exemplos de articulações esferóides são as articulações do quadril (coxofemoral) e dos ombros.
  24. 24. Profª Renata Cristina - Osteologia BONTRAGER, K.. Tratado de Técnica Radiológica e Base Anatômica. 5 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. Página 23 CLASSIFICAÇÃO DAS ARTICULAÇÕES Classificaçã o das Articulações Classificação da Mobilidade Tipos de Moviment os Descrição do Movimento Exemplos Articulações Fibrosas Sindesmoses Anfiartrodial (ligeiramente móveis) - - Articulação tibiofibular discal Suturas Sinartrodial (imóvel) - -- Suturas cranianas Gonfoses Movimentos muito limitados - - Áreas ao redor das cavidades dos dentes Articulações Cartilaginosa s - - Discos invertebrais Sínfise púbica Sínfises Anfiartrodial (ligeiramente móveis) - - Discos invertebrais Sínfise púbica Sincondroses Sinartrodial (imóvel) - - Placas epifisárias dos ossos longos e entre as três divisões da pelve Articulações Sinoviais Diartrodial (livremente móveis), com exceção das articulações sacroilíacas (articulações sinoviais com movimentos muito limitados [anfiartrodiais]) Plana (deslizant e) Gínglimo (em dobradiça ) Deslizante ou corrediça Flexão e extensão Articulações intermetacarpal, intercarpal e carpometacarpal Articulaçõesinterfalangia nas dos dedos das mãos e dos pés e do joelho, calcanhar e cotovelo Trocóide (pivô) Rotacional Articulação radioulnar proximal e distal e entre as vértebras C1 e C2 Elipsóide ( condilar) Flexão e extensão Abdução e adução Circundução Segunda a quinta articulações metacarpofalangianas e articulações do punho Selar (em sela) Flexão e extensão Abdução e adução Circundução Primeira articulação metacarpal (polegar) Esferóide (em bola e soquete) Flexão e extensão Abdução e adução Circundução Rotação medial e lateral Articulações do quadril e dos ombros
  25. 25. Profª Renata Cristina - Osteologia BONTRAGER, K.. Tratado de Técnica Radiológica e Base Anatômica. 5 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. Página 24 que superfície anterior ou ventral da mão. Superfícies dorsal e palmar da mão.

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