Nocoes de desenho arquitetonico

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Nocoes de desenho arquitetonico

  1. 1. INEDI – Cursos ProfissionalizantesTécnico em Transações Imobiliárias Noções deDesenho Arquitetônico e Construção Civil MÓDULO 06 BRASÍLIA – 2005
  2. 2. Os textos do presente Módulo não podem ser reproduzidos sem autorização do INEDI – Instituto Nacional de Ensino a Distância SDS – Ed. Boulevard Center, Salas 405/410 – Brasília - DF Center, Telefax: (0XX61) 3321-6614CURSO DE FORMAÇÃO DE TÉCNICOS EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS – TTI COORDENAÇÃO NACIONAL André Luiz Bravim – Diretor Administrativo Antônio Armando Cavalcante Soares – Diretor Secretário COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA Maria Alzira Dalla Bernardina Corassa – Pedagoga COORDENAÇÃO DIDÁTICA COM ADAPTAÇÃO PARA EAD Neuma Melo da Cruz Santos – Bacharel em Ciências da Educação COORDENAÇÃO DE CONTEÚDO José de Oliveira Rodrigues – Extensão em Didática Josélio Lopes da Silva – Bacharel em Letras EQUIPE DE APOIO TÉCNICO: INEDI/DF André Luiz Bravim Rogério Ferreira Coêlho Robson dos Santos Souza Francisco de Assis de Souza Martins PRODUÇÃO EDITORIAL Luiz Góes EDITORAÇÃO ELETRÔNICA E CAPA Vicente Júnior IMPRESSÃO GRÁFICA Gráfica e Editora Equipe Ltda ________________, INEDI, Noções de Desenho Arquitetônico e Construção Civil, módulo VI, Curso de Formação de Técnicos em Transações Imobiliárias, 4 Unidades. Brasília. Disponível em: www.inedidf.com.br. 2005. Conteúdo: Unidade I: histórico; normas técnicas – Unidade II: etapas do projeto – Unidade III: esquadrias – Unidade IV: projetos – Exercícios 347.46:659 C837m
  3. 3. Caro Aluno O início de qualquer curso é uma oportunidade repleta de expectativas. Mas umcurso a distância, além disso, impõe ao aluno um comportamento diferente, ensejandomudanças no seu hábito de estudo e na sua rotina diária, porque estará envolvido comuma metodologia de ensino moderna e diferenciada, proporcionando absorção deconhecimentos e preparação para um mercado de trabalho competitivo e dinâmico. O curso Técnico em Transações Imobiliárias ora iniciado está dividido em novemódulos. Este módulo 06 traz para você a básica disciplina Desenho Arquitetônico eConstrução Civil que, dividida em quatro grandes unidades de estudo, apresenta, dentreoutros itens essenciais, a nomeclatura de normas técnicas, as etapas de um projetoarquitetônico e os principais termos utilizados na arquitetura e na construção civil, ecom certeza será indispensável no seu desempenho profissional.Trata-se, como vocêpode perceber, de uma completa, embora sintética, habilitação no âmbito desseconhecimento tão decisivo para o futuro profissional do mercado imobiliário. Se o ensino a distância garante maior flexibilidade na rotina de estudos também éverdade que exige do aluno mais responsabilidade. Nós, do INEDI, proporcionamos ascondições didáticas necessárias para que você obtenha êxito em seus estudos, mas osucesso completo e definitivo depende do seu esforço pessoal. Colocamos a suadisposição, além dos módulos impressos, um completo site (www.inedidf.com.br) comsalas de aula virtuais, fórum com alunos, professores e tutores, biblioteca virtual e salaspara debates específicos e orientação de estudos. Em síntese, caro aluno, o estudo dedicado do conteúdo deste módulo lhe permitiránão só o domínio dos conceitos mais elementares da Arquitetura e Construção Civil,como também os termos adequados para conversação com os clientes, além doconhecimento dos instrumentos básicos para que o futuro profissional possa atingir osseus objetivos no mercado de imóveis. Enfim, ao concluir seus estudos neste módulovocê terá vencido uma importante etapa para atuar com destaque neste seguimento daeconomia nacional. Boa sorte!
  4. 4. SUMÁRIOINTRODUÇÃO ..........................................................................................................09UNIDADE I1. O DESENVOLVIMENTO DA ARQUITETURA ..................................................132. NORMAS TÉCNICAS ............................................................................................15 2.1 – ABNT ..........................................................................................................15 2.2 – Formatos de Papel ........................................................................................16 2.3 – Dobraduras das Pranchas..............................................................................17 2.4 – Caligrafia Técnica ........................................................................................17 2.5 – Carimbo ou Legenda ....................................................................................18 2.6 – Tipos de papel ..............................................................................................19 2.7 – Tipos de linhas .............................................................................................19 2.8 – Tipos de escalas ............................................................................................20 2.9 – Linhas de Cotas ............................................................................................223 - PROJEÇÕES ORTOGONAIS ...............................................................................23UNIDADE II4 - ETAPAS DO PROJETO .........................................................................................27 4.1 – Escolha do Lote ou Terreno ..........................................................................27 4.2 – Compra do Lote ...........................................................................................27 4.3 – Contratação do Arquiteto .............................................................................27 4.4 – Encomenda do Projeto .................................................................................27 4.5 – Estudo Preliminar ........................................................................................27 4.6 – Anteprojeto ..................................................................................................27 4.7 – Projeto Final.................................................................................................27 4.8 – CREA ..........................................................................................................27 4.9 – Prefeitura .....................................................................................................275 - LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO ..................................................................29 5.1 – Planimétrico .................................................................................................29 5.2 – Altimétrico ...................................................................................................29 5.3 – Planialtimétrico ............................................................................................29 5.4 – Curvas de Nível............................................................................................29 5.5 – Orientação ...................................................................................................29 5.6 – Termos Técnicos...........................................................................................296. PROJETO DE ARQUITETURA ............................................................................30 6.1 – Planta Baixa .................................................................................................30
  5. 5. 6.2 – Fachadas ou Elevações ..................................................................................31 6.3 – Corte ...........................................................................................................31 6.4 – Planta de Cobertura .....................................................................................31 6.5 – Planta de Situação ........................................................................................31 6.6 – Implantação e Locação .................................................................................31 6.7 – Quadro de Aberturas ....................................................................................31 6.8 – Quadro de Áreas ..........................................................................................327. CONTRATAÇÃO DOS PROJETOS COMPLEMENTARES ................................32 7.1 – Projeto de Estrutura .....................................................................................32 7.2 – Projeto Hidro-Sanitário ................................................................................33 7.3 – Projeto Elétrico ............................................................................................33 7.4 – Projeto Telefônico ........................................................................................34UNIDADE III8. PORTAS E PORTÕES ............................................................................................399. JANELAS...... ...........................................................................................................41 9.1 – Tipos de Aberturas das Janelas .....................................................................41 9.1.1. Basculante............................................................................................41 9.1.2. Máximo-Ar ..........................................................................................41 9.1.3. Guilhotina ...........................................................................................41 9.1.4. Correr ..................................................................................................41 9.1.5. Veneziana.............................................................................................42 9.1.6. Janela com Bandeirola ..........................................................................4210. FASE DE TRANSIÇÃO .........................................................................................42 10.1 – Método Tradicional de Desenho .................................................................42 10.1.1. Prancheta ...........................................................................................42 10.1.2. Régua “T” .........................................................................................43 10.1.3. Régua Paralela ....................................................................................43 10.1.4. Escala ................................................................................................43 10.1.5. Esquadros ..........................................................................................43 10.1.6. Transferidores.....................................................................................43 10.1.7. Réguas de Normógrafo ......................................................................44 10.1.8. Gabaritos ...........................................................................................44 10.1.9. Régua Flexível ....................................................................................44 10.1.10. Achuriador Rápido ..........................................................................44 10.1.11. Pantógrafo .......................................................................................45 10.1.12. Lápis – Lapiseiras .............................................................................45 10.1.13. Curva Francesa ................................................................................45 10.1.14. Bigode .............................................................................................45 10.1.15. Compasso ........................................................................................45 10.2 – Método Atual de Desenho - CAD, uma nova filosofia de trabalho .............45
  6. 6. UNIDADE IV11. OBRA............ .........................................................................................................49 11.1 – Ação de Adjudicação Compulsória .............................................................49 11.2 – Alvará .........................................................................................................49 11.3 – Cartório de Notas.......................................................................................49 11.4 – Certidão Negativa ......................................................................................49 11.5 – Código de Obras ........................................................................................49 11.6 – Habite-se....................................................................................................49 11.7 – Imposto de Transmissão de Bens Imobiliários (ITBI) ..................................49 11.8 – Juizado Especial Cível ................................................................................50 11.9 – Lei de Zoneamento ....................................................................................50 11.10 – Memorial Descritivo ................................................................................50 11.11 – Plano Diretor ...........................................................................................5012. PROJETOS DE RESIDÊNCIAS ...........................................................................50 12.1 – Classificação ...............................................................................................50 12.1.1. Classificação quanto ao tipo ...............................................................50 12.1.2. Classificação quanto à edificação ........................................................5113. FUNDAÇÕES E ESTRUTURAS ..........................................................................53 13.1 – Fundações ..................................................................................................53 13.2 – Estruturas ...................................................................................................53 13.2.1. Tipos de Estruturas ............................................................................53 13.3 – Instalações de esgoto ..................................................................................5614. REVESTIMENTOS ...............................................................................................60 14.1 – Soleiras, rodapés, peitoris............................................................................60 14.2 – Ferragens ....................................................................................................61 14.3 – Vidros ........................................................................................................6115. APARELHOS .........................................................................................................6116. ELEMENTOS DECORATIVOS ...........................................................................62TESTE SEU CONHECIMENTO ..............................................................................65GLOSSÁRIO .............................................................................................................69BIBLIOGRAFIA.. ........................................................................................................79GABARITO........ .........................................................................................................80
  7. 7. INTRODUÇÃO Este módulo de desenho Arquitetônico contém ilustrações queajudarão o aluno a melhorar interpretação dos tópicos abordados, facilitan-do sua compreensão no momento de apresentar um empreendimento paracliente. O desenho arquitetônico possui uma linguagem própria de ex-pressão, a qual será apresentada no decorrer dos tópicos. O aluno terá co-nhecimento de todo o processo de desenvolvimento de um projeto arquite-tônico, passando a ter intimidade com seus símbolos e termos básicos paraa leitura deste módulo. É importante que o aluno esteja consciente que o aprendiza-do flui com mais facilidade, quando existe o espírito de equipe. A trocade informações se faz necessária: saber ouvir, saber falar, respeitar a opi-nião do próximo é fundamental, para que todos, no final do curso atin-jam o objetivo. Aprender não é só acumulo de informações, mas simsaber interpretá-las de acordo com a realidade da vida, é saber aproveitar,explorar do começo ao fim da vida. “O homem nasce sem nenhuma estrutura e morre inacabado, por isso é um ser em construção”. Os Pilares do Conhecimento: Aprender a viver juntos Aprender a conhecer Aprender a fazer Aprender a ser Aprender é uma função permanente do seu organismo, é a ati-vidade pela qual o homem cresce, mesmo quando o seu desenvolvimentobiológico há muito se completou. Essa capacidade de aprender permiteuma educação indefinida, um indefinido crescimento ao ser humano.
  8. 8. Unidade I Conceituar normas técnicas, ABNT; Reconhecer características das principais exigênciasestabelecidas pela ABNT para a área de arquitetura; Reconhecer a importância das normas técnicas para o exercício deuma profissão.
  9. 9. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS12 • INEDI - Cursos Profissionalizantes
  10. 10. DESENHO ARQUITETÔNICO E NOÇÕES DE CONSTRUÇÃO CIVIL – Unidade I1. O DESENVOLVIMENTO DA Das construções eminentemente utili-ARQUITETURA tárias da pré-história, passamos pela arquite- tura monumental do Egito e da Mesopotâ- O escritor francês André Moreux defi- mia ou então aos estilos arquitetônicos tãoniu que a Arquitetura é a arte de construir sob peculiares da Índia, do Japão, da China ouo signo da beleza”. mesmo das Américas, cada qual com suas Nem sempre foi assim. particularidades culturais. Do harmônico dos A necessidade primitiva e inata de to- estilos greco-romano, vamos ao soberbo dodos os animais de buscarem um abrigo não gótico e o barroco na Idade Média e Renas-foi diferente no homem. A chuva, o vento, o cença, depois de passar pelo neoclássico, che-frio, os predadores fizeram com que os pri- gamos hoje à Arquitetura contemporânea.meiros homens buscassem abrigos seguros. Se, nos primórdios da história, o homemEra o instinto de conservação que os compe- tinha na arte de construir a essência de se res-lia a essa busca. guardar, passando posteriormente a ser ele- Nos primórdios da formação das civili- mento de tributo aos deuses e a Deus, hoje, ozações humanas, a noção de habitação não ti- homem volta a si e consubstancia suas edifi-nha o sentido de permanência e as moradias cações ao seu conforto e bem-estar, enfim aoeram transitórias. Esse conceito foi aos pou- seu prazer.cos se desenvolvendo e paulatinamente o ho- Nesta busca incessante, nesta inquietu-mem passou a cuidar com mais desvelo dos de humana, concluímos que a Arquitetura,seus abrigos: desenhava nas paredes das caver- como a arte de edificar, é, ao mesmo tempo,nas, usava materiais mais duradouros nas cons- uma ciência dinâmica e ilimitada em sua ca-truções e, para se proteger, cuidar dos reba- pacidade criadora, que aliou as necessidadesnhos recém domesticados e a agricultura inci- fundamentais do homem, como:piente, agrupava-se. Assim, por necessidade de a) físicas: de abrigo;sobrevivência, passou a ser um animal gregá-rio, logo, um animal social. b) emocionais: de segurança e proteção; A medida que o homem evoluiu, suasconstruções, além de serem locais de refú- c) estéticas: de beleza e funcionalidade.gio, passaram a ser também lugares onde eletem prazer em estar. A sua preocupação nãose restringia apenas a se proteger, ele queriaestar em local ao mesmo tempo seguro, agra-dável e belo. Suas emoções não se restringi-am só ao medo, mas também ao prazer e à • O instinto de conservação levou o homem a bus-sua religiosidade. Homenageavam os seus car abrigos seguros que se foram modificando commortos e reverenciavam as suas divindades. o passar dos tempos.Suas construções eram mais sólidas e dura- • Com a evolução do homem, as construções, alémdouras, mais limpas e arejadas e, sobretudo, de locais de refúgio, passaram a ser, também, lo-o homem passava a ocupar-se com o estéti- cais agradáveis e belos. • Das construções utilitárias da pré-história, pas-co, isto é, procurava construir com a preo- samos por diversos estilos até a arquitetura con-cupação voltada para o belo. Surgem as pin- temporânea.turas rupestres, como as das grutas de Alta- • A Arquitetura é a arte de edificar; uma ciênciamira, na Espanha, e as belas e simétricas dinâmica e ilimitada em sua capacidade criadora.construções monolíticas, como as de Sto- • A Arquitetura aliou as necessidades fundamen-nehenge, na Inglaterra. tais do homem: físicas, emocionais e estéticas.INEDI - Cursos Profissionalizantes • 13
  11. 11. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIASAssinale, com um X nos parênteses, se as afir-mativas são verdadeiras ou falsas. Justifiquesuas respostas.1. Quando André Moreux definiu que “a Ar-quitetura é a arte de construir sob o signo dabeleza”, deu a entender que a Arquitetura éuma arte eminentemente decorativa.( ) Verdadeira( ) Falsa2. O homem primitivo procurava os abrigosporque este era o seu instinto de preservação.( ) Verdadeira( ) Falsa3. Até recentemente, a primordial preocupa-ção ao construir grandes obras arquitetônicasera homenagear os mortos e reverenciar osdeuses (ou Deus); hoje não é mais esta a preo-cupação do homem.( ) Verdadeira( ) Falsa4. Os estilos arquitetônicos mostram o graude evolução de um povo em épocas diversas.( ) Verdadeira ( ) Falsa lução dos estilos. construtivas e, naturalmente, a evo- edificações, o apuro das técnicas vel evolutivo de um povo, estão suas mais consistentes para se medir o ní- 4. Verdadeira. Dentre os parâmetros com o conforto pessoal. 3. Verdadeira. As obras modernas estão mais preocupadas ticas, seja dos agressores externos. pela necessidade de proteção, seja das intempéries climá- 2. Verdadeira. A busca por abrigo ainda hoje se faz movida mas plásticas, é elemento complementar da Arquitetura. ela realizada para embelezar interiores ou na busca de for- forto e a satisfação individual ou coletiva. A decoração, seja preocupada com a forma e a estética, busca também o con- 1. Esta afirmativa é falsa. A Arquitetura, além de ser uma arte14 • INEDI - Cursos Profissionalizantes
  12. 12. DESENHO ARQUITETÔNICO E NOÇÕES DE CONSTRUÇÃO CIVIL – Unidade I2. NORMAS TÉCNICAS2.1 – ABNT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRADE NORMAS TÉCNICAS 1. Pesquise e cite os quatro aspectos relativos O sistema de padronização é o ali- às normas técnicas. cerce para garantir a qualidade de ________________________________________ um projeto. Para facilitar a com- ________________________________________ preensão do projeto em nível naci-onal, todos os componentes que envolvem o de- 2. Volte ao texto e transcreva a definição dosenho de arquitetura e engenharia são padroni- que vem a ser ABNT.zados e normalizados em todo o país. Para isto ________________________________________existem normas específicas para cada elemento ________________________________________do projeto, assim como: caligrafia, formatos dopapel e outros. O objetivo é conseguir melhoresresultados a partir do uso de padrões que supos- Brasil. sável pela normatização técnica notamente descrevem o projeto de maneira mais Normas Técnicas é o órgão respon- 2. ABNT - Associação Brasileira deadequada e permitem a sua compreensão e exe- e marketing.cução por profissionais diferentes independen- 1. Qualidade, produtividade, tecnologiate da presença daquele que o concebeu. Como instrumento, as normas técnicascontribuem em quatro aspectos: • Qualidade: fixando padrões que levam em conta as necessidades e os desejos dos usuários. • Produtividade: padronizando produtos, processos e procedimentos. • Tecnologia: consolidando, difundindo e estabelecendo parâmetros consensu- ais entre produtores, consumidores e especialistas, colocando os resultados à disposição da sociedade. • Marketing: regulando de forma equili- brada as relações de compra e venda. • As normas técnicas são um processo de simpli- ficação de procedimentos e produtos. • As normas fixam padrões de qualidade, padroni- zam produtos, processos e procedimentos consoli- dam, difundem e estabelecem parâmetros consensu- ais entre produtores, consumidores e especialistas, bem como regulam as relações de compra e venda. • O órgão responsável pela normalização técnica, no país, é a ABNT.INEDI - Cursos Profissionalizantes • 15
  13. 13. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS Margens Largura do Esp. Linhas Formato Dimensões Esquerda Outras Carimbo das margens A0 1189 x 841mm 25mm 10mm 175mm 1,4mm A1 841 x 594mm 25mm 10mm 175mm 1,0mm A2 594 x 420mm 25mm 7mm 178mm 0,7mm A3 420 x 297mm 25mm 7mm 178mm 0,5mm A4 297 x 210mm 25mm 7mm 178mm 0,5mm2.2 – FORMATOS DO PAPEL As Normas Brasileiras de Desenho Téc-nico estabelecem como padrão a série “A”. ANBR 10.068 tem o objetivo de padronizar asdimensões, layout, dobraduras e a posição dalegenda, garantindo desta forma uniformida-de e legibilidade. Os itens a serem observados na NBR,são os seguintes: • posição e dimensões da legenda; • margem e quadro; • marcas de centro; • escala métrica de referência; • sistema de referência por malhas; • marcas de corte. Os formatos da série “A” tem como base o Formato A0, cujas dimensões guardam en- tre si a mesma relação que existe entre o lado de um quadrado e sua diagonal (841 2 =1189), e que corresponde a um re- tângulo de área igual a 1 m2. A NBR10068 é complementada com a NBR 8402, referente à execução de caracteres para escrita em desenhos técnicos e procedi- mentos, e pela NBR 8403, que cuida da apli- cação de linhas em desenhos – tipos de linhas – largura das linhas e procedimentos.16 • INEDI - Cursos Profissionalizantes
  14. 14. DESENHO ARQUITETÔNICO E NOÇÕES DE CONSTRUÇÃO CIVIL – Unidade I2.3 – DOBRADURAS DAS PRANCHAS Cabides para projetos Os projeto de Arquitetura e Engenhariaapós serem executados, devem ser dobradosconforme as figuras abaixo: Formato A0 Formato A1 Moldura de 10mm Indicação das dobras Formato A1 Carimbo Formato A2 Formato A1 – com medidas 2.4 – CALIGRAFIA TÉCNICA Existe uma padronização também para a caligrafia técnica, para evitar que os projetos desenvolvidos em localidades diferentes sejam interpretados de formas distintas. Desta for- ma, adquire-se maior agilidade na interpreta- Formato A3 ção e execução do projeto.INEDI - Cursos Profissionalizantes • 17
  15. 15. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS A NBR 8402 tem a finalidade de fixarcaracterísticas da escrita a mão livre ou por ins-trumentos usados para a elaboração dos pro-jetos. Segundo a norma, as letras devem ser 1. Relacione abaixo quais os elementos fre-sempre em maiúsculas e não inclinadas. Os qüentemente usados no desenho técnico.números não devem estar inclinados _________________________________________ _________________________________________ LETRAS A B C D E F G H... 2. O carimbo, localizado no canto esquerdo das A B C D E F G H... pranchas, possuiu alguns itens obrigatórios de- finidos pela ABNT. Relacione-os abaixo. NÚMEROS _________________________________________ 1 2 3 4 5 6 7 8 9... _________________________________________ 1 2 3 4 5 6 7 8 9... 3. Qual o objetivo dos símbolos e das conven- (2,0mm – Régua 80 CL – Pena 0,2mm) ções em um projeto? (2,5mm – Régua 100 CL – Pena 0,3mm) _________________________________________ (3,5mm – Régua 140 CL – Pena 0,4mm) _________________________________________ (4,5mm – Régua 175 CL – Pena 0,8mm) 4. Como denominamos as linhas indicativas2.5 – CARIMBO OU LEGENDA das dimensões do objeto desenhado? _________________________________________ Em um projeto de Arquitetura ou En-genharia, faz-se necessário a identificação dealguns elementos, tais como: tipo de projeto, nominadas "cotas".endereço, autor do projeto, responsável técni- sões do projeto desenhado são de-co pela obra, tipo de escala empregada, área 4. As linhas indicativas das dimen-do lote, área de construção, número da pran- clareza ou simplicidade do projeto; 3. Os símbolos e as convenções são utilizados para maiorcha, números de prancha, espaço reservado data e etc;para a aprovação da prefeitura e pelo Conse- co, proprietário, nome do desenho, escala, desenhista, endereço da obra, autor do projeto e responsável técni-lho Regional de Engenharia, Arquitetura e 2. Devem constar em um carimbo informações sobre:Agronomia - CREA, entre outros. c) cotas; técnico são: a) carimbos, b) símbolos ou convenções, 1. Os elementos freqüentemente utilizados no desenho18 • INEDI - Cursos Profissionalizantes
  16. 16. DESENHO ARQUITETÔNICO E NOÇÕES DE CONSTRUÇÃO CIVIL – Unidade I2.6 – TIPOS DE PAPEL dos projetos, é possível imprimir em papel sulfi- te tantas vezes quantas forem necessárias. Existem duas categorias de papel para aelaboração do projeto de arquitetura: opacos 2.7 – TIPOS DE LINHASe transparentes. Os projetos utilizam uma variedade de Papéis transparentes: Antes do advento do tipos de linhas, para representar objetos emsoftware para projetos, os projetos originais eram várias situações.elaborados em papel-vegetal, por ser um papel Já as instalações prediais requerem no-transparente e de fácil manuseio e também, por menclatura e convenções próprias. Vejamosproporcionar cópias idênticas aos originais. algumas das convenções mais usuais: Papéis Opacos:Apresentam uso variável,para desenhos em geral; osprojetos de Arquitetura eEngenharia abandonaramo uso do papel vegetalpara os originais, abrindoespaço para o papel sulfi-te. Com o uso do com-putador para a elaboraçãoINEDI - Cursos Profissionalizantes • 19
  17. 17. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS2.8 – ESCALAS - considerações de alguns ma medida do real, chamamos de escala natural.autores: A escala natural está na razão 1 para 1, ou seja, o "Toda representação está numa propor- real está para o desenho na razão de uma medidação definida com o objeto representado. Esta do real para uma medida do desenho.proporção é chamada de escala". ( Raisz,1969:47) 2.8.2. Escala de Redução: Quando o objeto "Escala é, então, a relação que existe en- que está sendo representado é de grandes di-tre os comprimentos de um desenho e seus mensões, usamos escala de redução, para pos-correspondentes no objeto; portanto, escala sibilitar sua representação no papel. Por exem-nada mais é do que uma razão de semelhança. plo, quando projetamos uma residência, umSendo assim, toda escala é expressa por uma prédio ou uma cidade.fração; essa fração é chamada escala numéri- Escala de redução são representadas daca; sua representação gráfica chama-se escala seguinte forma:gráfica. Os comprimentos considerados nodesenho são chamados distâncias gráficas e os 1/10 – 1/20 – 1/50 – 1/100 – 1/200 1/100considerados no objetos são chamados distân- e outras.cias naturais" (Rangel, 1965:11) Existem três tipos de escalas: Escala O número 1 indica o desenho e o próxi-Natural, Escalas de Redução e Escalas de mo o real.ampliação. Exemplo: 1/50 (um por cinqüenta) Significa que um centímetro do papel2.8.1. Escala Natural: Quando o objeto que está representará 50 cm do real, ou seja, o desenhosendo representado no desenho, apresenta a mes- será reduzido 50 vezes.20 • INEDI - Cursos Profissionalizantes
  18. 18. DESENHO ARQUITETÔNICO E NOÇÕES DE CONSTRUÇÃO CIVIL – Unidade I 2.8.3. Escala de Ampliação: Quando o 3. Veja no texto e descreva para que servem asobjeto que está sendo representado é muito escala reais.pequeno, necessitando ser ampliado para me- ____________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________lhor interpretação do projeto. Esta escala éempregada nas áreas de mecânica, eletrônica, II - Dadas as escalas abaixo, escreva-as pordesenho de jóias, entre outras. extenso e identifique se são de ampliação, OBS - Escala real - Usa-se este tipo de redução ou real.escala quando o desenho deve ser igual ao ob- 1) 1½ : 1jeto desenhado. A representação desta escala é 2) 1 : 1½sempre 1:1 (lê-se um por um). 3) 5: 5 4) 1 : 1.000 5) 1.000 : 1 III. Um pouco mais de teoria: descreva como procedemos nas escalas gráficas. • As escalas numéricas podem ser: de redução, de ____________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ampliação e real. ____________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ • A escala de redução significa que o desenho é menor que o objeto desenhado. É usada quando o objeto é muito grande e não temos como repre- sentá-la graficamente. lecido. • A escala de ampliação significa que o desenho é outro sistema de medida estabe- maior que o objeto desenhado. É usada quando o tes ou múltiplos do metro, ou de As escalas gráficas são sempre par- objeto é muito pequeno e sua representação não desenho previamente estabelecido. será nítida, reta em várias partes iguais, obedecendo a um plano de • A escala real significa que o desenho é igual ao III - Nas escalas gráficas, seccionamos um segmento de objeto desenhado. do mil vezes no desenho. • As escalas numéricas são assim representadas: por um. É uma escala de ampliação; o objeto foi aumenta- redução; o objeto foi reduzido mil vezes no desenho; 5) Mil - de redução -1:2 (lê-se um por dois), ou seja, o logo, é uma escala real; 4) Um por mil. É uma escala de desenho é a metade do objeto desenhado; anterior; 3) Cinco por cinco. A razão 5:5 é igual à razão 1:1, - de ampliação -2:1 (lê-se dois por um), isto é, o dese- por um e meio. É uma escala de redução e o contrário da objeto no desenho foi aumentado uma vez e meia; 2) Um nho é duas vezes maior que o objeto desenhado; II -1) Um e meio por um. É uma escala de ampliação, pois o - real -1:1 (lê-se um por um), ou seja, o desenho é igual ao objeto desenhado. tamanho natural ou real. 3) As escalas reais servem para reproduzir o objeto em seu • Escala gráfica é aquela em que seccionamos um seg- ção são utilizadas para aumentar o desenho de um objeto; mento de reta em várias partes iguais, obedecendo a jeto; 2) Ao contrário das escalas de redução, as de amplia- são usadas para reduzir, no desenho, um determinado ob- um plano de desenho previamente estabelecido. I - 1) Como o próprio nome indica, as escalas de reduçãoI - Responda as alternativas.1. Pense um pouco e responda: qual a finali-dade das escalas de redução?_______________________________________________________________________________________ ___________________________________________2. E as escalas de ampliação? Para que servem?_______________________________________________________________________________________ ___________________________________________INEDI - Cursos Profissionalizantes • 21
  19. 19. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS2.9 – LINHAS DE COTA • linha auxiliar deve ser prolongada ligei-Cotagem em Desenho Técnico ramente além da linha de cota.(NBR - 10126) • deixar um pequeno espaço entre a li- nha auxiliar e o elemento ou detalhe a Representação gráfica das dimensões no ser cotado.desenho técnico de um elemento, através de • linhas auxiliares devem ser perpendicu-linhas, símbolos, notas e valor numérico numa lares aos elementos a serem cotados eunidade de medida. paralelas entre si. Elementos gráficos para representação de • linhas de centro não devem ser utilizadascotas como linhas de cota ou auxiliares porém Dimensão do podem ser prolongadas até o contorno do Linha de cota ou de objeto elemento representado e a partir daí com dimensionamento linha auxiliar (contínua estreita). • sempre que o espaço disponível for ade- quado colocar as setas entre as linhas auxiliares, quando não for pode-se re- presentar externamente. • cotagem de raios, a linha de cota parte Linhas de chamada do centro do arco e uma única seta e representada onde a linha de cota tocaRecomendações o contorno do arco, a letra R (erre mai- • a característica da linha de cota e linha úscula) deve ser representada na frente auxiliar: linha estreita e contínua. do valor da cota.22 • INEDI - Cursos Profissionalizantes
  20. 20. DESENHO ARQUITETÔNICO E NOÇÕES DE CONSTRUÇÃO CIVIL – Unidade ITécnica de Cotar Símbolos para as cotas a) as cotas devem ser representadas aci- • Utilizamos alguns símbolos, para faci-ma e paralelamente à linha de cota e aproxi- litar e identificar das formas dos elemen-madamente no seu ponto médio. tos cotados. b) as cotas devem ser lidas da base dafolha de papel. As linhas de cotas devem ser φ - diâmetrointerrompidas próximas ao meio para repre- R - raiosentação da cota.3. PROJEÇÕESORTOGONAIS O desenho arquitetôni-co consiste em representar asedificações, levando em con-sideração as projeções, vistas,elevações, detalhes e cortes.Estas projeções nos proporci-onam uma visão espacial, oumelhor, volumétrica da edi-ficação.INEDI - Cursos Profissionalizantes • 23
  21. 21. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS24 • INEDI - Cursos Profissionalizantes
  22. 22. DESENHO ARQUITETÔNICO E NOÇÕES DE CONSTRUÇÃO CIVIL – Unidade I Unidade II Conceituar projeção, projeção ortogonal, levantamento topográfico; Identificar o significado de termos técnicos da área de arquitetura e engenharia, geralmente, utilizados durante o processo de transação imobiliária; Reconhecer características do levantamento topográfico e das diversas eta-pas de um projeto.INEDI - Cursos Profissionalizantes • 25
  23. 23. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS26 • INEDI - Cursos Profissionalizantes
  24. 24. DESENHO ARQUITETÔNICO E NOÇÕES DE CONSTRUÇÃO CIVIL – Unidade II4. ETAPAS DO PROJETO to o arquiteto solicitará ao cliente o Uso do Solo, fornecido pela Prefeitura e o Le- É importante conhecer a linguagem do vantamento Topográfico , que deverá serprojeto arquitetônico, com seus símbolos e executado por um topógrafo. Nesta etapaconvenções, assim como, para saber ler e o profissional colherá dados do cliente, co-escrever corretamente, temos necessidade nhecerá suas necessidades e expectativas,dos conhecimentos e regras de gramática. para a elaboração do Programa de Necessi-O desenho arquitetônico apresenta uma sé- dades, colhendo todas as informações ne-rie de peculiaridades, que veremos a seguir, cessárias para dar início à fase, a qual cha-no sentido de instruir o aluno e torná-lo mamos de Estudo Preliminar.capaz de fazer uma leitura completa do pro-jeto. Iniciaremos, passo a passo, as etapas 4.5 – ESTUDO PRELIMINAR - A partirde elaboração de um projeto, desde a esco- do momento em que o arquiteto fica cientelha do lote até a aprovação nos órgãos com- dos objetivos e necessidades de seu cliente,petentes. começa a elaboração de um croqui, ou me- lhor, de um esboço, que dará início a nova4.1 – ESCOLHA DO LOTE OU TERRE- fase, denominada de Anteprojeto.NO - É importante levar em consideração al-guns itens como: 4.6 – ANTEPROJETO - É o projeto dese- • Localização nhado, seguindo todas as normas do desenho • Edificações vizinhas técnico e da ABNT. • Posição em relação ao Norte • Situação topográfica do lote (feito pelo 4.7 – PROJETO FINAL - Logo após a apro- topógrafo) vação do projeto pelo cliente, o arquiteto pas- • Afastamentos exigidos pela prefeitura sa a finalizá-lo, incluindo todos os desenho (Uso do Solo) necessários para a aprovação na prefeitura e • Índice de ocupação (Uso do Solo) no CREA. • Resistência do solo (Projeto de Funda- ção) 4.8 – CREA - O Conselho Regional de Enge- nharia, Arquitetura e Agronomia é o órgão onde4.2 – COMPRA DO LOTE - Certificar-se o arquiteto registra um documento denomina-de que toda a documentação está correta e do ART – Anotação de Responsabilidade Téc-passar imediatamente a escritura para o nome nica, no qual assume total responsabilidade pelodo comprador. projeto que assina. O CREA fiscaliza a atua- ção dos profissionais formados nas áreas de en-4.3 – CONTRATAÇÃO DO ARQUITE- genharia, arquitetura e agronomia. Regulamen-TO - É de fundamental importância a tadas, essas profissões têm direitos e deveres quecontratação deste profissional, até mesmo devem ser respeitados por quem as exerce. Oantes da negociação do lote, quando ele CREA verifica se a conduta desses trabalhado-poderá orientar na escolha e adequação do res está adequada – os que cometem erros gra-terreno. ves correm o risco de perder o registro no Con- selho e ficar em situação irregular.4.4 – ENCOMENDA DO PROJETO -Antes de dar início ao projeto de arquite- 4.9 – PREFEITURA – O cliente ou o profis-tura, é necessário uma conversa detalhada sional deverá levar o projeto para ser aprova-entre o cliente e o arquiteto. Neste momen- do pela prefeitura; caso seja aprovado, deveráINEDI - Cursos Profissionalizantes • 27
  25. 25. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIASprovidenciar cinco jogos de cópia para serem 3. ( ) varandaregistrados e carimbados. 4. ( ) piscina 5. ( ) cozinha 6. ( ) sala 7. ( ) dependências de empregada 8. ( ) escritório 9. ( ) lavabo 10. ( ) sala de televisão • Toda obra exige um planejamento que vai desde o momento dos primeiros contatos, que chama- mos de fase de programa da obra, até a sua concre- A - íntima B - social C - serviço tização. • O objetivo deste planejamento é o de obter mai- or lucro, com o menor dispêndio de tempo e tra- 10. (A) balho. (C); 6. (B); 7. (C); 8. (B); 9. (B); • Os espaços da obra são definidos levando-se em II - 1. (A); 2. (A); 3. (B); 4. (B); 5. consideração fatores tais como: clima, aeração, in- (x); 4. (x) solação, estilo e topografia. I - 1. ( ) Qualquer projeto exige um planejamento; 2. (x); 3. • Um programa bem simples de uma residência abrange as seguintes áreas: - íntima: quartos, banheiros, sala íntima; - social: sala, varanda, lavabo, piscina, escritório, garagem; - serviço: área de serviço, cozinha, copa, quarto de empregada e despensa.I. Assinale, com um X nos parênteses, as afir-mações verdadeiras. 1. ( ) Somente as edificações de menorcomplexidade exigem planejamento. 2. ( ) É na fase de programa da obraque o profissional responsável pelo projetocapta os desejos do cliente e determina as di-retrizes para o início de seus trabalhos. 3. ( ) O objetivo do “planejar” resume-se na união perfeita entre o lucro, o tempo e otrabalho propriamente dito. 4. ( ) Além de outros fatores, o clima, aaeração, a insolação, o estilo e a topografia sãoobservados num projeto.II. Relacione as áreas de forma correta. 1. ( ) quartos 2. ( ) banheiros28 • INEDI - Cursos Profissionalizantes
  26. 26. DESENHO ARQUITETÔNICO E NOÇÕES DE CONSTRUÇÃO CIVIL – Unidade II5. LEVANTAMENTO Existem dois tipos de orientação, a mag-TOPOGRÁFICO nética (bússola) e a verdadei- ra, que é a geográfica. No É o estudo do terreno, visando verificar Levantamento Topográficoas divisas do terreno, suas as dimensões e des- é utilizada a verdadeira , poisníveis. O levantamento topográfico é dividi- a magnética apresenta vari-do em três etapas: ações no decorrer dos anos.5.1 – PLANIALTIMÉTRICO - abrange so-mente as divisas e os ângulos.5.2 – ALTIMÉTRICO - abrange as curvasde nível e alturas do terreno.5.3 – PLANIMÉTRICO - é o levantamen-to topográfico, propriamente dito; apresentao estudo planialtimétrico e altimétrico doterreno. 5.6 – TERMOS TÉCNICOS - Para me- lhor compreensão do estudo topográfico, o5.4 – CURVAS DE NÍVEL - São linhas cur- Técnico em Transações Imobiliárias precisavas que indicam as alturas e a inclinação do estar por dentro de alguns termos técnicosterreno. As curvas de níveis devem ser repre- relacionados à situação do terreno, para tersentadas metro a metro em um levantamento argumentos em uma explanação para o cli-topográfico. Estas curvas são definidas de acor- ente. Os principais são:do com a sinuosidade do terreno: quanto mais • Terraplanagem – Processo de prepa-próximas indicam que o terreno possui incli- ração do terreno, para dar início anação, quando são mais espaçadas, indicam construção.que o terreno é pouco inclinado ou até mes- • Aterro – Preenchimento de uma áreamo plano. Conforme podemos notar na figu- em desnível, com terra ou entulho.ra abaixo, o setor A é o mais ingrime e o setor • Desaterro – Retirada de terra de umaB é o menos inclinado. área. • Declive – Quando a inclinação do ter- reno está abaixo do nível da rua. • Aclive – Quando a inclinação do ter- reno está acima do nível da rua. • Logradouro – Locais públicos, como praças, ruas, avenidas, parques etc... • Arruamento – Processo de criação das ruas. • Caixa de Rolamento – Parte da rua destinada para o trânsito de veículos.5.5 – ORIENTAÇÃO - É a posição do norte • Passeio – Parte da rua destinada paraem relação ao terreno; este deve constar no o passeio de pedestre.Levantamento Topográfico, pois é de funda- • Afastamento – Distâncias exigidasmental importância para o arquiteto elaborar pelo Uso do Solo, da edificação emo projeto. relação ao terreno.INEDI - Cursos Profissionalizantes • 29
  27. 27. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS6. PROJETO DE ARQUITETURA 6.1 – PLANTA BAIXA - É um corte trans- versal à edificação, a uma altura de 1,50m. O projeto de arquitetura é constituído Através da planta baixa, podemos visualizarpelos seguintes desenhos: os ambientes que compõe o projeto. Feche os • Planta Baixa ou Pavimento Térreo olhos e imagine uma casa, visualizando da rua. • Pavimento Superior (quando for sobra- Agora imagine se fosse possível, tirar o telha- do ou prédio) do e visualizá-la de cima. • Layout • Itens que compõe a planta baixa: • Corte Transversal Paredes • Corte Longitudinal Janelas • Fachadas Portas • Planta de Cobertura Cotas • Planta de Situação Cotas de Nível • Implantação e Locação Projeções • Quadro de Aberturas Indicação dos Cortes • Quadro de Áreas Indicação do Norte Escada Rampas Pergolado Espelho d’água Layout30 • INEDI - Cursos Profissionalizantes
  28. 28. DESENHO ARQUITETÔNICO E NOÇÕES DE CONSTRUÇÃO CIVIL – Unidade II 6.4 – PLANTA DE COBERTURA - Este desenho define a situação do telhado, núme- ro de águas, tipo de telha, lado da queda d´agua e a largura do beiral. Perspectiva6.2 – FACHADAS OU ELEVAÇÕES - Sãoelevações verticais, frontal, lateral ou posteri-or, para se ter noção da edificação. 6.5 – PLANTA DE SITUAÇÃO – Define a situação do lote em relação à quadra, às ruas e aos lotes vizinhos. 6.6 – PLANTA DE IMPLANTAÇÃO E6.3 – CORTES - São elevações verticais fei- LOCAÇÃO - Define a situação do projeto emtas no sentido transversal e longitudinal den- relação ao terreno, incluindo as medidas dostro da edificação, para medir as alturas dos ele- afastamentos.mentos arquitetônicos, portas, telhados, esca-das, rampas e outros. Implantação e Locação 6.7 – QUADRO DE ABERTURAS - Legen- da a qual possui informações sobre as abertu- ras, portas e janelas.Quando a referencia é para janela, denominamos a sigla J , e para porta P.INEDI - Cursos Profissionalizantes • 31
  29. 29. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIASConforme o tipo e as dimensões numeramos Laje - Estrutura plana e horizontal de concre-como no exemplo: to armado, apoiada em vigas e pilares.J1 P1J2 P2J3 P36.8 – QUADRO DE ÁREAS - Legenda queapresenta a área do terreno, área de cons-trução e a área de permeabilidade (área dejardim).7. CONTRATAÇÃO DOSPROJETOS COMPLEMENTARES Estes projetos devem ser contratadosapós ter sido concluído o projeto arquitetô-nico. Os projetos complementares são osseguintes:7.1 – PROJETO DE ESTRUTURA - Esteprojeto deverá ser elaborado pelo engenheirocivil. Uma construção segura depende do pro-jeto de estrutura que, por sua vez, depende doprojeto de fundações, elaborado segundo a re-sistência do solo.32 • INEDI - Cursos Profissionalizantes
  30. 30. DESENHO ARQUITETÔNICO E NOÇÕES DE CONSTRUÇÃO CIVIL – Unidade IIPilares - Elemento estrutural vertical de con-creto, madeira, alvenaria ou pedra. Esgoto7.2 – PROJETO HIDRO-SANITÁRIO - Oobjetivo deste projeto é dimensionar as tubu-lações necessárias, para cada áreamolhada(banheiros, lavabos, área de serviço,cozinha e outros). O projeto hidro-sanitárioapresenta os pontos e as tubulações de águafria, quente, esgoto e pluvial.Água Fria 7.3 – PROJETO ELÉTRICO - O engenhei- ro elétrico define o caminho das tubulações elétricas desde a caixa de entrada de energia que vem da rua até a sua chegada aos equipa- mentos elétricos.INEDI - Cursos Profissionalizantes • 33
  31. 31. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS 7.4 – PROJETO TELEFÔNICO - O enge- nheiro elétrico define o caminho das tubula- ções dos cabos de telefone. • O projeto em si é a finalização das fases que o ante- SÍMBOLOS E CONVENÇÕES NOS cedem, São elementos constantes de um projeto: si- PROJETOS ARQUITETÔNICOS tuação, locação, cobertura, planta baixa, corte e fa- chada. • Situação é o estudo da edificação no contexto da cidade, do bairro e da rua. • Locação é o estudo do terreno propriamente dito. • Cobertura é a parte da projeção que protege a edificação das intempéries climáticas e que, para cumprir tal finalidade, deve ter as propriedades de estanqueidade, isolamento térmico e ainda ser in- deformável, resistente, leve, não absorver peso, per- mitir fácil escoamento com secagem rápida. • Planta baixa é o desenho que recebe a maior carga de informações, ou seja, contém as dimen- sões em tamanho real, obedecendo as escalas do projeto. • Corte é a secção feita na obra para se obter uma visão diferente do projeto, A escolha da secção é aleatória, destacando o que se deseja mostrar e sem Iimite quanto ao número de cortes. Recomenda- se, para melhor compreensão de um projeto, no mínimo, dois cortes: um transversal e outro lon- gitudinal. • Fachada é a visão externa do projeto, é a forma que a obra adquire. • Os estudos do terreno propriamente dito abran- gem: a altimetria (inclinação ou, não, do terreno), tipo de solo, a orientação quanto a posição do sol e ventos, afastamento que deverá existir em relação ao lote do vizinho, a forma do lote, a dimensão de suas medidas, a compatibilização entre o projeto concebido e o valor do lote, orientação esta presta- da pelo arquiteto.34 • INEDI - Cursos Profissionalizantes
  32. 32. DESENHO ARQUITETÔNICO E NOÇÕES DE CONSTRUÇÃO CIVIL – Unidade II c) A distância de um lote para o outro ________________________________ ________________________________ ________________________________ ________________________________I - Relacione de forma correta os elementos d) A forma do lotede um projeto. ________________________________ ________________________________ A - Planta de Situação ________________________________ ________________________________ B - Planta de Locação C - Planta de Cobertura e) As dimensões do lote D - Planta baixa _________________________________ ________________________________ E - Corte _________________________________ ________________________________ F - Fachada f ) O valor devido do lote 1. ( ) É o estudo que abrange sete itens ________________________________ ________________________________ sobre o terreno propriamente dito. _________________________________ ________________________________ 2. ( ) Tem como finalidade proteger as edificações das intempéries climáticas. 3. ( ) Estuda a edificação no contexto da cidade, bairro e rua. 4. ( ) É o desenho que recebe maior carga de informações. 5. ( ) Pode ser de dois tipos: o trans- versal e o longitudinal - e serve para a melhor compreensão do projeto. 6. ( ) É a exteriorização do projeto, a sua forma.II - Pense e responda.1. Ao estudarmos um terreno, quais os ele- da obra de arquitetura. preço do terreno se sobreponha aomentos devem ser prioritariamente exami- são de valores fazendo com que o arquiteto, poderá provocar uma inver-nados? f) Este fator, se não tratado com grande seriedade pelo_______________________________________________________________________________________ ___________________________________________ mas._______________________________________________________________________________________ ___________________________________________ Federal que uma vez desrespeitada pode criar proble- e) As dimensões mínimas são estabelecidas pela Lei2. Que transtornos as situações relaciona- o trabalho do arquiteto. d) Os terrenos, quando não são retangulares, dificultamdas a seguir trarão, se não forem devidamen-te observadas? da, pois há matéria que disciplina o assunto. c) A distância de um lote para o outro deve ser respeita- luções artificiais.a) A altimetria do lote tas vezes, o aumento dos custos com o emprego de so-_________________________________ ________________________________ vadas, ocorrerá desconforto para o proprietário e, mui- b) Se as posições do sol e dos ventos não forem obser-_________________________________ ________________________________ tido dos desníveis. quiteto, a não ser quando o projetista consegue tirar par-b) A posição do sol e dos ventos II - a) Um terreno não plano complicará o projeto do ar-_________________________________ ________________________________ 6. (F) 5. (E) 4. (D) 3. (A) 2. (C) I - 1.(B)________________________________ ________________________________INEDI - Cursos Profissionalizantes • 35
  33. 33. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS36 • INEDI - Cursos Profissionalizantes
  34. 34. DESENHO ARQUITETÔNICO E NOÇÕES DE CONSTRUÇÃO CIVIL – Unidade I Unidade III Conceituar Projeto de Arquitetura, Alvará, "Habite- se", "ITBI", Memorial Des-critivo, Plano Diretor; Identificar as exigências estabelecidas para a construção de uma obra; Identificar os locais de registro; Reconhecer características básicas de um projeto de arquitetura, de projetos complementares, do levantamento topográfico; Reconhecer o processo utilizado para a elaboração do projeto; Explicar as características básicas de uma construção; Reconhecer o significado dos termos mais usados na área arquitetônica.INEDI - Cursos Profissionalizantes • 37
  35. 35. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS38 • INEDI - Cursos Profissionalizantes
  36. 36. DESENHO ARQUITETÔNICO E NOÇÕES DE CONSTRUÇÃO CIVIL – Unidade III8. PORTAS E PORTÕES Existe grande variedade de tipos de por-tas e portões, e o TTI precisa identificar as aber-turas das portas e portões em um desenho ar-quitetônico. Para isto, seguem algumas figurasdas portas com representação em planta. Porta Sanfonada Porta giratória Porta Pantográfica Porta de Correr Porta de AbrirINEDI - Cursos Profissionalizantes • 39
  37. 37. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS PORTÕES Corte Portão Basculante Planta Corte Planta Portão Pivotante Vertical Portão de Enrolar Corte40 • INEDI - Cursos Profissionalizantes
  38. 38. DESENHO ARQUITETÔNICO E NOÇÕES DE CONSTRUÇÃO CIVIL – Unidade III 9.1 – TIPOS DE ABERTURAS DAS JANELAS 9.1.1. BASCULANTE - as peças das janelas giram em torno de um eixo superior, tendo o movimento limitado por hastes laterais. Planta9. JANELAS As janelas em planta, geralmente são re-presentadas conforme a figura abaixo: 9.1.2. MÁXIMO-AR - Janela cuja abertura deixa os vidros numa posição perpendicular ao caixilho, permitindo total ventilação e ilu- minação em relação ao batente.Representação em planta (para janelas abaixode 1,50m) 9.1.3. ABERTURA TIPO GUILHOTINA - a abertura da janela é na posição vertical. 9.1.4. JANELA DE CORRER - a aberturaRepresentação em planta (para janelas acima da janela é na posição horizontal.de 1,50m)INEDI - Cursos Profissionalizantes • 41
  39. 39. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS 10. FASE DE TRANSIÇÃO O processo de elaboração de projetos de Arquitetura e Engenharia está passando por uma fase de transição, na qual ainda encon- tram-se profissionais que utilizam o método tradicional, fazendo uso da prancheta, régua,9.1.5. JANELA TIPO VENEZIANA - per- escala, esquadros e outros materiais de dese-mite a ventilação permanente dos ambientes, nho, ao mesmo tempo em que ocorre uma sig-impedindo a visibilidade do exterior e a en- nificativa procura por uma nova ferramentatrada de água da chuva. É formada por palhe- de trabalho, representada pelo “CAD - Com-tas inclinadas e paralelas puter Aided Design”, que significa “Projeto ou Desenho Auxiliado por Computador”. Cada vez mais os profissionais estão se conscienti- zando da praticidade, agilidade e conveniên- cia oferecidas pelo sistema, facilitando, inclu- sive, a comunicação entre o profissional e seus clientes. 10.1 – MÉTODO TRADICIONAL DE DESENHO Relacionamos, a seguir, alguns equipa- mentos, utensílios e mobiliário tradicional- mente utilizados pelos profissionais para ela- boração de projetos.9.1.6. JANELA COM BANDEIROLA , si- Mobiliáriotuado na parte superior das janelas ou das por-tas. Fixo ou móvel, favorecendo a iluminação 10.1.1. PRANCHETA - Mesa para desenho,e ventilação dos ambientes. com alavancas de acionamento da inclinação e da altura. Geralmente revestida com plásti- co de cor verde, branco ou azul.42 • INEDI - Cursos Profissionalizantes
  40. 40. DESENHO ARQUITETÔNICO E NOÇÕES DE CONSTRUÇÃO CIVIL – Unidade III10.1.2. RÉGUA “T” - Usada em dese- 10.1.5. ESQUADROS - Os esquadros sãonho técnico para o traçado de linhas paralelas. utilizados em conjunto com a régua T ou comAs linhas perpendiculares são obtidas com au- a paralela, para traçar linhas perpendicularesxílio de esquadro apoiado na régua T. Pode ser e paralelas. Existem esquadros de 30º e de 45º.fabricada em madeira, com bordas de plástico São fabricados em acrílico cristal com 2mminquebrável ou acrílico. A régua T pode ser ou 3mm de espessura, com escala em milí-fixa ou acoplada a um cabeçote móvel, com metros, ou sem escala, podendo, ainda, apre-transferidor, permitindo o traçado de linhas sentar rebaixo para traçado a nanquim.inclinadas.10.1.3. RÉGUA PARALELA - régua parale-la surgiu depois da régua T. É confeccionadaem acrílico cristal com espessura de 3,2mm,podendo ter proteção de alumínio anodizado.É fixada na prancheta através de parafusos e O tamanho dos esquadros varia de 16cmcordoamentos de nylon especial. A régua des- a 50cm.loca-se sobre a prancheta no sentido transver-sal, proporcionando o traçado de linhas para- 10.1.6. TRANSFERIDORES - Transferido-lelas res são utilizados para aferir os ângulos do de- senho. São fabricados em acrílico cristal com diâmetro variando entre 10cm e 25cm.10.1.4. ESCALA - É uma régua utilizada emdesenho técnico para reduzir ou ampliar oobjeto. O manuseio deste equipamento serádetalhado, mais a frente.INEDI - Cursos Profissionalizantes • 43
  41. 41. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS10.1.7. RÉGUAS DE NORMÓGRAFO -Estas réguas são utilizadas em conjunto comum instrumento, conhecido por “aranha”,onde são fixadas canetas à tinta e a ponta secana régua, possibilitando assim o desenho arte-sanal das letras. Gabarito de Vegetação10.1.8. GABARITOS - São utensílios de plás-ticos ou acrílico que apresentam os contornos 10.1.9. RÉGUA FLEXIVEL - A régua flexí-de objetos variados utilizados em desenho téc- vel serve para o traçado de qualquer tipo denico de construções. curva. É fabricada de borracha especial com alma interna de chumbo com liga especial. Possui rebaixo nas bordas para desenho à nan- quim. O comprimento varia de 40cm a 1m. Gabarito de letras. Gabarito Sanitário 10.1.10. ACHURIADOR RÁPIDO - Ideal para traçar linhas ou figuras perfeitamente paralelas com qualquer espaçamento. Pos- sui dispositivo para acoplar qualquer tipo de gabarito o que amplia muito seu campo Gabarito de Telhas de utilização.Gabarito de portas/sanitários/elétrico/círcu- los e retângulos44 • INEDI - Cursos Profissionalizantes
  42. 42. DESENHO ARQUITETÔNICO E NOÇÕES DE CONSTRUÇÃO CIVIL – Unidade III10.1.11. PANTÓGRAFO - Concebido para 10.1.13. CURVA FRANCESAexecutar reduções ou ampliações com bastan-te precisão, dentro de uma tolerância máxi-ma de 5% de erro, nas proporções de: 1/12,1/10, 1/8, 1/6, 1/5, 1/4, 1/3, 2/5, 1/2, 3/5,2/3, 3/4, 4/5, etc. Braços leves de alumínioanodizado e ferragens de latão finamente cro-madas formam a estrutura. 10.1.14. BIGODE - Indispensável na rotina de trabalho de estudantes e profissionais. De tamanho compacto, fácil da acomodar, pos- sui cerdas naturais (crina animal) e cabo ana- tômico em madeira de lei com fino acabamen- to, medindo, aproximadamente 25 cm.10.1.12. LÁPIS – LAPISEIRAS - Oslápis e lapiseiras (minas ou grafites) sãoclassificados por meio de letras ou nú-meros segundo o seu grau de dureza.Quanto maior for o seu número ouclassificação de sua letra maior será a 10.1.15. COMPASSO - Instrumento parasua rigidez. desenhar arcos ou círculos. A série B compreende, de formageral, os lápis macios e a série F os lá-pis duros. Para o desenho preliminar pode-seusar o lápis HB ou grafite equivalente parauso em lapiseira. Existe no mercado uma gran-de variedade de tipos de lapiseiras. Classificação alfabética para tipos de grafite (macios e duros) • Lápis macios: 7B, 6B, 5B, 4B, 3B, 2B 10.2 – MÉTODO ATUAL DE DESE- • Lápis rijos: H, 2H, 3H, 4H, 5H, 6H. NHO – CAD – UMA NOVA FILOSO- • Lápis de dureza intermediária: B, HB, F. FIA DE TRABALHO Classificação numérica • Número 1 equivalente à 3B; Filosofia de trabalho inovadora em • Número 2 equivalente à B; projeto e construção, o CAD representa, • Número 3 equivalente à F; sem dúvida, uma ferramenta essencial para • Número 4 equivalente à 2H; o arquiteto e o engenheiro, bem como para • Número 5 equivalente à 4H; todos os profissionais dedicados à área de • Número 6 equivalente à 6H; desenho técnico. Com o crescente interes-INEDI - Cursos Profissionalizantes • 45
  43. 43. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIASse e conscientização das empresas com re-lação ao uso do CAD e seus efeitos sobre amelhoria da eficiência e da qualidade dotrabalho oferecido à clientela, evidencia-se,no futuro próximo, a diminuição do espa-ço reservado àqueles profissionais que nãoadotarem esta tecnologia de ponta. O en-sino e aprendizado dessa ferramenta deveser pautado pelas necessidades de cada pro-fissional, Ao arquiteto, por exemplo, é im-portante o profundo conhecimento doscomandos e facilidades oferecidas pelo pro-grama, pois, à medida que vai desvendan-do suas quase ilimitadas possibilidades,passa a ter maior desenvoltura de trabalho,ganhando em produtividade e conseguin-do, até mesmo conceber e materializar suaidéia diretamente no computador. Uma vezque a idéia criativa origina-se na mente doprofissional, o que acontece, neste caso, éa transferência de idéias do homem, dire-tamente para a máquina.46 • INEDI - Cursos Profissionalizantes
  44. 44. DESENHO ARQUITETÔNICO E NOÇÕES DE CONSTRUÇÃO CIVIL – Unidade I Unidade IV Conhecer a documentação necessária para início de uma obra, incluindo alvará, certidões negativas, habite-se e ITBI; Conhecer a classificação dos projetos residenciais quanto aos tipos de edificações; Descrever os tipos mais comuns de fundações e de estruturas de uma obra; Descrever as instalações de esgoto de uma residência, incluindo caixa de esgoto; Conhecer os vários tipos de revestimentos usados em uma obra, incluindo elementos decorativos.INEDI - Cursos Profissionalizantes • 47
  45. 45. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS48 • INEDI - Cursos Profissionalizantes
  46. 46. DESENHO ARQUITETÔNICO E NOÇÕES DE CONSTRUÇÃO CIVIL – Unidade IV11. OBRA esse nome. Tais papéis podem ser emitidos em nome de pessoas físicas ou jurídicas e Uma obra envolve mais que tijolos, ci- em favor de um imóvel. O termo “negativa”mento ou argamassa. Há documentos, enti- nas certidões mostra que não houve nenhumdades, impostos e conjuntos de leis que, mui- registro de ocorrência nos órgãos consulta-tas vezes, o público leigo jamais suspeitou que dos.existissem. 11.5 – CÓDIGO DE OBRAS11.1 – AÇÃO DE ADJUDICAÇÃOCOMPULSÓRIA São leis municipais que determinam a forma de ocupação do solo, mais especifica- É utilizado para que se cumpra a trans- mente, estabelecendo detalhes técnicos paraferência de propriedade de um bem imóvel as construções, como a quantidade mínima dequando o antigo proprietário não pode ou janelas e o dimensionamento das escadas e dasnão quer fazê-la. Nessa ação, o novo dono saídas de emergência. Se essas regras foremdeve comprovar que comprou e pagou por desrespeitadas, a obra não será aprovada pelaele. Para isso, pode-se usar o compromisso prefeitura. Nas capitais e grandes cidades, ode compra e venda, recibos, promissórias e Código de Obras é vendido em livrarias. Emtestemunhas. outros municípios, ele pode ser obtido na pre- feitura.11.2 – ALVARÁ 11.6 – HABITE-SE Essa licença, expedida pela prefeitura,autoriza a construção ou a reforma de um Expedido pela prefeitura, é a licença queimóvel. O poder municipal fica obrigado a li- libera o imóvel construído ou reformado paraberar a permissão sempre que um pedido for a moradia ou para a permanência e circula-feito, desde que respeite todas as regras e apre- ção de pessoas (como cinemas, teatros e es-sente todos os documentos requeridos. critórios). Essa autorização só é concedida após a entrega de todos os documentos refe-11.3 – CARTÓRIO DE NOTAS rentes à obra, como o alvará e o memorial descritivo, além dos comprovantes de paga- O registro de todas as declarações ou mento dos impostos (INSS e ISS). Se houverdocumentos que precisam tornar-se públicos, qualquer divergência, um fiscal vai até a cons-por exigência – ou não – da lei, é feito nesses trução: ele pode multar o construtor e impe-cartórios. Contratos de compra e venda, por dir que pessoas entrem no edifício até que asexemplo, só viram escrituras quando lavrados correções sejam feitas.ali. Assim, deixam de ser um instrumento par-ticular para confirmar, de modo formal, a ven- 11.7 – IMPOSTO DE TRANSMISSÃO DEda de um imóvel. BENS IMOBILIÁRIOS (ITBI)11.4 – CERTIDÃO NEGATIVA É cobrado sempre que há a transferên- cia de propriedade de um bem imóvel feita Qualquer documento que comprove a de forma pública, ou seja, quando se lavra aisenção de ônus ou as dívidas de todos os escritura. A alíquota a ser paga varia entretipos com a Justiça, os órgãos públicos, a 2% e 6% do preço do imóvel declarado noprefeitura e até o comércio e os credores leva Cartório de Notas.INEDI - Cursos Profissionalizantes • 49
  47. 47. TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS11.8 – JUIZADO ESPECIAL CÍVEL mudanças provocam conflitos de interesses (como a abertura de uma nova avenida onde São os antigos Juizados de Pequenas existam casas). Assim, sempre que uma pessoaCausas, aos quais recorrem apenas as pessoas ou um grupo de cidadãos se sentir lesados, po-físicas. Servem para julgar causas civis de me- dem entrar na Justiça contra aspectos do planonor complexidade, com valores até quarenta diretor.salários mínimos. Para casos que não excedamvinte salários mínimos, é dispensada a presen- 12. PROJETOS DE RESIDÊNCIAça de um advogado. Há exceções para os réus:nesses juizados não podem ser julgados, entre 12.1 – RESIDÊNCIAS -outros, os órgãos públicos. CLASSIFICAÇÃO11.9 – LEI DE ZONEAMENTO É importante estabelecer certos critérios classificatórios porque, em caso de financiamen- Esse conjunto de leis e decretos munici- tos, as normas disciplinadoras tratam de formapais é responsável por ordenar e direcionar o diferenciada cada tipo de habitação.crescimento de uma cidade. Por essa legisla-ção, o mapa oficial de um município é dividi- As moradias podem ser classificadasdo em zonas, que por sua vez são repartidas quanto ao tipo e quanto à edificação. Vejamosem usos. Uma zona pode ter uso único (quan- estas classificações.do é somente residencial, por exemplo) oumisto (comércio e casas). Essa lei também es- 12.1.1. Classificação quanto ao tipo - Astabelece padrões urbanísticos que variam con- moradias podem ser classificadas quanto aoforme a zona, como os recuos legais. tipo em habitação unifamiliar, habitação po- pular e habitação residencial.11.10 – MEMORIAL DESCRITIVO 1. Habitação unifamiliar é a constituída Trata-se de um documento que descre- de, no mínimo, um quarto, uma sala,ve um imóvel ou um empreendimento imo- um banheiro, uma cozinha e área debiliário de forma completa (área total, área serviço coberta e descoberta.construída, metragem dos ambientes e até ma- 2. Habitação popular é a que tem as mes-teriais de acabamento). É necessário para a re- mas características da habitação unifa-quisição do habite-se na prefeitura. miliar, podendo, contudo, ter até três dormitórios e a área total máxima não11.11 – PLANO DIRETOR deve exceder aos 68m2, de acordo com o Código de Obras de Brasília. Esta área É o conjunto das diretrizes legais que or- poderá sofrer pequenas variações, dedenam o crescimento e preservam a harmonia acordo com o Código de Obras de ou-visual de uma cidade. Ele define linhas claras e tras regiões.rigorosas para projetos arquitetônicos e urba- 3. Habitação residencial é a que possuinísticos e, por isso, serve de referência às cons- área com mais de 68m2 (Código detruções que interferem no traçado da cidade. Obras de Brasília).Acompanhando o desenvolvimento do muni-cípio, esse plano sofre modificações ao longo Alguns códigos de edificações estabele-do tempo, que devem ser aprovadas pela Câ- cem um coeficiente para classificar as residên-mara Municipal e pelo prefeito. Às vezes, essas cias, são os chamados coeficientes de leito e50 • INEDI - Cursos Profissionalizantes

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