Pró Mata: Uma Ação de Restauração Florestal para Proteção de Remanescente da Mata Atlântica no Valedo Paraíba-Um projeto d...
RESGATE DE CONHECIMENTOS TRADICIONAIS: PRODUÇÃO DE HORTALIÇAS NÃOCONVENCIONAISCristina Maria de Castro; Antonio Carlos Pri...
V MUTIRÃO AGROFLORESTAL: BIODIVERSIDADE DE SABERES E DE PLANTASAntonio Carlos Pries DevidePesquisador do Pólo Regional Val...
José Ferreira (Sítio São José - Paraty/RJ); referências nacionais sobre agrofloresta;que transmitiram seus conhecimentos a...
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  1. 1. Pró Mata: Uma Ação de Restauração Florestal para Proteção de Remanescente da Mata Atlântica no Valedo Paraíba-Um projeto de muitos caminhos -O projeto Pró Mata: Uma Ação de Restauração Florestal para Proteção de Remanescente da Mata Atlântica noVale do Paraíba é desenvolvido na Reserva da Biosfera da Mata Atlântica – Posto Avançado de Roseira pela ONGPátio das Artes, em Roseira-SP.Há 30 anos a área da RBMA Posto Avançado de Roseira, antiga Fazenda Boa Vista que foi cenário dos ciclosprodutivos dos engenhos de açúcar, do café e do leite, vem sendo preservada e a sua paisagem restaurada. Hoje,há no local, a Faculdade de Roseira-FARO, onde alunos aprendem sobre Sustentabilidade e Preservação, fazendoa diferença no mercado de trabalho.Visando a dar continuidade às ações de recomposição da paisagem da Fazenda Boa Vista, o projeto Pró Mata vemproporcionar a restauração florestal de 9 hectares de áreas degradadas do entorno da RBMA- Posto Avançadode Roseira, com financiamento do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade – Apoio TFCA por meio do FUNBIO.O projeto iniciou suas atividades com o Levantamento da Fauna do Solo, nas áreas em que serão aplicadasdiferentes técnicas de restauração florestal. Essa pesquisa visa a quantificar invertebrados edáficos comoindicadores da qualidade ambiental, por meio da metodologia das Armadilhas Pitfall, a qual foi aplicada antes dequalquer intervenção nas áreas e a segunda será no terceiro ano do projeto, quando o plantio atingir umdesenvolvimento satisfatório, criando novas condições no ambiente.Visando à proteção e ao enriquecimento da biodiversidade nas áreas da RBMA Posto Avançado de Roseira, foramadotadas 3 técnicas de Restauração Florestal, aplicadas de acordo com o grau de perturbação das áreas, sãoelas Enriquecimento, Nucleação e Plantio Total.As áreas de plantio serão monitoradas durante os 3 anos de vigência do projeto. O monitoramento consiste nogeorreferenciamento, acompanhamento mensal e registro semestral da altura e diâmetro do colo das mudas.O projeto abre as portas para estagiários e voluntários interessados em aprender, na prática, sobre técnicas deRestauração de Áreas Degradadas e Pesquisa de Monitoramento da Qualidade Ambiental.Para mais informações, entre em contato via e-mail: promata.roseira@ceavap.com.brExecutor Financiador Parceiros
  2. 2. RESGATE DE CONHECIMENTOS TRADICIONAIS: PRODUÇÃO DE HORTALIÇAS NÃOCONVENCIONAISCristina Maria de Castro; Antonio Carlos Pries Devide(1)Os hábitos alimentares da população estão se modificando com o crescente consumo deprodutos industrializados. A segurança alimentar, a biodiversidade e o patrimônio cultural estãoameaçados. Na APTA, Polo Vale do Paraíba, o resgate cultural, a produção e o consumo dehortaliças não convencionais (HNCs) são focos de projeto de pesquisa. O resgate doconhecimento popular e a transferência de tecnologia são realizados em dias de campo, visitastécnicas, oficinas e mutirões, abordando aspectos do cultivo, propriedades nutraceuticas,elaboração de receitas e degustação de pratos com os participantes. Parcerias com Instituiçõescomo Embrapa Hortaliças- (Brasília/DF), Insituto Plantarum (Nova Odessa/SP), onde ocorreintercâmbio de material propagativo de espécies tradicionais; com CATI –EDRPindamonhangaba, objetivando alcançar maior numero de produtores rurais. Intercâmbiocientífico com produção de mudas para projetos de Sistemas Agroflorestais e treinamento deestudantes de Universidades também são realizados. A metodologia participativa promove ainteração de pesquisadores e o público, constituído por produtores rurais, agentes de saúde,pacientes em situação de risco alimentar (obesidade, diabetes, etc), educadores e estudantes,dentre outros, destacando a importância do cultivo e uso de HNCs na alimentação com benefíciosà saúde, preservação da identidade cultural e biodiversidade. A produção ocorre em um sistemaagroecológico em aléias espaçadas de 15 metros, contendo Gliricidia sepium como tutor de ora-pro-nobis - Pereskia sp., alternadas com bananeiras - Musa spp., taioba - Xanthosomasagittifolium e capim cidreira - Cymbopogon citratus. A gliricidia sombreia a área no verão eproduz adubo verde para as bananeiras e HNCs quando podada. Entre as aléias, são cultivadas:dente-de-leão - Taraxacum officinale, serralha - Sonchus oleraceus, almeirão de árvore -Cichorium intybus, caruru - Amaranthus sp., capuchinha - Tropaeolum majus, peixinho - Stachyslanata, major-gomes - Talinum paniculatum, vinagreira - Hibiscus sabdariffae, araruta - Marantaarundinacea, mangarito - Xanthossoma maffaffa, yacon - Polymnia sonchifolia, açafrão - Curcumaaromatica, beldroega - Portulaca oleracea, taro - Colocasia esculenta, cará do ar - Dioscoreabulbifera e azedinha - Rumex acetosa.
  3. 3. V MUTIRÃO AGROFLORESTAL: BIODIVERSIDADE DE SABERES E DE PLANTASAntonio Carlos Pries DevidePesquisador do Pólo Regional Vale do Paraíba/APTAantoniodevide@apta.sp.gov.brCristina Maria de CastroPesquisadora do Pólo Regional Vale do Paraíba/APTAcristinacastro@apta.sp.gov.brAconteceu no dia 11 de abril de 2013, o V Mutirão Agroflorestal, na APTA – PoloRegional do Vale do Paraíba, com apoio da empresa Guanandi CP4, ONG MutirãoAgroflorestal e CEAVAP – Centro de Estudos Ambientais do Vale do Paraíba.A atividade foi desenvolvida no âmbito do planejamento participativo da RedeAgroflorestal do Vale do Paraíba, com o objetivo de disseminar as tecnologiasagroflorestais na bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul.A pesquisa em desenvolvimento visa estabelecer um sistema de produção biodiverso,com foco na geração de renda ao produtor rural e na restauração de matas ciliares.Foi realizado o manejo agroflorestal de uma área de pupunha convertida em SAFdurante o I Mutirão Agroflorestal, no ano de 2011. Após dois anos do sistema,obtendo-se a colheita de bananas e palmito em uma área anteriormente degradada, avegetação foi podada para aumentar o teor de matéria orgânica do solo realizandoem seguida o plantio de adubação verde de inverno (chícharo e aveia), feijão deporco e mamona, introduzindo hortaliças não convencionais (taioba, taro e ora pronóbis); frutíferas (pitaia, grumixama, cambucá) e árvores nativas diversas.Participaram do mutirão os membros da Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba, comdestaque para Patrícia Vaz (ONG Mutirão Agroflorestal/Sítio Diversitá) e o produtorManejo do sistema agroflorestal.Imagens: Evandro Teles de PaivaEquipe da Rede Agroflorestal eparticipantes.Imagens: Evandro Teles de Paiva
  4. 4. José Ferreira (Sítio São José - Paraty/RJ); referências nacionais sobre agrofloresta;que transmitiram seus conhecimentos aos participantes.A atividade contou com a presença dos produtores rurais: Patrick Assumpção(Fazenda Coruputuba) que está convertendo guanandizais em SAFs em áreas devárzea e terraço fluvial e Laerte Silva (Feira Orgânica) de Pindamonhangaba; MarcosMarsicano (Sítio Terra de Santa Cruz/Roseira), criador de peixes e restaurador damata atlântica com SAFs e que realiza o tratamento de água residual da pisciculturacom filtros de plantas (‘wetland’); João Leite (Taubaté), produtor de bananas emSAFs e Valdir Martins (MST/São José dos Campos), que está introduzindo os sistemasagroflorestais no assentamento de reforma agrária Nova Esperança. Tambémparticiparam do Mutirão, pesquisadores e funcionários de campo da APTA, doInstituto de Botânica (SAFs na Serra da Cantareira), técnico agrícola de Minas Gerais,extensionista da ONG 5 Elementos (SAFs em Palheireiros); professores e estudantesda Faculdade de Roseira e da Faculdade Cantareira; a chef Helena Rizzo (RestauranteManí), Bruno Zucato (MIE Brazil) e equipe, que juntos estão articulando na capital oresgate de valores alimentares genuinamente brasileiros como culturas tradicionais(mandioca e o feijão guandu).Ao final do mutirão, realizou-se a apresentação e discussão dos indicadoresambientais dos sistemas agroflorestais, e visita de campo para o conhecimento dosestágios de outros sistemas agroflorestais, de pesquisas com plantas alimentares nãoconvencionais, plantio direto de brócolos, resgate de variedades de mandioca demesa consorciadas com feijão de porco, culturas de inverno para cobertura do solo(aveia e chícharo) e a produção de sementes de adubos verdes (flemíngia, tefrósia,crotalária, chícharo, aveia e feijão de porco).No dia 26 de abril, retornarão ao Setor de Fitotecnia do Polo Regional 15 produtoresrurais do Assentamento de Reforma Agrária Nova Esperança, de São José dosCampos, para novo treinamento; e no dia 28 de maio, acontecerá nova reuniãoordinária da Rede Agroflorestal, com mutirão itinerante.A alimentação foi repleta de novidades produzidas regionalmente:Café da manhã – café com pão, mel de acácia, taro cozido, banana, fruta do conde(biribá) e tangerina.Almoço - macarrão com açafrão e ora-pro-nóbis, inhame e taro, arroz preto, palmito,taioba, salada de folhosas diversas, tilápias e suco de limão rosa.

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