Rayssa Lima
Bolsista do Programa de Educação Tutorial - Pet Biologia/UFRPE

HÁBITOS ALIMENTARES DE TUBARÕESMARTELO JOVENS,...
INTRODUÇÃO
A maioria das espécies de tubarão ocupa posição de destaque na cadeia
alimentar dos ecossistemas marinhos, sobr...
INTRODUÇÃO

No Brasil, trabalhos sobre alimentação de tubarões costeiros ainda são
escassos. (Vaske Jr. et al. 1993, Capit...
MATERIAIS E MÉTODOS
Julho 2001 / Março de
2003 / Maio 2004
Brejatuba, município
de Guaratuba (PR) e
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MATERIAIS E MÉTODOS

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foram determinados de acordo com Castro
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MATERIAIS E MÉTODOS
 O sistema digestório foi removido e fixado em solução
de formol a 4%.
 Conteúdos estomacais examina...
MATERIAIS E MÉTODOS
• Análise
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• Método de frequência de ocorrência (FO) e
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RESULTADOS
Foram examinados 30 exemplares jovens de tubarão martelo no período de
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Peso: 156...
RESULTADOS
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RESULTADOS

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Nota:
São Nemátodeos da Famlía Anisakidae
aderidos a serosa dos orgãos de um PACU. Esta
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DISCUSSÃO
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DISCUSSÃO
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Loligo representam cerca de 80%
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Podemos dizer desta forma que peixes ósseos, cefalópodes e crustáceos
compõem uma porção importante da dieta des...
REFERÊNCIAS
ANDRADE, A.C. 2004. Aspectos da reprodução e estrutura populacional de duas espécies de caçonete, Rhizoprionod...
CONTEÚDO ESTOMACAL DOS
TUBARÕES
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(PRINACE
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OXYRINCHUS)
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OCEÂNICAS NO SUL DO BRASIL
MATERIAIS E MÉTODOS
•
68 estômagos de tubarão azul
e 32 estômagos de tubarão anequim.
•
4 cruzeiros de pesca nos
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MATERIAIS E MÉTODOS
•

Evisceração feita logo após o
peixe ser içado a bordo.
• Injeção de formol a 4% e fechado
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MATERIAIS E MÉTODOS
• A identificação dos itens foi feita até o menor táxon possível, observando-se
as porcentagens em núm...
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
BASS, A. J., D'AUBREY, J. D. & KISTNASAMY, N., 1975, Sharks of the east coast of southern Afric...
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
HERNANDEZ-GARCIA, V., 1995, The diet of the swordfish Xiphias gladius Linnaeus, 1758, in the Ce...
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Hábitos alimentares de tubarão martelo jovem (shpyrna zygaena)

  1. 1. Rayssa Lima Bolsista do Programa de Educação Tutorial - Pet Biologia/UFRPE HÁBITOS ALIMENTARES DE TUBARÕESMARTELO JOVENS, SPHYRNA ZYGAENA (CARCHARHINIFORMES: SPHYRNIDAE), NO LITORAL SUL DO BRA SIL Hugo Bornatowski, Luciano Costa, Maurício de Castro Robert & Juliana Ventura da Pina
  2. 2. INTRODUÇÃO A maioria das espécies de tubarão ocupa posição de destaque na cadeia alimentar dos ecossistemas marinhos, sobretudo das regiões tropicais e subtropicais ( Camhi et al. 1998 ) • Pelágico costeiro ou semioceânico. • Distribui-se desde a superfície até 150 metros de profundidade. • No Brasil: Comum na região Sudeste e Sul, onde exemplares jovens podem ser encontrados próximos da costa nos meses de inverno. Sphyrna zygaena ( Tubarão Martelo-
  3. 3. INTRODUÇÃO No Brasil, trabalhos sobre alimentação de tubarões costeiros ainda são escassos. (Vaske Jr. et al. 1993, Capitoli et al. 1995, Muto et al. 1995, Lessa et al. 1999, Vaske Jr. & Rincón-Filho 1998, Lima et al. 2000).
  4. 4. MATERIAIS E MÉTODOS Julho 2001 / Março de 2003 / Maio 2004 Brejatuba, município de Guaratuba (PR) e Barra do Saí, município de Itapoá (SC) Desembarques diários, entre 9 e 14 horas, onde foram observados indivíduos de S. zygaena no FUNDEIO, pescaria realizada com rede de emalhe fixa ao fundo
  5. 5. MATERIAIS E MÉTODOS Os estágios de desenvolvimento reprodutivo foram determinados de acordo com Castro (1983), Hazin et al. (2001), Motta (2001) e Andrade (2004) Jovens: Cicatriz umbilical aberta Jovens Fêmeas: Pouca ou nenhuma atividade vitelogênica. ( Ovário de cor esbranquiçada ) Jovens Machos: Clásperes descalcificados ou não totalmente descalcificados ( Analisados manualmente observando-se a flexibilidade ) Com auxilio de uma trena/Balança do tipo dinamômetro, foram tomados dados de CT e PT, respectivamente.
  6. 6. MATERIAIS E MÉTODOS  O sistema digestório foi removido e fixado em solução de formol a 4%.  Conteúdos estomacais examinados com auxílio de um microscópio estereoscópico. • Itens identificados até o menor nível taxonômico possível com auxílio de publicações especializadas.
  7. 7. MATERIAIS E MÉTODOS • Análise da alimentares: importância dos Itens • Método de frequência de ocorrência (FO) e o método de número de pontos (P). • Análise da importância efetiva de cada item na alimentação da espécie: Índice Alimentar (Iai)
  8. 8. RESULTADOS Foram examinados 30 exemplares jovens de tubarão martelo no período de estudo. Tamanho: 78 e 133 cm. Peso: 1565,90 e 8993,34
  9. 9. RESULTADOS
  10. 10. RESULTADOS DIVISÃO TELEOSTEI
  11. 11. RESULTADOS DIVISÃO TELEOSTE
  12. 12. RESULTADOS Nota: São Nemátodeos da Famlía Anisakidae aderidos a serosa dos orgãos de um PACU. Esta parasitose é considerada uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida para o homem.
  13. 13. DISCUSSÃO 1. Apresentaram hábitos teutófagos e Ictiófagos durante sua fase JUVENIL. A Lula do gênero Loligo Sp. Foi encontrada na maioria dos estômagos. 2. O trabalho apresentado por Cortês (1999) revelou que S. Zygaena tem preferência por cefalópodes, seguidos de Teleósteos. 3. Outros estudos revelaram que essa espécie de tubarão martelo têm preferência alimentar por peixes teleósteos com baixa ocorrência de cefalópodes. Sphyna tiburo foi estudado no Sudeste da Flórida por Cortês et al (1996) e demonstrou preferência por Crustáceos e com baixa ocorrência de Cefalópodes.
  14. 14. DISCUSSÃO
  15. 15. DISCUSSÃO De acordo com REGISTRADOS: os ITENS Paranaense. As lulas do gênero Loligo representam cerca de 80% dos cefalópodes ocorrentes no sul do 1. A alimentação de S. Zygaena Brasil. baseou-se em animais pelágicos. Harengula clupeola foi o peixe com maior número representativo entre os teleósteos. Comum nas regiões costeiras do paraná. 2. Clupeidae, Hemiramphide, Carangidae, Trichiridae e Scianidae também são comuns na costa
  16. 16. DISCUSSÃO Podemos dizer desta forma que peixes ósseos, cefalópodes e crustáceos compõem uma porção importante da dieta destas espécies de tubarão. Porém, dizer porque um grupo é mais representado do que outro, necessita de análises mais robustas, tanto das condições ambientais quanto das interações que determinam a composição destas comunidades de presas.
  17. 17. REFERÊNCIAS ANDRADE, A.C. 2004. Aspectos da reprodução e estrutura populacional de duas espécies de caçonete, Rhizoprionodon lalandii (Valenciennes, 1839) e Rhizoprionodon porosus (Poey, 1861), capturadas pela frota artesanal da Associação de Pescadores do Recreio dos Bandeirantes, no município do Rio de Janeiro, Brasil. Monografia. Universidade Rural do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. ARAGORT, W. 2003. Parásitos anisákidos en peces de interés comercial y su riesgo para la salud. In CENIAP HOY No. 2, mayo-agosto 2003. ISSN: 1690-4117. Maracay, Aragua, Venezurela. URL: http://www.ceniap.gov.ve/ceniaphoy/articulos/n2/texto/waragort.htm. Visitado em 12/03/2006. BARLETTA, M. & CORRÊA, M.F.M. 1989. Chondrofauna do Complexo Estuarino da Baía de Paranaguá e adjacências, PR. Levantamento e produtividade pesqueira. Resumos. In IV Reunião do Grupo de Trabalho sobre Pesca e Pesquisa de Tubarões e Raias no Brasil. Universidade Federal de Pernambuco, Tamandaré, p.2. BUSH, A. 2003. Diet and diel feeding periodicity of juvenile scalloped hammerhead sharks, Sphyrna lewini, in Kane’ohe Bay, Oahu, Hawaii. Environ. Biol. Fishes 67:1-11. CAMHI, M., FOWLER, S., MUSICK, J., BRÄUTIGAN & FORDHAN, S. 1998. Sharks and their relatives. Ecology and Conservation. Occas. Pap. IUCN Spec. Surv. Com. 20:1-39. CAPITOLI, R.R., RUFFINO, M.L. & VOOREN, C.M. 1995. Alimentação do tubarão Mustelus schmitti (Springer 1940) na plataforma costeira do estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Atlântica 17:109-122. CASTRO, J.L. 1983. Sharks of the North American Waters. 1 ed. Texas A & M University Press. CERGOLE, M.C. 1999. Avaliação a ações prioritárias para a conservação de biodiversidade da zona costeira e marinha. nécton – pequenos pelágicos. Disponível em http://www.bdt.fat.org.br/workshop/costa/peqpelagicos. Visitado em 03/06/2006. CHARVET, P. 1995a. Dados preliminares do levantamento da chondrofauna do litoral do Estado do Paraná. Resumos. In VII Encontro do grupo de trabalho sobre pesca e pesquisa de tubarões e raias no Brasil, Rio Grande, p.27. CHARVET, P. 1995b. Pesca de elasmobrânquios juvenis no litoral do Estado do Paraná: uma realidade. Resumos. In VII Encontro do grupo de trabalho sobre pesca e pesquisa de tubarões e raias no Brasil, Rio Grande, p.29.
  18. 18. CONTEÚDO ESTOMACAL DOS TUBARÕES AZUL (PRINACE GLAUCA) E ANEQUIM (ISURUS OXYRINCHUS) EM ÁGUAS OCEÂNICAS NO SUL DO BRASIL
  19. 19. MATERIAIS E MÉTODOS • 68 estômagos de tubarão azul e 32 estômagos de tubarão anequim. • 4 cruzeiros de pesca nos meses de agosto e outubro de 1990 e maio e junho de 1991. Em barcos espinheleiros da frota nacional com duração média de 17 dias cada. Região oceânica em frente aos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
  20. 20. MATERIAIS E MÉTODOS • Evisceração feita logo após o peixe ser içado a bordo. • Injeção de formol a 4% e fechado com linha de náilon até o esôfago, armazenados em tonéis. • Foram tomadas medidas de CT e PT. • O conteúdo lavado e peneirado em malha de 1 milímetro e repassados a frascos com álcool a 70% para posterior identificação.
  21. 21. MATERIAIS E MÉTODOS • A identificação dos itens foi feita até o menor táxon possível, observando-se as porcentagens em número, peso úmido em gramas e frequência de ocorrência. • Os bicos de cefalópodes encontrados só influenciaram em números, já que são estruturas quitinosas pequenas, muito leves, sendo necessário de um grande acúmulo de pares para alcançar algumas unidades de gramas, que foram insignificantes nos resultados finais de peso.
  22. 22. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BASS, A. J., D'AUBREY, J. D. & KISTNASAMY, N., 1975, Sharks of the east coast of southern Africa. IV. The families Odontaspidae, Scapanorhynchidae, Isuridae, Cetorhinidae, Alopidae, Orectolobidae and Rhinodontidae. Invest. Rep., 39, 102p. CLIFF, G., DUDLEY, S. F. J. & DAVIS, B., 1990, Sharks caught in the protective gill nets off Natal, South Africa. 3. The shortfin mako shark Isurus oxyrinchus (Rafinesque). S. Afr. J. mar. Sci., 9: 115-126. COMPAGNO, L. J. V., 1984a, FAO species catalogue, vol. 4, Sharks of the world. An annotated and illustrated catalogue of sharks species known to date. Part 1 ¾ Hexanchiformes to Lamniformes. FAO Fish. Synopsis, 125, 249p. COMPAGNO, L. J. V., 1984b, FAO species catalogue, vol. 4, Sharks of the world. An annotated and illustrated catalogue of sharks species known to date. Part 2 ¾ Carcharhiniformes. FAO Fish. Synopsis, 125, 4(2): 251-655. FIGUEIREDO, J. L., 1977, Manual de peixes marinhos do sudeste do Brasil. I. Introdução. Cações, raias e quimeras. Museu de Zoologia, USP, 104p. HAIMOVICI, M. & PEREZ J. A. A., 1991a, Coastal cephalopod fauna of southern Brazil. Bull. Mar. Sci., 49(1-2): 221-230. HAIMOVICI, M. & PEREZ, J. A. A., 1991b, Abundância e distribuição de cefalópodes em cruzeiros de prospecção pesqueira demersal na plataforma externa e talude continental do sul do Brasil. Atlântica, 13(1): 189-200. HAZIN, F. H. N., CHAMMAS, M. A., KIHARA, K., OTSUKA, K. & ISHINO, M., 1991, Stomach contents of the blue shark Prionace glauca, in the southwestern equatorial Atlantic. Resumos da V Reunião do grupo de Trabalho sobre Pesca e Pesquisa Pesqueira de Tubarões e Raias no Brasil, 22 a 26/07/91, Santos, SP. HAZIN, F. H. N., LESSA, R. P. T. & CHAMMAS, M., 1994, First observations on stomach contents of the blue shark, Prionace glauca, from southwestern equatorial Atlantic. Rev. Brasil. Biol., 54(2): 195-198.
  23. 23. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS HERNANDEZ-GARCIA, V., 1995, The diet of the swordfish Xiphias gladius Linnaeus, 1758, in the Central Atlantic, with emphasis on the role of cephalopods. Fish. Bull., 93: 403-411. KRUG, L. C., & HAIMOVICI, M., 1991, Análise da pesca da enchova, Pomatomus saltarix no sul do Brasil. Atlântica, Rio Grande, 13(1): 119-129. MELLO, R. M., 1992, Análise dos conteúdos estomacais, intensidade de alimentação, idade e crescimento do espadarte Xiphias gladius (Xiphioidei: Xiphiidae) no sul do Brasil. Tese de Mestrado, FURG, 105p. NESIS, K. N., 1987, Cephalopods of the World. T.F.H. Publications, Neptune City, N.J., 351p. PINKAS, L., OLIPHANT, M. S. & IVERSON, I. L. K., 1971, Food habits of albacore, bluefin tuna, and bonito in California waters. Calif. Fish. Game, Fish. Bull., 152: 105p. SANTOS, R. A., 1992, Relações tróficas do calamar argen-tino Illex argentinus (Castellanos, 1960) (Teuthoidea: Ommastrephidae), no sul do Brasil. Tese de Mestrado, FURG, Rio Grande, RS, 72p. STILWELL, C., 1990, The ravenous mako. Discovering sharks. Bulletin of the American Littoral Society, Special Double Issue, 19(4) and 20(1): 77-78. TOMÁS, A. R. G., ZAVALA CAMIN, L. A. & GOMES, U. L., 1988, Ocorrência de espécies da família Bramidae (Teleostei) no sudeste e sul do Brasil. B. Inst. Pesca, 15(2): 229-235. TRICAS, T. C., 1979, Relationship of the blue shark, Prionace glauca, and its prey species near Santa Catalina Island, California. Fish. Bull. U.S., 77: 175-182. VASKE-JR. T., 1992, Idade, crescimento e alimentação da albacora de lage, Thunnus albacares (Bonaterre, 1788) (Perciformes: Scombridae) explorada no sul do Brasil. Tese de Mestrado, FURG, Rio Grande, RS, 66p. WETHERBEE, B., 1990, Feeding biology of sharks. Discovering sharks. Bulletin of the American Littoral Society, Special Double Issue, 19(4) and 20(1): 74-76. ZAVALA-CAMIN, L. A.,1981, Hábitos alimentares e distribuição dos atuns e afins (Osteichthyes: Teleostei) e suas relações ecológicas com outras espécies pelágicas das regiões sudeste e sul do Brasil. Tese de Doutorado, Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, Brasil, 237p.

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