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Prevenção, Diagnóstico e Tratamentos
dos Transtornos Mentais da Infância e
            Adolescência

       PSICOTERAPIA DE ORIENTAÇÃO ANALÍTICA
                PSICOTERAPIA BREVE
              PSICOTERAPIA COGNITIVA
     PSICOTERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL




                                      JULIANA GAMA
                                     PHILIPPE CASTRO
                                     RAYANNE CHAGAS
                                      RITA GADELHA
                                    JONATHAN ARAÚJO
INTRODUÇÃO


•   Em 1909, com o tratamento do pequeno Hans, Freud lançou as bases para a psicanálise com
    crianças, bem como para a psicoterapia de orientação analítica;

•    Hug-Hellmuth foi a primeira a tomar crianças em análise sistemática. Sugeriu que o brincar
    espontâneo poderia servir de complemento, e até mesmo, substituir a comunicação verbal que
    no adulto aparecia como associação livre;

•   Dois importantes pólos de profissionais:

    •    Anna Freud, que dava grande importância aos aspectos desenvolvimentais apreciando as
        competências alcançadas em cada estágio do desenvolvimento da criança;

    •    Melanie Klein, que envolvia a criança na situação analítica, mantendo os pais fora do
        tratamento.
CONSIDERAÇÕES INICIAIS SOBRE A TÉCNICA

 Teoria Kleiniana:


       •   Aceitação do uso de brinquedos como um equivalente da associação livre do adulto, pois
       seria através deles que a criança se expressaria;
       •   Convicção de que a criança estabelece uma relação transferencial desde o primeiro
       momento em que entra em contato com o terapeuta;


   Segundo Kernberg (1995), a teoria psicanalítica considera:


       •   A importância do papel das fantasias inconscientes;
       •   A hierarquia dos mecanismos de defesa;
       •   O papel da primitiva relação diádica sobre o desenvolvimento do self;
       •   As influências interpessoais sobre o desenvolvimento intrapsíquico;
       •   A formação do superego.
• A técnica psicanalítica varia de acordo com as peculiaridades da criança – um ser em evolução.
Assim, uma das atividades principais do terapeuta é avaliar as capacidades potenciais do seu
paciente, bem como compreender suas diferentes formas de manifestação a partir de sua idade;


• O terapeuta precisa formular sua interpretação de forma breve, simples e objetiva, que possa ser
compreensível ao paciente em sua respectiva faixa etária.
A AVALIAÇÃO

Situação Atual
    • O terapeuta de crianças deve ter sempre presente o desenvolvimento normal da criança, o
    momento evolutivo em que se encontra seu paciente e o contexto no qual está inserido
    (COHEN,1979);

    •O fato de a criança não vir para a avaliação por conta própria confere à psicoterapia de crianças a
    participação dos pais ou responsável durante todo o processo;

    • A avaliação compreende as entrevistas com os pais e com a criança, bem como contatos com a
    escola e com outros profissionais que estiveram atendendo a criança no momento.




 A Entrevista com os Pais ou Responsáveis
    •A avaliação tem seu início já no primeiro contato com os pais, quando o avaliador poderá obter
    informações úteis acerca do funcionamento familiar e sobre forma de encaminhamento;
    • Deve-se fornecer amparo aos pais, informando-os que está ali para ajudá-los no tratamento do
    filho;
• O terapeuta, desde o início da avaliação deve:

    • Manter a neutralidade no intuito de não assumir a paternidade de seu paciente;

    • Estar em alerta para os riscos de identificar-se com os pais ou com a criança e para os seus
    sentimentos contratransferenciais;

    • Deixar a primeira parte da entrevista bastante livre, pois os pais através da associação
    livre, podem abordar questões íntimas.


 Motivo da Consulta e História da Doença Atual

    • Investigar o(s) motivo(s) pelos quais buscaram a avaliação e por que nesse momento.


     ROTINA DIÁRIA


    SITUAÇÃO PASSADA

          Antecedentes Obstétricos

               • Depoimento dos pais quanto ao planejamento e ao desejo da gravidez.
 Antecedentes Neonatais

    • Idade gestacional, tipo e duração do parto, se houve intercorrência;
    • Participação do pai na hora do parto;
    • Primeiro ano de vida do bebê.


 Desenvolvimento Psicomotor

    • Quando a criança firmou a cabeça, sentou, engatinhou, andou e disse as primeiras
       palavras (o momento; a forma; repercussões);
    •Desmame;
    • Dentição
    • Controle esfincteriano;

Antecedentes Mórbidos

    • Ocorrência de doenças, cirurgias, hospitalizações, situações traumáticas e reações dos
    pais e da criança;
    • Possibilidade de maus tratos, abuso, negligência e de acidentes repetidos.

 Escolaridade
 História Familiar

    • Realização do heredograma (visualização das famílias de origem);
    • Investigar perdas.



  “Ao final da avaliação, o terapeuta deve estar consciente de que lida com três
  crianças: a ‘inventada’ pelos pais; a ‘construída’ por ele, para que saiba o que
fazer frente à criança ‘real’, que efetivamente conhecerá.”(PREGO E SILVA, 1990)
ENTREVISTA COM A CRIANÇA

A sala de Entrevista

    • Piso e paredes laváveis; pia; móveis adequados para o tamanho da criança;
    • O material lúdico deve ser simples e resistente;
    • O material de cada criança deve ser guardado em local individualizado;
    • Durante a avaliação o material deve ficar a disposição, e, de acordo com a situação, o terapeuta
    pode eleger outros brinquedos;

         A reposição do material deve ser feita com um exame cuidadoso a respeito de seu significado.

 Os Primeiros Contatos

    • O primeiro contato se dá na sala de espera, quando o terapeuta se apresenta e convida a criança
    para entrar na sala de brinquedos;

          Deve-se estar atento a esse início, pois a atitude dos pais, a da criança e o modo com que ela
    interage com o avaliador, indicarão aspectos do funcionamento da família;

    • Após a entrada no consultório deve-se aguardar até que a criança se manifeste. Procura-se
    entender/decodificar suas atitudes; manifestar-se compreensivo e tranquilizá-la.
 Exames Complementares

    • Suspeita de Organicidade.

Avaliação de Outros Profissionais

    • Testagem Psicológica: testes para avaliação diagnóstica, avaliação do andamento da
    psicoterapia, ou ainda, para corroborar na decisão do término.


 Avaliação Neurológica (Exame Neurológico Evolutivo (ENE))


 Avaliação Psicopedagógica

    • Necessária quando a criança apresentar distúrbios referentes a aprendizagem;

    • Outros profissionais: fonoaudiólogos, geneticistas, oftalmologistas, etc;

    • Ao final é necessário que se tenha uma formulação diagnóstica descritiva e dinâmica.
•Formulação Psicodinâmica:

       • Descrição das defesas predominantes;

       •Apresentação do(s) conflito(s) central(is), bem como uma apreciação do modelo de
       funcionamento mental predominante;

       • Tipo de relação objetal que estabelece;

       • Avaliação preditiva das respostas do pacienta, em relação a situação terapêutica;

       • Recursos do Ego;

       • Motivação para o tratamento.


• No final da avaliação é recomendável comunicar ao paciente os achados e explicar os
resultados dos exames. Deve-se também, informar que os resultados serão comunicados aos
pais e que será feita a indicação terapêutica, ficando a critério deles aceitar ou não a
indicação.
OBJETIVOS DA PSICOTERAPIA

   Kernberg considera que podem ser alcançados com a psicoterapia de base psicanalítica:

    •   Resolução de conflitos a partir de algum nível do desenvolvimento;
    •   Pequena interferência residual sobre o desenvolvimento;
    •   Insight (tomada de consciência das motivações para seus comportamentos);
    •   Retomada ao curso normal do desenvolvimento;

         Não há expectativa de resolução da sintomatologia.

 INDICAÇÕES


    “Neurose crônica severa; neurose sintomática: histérica, depressiva, fóbica e obsessivo
    compulsiva; distúrbios psicossomáticos que interfiram no desenvolvimento; distúrbio de
    identidade de gênero, de personalidade, anorexia nervosa, personalidade narcisista;
    distúrbios borderline” (KERNBERG, 1995)
 CONTRA-INDICAÇÕES

   • Crianças com patologias graves ou deficientes;

   • Famílias muito deterioradas e inconsistentes, com funcionamento psicótico, ou na qual
   haja oposição de um dos pais ao tratamento;

         Quando a patologia familiar for muito grave, havendo suspeita de negligência,
   abuso ou maus-tratos, pode-se fazer necessária a solicitação da ajuda dos Conselhos
   tutelares com o intuito de proteger a criança.

   • Crianças sem motivação para o tratamento.
O PROCESSO PSICOTERÁPICO

 Fase Inicial

 1º Passo: Avaliação
•Dependendo do resultado da avaliação do paciente:
    - Os pais recebem orientação (se o paciente enfrentar apenas um breve percalço no curso de
maturação, não havendo parada, regressão ou retardo no desenvolvimento);
    - O Paciente é encaminhado para psicoterapia (caso tenha sido identificada a necessidade
de tratamento);


Observação: os autores recomendam que o psicoterapeuta deve sempre partir de
medidas menos intrusivas para medidas mais intrusivas.


2º Passo: Contratos
Casos de Intervenção:
     - Horários ( que atendam ao interesse dos pais e da criança, mínimo de duas sessões semanais;
discussão sobre feriados e férias, além das faltas que são de responsabilidade dos pais);
- Honorários (a medida que a criança puder, quando esta encontrar-se no pré-escolar, ficará
encarregada de levar o pagamento mediante cheque nominal ao terapeuta);


3º Passo: Recursos existentes no Setting
Comunicação com criança:
    - Pré-verbal
    - Verbal
    - Extraverbal:
        - Brinquedos
          - Dramatização
          - Observação de fenômenos da natureza
          - Música
          - Diário
          - Animal
    - Pensamentos (fio condutor da terapia, a partir da transferência e contratransferência)
    - Afetos (fio condutor da terapia, a partir da transferência e contratransferência)
4º Passo: Limites
     •Delimitação de cada espaço no setting terapêutico
     • Verbal
     • Físicas (caso seja necessário segurar as crianças)


5º Passo: Início da Terapia
 Controvérsias Teóricas:
     • Ana Freud: necessidade de motivar a criança que só veio a terapia por desejo dos pais.
     • Melanie Klein: a criança não necessita de motivação, pois desde a primeira hora de jogo
     a criança não só desenvolve transferência, mas apresenta uma percepção apurada sobre sua
     doença e uma fantasia de cura.


 Conhecimento Necessário:
  No início do tratamento as crianças sofrem de ansiedade persecutória (demonstradas a partir
de desconfiança, sentimentos de ameaça e tentativa de transformar uma situação nova em algo
conhecido);
• A interpretação seja dirigida para criança de forma clara, simples e verdadeira;


• O fato da criança não verbalizar não significa que ela não esteja compreendendo e desejando ser
ajudada;


•   O terapeuta neste período inicial deve tentar conhecer seu paciente, observando as suas
características pessoas;


• Quando aliviadas as tensões persecutórias, deve-se procurar apresentar as regras dos processo
terapeuta;


• O desempenho do terapeuta está pautado no estado da criança. Logo, quanto menor a criança,
mais deprimida ou regressiva, maior será o desempenho do terapeuta mediante a utilização dos
recursos como: brinquedos, dramatização, incentivo e atividade física e verbal, pois para criança a
apresentação concreta do terapeuta, através do brinquedo poderá ser necessária como veículo
para interpretação terapêutica. Quanto mais ativa, maior e mais saudável a criança, menos o
terapeuta necessitará intervir ativamente, e mais lançar mão de observação e interpretação.
 Controvérsias Teóricas:
    Alguns autores entendem que a participação direta do terapeuta através do uso de
brinquedos está diretamente vinculada ao papel determinado pelo paciente ao terapeuta,
ou encontra-se adstrito a condição da criança, no casos de menor idade e regressão.




 Objetivos desejados para o término da 1ª fase:


•Alcanço de certo bem-estar que lhe permita ser produtiva nas seções;
•Criança comunique-se bem;
•Aliança de trabalho entre terapeuta e paciente;
•Percepção da criança de que algumas de suas atividades mentais tem sua origem
internamente.
•Criança e terapeuta compartilham de sua maneira de representar seus estados internos
com palavras, imagens e símbolos;
 Fase Intermediária


 6º Passo: Aplicação da Técnica Psicoterápica


 Fins da Psicoterapia de Orientação Analítica nesta fase:
    • Diminuir:
           - Estresse;
           - Sintomas psicológicos;
           - Conduta desadaptada;
    • Promovendo:
           - Melhora das capacidades adaptativas e sociais da criança;
 Ações:
    • Intervenções cujo fim é melhorar:
           - Capacidade de elaboração
           -Autonomia
           -Identidade
 Facilitar a utilização de defesas mais evoluídas como:
    •Antecipação
    •Humor
    •Supressão
    •Sublimação


 Caracterização da fase:
         Paciente:
              •Interjogo de sentimentos transferenciais
              •Terapeuta como alvo das projeções e dos sentimentos do paciente
         Terapeuta:
              •Interjogo de sentimentos contratransferenciais
         Atenção:
              •As respostas afetivas dadas ao paciente
              •Objetivos internos do terapeuta
              •Família real do terapeuta
 Processo:


    • Atos preparatórios:
         - Identificação das atitudes ou particularidades da história do paciente que tem
         um determinado significado, que se repete em nível de transferência com o
         terapeuta e outros personagens da atualidade;


    • Execução:
         - Atenção ao risco de estancamento da terapia, visto que as resistências que se
estabeleceram anteriormente ainda podem estar existindo;
         - Atenção aos fenômenos transferenciais e contratransferenciais que ocorrem no
         aqui e agora, pois estes através da emoção e ração construirão uma nova história,
         com a possibilidade de reparação do objeto atacado;
 Fase Final


 7º Passo: Fim da Terapia
      Teorias:
                     Cada teoria concebe o fim da terapia de um modo diferente, todavia, a
percepção da família em relação a criança, dos professores, além da possibilidade de   retestagem
têm extrema importância para a avaliação final do terapeuta.


      Possibilidades do Termino da Terapia:
          - Terminações prematuras
                • Conflitos infantis dos pais com seus próprios pais
                • Pais que por não tolerar melhora do filho retiram da psicoterapia
                • Mudança de endereço
                • Dificuldade financeira
                • Transporte
                • Mudança de residentes
                • Mudança de estagiários
• A criança pode não tolera a intromissão em seu mundo de conflitos e lança mãos de

    sucessivos acting-outs, que precipita a mudança de abordagem para internação psiquiátrica;

 Terminações terapêuticas

    • Acontecem quando há sinais de remissão do quadro que o trouxe ao tratamento

 Características:

    • O paciente terá idéia mais realista de seu psiquiatra e de suas funções; terá boas relações

    com ele, utilizando do humor, maior tolerância com a separação deste, alicerçada na maior

    confiança;

    • O terapeuta passa a utilizar de forma crescente intervenções dirigidas ao mundo interno,

    tais como classificação, confrontação, interpretações da transferência e reconstruções

    genéticas;

    • O investimento exclusivo no tratamento diminui, passa a trazer mais material da vida

    cotidiana, dá-se conta da perspectiva de tempo e passa a fazer planos futuros;
• A qualidade da comunicação se modifica e a criança consegue revisar os conflitos e buscar
sua resolução, aumenta o número de verbalizações;

• O brinquedo se desenrola de forma agradável, aproveitando-o para brincar e resolver
conflitos;
• Os sonhos podem antecipar ou representar face ao término;

• Demonstra sentimentos de ambivalência quanto à alta, porém acompanhados de alívio;

• Apresenta comportamentos sublimatórios, compartilhando novos interesses;

• As defesas se tornam mais flexíveis e mais evoluídas;

• Maior insight acompanhado de críticas acerca de si próprio, se torna mais reflexivo e busca
o entendimento das causas dos fenômenos que se passam consigo, tanto relativos ao seu
mundo interno quanto ao de seu mundo externo;

• Diminuem os sintomas, os acting outs, muda a postura, a vestimenta e passa a apresentar
um comportamento adequado à sua idade, ou seja, volta a reingressar no curso normal do
desenvolvimento;
PECULIARIDADES DA TERAPIA NAS
          DIFERENTES FAIXAS ETÁRIAS


 Intervenções Psicoterápicas na Relação Pais/bebê


 Seu foco é o desenvolvimento do bebê, com o objetivo de trabalhar os conflitos que surgem do
   passado dos pais e interferem na relação pais/bebês.

 Intervenções Breve em Crise


 Psicoterapia Pais/bebê


 Principais Propósitos: certificar-se da possibilidade de formar uma aliança terapêutica com os
   pais; e a coleta de dados para conhecer o máximo possível sobre o funcionamento dos pais e do
   bebê e seus padrões de relacionamento.
IDADE PRÉ-ESCOLAR (3 – 6 anos)

 O mundo da criança;


     “ (...) A psicodinâmica baseia-se no trabalho com o paciente no ‘aqui-e-agora do
    relacionamento, à luz de sua história passada e seus relacionamentos externos’ (...) usando
    técnicas verbais e de brinquedo”
PECULARIEDADES NO ADOLESCENTE


 Para Blos (1971), a adolescência apresenta três diferentes subetapas: adolescência inicial;
    adolescência propriamente dita; e a adolescência tardia.

    O terapeuta deve ser receptivo e motivador para que o adolescente fale sobre seus problemas;
    deve estar atento para as comunicações extra-verbais; os silêncios prolongados devem ser
    evitados.

 O sigilo na relação terapêutica


 Durante o processo terapêutico


    Ao final da terapia espera-se que o adolescente apresente genuína consideração pelos demais,
    que tenha maior objetividade e clareza, além de uma posição mais realista do mundo externo e
    interno.
PSICOTERAPIA BREVE
 ANTECEDENTES



 Primeiras psicoterapias: “breves”

 Baseadas na sugestão, na simples escuta afetiva, ou no contato corporal carinhoso.

 Ajudam a acalmar ansiedades ou medos diversos.

 Embasamento teórico: Psicanálise. Orientação de Arminda Aberastury, na Argentina.

   Importância de trabalhos pioneiros de H. Hug-Hellmuth, Sophie Morgenstern, Anna Freud e
    Melanie Klein.
   Barten critica a rigidez da técnica psicanalítica e estrutura uma técnica de “Psicoterapia Breve”
    que se chama Psicoterapia Focal.
 A técnica de F. Allen discípulo de Rank, inclui no tratamento das crianças, os pais e a família

    com metodologia interdisciplinar.
PSICOTERAPIA BREVE EM CRIANÇAS E
              ADOLESCENTES


•   É em geral uma psicoterapia plurifocal.
•   O   objetivo terapêutico é limitado e a restrição do tempo terapêutico é
    indispensável.
•   Os próprios pacientes exigem e impõem pelas suas situações clínicas.
•   Cabe incluir as condições familiares e as sócio-economicas.
•   Metas terapêuticas limitadas suficientes para atender às necessidades do
    paciente.
•   Introdução de técnicas e pautas inter-relacionais (Trabalho interdisciplinar)
INDICAÇÕES DA PSICOTERAPIA BREVE
              COM CRIANÇAS


•   Quando devem ser submetidos a cirurgia
•   Casos agudos de um sistema isolado (ex: perturbações do sono)
•   Quando não aceita tratamento odontológico por ansiedades fóbicas
•   Frente a uma doença mortal da própria criança ou alguém próximo
•   Ante situações familiares que o perturbem
•   Casos de adoção, divórcio, morte de familiares, mudanças, migrações, novo
    casamento dos pais, aparição de irmãos de outro matrimônio, viagens
    inesperadas, etc.
INDICAÇÕES DA PSICOTERAPIA BREVE
            COM ADOLESCENTES

•   Abandono dificultado dos papéis, obrigações e exigências da infância.

•   Incapacidade de lidar com a “identidade sexual”

•   Difícil manejo da temporalidade

•   Problema de amizades e discriminação de grupos

•   Aceitação conflitiva do novo corpo

•   Relação perturbada na família

•   Vulnerabilidade às pressões ambientais

•   Conflitos nas relações afetivas

•   Problemas no aprendizado, conflitos na escolaridade e aceitação de limites
TECNICA DE TEMPO E OBJETIVOS
                 LIMITADOS


•   Não interpretar em transferência

•   Não estimular a regressão

•   Elaborar conflitos

•   Favorecer uma mutação objetal interna
PSICOTERAPIA COGNITIVA
 BREVES CONSIDERAÇÕES



•    A Psicoterapia Cognitiva é uma forma focalizada, ativa, diretiva e estruturada de
    psicoterapia. Estipula que os transtornos psicológicos se caracterizam por apresentarem
    equívocos   e    distorções   de   pensamento,   originando   afetos   e   comportamentos
    disfuncionais.


•    Visa identificar, avaliar e corrigir pensamentos distorcidos envolvidos nas síndromes
    mentais (inicialmente destinou-se ao tratamento de pessoas com depressão, e tem sido
    aplicada nos casos de pânico, fobias, transtornos alimentares e de personalidade,
    dependência química, entre outros).
• As cognições representam todos os pensamentos, ideias, imagens, conceitos e
concepções que cada indivíduo vai construindo desde o início e ao longo do seu
desenvolvimento.


• Atribui-se uma forte correlação entre a cognição e emoção, isto é, a resposta emocional
de um indivíduo é influenciado pelo seu processamento cognitivo, seu jeito de pensar.
De tal forma, a psicoterapia cognitiva propõe a identificação e a modificação de erros e
falhas de processamento de informação.
PROCESSAMENTO DE INFORMAÇÕES
 BREVES CONSIDERAÇÕES



 Existe dois níveis de processamento disfuncional de informações: Pensamentos automáticos e

   Crenças Nucleares;


 Os pensamentos automáticos referem-se às cognições que ocorrem de forma rápida, espontânea

   e autônoma quando a pessoa está vivendo um evento, gerando uma falsidade lógica,
   denominados de erros cognitivos. Exemplos: Pensamento do tipo tudo ou nada, Argumentação
   Emocional, Desqualificando o Positivo, entre outros;


 As crenças nucleares são estruturas cognitivas profundas que contém as regras básicas para

   triar, filtrar e codificar as informações do ambiente, que formam um padrão cognitivo
   duradouro.
PRINCÍPIOS DA TERAPIA COGNITIVA
 O foco terapêutico é ajudar o paciente a examinar e modificar suas construções cognitivas

   naquilo que esta mal adaptativo.


 A Psicoterapia Cognitiva deve ser:

           1) Focada nas cognições,

           2) Colaborativa,

          3) Estruturada,

          4) Ativa,

           5) Diretiva,

           6)Psico-educativa,

           7) Focada no presente,

          8) Orientada para soluções de problemas.
INTERVENÇÕES COGNITIVAS

 Buscam mudar as cognições distorcidas, os pensamentos automáticos e as crenças


  nucleares. Ao modificar as cognições, modificam-se indiretamente os comportamentos

  mal adaptativos.




 Algumas intervenções: Eliciar os pensamentos automáticos, Desafiar os pensamentos

  automáticos, Descoberta guiada, Examinar as evidências, Desafiar o pensamento

  absolutista, Reatribuição, e Tomar a adversidade uma vantagem.
PSICOTERAPIA
          COGNITIVO-COMPORTAMENTAL


•   Modalidade terapêutica desenvolvida a partir de princípios da aprendizagem e da ciência
    cognitiva estabelecidos pela psicologia experimental;

•    Seu objeto de interesse é o comportamento como tal e seus fatores determinantes, como
    condições ambientais e variáveis cognitivas;

•   O afeto e o comportamento são determinados pelo modo como o indivíduo estrutura o
    mundo;

•   É fundamentada no modelo psicossocial -> descrição objetiva;

•   Normalidade e anormalidade como questões sociais;
TCC DOS TRANSTORNOS DE ANSIEDADE

•   Medo e ansiedade;
•    Kendall (1986) faz uma importante distinção entre deficiências cognitivas e distorções
    cognitivas;
•   Tratamento do programa de terapia cognitivo-comportamental para crianças ansiosas,
    desenvolvido em 1989; focaliza seis aspectos:

       1.   Treino em relaxamento;

       2.   Reestruturação cognitiva;

       3.   Treino em solução de problemas;

       4.   Reforçamento por contigencia;

       5.   Modelação;

       6.   Exposição
CONSIDERAÇÕES FINAIS

•   Um olhar à criança e o adolescente;


•    Psicoterapia de orientação analítica: direcionada no restabelecimento do
    desenvolvimento normal do sujeito, por meio da estimulação de sua autonomia, da
    normalidade dos mecanismos de defesa, através de sua capacidade de insight. A o
    processo   terapêutico    estará      baseada   nos   fenômenos     transferenciais   e
    contratransferênciais, trabalhados no aqui-e-agora. O terapeuta deverá tomar os devidos
    cuidados para não ser negligente com os obstáculos que dificultam a relação com o seu
    paciente, e compreender a linguagem peculiar da criança, que perpassa o simbólico e
    imaginário com muita constância.
•   Psicoterapia breve: de curto prazo utiliza elementos técnicos de diferentes referenciais.
    Geralmente tem vários focos, objetivo limitado e tempo restrito. O trabalho deve ser
    interdisciplinar, incluindo a participação dos pais e responsáveis no processo.



•   Psicoterapia Cognitiva: entende que os transtornos psicológicos se caracterizam por
    apresentarem     equívocos     e   distorções    do    pensamento,      originando   afetos   e
    comportamentos disfuncionais. Desta forma, esse modelo psicoterápico visa identificar,
    avaliar e ajudar o paciente a examinar e modificar suas construções cognitivas distorcidas.


•    Psicoterapia cognitivo-comportamental: enfatiza os aspectos objetivos da realidade,
    procurando compreender as relações entre o organismo e o ambiente através de um enfoque na
    aprendizagem.
Prevenção, Diagnóstico e Tratamentos dos Transtornos Mentais da Infância e Adolescência

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Prevenção, Diagnóstico e Tratamentos dos Transtornos Mentais da Infância e Adolescência

  • 1.
  • 2. Prevenção, Diagnóstico e Tratamentos dos Transtornos Mentais da Infância e Adolescência PSICOTERAPIA DE ORIENTAÇÃO ANALÍTICA PSICOTERAPIA BREVE PSICOTERAPIA COGNITIVA PSICOTERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL JULIANA GAMA PHILIPPE CASTRO RAYANNE CHAGAS RITA GADELHA JONATHAN ARAÚJO
  • 3. INTRODUÇÃO • Em 1909, com o tratamento do pequeno Hans, Freud lançou as bases para a psicanálise com crianças, bem como para a psicoterapia de orientação analítica; • Hug-Hellmuth foi a primeira a tomar crianças em análise sistemática. Sugeriu que o brincar espontâneo poderia servir de complemento, e até mesmo, substituir a comunicação verbal que no adulto aparecia como associação livre; • Dois importantes pólos de profissionais: • Anna Freud, que dava grande importância aos aspectos desenvolvimentais apreciando as competências alcançadas em cada estágio do desenvolvimento da criança; • Melanie Klein, que envolvia a criança na situação analítica, mantendo os pais fora do tratamento.
  • 4. CONSIDERAÇÕES INICIAIS SOBRE A TÉCNICA  Teoria Kleiniana: • Aceitação do uso de brinquedos como um equivalente da associação livre do adulto, pois seria através deles que a criança se expressaria; • Convicção de que a criança estabelece uma relação transferencial desde o primeiro momento em que entra em contato com o terapeuta;  Segundo Kernberg (1995), a teoria psicanalítica considera: • A importância do papel das fantasias inconscientes; • A hierarquia dos mecanismos de defesa; • O papel da primitiva relação diádica sobre o desenvolvimento do self; • As influências interpessoais sobre o desenvolvimento intrapsíquico; • A formação do superego.
  • 5. • A técnica psicanalítica varia de acordo com as peculiaridades da criança – um ser em evolução. Assim, uma das atividades principais do terapeuta é avaliar as capacidades potenciais do seu paciente, bem como compreender suas diferentes formas de manifestação a partir de sua idade; • O terapeuta precisa formular sua interpretação de forma breve, simples e objetiva, que possa ser compreensível ao paciente em sua respectiva faixa etária.
  • 6. A AVALIAÇÃO Situação Atual • O terapeuta de crianças deve ter sempre presente o desenvolvimento normal da criança, o momento evolutivo em que se encontra seu paciente e o contexto no qual está inserido (COHEN,1979); •O fato de a criança não vir para a avaliação por conta própria confere à psicoterapia de crianças a participação dos pais ou responsável durante todo o processo; • A avaliação compreende as entrevistas com os pais e com a criança, bem como contatos com a escola e com outros profissionais que estiveram atendendo a criança no momento.  A Entrevista com os Pais ou Responsáveis •A avaliação tem seu início já no primeiro contato com os pais, quando o avaliador poderá obter informações úteis acerca do funcionamento familiar e sobre forma de encaminhamento; • Deve-se fornecer amparo aos pais, informando-os que está ali para ajudá-los no tratamento do filho;
  • 7. • O terapeuta, desde o início da avaliação deve: • Manter a neutralidade no intuito de não assumir a paternidade de seu paciente; • Estar em alerta para os riscos de identificar-se com os pais ou com a criança e para os seus sentimentos contratransferenciais; • Deixar a primeira parte da entrevista bastante livre, pois os pais através da associação livre, podem abordar questões íntimas.  Motivo da Consulta e História da Doença Atual • Investigar o(s) motivo(s) pelos quais buscaram a avaliação e por que nesse momento.  ROTINA DIÁRIA SITUAÇÃO PASSADA  Antecedentes Obstétricos • Depoimento dos pais quanto ao planejamento e ao desejo da gravidez.
  • 8.  Antecedentes Neonatais • Idade gestacional, tipo e duração do parto, se houve intercorrência; • Participação do pai na hora do parto; • Primeiro ano de vida do bebê.  Desenvolvimento Psicomotor • Quando a criança firmou a cabeça, sentou, engatinhou, andou e disse as primeiras palavras (o momento; a forma; repercussões); •Desmame; • Dentição • Controle esfincteriano; Antecedentes Mórbidos • Ocorrência de doenças, cirurgias, hospitalizações, situações traumáticas e reações dos pais e da criança; • Possibilidade de maus tratos, abuso, negligência e de acidentes repetidos.  Escolaridade
  • 9.  História Familiar • Realização do heredograma (visualização das famílias de origem); • Investigar perdas. “Ao final da avaliação, o terapeuta deve estar consciente de que lida com três crianças: a ‘inventada’ pelos pais; a ‘construída’ por ele, para que saiba o que fazer frente à criança ‘real’, que efetivamente conhecerá.”(PREGO E SILVA, 1990)
  • 10. ENTREVISTA COM A CRIANÇA A sala de Entrevista • Piso e paredes laváveis; pia; móveis adequados para o tamanho da criança; • O material lúdico deve ser simples e resistente; • O material de cada criança deve ser guardado em local individualizado; • Durante a avaliação o material deve ficar a disposição, e, de acordo com a situação, o terapeuta pode eleger outros brinquedos; A reposição do material deve ser feita com um exame cuidadoso a respeito de seu significado.  Os Primeiros Contatos • O primeiro contato se dá na sala de espera, quando o terapeuta se apresenta e convida a criança para entrar na sala de brinquedos; Deve-se estar atento a esse início, pois a atitude dos pais, a da criança e o modo com que ela interage com o avaliador, indicarão aspectos do funcionamento da família; • Após a entrada no consultório deve-se aguardar até que a criança se manifeste. Procura-se entender/decodificar suas atitudes; manifestar-se compreensivo e tranquilizá-la.
  • 11.  Exames Complementares • Suspeita de Organicidade. Avaliação de Outros Profissionais • Testagem Psicológica: testes para avaliação diagnóstica, avaliação do andamento da psicoterapia, ou ainda, para corroborar na decisão do término.  Avaliação Neurológica (Exame Neurológico Evolutivo (ENE))  Avaliação Psicopedagógica • Necessária quando a criança apresentar distúrbios referentes a aprendizagem; • Outros profissionais: fonoaudiólogos, geneticistas, oftalmologistas, etc; • Ao final é necessário que se tenha uma formulação diagnóstica descritiva e dinâmica.
  • 12. •Formulação Psicodinâmica: • Descrição das defesas predominantes; •Apresentação do(s) conflito(s) central(is), bem como uma apreciação do modelo de funcionamento mental predominante; • Tipo de relação objetal que estabelece; • Avaliação preditiva das respostas do pacienta, em relação a situação terapêutica; • Recursos do Ego; • Motivação para o tratamento. • No final da avaliação é recomendável comunicar ao paciente os achados e explicar os resultados dos exames. Deve-se também, informar que os resultados serão comunicados aos pais e que será feita a indicação terapêutica, ficando a critério deles aceitar ou não a indicação.
  • 13. OBJETIVOS DA PSICOTERAPIA  Kernberg considera que podem ser alcançados com a psicoterapia de base psicanalítica: • Resolução de conflitos a partir de algum nível do desenvolvimento; • Pequena interferência residual sobre o desenvolvimento; • Insight (tomada de consciência das motivações para seus comportamentos); • Retomada ao curso normal do desenvolvimento; Não há expectativa de resolução da sintomatologia.  INDICAÇÕES “Neurose crônica severa; neurose sintomática: histérica, depressiva, fóbica e obsessivo compulsiva; distúrbios psicossomáticos que interfiram no desenvolvimento; distúrbio de identidade de gênero, de personalidade, anorexia nervosa, personalidade narcisista; distúrbios borderline” (KERNBERG, 1995)
  • 14.  CONTRA-INDICAÇÕES • Crianças com patologias graves ou deficientes; • Famílias muito deterioradas e inconsistentes, com funcionamento psicótico, ou na qual haja oposição de um dos pais ao tratamento; Quando a patologia familiar for muito grave, havendo suspeita de negligência, abuso ou maus-tratos, pode-se fazer necessária a solicitação da ajuda dos Conselhos tutelares com o intuito de proteger a criança. • Crianças sem motivação para o tratamento.
  • 15. O PROCESSO PSICOTERÁPICO  Fase Inicial 1º Passo: Avaliação •Dependendo do resultado da avaliação do paciente: - Os pais recebem orientação (se o paciente enfrentar apenas um breve percalço no curso de maturação, não havendo parada, regressão ou retardo no desenvolvimento); - O Paciente é encaminhado para psicoterapia (caso tenha sido identificada a necessidade de tratamento); Observação: os autores recomendam que o psicoterapeuta deve sempre partir de medidas menos intrusivas para medidas mais intrusivas. 2º Passo: Contratos Casos de Intervenção: - Horários ( que atendam ao interesse dos pais e da criança, mínimo de duas sessões semanais; discussão sobre feriados e férias, além das faltas que são de responsabilidade dos pais);
  • 16. - Honorários (a medida que a criança puder, quando esta encontrar-se no pré-escolar, ficará encarregada de levar o pagamento mediante cheque nominal ao terapeuta); 3º Passo: Recursos existentes no Setting Comunicação com criança: - Pré-verbal - Verbal - Extraverbal: - Brinquedos - Dramatização - Observação de fenômenos da natureza - Música - Diário - Animal - Pensamentos (fio condutor da terapia, a partir da transferência e contratransferência) - Afetos (fio condutor da terapia, a partir da transferência e contratransferência)
  • 17. 4º Passo: Limites •Delimitação de cada espaço no setting terapêutico • Verbal • Físicas (caso seja necessário segurar as crianças) 5º Passo: Início da Terapia  Controvérsias Teóricas: • Ana Freud: necessidade de motivar a criança que só veio a terapia por desejo dos pais. • Melanie Klein: a criança não necessita de motivação, pois desde a primeira hora de jogo a criança não só desenvolve transferência, mas apresenta uma percepção apurada sobre sua doença e uma fantasia de cura.  Conhecimento Necessário: No início do tratamento as crianças sofrem de ansiedade persecutória (demonstradas a partir de desconfiança, sentimentos de ameaça e tentativa de transformar uma situação nova em algo conhecido);
  • 18. • A interpretação seja dirigida para criança de forma clara, simples e verdadeira; • O fato da criança não verbalizar não significa que ela não esteja compreendendo e desejando ser ajudada; • O terapeuta neste período inicial deve tentar conhecer seu paciente, observando as suas características pessoas; • Quando aliviadas as tensões persecutórias, deve-se procurar apresentar as regras dos processo terapeuta; • O desempenho do terapeuta está pautado no estado da criança. Logo, quanto menor a criança, mais deprimida ou regressiva, maior será o desempenho do terapeuta mediante a utilização dos recursos como: brinquedos, dramatização, incentivo e atividade física e verbal, pois para criança a apresentação concreta do terapeuta, através do brinquedo poderá ser necessária como veículo para interpretação terapêutica. Quanto mais ativa, maior e mais saudável a criança, menos o terapeuta necessitará intervir ativamente, e mais lançar mão de observação e interpretação.
  • 19.  Controvérsias Teóricas: Alguns autores entendem que a participação direta do terapeuta através do uso de brinquedos está diretamente vinculada ao papel determinado pelo paciente ao terapeuta, ou encontra-se adstrito a condição da criança, no casos de menor idade e regressão.  Objetivos desejados para o término da 1ª fase: •Alcanço de certo bem-estar que lhe permita ser produtiva nas seções; •Criança comunique-se bem; •Aliança de trabalho entre terapeuta e paciente; •Percepção da criança de que algumas de suas atividades mentais tem sua origem internamente. •Criança e terapeuta compartilham de sua maneira de representar seus estados internos com palavras, imagens e símbolos;
  • 20.  Fase Intermediária 6º Passo: Aplicação da Técnica Psicoterápica  Fins da Psicoterapia de Orientação Analítica nesta fase: • Diminuir: - Estresse; - Sintomas psicológicos; - Conduta desadaptada; • Promovendo: - Melhora das capacidades adaptativas e sociais da criança;  Ações: • Intervenções cujo fim é melhorar: - Capacidade de elaboração -Autonomia -Identidade
  • 21.  Facilitar a utilização de defesas mais evoluídas como: •Antecipação •Humor •Supressão •Sublimação  Caracterização da fase: Paciente: •Interjogo de sentimentos transferenciais •Terapeuta como alvo das projeções e dos sentimentos do paciente Terapeuta: •Interjogo de sentimentos contratransferenciais Atenção: •As respostas afetivas dadas ao paciente •Objetivos internos do terapeuta •Família real do terapeuta
  • 22.  Processo: • Atos preparatórios: - Identificação das atitudes ou particularidades da história do paciente que tem um determinado significado, que se repete em nível de transferência com o terapeuta e outros personagens da atualidade; • Execução: - Atenção ao risco de estancamento da terapia, visto que as resistências que se estabeleceram anteriormente ainda podem estar existindo; - Atenção aos fenômenos transferenciais e contratransferenciais que ocorrem no aqui e agora, pois estes através da emoção e ração construirão uma nova história, com a possibilidade de reparação do objeto atacado;
  • 23.  Fase Final 7º Passo: Fim da Terapia  Teorias: Cada teoria concebe o fim da terapia de um modo diferente, todavia, a percepção da família em relação a criança, dos professores, além da possibilidade de retestagem têm extrema importância para a avaliação final do terapeuta.  Possibilidades do Termino da Terapia: - Terminações prematuras • Conflitos infantis dos pais com seus próprios pais • Pais que por não tolerar melhora do filho retiram da psicoterapia • Mudança de endereço • Dificuldade financeira • Transporte • Mudança de residentes • Mudança de estagiários
  • 24. • A criança pode não tolera a intromissão em seu mundo de conflitos e lança mãos de sucessivos acting-outs, que precipita a mudança de abordagem para internação psiquiátrica;  Terminações terapêuticas • Acontecem quando há sinais de remissão do quadro que o trouxe ao tratamento  Características: • O paciente terá idéia mais realista de seu psiquiatra e de suas funções; terá boas relações com ele, utilizando do humor, maior tolerância com a separação deste, alicerçada na maior confiança; • O terapeuta passa a utilizar de forma crescente intervenções dirigidas ao mundo interno, tais como classificação, confrontação, interpretações da transferência e reconstruções genéticas; • O investimento exclusivo no tratamento diminui, passa a trazer mais material da vida cotidiana, dá-se conta da perspectiva de tempo e passa a fazer planos futuros;
  • 25. • A qualidade da comunicação se modifica e a criança consegue revisar os conflitos e buscar sua resolução, aumenta o número de verbalizações; • O brinquedo se desenrola de forma agradável, aproveitando-o para brincar e resolver conflitos; • Os sonhos podem antecipar ou representar face ao término; • Demonstra sentimentos de ambivalência quanto à alta, porém acompanhados de alívio; • Apresenta comportamentos sublimatórios, compartilhando novos interesses; • As defesas se tornam mais flexíveis e mais evoluídas; • Maior insight acompanhado de críticas acerca de si próprio, se torna mais reflexivo e busca o entendimento das causas dos fenômenos que se passam consigo, tanto relativos ao seu mundo interno quanto ao de seu mundo externo; • Diminuem os sintomas, os acting outs, muda a postura, a vestimenta e passa a apresentar um comportamento adequado à sua idade, ou seja, volta a reingressar no curso normal do desenvolvimento;
  • 26. PECULIARIDADES DA TERAPIA NAS DIFERENTES FAIXAS ETÁRIAS  Intervenções Psicoterápicas na Relação Pais/bebê  Seu foco é o desenvolvimento do bebê, com o objetivo de trabalhar os conflitos que surgem do passado dos pais e interferem na relação pais/bebês.  Intervenções Breve em Crise  Psicoterapia Pais/bebê  Principais Propósitos: certificar-se da possibilidade de formar uma aliança terapêutica com os pais; e a coleta de dados para conhecer o máximo possível sobre o funcionamento dos pais e do bebê e seus padrões de relacionamento.
  • 27. IDADE PRÉ-ESCOLAR (3 – 6 anos)  O mundo da criança;  “ (...) A psicodinâmica baseia-se no trabalho com o paciente no ‘aqui-e-agora do relacionamento, à luz de sua história passada e seus relacionamentos externos’ (...) usando técnicas verbais e de brinquedo”
  • 28. PECULARIEDADES NO ADOLESCENTE  Para Blos (1971), a adolescência apresenta três diferentes subetapas: adolescência inicial; adolescência propriamente dita; e a adolescência tardia.  O terapeuta deve ser receptivo e motivador para que o adolescente fale sobre seus problemas; deve estar atento para as comunicações extra-verbais; os silêncios prolongados devem ser evitados.  O sigilo na relação terapêutica  Durante o processo terapêutico  Ao final da terapia espera-se que o adolescente apresente genuína consideração pelos demais, que tenha maior objetividade e clareza, além de uma posição mais realista do mundo externo e interno.
  • 29. PSICOTERAPIA BREVE  ANTECEDENTES  Primeiras psicoterapias: “breves”  Baseadas na sugestão, na simples escuta afetiva, ou no contato corporal carinhoso.  Ajudam a acalmar ansiedades ou medos diversos.  Embasamento teórico: Psicanálise. Orientação de Arminda Aberastury, na Argentina.  Importância de trabalhos pioneiros de H. Hug-Hellmuth, Sophie Morgenstern, Anna Freud e Melanie Klein.  Barten critica a rigidez da técnica psicanalítica e estrutura uma técnica de “Psicoterapia Breve” que se chama Psicoterapia Focal.  A técnica de F. Allen discípulo de Rank, inclui no tratamento das crianças, os pais e a família com metodologia interdisciplinar.
  • 30. PSICOTERAPIA BREVE EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES • É em geral uma psicoterapia plurifocal. • O objetivo terapêutico é limitado e a restrição do tempo terapêutico é indispensável. • Os próprios pacientes exigem e impõem pelas suas situações clínicas. • Cabe incluir as condições familiares e as sócio-economicas. • Metas terapêuticas limitadas suficientes para atender às necessidades do paciente. • Introdução de técnicas e pautas inter-relacionais (Trabalho interdisciplinar)
  • 31. INDICAÇÕES DA PSICOTERAPIA BREVE COM CRIANÇAS • Quando devem ser submetidos a cirurgia • Casos agudos de um sistema isolado (ex: perturbações do sono) • Quando não aceita tratamento odontológico por ansiedades fóbicas • Frente a uma doença mortal da própria criança ou alguém próximo • Ante situações familiares que o perturbem • Casos de adoção, divórcio, morte de familiares, mudanças, migrações, novo casamento dos pais, aparição de irmãos de outro matrimônio, viagens inesperadas, etc.
  • 32. INDICAÇÕES DA PSICOTERAPIA BREVE COM ADOLESCENTES • Abandono dificultado dos papéis, obrigações e exigências da infância. • Incapacidade de lidar com a “identidade sexual” • Difícil manejo da temporalidade • Problema de amizades e discriminação de grupos • Aceitação conflitiva do novo corpo • Relação perturbada na família • Vulnerabilidade às pressões ambientais • Conflitos nas relações afetivas • Problemas no aprendizado, conflitos na escolaridade e aceitação de limites
  • 33. TECNICA DE TEMPO E OBJETIVOS LIMITADOS • Não interpretar em transferência • Não estimular a regressão • Elaborar conflitos • Favorecer uma mutação objetal interna
  • 34. PSICOTERAPIA COGNITIVA  BREVES CONSIDERAÇÕES • A Psicoterapia Cognitiva é uma forma focalizada, ativa, diretiva e estruturada de psicoterapia. Estipula que os transtornos psicológicos se caracterizam por apresentarem equívocos e distorções de pensamento, originando afetos e comportamentos disfuncionais. • Visa identificar, avaliar e corrigir pensamentos distorcidos envolvidos nas síndromes mentais (inicialmente destinou-se ao tratamento de pessoas com depressão, e tem sido aplicada nos casos de pânico, fobias, transtornos alimentares e de personalidade, dependência química, entre outros).
  • 35. • As cognições representam todos os pensamentos, ideias, imagens, conceitos e concepções que cada indivíduo vai construindo desde o início e ao longo do seu desenvolvimento. • Atribui-se uma forte correlação entre a cognição e emoção, isto é, a resposta emocional de um indivíduo é influenciado pelo seu processamento cognitivo, seu jeito de pensar. De tal forma, a psicoterapia cognitiva propõe a identificação e a modificação de erros e falhas de processamento de informação.
  • 36. PROCESSAMENTO DE INFORMAÇÕES  BREVES CONSIDERAÇÕES  Existe dois níveis de processamento disfuncional de informações: Pensamentos automáticos e Crenças Nucleares;  Os pensamentos automáticos referem-se às cognições que ocorrem de forma rápida, espontânea e autônoma quando a pessoa está vivendo um evento, gerando uma falsidade lógica, denominados de erros cognitivos. Exemplos: Pensamento do tipo tudo ou nada, Argumentação Emocional, Desqualificando o Positivo, entre outros;  As crenças nucleares são estruturas cognitivas profundas que contém as regras básicas para triar, filtrar e codificar as informações do ambiente, que formam um padrão cognitivo duradouro.
  • 37. PRINCÍPIOS DA TERAPIA COGNITIVA  O foco terapêutico é ajudar o paciente a examinar e modificar suas construções cognitivas naquilo que esta mal adaptativo.  A Psicoterapia Cognitiva deve ser: 1) Focada nas cognições, 2) Colaborativa, 3) Estruturada, 4) Ativa, 5) Diretiva, 6)Psico-educativa, 7) Focada no presente, 8) Orientada para soluções de problemas.
  • 38. INTERVENÇÕES COGNITIVAS  Buscam mudar as cognições distorcidas, os pensamentos automáticos e as crenças nucleares. Ao modificar as cognições, modificam-se indiretamente os comportamentos mal adaptativos.  Algumas intervenções: Eliciar os pensamentos automáticos, Desafiar os pensamentos automáticos, Descoberta guiada, Examinar as evidências, Desafiar o pensamento absolutista, Reatribuição, e Tomar a adversidade uma vantagem.
  • 39. PSICOTERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL • Modalidade terapêutica desenvolvida a partir de princípios da aprendizagem e da ciência cognitiva estabelecidos pela psicologia experimental; • Seu objeto de interesse é o comportamento como tal e seus fatores determinantes, como condições ambientais e variáveis cognitivas; • O afeto e o comportamento são determinados pelo modo como o indivíduo estrutura o mundo; • É fundamentada no modelo psicossocial -> descrição objetiva; • Normalidade e anormalidade como questões sociais;
  • 40. TCC DOS TRANSTORNOS DE ANSIEDADE • Medo e ansiedade; • Kendall (1986) faz uma importante distinção entre deficiências cognitivas e distorções cognitivas; • Tratamento do programa de terapia cognitivo-comportamental para crianças ansiosas, desenvolvido em 1989; focaliza seis aspectos: 1. Treino em relaxamento; 2. Reestruturação cognitiva; 3. Treino em solução de problemas; 4. Reforçamento por contigencia; 5. Modelação; 6. Exposição
  • 41. CONSIDERAÇÕES FINAIS • Um olhar à criança e o adolescente; • Psicoterapia de orientação analítica: direcionada no restabelecimento do desenvolvimento normal do sujeito, por meio da estimulação de sua autonomia, da normalidade dos mecanismos de defesa, através de sua capacidade de insight. A o processo terapêutico estará baseada nos fenômenos transferenciais e contratransferênciais, trabalhados no aqui-e-agora. O terapeuta deverá tomar os devidos cuidados para não ser negligente com os obstáculos que dificultam a relação com o seu paciente, e compreender a linguagem peculiar da criança, que perpassa o simbólico e imaginário com muita constância.
  • 42. Psicoterapia breve: de curto prazo utiliza elementos técnicos de diferentes referenciais. Geralmente tem vários focos, objetivo limitado e tempo restrito. O trabalho deve ser interdisciplinar, incluindo a participação dos pais e responsáveis no processo. • Psicoterapia Cognitiva: entende que os transtornos psicológicos se caracterizam por apresentarem equívocos e distorções do pensamento, originando afetos e comportamentos disfuncionais. Desta forma, esse modelo psicoterápico visa identificar, avaliar e ajudar o paciente a examinar e modificar suas construções cognitivas distorcidas. • Psicoterapia cognitivo-comportamental: enfatiza os aspectos objetivos da realidade, procurando compreender as relações entre o organismo e o ambiente através de um enfoque na aprendizagem.