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Michel Macedo Marques (professor auxiliar do Curso deLetras da URCA, guitarrista das bandas Glory Fate e Holy Wood e baixi...
Com o nome Stormbringer, chegou a gravar duas demos tapes. Como GloryFate, abriu grandes shows nacionais de Metal e gravar...
Mas em 1992 chegou ao Cariri, um estabelecimento comercial que veioagregar e ajudar a firmar o Rock e o Metal no Cariri: a...
Welson explicou a importância do surgimento da loja na região do Cariri,como um local/espaço de “bate papo, troca de idéia...
As possíveis soluções para driblar o problema do incentivo e da falta deespaço, para Antonio Queiroz, seria trabalhar com ...
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A primeira transmissão do Christ Rock, foi no dia 16 de setembro de 2006.Durante essa trajetória, o público fiel foi aumen...
música, etc, é passível de transformações, não foi diferente no Rock. A partir daprimeira vez em que se ousou distorcer um...
Já nos anos 70, o Rock brasileiro procura sua própria identidade. Chaconem seu livro explica que “é o Tropicalismo e não a...
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Reportagem oficial sobre o cenário do heavy metal na região do cariri

  1. 1. O Cenário do Heavy Metal na região do Cariri Francisca Raquel Queiroz Alves RochaNessa reportagem, aborda–se o a história do Heavy Metal no Brasil e especialmente seusreflexos e influências na região do Cariri, principalmente nas cidades de Juazeiro do Norte eCrato: as primeiras bandas, as experiências, o preconceito, os desafios e dificuldades dosmúsicos de manterem vivo este estilo musical hoje em dia. Na década de 80, o calçadão da Rua Santa Luzia (entre as ruas PadreCícero e São Pedro) na cidade de Juazeiro do Norte, era o ponto de encontro demuitos jovens nos finais de semana, que curtiam e viviam o Rock e o Heavy Metal. Tachados de marginais e nomes depreciativos em função de seu jeito devestir e pelo tipo de música que curtiam, esses jovens não deixaram o preconceitoofuscar o que eles tinham de mais precioso: a liberdade de viver e o amor pelogênero musical que começava a se tornar notório no Brasil. Aos poucos foram surgindo lugares (principalmente bares) que abriramespaço para as bandas que começavam a surgir aqui e acolá. No Juazeiro, algunslugares como o Bar do Téo (entre os anos de 1985 a 1990), Só Maio Bar, Miolo dePote, Amar, Didi Lanches e no Crato, o Lagoinha, Xá de Flor, Saint’s (que mudoupara Darkside), Acauã, Rosto, Navegarte, Oficina do Disco, Bar Arranha Céu,dentre outros, eram o palco de shows, geralmente nos finais de semana.
  2. 2. Michel Macedo Marques (professor auxiliar do Curso deLetras da URCA, guitarrista das bandas Glory Fate e Holy Wood e baixista dabanda Rei Bulldog) no artigo “A História do Rock no Cariri– Partes I, II e III ”,publicado na Revista Geral, nos meses de fevereiro à outubro de 2002, diz que a 1ªbanda de Rock autoral da região do Cariri foi a Pombos Urbanos, formada porjovens da cidade de Juazeiro do Norte e Crato, criada em outubro de 1987 e durouaté maio de 1988, quando mudou o nome para Fator RH. Em 1990, a banda mudapara Lerfa Mu e com este nome, gravou a 1ª fita demo de Rock do interior doCeará. Durante o tempo, mudaram de nome e integrantes: de junho a julho de1994, chama–se “Os papa–figos”; de 1994 a 2008, Nacacunda. Depois de 23 anos, abanda ressurge novamente com a intenção de gravar um cd em tributo aoguitarrista Segestes Tocantins, que faleceu em 14 de maio de 2011. Já a 1ª banda de Rock Pesado ou Heavy Metal caririense foi aStormbringer, que surgiu em 1992 (remanescente da antiga Calliope), que maistarde se tornou a Glory Fate. A mudança do nome foi justificado pela existência deduas bandas homônimas. Tem como influência e referência, bandas importantesdos anos 80, como Iron Maiden, Deep Purple, Manowar, UFO e Running Wild.
  3. 3. Com o nome Stormbringer, chegou a gravar duas demos tapes. Como GloryFate, abriu grandes shows nacionais de Metal e gravaram 04 CDs. Ao longo do tempo, várias bandas começaram a aparecer no cenáriounderground caririense, bandas essas partindo das diversas vertentes do Rock e doHeavy Metal, como por exemplo, Shadows (punk rock), Eutanásia, Lynx (rock ehard rock), Traumatismo Craniano, Chemical Death (doom metal), Hidrofobia,Neurize (punk), Prisma 777, Fator X (rock e hard/punk), Dr. Raiz, Post Scriptum,Nigthlife, Al Capone tá é bebo, Hortus, Laments of Soul (doom gothic metal),Malebounge (black metal) etc, que consolidaram ainda mais essa vertente musicalna região. Quando se fala do 1º festival de renome no Cariri, este foi o URCASTOCK,organizado pelos estudantes do curso de Letras da URCA (Universidade Regionaldo Cariri) com a ajuda da professora Cláudia Rejane, em maio de 1992. Rinalme Emiliano de Lima Bezerra, escrevente de umcartório imobiliário, professor, ex–integrante das bandas Qi–Zero e Prisma 777 eatualmente baterista das bandas Hortus e The old lady under the bed, fala sobre aimportância do evento para a região do Cariri: “Foi a oportunidade de mostrarcomo estava o movimento do Rock e do Metal no Cariri (...) Até então, existiamalgumas bandas, mas nunca nenhum evento (...) Achei fantástico! (...) Aquilo mexeucomigo, me marcou (...)” A 2ª edição do evento aconteceu na antiga quadra doGinásio Municipal Antonio Xavier de Oliveira, em 1996 na cidade de Juazeiro. Já a 1ª loja de vinil/discos e livros foi a ET CETERA, de propriedade deMarcos Vinícius Leonel Tavares, na cidade de Juazeiro do Norte. A inauguraçãoocorreu em 1986. Naquele recinto tinha alguns LPs e artigos de Heavy Metal.
  4. 4. Mas em 1992 chegou ao Cariri, um estabelecimento comercial que veioagregar e ajudar a firmar o Rock e o Metal no Cariri: a Porão Discos (agora PorãoRock), sob a responsabilidade de Manoel Welson Gomes Mota, uma loja comartigos variados para quem é amante desse estilo musical, tornando–se tambémum local de encontro e discussão sobre o movimento que ganhava força cada vezmais. A loja é responsável por produzir e patrocinar grandes eventos ligados aoMetal na região do Cariri. A Loja Porão era um sonho de Welson: “Fui morar em Belém doPará, trabalhei, economizei e resolvi voltar para minha terra (Juazeiro) e iniciar aloja.” No início, enfrentou dificuldades até se estabelecer como uma loja dereferência para os roqueiros metaleiros, shakistas e otakus: “Quando comecei,faltou dinheiro e tinha o preconceito também, mas com o tempo conseguimos mostrar(...) que éramos responsáveis (...) Conquistamos o respeito, que foi o mais importante(...) Hoje, a Porão conta com uma filial. Temos um estoque razoável, que vai dosimples brinco ao material importado (...) E o futuro é incentivar novas bandas equem sabe, levar filiais para outras cidades.”
  5. 5. Welson explicou a importância do surgimento da loja na região do Cariri,como um local/espaço de “bate papo, troca de idéias e formações de opiniões (...) Acoisa (o movimento) foi saindo do underground e mostrando pra sociedadejuazeirense e caririense que na terra do Forró tinha „Som Pauleira‟.” Novos espaços e festivais foram surgindo no Juazeiro e no Crato. Osfestivais como o Sesc Metal (nos anos 2001 e 2002 no Crato), Throne of Metal (omais antigo festival de Metal), Juá Rock, Festival Rock Cordel, Sesc Mostra deBandas– Armazém do Som, Welcome to Hell, Rock Todo Mês, Domingo do Rock,são alguns nomes desses festivais. Alguns exemplos de novos espaços são: Sesc,Centro Cultural do Banco do Nordeste, Black Dog Rock Bar, Pink Floyd Bar. Antonio Queiroz, Gestor de Cultura da Unidade Sesc de Juazeirodo Norte e baixista da banda Nigthlife, explica sobre a sua participação noseventos e projetos do Sesc: “Tem um projeto voltado para bandas alternativas, nãosó pra banda de Metal (...) Tem muita gente trabalhando com música, então achomuito complicado você fechar só pra um estilo (...) É importante também dá espaçopra todos os estilos.” Em se tratando dos desafios de manter esse estilo vivo na região do Cariri,Antonio ressalta que existem dificuldades relacionadas a executar, ou seja, tocarMetal, já que “exige uma técnica apurada do músico”, além de recursos, como bonsinstrumentos, por exemplo, e o espaço é ainda reduzido: “Você passa tipo 6 mesesensaiando com a banda e não aparece muita coisa. Você vai se cansando, os própriosintegrantes vão se cansando porque tem outras prioridades.” Amanda Mota, integrante da banda Laments of Soul, questiona a “faltade eventos da cidade organizados pela prefeitura e a falta de estúdio de ensaio egravação gratuito para as bandas.”
  6. 6. As possíveis soluções para driblar o problema do incentivo e da falta deespaço, para Antonio Queiroz, seria trabalhar com pessoas ligadas diretamente asferramentas culturais, que tenham sensibilidade, e desmitificar o preconceito queainda existe, voltado a construção de uma imagem errônea e distorcida domovimento. “Para que você possa levar ações como essas, justamente do Metal paradentro de instituições e projetos, é muito complicado porque tem a desconstrução dopreconceito perante a sociedade, a desconstrução dentro das instituições e produtorasde eventos.” Entretanto, Michel Macedo assim se posiciona: “Aqui no Ceará (...) a gentetem um dogma que só o que é de fora é bom. Então de repente a gente fala „Ah, masnão tem espaço‟, mas quando vem uma banda de fora, eles conseguem espaço, elestêm público, só pelo fato de ser de fora (...).” Para Rinalme Emiliano, o maior desafio reside nos artistas e no público: “Ogrande problema que existe (...) é da própria galera ir além do seu própriopreconceito, numa questão de buscar ser mais unido, buscar dar mais apoio (...) Odesafio é a mudança estrutural do pensamento do próprio roqueiro daqui da região(...) Em um festival de várias bandas, a galera só aparece de frente ao palco, se foraquela banda que você quer ver. Se for outra, não tem a curiosidade de ficarolhando.” Quando se fala em preconceito, Antonio Queiroz diz que, “é quaseimpossível você não ser vítima (...) O 1º preconceito que sofro é dentro da minhafamília (...).” Michel Macedo acrescenta: “Naquela época, tinha muito preconceito(...) A idéia que se tinha do Rock, do Heavy Metal principalmente, era de que tudo eraum monte de louco, um monte de drogados (...) Desde que o mundo é mundo, o povotem medo de novidade (...) Por exemplo: o 1º Rock in Rio no Brasil foi um choquemuito grande na época. Foi quando as pessoas começaram a prestar atenção nesseestilo que já existia na Europa e em muitos lugares do mundo.” O comercianteWelson Mota comenta que “era horrível ser tachado de maconheiro só porqueusávamos roupas pretas e cabelos grandes (...) É difícil mostrar pra sociedade que umcabeludo, tatuado, pode ser igual a qualquer pessoa, pois caráter está na pessoa e nãona forma de se vestir.” Não podemos esquecer que existe uma situação mais agravante do que as jáapontadas anteriormente: é a situação do mercado: “A música não deixa de ser umproduto e o que vende é o que está mais exposto (...) Já teve bandas que o cara teve
  7. 7. que emagrecer ou não foi aceito o „Cara X‟ em „Tal Banda‟, porque não se encaixavano perfil, porque ele não tinha a cara da coisa, porque infelizmente hoje em dia, omercado da música está muito vinculado a imagem. Antigamente era e hoje em dia émuito mais. Então se você não vende isso na imagem, fica muito complicado”,explica Antonio. A nível nacional, o mundo do Heavy Metal é “cruel... Muito difícilde uma banda nordestina, se não tiver o perfil europeu, conseguir alguma coisa.” Já Michel acrescenta que o Metal vive um “momento terrível”. As duasbandas que marcaram o auge desse estilo musical aqui no Brasil foram o Angra e oSepultura. “Naquela época, mandar uma demo tape para a Rock Brigade era difícil emais complicado ainda era ter um aval positivo da gravadora, já que não aceitavaoutras bandas que concorresse com o Angra e Sepultura. (...) Isso foi fazendo comque todo o público corresse pra essas bandas e elas de repente, como acontece comqualquer artista, tiveram seus maus momentos (...) E ai o que foi que fizeram parasalvar desse momento? Criaram bandas covers, esse circo que existe das bandas quese veste igual e tudo. É interessante... Foi legal num 1º momento para criar público,por exemplo (...) Mas ao mesmo tempo, isso também atrapalhou o trabalho de bandasautorais.” Já Cenário do Metal hoje no Cariri é visto com olhares positivos. Antoniovê avanços em termos de bons profissionais e recursos tecnológicos mais acessíveis.“O Juazeiro está mais aberto para aceitar e entender o Metal”, completa Rinalme.Para Welson, “a nova geração está ai pra defender a nossa ideologia de vida.” No Cariri existe também o único programa radiofônico destinado a umavertente do rock/metal: o Christ Rock. Rinalme Emiliano é também locutor eidealizador deste programa de Rock/Metal Cristão, que está no ar a 6 anos, todosos domingos, das 14 às 15 horas na Rádio Padre Cícero, 104.9 Fm. O programatambém é transmitido pela internet no próprio site e blog da rádio. O projeto do programa surgiu em virtude do amor que Rinalme nutre pelamúsica e rádio (o seu primeiro trabalho como locutor, começou em 1997, quandofazia um programa da Renovação Carismática). Em 2001, Rinalme teve a idéia de criar um programa radiofônico, mas logoesbarrou no preconceito do diretor da rádio naquela época. O projeto ficou“engavetado” até 2005, quando sob a direção do Padre Luiz, teve aprovação. Onome do programa também foi uma sugestão do mesmo padre.
  8. 8. A primeira transmissão do Christ Rock, foi no dia 16 de setembro de 2006.Durante essa trajetória, o público fiel foi aumentando e a participação/interação éconstante nas redes sociais (facebook, MSN) e pelo telefone. A dinâmica doprograma consiste em blocos de música, salmos, curiosidades sobre a vida dosartistas, letras traduzidas, entrevistas com bandas regionais e nacionais, etc. O Christ Rock tem como finalidade usar a música como um meio detransmitir uma mensagem positiva, de incentivo, quebrar certos tabus existentesque pregam o distanciamento entre religião e música. “Por ser roqueiro, o pessoalda igreja me critica... Porque sou cristão, o pessoal que é roqueiro me critica porquesou cristão”, diz Rinalme. Segundo o mesmo, o importante é “transmitir o bem, uma mensagem sadia”,com uma programação educativa, embalados pelo ritmo do Rock e do MetalCristão ou não Cristão (essas últimas, pela mensagem que suas músicastransmitem). “A intenção não é doutrinar”, ressalta o locutor, já que o público–alvodo programa engloba pessoas de todas as idades, de diferentes crenças e gostosmusicais e até de outros países, que de alguma forma, se identificam com aproposta do programa. No ano passado, foi aberto um espaço de apoio às bandas da região, quedepois de enviarem seus CDs ou demos para o locutor, (que avalia tal material)têm divulgado suas músicas. Pretende–se este ano, implantar um quadro chamado“A voz do Ouvinte”, tornando a interação com o público ainda mais visível. Um pouco da História do Rock e do Heavy Metal De acordo com o livro “O que é Rock?” de Paulo Chacon, oRock and Roll nasceu na década de 50 e nos anos 70 já era visto como um produtoa ser consumido pela “massa”. Entretanto, não era só um estilo de música:converteu–se também em uma “maneira de ser, uma ótica da realidade, uma formade comportamento”, segundo Chacon. As raízes do Rock residem desses dois estilos: o Rhythm e o Blues, tidoscomo a “vertente negra” do Rock. Mas como toda cultura, seja ela literatura, artes,
  9. 9. música, etc, é passível de transformações, não foi diferente no Rock. A partir daprimeira vez em que se ousou distorcer uma guitarra, nascia assim uma dasvertentes mais fortes e mais duradouras de todos os tempos: o Heavy Metal, RockPauleira ou Rock Pesado. O termo “Headbanger”, traduzido aqui como“Metaleiros”, é usado para identificar os indivíduos que ouvem esse tipo demúsica, que vivenciam os costumes, a “moda do Metal”, etc. No livro “Heavy Metal: Guitarras em Fúria” de Tom Leão,aborda com mais riqueza de detalhes as questões que norteiam essa vertente doRock (o Heavy Metal), que surgiu nos anos 60. A fragmentação em sub–gênerosocorreu por volta dos anos 80. Dentre os sub–gêneros mais conhecidos, estão oBlack Metal, Death Metal, Doom Metal, Folk Metal, Glam Metal, Metalalternativo, Metal Progressivo, Metal Sinfônico, Metalcore, Power Metal, SpeedMetal, Stoner Metal, Thrash Metal, Metal Experimental, Groove Metal, etc. Tom Leão diz que atualmente, o termo Heavy Metal “se tornou muitorestrito para identificar, traduzir e exemplificar o que se passa dentro deste gênerobarulhento do rock.” O autor aponta que existe também uma “facção forte eradical” neste estilo que por ser ainda conservadora, não admite a mudança e asnovas vertentes de seus sub–gêneros. No site “Heavy Metal Center” (www.heavymetalcenter.net),André Lopes fala do Rock e do Metal a nível nacional. Nos anos 50, quando o Rockchegou em nossas terras, foi primeiramente absorvido pelas orquestras de Jazz epelos cantores da época, responsáveis por elaborar e difundir os “primeiros hits donovo gênero”. Em 60, a mistura de outros ritmos agregado ao Rock brasileiro,fizeram com que o mesmo explodisse “sob diversas formas”.
  10. 10. Já nos anos 70, o Rock brasileiro procura sua própria identidade. Chaconem seu livro explica que “é o Tropicalismo e não a Jovem Guarda queantropofogicamente conduz o Rock” em nosso território. Com isso, nos anos 80, ogênero musical se firma no mercado. A 1ª edição do festival conhecido como RockIn Rio, aconteceu entre os dias 11 e 20 de janeiro de 1985 no Rio de Janeiro, etrouxe ao solo brasileiro, bandas renomadas no cenário do Rock e do então HeavyMetal, como Queen, Iron Maiden, Whitesnake, AC/DC, Scorpions, OzzyOsbourne, etc. A partir desse evento, a mídia e as pessoas voltariam os seus olhares paraaquele novo estilo musical e seus seguidores, que ganhavam força mundo afora ecomo é de praxe, começaram–se a estereotipar o desconhecido, não refletindocorretamente os ideais, as reais facetas e pensamentos daqueles jovens que usavama música como forma de se rebelar contra o sistema, seja ele político, econômico,social, religioso, etc. E finalmente nos anos 90, a perspectiva desse ramo musical, se estende aoexterior, ou seja, o Brasil começou a exportar artistas ligados ao cenário do Rock edo Heavy Metal.

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