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CAMINHOS POSSÍVEIS PARA UMA ANÁLISE DA NARRATIVA DA PINTURA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS NO TETO DA CAPELA HOMÔNIMA NO COMPLEXO CULTURAL SÃO FRANCISCO (CCSF) EM JOÃO PESSOA

Raquel Alves
Raquel Alves
Raquel AlvesProfessora, Jornalista e Escritora em Juazeiro do Norte- CE

Esta palestra tem como finalidade apresentar um estudo introdutório sobre a análise de uma pintura pertencente à arte barroca paraibana, levando em consideração que a arte em si é o portal que conduz o sujeito rumo a uma descoberta histórica, de memórias e narrativas. Especificamente por meio de uma pintura no teto da Capela de São Francisco, que faz parte do Complexo Cultural São Francisco (CCSF) em João Pessoa (Paraíba), propomos através de tal imagem (São Francisco de Assis em chamas numa carruagem rumo aos céus) indicar possíveis intencionalidades e significados acerca deste processo de construção/intercruzamento de narrativas, perguntando-nos qual o enigma ou inquietação desta obra de arte barroca anônima e o significado da transposição de uma possível lenda fransciscana, bem como a associação de São Francisco a Cristo e ao profeta Elias. Valemo-nos de um estudo do sujeito que vislumbra tal pintura e do imaginário simbólico, por meio de uma tradução criativa através da estética e de um olhar semiótico, transporte este, que nos conduzirá às descobertas da arte barroca, especialmente no espaço/obra de arte citados. info: ladyblackraven.blogspot.com.br

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CAMINHOS POSSÍVEIS PARA UMA ANÁLISE DA NARRATIVA DA PINTURA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS NO TETO DA CAPELA HOMÔNIMA NO COMPLEXO CULTURAL SÃO FRANCISCO (CCSF) EM JOÃO PESSOA
*
Esta palestra tem como finalidade apresentar um estudo
introdutório sobre a análise de uma pintura pertencente
à arte barroca paraibana, levando em consideração que a
arte em si é o portal que conduz o sujeito rumo a uma
descoberta histórica, de memórias e narrativas.
Especificamente por meio de uma pintura no teto da
Capela de São Francisco, que faz parte do Complexo
Cultural São Francisco (CCSF) em João Pessoa (Paraíba),
propomos através de tal imagem (São Francisco de Assis
em chamas numa carruagem rumo aos céus) indicar
possíveis intencionalidades e significados acerca deste
processo de construção/intercruzamento de narrativas,
perguntando-nos qual o enigma ou inquietação desta
obra de arte barroca anônima e o significado da
transposição de uma possível lenda fransciscana, bem
como a associação de São Francisco a Cristo e ao profeta
Elias. Valemo-nos de um estudo do sujeito que
vislumbra tal pintura e do imaginário simbólico, por
meio de uma tradução criativa através da estética e de
um olhar semiótico, transporte este, que nos conduzirá
às descobertas da arte barroca, especialmente no
espaço/obra de arte citados.
*
―é composto pelo Cruzeiro, adro da Igreja de
Santo Antonio, convento, Capela da Ordem
Terceira, horto e Fonte de Santo Antonio‖
(GANEM; PEREGRINO, s/d, s/p).
[...] O ano 40.000 a.C, durante o Paleolítico
Superior [...] Os seres humanos realizavam suas
primeiras incursões artísticas como, por exemplo,
as pinturas rupestres. Essas formas de expressão
estão diretamente associadas ao desenvolvimento
da consciência humana. Arte e religiosidade
estavam então intimamente ligadas. Muitos mitos
e crenças se desenvolveram a partir dessa época e
foram visualmente representadas (MIKOSZ, s/d,
p. 01).
Admitida não como uma tradução literal, esta
espécie de leitura criativa, a princípio, igualaria o
autor e o receptor pela mesma competência e
desempenho para a linguagem, estabelecendo o
princípio que alicerça e embasa os pressupostos
relativos à noção de recriação (TAVARES, 2003, p.
06).
*
[...] A experiência estética pode ser uma experiência
do sagrado [...] A experiência religiosa e experiência
estética são complexos processos psicológicos que
envolvem os sentidos, a cognição e o afeto e dizem
respeito à imediata apreensão respectivamente do objeto
religioso e do objeto belo, em particular na obra de arte.
Tem-se discutido se, especialmente entre as pessoas
cultas, a experiência religiosa pode ser substituída pela
experiência estética (PAIVA et al, 2004, p. 223).
Este movimento artístico (literatura, arquitetura,
pintura, música, etc) ―se estende do fim do século XVI
até a metade do século XVIII‖ (CADEMARTORI, 1987, p.
25)
As peculiaridades do estilo barroco vinculam-se à
ideologia da Contra-Reforma e do Concílio de Trento. O
Renascimento foi uma reação contra a ideologia da
civilização medieval somada à revalorização da
Antiguidade Clássica, o que significou uma afirmação do
racionalismo e da concepção pagã e humanista do
mundo. O Barroco é uma contra-reação a essa tendência,
uma tentativa de retorno à tradição cristã
(CADEMARTORI, 1987, p. 27 e 28).
*
Ernani e Nicola: que a pretensão de tal
movimento era também de ―unir valores
medievais [...] aos valores da cultura greco-latina
(Renascimento)‖ (2002, p. 230), ou seja, este
sujeito barroco está dividido ―entre santos
católicos e deuses pagãos, matéria e espírito,
pecado e perdão‖ (ERNANI; NICOLA, 2002, p.
230).
*
Elias é um profeta bíblico do antigo
Testamento pertencente ao Segundo Livro
de Reis. Mais especificamente na passagem
2Reis 2:11, é que teremos a sua aparição no
transporte divino da carruagem de fogo. Em
um momento que lutava contra o culto de
certos deuses que ocupavam o lugar de
Yahweh, o Deus de seus antepassados, o
mesmo ao matar vários sacerdotes da
rainha Jezabel, acaba sendo perseguido e
teme por sua vida.
No monte Horeb, Elias tem a certeza de
que deve continuar em sua jornada levando
a fé em Javé .
. Contudo, o evento principal evento que
queremos pontuar, é o que marcou o final
de sua vida humana: a ascensão aos céus
(VITÓRIO, 2010).

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CAMINHOS POSSÍVEIS PARA UMA ANÁLISE DA NARRATIVA DA PINTURA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS NO TETO DA CAPELA HOMÔNIMA NO COMPLEXO CULTURAL SÃO FRANCISCO (CCSF) EM JOÃO PESSOA

  • 2. * Esta palestra tem como finalidade apresentar um estudo introdutório sobre a análise de uma pintura pertencente à arte barroca paraibana, levando em consideração que a arte em si é o portal que conduz o sujeito rumo a uma descoberta histórica, de memórias e narrativas. Especificamente por meio de uma pintura no teto da Capela de São Francisco, que faz parte do Complexo Cultural São Francisco (CCSF) em João Pessoa (Paraíba), propomos através de tal imagem (São Francisco de Assis em chamas numa carruagem rumo aos céus) indicar possíveis intencionalidades e significados acerca deste processo de construção/intercruzamento de narrativas, perguntando-nos qual o enigma ou inquietação desta obra de arte barroca anônima e o significado da transposição de uma possível lenda fransciscana, bem como a associação de São Francisco a Cristo e ao profeta Elias. Valemo-nos de um estudo do sujeito que vislumbra tal pintura e do imaginário simbólico, por meio de uma tradução criativa através da estética e de um olhar semiótico, transporte este, que nos conduzirá às descobertas da arte barroca, especialmente no espaço/obra de arte citados.
  • 3. * ―é composto pelo Cruzeiro, adro da Igreja de Santo Antonio, convento, Capela da Ordem Terceira, horto e Fonte de Santo Antonio‖ (GANEM; PEREGRINO, s/d, s/p). [...] O ano 40.000 a.C, durante o Paleolítico Superior [...] Os seres humanos realizavam suas primeiras incursões artísticas como, por exemplo, as pinturas rupestres. Essas formas de expressão estão diretamente associadas ao desenvolvimento da consciência humana. Arte e religiosidade estavam então intimamente ligadas. Muitos mitos e crenças se desenvolveram a partir dessa época e foram visualmente representadas (MIKOSZ, s/d, p. 01). Admitida não como uma tradução literal, esta espécie de leitura criativa, a princípio, igualaria o autor e o receptor pela mesma competência e desempenho para a linguagem, estabelecendo o princípio que alicerça e embasa os pressupostos relativos à noção de recriação (TAVARES, 2003, p. 06).
  • 4. * [...] A experiência estética pode ser uma experiência do sagrado [...] A experiência religiosa e experiência estética são complexos processos psicológicos que envolvem os sentidos, a cognição e o afeto e dizem respeito à imediata apreensão respectivamente do objeto religioso e do objeto belo, em particular na obra de arte. Tem-se discutido se, especialmente entre as pessoas cultas, a experiência religiosa pode ser substituída pela experiência estética (PAIVA et al, 2004, p. 223). Este movimento artístico (literatura, arquitetura, pintura, música, etc) ―se estende do fim do século XVI até a metade do século XVIII‖ (CADEMARTORI, 1987, p. 25) As peculiaridades do estilo barroco vinculam-se à ideologia da Contra-Reforma e do Concílio de Trento. O Renascimento foi uma reação contra a ideologia da civilização medieval somada à revalorização da Antiguidade Clássica, o que significou uma afirmação do racionalismo e da concepção pagã e humanista do mundo. O Barroco é uma contra-reação a essa tendência, uma tentativa de retorno à tradição cristã (CADEMARTORI, 1987, p. 27 e 28).
  • 5. * Ernani e Nicola: que a pretensão de tal movimento era também de ―unir valores medievais [...] aos valores da cultura greco-latina (Renascimento)‖ (2002, p. 230), ou seja, este sujeito barroco está dividido ―entre santos católicos e deuses pagãos, matéria e espírito, pecado e perdão‖ (ERNANI; NICOLA, 2002, p. 230).
  • 6. * Elias é um profeta bíblico do antigo Testamento pertencente ao Segundo Livro de Reis. Mais especificamente na passagem 2Reis 2:11, é que teremos a sua aparição no transporte divino da carruagem de fogo. Em um momento que lutava contra o culto de certos deuses que ocupavam o lugar de Yahweh, o Deus de seus antepassados, o mesmo ao matar vários sacerdotes da rainha Jezabel, acaba sendo perseguido e teme por sua vida. No monte Horeb, Elias tem a certeza de que deve continuar em sua jornada levando a fé em Javé . . Contudo, o evento principal evento que queremos pontuar, é o que marcou o final de sua vida humana: a ascensão aos céus (VITÓRIO, 2010).
  • 7. * 8 Então Elias tomou a sua capa e a dobrou, e feriu as águas, as quais se dividiram para os dois lados; e passaram ambos(EliaseEliseu) em seco [...] 11 [...] E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho. 12 O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai, carros de Israel, e seus cavaleiros! E nunca mais o viu; e, pegandoassuas vestes, rasgou-asem duaspartes. 13 Também levantou a capa de Elias, que dele caíra; e, voltando-se, parou à margem doJordão. 14 E tomou a capa de Elias, que dele caíra, e feriu as águas, e disse: Onde está o Senhor Deus de Elias? Quando feriu as águas elas se dividiram de um ao outro lado; e Eliseu passou. 15 Vendo-o, pois, os filhos dos profetas que estavam defronte em Jericó, disseram: O espírito de Elias repousa sobre Eliseu. E vieram-lhe ao encontro, e se prostraram diantedele em terra [...] (2 Reis 2:8-15) (Fonte: https://www.bibliaonline.com.br/acf/2rs/2).
  • 8. * Para Getz, ―Deus honrou Elias ao levá-lo para o céu sem que ele experimentasse a morte e depois permitiu que ele aparecesse ao lado de Jesus no monte da transfiguração‖ (2003, p. 12).
  • 9. * Este foi o messias, profeta hebraico e filho da divindade denominada Deus-Criador do mundo e dos homens, ―nascido (4 a.C e 6 d.C) na Palestina, em Belém na Judéia [...] Nazaré, na Galileia‖ (FILORAMO, 2012, p. 62) . Por se auto intitular filho de Deus, despertou a ira dos judeus, e na perspectiva dos romanos, ―acusavam-no de querer substituir César‖ (FILORAMO, 2012, p. 62), crime esse de lesa- majestade. Filoramo (2012) afirma que com a morte de Jesus, os discípulos difundiram suas palavras, que logo estariam alicerçadas em pilares de uma religião que conquistava ―rapidamente o mundo mediterrâneo‖ (FILORAMO, 2012, p. 69).
  • 10. * Trazemos Mateus 17:1-13, que narra esse acontecimento: 1Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte, 2E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz. 3E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele [...] 10E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Por que dizem então os escribas que é mister que Elias venha primeiro? 11E Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas; 12Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim farão eles também padecer o Filho do homem. 13Então entenderam os discípulos que lhes falara de João o Batista (Mateus 17:1-13) (Fonte: https://www.bibliaonline.com.br/acf/mt/17).
  • 11. * Moisés e Elias vieram ter com Jesus representando o futuro reino de Deus a ser implantado pela morte de Cristo. Elias, representando os que serão transladados sem ver a morte. E Moisés representando os que após a morte, forem ressuscitados por Deus para vida eterna (___________. Site Bíblia, 2012, s/p) (grifo nosso). Em Lucas 9: 28-36,: [...] 32E Pedro e os que estavam com ele estavam carregados de sono; e, quando despertaram, viram a sua glória e aqueles dois homens que estavam com ele. 33E aconteceu que, quando aqueles se apartaram dele, disse Pedro a Jesus: Mestre, bom é que nós estejamos aqui, e façamos três tendas: uma para ti, uma para Moisés, e uma para Elias, não sabendo o que dizia. 34E, dizendo ele isto, veio uma nuvem que os cobriu com a sua sombra; e, entrando eles na nuvem, temeram. 35E saiu da nuvem uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho; a ele ouvi. 36E, tendo soado aquela voz, Jesus foi achado só; e eles calaram-se, e por aqueles dias não contaram a ninguém nada do que tinham visto (Lucas 9:32-36 ) (grifo nosso).
  • 12. * Simbolicamente, o aparecimento de Moisés e Elias representava a Lei e os Profetas. Entretanto, a voz de Deus do céu - "Ouçam a Ele!" - mostrou claramente que a Lei e os Profetas deviam dar lugar a Jesus. Aquele que é o novo e vivo caminho está substituindo o antigo; Ele é o cumprimento da Lei e das inúmeras profecias no Antigo Testamento (________. Site Got Questions?Org, s/d, s/p).
  • 13. * Francesco Bernardone, ou seja, São Francisco de Assis nasceu na cidade italiana de Assis, em 5 de julho de 1182. Seu falecimento, nesta mesma localidade, foi no dia 3 de outubro de 1226. Os livros que são a base para a biografia deste santo católico é de autoria do historiador francês Jacques Le Goff, intitulado São Francisco de Assis, Biografias III- S. Boaventura e Primeira Vida de São Francisco de autoria de Tomás de Celano. Enraizado desse modo na dor física que começa a levá-lo a refletir sobre o destino humano e traz a seu pensamento o tema, essencial em Francisco, das relações entre o homem interior e o homem exterior, sua conversão se manifesta em primeiro lugar pela renúncia ao dinheiro e aos bens materiais (GOFF, 2011, p. 64).
  • 14. * Propõe um único modelo, o Cristo, um único programa, ―seguir nu o Cristo nu‖. Nesse mundo que se torna o da exclusão — marcado pela legislação dos concílios, dos decretos, do direito canônico — e exclusão de judeus, leprosos, hereges, homossexuais, em que a escolástica exalta a natureza abstrata e, salvo exceções, nesse ponto ignora mais ainda o universo concreto, Francisco proclama [...] a presença divina em todas as criaturas. Entre o mundo monástico banhado de lágrimas e a massa dos despreocupados mergulhados numa ilusória alacridade, propõe a imagem alegre, sorridente, daquele que sabe que Deus é alegria (GOFF, 2011, p. 38). [...] Fundas feridas sangrentas formaram-se sobre suas mãos e sobre seus pés, e uma chaga aparece em seu lado. Francisco terminou sua caminhada à imitação de Cristo. É o primeiro estigmatizado do cristianismo, ―o servo crucificado do Senhor crucificado‖. O fato o torna tão confuso quanto recompensado. Ele procura esconder seus estigmas, envolvendo pés e mãos com ataduras. Enquanto viveu, segundo Tomás de Celano, só Frei Elias os viu e Frei Rufino os tocou (GOFF, 2011, p. 89).
  • 15. * Francisco alcança os últimos gestos da imitação de Cristo dos quais, antecipadamente, recebeu, através dos estigmas, a marca final. A 2 de outubro, reproduz a ceia. Benze e parte o pão e o distribui aos seus irmãos. No dia seguinte, 3 de outubro de 1226, recita o Cântico do irmão Sol, lê a Paixão no Evangelho de João e pede que o depositem na terra sobre um cilicio coberto de cinzas. Nesse momento unidos, os irmãos vê de repente sua alma, como uma estrelar subir direto ao céu. Tinha quarenta e cinco ou quarenta e seis anos (GOFF, 2011, p. 91). Não há o nome do artista identificado como autor desta obra, que ―representa sobremaneira o barroco brasileiro do século XVIII‖ (CARVALHO, 2005, p. 03).
  • 16. * Perguntamo-nos a importância desta narrativa da carruagem de fogo na arte barroca baseada em reminiscências da mesma, em outros espaços de oração de religiosos católicos brasileiros, como a Igreja de Nossa Senhora da Guia, em Lucena- Paraíba, do século XVI; Basílica de Nossa do Carmo, no Recife- Pernambuco, datada de 1767, visto que Elias é o patrono das Carmelitas; Igreja de Nossa Senhora do Carmo, em Mogi das Cruzes- São Paulo, cuja construção foi realizada entre 1633 e 1653, que traz também Elias; Ordem Terceira do Carmo de Cachoeira, Recôncavo baiano, que retrata a Trasladação de Elias. Decorrem [...] do sentimento da passagem irreversível do tempo, o desengano, a solidão, o sentimento de agonia [...] A linguagem imagística barroca desafia a compreensão do leitor [...] pelo conflito que revela. [...] Quebrando a linearidade rígida, a arte barroca oferecia variadas alternativas de leitura, estimuladas pela profundidade e variedade dos focos da obra. Com essa abertura, fazia-se um forte apelo às impressões sensoriais do leitor, procurando que ele se envolvesse, intelectual e sensorialmente, na obra. (CADEMARTORI, 1987, p. 29).
  • 17. * Não é fácil avaliar e interpretar pinturas dessas dimensões e complexidade [...] O que diferencia tudo é o olhar, olhar esse marcado pelas inserções de cada observador no mundo da cultura. Observar tais pinturas, portanto, é um pouco como admirar o mar, tentando compreender suas características mais sutis (OLIVEIRA, 2003, p. 84).
  • 18. *
  • 19. *
  • 20. *
  • 21. * Nesse sentido, o teto da Casa de oração da Ordem Terceira dos Franciscanos é dos mais problemáticos, pelo caráter fantástico da representação central. Alguns autores creem que o medalhão traz o profeta Elias sendo arrebatado aos céus num carro de fogo, reproduzindo a cena bíblica (Barbosa, 1953: 51; Burirv, 1988: 95; Rodrigues, 1990: 131). Outros, no entanto, veem ali São Francisco num momento de glória mística, defendendo a palavra de Deus (Nóbrega, 1974: 95,129; Burity, 1988: 95; Rodrigues, 1990: 131) (OLIVEIRA, 2003, p. 84).  Contudo, optamos acreditar que trata-se de Francisco de Assis. Aparentemente remete-se à Glorificação de São Francisco, lembrando também a pintura da Praça de São Francisco (São Paulo), datada do século XVII, em que tem-se essa narrativa.
  • 22. * Durante a peregrinação ao CCSF como parte da programação do I Seminário Patrimônio Histórico e Ação Cultural, realizado no dia 24 de novembro de 2017, o Padre Ernando Teixeira de Carvalho, convidado para comandar esta atividade, contou- nos acerca desta lenda e de seu possível vínculo com a pintura naquele recinto. ―Elias, do hebraico, significa condutor. Cristo é o novo Elias, o condutor de um novo povo. Na igreja de seu tempo, São Francisco é condutor do povo também!‖, falou o padre. No século XIX, alguns frades começaram a buscar documentos. Eles resgataram uma história interessante: Quando São Francisco ainda estava vivo, em uma noite, os frades franciscanos viram São Francisco girando em um carro de fogo (ou girando em chamas). Há registros dessa lenda. São Boaventura atribuiu uma interpretação para tal visão: aqueles que estavam com São Francisco eram iluminados, transparentes, claros uns com os outros.
  • 23. * Era [...] meia-noite. Alguns Irmãos já dormiam; outros ainda continuavam em oração. Então, eis que um carro de fogo dum maravilhoso esplendor, encimado por um globo resplandecente como o Sol, entrou pela porta e deu três voltas pela casa, iluminando toda a escuridão. Os que estavam acordados ficaram assombrados; os que já dormiam acordaram aterrorizados. Esta claridade iluminou-lhes mais o espírito do que o corpo, porquanto todos unanimemente compreenderam [...] que era o santo Pai, ausente de corpo, mas presente em espírito, que lhes aparecia sob essa imagem, todo resplandecente e abrasado de amor; e que o Senhor lhes queria mostrar, nesse carro de fogo cintilante, que eles, como verdadeiros Israelitas, seguiam o novo Elias que Deus escolhera para carro e condutor de homens guiados pelo Espírito (____________. Biografias III, s/d, p. 35).
  • 24. * Ainda tomando como guia as palavras do Padre Ernando, este diz que: São Francisco é chamado de ―O Outro Cristo‖ por causa de vários acontecimentos semelhantes à vida De Cristo. No século XVIII se desenvolveu pinturas e histórias que relacionam Cristo e São Francisco, por causa das Chagas, do nascimento, da quantidade de apóstolos e o paralelo com os franciscanos, a história da deposição das vestes de Cristo e a deposição das vestes de Francisco ao se entregar para a pobreza. Sabemos que desde as antigas civilizações, o fogo era sinal da manifestação do sagrado, de uma divindade que se fazia presente, fonte de adoração dos povos, vinculando este fogo ao Sol, como também expressão do divino (PERNETY, 1993). Já Brevi, traz em sua abordagem, versículos bíblicos que aproximam Deus (criador e divindade do cristianismo) ao elemento fogo, como manifestação de sua presença, um sinal que também pode indicar graça ou fúria:
  • 25. * O fogo é símbolo da majestade e da força divina (Dt 4,24; Is 33,14; Sf 1,18). Deus apareceu a Moisés na sarça ardente (Ex 3,2), manifestou-se como fogo no Sinai (19,18). O fogo purifica e limpa o impuro (Lv 1,9; 10,2; Nm 11,1-3; Is 1,25; 6,7; Mt 7,19; 13,40-42; Jo 15,6). Por isso a ira divina é representada pelo fogo que pune os maus (Gn 19,24s; Sl 50,3; Mc 9,49). Jesus compara a punição definitiva dos maus com o fogo que não se apaga (Mt 18,8; 25,41); mas também a virtude renovadora do Espírito Santo é um ―batismo de fogo"(Mt 3,11; At 2,3) (s/d, p. 43). ―A imagem de um anjo do Senhor aparecendo para Moisés em um arbusto que está em chamas ilustra a crença hebraica de que o fogo significa a verdadeira comunicação de Deus‖ (O’CONNELL; AIREY, 2011, p. 201). Também acrescentamos que o fogo pode ser um ―símbolo poderoso de renovação e batismo, queimando os pecados para deixar somente a verdade de Deus. No Cristianismo, as velas são lembretes da presença de Deus e representam a esperança e a vida‖ (O’CONNELL; AIREY, 2011, p. 201).
  • 26. * O motorista representa o eu da psicologia junguiana; o carro, o corpo e também o pensamento em sua parte transitória e relativa para as coisas terrestres; os cavalos são as forças vitais; as rédeas, a inteligência e a vontade [...] A carruagem do sol ou do fogo, [...] é um arquétipo tão poderoso que entra na maioria das mitologias do mundo (CIRLOT, 1992, p. 18 e 19) (tradução nossa). [...] Um precursor de Cristo, não um substituto deste. Não é a luz, mas a testemunha da luz [...] É um serafim, cheio de espírito profético e de amor ardente, arrebatado ao céu num carro de fogo [...] Cumulado desde o berço com dons extraordinários, enriquecido depois com méritos provenientes da sua inquebrantável virtude, e ainda repleto do espírito que animou os profetas, destinado a uma missão angélica e por isso abrasado de amor seráfico, arrebatado ao alto num carro de fogo depois de subir todos os degraus da santidade, Francisco também veio a este mundo com o espírito e o poder de Elias – toda a sua vida o demonstra à evidência (____________. Biografias III, s/d, p. 03 e 08).
  • 27. * [...] Encaminhou para a luz os que viviam nas trevas e nas sombras da morte; ou como um arco-íris engalanando as nuvens e testemunhando a aliança do Senhor, anunciou aos homens a boa nova da paz e da salvação, ele que, como arauto da verdadeira paz, foi por Deus chamado, à imitação do Precursor, a preparar no deserto deste mundo o caminho da altíssima pobreza e a pregar a penitência tanto pelo exemplo como pela palavra (____________. Biografias III, s/d, p. 07 e 08). Segundo O’Connell e Airey, trata-se de ―um símbolo dinâmico de autoridade espiritual e de superioridade dos deuses e dos heróis‖ (2011, p. 217).
  • 28. * Compreendemos um caminho na pintura apresentada, como evocação de uma lenda fransciscana de uma visão que traz São Francisco rodeado por fogo e um carro, que possivelmente poderia estar representada nesta pintura, e realizamos debates conforme fontes e a interpretação dos símbolos ali expressos. Há nítidos temas barrocos que enfatizam no homem a necessidade de buscar na fé, o refúgio do mundo mundano e de suas enganações. Este homem quer respostas para este constante dualismo de sua alma, que anseia por libertação. Notamos por meio da análise da pintura de São Francisco de Assis, na Capela pertencente ao Complexo Cultural São Francisco, o valor que a mesma possui, a sua mensagem. Vimos, por meio da estética e da semiótica, como a arte barroca representada é vista como uma tradução de uma lenda franciscana que ressurge de uma memória ou consciência religiosa.
  • 29. * Discutimos que nesta perspectiva estética-semiótica, o destinatário final de tal arte também é responsável por sua tradução, cujos mecanismos, interpretativos estão em cada contorno da referida pintura. Neste sentido, a estética e a religião, especialmente como ponto de partida para a proposta de análise em questão, reproduz para o homem religioso ou não, algum sentido de mundo, que cabe a cada um, como apreciador e tradutor, a responsabilidade de atribui-lhe um significado de acordo com o contexto de inserção da arte em um espaço-tempo- história e o que o sujeito busca no interior de seu pensamento e sentimento, aquele significado mais próximo da compreensão daquela arte.
  • 30. * _________. 1Reis. In: Bíblia Online. Disponível em: <https://www.bibliaonline.com.br/acf/1rs/1>. Acesso em: 12 dez 2017. _________. 2 Reis 2. In: Bíblia Online. Diposnível em: <ttps://www.bibliaonline.com.br/acf/2rs/2>. Acesso em: 12 dez 2017. __________. Biografias III- S. Boaventura. Introduções: Frei David de Azevedo e Tradução: Frei José Maria da Fonseca Guimarães. Disponível em: <http://www.editorialfranciscana.org/files/5707_1_S_Boaventura_Legenda_Maior_(LM)_4af84ffa4a4a6.pdf>. Acesso em: 28 dez 2017. __________. De convento a Centro Cultural (Folheto). CCSF. João Pessoa, s/d. ___________. Encíclica Laudato SI’ do Santo Padre Francisco sobre o cuidado da Casa Comum. Roma, Itália, 2015. Disponível em: <http://www.crbnacional.org.br/site/attachments/article/2068/CARTA%20ENC%C3%8DCLICA%20LAUDATO %20S%C3%8D.pdf>. Acesso em: 08 fev 2016. ___________. Na transfiguração Jesus se encontrou com Moisés e Elias: como isso foi possível? Site Bíblia, 2012. Disponível em: <http://biblia.com.br/perguntas-biblicas/reencarnacao/na-transfiguracao-jesus-se- encontrou-com-moises-e-elias-como-isso-foi-possivel/>. Acesso em: 28 dez 2017. __________. Por que Jesus foi transfigurado enquanto falava com Moisés e Elias? Site Got Questions?Org. Disponível em: <https://www.gotquestions.org/Portugues/transfiguracao.html>. Acesso em: 28 dez 2017. _________. Vida e Ensinamentos de Jesus e seus Apóstolos. LIVRO DE LIÇÕES DO INSTRUTOR (Suplemento). Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Brasil, 1979. Disponível em: <https://www.lds.org/bc/content/shared/content/portuguese/pdf/language- materials/32476_por.pdf?lang=por>. Acessoem: 28 dez 2017.
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  • 33. * OLIVEIRA, Rosalira dos Santos. Religiões da Terra e ética ecológica. Dossiê: Biodiversidade, Política e Religião. V. 8, nº 17. Belo Horizonte, 2010. Disponível em: <http://periodicos.pucminas.br/index.php/horizonte/article/view/P.2175-5841.2010v8n17p26>. Acesso em: 29 out 2017. OLIVEIRA, Solange Ribeiro de. Perdida entre signos: Literatura, Artes e Mídias hoje. Faculdade de Letras da UFMG. Belo Horizonte, 2012. PAIVA, Geraldo José de; GARCIA, Agnaldo; GONÇALVES, Andréa K.; SCALA, Cristiana T.; FARIA, David G. R. de; GÓMEZ, M. Luísa Trovato; JORDÃO, Marina P.; BARSOSA, Rute C. e FRANCA, Suely M. S. Experiência Religiosa e Experiência Estética em Artistas Plásticos: Perspectivas da Psicologia da Religião. Psicologia: Reflexão e Crítica, 17(2), pp.223-232. Universidade de São Paulo. São Paulo, 2004. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102- 79722004000200010&script=sci_abstract&tlng=pt>. Acesso em: 18 out 2017. PERNETY, Dom Antoine-Joseph. Diccionario Mito-Hermetico. Archivo Hermético 2. Editora Indigo. México, 1993. PINK, A. W. A Vida de Elias. Volume 2 (Capítulos 13 a 24). Tradução Helio Kirchheim. 2ª edição. Editora Spicione. São Paulo, 2002. Disponível em: <http://d-f.scribdassets.com/docs/1gi5rtdyio4merur.pdf>. Acesso em: 18 out 2017. PLAZA, Júlio. Tradução Intersemiótica. 1ª edição. Editora Perspectiva. São Paulo, 2003. ROSA, Luiz da. Site A Bíblia.Org, 2008. Disponível em: <http://www.abiblia.org/ver.php?id=211>. Acesso em: 28 dez 2017. SANTAELLA, Lúcia. O que é Semiótica? Coleção Primeiros Passos. Editora Brasiliense, 1988. SENHORINHO, Darlane Silva. ICONOGRAFIA CARMELITANA: Análise dos painéis azulejares da capela-mor da Ordem Terceira do Carmo de Cachoeira. Universidade Federal da Bahia. Salvador – Bahia, 2014. Disponível em:<http://www.ppgav.eba.ufba.br/sites/ppgav.eba.ufba.br/files/producaocientifica/2014_-_darlane_silva_senhorinho.pdf>. Acesso em: 05 jan 2018.
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