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Tópicos a abordar:

   Perspectiva geral sobre a gestão na sala de aula;

   Fundamentos teóricos e empíricos;

   Preparar uma gestão eficaz da sala de aula;

   Programas de gestão na sala de aula;

   Conclusão.
Capítulos anteriores…


           A maior tarefa do professor é desenvolver uma
        aprendizagem democrática onde:
         os alunos são avaliados,
         trabalham em grupo e num ambiente de respeito de uns
        para os outros;
         cria relações autênticas com os alunos;
         desenvolve uma “ética de preocupação pelo outro”.
Mais duas perspectivas adicionais à questão da gestão da sala de aula:




É o desafio mais importante que
os professores principiantes têm               É impossível separar totalmente
         de enfrentar!                            as funções de gestão e de
 Criar um ambiente tranquilo e                  instrução. A gestão da sala de
lidar com o comportamento dos                     aula é apenas uma parte do
            alunos.                            papel de liderança do professor.
   (Quando corre mal é logo                           Gestão Preventiva
         conhecido)
perspectiva segunda a qual muitos problemas
poderão ser resolvidos através de…




                                  Ensino
                                  eficaz


                   Planificação
                   actividades                   Aulas
                        vs                 interessantes e
                      espaço                  relevantes
   Ajudar a turma a desenvolver-se como um grupo;
   Dar atenção à motivação dos alunos;
   Facilitar um discurso aberto e honesto.


          Ensino

                                      Decisões
                                                     Tempo        Espaço
                                    inteligentes

          Tarefas
                                                                Minimizar os
                                    Ambiente de
                                                   Cooperação    problemas
                                    aprendizagem
                                                                da disciplina
Gestão              Ordem
 Centralidade dos acontecimentos externos e na determinação dos
  comportamentos;
 Importância dos reforços positivos e negativos.


                   Recompensas     Punições
A sua prática baseou-se em duas causas dos
                     problemas comportamentais:

Causas psicológicas:                              Causas sociológicas:
• Insegurança                                     • Superprotecção dos
• Necessidade de                                    pais;
  atenção                                         • Más relações com os
• Ansiedade;                                        colegas;
• Falta de                                        • Origens
  autodisciplina                                    desfavorecidas.


                              Controle do
                            comportamento
                               individual
                                                           Gestão daTurma
Função principal do professor

A função principal do professor é planificar e orientar os
  trabalhos de grupo para que o ambiente seja tranquilo.

Se existir distúrbios vai afectar a tranquilidade da turma e por
   isso, o professor deverá intervir de forma rápida e muitas
   vezes discreta, de modo a que o trabalho consiga prosseguir
   com a tarefa de aprendizagem.
Considerou que o importante não seria a forma como os
   professores disciplinavam os alunos mas sim o modo de gerir a
   sala de aula como grupo.

O bom professor, enquanto gestor, mostra ao aluno que sabe o
  que se está a passar na sala de aula.
A comunicação de regras e de procedimentos previne o início e a
   expansão de comportamentos de indisciplina, reduzindo em
   simultâneo a necessidade de repreender os alunos.

Orlando Lourenço (1996) ainda a este respeito refere:

        “A punição é uma óptima coisa... mas apenas na condição
                         de não ser utilizada.”
O seu interesse era analisar
as relações entre…

                                Tarefas
                               académicas




                     Gestão da         Envolvimento
                    sala de aula        dos alunos
Experiência que permitiu ver a influência dos alunos sobre as
   exigências impostas por tarefas:
“Foi seleccionada a professora Mrs. Dee que era muito experiente e
    tinha competência em ensinar escrita aos alunos. Durante um certo
    tempo, a professora atribuiu uma variedade de tarefas de escritas.
    Em algumas tarefas tentou encorajar os alunos a encontrarem a sua
    própria direcção e criatividade e deixou que o final dos trabalhos
    ficasse um pouco em aberto.




 Os alunos fizeram pressão para reduzir a quantidade de autonomia e
    julgamento independente em alguns trabalhos.
 Os alunos considerados brilhantes usaram tácticas,        como fazer
    perguntas ou simular confusão, para influenciar Mrs. Dee a ser cada
    vez mais concisa e explícita.”
“Ao questionarem o conteúdo e os procedimentos, além de alterarem o
   trabalho, os alunos também abrandavam o andamento das actividades
   da sala de aula… para que o trabalho fosse adiado ou apenas para
   gastar tempo da aula.
Quando a professora se recusou a responder a algumas dessas
   perguntas, as coisas pioraram, tornando alguns alunos inflexíveis com
   as suas exigências e a ordem deixou de existir.
A professora teve que recuar nas suas condições iniciais da autonomia
   dos alunos para preservar a ordem na sala de aula.”




                            O que falhou?
Alguns investigadores identificaram as características dos professores
   eficazes, ou seja, que produziram um grande envolvimento dos alunos
   com as actividades de aprendizagem.


Características observadas nos professores gestores:
1. Procedimentos que orientavam a conversa, a participação e a
   movimentação dos alunos;
2. Instruções claras e controlavam rapidamente o comportamento
   inadequado dos alunos;
3. Exigências de trabalho muito claras para os alunos;
4. Seguiam de perto o progresso do trabalho dos alunos;
5. Apresentações e explicações claras da tarefa;
6. Orientações em relação aos apontamentos a tirar eram explícitas.
A perspectiva da gestão da sala de aula centrada na criança considera
   que a fonte principal do problema são os currículos irrelevantes e a
   excessiva importância dada à quietude física, ao silêncio e
   uniformidade rígida da postura e do movimento.

Desenvolver as salas de aula democráticas tornou-se a alternativa para a
   gestão preventiva e para o controlo do comportamento.

                                         Promover o desenvolvimento dos
                                          alunos e ir de encontro ás suas
                                         necessidades sociais, emocionais
                                                   e académicas.



          Não deve ser
        determinado pelos
           professores
Regras: afirmações que especificam aquilo que os alunos devem fazer e o
   que não devem fazer. Podem ser escritas, explicadas aos alunos e
   reduzidas ao mínimo. Também poderá haver negociação.

Exemplo: É proibido que os alunos entrem na sala de aula com o telemóvel
   ligado.

Procedimentos: são as formas de fazer com que o trabalho e outras
   actividades sejam realizadas. Deve-se despender um tempo
   considerável a ensinar os procedimentos aos alunos da mesma forma
   que se ensina as matérias.
Procedimentos:

 Deverão ser ensinados na primeira semana de aulas;
 Raramente são escritos;
 Não deverão parecer demasiado condescendentes ou moralistas.




Exemplo: Se o aluno pretender intervir durante
a exposição do professor, deverá levantar a mão.
Os gestores eficazes
inventam formas de tornar
natural o fluxo dos
movimentos:
 Organizar filas;
 Limitar o número de alunos
que se movimenta;
 Coordenar as
participações;
 Estabelecer regras que
minimizam as interrupções
Os gestores eficazes têm um conjunto
eficaz de regras.
Determina quando:
 • não é permitida a conversa (quando o
 professor está a expõr ou explicar)
 • é permitido falar baixinho (trabalhos
 de grupo ou trabalho no lugar)
 • tudo é permitido (durante intervalos
 e festas)

Procedimentos por falar um de cada
vez, ouvir as ideias dos outors, levantar
o braço e esperar pela sua vez.
Os tempos mortos surgem quando a aula acaba mais cedo ou quando estão
à espera de acontecimentos iminentes, como ir para outra aula ou para
casa.



      “Se terminares o trabalho podes ir buscar um livro e ler em
                   silêncio até os outros acabarem.”
   “Enquanto o filme não começa, podem falar baixinho com o colega
                 do lado, mas não se podem levantar.”
       “Se o vosso trabalho estiver terminado, vejam por favor
                  se o vosso vizinho precisa de ajuda.”
Explicar de modo a    Aceitar devido a
Estabelecer regras
                      que os alunos as        questões de
 e procedimentos
                       compreendam        igualdade e justiça
É um desafio para os professores principiantes. Porquê?

1. As regras são quebradas quando mais que um acontecimento ocorre
   ao mesmo tempo: nem sempre tem noção de tudo o que acontece;
2. Exige energia e coragem considerável para permanecer firme.
   Apesar de ser mais fácil ignorar certos comportamentos, ingnorar
   uma situação dificil só trará problemas para o futuro.


                        As regras e os procedimentos desaparecem!

Temos de filtrar o que é realmente importante ser considerado regra e
não facilitar no seu cumprimento.
Kounin (1970) enfatizou a importância de deixar as aulas fluirem numa
   forma natural.

Kounin descreveu atitudes que interferem o fluxo das actividades, criam
   confusão e apresentam uma oportunidade para distúrbios:

          Acção Pendente                          Reviravolta

 • Quando o professor começa uma      • Iniciar uma actividade,
   actividade pendente para fazer       interrompe-la por uma nova e
   outra.                               depois retomar a primeira.
 • Professor pede aos alunos para     • O professor diz aos alunos para
   entregrarem os apontamentos no       lerem em silêncio. Durante a
   fim da aula e de repente decide      leitura, interrompe os alunos para
   abordar mais uma questão             esclarecer um aspecto e, de
                                        seguida, retoma a leitura.
Kounin descreveu dois tipos de comportamentos que abrandam as aulas:


           Fragmentação                          Insistência desnecessária

 • Dividir uma actividade ou                 • Continuar algo sem parar, mesmo
   instrução em segmentos                      depois de todos já terem
   demasiado pequenos.                         percebido.
 • “Sentem-se direitos, tirem as             • O professor continua a explicar
   folhas, passem-nas à pessoa á               uma matéria quando já todos a
   vossa frente, agora passem-na à             perceberam.
   pessoa a seguir…”

                                        Cada
                                     turma tem
                                        o seu
                                       ritmo…
Encerramento da
                                                  aula
                       Transições
                                                  • Deixar tempo para
                       • Mudança para             completar as últimas
                       actividade de grupo        actividades
Abertura da aula
                       • Mudar a tarefa de        • Atribuir cedo o trabalho de
• Cumprimentar         ouvir para realizar um     casa
alunos                 trabalho no lugar          • Rentabilizar o tempo de
  • incentivar                                    recolha de trabalhos
                       • Buscar materiais
  sentimentos          necessários                • Utilizar alertas indicativos
  positivos                                       de que o fim da aula está
                       • Solução passa pela
  • deixar problemas   planificação prévia e      próximo
  fora da sala de                                 • Ensinar que o sinal de saída
                       utilização de
  aula                 mecanismos para dar        é dado pelo professorr e não
• Fazer chamada, ler   pistas (avisos prévios).   pela campainha da escola.
avisos e escrever
sumário
Diariamente os professores atribuem trabalhos aos alunos.


É da responsabilidade do professor:

1.   Comunicar os trabalhos claramente e especificar as suas exigências

2.   Ter procedimentos para monitorizar o trabalho dos alunos

3.   Ser consistente ao corrigir os trabalhos

4.   Proporcionar feedback apropriado sobre os trabalhos
Vigilância                Prevenção
    Planificação               competente                 de muitos
     preventiva                    das                    problemas
                               actividades                de gestão




Para gerir os comportamentos perturbadores é necessário possuir:

   um conjunto especial de noções;

   um reportório especial de competências.
1.   Os alunos acham que o trabalho realizado na escola é aborrecido e
     irrelevante; por isso tentam fugir dele;
2.   A vida dos alunos fora da escola produz problemas psicológicos e
     emocionais que ele reproduzem na escola;
3.   Os alunos são aprisionados em escolas que têm disposições
     autoritárias, o que os leva a revoltarem-se ainda mais;
4.   A rebeldia e a busca de atenção fazem parte do proceso de
     crescimento.

                    O professor não pode passar muito tempo a pensar
                    nisto porque essa análise não leva necessariamente à
                    alteração desse comportamento e, se se concentrar
                    nas causas sobre as quais não tem influencia, pode
                    levar à sua aceitação e/ou resignação.
O professor deve



                          Centrar-se no
   Não procurar          comportamento
fervorosamente as         inadequado e
      causas.         encontrar formas de o
                      mudar durante a aula.
Kounin denomina a competência de ter olhos na nuca como “olho de lince”:
   detectar o comportamento desviante e saber quase sempre o aluno
   responsável.



A sobreposição é a competência de um professor que consegue perceber o
   comportamento inadequado do aluno e conseguir lidar com isso sem dar
   nas vistas, para o ritmo da aula não ser quebrado.

   Exemplos:
    Aproximar-se do aluno;
    Colocar a mão no ombro;
    Fazer um comentário inteligente que o toque o aluno.
Os comportamentos que são reforçados tendem a ser repetidos.

A utilização dos princípios de reforço depende da capacidade do professor:
 Identificar o comportamento desejado;
 Identificar os reforços adequados;
 Utilizar os reforços habilmente para encorajar os comportamentos
   desejados.
O elogio é a recompensa mais facilmente disponível para os professores. No
   entanto, o elogio tem que ser usado adequadamente para ser eficaz.


          Elogio eficaz                   Elogio ineficaz
          É específico                    É global e geral
          Dá atenção ás realizações dos   Recompensa a mera
          alunos                          participação
          Ajuda os alunos a apreciarem    Compara uns alunos com
          as suas realizações             outros
          Atribui o sucesso ao reforço    Atribui o sucesso à sorte
          e à capacidade
          Centra-se no comportamento      Centra-se na autoridade
          relevante para a tarefa         extrema
(Heloisa Padilha)
No momento em que se elogia um aluno em público, diante de todos os seus
   colegas, significa que, na verdade, o resto da turma está toda
   “deselogiada”.
Quando o professor pergunta: “Quem saberia dizer o que significa
   hipotenusa?”. Aí aquelas mãos se levantam: “Eu!”, “Eu!”, “Eu!”.
O professor escolhe o primeiro aluno que diz: “Hipotenusa é a base do
   triângulo”. Aí o professor não gosta muito daquela resposta e fica quieto.
   “Bom, vamos ver uma outra resposta”, aí vem uma outra resposta, um
   outro dedinho levantado. Daí surge um conceito que o professor acha
   adequado e aí ele diz: “Muito bem, fulano!”.
Como é que se sente o cicrano que deu a primeira resposta?

É um deselogio automático, é quase que uma reprimenda.
- Pontos na cotação de um   - Ser o delegado da
trabalho ou teste para      turma;
melhorar classificação;
                            - Tempo extra no
- Símbolos como estrelas,   intervalo;
faces sorridentes ou
                            - Tempo especial para
imagens conhecidas de
                            trabalhar num projecto
aprovação;
                            individual especial;
- Quadro de honra
                            - Ser dispensado de um
especial para o trabalho
                            trabalho exigido;
académico e conduta
social.                     - Tempo de leitura livre.
As punições e os castigos são utilizados para desencorajar as infracções às
   regras e procedimentos importantes.

Como e onde utilizar?

 Redução nas classificações e nas notas de trabalhos por
  comportamentos inadequados e que prejudicaram outros alunos;
 Reter os alunos durante o intervalo e depois das aulas;
 Retirar privilégios;
 Expulsar o aluno da aula ou enviá-lo ao conselho executivo;
 Utilizar um sistema de multa que poderá envolver castigos ou testes;
 Limitar o número de castigos em situações que são facilmente
  observáveis; o professor tem de detectar o problema quando este
  ocorre e aplicar conscientemente as punições;
 Manter um ambiente positivo e que apoie os alunos – os castigos devem
  ser pouco utilizados; o professor deve confiar mais nas recompensas e
  no encorajamento para manter o bom comportamento.
Abordagem da gestão da sala de aula que enfatiza a insistência do
   professor que age de modo assertivo e confiante face ás infracções
   dos alunos.



O professor deve especificar o nome do aluno mal comportado e manter
   contacto visual com ele.
Não deve aceitar as desculpas dos alunos mal comportados porque,
   apesar dos problemas que eles enfrentam em casa, saúde ou
   circunstâncias na vida, não deve servir de desculpa para uma atitude
   inadequada e não serve de desculpa para não assumirem a
   responsabilidade do seu comportamento.
   Difícil administrar as punições sem perturbar os processos de
    instrução;

   Dá demasiada importância às regras e às penalidades feitas pelos
    professores;

   Dá pouca importância ao envolvimento dos alunos no estabelecimento
    das suas próprias regras na sala de aula e na aprendizagem de como
    ser responsável pela sua autodisciplina.
As consequências lógicas são as punições directamente relacionadas com
   um comportamento inadequado por oposição aos castigos mais gerais,
   como ficar na sala de castigo ou a repreensões.
Exemplo clássico de uma consequência lógica é fazer com que o aluno que
   riscou uma parede pinte-a de novo.

Segundo Dreikurs, que estudou o comportamento das pessoas para
   alcançar objectivos e satisfazer as motivações e as suas
   necessidades (Cap. 4), realçou que a maioria dos comportamentos
   inadequados derivam das necessidades de pertença e de valorização.
     Chamada de atenção;           Procura de vingança;
     Procura de poder;             Demonstrações de inadequação.
Dreikurs verificou que se um aluno tenta
chamar a atenção, o professor deve
ignora-lo.




                       Se por outro lado, o aluno desviar as atenções e
                          entrar em competição para obter mais
                          destaque que o professor, este deve se
                          recusar em entrar nessa luta e encontrar uma
                          forma de dar ao aluno mais influência e
                          responsabilidade.
O objectivo destas punições é fazer com que o indivíduo compreenda as
    razões do seu comportamento inadequado e encontre formas de
    satisfazer as suas necessidades pessoais de um modo socialmente
    aceitável.



   O professor pode não ter competência para identificar o motivo
    específico que leva o aluno a comportar-se daquele modo;

   Identificar as consequências lógicas para muitos comportamentos:
    “Qual é a consequência lógica por falar quando não deve?”
Enquanto que Dreikurs propõe aconselhamento e atenção individual como
   forma de ajudar os alunos a satisfazer as suas necessidades, Glasser
   apresenta outra estrutura: as assembleias de turma.

As assembleias de turma são abordagens à gestão da sala de aula em que o
   professor organiza reuniões regulares para ajudar os alunos a
   identificar e resolverem situações problemáticas.
O professor tem que ser o lider da discussão. Tem que assegurar a
   participação, manter a concentração na resolução de problemas e
   tratar da liderança geral.



Os alunos devem se sentar em círculo para

facilitar a discussão e encontrar soluções

cooperativas para problemas pessoais e

comportamentais.
Planificação – ter presente o que quer alcançar com a assembleia, ter
   alguns problemas preparados para a discussão, atribuir tempo para que
   a assembleia aconteça regularmente.


Condução da assembleia – é complexa e exige habilidade considerável.
  Fases:

  1.   Estabelecer o clima

  2.   Identificar problemas

  3.   Lidar com valores – o professor pede aos alunos a sua opinião sobre
       o problema e sobre os comportamentos a ele associados. Daí,
       deverá estar preparado para lidar com as diferentes opiniões
       porque os alunos têm valores de moral e regras diferenciadas.
Condução da assembleia – é complexa e exige habilidade considerável.
  Fases:

  4.    Identificar cursos de acção alternativos: após reconhecerem as
       razões das recompensas e das punições, os alunos poderão
       apresentar alternativas. O professor deve ser claro e directo com
       os alunos se uma proposta é inaceitável. No entanto, deve promover
       um consenso em relação aos esforços dos alunos para alterarem
       políticas.

  5.    Assumir um compromisso público de como irão por em prática

  6.    Acompanhar e avaliar – numa próxima reunião, o problema é
       novamente discutido para verificar a eficácia da resolução e se os
       compromissos foram mantidos.
A longo prazo, os professores eficazes encontram formas de reduzir os
    problemas de gestão e disciplina, ajudando os alunos a aprender
    competências de autogestão.

Como em outras funções, os professores eficazes desenvolvem uma
   atitude de flexibilidade sobre a gestão das salas de aulas, porque
   sabem que cada turma é diferente e muitas vezes os planos, regras e
   procedimentos devem ser ajustados a circunstâncias particulares.

Embora muitos aspectos do pensamento sobre a gestão das salas de aula
  possam ser aprendidos a partir das investigações, algumas das
  competências complexas da orientação das aulas só serão alcançadas
  com a prática, reflexão e avaliação.

As abordagens à gestão da sala de aula pode estar em fase de mudança.
   Talvez no futuro encontremos professores que gastam menos tempo a
   controlar os alunos e mais tempo a ajudá-los a pensarem por si
   próprios e a interessarem-se pelos outros.
http://www.caraminhadas.com.br/2009/06/elogio-na-sala-de-aula/

  Arends, R. I. (1995). Aprender a Ensinar. Lisboa, McGraw-Hill
Gestão eficaz da sala de aula

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Gestão eficaz da sala de aula

  • 1.
  • 2. Tópicos a abordar:  Perspectiva geral sobre a gestão na sala de aula;  Fundamentos teóricos e empíricos;  Preparar uma gestão eficaz da sala de aula;  Programas de gestão na sala de aula;  Conclusão.
  • 3. Capítulos anteriores… A maior tarefa do professor é desenvolver uma aprendizagem democrática onde:  os alunos são avaliados,  trabalham em grupo e num ambiente de respeito de uns para os outros;  cria relações autênticas com os alunos;  desenvolve uma “ética de preocupação pelo outro”.
  • 4. Mais duas perspectivas adicionais à questão da gestão da sala de aula: É o desafio mais importante que os professores principiantes têm É impossível separar totalmente de enfrentar! as funções de gestão e de Criar um ambiente tranquilo e instrução. A gestão da sala de lidar com o comportamento dos aula é apenas uma parte do alunos. papel de liderança do professor. (Quando corre mal é logo Gestão Preventiva conhecido)
  • 5. perspectiva segunda a qual muitos problemas poderão ser resolvidos através de… Ensino eficaz Planificação actividades Aulas vs interessantes e espaço relevantes
  • 6. Ajudar a turma a desenvolver-se como um grupo;  Dar atenção à motivação dos alunos;  Facilitar um discurso aberto e honesto. Ensino Decisões Tempo Espaço inteligentes Tarefas Minimizar os Ambiente de Cooperação problemas aprendizagem da disciplina Gestão Ordem
  • 7.  Centralidade dos acontecimentos externos e na determinação dos comportamentos;  Importância dos reforços positivos e negativos. Recompensas Punições
  • 8. A sua prática baseou-se em duas causas dos problemas comportamentais: Causas psicológicas: Causas sociológicas: • Insegurança • Superprotecção dos • Necessidade de pais; atenção • Más relações com os • Ansiedade; colegas; • Falta de • Origens autodisciplina desfavorecidas. Controle do comportamento individual Gestão daTurma
  • 9. Função principal do professor A função principal do professor é planificar e orientar os trabalhos de grupo para que o ambiente seja tranquilo. Se existir distúrbios vai afectar a tranquilidade da turma e por isso, o professor deverá intervir de forma rápida e muitas vezes discreta, de modo a que o trabalho consiga prosseguir com a tarefa de aprendizagem.
  • 10. Considerou que o importante não seria a forma como os professores disciplinavam os alunos mas sim o modo de gerir a sala de aula como grupo. O bom professor, enquanto gestor, mostra ao aluno que sabe o que se está a passar na sala de aula.
  • 11. A comunicação de regras e de procedimentos previne o início e a expansão de comportamentos de indisciplina, reduzindo em simultâneo a necessidade de repreender os alunos. Orlando Lourenço (1996) ainda a este respeito refere: “A punição é uma óptima coisa... mas apenas na condição de não ser utilizada.”
  • 12. O seu interesse era analisar as relações entre… Tarefas académicas Gestão da Envolvimento sala de aula dos alunos
  • 13. Experiência que permitiu ver a influência dos alunos sobre as exigências impostas por tarefas: “Foi seleccionada a professora Mrs. Dee que era muito experiente e tinha competência em ensinar escrita aos alunos. Durante um certo tempo, a professora atribuiu uma variedade de tarefas de escritas. Em algumas tarefas tentou encorajar os alunos a encontrarem a sua própria direcção e criatividade e deixou que o final dos trabalhos ficasse um pouco em aberto. Os alunos fizeram pressão para reduzir a quantidade de autonomia e julgamento independente em alguns trabalhos. Os alunos considerados brilhantes usaram tácticas, como fazer perguntas ou simular confusão, para influenciar Mrs. Dee a ser cada vez mais concisa e explícita.”
  • 14. “Ao questionarem o conteúdo e os procedimentos, além de alterarem o trabalho, os alunos também abrandavam o andamento das actividades da sala de aula… para que o trabalho fosse adiado ou apenas para gastar tempo da aula. Quando a professora se recusou a responder a algumas dessas perguntas, as coisas pioraram, tornando alguns alunos inflexíveis com as suas exigências e a ordem deixou de existir. A professora teve que recuar nas suas condições iniciais da autonomia dos alunos para preservar a ordem na sala de aula.” O que falhou?
  • 15. Alguns investigadores identificaram as características dos professores eficazes, ou seja, que produziram um grande envolvimento dos alunos com as actividades de aprendizagem. Características observadas nos professores gestores: 1. Procedimentos que orientavam a conversa, a participação e a movimentação dos alunos; 2. Instruções claras e controlavam rapidamente o comportamento inadequado dos alunos; 3. Exigências de trabalho muito claras para os alunos; 4. Seguiam de perto o progresso do trabalho dos alunos; 5. Apresentações e explicações claras da tarefa; 6. Orientações em relação aos apontamentos a tirar eram explícitas.
  • 16. A perspectiva da gestão da sala de aula centrada na criança considera que a fonte principal do problema são os currículos irrelevantes e a excessiva importância dada à quietude física, ao silêncio e uniformidade rígida da postura e do movimento. Desenvolver as salas de aula democráticas tornou-se a alternativa para a gestão preventiva e para o controlo do comportamento. Promover o desenvolvimento dos alunos e ir de encontro ás suas necessidades sociais, emocionais e académicas. Não deve ser determinado pelos professores
  • 17. Regras: afirmações que especificam aquilo que os alunos devem fazer e o que não devem fazer. Podem ser escritas, explicadas aos alunos e reduzidas ao mínimo. Também poderá haver negociação. Exemplo: É proibido que os alunos entrem na sala de aula com o telemóvel ligado. Procedimentos: são as formas de fazer com que o trabalho e outras actividades sejam realizadas. Deve-se despender um tempo considerável a ensinar os procedimentos aos alunos da mesma forma que se ensina as matérias.
  • 18. Procedimentos:  Deverão ser ensinados na primeira semana de aulas;  Raramente são escritos;  Não deverão parecer demasiado condescendentes ou moralistas. Exemplo: Se o aluno pretender intervir durante a exposição do professor, deverá levantar a mão.
  • 19. Os gestores eficazes inventam formas de tornar natural o fluxo dos movimentos:  Organizar filas;  Limitar o número de alunos que se movimenta;  Coordenar as participações;  Estabelecer regras que minimizam as interrupções
  • 20. Os gestores eficazes têm um conjunto eficaz de regras. Determina quando: • não é permitida a conversa (quando o professor está a expõr ou explicar) • é permitido falar baixinho (trabalhos de grupo ou trabalho no lugar) • tudo é permitido (durante intervalos e festas) Procedimentos por falar um de cada vez, ouvir as ideias dos outors, levantar o braço e esperar pela sua vez.
  • 21. Os tempos mortos surgem quando a aula acaba mais cedo ou quando estão à espera de acontecimentos iminentes, como ir para outra aula ou para casa. “Se terminares o trabalho podes ir buscar um livro e ler em silêncio até os outros acabarem.” “Enquanto o filme não começa, podem falar baixinho com o colega do lado, mas não se podem levantar.” “Se o vosso trabalho estiver terminado, vejam por favor se o vosso vizinho precisa de ajuda.”
  • 22. Explicar de modo a Aceitar devido a Estabelecer regras que os alunos as questões de e procedimentos compreendam igualdade e justiça
  • 23. É um desafio para os professores principiantes. Porquê? 1. As regras são quebradas quando mais que um acontecimento ocorre ao mesmo tempo: nem sempre tem noção de tudo o que acontece; 2. Exige energia e coragem considerável para permanecer firme. Apesar de ser mais fácil ignorar certos comportamentos, ingnorar uma situação dificil só trará problemas para o futuro. As regras e os procedimentos desaparecem! Temos de filtrar o que é realmente importante ser considerado regra e não facilitar no seu cumprimento.
  • 24. Kounin (1970) enfatizou a importância de deixar as aulas fluirem numa forma natural. Kounin descreveu atitudes que interferem o fluxo das actividades, criam confusão e apresentam uma oportunidade para distúrbios: Acção Pendente Reviravolta • Quando o professor começa uma • Iniciar uma actividade, actividade pendente para fazer interrompe-la por uma nova e outra. depois retomar a primeira. • Professor pede aos alunos para • O professor diz aos alunos para entregrarem os apontamentos no lerem em silêncio. Durante a fim da aula e de repente decide leitura, interrompe os alunos para abordar mais uma questão esclarecer um aspecto e, de seguida, retoma a leitura.
  • 25. Kounin descreveu dois tipos de comportamentos que abrandam as aulas: Fragmentação Insistência desnecessária • Dividir uma actividade ou • Continuar algo sem parar, mesmo instrução em segmentos depois de todos já terem demasiado pequenos. percebido. • “Sentem-se direitos, tirem as • O professor continua a explicar folhas, passem-nas à pessoa á uma matéria quando já todos a vossa frente, agora passem-na à perceberam. pessoa a seguir…” Cada turma tem o seu ritmo…
  • 26. Encerramento da aula Transições • Deixar tempo para • Mudança para completar as últimas actividade de grupo actividades Abertura da aula • Mudar a tarefa de • Atribuir cedo o trabalho de • Cumprimentar ouvir para realizar um casa alunos trabalho no lugar • Rentabilizar o tempo de • incentivar recolha de trabalhos • Buscar materiais sentimentos necessários • Utilizar alertas indicativos positivos de que o fim da aula está • Solução passa pela • deixar problemas planificação prévia e próximo fora da sala de • Ensinar que o sinal de saída utilização de aula mecanismos para dar é dado pelo professorr e não • Fazer chamada, ler pistas (avisos prévios). pela campainha da escola. avisos e escrever sumário
  • 27. Diariamente os professores atribuem trabalhos aos alunos. É da responsabilidade do professor: 1. Comunicar os trabalhos claramente e especificar as suas exigências 2. Ter procedimentos para monitorizar o trabalho dos alunos 3. Ser consistente ao corrigir os trabalhos 4. Proporcionar feedback apropriado sobre os trabalhos
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  • 29. Vigilância Prevenção Planificação competente de muitos preventiva das problemas actividades de gestão Para gerir os comportamentos perturbadores é necessário possuir:  um conjunto especial de noções;  um reportório especial de competências.
  • 30. 1. Os alunos acham que o trabalho realizado na escola é aborrecido e irrelevante; por isso tentam fugir dele; 2. A vida dos alunos fora da escola produz problemas psicológicos e emocionais que ele reproduzem na escola; 3. Os alunos são aprisionados em escolas que têm disposições autoritárias, o que os leva a revoltarem-se ainda mais; 4. A rebeldia e a busca de atenção fazem parte do proceso de crescimento. O professor não pode passar muito tempo a pensar nisto porque essa análise não leva necessariamente à alteração desse comportamento e, se se concentrar nas causas sobre as quais não tem influencia, pode levar à sua aceitação e/ou resignação.
  • 31. O professor deve Centrar-se no Não procurar comportamento fervorosamente as inadequado e causas. encontrar formas de o mudar durante a aula.
  • 32. Kounin denomina a competência de ter olhos na nuca como “olho de lince”: detectar o comportamento desviante e saber quase sempre o aluno responsável. A sobreposição é a competência de um professor que consegue perceber o comportamento inadequado do aluno e conseguir lidar com isso sem dar nas vistas, para o ritmo da aula não ser quebrado. Exemplos:  Aproximar-se do aluno;  Colocar a mão no ombro;  Fazer um comentário inteligente que o toque o aluno.
  • 33. Os comportamentos que são reforçados tendem a ser repetidos. A utilização dos princípios de reforço depende da capacidade do professor:  Identificar o comportamento desejado;  Identificar os reforços adequados;  Utilizar os reforços habilmente para encorajar os comportamentos desejados.
  • 34. O elogio é a recompensa mais facilmente disponível para os professores. No entanto, o elogio tem que ser usado adequadamente para ser eficaz. Elogio eficaz Elogio ineficaz É específico É global e geral Dá atenção ás realizações dos Recompensa a mera alunos participação Ajuda os alunos a apreciarem Compara uns alunos com as suas realizações outros Atribui o sucesso ao reforço Atribui o sucesso à sorte e à capacidade Centra-se no comportamento Centra-se na autoridade relevante para a tarefa extrema
  • 35. (Heloisa Padilha) No momento em que se elogia um aluno em público, diante de todos os seus colegas, significa que, na verdade, o resto da turma está toda “deselogiada”. Quando o professor pergunta: “Quem saberia dizer o que significa hipotenusa?”. Aí aquelas mãos se levantam: “Eu!”, “Eu!”, “Eu!”. O professor escolhe o primeiro aluno que diz: “Hipotenusa é a base do triângulo”. Aí o professor não gosta muito daquela resposta e fica quieto. “Bom, vamos ver uma outra resposta”, aí vem uma outra resposta, um outro dedinho levantado. Daí surge um conceito que o professor acha adequado e aí ele diz: “Muito bem, fulano!”. Como é que se sente o cicrano que deu a primeira resposta? É um deselogio automático, é quase que uma reprimenda.
  • 36. - Pontos na cotação de um - Ser o delegado da trabalho ou teste para turma; melhorar classificação; - Tempo extra no - Símbolos como estrelas, intervalo; faces sorridentes ou - Tempo especial para imagens conhecidas de trabalhar num projecto aprovação; individual especial; - Quadro de honra - Ser dispensado de um especial para o trabalho trabalho exigido; académico e conduta social. - Tempo de leitura livre.
  • 37. As punições e os castigos são utilizados para desencorajar as infracções às regras e procedimentos importantes. Como e onde utilizar?  Redução nas classificações e nas notas de trabalhos por comportamentos inadequados e que prejudicaram outros alunos;  Reter os alunos durante o intervalo e depois das aulas;  Retirar privilégios;  Expulsar o aluno da aula ou enviá-lo ao conselho executivo;  Utilizar um sistema de multa que poderá envolver castigos ou testes;  Limitar o número de castigos em situações que são facilmente observáveis; o professor tem de detectar o problema quando este ocorre e aplicar conscientemente as punições;  Manter um ambiente positivo e que apoie os alunos – os castigos devem ser pouco utilizados; o professor deve confiar mais nas recompensas e no encorajamento para manter o bom comportamento.
  • 38. Abordagem da gestão da sala de aula que enfatiza a insistência do professor que age de modo assertivo e confiante face ás infracções dos alunos. O professor deve especificar o nome do aluno mal comportado e manter contacto visual com ele. Não deve aceitar as desculpas dos alunos mal comportados porque, apesar dos problemas que eles enfrentam em casa, saúde ou circunstâncias na vida, não deve servir de desculpa para uma atitude inadequada e não serve de desculpa para não assumirem a responsabilidade do seu comportamento.
  • 39. Difícil administrar as punições sem perturbar os processos de instrução;  Dá demasiada importância às regras e às penalidades feitas pelos professores;  Dá pouca importância ao envolvimento dos alunos no estabelecimento das suas próprias regras na sala de aula e na aprendizagem de como ser responsável pela sua autodisciplina.
  • 40. As consequências lógicas são as punições directamente relacionadas com um comportamento inadequado por oposição aos castigos mais gerais, como ficar na sala de castigo ou a repreensões. Exemplo clássico de uma consequência lógica é fazer com que o aluno que riscou uma parede pinte-a de novo. Segundo Dreikurs, que estudou o comportamento das pessoas para alcançar objectivos e satisfazer as motivações e as suas necessidades (Cap. 4), realçou que a maioria dos comportamentos inadequados derivam das necessidades de pertença e de valorização.  Chamada de atenção;  Procura de vingança;  Procura de poder;  Demonstrações de inadequação.
  • 41. Dreikurs verificou que se um aluno tenta chamar a atenção, o professor deve ignora-lo. Se por outro lado, o aluno desviar as atenções e entrar em competição para obter mais destaque que o professor, este deve se recusar em entrar nessa luta e encontrar uma forma de dar ao aluno mais influência e responsabilidade.
  • 42. O objectivo destas punições é fazer com que o indivíduo compreenda as razões do seu comportamento inadequado e encontre formas de satisfazer as suas necessidades pessoais de um modo socialmente aceitável.  O professor pode não ter competência para identificar o motivo específico que leva o aluno a comportar-se daquele modo;  Identificar as consequências lógicas para muitos comportamentos: “Qual é a consequência lógica por falar quando não deve?”
  • 43. Enquanto que Dreikurs propõe aconselhamento e atenção individual como forma de ajudar os alunos a satisfazer as suas necessidades, Glasser apresenta outra estrutura: as assembleias de turma. As assembleias de turma são abordagens à gestão da sala de aula em que o professor organiza reuniões regulares para ajudar os alunos a identificar e resolverem situações problemáticas.
  • 44. O professor tem que ser o lider da discussão. Tem que assegurar a participação, manter a concentração na resolução de problemas e tratar da liderança geral. Os alunos devem se sentar em círculo para facilitar a discussão e encontrar soluções cooperativas para problemas pessoais e comportamentais.
  • 45. Planificação – ter presente o que quer alcançar com a assembleia, ter alguns problemas preparados para a discussão, atribuir tempo para que a assembleia aconteça regularmente. Condução da assembleia – é complexa e exige habilidade considerável. Fases: 1. Estabelecer o clima 2. Identificar problemas 3. Lidar com valores – o professor pede aos alunos a sua opinião sobre o problema e sobre os comportamentos a ele associados. Daí, deverá estar preparado para lidar com as diferentes opiniões porque os alunos têm valores de moral e regras diferenciadas.
  • 46. Condução da assembleia – é complexa e exige habilidade considerável. Fases: 4. Identificar cursos de acção alternativos: após reconhecerem as razões das recompensas e das punições, os alunos poderão apresentar alternativas. O professor deve ser claro e directo com os alunos se uma proposta é inaceitável. No entanto, deve promover um consenso em relação aos esforços dos alunos para alterarem políticas. 5. Assumir um compromisso público de como irão por em prática 6. Acompanhar e avaliar – numa próxima reunião, o problema é novamente discutido para verificar a eficácia da resolução e se os compromissos foram mantidos.
  • 47. A longo prazo, os professores eficazes encontram formas de reduzir os problemas de gestão e disciplina, ajudando os alunos a aprender competências de autogestão. Como em outras funções, os professores eficazes desenvolvem uma atitude de flexibilidade sobre a gestão das salas de aulas, porque sabem que cada turma é diferente e muitas vezes os planos, regras e procedimentos devem ser ajustados a circunstâncias particulares. Embora muitos aspectos do pensamento sobre a gestão das salas de aula possam ser aprendidos a partir das investigações, algumas das competências complexas da orientação das aulas só serão alcançadas com a prática, reflexão e avaliação. As abordagens à gestão da sala de aula pode estar em fase de mudança. Talvez no futuro encontremos professores que gastam menos tempo a controlar os alunos e mais tempo a ajudá-los a pensarem por si próprios e a interessarem-se pelos outros.
  • 48. http://www.caraminhadas.com.br/2009/06/elogio-na-sala-de-aula/ Arends, R. I. (1995). Aprender a Ensinar. Lisboa, McGraw-Hill