Arte - Resumo 1º bimestre - 2015

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Elementos Visuais (ponto, linha, cor, textura, forma, luz e sombra)
Pós-modernismo no Brasil: Concretismo e Neoconcretismo

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Arte - Resumo 1º bimestre - 2015

  1. 1. 2º ano – Ensino Médio 1º bimestre/2015 CECO – C.E. Círculo Operário Profº Raphael Lanzillotte
  2. 2. Conteúdos do 1º bimestreConteúdos do 1º bimestre Elementos Visuais básicos: ponto, linha, cor, textura, forma, sombra e luz; Arte no século XX: Pós-modernismo no Brasil (Concretismo e Neoconcretismo); Principais artistas mencionados em aula: Pablo Picasso, Luiz Sacilotto, Lygia Clark, Hélio Oiticica.
  3. 3. Elementos VisuaisElementos Visuais Os elementos visuais constituem a substância básica daquilo que vemos. São matérias-primas de toda informação visual
  4. 4. O PontoO Ponto  É um sinal visual mínimo e elementar, Quando imaginamos um ponto, normalmente pensamos nele como um pequeno círculo. No entanto, o ponto pode ter outras formas, como um quadrado ou uma mancha, por exemplo. Então, o que é um ponto? É um elemento pequeno se compararmos com o restante da imagem; é o menor de todos os elementos da linguagem visual e, no entanto, com ele construímos imagens. Se o ponto estivesse unido a outro, e este a outro, e assim sucessivamente, o que viríamos seria uma linha.
  5. 5. O PontoO Ponto
  6. 6. A LinhaA Linha É uma marca contínua ou com aparência de contínua, também pode ser definida como um ponto em movimento, quando traçada com a ajuda de qualquer instrumento sobre uma superfície, chama- se linha gráfica. As linhas definem as formas e as figuras, é o sinal mais versátil e essencial do desenho, pois pode sugerir sentimentos, movimento, ritmo, velocidade...
  7. 7. A LinhaA Linha  RETA: A linha reta traçada de maneira firme, contínua, pode dar uma impressão de rigidez e dureza. Ela pode ser:  VERTICAL: Indica equilíbrio. Aparece em muitas obras de arte como expressão de espiritualidade e elevação.  HORIZONTAL: Indica repouso. Também pode expressar quietude.  INCLINADA: Faz parecer que algo satã prestes a se movimentar. Sugere instabilidade, movimento.  CURVA: A linha curva pode sugerir suavidade e sinuosidade. Pode ser classificada em CÔNCAVA e CONVEXA. E se apresenta também como outros dois tipos:  ONDULADA: Sugere movimento suave e rítmico.  ESPIRAL: Indica um movimento envolvente, que vai do centro para fora ou o contrário.  QUEBRADA: Indica movimento. Forma-se combinando-se linhas retas.  MISTA: Também indica movimento. Se forma a partir da mistura de linhas retas e curvas.
  8. 8. TIPOS DE LINHATIPOS DE LINHA Reta - Vertical Reta - Horizontal Reta - Diagonal Curva - Côncava Curva - Convexa Quebrada Curva - Ondulada Curva - Espiral Mista
  9. 9. Composição com linhaComposição com linha
  10. 10. A CorA Cor  A cor não tem existência material. Ela é uma informação visual, uma sensação provocada pela ação da luz (ondas eletromagnéticas refletidas pelos objetos) sobre os olhos e decodificada pelo cérebro.
  11. 11. Cores Primárias e SecundáriasCores Primárias e Secundárias  Para estudar as cores, o primeiro passo é sabermos que existem cores primárias e secundárias. As cores primárias são cores puras, sem mistura. É através das cores primárias que se formam todas as outras cores. As cores primárias são VERMELHO, AZUL e AMARELO.  As secundárias, ao contrário, são as que resultam da mistura de duas cores primárias: ROXO, VERDE e LARANJA
  12. 12. Cores NeutrasCores Neutras São as cores que combinam com qualquer cor. As cores neutras são o preto, o branco e o cinza.
  13. 13. Cores Quentes e FriasCores Quentes e Frias  Algumas cores são mais alegres, mais vivas, que classificamos como quentes. Elas nos lembram o fogo, o sol, e transmitem o dinamismo, a aventura, o estímulo, o calor. São elas: vermelho, laranja e amarelo.  Outras são mais tristes, e as classificamos como cores frias. Transmitem a calma, o repouso, o frio, a sombra, a harmonia, a paz. São elas: verde, azul e roxo. Quentes Frias
  14. 14. Observe esta pintura à esquerda, de Pieter Brueghel, pintor renascentista. As cores desta pintura são predominantemente frias. Agora observe esta outra pintura à direita do mesmo pintor. Esta tela tem cores predominantemente quentes. Cores Quentes e FriasCores Quentes e Frias
  15. 15. Cores ComplementaresCores Complementares  A cor primária que não faz parte da mistura da cor secundária é chamada de cor complementar. São aquelas que ocupam lugares opostos no círculo cromático.  As cores complementares são: Vermelho e verde Laranja e azul Amarelo e roxo Obs.: Tanto as cores complementares quanto o preto e o branco, quando estão juntos, criam um efeito contrastante, vibrante:
  16. 16. Cores ComplementaresCores Complementares  Observe esta tela de Stuart Davis, artista americano expressionista abstrato. Ele usou cores puras, vibrantes, contrastantes, como as cores complementares, o preto e o branco.
  17. 17. Cores AnálogasCores Análogas  Cores análogas são as que aparecem lado a lado no disco de cores. São análogas porque há nelas uma mesma cor básica. Por exemplo o amarelo-ouro e o laranja –avermelhado tem em comum a cor laranja.  Elas são usadas para dar a sensação de uniformidade.  A composição em cores análogas são consideradas elegantes, e podem ser equilibradas com uma cor complementar. O Rio, 1868 - Claude Monet Nesta pintura, Monet usou predominantemente as cores análogas verde, amarelo esverdeado e azul esverdeado
  18. 18. Círculo CromáticoCírculo Cromático Cores Complementares e AnálogasCores Complementares e Análogas Basicamente, as cores complementares são sempre opostas na organização do círculo cromático; enquanto que as análogas estão lado a lado, são vizinhas.
  19. 19. Monocromia e PolicromiaMonocromia e Policromia  Chamamos de monocromia quando utilizamos somente uma cor, com suas variações de tons, obtidas com o auxílio da cor branca ou preta.  Policromia é a harmonia conseguida através de várias cores e seus tons. Policromia Obras das fases azul e rosa – Pablo Picasso (Monocromia)
  20. 20. A TexturaA Textura  Algumas coisas têm um relevo em sua superfície, a que chamamos de textura. Nós podemos perceber a textura dos objetos ao tocá-los (textura tátil) ou apenas observando a sua superfície atentamente (textura ótica).  A textura pode ser macia, áspera, lisa, enrugada etc. E pode nos transmitir sensações e sentimentos, como:  Textura lisa: tranquilidade, suavidade, frio.  Textura áspera: raiva, calor.  Textura macia: conforto, aconchego.  Textura enrugada: tristeza, umidade.
  21. 21. A TexturaA Textura  Quanto à forma que se apresenta pode ser:Quanto à forma que se apresenta pode ser:  GeométricaGeométrica – a organização de formas– a organização de formas geométricas num padrão dentro de uma área ougeométricas num padrão dentro de uma área ou superfície acaba dando a esta a característicasuperfície acaba dando a esta a característica de uma textura. Isto acontece por quede uma textura. Isto acontece por que agrupamos muito próximos visualmente osagrupamos muito próximos visualmente os elementos semelhantes.elementos semelhantes.  OrgânicaOrgânica – a superfície possui uma aparência– a superfície possui uma aparência de algo natural, iludindo o olho como sede algo natural, iludindo o olho como se pudesse ser percebida pelo toque.pudesse ser percebida pelo toque.
  22. 22. Texturas geométricas Texturas orgânicas
  23. 23. A FormaA Forma  Nas Artes Visuais, existem três formas básicas: o triângulo equilátero, o quadrado e o círculo.  A forma é caracterizada pela união de várias linhas dispostas a fim de contornarem um espaço vazio. A forma delimita e separa um espaço então interno, de um espaço externo, infinito.  Ela pode se apresentar como figurativa, figurativa estilizada e abstrata (orgânica, geométrica, ornamentais e simbólicas)
  24. 24. Formas figurativasFormas figurativas  As formas figurativas são representações de coisas conhecidas, verdadeiras cópias da realidade. “A leiteira” (1659-1660), de Vermeer
  25. 25. Formas figurativas estilizadasFormas figurativas estilizadas  As formas figurativas podem ser estilizadas, pois o artista pode interpretar as coisas do mundo com seu traço particular. Observe esta tela de Fernand Léger, pintor francês cubista, onde as figuras humanas estão geometrizadas. "Mulheres em um interior" (1921), de Fernand Léger
  26. 26. Formas abstratasFormas abstratas ● FORMAS ABSTRATAS ORGÂNICAS Formas orgânicas são formas irregulares e assimétricas. Observe esta obra de Barbara Hepworth, escultora inglesa moderna. Ela usava o espaço vazio em suas obras. “Hieroglyph”, de Barbara Hepworth
  27. 27.  FORMAS ABSTRATAS GEOMÉTRICAS Formas geométricas são aquelas que correspondem às figuras geométricas como os quadrados, retângulos, triângulos. Observe este exemplo de arquitetura contemporânea. Finlândia Hall, em Helsinki, Finlândia .
  28. 28.  FORMAS ABSTRATAS ORNAMENTAIS Formas ornamentais são usadas como padrões ou estampas de tecido, por exemplo. Observe este tapete: Este tapete foi feito para a mesquita-mausoléu em Ardabil, Irã. O motivo central, em forma de medalhão, é típico dos tapetes das mesquitas.
  29. 29.  FORMAS ABSTRATAS SIMBÓLICAS Outro tipo de formas são as simbólicas. São formas figurativas que perdem seu significado original porque o artista lhes deu outro significado. Observe esta instalação de George Segal, escultor americano contemporâneo. Ele utilizou elementos do cotidiano para expressar solidão. Instalação “A cortina” (1974), de George Segal
  30. 30. A Luz e a SombraA Luz e a Sombra  A luz e a sombra são elementos fundamentais da linguagem visual. Com elas podemos criar no desenho, na pintura e escultura efeitos como o de dilatação do espaço, o de profundidade e o de valorização da parte mais iluminada. Podemos também variar o significado das imagens, criando efeitos dramáticos, irônicos, grotescos e poéticos.  Todo objeto não transparente exposto à luz determina uma sombra. Vamos estudar cada elemento importante da luz e da sombra. Começando pela luz, que pode ser natural ou artificial:
  31. 31. A LuzA Luz  Luz natural: é quando o objeto recebe luz do sol.  Luz artificial: é quando o objeto recebe luz de maneira artificial (lâmpada, vela, etc.).  Você poderá observar que, quando um foco luminoso (natural ou artificial) emite seus raios sobre um objeto, este se apresentará com uma zona iluminada e outra sombreada. O objeto então projeta, sobre o chão ou sobre outros objetos próximos, a sombra de si próprio.
  32. 32. A SombraA Sombra  Sombra: é a parte privada de luz. Iluminar um objeto é banhá-lo de luz.  Sombra própria: é a que está no próprio objeto e aparece sempre que ele esteja voltado para um ponto de luz: a parte iluminada do objeto faz sombra na parte que ficou atrás. A sombra própria varia de intensidade: fica mais escura ou mais clara de acordo com a intensidade de luz sobre o objeto.  Sombra projetada: é a que aparece fora do objeto; decorre do mesmo ponto de luz que, incidindo sobre o objeto, forma a sombra própria.
  33. 33. A Luz e a Sombra na ArteA Luz e a Sombra na Arte
  34. 34. A Luz e a Sombra na ArteA Luz e a Sombra na Arte Moça com brinco de pérola (1665 – 1666) – Vermeer
  35. 35. Arte no século XX:Arte no século XX: Pós-modernismo no Brasil (1950 – 1960)Pós-modernismo no Brasil (1950 – 1960)  CONCRETISMOCONCRETISMO:  Expressão dada pelo holandês Van Doesburg para designar os artistas que “construíam” uma nova estrutura de cor e espaço com suas obras;  As obras do Concretismo fogem da realidade e negam os conceitos acadêmicos da arte;  No Brasil tem duas vertentes de trabalho com ideias e maneiras de produzir arte diferentes: o Grupo Ruptura (SP) e o Grupo Frente (RJ).
  36. 36. Concretismo: Grupo Ruptura/SPConcretismo: Grupo Ruptura/SP  Um grupo de sete artistas, a maioria de origem estrangeira residentes em São Paulo: Anatol Wladyslaw, Leopoldo Haa, Lothar Charoux, Féjer, Geraldo de Barros, Luiz Sacilotto, e o porta-voz oficial do grupo, Waldemar Cordeiro.  Ideias gerais do Grupo Ruptura:  Rompem com as maneiras antigas de fazer arte, com o naturalismo e com os produtos do gosto gratuito;  Toda obra de arte possui uma base racional, em geral matemática;  Recusam o uso de tonalidades de cor;  Utilizam recursos óticos para a criação do movimento virtual;  Usam materiais como esmalte, tinta industrial, acrílico e aglomerado de madeira, etc.
  37. 37. ConcretismoConcretismo Luiz Sacilotto
  38. 38. Concretismo: Grupo Frente/RJConcretismo: Grupo Frente/RJ  Formado por Ivan Serpa, Ferreira Gullar, Lygia Clark, Lygia Pape, Aluísio Carvão, Carlos Val, João José da Silva Costa, Vicent Ibberson, Emil Baruch, Franz Weissmann, César Oiticica, Hélio Oiticica, Rubem Ludolf, Elisa Martins da Silveira, Décio Vieira e Abraham Palatinik, Athos Bulcão, entre outros.  Ideias gerais:  Usam as cores e formas de maneira mais livre;  Não utilizam as regras da matemática e da geometria para produzir;  Estudam e se deixam influenciar palos trabalhos de artistas da Op Arte e da Arte Cinética;  Permitem o uso de novas linguagens e as aprimoram a fim de avançarem em suas pesquisas.
  39. 39. NeoconcretismoNeoconcretismo  A 1ª Exposição Nacional de Arte Concreta, organizada pelo Grupo Ruptura (SP) com a colaboração do Grupo Frente (RJ) torna evidente a distância entre os dois núcleos concretistas.  Após a mostra, o Grupo Frente (RJ) rompe com os artistas de São Paulo e começa a se desintegrar. Dois anos depois, alguns de seus integrantes se agruparam para iniciar o Movimento Neoconcreto um dos mais significativos da Arte brasileira.
  40. 40. NeoconcretismoNeoconcretismo  A ruptura neoconcreta na arte brasileira data de março de 1959, com a publicação do Manifesto Neoconcreto pelo grupo de mesmo nome, e deve ser compreendida a partir do movimento concreto no país;  Ideias gerais:  Aproximação entre trabalho artístico e industrial;  Afastamento de qualquer significado lírico ou simbólico da arte .  Defesa da liberdade de experimentação, do retorno à expressão artística e o sujeito passa a ter papel principal;  Recuperação das possibilidades criadoras do artista;  Incorporação efetiva do observador, que ao tocar e manipular as obras torna-se parte delas, ou seja, passa de observador a participante;  Renovação da linguagem geométrica.
  41. 41. Penetráveis Hélio Oiticica Seja Marginal Seja Herói Hélio Oiticica Bicho Lygia Clark
  42. 42. Parangolé – Hélio Oiticica Metaesquemas Hélio Oiticica
  43. 43. Fontes de ConsultaFontes de Consulta  FERRARI, Solange dos Santos Utuari. et al. POR TODA PARTE: Volume único – 1ª ed. – São Paulo: FTD, 2013.  http://douglasdim.blogspot.com.br/ (visitado em 25/03/2015)  http://www.educacaopublica.rj.gov.br/oficinas/arte/ (visitado em 24/03/2015)  http://www.escudeiro.com/aulas/teoria_cor.html (visitado em 24/03/2015)  http://www.ideiavisual.com/ (visitado em 24/03/2015)  http://pointdaarte.webnode.com.br/news/os-elementos- da-linguagem-visual1/ (visitado em 24/03/2015)

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