Pares cranianos.

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Apresentado no dia 28/08/2009 por: Ainá Melgaço, Rafaella Gama e Talita Azevedo

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Pares cranianos.

  1. 1. Ainá Melgaço Rafaella Gama Talita Azevedo Nervos Cranianos
  2. 2. Generalidades <ul><li>São nervos que fazem conexão com o encéfalo. </li></ul><ul><li>Numerados em seqüência crânio-caudal. </li></ul><ul><li>São mais complicados do que os nervos espinhais, no que se refere às origens aparentes. </li></ul><ul><li>Pares 1 e 2 ligam-se, respectivamente, ao telencéfalo e ao diencéfalo. Todos os outros pares se ligam ao tronco encefálico. </li></ul><ul><li>Os nervos 3, 4 e 6 inervam os músculos do olho. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>O par 5 é denominado nervo trigêmio, em virtude de seus 3 ramos: nervos oftálmico, maxilar e mandibular. </li></ul><ul><li>O par 7, nervo facial, compreende o nervo facial propriamente dito e o nervo intermédio, considerado a raiz sensitiva e visceral do nervo facial. </li></ul><ul><li>O par 8, nervo vestíbulo-coclear, apresenta dois componentes distintos: a parte vestibular, e a parte coclear. É também denominado nervo esteato-acústico. </li></ul><ul><li>O par 10, o nervo vago, é também chamado pneumogástrico. </li></ul><ul><li>O nervo acessório difere dos demais por ser formado por uma raiz craniana (ou bulbar) e outra espinhal. </li></ul>
  4. 5. Componentes funcionais dos nervos cranianos Componentes Aferentes <ul><li>Fibras aferentes somáticas gerais : originam-se em extereoceptores e proprioceptores, conduzindo impulsos de temperatura, dor, pressão, tato e propriocepção. </li></ul><ul><li>Fibras aferentes somáticas especiais : originam-se na retina e no ouvido interno, se relacionando com visão, audição e equilíbrio. </li></ul><ul><li>Fibras aferentes viscerais gerais : originam-se em visceroceptores e conduzem, por exemplo, impulsos relacionados com a dor visceral. </li></ul><ul><li>Fibras aferentes viscerais especiais : originam-se em receptores gustativos e olfatórios localizados em sistemas viscerais, como os sistemas digestivo e respiratório. </li></ul>
  5. 6. Componentes Eferentes <ul><li>Fibras eferentes viscerais especiais : inervam os músculos originados de músculo estriado esquelético branquiomérico. </li></ul><ul><li>Fibras eferentes viscerais gerais : inervam os músculos lisos, cardíacos e as glândulas. </li></ul><ul><li>Fibras eferentes somáticas : inervam músculos estriados esqueléticos miotômicos. </li></ul>
  6. 8. Nervo Olfatório – Par I <ul><li>Originam-se da região olfatória de cada fossa nasal, atravessam a lâmina crivosa do osso etmóide, terminando no bulbo olfatório. </li></ul><ul><li>Exclusivamente sensitivo. </li></ul><ul><li>Aferente visceral especial. </li></ul>
  7. 9. <ul><li>Exame semiológico : </li></ul><ul><li>Peça para o paciente fechar os olhos, e oclua uma das narinas com o seu dedo. </li></ul><ul><li>Aproxime da narina desobstruída um tubo de ensaio contendo um aroma característico (café, baunilha). </li></ul><ul><li>Solicite ao paciente que responda se sente ou não o cheiro, se o odor é agradável ou não e se consegue identificar o aroma. </li></ul>
  8. 10. Nervo Óptico – Par II <ul><li>Constitído por grosso feixe de fibras nervosas que se originam na retina, emergem próximo ao pólo posterior de cada bulbo ocular, penetrando no crânio pelo canal óptico. </li></ul><ul><li>Exclusivamente sensitivo. </li></ul><ul><li>Aferente somático especial. </li></ul><ul><li>É responsável pela via aferente do reflexo fotomotor. </li></ul>
  9. 12. <ul><li>Exame semiológico : </li></ul><ul><li>Acuidade visual </li></ul><ul><li>Campimetria </li></ul><ul><li>Visão das cores </li></ul><ul><li>Oftalmoscopia </li></ul>
  10. 13. Nervo Oculomotor – Par III, Nervo Troclear – Par IV e Nervo Abducente – Par VI <ul><li>São motores. </li></ul><ul><li>Penetram na órbita pela fissura orbital superior, distribuindo-se à musculatura ocular. </li></ul><ul><li>O 3° Par é responsável pela inervação de todos os músculos extrínsecos do olho, exceto os músculos reto lateral e o oblíquo superior . O nervo oculomotor inerva, também, o músculos intrínsecos do olho. </li></ul><ul><li>Os músculos reto lateral e o oblíquo superior são inervados, respectivamente, pelos nervos abducente e troclear. </li></ul>
  11. 14. <ul><li>Exame semiológico : </li></ul><ul><li>Reflexo fotomotor direto </li></ul><ul><li>Reflexo fotomotor consensual </li></ul><ul><li>Teste dos pontos cardeais </li></ul><ul><li>Observação da pupila </li></ul>
  12. 15. Nervo Trigêmio – Par V <ul><li>Nervo misto, sendo a porção sensitiva consideravelmente maior. </li></ul><ul><li>Possui 3 ramos sensitivos: oftálmico, maxilar e mandibular. Estão também relacionados a sensação de temperatura, dor, pressão e tato da pele, da face, da conjuntiva ocular, da mucosa da cavidade bucal, nariz e seios paranasais, dos dentes, dos 2/3 anteriores da língua, da maior parte da dura máter craniana. </li></ul><ul><li>O ramo mandibular tem inervação motora nos músculos mastigadores, através de fibras eferentes viscerais especiais. </li></ul>
  13. 16. <ul><li>Exame semiológico: </li></ul><ul><li>Componente motor </li></ul><ul><ul><li>Avaliação dos músculos da mastigação </li></ul></ul><ul><ul><li>b) Abertura da cavidade oral </li></ul></ul><ul><li>Componente sensitivo </li></ul><ul><ul><li>Reflexo córneo-palpebral </li></ul></ul><ul><ul><li>Sensibilidade dos ramos </li></ul></ul>Alterações no exame podem ser conseqüentes de: Herpes zoster, neoplasia e traumatismo.
  14. 17. Nervo Facial – Par VII <ul><li>Inerva os músculos mímicos, estilo-hióideo e vente posterior do músculo digástrico através de fibras eferentes viscerais especiais </li></ul><ul><li>Além disso, inerva as glândulas lacrimais, submandibulares e sublinguais através das fibras eferente viscerais gerais. </li></ul><ul><li>Finalmente, inerva os 2/3 anteriores da língua com impulsos gustativos por meio de fibras aferentes viscerais especiais </li></ul><ul><li>Maioria das paralisias são provocadas por infecção viral, outras causas são Diabetes Mellitus, neoplasia, otite média, herpes zoster e hanseníase. </li></ul>
  15. 18. <ul><li>Exame semiológico: </li></ul><ul><li>Componente motor: </li></ul><ul><li>a) Mímica facial </li></ul><ul><li>2. Componente sensitivo </li></ul><ul><li>a) Pede-se ao paciente para que feche os olhos e coloque a língua para fora. Com o auxílio do conta-gotas pingue diferentes substâncias nos 2/3 anteriores da língua pedindo-o que identifique os gostos. A boca deve ser lavada entre uma prova e outra. </li></ul>Paralisia central Paralisia periférica <ul><li>Paralisia inferior contralateral a lesão </li></ul><ul><li>Olho se fecha com discreta fraqueza </li></ul><ul><li>Testa se enrola </li></ul><ul><li>Comissura labial ipsilateral a lesão </li></ul><ul><li>Paralisia facial ipsilateral a lesão </li></ul><ul><li>O olho não se fecha </li></ul><ul><li>Testa não se enrola </li></ul><ul><li>Comissura labial contralateral a lesão </li></ul>
  16. 19. Nervo Vestíbulo-coclear – VIII Par <ul><li>Exclusivamente sensitivo e composto por uma parte vestibular e outra coclear, suas fibras sendo aferentes somáticas especias. </li></ul><ul><li>A parte vestibular conduz impulsos nervosos relacionados com o equilíbrio, originados em receptores da porção vestibular do ouvido interno </li></ul><ul><li>A parte coclear conduz impulsos nervosos relacionados com a audição originários no órgão de Corti </li></ul><ul><li>Lesões geram hipoacusia, por comprometimento da parte coclear do nervo, juntamente com vertigem, alterações do equilíbrio, enjôos, por envolvimento da parte vestibular. Ocorre também nistagmo. As patologias mais comuns são os neurinomas. </li></ul>
  17. 20. Nervo Glossofaríngeo – Par IX <ul><li>É um nervo misto </li></ul><ul><li>Responsável pela sensibilidade geral do 1/3 posterior da língua, faringe, úvula, tonsila, tuba auditiva, seio e corpos carotídeos, através de fibras aferentes viscerais gerais. </li></ul><ul><li>Inibição da secreção salivar por meio de fibras eferente viscerais gerais na parótida. </li></ul><ul><li>Motricidade dos músculos faríngeos. </li></ul>
  18. 21. <ul><li>Exame semiológico </li></ul><ul><li>Identificação de substancia amarga. </li></ul><ul><li>Deslocamento da úvula - desclocamento contralateral à lesão. </li></ul><ul><li>Reflexo do vômito </li></ul><ul><li>Lesão nesse nervo pode provocar ageusia, hipogeusia e parageusia no terço posterior da língua e hipersecreção salivar. </li></ul>
  19. 22. Nervo Vago – Par X <ul><li>É misto e essencialmente visceral </li></ul><ul><li>Motricidade do palato, faringe e laringe e sensibilidade da faringe, laringe e vísceras tóraco-abdominais, por entrar na formação dos plexos viscerais promove sua inervação autônoma. </li></ul><ul><li>As fibras aferentes viscerais gerais conduzem impulsos originados na faringe, laringe, traquéia, esôfago, vísceras torácicas e abdominais. </li></ul><ul><li>As fibras eferente viscerais gerais são responsáveis pela inervação parassimpática das vísceras tóraco-abdominais </li></ul><ul><li>As fibras eferentes viscerais especiais inervam os músculos da faringe e </li></ul><ul><li>laringe </li></ul>
  20. 23. <ul><li>Exame semiológico </li></ul><ul><li>Peça ao paciente que abra a boca, observando o palato e a úvula em REPOUSO, que deve estar centralizada. </li></ul><ul><li>Em caso de lesão do nervo, a úvula pode ser desviada e o palato mole não elevado. </li></ul>
  21. 24. Nervo Acessório – Par XI <ul><li>Essencialmente motor </li></ul><ul><li>Inerva os músculos ECOM, porção superior do trapézio e laringe </li></ul><ul><li>Possui fibras eferente viscerais especiais que inervam os músculos da laringe através do nervo laríngeo recorrente e fibras eferentes viscerais gerais que inervam vísceras torácicas, já que parte deste nervo se une ao vago. </li></ul>
  22. 25. Exame semiológico Inspeção estática – pede-se para o paciente relaxar e observa-se a simetria da massa muscular do pescoço, ombro e escápula. Inspeção dinâmica a) Peça ao paciente que eleve os braços e palpe os músculos do ombro b) O paciente eleva os ombros contra resistência c) Encoste a sua mão num dos lados da cabeça do paciente e empurre a sua mão enquanto o paciente faz contra resistência
  23. 26. Nervo Hipoglosso – Par XII <ul><li>Exclusivamente motor. </li></ul><ul><li>Inerva os músculos intrínsecos e extrínsecos da língua através de fibras eferente somáticas. </li></ul><ul><li>Em caso de lesão do nervo, haverá paralisia da musculatura de uma das metades da língua, gerando desvio desta contralateral à lesão. </li></ul><ul><li>Atrofia e miofasciculação geram desvio da língua ipsilateral a lesão. </li></ul>
  24. 27. <ul><li>Exame semiológico </li></ul><ul><li>Inspeção estática da língua </li></ul><ul><li>Avaliação do movimento da língua </li></ul><ul><li>Análise do eixo e movimentação da língua </li></ul>
  25. 28. Bibliografia <ul><li>Atlas de Anatomia Humana; Frank H. Netter; terceira edição; Porto Alegre: Artmed, 2003 </li></ul><ul><li>Neuroanatomia Funcional; Angelo B.M. Machado; segunda edição; São Paulo: Editora Atheneu, 2006 </li></ul><ul><li>Tratado de Fisiologia Médica; Arthur C. Guyton, John E. Hall; décima primeira edição; Rio de Janeiro: Elsevier, 2006 </li></ul><ul><li>Roteiros de LHE </li></ul>

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