Prática curricular iv

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Prática curricular iv

  1. 1. Prática Curricular IV: FontesEscritas, visuais e sonoras-construindo texto didático Faculdade de Educação Teológica - www.facete.com.br Prof. Valdemir Lopes
  2. 2. Por que há Um panorama tantas da riqueza e da María LauraDesigualdades pobreza Silveira Sociais no brasileira Brasil?
  3. 3. DOS TEMPOS VAGAROSOS DA NATUREZAAO BRASIL ARQUIPÉLAGO Uma das características marcantes do território brasileiro é sua gran-de extensão. Trata-se de um território com uma enorme variedade de sistemas naturais sobre os quais a história foi se fazendo de um modo também diferenciado. A ocupação do litoral é sucedida pela dinâmica das frentes pioneiras, que vagarosamente interiorizam a exploração européia do território. A interiorização do povoamento foi devida à mineração e à criação de gado nas fazendas.
  4. 4. A MECANIZAÇÃO DA PRODUÇÃO E DO TERRITÓRIOA partir da segunda metade do século XIX mecaniza- se a produ-ção mediante a instalação de usinas açucareiras e, mais tarde, o terri-tório com anavegação a vapor e as estradas de ferro. Às técnicas da máquina circunscritas à produção sucedem as técnicas da máquina incluídas no território.
  5. 5. O crescimento das cidades foi, entretanto, desigual, emvirtude das oscilações das economias regionais ou de seu papel político. Domi-nando uma vasta extensão do território, cada cidade desenhava verdadeiros circuitos interiores A introdução da estrada de ferro vai permitir um uso mais dinâ-mico do território. Criam-se duas lógicas. A exceção da área hoje nucleada por Rio de Janeiro e São Paulo, a estrada de ferro reforça os laços privilegiados entre as metrópoles regionais. A expansão do sistema de circulação e das áreas de produção agrícola para exportação reforçou ocrescimento do emprego, sobretu-do nas áreas próximas ao litoral.
  6. 6. DA MECANIZAÇÃO DA CIRCULAÇÃO AO ALVORECER DA INDUSTRIALIZAÇÃO Ao mesmo tempo, a industrialização nascente se fez numa fase em que os A imigração beneficiou as progressos técnicos eram regiões para onde se menos rápidos e as escalas dirigia, já que os grupos de de produção menos imigrantes eram portadores estendidas, de sorte que o de uma tecnologia tempo de vida de uma industrial e constituíam fábrica era maior, e a cada uma mão-de-obra necessidade de aumentar a qualificada. produ-ção uma outra fábrica era agregada.
  7. 7. A população brasileira aumentou continuamente no decorrer desses anos.Desde o início do século XX até a segunda década, a população passou de 17,4milhões para 30,6 milhões.Um aumento de 2,2 vezes na matrícula do ensino fundamental entre 1940 e 1960revelou-se importante mas não suficiente, ainda que se verificasse uma expansãonas diferentes regiões do país. Embora evidenciando uma velocidade de crescimentoanáloga, o ensi-no médio mostrava um número de alunos consideravelmente maisbaixo. As instituições de ensino superior, que eram 28 em 1908, aumen-taram paracinquenta em 1912 e para 248 em 1935.
  8. 8. A INTEGRAÇÃO DO MERCADO E DO TERRITÓRIO Segunda Guerra Mundial Carência do Infra- sistema de estruturas transporte
  9. 9. Crescimento das metrópoles Matérias-alimentos primas Mercado Integração do unificado território
  10. 10. Metrópole econômica São Paulo Urbanização do território Rio dejaneiro Metrópole Brasília política
  11. 11. Urbanização • Demanda educacional Ensino • A matricula triplicou entre 1960 efundamental 1980 • Cresceu sete vezes em duas décadas.Ensino Médio • Aumentou cerca de 3,6 vezes, em e superior várias regiões do país.
  12. 12. • Estrutura social em 1960• 33 mil proprietários possuíam a metade da superfície das propriedades agrícolas.• 3,3 milhões dispunham da outra metade.
  13. 13. Os primórdios da globalização no BrasilA revolução no transporte e dastelecomunicações nas décadas de 1950 e1960 Revolução científico-técnica Incorporação do satélites brasileiro
  14. 14. As transformações das bases materiais e sociais doterritório bra-sileiro, graças aos acréscimos deciência e de técnica, significam, também, aexigência de novas qualificações profissionais.O aumen-to de mais de 220% na matrículauniversitária entre 1970 e 1980 é talvez a melhorevidência da necessidade e do desejo de apropriar-se de uma sofisticada cultura técnica eorganizacional
  15. 15. Dependência tecnológica Crescimento dodesamparo social Modelo deprodução brasileiro Modelo de consumo norte- americano
  16. 16. Dinamismo econômico da área do Sudeste-Sul Esvaziamento demográfico e econômico Diminuição da atividade econômica Ameaça A continuidade do modelo em todo paísmais investimentos públicos e mais injeção de recursos para promo-ver a exportação mais proteção ao grande capital menor retribuição ao trabalho
  17. 17. Nova divisão Produção dos territorial do derivados do trabalho petróleo Novos Complexos eConflitos no pólos campo industriais Modernização da agricultura
  18. 18. O País globalizado: modernização e pobreza
  19. 19. A implantação do sistema básico de telecomunicações permitiu nãoapenas a transmissão de dados, mas também a unificação dosis-tema de televisãoO território ganha novos conteúdos e impõe novoscomporta-mentos, em virtude das enormes possibilidades daprodução e, sobre-tudo, da circulação de insumos, produtos edinheiro, de idéias e informações, das ordens e dos homensOs dados próprios do período tanto alcançam áreas agrícolas comoindustriais e de serviços, que se caracterizam pela sua inserção numacadeia produtiva global, pelo predomínio de relações distantes e,fre-quentemente estrangeiras, e pela sua lógica extrovertida.
  20. 20. Aumento das grandes cidadeNovas fontes Novas fontesde riquezas de pobreza
  21. 21. Havia no país cerca de 332 milhões de hectares distribuídosem 3,6 milhões de estabelecimentos, ao passo que cerca de220 milhões de hectares estavam repartidos entre 1,3milhão de estabelecimentos trabalhados por arrendatários,parceiros e ocupantes, o que configurava uma estru-turafundiária apta a expulsar a população ruralA variedade de capi-tais existente na grande cidadeassegura a possibilidade de uma extrema variedade dotrabalho. Entretanto, nas metrópoles ou em outras cidadesa presença de pobres e a correspondente depressão dómercado de tra-balho e dos salários projetam-se noempobrecimento das respectivas municipalidades.
  22. 22. Referências Bibliográficas[1] Santos, Milton. A natureza do espaço: iécnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Hucitec, 1996.[2] Andrade, Manuel C. de. A questão do território no Brasil. São Paulo: Hucitec, 1995.[3] Furtado, Celso. Formação econômica do Brasil. 2a ed. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1959.[4] Prado Jr., Caio. História econômica do Brasil. 23a ed. São Paulo: Brasiliense, 1980 [1945].[5] Santos, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro: Record, 2000.[6] Fernandes, Florestan. A Revolução Burguesa no Brasil: ensaio de interpretação sociológica. 3a ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1981 [1974].[7] Dias, Leila Christina. "Les enjeux socio-spatiaux du développement des réseaux de télécommunications au Brésil". Document de Recherche du Credal, nº 204, 1989, pp. 28-41.[8] Santos, Milton. Por uma outra globalização, op. cit.[9] Mamigonian, Armen. "Teorias sobre a industrialização". São Paulo: Laboratório de Geografia Política e Planejamento Territorial e Ambiental, Departamento de Geografia da USP, 1992. (Seleção de Textos nº 4).[10] Santos, Milton e Silveira, Maria Laura. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2001.[11] Santos, Milton. Por uma outra globalização, op. cit., p. 72.[12] Corrêa, Roberto Lobato L. "Corporação e organização espacial: um estudo de caso". Revista Brasileira de Geografia (IBGE), ano 53, nº 3, 1991, pp. 33-66.

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