Sexualidade e castidade1-Introdução:Muitos hoje, em um grande pré-conceito em relação à fé católica, acreditamque a Santa ...
não fazem nada de mal em procurar este prazer e em gozá-lo. Eles aceitamo que o Criador lhes destinou. Contudo, os esposos...
circunstâncias, possa ser apenas um pecado venial ou não ser nem mesmopecado, embora seja sempre um ato imoral (Catecismo ...
O espaçamento do nascimento dos filhos sem razões justas (sejam elasfísicas, psicológicas, econômicas, etc)O espaçamento d...
acordo com a justa generosidade de uma paternidade responsável. Alémdisso, regularão seu comportamento segundo os critério...
Com toda a certeza são necessárias renúncias para viver a castidade. Opróprio Senhor nos diz: "Aquele que quer me seguir, ...
É um desafio que vale a pena!
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Sexualidade e castidade

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Sexualidade e castidade

  1. 1. Sexualidade e castidade1-Introdução:Muitos hoje, em um grande pré-conceito em relação à fé católica, acreditamque a Santa Igreja vê o sexo como algo mau, impuro ou pecaminoso, e issoé um engano.Um olhar mais aprofundado sobre a doutrina católica mostra a imensadignidade na qual a Santa Igreja vê a sexualidade. Diz o Catecismo da IgrejaCatólica que "a união do homem e da mulher no casamento é uma maneirade imitar na carne a generosidade e a fecundidade do Criador. (...) Dessaunião procedem todas as gerações humanas." (Catecismo da Igreja Católica,2335).Diz também o Catecismo ainda que, pela sexualidade, “os espososparticipam do poder criador e da paternidade de Deus.” (Catecismo daIgreja Católica, 2367) Isso está claro já nos primeiros capítulos da SagradaEscritura, quando Deus cria o homem e a mulher à sua imagem esemelhança, e lhes diz: “Frutificai, e multiplicai-vos, enchei a terra esubmetei-a.” (Gn 1,28) E mais adiante: “Por isso o homem deixa seu pai esua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne.”(Gn 2,24).Se, portanto, a Santa Igreja crê que:-Pela sexualidade o homem e a mulher imitam a generosidade de Deus-Deus condiciona ao ato sexual nada menos do que a geração de uma novavida humana-Pelo ato sexual os esposos participam do poder criador de Deus-O próprio Deus ordena que, em sua vocação natural, o homem e mulher seunam no ato sexualComo se poderá afirmar que a fé católica vê o sexo como algo mau,impuro ou pecaminoso?Foi o próprio Deus, ainda, que dispôs a natureza de forma à haver prazer noato que perpetua a espécie humana - da mesma forma que normalmente háprazer natural em todos os atos humanos necessários para a sobrevivênciae perpetuação da espécie: comer, beber, dormir, e assim por diante.O Sagrado Magistério da Igreja ensina ainda que não há problema algum emos esposos desejarem este prazer no ato sexual e o gozarem, desde queisso seja vivido nos justos limites. Nesse sentido, o saudoso Papa Pio XII nosensina: "O próprio Criador estabeleceu que nesta função os esposossentissem prazer e satisfação no corpo e no espírito. Portanto, os esposos
  2. 2. não fazem nada de mal em procurar este prazer e em gozá-lo. Eles aceitamo que o Criador lhes destinou. Contudo, os esposos devem manter-se noslimites de uma moderação justa." (Catecismo da Igreja Católica, 2362)2. Finalidades procriadora e unitiva:Quais seriam estes justos limites? É aquilo que a fé católica chama devirtude da castidade. O Catecismo da Igreja Católica nos ensina: "Acastidade significa a integração correta da sexualidade na pessoa."(Catecismo da Igreja Católica, 2347) E ainda: "Todos os fiéis de Cristosão chamados a levar uma vida casta segundo seu estado de vida."(Catecismo da Igreja Católica, 2348) Ou seja, a virtude da castidadeconsiste na maneira correta de viver a sexualidade. Cada membro da SantaIgreja é chamado por Nosso Senhor Jesus Cristo à viver a castidade segundoa sua vocação.Para isso, precisamos compreender que o ato sexualnaturalmente tem duas finalidades: a finalidade unitiva, que diz respeito aobem e à santificação do casal, e a finalidade procriadora, que diz respeito àgeração da vida. Diz o Catecismo: "Salvaguardando esse dois aspectosessenciais, unitivo e procriador, o ato conjugal conserva integralmente osentido de amor mútuo e verdadeiro e sua ordenação para altíssimavocação do homem para a paternidade." (Catecismo da Igreja Católica,2369)O prazer é consequência natural do ato conjugal, e não finalidade do ato.Assim, qualquer atitude que faça uso da sexualidade buscando o “prazerpelo prazer”, fora da sua finalidade unitiva ou fechando-se intencionalmenteà sua finalidade procriadora, é uma atitude imoral.3. Pecados contra a castidade:O Catecismo especifica: "Entre os pecados gravemente contrários àcastidade é preciso citar a masturbação, a fornicação, a pornografia e aspráticas homossexuais." (Catecismo da Igreja Católica, 2396)A masturbação atenta tanto contra a finalidade unitiva do ato sexual,quanto contra a finalidade procriadora, e por isso é si mesmo imoral. Diz oCatecismo: "Por masturbação se deve entender a excitação voluntárias dosórgãos genitais a fim de conseguir um prazer venéreo. (...) A masturbação éum ato intrínseca e gravemente desordenado. Qualquer que seja o motivo,o uso deliberado da faculdade sexual fora das relações conjugais normaiscontradiz sua finalidade." (Catecismo da Igreja Católica, 2352)Embora a masturbação seja em si mesmo imoral, certos fatores psicológicospodem atenuar a culpabilidade do ato, de forma que, em certas
  3. 3. circunstâncias, possa ser apenas um pecado venial ou não ser nem mesmopecado, embora seja sempre um ato imoral (Catecismo da Igreja Católica,2352).A fornicação é a "união carnal fora do casamento entre um homem emulher livres." (Catecismo da Igreja Católica, 2353) Atenta contra afinalidade unitiva do ato sexual, pois é praticado fora do compromissodefinitivo entre homem e mulher que se dá no matrimônio. O contextoadequado para o ato sexual é, portanto, o matrimônio, e jamais o namoro,nem mesmo o noivado. A fornicação "é gravemente contrária à dignidadedas pessoas e da sexualidade humana, naturalmente ordenada para o bemdos esposos, bem como para a geração e educação dos filhos." (Catecismoda Igreja Católica, 2353)Diz o Catecismo que "a homossexualidade designa as relações entrehomens e mulheres que sentem atração sexual, exclusiva oupredominantemente, por pessoas do mesmo sexo. (...) Apoiando-se naSagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves, a tradiçãosempre declarou que os atos de homossexualidade são intrinsecamentedesordenados. São contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Nãoprocedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira. Em casoalgum podem ser aprovados. As pessoas homossexuais são chamadas àcastidade." (Catecismo da Igreja Católica, 2357).A Santa Igreja, porém, acolhe e respeita o homossexual enquanto pessoa,embora não aprove as práticas homossexuais; ela ama o pecador, masodeio o pecado. Diz o Catecismo: "Um número não negligenciável dehomens e mulheres apresenta tendências homossexuais inatas. Não sãoeles que escolhem sua condições homossexual; para a maioria, pois, estaconstitui uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão edelicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de descriminação injusta.Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus na sua vida e, seforem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades quepodem encontrar por causa de sua condição. As pessoas homossexuais sãochamadas à castidade. Pelas virtudes de autodomínio, educadoras daliberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pelaoração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual eresolutamente, da perfeição cristã." (Catecismo da Igreja Católica, 2359).4. Castidade no matrimônio:Opõe-se à castidade no matrimônio:O adultério
  4. 4. O espaçamento do nascimento dos filhos sem razões justas (sejam elasfísicas, psicológicas, econômicas, etc)O espaçamento do nascimento dos filhos por métodos contraceptivosartificiais, que tornam o ato sexual intencionalmente infecundoNo matrimônio, "os dois se doam definitiva e totalmente um ao outro. Nãosão mais dois, mas formam doravante uma só carne. A aliança contraídalivremente pelos esposos lhes impõe a obrigação de a manter una eindissolúvel." (Catecismo da Igreja Católica, 2364) O adultério designa a"infidelidade conjugal. Quando dois parceiros, dos quais um é casado,estabelecem entre si uma relação sexual, mesmo efêmera, cometemadultério." (Catecismo da Igreja Católica, 2380)Como no matrimônio há uma união indissolúvel, se o matrimônio é válido euma das partes do casal contrai a chamada "segunda união", cometeadultério. Se, por condições particulares, a convivência enquanto casaltorna-se impossível, e havendo dúvidas sobre a validade do matrimôniosupostamente contraído (existem diversas razões que podem havercomprometido sua validade), deve-se procurar os Tribunais Eclesiásticospara avaliar se o matrimônio realmente existiu ou não.Sobre isso, assim se expressou recentemente o Santo Padre Bento XVI: "Noscasos em que surjam legitimamente dúvidas sobre a validade doMatrimônio sacramental contraído, deve fazer-se tudo o que for necessáriopara verificar o fundamento das mesmas. Há que assegurar, pois, no plenorespeito do direito canônico, a presença no território dos tribunaiseclesiásticos, o seu caráter pastoral, a sua atividade correta e pressurosa; énecessário haver, em cada diocese, um número suficiente de pessoaspreparadas para o solícito funcionamento dos tribunais eclesiásticos. (...)Enfim, caso não seja reconhecida a nulidade do vínculo matrimonial e severifiquem condições objetivas que tornam realmente irreversível aconvivência, a Igreja encoraja estes fiéis a esforçarem-se por viver a suarelação segundo as exigências da lei de Deus, como amigos, como irmão eirmã; deste modo poderão novamente abeirar-se da mesa eucarística, comos cuidados previstos por uma comprovada prática eclesial." (SacramentumCaritatis, 29)Deve-se observar que um matrimônio consumado jamais poderá seranulado, mas sim, declarado que, por condições específica, sempre foiinválido.Diz o Catecismo: "A fecundidade é um dom, um fim do matrimônio, porqueo amor conjugal tende naturalmente a ser fecundo. (...) A Igreja, que está dolado da vida, ensinada que qualquer ato matrimonial deve estar aberto àtransmissão da vida." (Catecismo da Igreja Católica, 2366) Porém, "porrazões justas, os esposos podem querer espaçar o nascimento dos filhos.Cabe-lhes verificar que seu desejo não provém do egoísmo, mas está de
  5. 5. acordo com a justa generosidade de uma paternidade responsável. Alémdisso, regularão seu comportamento segundo os critérios objetivos damoral. (...) A continência periódica, os métodos de regulação da natalidadebaseados na auto-observação e no recurso aos períodos infecundos estãode acordo com os critérios objetivos da moralidade. Estes métodosrespeitam o corpo dos esposos, animam a ternura entre eles e favorecem aeducação de uma liberdade autêntica. Em compensação, é intrinsecamentemá toda ação que, ou em previsão do ato conjugal, ou durante a suarealização, ou também durante o desenvolvimento de suas consequênciasnaturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível aprocriação." (Catecismo da Igreja Católica, 2368-2370).Como foi dito acima, as razões justas para espaçar o nascimento podem sertanta físicas, como psicológicas, financeiras, e assim por diante (verencíclica Humanae Vitae, n. 16), e isso é moralmente lícito se for feitoatravés do métodos naturais. Existe um método de observação do corpo damulher chamado método Billings, muito seguro se bem utilizado (segurançade 97%, segundo a Organização Mundial da Saúde). Uma rápida pesquisana Internet mostrará muitas informações sobre ele, mas para aprender autilizá-lo é importante procurar um instrutor experiente.Por outro lado, é absolutamente imoral o uso de métodos contraceptivosque tornam o ato sexual infecundo (tais como: camisinha, pílulaanticoncepcional, DIU, laqueadura e vasectomia), se utilizados com aintensão de fechar o ato sexual para a geração da vida. Nesses casos, e noscasos que mesmo por meios naturais o casal espaça o nascimento dos filhossem razões justas para isso, a atitude se reveste de grande gravidade, poiso casal se fecha para a geração de vidas que se comprometeu à acolherquando assumiu o Matrimônio.5. Luta pela castidade:O Catecismo cita ainda a luxúria como "um desejo desordenado ou um gozodesordenado do prazer venéreo. O prazer sexual é moralmentedesordenado quando buscado por si mesmo, isolado das finalidade daprocriação e du união." (Catecismo da Igreja Católica, 2351) Aqui deve-sedestinguir entre o "sentir" e o "consentir"; o sentir desejo sexual de formadesordenada é natural devido as consequências do pecado original em nós,e por isso mesmo não é imoral; o "consentir" no desejo desordenado, isto é,a atitude que tomamos em relação à este desejo desordenado é que podeser virtuosa ou imoral, pois o pecado implica vontade. Esta atitude imoralpode ser tanto um comportamento externo ou uma atitude interna de"curtir" o desejo desordenado - e nesse sentido Nosso Senhor Jesus Cristofala em cometer um adultério através do olhar (Mateus 6, 27-28).
  6. 6. Com toda a certeza são necessárias renúncias para viver a castidade. Opróprio Senhor nos diz: "Aquele que quer me seguir, tome a sua cruz e siga-me. De que vale ganhar o mundo inteiro se vier à perder a sua alma?"(Mateus 16, 16) Por outro lado, reconhecer a necessidade da renúncia dasexualidade desordenada de forma nenhuma significa que o sexo, em simesmo, é algo mau, impuro ou pecaminoso. Muito pelo contrário! Significaque a sexualidade é algo tão cheio de dignidade que não pode ser vivido dequalquer maneira.O próprio Santo Padre Bento XVI escreveu à respeito do amor que os gregoschamavam de "eros", isto é, o amor entre homem e mulher: "Na crítica aocristianismo que se foi desenvolvendo com radicalismo crescente a partir doiluminismo, esta novidade foi avaliada de forma absolutamente negativa.Segundo Friedrich Nietzsche, o cristianismo teria dado veneno a beber aoeros, que, embora não tivesse morrido, daí teria recebido o impulso paradegenerar em vício. Este filósofo alemão exprimia assim uma sensaçãomuito generalizada: com os seus mandamentos e proibições, a Igreja nãonos torna porventura amarga a coisa mais bela da vida? Porventura nãoassinala ela proibições precisamente onde a alegria, preparada para nóspelo Criador, nos oferece uma felicidade que nos faz pressentir algo doDivino? Mas, será mesmo assim? O cristianismo destruiu verdadeiramente oeros? (...) São necessárias purificações e amadurecimentos, que passamtambém pela estrada da renúncia. Isto não é rejeição do eros, não é o seu «envenenamento », mas a cura em ordem à sua verdadeira grandeza." (DeusCaritas Est, 3-5)Santo Afonso de Ligório, doutor da Igreja, nos ensina: "Depois da queda deAdão, rebelaram-se os sentidos contra a razão, e não há para o homemmais difícil virtude a praticar do que a castidade." (Glórias de Maria, Tratado3, cap. VI) Mas já dizia um grande sábio que "a juventude não foi feita parao prazer, mas para o heroísmo."Para viver a castidade, é necessário, portanto, buscarmos:Vida de oração profundaParticipação frequente no Santo Sacrifício da Missa e na ComunhãoEucarísticaDevoção à Santíssima Virgem, grande modelo de castidadeVigilância em relação à tentaçõesFuga das ocasiões mais prováveis de quedaBusca do Sacramento da Confissão sempre que for necessário
  7. 7. É um desafio que vale a pena!

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