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Revista Brasileira de Educação Física e Esporte
Brazilian Journal of Physical Education and Sport
São Paulo  v.31  Supleme...
Comissão Científica
Profa. Dra. Ana Cristina Zimmermann - Presidente
Prof. Dr. Luciano Basso
Prof. Osvaldo Luiz Ferraz
Pro...
Programação
10/11/2017 – Sexta-feira
15h00		 Recepção e entrega de material
15h45 – 17h20		 Apresentação de trabalhos
17h3...
12/11/2017 – Domingo
8h30 – 10h05	 Apresentação de trabalhos
10h05 – 10h30	 Coffee Break
10h30 – 12h00	 Conferência III - ...
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e-ISSN 1981-4690
Sumário
Revista Brasileira de Educação Físi...
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XIV Seminário de Educação Física Escolar
Apresentação
O Se...
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Educação Física E...
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Anais do XIV Seminário de Educação Física Escolar. Publicado na Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, v.31, n.11, 2017.

O XIV Seminário de Educação Física Escolar foi realizado de 10 a 12 de novembro de 2017, na Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (EEFE-USP).

Seções:
- Apresentação
- Ensaio "Educação Física Escolar: imagens e valores para a docência" - Prof. Walter Roberto Correia
- Resumos:
- Educação Física Escolar e Inclusão
- Educação Física Escolar: formação inicial e continuada de professores e professoras
- Educação Física no Ensino Fundamental I
- Educação Física no Ensino Fundamental II
- Educação Física no Ensino Infantil
- Educação Física no Ensino Médio
- Fundamentos para Educação Física Escolar
- Índice de Autores e Resumos.

Obs: Atualizado em 08/12/17

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XIV Seminário de Educação Física Escolar - 2017

  1. 1. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte Brazilian Journal of Physical Education and Sport São Paulo  v.31  Suplemento n.11 novembro 2017 e-ISSN 1881-4690 10 a 12 de novembro de 2017 Escola de Educação Física e Esporte - USP São Paulo, SP - Brasil Escola de Educação Física e Esporte Universidade de São Paulo
  2. 2. Comissão Científica Profa. Dra. Ana Cristina Zimmermann - Presidente Prof. Dr. Luciano Basso Prof. Osvaldo Luiz Ferraz Profa. Dra. Soraia Shung Saura Comissão Organizadora Prof. Dr. Go Tani Profa. Dra. Ana Cristina Zimmermann Profa. Dra. Soraia Chung Saura Prof. Dr. Luciano Basso Prof. Dr. Walter Roberto Correia Prof. Dr. Walter Roberto Correia - Presidente Profa. Dra. Ana Cristina Zimmermann - Secretário Geral Prof. Dr. Luciano Basso Editoração Finanças Prof. Dr. Luciano Basso Divulgação Profa. Dra. Profa. Dra. Soraia Chung Saura Profa. Dra. Soraia Shung Saura Profa. Dra. Ana Cristina Zimmermann Apoio Proex/Capes Apoio Financeiro
  3. 3. Programação 10/11/2017 – Sexta-feira 15h00 Recepção e entrega de material 15h45 – 17h20 Apresentação de trabalhos 17h35 – 18h30 Reunião Aberta – “Conversas com quem gosta de ensinar” 18h30 – 19h00 Coffee Break 19h00 – 19h25 Abertura Oficial 19h30 – 21h00 Conferência I - “Educação Física Escolar: relações entre a docên cia e a dádiva” Palestrante: Prof. Dr. Nilson José Machado (FEUSP) Moderador: Prof. Dr. Luciano Basso (EEFEUSP)   11/11/2017 – Sábado 8h30 – 10h00 Apresentação de trabalhos 10h00 – 10h25 Coffee Break 10h30 – 12h00 Conferência II - “Educação Física Escolar: imagens e símbolos não escolares para a docência” Palestrante: Prof. Dr. Marcos Ferreira Santos (FEUSP) Moderador: Profa Dra. Soraia Chung Saura (EEFEUSP) 12h00 – 14h00 Intervalo para almoço 14h00 – 15h30 Mesa Redonda “Educação Física Escolar: imagens e conteúdos para o currículo escolar Palestrante: Prof. Dr. Marcos Garcia Neira (FEUSP) Palestrante: Profa. Dra. Elaine Prodócimo (FEFUNICAMP) Moderador: Prof. Dr. Osvaldo Luiz Ferraz (EEFEUSP) 15h30 – 16h00 Coffee Break 16h00 – 18h30 Apresentação de trabalhos  
  4. 4. 12/11/2017 – Domingo 8h30 – 10h05 Apresentação de trabalhos 10h05 – 10h30 Coffee Break 10h30 – 12h00 Conferência III - “Educação Física Escolar: inspirações filo sóficas para a docência” Palestrante: Profa. Dra. Terezinha Azerêdo Rios (GEPEF/FEUSP) Moderador: Prof. Dra. Ana Cristina Zimmermann (EEFEUSP) 12h10 – 12h30 Cerimônia de Encerramento Prêmios Destaque. Local: O XIV Seminário de Educação Física e Escolar da EEFE-USP será realizado nas dependências da Escola de Educação Física e Esporte – USP. Av. Prof. Mello Moraes, 65 – Cidade Universitária – São Paulo – SP
  5. 5. Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2017 Nov;31 Supl 11 •  e-ISSN 1981-4690 Sumário Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, v. 31, novembro 2017. Suplemento n. 11 XIV Seminário de Educação Física Escolar Apresentação Ensaio Educação Física Escolar: imagens e valores para a docência CORREIA, Walter Roberto Resumos Educação Física Escolar e Inclusão Educação Física Escolar: formação inicial e continuada de professores e professoras Educação Física no Ensino Fundamental I Educação Física no Ensino Fundamental II Educação Física no Ensino Infantil Educação Física no Ensino Médio Fundamentos para Educação Física Escolar Índice de Autores dos Resumos Osartigosapresentadossãoderesponsabilidadedosautores.OsresumosforamaprovadospelosrevisoresdoSeminário. 7 9 R.1 R.11 R.45 R.77 R.97 R.115 R.131 R.149
  6. 6. Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2017 Nov;31 Supl 11 •  7 XIV Seminário de Educação Física Escolar Apresentação O Seminário de Educação Física Escolar é o evento mais tradicional da Escola de Educação Física e Espor- te. Sua vitalidade data desde o início dos anos noventa do século passado, transcorrendo uma trajetória de mais 25 anos de existência. Com periodicidade bienal, encontra-se na eminência da sua décima quarta edição prevista para novembro de 2017, cujo título proposto é: “Educação Física Escolar: imagens e valores para do- cência”. Ao longo de sua historicidade, congregou-se a participação dos principais interlocutores das esferas das políticas educacionais nacionais de Educação e da Edu- cação Física e, de forma crescente, uma participação de pesquisadores internacionais, especialmente aqueles do contexto Ibero-americano e países de língua portuguesa. Nas últimas edições, foi possível inserir participantes representantes de 24 unidades da federação, sendo considerado por proeminentes pesquisadores como o evento de referência no âmbito brasileiro da Educação Física Escolarizada. O público majoritário é constituído por pesquisadores e professores pertencentes aos sistemas públicos federais, estaduais e municipais de educação, além de integrantes do setor privado. Como estratégia institucional da EEFEUSP, por intermédio do Setor de Cooperação Internacional, estão sendo envidados esforços na aproximação com a comunidade acadêmica de países europeus, latino americanos, africanos, como por exemplo, Portugal, Espanha, Chile, Peru, Moçam- bique dentre outros. Um ponto relevante diz respeito à produção acadêmica dos docentes do Departamento de Pedagogia do Movimento do Corpo Humano destina- da ao evento, por meio de ensaios ou artigos originais editorados pela Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (suplemento especial), além da organização de livros como “Pedagogia do Movimento do Corpo Humano” (2013); “Educação Física no Ensino Fundamental: da inspiração à ação” (2015); e para o ano vindouro (2017) a obra “Formação Profissional em Educação Física: ensaios e proposições”. O XIV Seminário de Educação Física Escolar tem por objetivo debater as imagens e os valores que pos- sam servir de suporte simbólico par ao exercício da docência em Educação Física Escolar. A premissa é de que na cultura escolar e não escolar estão dispostas simbologias capazes de auxiliar o desenvolvimento da subjetividade / identidade profissional docente no contexto da escolarização. Os organizadores
  7. 7. XIV Seminário de Educação Física Escolar Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2017 Nov;31 Supl 11 •  9 Educação Física Escolar: imagens e valores para a docência Walter Roberto CORREIA* * Escola de Educação Física e Esporte, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil. Os seminários de Educação Física Escolar repre- sentam um dos empreendimentos acadêmicos mais tradicionais da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo. Seus primórdios datam o início da década de noventa do século passado e, desde então, está sob responsabilidade do Departamento de Pedagogia do Movimento do Corpo Humano, ultrapassando um quarto de século de existência. Nessa jornada, foi possível congregar os prin- cipais interlocutores da Educação Física Escolar brasileira, bem como personalidades consagradas do campo educacional e, em especial, protagonistas das políticas públicas nacionais de educação. Nesse contexto, é importante destacar que estiveram re- nomados pesquisadores da esfera latino-americana e de países de língua portuguesa. Por essa razão, podemos afirmar que se trata de uma inconteste referência acadêmica e profissional de abrangência nacional e internacional. No que concerne às últimas edições, tem-se op- tado por um direcionamento temático focado nas questões relativas à docência, com vistas a promover uma reaproximação acadêmica e profissional, a partir de uma eleição temática que contivesse uma relevância social do ponto de vista do professorado em geral, como por exemplo: • XI Seminário de Educação Física Escolar (2011): “Saberes Docentes”; • XII Seminário de Educação Física Escolar (2013): “A Prática Docente da Educação Física Escolar: da inspiração à ação”; • XIII Seminário de Educação Física Escolar (2015): “Docência: sentir, pensar e agir”; • XIV Seminário de Educação Física Escolar (2017): “Educação Física Escolar: imagens e valores para a docência”. O XIV Seminário de Educação Física Escolar tem por objetivo debater as imagens e os valores que possam servir de suporte simbólico ao exercício da docência em Educação Física Escolar. A premissa é de que na cultura escolar e na cultura não escolar es- tão dispostas simbologias com potencial de respaldo ao desenvolvimento da subjetividade / identidade docente. Na atual conjuntura educacional brasilei- ra, as questões da formação e valorização docente constituem demandas prementes para a efetivação de ações educativas de qualidade. Desse modo, se faz necessário trazer à tona imagens e valores cujos símbolos possam auxiliar o desenvolvimento da subjetividade docente com vistas à legitimação das práticas pedagógicas do componente curricular Educação Física. O referido evento encerra um ciclo temático, cuja intencionalidade tem sido reposicionar pre- tensiosamente a relação entre os professores da Educação Básica e os interlocutores acadêmicos. Recorrentemente, temos visto a reiteração da sobreposição da lógica acadêmica sobre a profis- sional, ensejando a ideia de que os profissionais necessitam do pretenso “saber esclarecido” prove- niente dos grupos de pesquisa das universidades para superarem suas “precariedades” e “desatua- lizações”. Comumente, são propostos os temas específicos das redes epistemológicas nas pautas dos seminários e congressos. Não obstante, não é nenhuma novidade que a literatura científica vem apontando que o modelo instrucional de forma- ção inicial e permanente de professores tem sido ineficaz historicamente, especialmente, perante as transformações sociais do mundo contempo- râneo1 . Essa percepção é ratificada por pensadores do campo da própria Educação Física Escolar2-3 , quando reivindicam o resgate do pensamento e da lógica didática no âmbito das produções e das ações direcionadas para a formação de professores, ou seja, a valorização do ensino/aprendizagem como tema ou dimensão nuclear. Ensaio
  8. 8. XIV Seminário de Educação Física Escolar 10  •  Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2017 Nov;31 Supl 11 Para tanto, a academia precisa criar as condições para que as lógicas e as demandas docentes sejam reconhecidas, acolhidas e legitimadas. O próprio sa- ber do “Homus Academicus” vem sendo questionado sobre a validade ou a relevância social a que se des- tina. Os saberes e as práticas docentes são materiais indispensáveis para a produção de conhecimento crítico e de suporte à docência, inclusive, o não saber docente4 . Longe de se pretender advogar um didatismo utilitário, ou até mesmo, uma narrativa demagógica populista ou reacionária – existe uma ponte que as unem - sobre formação de professores, a não observância dessas questões implica a constru- ção de uma linguagem que pavimenta a passarela aos slogans da “retórica esclarecida”. Slogans são recursos de linguagem que, reitera- damente, são usados de forma astuta ou oportuna para findar as discussões por falta de argumentos e, por sua vez, buscam atalhos para alçarem con- sensos. Um exemplo de apropriação controversa sobre um tema central na realidade do trabalho docente é o da autonomia de professores. Muito se discutiu nas últimas décadas sobre a necessidade de profissionalização e autonomia docente. Difi- cilmente alguém seria contra essas noções, uma vez que as mesmas encerram certos “consensos”. Sobre esse ponto, é importante lembrar que as noções profissão e autonomia são construídas em contextos socioculturais específicos, mutá- veis historicamente, e permeada por manejos ou apropriações muito diversas. Um exemplo patente é de como as políticas pú- blicas e governos admitem o status profissional do professorado mas, no plano ação governamental, as condições de profissionalidade não se coadu- nam com o discurso oficial. O que se observa é a intensificação e o incremento exponencial de responsabilidades e competências aos professores e professoras sem as condições devidas de suporte ao exercício profissional. Adicionalmente, sob uma perspectiva neoliberal e econômica, podemos identificar, globalmente, o deslocamento ideológi- co dos docentes para fora das decisões nacionais, regionais, locais e institucionais sobre o processo educativo e, especialmente, sobre as condições de trabalho e carreira docente5-6 . Ilustrando as questões anteriormente mencionadas, especificamente sobre as armadilhas relativas ao profissionalismo e auto- nomia do ponto da vista das abordagens estatais, trazemos as indagações de Contreras7 que explicita a dinâmica contraditória entre discurso e prática do Estado sobre o trabalho docente: Precisamente nesse tipo de processo de aspi- ração a um profissionalismo de efeitos duvi- dosos sobre a melhoria do trabalho docente, que alguns autores analisaram as armadilhas que dita aspiração supõe para o ensino e os professores, e como são usadas por parte do Estado em épocas de reforma, para assegurar a colaboração do professor e anular assim suas possíveis resistências à redefinição de sua função. Em nome da profissionalização, ou de atributos que lhe são associados, com o objetivo de garanti-la ou ampliá-la, justi- ficam-se transformações administrativas e trabalhistas para os docentes, exigindo-se sua colaboração. Evidentemente, não se pode defender a oposição a uma reforma se, como consequência da mesma, começarmos a ser reconhecidos como melhores profissio- nais, ou, se nos negamos a fazê-la, estaremos abandonando nossas responsabilidades pro- fissionais. Por isso, como já vimos antes, a intensificação do trabalho do professor, isto é, mais trabalho sem mais remuneração, ou a referência ao altruísmo como modo de justificativa das condições de trabalho, ou o inconveniente de expor suas queixas ou lutar por reivindicações que poderiam ter um efeito negativo sobre o bem dos alunos, são recursos publicamente utilizados pela Administração ou outros setores sociais, ou individualmente interiorizados pelos profissionais do ensino. (p. 66)7 . Diante do exposto, a questão da autonomia se subverte e se reafirma sob as tensões das lógicas e interesses multilaterais que compõem os interes- sados pela educação, que no caso, é a sociedade como um todo. Podemos admitir que autonomia resulta da capacidade esclarecida e responsável para atuar nas relações sociais. A educação escolar tem inexoravelmente a incumbência de intervir junto aos educandos na perspectiva do desenvolvimento humano sob orientação de um projeto político e pe- dagógico. A intervenção docente é presumida como ação decorrente de sua autonomia que, pelas ações estatais, tem sido objeto de ressalvas e interdições, na medida que se vê uma vigilância e exigência cada vez maior sobre o trabalho dos professores. Com a crise ética, social e econômica polarizada em nosso país, temos observado narrativas de não intromissão do trabalho docente sobre determinados conteúdos e, principalmente, sobre a formação de valores. Nesse sentido, cria-se uma situação carregada Ensaio
  9. 9. XIV Seminário de Educação Física Escolar Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2017 Nov;31 Supl 11 •  11 de ambiguidades e interposições sob as tarefas dos educadores, na medida que se configura um condi- cionamento ideológico para submeter os professores e professoras a trabalharem para serem interventores do Estado e, amiúde, para não serem necessariamen- te agentes da sua comunidade social de referência: Se, além disso, as atuais tendências nas reformas se valem da ideologia do profis- sionalismo como demanda de participação nos propósitos do Estado, pode ser que se acabe interpretando que se é “profissional” colaborando com a Administração, mas não com a comunidade. A autonomia como não intromissão costuma ser, por um lado, uma descrição equivocada da função desempe- nhada pelo ensino, já que este se situa no terreno da transmissão de valores e saberes sancionados socialmente. A instituição educativa representa um espaço sobre o qual se projetam, de forma contraditória e conflituosa, diferentes pretensões e aspi- rações, tanto culturais como econômicas e sociais. O trabalho do professor não pode, portanto, ser compreendido à margem das condições sociopolíticas que dão credibili- dade à própria instituição escolar. (p. 69)7 . Ainda que o conceito de autonomia docente seja envolvido ou entremeado por uma polissemia controversa, ela é, indiscutivelmente, uma demanda radical na perspectiva da educação escolar. Autono- mia é a razão pela qual a educação existe, ou seja, a socialização democrática dos saberes relevantes para promover as formas de comunhão e viabilização da vida humana. Para autonomia da educação e da escola é imprescindível autonomia dos seus atores. Assim, cabe o esclarecimento de Gadotti8 sobre a natureza das relações humanas na escola na perspec- tiva da cultura autônoma: A luta pela autonomia da escola insere-se numa luta maior pela autonomia no seio da própria sociedade, portanto é uma luta dentro do instituído, contra o instituído, para instituir outra coisa. A eficácia dessa luta depende muito de ousadia de cada escola em experimentar o novo e não apenas pensa-lo. Mas para isso é preciso percorrer um longo caminho de construção da confiança na escola e na capacidade dela resolver seus problemas por ela mesma, de se autogovernar. A autonomia se refere à criação de novas relações sociais que se opõem às relações autoritárias existentes. Autonomia não significa uniformização. A autonomia admite a diferença e, por isso, supõe a parceria. Só a igualdade na diferença e a parceria são capazes de criar o novo. Por isso, escola autônoma não significa escola isolada, mas em constante intercâmbio com a sociedade. Nesse momento, lutar por uma escola autônoma é lutar por uma escola que projete, com ela, uma outra sociedade. Pensar numa escola autônoma e lutar por ela é dar um sentido novo à função social da escola e do educador que não se considera um mero cão de guarda de um sistema iníquo e imutável, mas se sente responsável também por um futuro possível com equidade. (p. 46)8 . Uma educação escolarizada orientada para auto- nomia exige um trabalho docente na perspectiva dos saberes a ensinar e para ensinar. A elaboração desse complexo de saberes não se viabiliza sob o domínio exclusivo dos educadores da educação básica e, por conta disso, comporta a exigência da participação solidária e colaborativa de outros interlocutores sociais, dentre eles, os representativos da academia. Por essa razão, procuramos afirmar os “Seminá- rios de Educação Física Escolar” como uma parceria estratégica entre escola e universidade, entre aca- dêmicos e profissionais. Parceria entre demandas práticas e demandas analíticas. Entendemos que a educação da e pela autonomia é tarefa de toda socie- dade e, inclusive, da própria universidade. Por isso, exercitamos por meio dos “Seminários de Educação Física Escolar” uma arte ou uma reinvenção de diá- logo social com os professores de Educação Física. Sobre o aspecto acima mencionado, o diálogo pressupõe a admissão de que precisamos como acadê- micos dos testemunhos profissionais dos professores, da sua fala, dos seus exemplos, da sua prática, do seu discurso, da sua razão e da sua emoção, para que, dessa maneira, possamos nutrir nossas curiosidades epistemológicas e, por sua vez, nos ajudar a resgatar a relevância social dos nossos trabalhos acadêmicos. Desse modo, podemos rever e reconstruir os nossos conceitos,nossasmetodologias,nossaslógicasdeanáli- separaampliaranossaautonomiacomopesquisadores e atores dos processos formativos de professores. Em contrapartida, oferecer um conjunto de saberes com- plementaresaosdocentes,quenecessitamdeprocessos permanentes de reflexão crítica das suas concepções e práticas pedagógicas, tanto na compreensão do que produzempedagogicamente,comoparaareconstrução dos sentidos inerentes ao trabalho docente. Ensaio
  10. 10. XIV Seminário de Educação Física Escolar 12  •  Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2017 Nov;31 Supl 11 Dessa forma, a partir da presumida parceria acadêmica-profissional, propomos o desafio das imagens consolidadas pelo senso comum. Podemos, devemos e queremos ver os professores como pessoas e não apenas como objetos de análise ou amostra. Como colaboradores para a construção do nosso conhecimento acadêmico, sem sobreposição de saberes e, portanto, sem sobreposição de posições ou status. Concomitantemente, almejamos, since- ramente, ofertar aos mesmos as condições para que possam ver em nós, acadêmicos, a condição honesta de parceiros interessados nos seus problemas e na potencial ajuda no desenvolvimento dos dilemas e das soluções docentes. Nesse caso, cabe relembrar as palavras acima mencionadas por Gadotti8 na perspectiva do lutar dentro do instituído, contra o instituído, para instituir outra coisa! Tomados por essas premissas e fantasias profícuas, elegemos um conjunto de estratégias para convidar os professores e professoras de Educação Física para participarem dos nossos seminários com a temática da docência como eixo norteador. Para tanto, a ideia primal que fizemos questão em por em marcha, diz respeito à assunção da docência com a decência. Etimologicamente, a construção dessas palavras contém um elemento – “dec” - que os enraíza, como também os termos decoração, decoro e, por sua vez, a presença de um sentido ou dimensão estética. Estético, belo e virtuoso que se situam não apenas no modo de exercer a sua função mas, essencialmente, pelas as razões e propósitos a que se destina. Dessa forma, a aproximação da docência com a decência estabelece uma relação mais do que íntima9 . O trabalho docente contém elementos que o caracterizam como profissão, ou seja, implica demanda e reconhecimento so- cial, processo de preparação formal, organização institucional (sindicatos, associações e entidades formadoras) e manuseio de linguagens e conceitos próprios. Nesse sentido, a docência se assemelha com outras profissões sem, contudo, se coadu- nar inteiramente, uma vez que o trabalho dos professores e professoras são portadores de uma especificidade, ou seja, uma profissão das intera- ções humanas. Sim, todas as profissões incluem e se apoiam nas interações humanas, todavia, nem todas têm o núcleo e a essência nas interações como seu objeto para transformar e desenvolver o humano por meio da formação de valores, habi- lidades, competências, conceitos, procedimentos, enfim, a formação ampla e integral das pessoas. Portanto, cabe trazer algumas considerações de Tardiff10 que na conclusão da sua obra investiga- tiva sobre o trabalho dos professores nos traz à tona o seguinte: Mesmo assim, sob vários aspectos, a do- cência também é um “ofício feliz”, uma profissão bonita. Por quê? Quanto a isso são claras: a felicidade no trabalho vem da alegria de trabalhar com as crianças, jovens, de ajuda-los, de vê-los progredir, mudar, aprender, instruir-se, fazer desco- bertas... Além disso, o amor das crianças também é, para muitos professores, algo decisivo em sua escolha profissional e na perseverança nessa profissão “impossível”. Trata-se, assim, de algo muito importante, que define, mesmo aos olhos do professor, sua relação com o trabalho. É por isso que tal relação se torna particularmente difícil, às vezes insuportável, quando as relações com os alunos vão mal e param de nutrir positivamente o professor. (p. 283)10 . Por essa razão, chamamos os professores e pro- fessoras de Educação Física para comemorarmos, memorar juntos, a beleza e a complexidade do traba- lho docente. Para tanto, uma das questões essenciais que podemos reiterar no chamado aos docentes para tomarem parte do nosso encontro nos seminários é acolhê-los com a mais efusiva hospitalidade possível como forma de reconhecimento. Reconhecimento que se estende com a proposta de valorização da apresentação de trabalhos na forma de relatos de experiências, ou seja, na validação da sua obra e do seu testemunho professoral. No respeito ao seu esforço, ofertamos uma devolutiva por meio de uma escuta atenta, crítica e analítica para que, de alguma forma, os seminaristas possam sair do ritual munidos de subsídios para as suas tarefas docente/decente e, sobretudo, na sua integridade autoral e moral. Em suma, tecer uma poiésis acadêmica e profissional amalgamada por um evento que quer inseminar ideias e inspirações (seminário – seminal – germe), entrelaçados por uma parceria que nos honram de forma fraterna. Concluindo, o “XIV Seminário de Educação Física Escolar: imagens e valores para a docência”, tem por missão trazer as imagens, os valores, as ex- periências, as vozes que possam elevar o imaginário dos protagonistas da educação corporal da escola, ou seja, os professores e professoras de Educação Física. Num momento marcado por polarizações e incertezas contundentes sobre a nossa capacidade de resgatar o justo, o belo e o ético, especialmente Ensaio
  11. 11. XIV Seminário de Educação Física Escolar Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2017 Nov;31 Supl 11 •  13 no que tange às condições da profissionalidade docente, iremos à busca da elaboração de alguns símbolos contidos nas experiências humanas e nas tradições do pensamento humano, de maneira a fortalecer os “pedagogos da corporeidade” na travessia do nosso desafio histórico. Já que se trata de uma travessia, uma caminhada entre parcei- ros que comungam sonhos possíveis e comuns, Referências 1. Imbernón F. Formação docente e profissional: formar-se para a mudança e a incerteza. São Paulo: Cortez; 2011. 2. Caparroz FE, Bracht V. O tempo e o lugar de uma didática da educação física. Rev Bras Ciênc Esporte. 2007;26(2):21-37. 3. Correia WR. O currículo como oportunidade histórica. Rev Bras Educ Fís Esporte. 2016;30(3):831-3. 4. Tardiff M. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes; 2011. 5. Giroux HA. Os professores como intelectuais: rumos a uma pedagogia crítica da aprendizagem. Porto Alegre: Artes Médicas; 1997. 6. Santomé JT. A educação em tempos de neoliberalismo. Porto Alegre: Artmed; 2003. 7. Contreras J. A autonomia dos professores. São Paulo: Cortez; 2002. 8. Gadotti M. Escola cidadã. São Paulo: Cortez; 2010. 9. Cortella MS. O que a vida me ensinou. São Paulo: Versa; 2009. 10. Tardiff M, Lessard C. O trabalho docente: elementos para uma teoria da docência como profissão de interações hu- manas. Petrópolis: Vozes; 2013. que a façamos de corpo inteiro, e por essa razão, avançarmos com passos otimistas na aventura do mistério humano. Andar com “calçados pequenos” num mundo vasto e incomensurável é tarefa para os ousados e corajosos. Assim sendo, reiteramos: a docência é uma profissão, uma arte, uma vocação, ou seja, um chamado e uma presença possível e necessária. Assim seja. Assim será! ENDEREÇO Walter Roberto Correia Escola de Educação Física e Esporte - USP Av. Prof. Mello Moraes, 65 05508-030 - São Paulo - SP - BRASIL e-mail: wr.correia@usp.br Recebido para publicação: 25/10/2017 Aceito: 25/10/2017 Ensaio
  12. 12. Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2017 Nov;31 Supl 11 •  R.1 XIV Seminário de Educação Física Escolar EducaçãoFísicaEscolareInclusão Os temas tranversais em pauta no PIBID-Educação Física BRUNA FERNANDES LIMA1 ; HELENA RAMOS DA COSTA2 ; RUI ANDERSON COSTA MONTEIRO3 ; PALOMA TAVARES FERREIRA ROCHA4 brunafernandes.adm@live.com 1 Estudante, Arujá - SP 2 Estudante, São Paulo - SP 3 Professor, São Paulo - SP 4 Professora, São Paulo - SP 01 O estágio curricular durante a formação docente proporciona inúmeras vivências e o PIBID engrandece este processo, tendo em vista o compromisso dos professores com suas aulas e com os estagiários. Neste sentido é possível observarmos práticas pedagógicas diversificadas, congregando atividades teórico-práticas, bem como, presenciar os desafios dos pro- fessores relacionados à cultura e à heterogeneidade presente no ambiente escolar que compromete diretamente o nível de participação e interação dos alunos na Educação Física escolar. Este trabalho consistiu numa pesquisa de campo (relato de experiência) descritiva, analisada qualitativamente dentro dos pressupostos metodológicos de Severino (2007). O objetivo dotrabalhoérelataraspráticaspedagógicasdoprofessor de EducaçãoFísica em quesepromoviam a difusãodeconteúdos relacionadosaosTemasTransversaisdosPCNs(1997).ObservamosadifusãodosTemasTransversaisdeSaúde,abordando conteúdos de alimentação e higiene, e destacamos o trabalho desenvolvido com Tema Transversal de Orientação Sexual, tratando de assuntos polêmicos - machismo e xenofobia. As aulas foram dadas com o uso de apostila, debates em sala de aula e atividades práticas. As discussões consideraram as lutas e conquistas das mulheres e o longo caminho a percorrer para alcançar igualdade de direitos. Entrou em questão o preconceito e a intolerância sexual de ambos os gêneros. Diante da separação visível na disposição em sala de aula entre os alunos, bem como comportamentos discriminatórios frente ao grande número de imigrantes matriculados, em sua maioria - bolivianos, o professor buscou melhor convivência e harmo- nia entre eles, além da compreensão e aceitação da multiculturalidade. Percebemos as inúmeras tentativas do professor em ampliar as práticas e melhorar a relação de respeito e tolerância entre os alunos, a partir do trabalho de Temas Transversais. Comisso,percebemosaimportânciadoestudodetemáticasquepossibilitammelhorcompreensãoeatuaçãoemsociedade, e que se relacionam diretamente com o estudo e experiência das práticas corporais propostas nas aulas de Educação Física. 02 Ensino do conteúdo modalidades esportivas para os alunos com cegueira nas aulas de Educação Física DÉBORA CRISTIANE FAGUNDES; NILTON MUNHOZ GOMES deborafagundes_4@hotmail.com Universidade Estadual de Londrina, Londrina - PR Apoio financeiro: Bolsa do Programa Educação Tutorial. Apresençadealunoscomnecessidadeseducacionaisespeciaisemescolasregulareséumarealidadedaspolíticaseducacionais atuais.Diantedestequadro,muitosprofessoresdeEducaçãoFísicanãosesentemaptosparainterviremdemaneirasatisfatória e efetiva com estes alunos. Diante deste imbróglio, como os professores de Educação Física tem ensinado as modalidades esportivas para alunos com cegueira no ensino fundamental II. Com isso, este estudo buscou identificar se as estratégias utilizadas nas aulas de Educação Física no ensino fundamental II, contribuíram no processo de ensino e aprendizagem das modalidades esportivas, numa perspectiva inclusiva. Esta pesquisa tem caráter qualitativo, do tipo descritivo e exploratório. Participaram desta pesquisa dois estudantes com cegueira, com 18 anos de idade, do sexo masculino, sendo irmãos gêmeos, queconcluíramaEducaçãoBásicanoanode2016.Paracoletadedadosutilizou-seumaentrevistasemiestruturadacontendo 7questões.Utilizou-seaAnálisedeConteúdo(Bardin,2004)paracompreenderediscutirosdadoscoletadostendoporbase três categorias: o processo de ensino e aprendizagem; o processo de avaliação e, a utilização dos conhecimentos adquiridos na disciplina. Os resultados apontam que os professores de Educação Física não adaptavam as atividades, os materiais e o espaço físico, fazendo com que a participação dos alunos nas aulas práticas fosse reduzida, tendo o aluno uma efetiva participação nas aulas teóricas. Os alunos foram avaliados somente de maneira teórica. Os conhecimentos adquiridos na disciplina são insuficientes, não permitindo que os alunos transponham este conhecimento para seu dia a dia, por exemplo, nãocompreendemadinâmicadeumjogodebasquetebolaoacompanha-lopelatelevisão.Comisso,conclui-seaemergente necessidade de uma formação docente mais efetiva que capacite os professores a alcançar seu objetivo enquanto formador, propiciando a alunos com cegueira um aprendizado efetivo nas aulas de Educação Física numa perspectiva inclusiva.
  13. 13. R.2  •  Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2017 Nov;31 Supl 11 XIV Seminário de Educação Física EscolarEducaçãoFísicaEscolareInclusão O estudo teve como objetivo elaborar e aplicar o Plano Educacional Individualizado (PEI) nas aulas de Educação Física em uma escola especial, como uma estratégia de inclusão e aprendizagem. O PEI é um plano de ação que individualiza e personaliza o ensino com metas acadêmicas e objetivos de acordo com as necessidades e singularidades do sujeito. A pesquisa teve como problema a seguinte questão: De que forma que o PEI pode contribuir para a aprendizagem nas aulas de Educação Física? Nesse sentido, foi elaborado o PEI em conjunto com a professora de Educação Física da Escola Especial, acadêmica e estagiária de Educação Física e professora do estágio supervisionado, conforme os pressupostos da pesquisa-ação colaborativa. A intervenção ocorreu no campo do estágio supervisionado, em que foi elencada uma aluna com deficiência física e intelectual para a aplicação do PEI. Procurou-se focar especialmente na oratória que facilitou a comunicação com os demais alunos e movimentos dos membros superiores, desenvolvendo a valência motora da força e coordenação motora. A aplicação do PEI foi por meio do conteúdo Dança, em que foi trabalhado as habilidades funcionais como consciência e expressão corporal, fatores do movimento e percepção rítmica, com estratégias de ensino diversificadas e a motivação extrínseca para melhor interação em todas as atividades. Como meta a ser alcançada, foi elaborada uma coreografia que contemplou os objetivos traçados para o desenvolvimento da aluna, a qual foi apresentada pela aluna no final do período de intervenção e aplicação do Plano. Durante o período de intervenção notou-se melhoras significativas no desenvolvimento da aluna, especialmente na oratória mais desinibida, e nos movimentos de locomoção e coordenação, considera-se que o PEI mostrou-se como uma ferramenta positiva para o ensino da Educação Física no contexto da Educação Especial. 03 Plano Educacional Individualizado como uma estratégia de aprendizagem nas aulas de Educação Física EVELLINE CRISTHINE FONTANA; LUANA APARECIDA DE PAULA; AMANDA PONTAROLO REINEHR evellinefontana@hotmail.com Irati - PR Este trabalho tem como base teórica referências sobre Transtorno do Espectro do Autismo, psicomotricidade e formação do professor para atuação frente ao referido transtorno. Tem por objetivo compreender a importância do papel da psicomotricidade no desenvolvimento de crianças com TEA subsidiando assim o trabalho do profissional licenciado em Educação Física. A metodologia utilizada é tanto qualitativa quanto quantitativa, traz duas pesquisas de campo: a primeira utilizando testes EDM Rosa Neto com 10 alunos entre 6 a 10 anos com diagnostico de TEA que estudam na rede estadual de ensino do estado de São Paulo, duas vezes por semana 50 minutos cada sessão por quatro meses e reavaliação motora, a segunda consiste em entrevista com perguntas fechadas para cinco professores de Educação Física também da rede de ensino estadual do estado de São Paulo, focalizando os conhecimentos que são abordados ou percebidos como importantes nesse processo e possibilidade de intervenção. As intervenções motoras devem mostrar avanços positivos nas áreas da motricidade fina e global, equilíbrio, lateralidade e esquema corporal, quanto à organização espacial temporal é preciso explorar mais este campo para melhor analisar se há avanços significativos. Todavia esses dados justificam a relevância do uso da psicomotricidade pelo profissional de Educação Física no desenvolvimento da criança com TEA. 04 A relevância da psicomotricidade em crianças com Transtorno do Espectro do Autismo GABRIEL GOMES; CAROLINA LOURENÇO REIS QUEDAS gabrielllgommmess@gmail.com Universidade Brasil, São Paulo - SP
  14. 14. Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2017 Nov;31 Supl 11 •  R.3 XIV Seminário de Educação Física Escolar EducaçãoFísicaEscolareInclusão O trabalho tem como objetivo, criar um Plano de Desenvolvimento Individual para portadores da Síndrome de Rett, que é um distúrbio no sistema nervoso que leva a regressão no desenvolvimento. A cada 10.000 meninas nascidas, é identificado um caso da SR, e esse numero é predominante em meninas devido a ligação da doença com o cromosso- mo X. No inicio a síndrome se mostra como um atraso de desenvolvimento, principalmente motor, e depois da fase de estagnação, começa a regressão psicomotora. Uma criança pode deixar de falar, andar e pode ter dificuldades para segurar um brinquedo, por exemplo. As condições neuropsicológicas (Motoras, fisiológicas e emocionais) pertencentes à Síndrome de Rett não são as mais favoráveis para uma aprendizagem efetiva. No entanto, a aprendizagem é uma habilidade também presente nas crianças com Sindrome de Rett, embora não ocorra de maneira típica e nem possa ser avaliada. Contudo, crianças com Síndrome de Rett aprendem olhando e ouvindo, e, mesmo que de maneira lenta, respondem a estímulos do ambiente externo. Elas também possuem a noção de causa e efeito e reagem a tonalidade da voz juntamente com comandos verbais. Portanto, é fato afirmar que elas aprendem, e muito, e, como todos nós, tem a aprendizagem facilitada se o processo de ensino enfatizar motivações emocionais e interesses que sejam agra- dáveis ao aprendiz. Estudiosos e pesquisadores como Jean Piaget começam a interagir o enfoque biológico dado ao desenvolvimento para uma compreensão que interage movimento, ação e meio ambiente. Assim, a determinação biológica sobre o desenvolvimento passa a sofrer as influências externas do meio em que se vive, o que ao longo da história levará a novos desdobramentos sobre o ato de conhecer (GONÇALVES, 1998). O desenvolvimento infantil ocorre margeado pela motricidade, permitindo que a criança estabeleça interações com a sua realidade social, a partir da construção do movimento motivada pela apreensão do real. A criança com Síndrome de Rett deve ser estimulada com brinquedos e exercícios através de uma ajuda física externa, sendo priorizados brinquedos musicais e livros sen- soriais. O excesso de estímulos, porém, pode deixá-la extremamente fadigada ou irritada e, em casos especiais, pode, inclusive, provocar crises convulsivas, caso haja pré disponibilidade. 05 A criança com Síndrome de Rett no ambiente escolar GUILHERME FELIPE DANILAU; RENAN LEONE PIMENTA contatoguilhermevalenga@gmail.com Universidade Nove de Julho, São Paulo - SP Universidade Paulista, São Paulo - SP O presente estudo tem por objetivo, analisar e debater os aspectos da inclusão nas aulas de Educação Física Escolar. Serão utilizados os jogos virtuais como conteúdo proposto para intervenção pedagógica, na tentativa de investigar em qual dos Estilos Ensino (Diretivos ou Indiretivos) ocorrem mais interações dos alunos excluídos. Por meio da aplicação do Teste Sociométrico, será possível identificar quais são os alunos geralmente exclusos da turma, nas aulas de Educação Física. Desta forma, o professor tem a responsabilidade de propor diretrizes curriculares inclusivas, tanto na escolha de conteúdo, mudança de objetivos, forma de avaliação e estratégias de intervenção diversificadas. Nessa pesquisa será enfatizada as estratégias de intervenção. Para tanto, será observado os momentos de prática corporal e realizado filmagens de 10 minutos ininterruptos por sessão. Os dados obtidos pelas filmagens durante o projeto, serão confrontados com a tabela dos “15 comportamentos” proposta por Anhão; Pfeifer, & Santos (2010). Sendo assim, será possível observar e identificar, a qualidade das interações dos sujeitos da pesquisa e os níveis de exclusão em aulas diretivas, comparado as aulas indiretivas na de Educação Física Escolar. Por fim, averiguar qual Estilo de Ensino contribui mais para que os alunos se sintam pertencentes ao meio, não sendo forçados a participarem das atividades, mas sim, para que possam encontrar um significado na realização da prática. Estudo em andamento, projeto de intervenção encontra-se em fase de desenvolvimento. Jogos virtuais como proposta metodológica nas aulas de Educação Física: análise sociométrica por meio dos Estilos de Ensino Diretivos e Indiretivos numa perspectiva inclusiva JOSÉ CAIO ALMEIDA ARRAIS; CRISTIANE MAKIDA-DYONISIO; RICARDO RAIMUNDO NONATO JUNIOR caio_arrais@yahoo.com Universidade Cidade de São Paulo, São Paulo - SP Apoio financeiro: PIBID 06
  15. 15. R.4  •  Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2017 Nov;31 Supl 11 XIV Seminário de Educação Física EscolarEducaçãoFísicaEscolareInclusão Considerando que os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) propõem aulas coeducativas e o respeito a diver- sidade, como nos dias atuais ainda nos deparamos com o ensino da Educação Física em aulas divididas por sexo? A partir desse questionamento e baseando-se no conceito de sexo e gênero que são, respectivamente, as caracterís- ticas anatomofisiológicas e a identidade social do indivíduo, buscou-se através da presente pesquisa verificar qual a percepção dos docentes da área sobre a situação, de modo a identificar possíveis justificativas para essa ocorrência num contexto social que se diz plural. Neste sentido, essa pesquisa se classifica como descritiva com uma aborda- gem qualitativa a partir da realização de entrevistas semiestruturadas. De acordo com as falas dos professores os resultados confirmaram o silenciamento da relação de gênero na Educação Física escolar. Sendo assim, conclui-se que há a necessidade de um olhar mais sensível do docente perante a pluralidade sociocultural existente. Educação Física Escolar e gênero: o olhar do professor sobre a divisão das aulas por sexo LAYNE LEAL ELLER layne.leal@hotmail.com Universidade Estácio de Sá, Nova Friburgo - RJ 07 A formação inicial de professores de Educação Física deve apresentar subsídios para a adoção de práticas pedagó- gicas que possam contribuir para o desenvolvimento dos alunos, em especial, daqueles que possuem deficiências. Tal necessidade deve conduzir os olhares dos pesquisadores para as pesquisas desenvolvidas com o objetivo de aprimorar a prática pedagógica junto aos alunos com deficiência e, sobretudo, como os professores que atuam na educação básica se apropriam, ou não, dessas contribuições para alavancar qualitativamente suas aulas. As con- tribuições teóricas disponíveis no cenário acadêmico da Educação Física, somadas as observações realizadas no estágio supervisionado propiciou o desenvolvimento do seguinte problema de pesquisa: como se deu a preparação do professor de Educação Física que atua em escolas da rede municipal de Caraguatatuba para a atuação junto aos alunos portadores de deficiência? A partir deste problema de pesquisa, aventa-se como objetivo para este estudo: analisar a formação acadêmica, os conteúdos aplicados e as estratégias metodológicas utilizadas pelos professores da Rede Municipal de Caraguatatuba sobre a educação física adaptada. Este estudo pode ser apontado como uma pesquisa descritiva, com abordagem qualitativa, dado que serão descritas as características da amostra do estudo utilizando técnicas padronizadas de coletadas de dados. Tais dados serão coletados com a adoção de um questionário composto por questões abertas e fechadas. A população deste estudo será composta por todos os professores de Educação Física que ministram aulas na Rede Municipal de ensino de Caraguatatuba, a amostra do estudo, por sua vez, por ao menos um professor de Educação Física por escola da referida rede de ensino. Análise de formação, conteúdos e metodologias utilizadas pelos professores da Rede Municipal de Caraguatatuba sobre a Educação Física adaptada LUCAS CUSATO DE PAULA1 ; IVAN CANDIDO DE SOUZA2 lucas_cusato@hotmail.com 1 Centro Universitario Módulo, Caraguatatuba - SP 2 CEU EMEF LAJEADO, São Paulo - SP 08
  16. 16. Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2017 Nov;31 Supl 11 •  R.5 XIV Seminário de Educação Física Escolar EducaçãoFísicaEscolareInclusão As aulas de Educação Física desenvolvidas na Escola Municipal Professor Fernando Ostermann na cidade de Blumenau - SC em parceria com o PIBID subprojeto Educação Física da Universidade Regional de Blumenau - FURB, possibilitou aos alunos do 5º ano do ensino fundamental vivenciar o tema voleibol transcendendo os muros a escola. Após 13 aulas aprendendo sobre o tema, surgiu a necessidade de encontrar um local além da escola para que pudessem praticar o vo- leibol. O caminho que os alunos encontraram para aumentar as experiências foi aproximar-se da comunidade, para que conseguissem a revitalização da quadra de voleibol da praça local. Em saídas a campo os alunos observaram e registraram as condições da quadra, identificando quais seriam suas necessidades para a revitalização. Através de discussões, traçaram estratégias para conseguirem recursos e meios de valorizar o espaço público. Percebeu-se a necessidade de contatar os órgãos responsáveis pela manutenção do local que se encontrava em abandono. Elaboraram um ofício com a solicitação de uma reforma. Foi acordado com a turma que em anexo ao ofício, cada aluno iria escrever um texto apresentando os motivos que acreditavam serem pertinentes para a reestruturação da quadra. Considerando os desejos e interesses do grupo,aturmasolicitouumaaudiênciacomoPrefeitoMunicipalparalevarsuasreinvindicações.Opedidoatéomomento tramita pelos órgãos de competência. Os alunos, entretanto, atingiram um de seus objetivos: chamar a atenção do poder público para a reforma da quadra de voleibol da praça em prol da comunidade. Desenvolveram assim, atitudes/ações e conhecimentos necessários para participar de forma confiante e autoral em decisões e ações orientadas a democratizar o acesso das pessoas às práticas corporais, tomando como referência valores favoráveis à convivência social. Onde vamos jogar voleibol? A revitalização da praça da comunidade a partir das aulas com o PIBID Educação Fisica FURB LUCAS EBERT POLEZA1 ; LAÍSA BEATRIZ ROEDEL LECHOTA1 ; VERA LÚCIA BUCCO DE LIZ2 ; PATRÍCIA NETO FONTES2 ; DANIEL BAHR3 poleza.lucas83@gmail.com 1 Universidade Regional de Blumenau, Indaial - SC 2 Universidade Regional de Blumenau, Blumenau - SC 3 Universidade Regional de Blumenau, Pomerode - SC 09 10 Educação Física Inclusiva: um relato de experiência MARCELO BRUNO ALMEIDA DA SILVA1 ; ALTAIR CABRAL JUNIOR2 ; CARLA LUIZA DO ESPÍRITO SANTO OLIVEIRA1 ; CRISLAYNE DE OLIVEIRA DA SILVA1 ; JHONE LOPES DOS SANTOS2 edmarceloalmeida@gmail.com 1 Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro - RJ 2 Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica - RJ Apoio financeiro: CAPES/PIBID AEducaçãovempassandoporumprocessodemudançasondeainclusãoétemadegranderelevância.AEducaçãoFísica, como disciplina curricular obrigatória, segue essas mudanças a fim de atender a população que outrora era excluída das atividades devido as limitações impostas pela deficiência e/ou transtornos. E não é diferente em alunos diagnosticados com TEA (Transtorno do Espectro Autista), onde apresentam um comprometimento grave das habilidades de interação social recíproca, habilidades de comunicação e comportamento, o que geralmente ocasiona a evasão dessas crianças do âmbito escolar. A educação física como área que trabalha os elementos da cultura corporal poderá auxiliar no desenvol- vimento das capacidades do aluno com deficiência/transtorno e fazê-lo se tornar parte do meio e assim promover a sua autonomia. A educação física assim passa de um contexto que outrora privava-o de um amplo leque de vivências práticas que ela pode e deve proporcionar para uma perspectiva inclusiva de constante interação coletiva. O presente estudo se baseia em práticas pedagógicas desenvolvidas com objetivos de inclusão nas aulas de Educação Física de um aluno com TEA do primeiro ano do Ensino Fundamental na escola CAIC Paulo Dacorso Filho, no Estado do Rio de Janeiro. Os conteúdos sempre eram de caráter lúdico, como por exemplo, brinquedos cantados, jogos cooperativos e circuitos psico- motores com o objetivo de incitar a convivência harmônica em grupo, fazer com que o aluno com TEA pudesse se sentir parte daquele meio e desenvolver suas capacidades motoras e comportamentais. Através das intervenções, o aluno com TEA obteve melhoras significativas, sejam elas motoras, cognitivas e sociais. As quais foram de grande importância para sua permanência no âmbito escolar, visto que, anteriormente ele apresentava grande resistência a esse ambiente devido a sua dificuldade de adaptação, o que o levava a evasão do meio escolar. Deste modo, ficam evidentes as contribuições significativas que as aulas de Educação Física podem ter sobre seus alunos em diferentes aspectos.
  17. 17. R.6  •  Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2017 Nov;31 Supl 11 XIV Seminário de Educação Física EscolarEducaçãoFísicaEscolareInclusão 11 Educação Física Escolar e inclusão: implica em transformação e afetividade MARIA DE LOURDES DE MORAES PEZZUOL mariapezzuol@prof.educacao.sp.gov.br Escola Estadual Rev.Osmar Teixeira Serra, Mogi das Cruzes - SP O presente relato de experiência pedagógica tem por objetivo apresentar experiências nas aulas de Educação Física envolvendo duas turmas de 6º ano do Ensino Fundamental – II, com o desenvolvimento da temática: Brincadeiras e Jogos e Manifestação Cultural com participação efetiva de uma aluna com deficiência múltipla e baixa visão, matriculada em uma classe de ensino regular da Escola Estadual Reverendo Osmar Teixeira Serra em Mogi das Cruzes - SP, no ano de 2017. O presente relato trouxe-nos a experiência de que no contexto das aulas de educação física realizadas entre as turmas integradas, precisa ser norteada por estímulos e motivações do professor, onde o diagnóstico (laudo) do aluno especial deve ser conhecido apenas para identificar suas dificuldades e potencialidades, evitando o caracterizar, rotular, servindo apenas para nortear o trabalho pedagógico. Assim, nesse cenário social os alunos tiveram oportunidades de aprendizado colaborativo, respeito a diversidade e as suas possibilidades de aprendizado. A inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais no ensino regular é cada vez mais frequente. Estudos sobre a temática da inclusão escolar têm crescido significativamente, contribuindo com esta prática. Uma temática pouco explorada ainda é com relação à percepção do aluno sem a condição de deficiência sobre a presença do aluno com deficiência nas aulas. Efetivamente, independente de sua condição, os alunos são sujeitos diretos nesse processo da inclusão escolar, e escutá-los, se torna uma necessidade emergente. Com isso, surge a necessidade de estudos que mostrem como esta percepção tem ocorrido no contexto escolar inclusivo. Este estudo buscou iden- tificar qual a percepção do aluno vidente sobre a presença do aluno com cegueira nas aulas de Educação Física. Esta pesquisa é qualitativa do tipo descritiva. Participaram desse estudo 31 alunos videntes que estudam com 06 alunos com cegueira em diferentes escolas. Para a coleta de dados foi utilizado um questionário composto de 12 questões (Silva e Gomes, 2008). Para análise dos dados utilizou-se como estratégia a Análise de Conteúdo (Bardin, 2004). Os resultados apontam que os alunos videntes acham que as aulas de Educação Física são importantes para os alunos com cegueira e que não se incomodam com a presença desses alunos nas aulas; gostam de auxiliá-los; apontam que a interação entre eles acontece normalmente tendo-os como amigos; apontam que se tivesse a con- dição de cegueira gostariam de fazer as aulas de Educação Física e, destacam que os alunos devem ser auxiliados somente quando necessário e que a melhor maneira de auxiliar o aluno na realização das atividades propostas nas aulas é em duplas. Com isso, conclui-se que, nas escolas observadas, a presença do aluno com cegueira nas aulas de Educação Física não compromete as aulas e que sua interação com os alunos videntes acontece de maneira satisfatória como com os demais alunos. Percepção de alunos videntes sobre a presença de alunos com cegueira nas aulas de Educação Física NILTON MUNHOZ GOMES; VALTER BENTO MARQUES niltonmg@sercomtel.com.br Universidade Estadual de Londrina, Londrina - PR 12
  18. 18. Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2017 Nov;31 Supl 11 •  R.7 XIV Seminário de Educação Física Escolar EducaçãoFísicaEscolareInclusão Este relato é fruto de um planejamento pautado nas demandas de uma unidade escolar da rede municipal de Santo André, desenvolvido nas aulas de Educação Física, com turmas de Ensino Infantil e Fundamental I. As aulas ocorreram durante trêsanos,numaescolaquepossuialunoscomdeficiência,nasuamaioriadiagnosticadacomTranstornodoEspectroAutista (TEA). Nas nove turmas regulares a proposta objetivou promover a inclusão de crianças com diferentes deficiências nas aulas, entretanto este relato versará sobre a participação dos alunos com TEA. As atividades foram planejadas conforme ascaracterísticasdosestudantes,observandoestratégiasparaparticipaçãodetodos,buscandoatenderasdiferençasdecada turma. Para alcançar esse objetivo, os alunos foram convidados a participar do planejamento, sugerindo algumas práticas corporaisnasaulas.Aspráticasinclusivasacontecerampormeiodebrincadeiraspopulares;rodascantadas;atletismoadap- tado; brincadeiras historiadas; atividades rítmicas e expressivas; circuitos; brincadeiras pré-desportivas; jogos cooperativos; etc. Foram utilizados diversificados recursos materiais, como itens confeccionados com recicláveis, instrumentos musicais e materiais tradicionais como bolas, cordas, arcos e cones. Durante as práticas nestes três anos, observou-se nas turmas evolução no entendimento dos conceitos relacionados à diferença e na preocupação para que todos participassem das atividades.Comisso,surgirammudançaspositivasnocomportamentodosalunoscomTEA,principalmentenamelhorada relação deles com as outras crianças, apresentando afetividade, compreendendo as atividades, assimilando melhor a rotina, reduzindo algumas manifestações motoras e verbais estereotipadas. Como destaque desse trabalho, em 2016 os alunos participaram pela primeira vez de um festival de atletismo adaptado, com forte incentivo das turmas, trazendo grandes conquistas para a melhora do vínculo com a comunidade escolar como um todo, mostrando a importância das práticas pedagógicas inclusivas e das parcerias estabelecidas no planejamento das atividades com os demais profissionais da escola. Transtorno do Espectro Autista e Educação Física Escolar: efetivação de um planejamento com práticas pedagógicas inclusivas PAULO CLEPARD SILVA JANUARIO1 ; DANIEL TEIXEIRA MALDONADO2 ; UIRÁ DE SIQUEIRA FARIAS1 ; VINICIUS DOS SANTOS MOREIRA1 ; CLÁUDIO APARECIDO DE SOUSA1 ; VALDILENE ALINE NOGUEIRA3 clepardjs@gmail.com 1 Prefeitura de Santo André, Santo André - SP 2 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, São Paulo - SP 3 Faculdade Piaget, Suzano - SP 13 No Município de Louveira – SP, o Atendimento Educacional Especializado - AEE - atende crianças da Educação Infantil e do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental com deficiência física, intelectual, visual e auditiva; transtorno do espectro autista; síndrome de Down; paralisia cerebral, entre outros. Em parceria entre o AEE, a Educação Física e o Coruja Golfe Clube, são oferecidas semanalmente aulas de golfe para esses alunos, com o objetivo de proporcionar uma atividade diferenciada, que ofereça a interação entre as crianças e o aprendizado de uma nova modalidade esportiva. Durante as aulas, cada aluno é acompanhado por seu professor do AEE e pela monitora responsável por ele na escola. As aulas são ministradas por professora de Educação Física e por instrutor de Golfe. Com um propósito relativamente simples – acertar a bolinha no buraco-, o golfe vai além: desafia a criança a manusear diferentes tipos de tacos e a deslocar-se pelo campo em variadas situações de jogo, sendo que, para tal, além de coordenação motora, são necessárias concentração, paciência, disciplina e, acimadetudo,respeitopelooutro.EssesvaloresnospermitemconsideraroGolfeumesportedegentilezas,quefavoreceo desenvolvimento global da criança e amplia seu repertório motor. Para as crianças com deficiência, o golfe tem se mostrado umesporteinclusivo,aoofereceroportunidadesparatodosepermitiraadaptaçãodomaterialdejogo.Alémdisso,épossível entender com facilidade a dinâmica do jogo; as crianças vivenciam na prática algumas regras de convivência trabalhadas na escola como esperar a vez, lidar com frustração, não desistir. É possível elevar a autoestima mediada pela caracterização da realizaçãodasjogadasdentrodasquaisincentiva-seaautonomia,odesejodedesafiar-se,acompetiçãosemdesvalorizaçãodo parceiro/adversárioeamaximizaçãodaspotencialidadesindividuaissemquesedesfavoreçaalgumalunocommenoraptidão. Golfe como esporte adaptado para crianças atendidas pelo Atendimento Educacional Especializado (aee) no Município de Louveira - SP REGINA CÉLIA DENADAI1 ; DENISE EMANOELI CAUM CAMOLEZE1 ; JOÃO PAULO COSTA LIMA2 ; GRACIELE MASSOLI RODRIGUES3 reginacelia.ef@gmail.com 1 Prefeitura Municipal de Louveira - SP 2 Coruja Golfe Clube, Louveira - SP 3 Universidade São Judas Tadeu, São Paulo - SP 14
  19. 19. R.8  •  Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2017 Nov;31 Supl 11 XIV Seminário de Educação Física EscolarEducaçãoFísicaEscolareInclusão O projeto tem por finalidade analisar as diferenças de comportamentos entre os alunos do Ensino Fundamental nas aulas Educação Física com conteúdo de jogos virtuais. Assim, surge o seguinte questionamento: Há diferença da frequência de comportamento em alunos com status de populares e excluídos? Tentando entender esse dese- quilíbrio que ocorre nas aulas de Educação Física, o foco deste estudo consiste em constatar quais são os alunos geralmente exclusos e populares das aulas de Educação Física por meio do “Teste Sociométrico” descrito por Alves (1974). Aplicando os Jogos Virtuais como estratégia metodológica no projeto de intervenção, no momento da prática será filmado os alunos ininterruptamente por 10 minutos e identificado as frequências de 15 compor- tamentos descritos por Anhão, Pfeifer e Santos (2010). Jogos virtuais na Educação Física Inclusiva: comparativo dos comportamentos de interação social entre excluídos e populares RICARDO RAIMUNDO NONATO JUNIOR; CRISTIANE MAKIDA DYONISIO; JOSÉ CAIO ALMEIDA ARRAIS ricardo.junior.rn@hotmail.com Universidade Cidade de São Paulo, São Paulo - SP Apoio financeiro: PIBID 15 O autismo é classificado como um transtorno do desenvolvimento que envolve graves dificuldades nas habilidades sociais/comunicativas, pode comprometer o desenvolvimento global e gerar comportamentos/interesses limitados e repetitivos. Contudo, a escola pode ser considerada um agente fundamental na inserção social da criança autista na sociedade, desde a educação infantil. A inclusão dos educandos com deficiências nesses espaços relaciona-se à criação de um ambiente pautado na valorização da diversidade, na adequação da instituição e suas atividades às necessidades de todos os estudantes. Neste cenário, a Educação Física pode ser considerada uma disciplina que favorece a inclusão do aluno com autismo na educação infantil por meio dos movimentos psicomotores, atividades lúdicas, esportes adaptados e inclusivos. Logo, este estudo tem como objetivo contribuir no processo de inclusão escolar de crianças autistas na educação infantil, utilizando a educação física como fonte de inclusão. Trata-se de uma pesquisa-ação, de caráter qualitativo realizada com uma criança autista matriculada em uma Creche do Município de São Vicente - SP. Os dados coletados podem informar educadores e outros atores escolares sobre como acon- tece à escolarização de crianças autistas e que critérios podem ser considerados para que aconteçam avanços. Os instrumentos de coleta de dados utilizados na pesquisa foram: a) observação da sala de aula e das aulas de educa- ção física, b) entrevista com a professora e os genitores e c) organização e desenvolvimento de um programa de Educação Física voltado para a inclusão. Os resultados apontaram que é necessário desenvolver um programa de atividades especifico para a necessidade do aluno e que esse planejamento deve acontecer de maneira a integrar todos os envolvidos na educação da criança. Para que ocorra a inclusão da criança autista com sucesso na Educação Infantil é necessário o envolvimento e dedicação de todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. A Educação Física Escolar e o desenvolvimento sócio-afetivo da criança autista RITA DE CÁSSIA RIBEIRO AUGUSTO1 ; JULIANA ROCHA ADELINO DIAS2 ritaaugusto@hotmail.com 1 Prefeitura do Município de São Vicente, São Vicente - SP 2 Universidade Federal de São Paulo, Santos - SP 16
  20. 20. Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2017 Nov;31 Supl 11 •  R.9 XIV Seminário de Educação Física Escolar EducaçãoFísicaEscolareInclusão O objetivo das experiências pedagógicas foi trabalhar as habilidades motoras básicas do atletismo de forma lúdica e não performática, valorizando a inclusão de todos os alunos, e recorrendo aos conceitos norteadores do Fair Play para o desenvolvimento atitudinal dos alunos. Adaptamos as aulas à realidade da escola e aos alunos deficientes (visual, auditivo e autismo). O projeto foi realizado na Escola Municipal Eulália Cardoso de Figueiredo nas turmas do 2º e 3º ano do Ensino Fundamental, localizado no Município de Seropédica pelas alunas do curso de Educação Física da UFRRJ que participam do Programa institucional de Bolsas de Iniciação à Docência com supervisão da professora supervisora. As atividades foram desenvolvidas em seis semanas durante as aulas de Educação Física com a professora. Os materiais foram adaptados às práticas abrangendo, p.ex., bolas de jornal, cabo de vassoura e apresentação audiovisual. Positivamente, destacamos o interesse dos alunos em conhecer as provas do atletismo, ajudar os alunos com deficiência e atitudes compatíveis com o conceito do Fair Play. Negativamente, a relutância dos alunos com aulas teóricas e trabalhos para casa, propostos durante a unidade de ensino. O trabalho resultou em avanço das habilidades motoras básicas, mudanças comportamentais, envolvimento efetivo dos alunos e sua colaboração com os alunos deficientes. Atletismo e fair play na Educação Física Escolar: inclusão e articulação das dimensões do conhecimento TATIANE DE LIMA BESSA VIEIRA1 ; KAROLINE MARIA SOUZA DA COSTA2 ; ELISA BENEVIDES1 ; JOSÉ HENRIQUE DOS SANTOS1 tatianelbessa@gmail.com 1 Rio de Janeiro - RJ 2 Seropédica - RJ 17 Pensando no papel da escola em uma sociedade cheia de desigualdades sociais, raciais e de gênero, a educação física escolar pode demonstrar, através da cultura corporal, todas as possibilidades de combate a esses problemas. O Funk é um exemplo de cultura corporal de resistência que nasceu com o objetivo de denúncia social, que está muito presente nos bairros das periferias de São Paulo entre os jovens, porém muitas vezes não faz parte dos con- teúdos desenvolvidos nas aulas de educação física, assim como outros elementos da cultura corporal de origem afro-brasileira. O funk no Brasil, sofre um processo de criminalização, por ser associado, de maneira equivocada e preconceituosa ao crime organizado. O objetivo deste trabalho foi analisar a construção histórica da cultura cor- poral de origem afro e, especificamente, o funk. A metodologia se deu através de revisão de literatura, análise da legislação e análise de letras de funk. Foi possível identificar que as jovens pretas encontram no funk uma possibi- lidade de enfrentamento ao que é imposto a elas desde o período da escravidão, e na escola não há incentivo para enfrentamentos, pelo contrário, muitas vezes a estrutura segue o caminho oposto. Quando discutimos currículo, discutimos escolhas de conteúdos, o que está atrelado a um posicionamento político e corresponde a uma visão de educação. A luta do movimento negro pela criação da Lei 10.639/03, que obriga o ensino de cultura e história africana nas escolas, e a continuação dessa luta pela implementação efetiva desta nas escolas, mostra o quanto cada gestão entende a importância desses conteúdos no processo de formação de identidade dos alunos e alunas. Incluir o funk nos conteúdos também faz parte de um posicionamento político. O corpo das jovens pretas na periferia de São Paulo: o Funk como elemento da cultura corporal nas aulas de Educação Física VALÉRIA COUTO DA SILVA val.couto88@gmail.com Universidade de São Paulo, São Paulo - SP 18
  21. 21. Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2017 Nov;31 Supl 11 •  R.11 XIV Seminário de Educação Física Escolar EducaçãoFísicaEscolar:formaçãoinicialecontinuadadeprofessoreseprofessoras Existem vários debates e pesquisas atuais que buscam compreender como vêm se efetivando as políticas públicas de formação inicial e continuada de professores. Estudiosos como Nóvoa (1999), Gatti, Barreto e André (2011), Gatti (2010); Imbernón (2009;2011;2010), Santos (2014), Diniz-Pereira (2006) e entre outros estudos enfatizam a necessidade de repensar sobre a formação inicial e continuada para professores visualizando o contexto e as concepções da sociedade atual. Nesse sentido, o objetivo da presente pesquisa está delineado da seguinte forma: analisar como o processo de Formação Continuada em exercício, especificamente no programa de especialização em Metodologia da Educação Física e do Esporte, oferecida pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), influenciou na prática pedagógica dos docentes da Rede Estadual de Ensino do Sul da Bahia. A pesquisa caracteri- za-se como qualitativa; é um estudo de caso, cujo os sujeitos desse estudo serão 6 (seis) professores que realizaram o curso de especialização, na Universidade Estadual de Santa Cruz, no período de 2010,a 2015, e que estão no exercício da profissão na Rede Estadual de Educação na Região Sul da Bahia. Para os procedimentos da coleta de dados, serão utilizados dois instrumentos de coleta de dados: 1) uma entrevista semiestruturada e a 2) observação de no mínimo 5 (cinco) e no máximo (10) aulas dos professores que integram a pesquisa. Espera-se que com esta natureza da investigação, encontremos resultados que possibilite-nos refletir sobre as principais nuances do que é formar professores na contemporaneidade, além de provocar inquietações e ponderações a respeito da formação continuada no exercício da profissão de professor, com destaque pertinente para investimentos reais nas políticas públicas de formação continuada para professores da Rede Estadual de Ensino. A formação continuada de professores de Educação Física Escolar: um olhar a partir da prática pedagógica ALINE SANTOS PEREIRA1 ; TÂNIA REGINA DANTAS2 aline2sp@hotmail.com 1 Universidade do Estado da Bahia, Coaraci - BA 2 Universidade do Estado da Bahia, Salvador - BA 01 A formação inicial deve possibilitar ao futuro professor a aquisição de habilidades e de competências que precisam ser ampliadasnocampodeintervençãoprofissional.AoverificarapropostadoProgramaInstitucionaldeBolsadeIniciaçãoà Docência(PIBID),percebe-sequenestecontextoosestudantesdoscursosdelicenciatura,compreendemmelhorofazer pedagógico e ampliam o leque de conhecimentos para a docência, a tornando transversal em todo o curso de formação. Neste sentido, este estudo busca compreender as competências adquiridas pelos estudantes do curso de licenciatura em Educação Física inseridos no PIBID. A partir das ações desenvolvidas em uma escola municipal de Florianópolis - SC, com alunos dos anos finais do ensino fundamental, um grupo de 10 estudantes do curso de licenciatura em Educação Física, desde 2014 atuam no PIBID, inseridos na docência compartilhada com a professora supervisora. Os resultados indicam que as competências cognitivas, ou seja, aquelas relacionadas aos conhecimentos técnico e teórico especializado, tácito, processual, contextual e a aplicação do conhecimento são as que mais se evidenciam, tanto nos seus relatos como nas reuniões semanais e na inserção na escola. Além desta, a competência ética também é observada, visto que as ativi- dades interdisciplinares mediadas com outras disciplinas ressaltam a evolução da ética pessoal e da ética profissional. Por outro lado, a competência funcional e a competência pessoal e social, que estão diretamente relacionadas ao contexto de trabalho, não são elucidadas neste grupo. Conclui-se que as propostas interdisciplinares, a docência compartilhada e a orientações nas reuniões mensais do PIBID promovem a aquisição de competências profissionais, que serão fortalecidas na carreira docente. Todavia, este programa deve ser constante nos cursos de formação de professores, no entendimento de que amplia o repertório teórico dos alunos e viabiliza a construção da identidade docente. Competências adquiridas no PIBID Educação Física AMANDA RODRIGUES ALVES DE ALMEIDA1 ; LUIZ GUSTAVO DE MEDEIROS MANCHEIN1 ; LAISE CRISTINA COSTA1 ; DIEGO AMARAL1 ; MILLIANE RACHADEL1 ; MARCOS VAZ DE CAMPOS PEREIRA1 ; ADRIANA WERNER2 ; GELCEMAR OLIVEIRA FARIAS1 amanda.alvesxd@hotmail.com 1 Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianópolis - SC 2 Rede Municipal de Florianópolis, Florianópolis - SC Apoio financeiro: PIBID - CAPES 02
  22. 22. R.12  •  Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2017 Nov;31 Supl 11 XIV Seminário de Educação Física EscolarEducaçãoFísicaEscolar:formaçãoinicialecontinuadadeprofessoreseprofessoras O grupo de professores do curso de Educação Física licenciatura da Firp-Uniesp na unidade de Ribeirão Pires, realizou com o corpo discente uma vivência prática na formação inicial, cujo objetivo era aplicar o teste KTK em alunos do ensino fundamental de uma escola do município de Mauá, e coletar dados sobre o nível da coordenação motora. O desenvolvimento desta vivencia teve inicio na faculdade com a seleção dos professores que iriam realizar a orientação dos grupos, após selecionados os professores, eram organizados os grupos de alunos, na qual realizavam uma inscrição. Para aplicação foi realizado um agendamento na unidade escolar, na qual os discentes se apresen- tavam para os alunos e lhes entregavam um termo de consentimento e explicava o teste, os grupos de discentes eram acompanhados pelo professor da faculdade que supervisionava toda a aplicação e vivência. Num segundo momento os grupos retornavam á escola em dia agendado para realizarem a aplicação do Korperkoordination Test fur Kinder (K.T.K), onde é constituído por quatro testes, sendo eles; Trave de Equilíbrio, Saltos Monopedais, Saltos Laterais e Transferência de Plataforma. Para determinar os quocientes motores obtidos utilizamos as tabelas normativas, tal como proposto por Gorla, Araújo e Rodrigues (2009), e o processo era finalizado com a entrega dos resultados aos alunos que participarem do teste. Após a coleta os discentes organizavam, tabulavam os dados e apresentavam em forma de banner. Esta vivencia promoveu aos nossos alunos um contato direto com a pratica escolar colaborando para sua formação inicial e científica. Coordenação motora: vivências práticas do corpo discente na aplicação do teste KTK em alunos do Ensino Fundamental ANA CÉLIA ARAÚJO DA SILVA; CRISTOVÃO FIAMENGHI DA SILVEIRA; DANIELA MATIELO E CARVALHO EDA anac.educ@gmail.com Faculdades Integradas de Ribeirão Pires - UNIESP, Ribeirão Pires - SP 03 O presente estudo tem como objetivo compreender a formação de professores em um curso de Licenciatura em Educação Física, na relação entre currículo de formação, experiências formadoras e a constituição da identidade docente. A universidade como espaço de formação dispõe-se de vários elementos que contribuem com a formação profissional, com isso evidencio os elementos articulados ao ensino, como as disciplinas obrigatórias, as atividades acadêmico-científico e culturais, mobilidade acadêmica dentro e fora da própria universidade, as ações relacionadas à pesquisa como a participação em grupos de estudos/pesquisa e na Iniciação Científica, projetos de extensão e programas de iniciação à docência, entre outros projetos realizados na universidade. Trata-se de uma pesquisa qua- litativa, sendo que a preocupação da mesma está concentrada na busca de aspectos subjetivos e na construção da identidade docente. Dentro das chamadas pesquisas qualitativas concentra-se a abordagem biográfica e o método utilizado são as entrevistas narrativas, visando a profundidade de aspectos específicos, a partir das quais emergem as histórias de vida, tanto do entrevistado como as entrecruzadas no contexto situacional. O aporte teórico inclui o conceito de experiência formadora (JOSSO, 2004) e identidade docente (PIMENTA, 1999). Nesse ponto os sujeitos investigados são os alunos que se encontram na formação inicial. Participa desse estudo um total de 12 alunos que estão cursando o último período do curso de Licenciatura em Educação Física. O estudo apresenta a inserção dos graduandos nesses espaços de formação e a influência na constituição da sua identidade docente, considera-se que existe uma aprendizagem complementar do ponto de vista profissional como também humana. Licenciatura em Educação Física: formação e autoformação dos futuros professores a partir de experiências formadoras ÂNDREA TRAGINO PLOTEGHER; CLÁUDIA ALEIXO ALVES; ZENÓLIA CHRISTINA CAMPOS FIGUEIREDO andreat.plotegher@hotmail.com Universidade Federal do Espirito Santo, Vitória - ES 04
  23. 23. Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2017 Nov;31 Supl 11 •  R.13 XIV Seminário de Educação Física Escolar EducaçãoFísicaEscolar:formaçãoinicialecontinuadadeprofessoreseprofessoras O objetivo da pesquisa foi descrever possíveis mudanças na percepção de competência dos docentes para lidar com situações de conflito em aulas de Educação Física. Trata-se de uma pesquisa descritiva, qualitativa, que utilizou entrevistas semiestruturadas, diário de aula e encontros, promovendo a reflexão voltada para problemas relacionais entre alunos. Participaram da pesquisa três professores de Educação Física, do Ensino Fundamental II e Ensino Médio, da rede particular de ensino. Para análise dos dados foi utilizada a análise de conteúdo, proposta por Saldaña (2011), tendo como referência duas categorias pré-definidas: a) situações de conflito; b) ações implementadas. Os conflitos foram classificados segundo tipologia proposta por Moore (1998) e correlacionadas com as entrevistas. O estudo trouxe evidências que apontaram a preocupação dos docentes em minimizar conflitos existentes em suas aulas, adotando o diálogo como a principal estratégia, exigindo do educador o exercício da escuta. Nos casos de mediação e resolução dos conflitos, observou-se a intenção dos professores em resolvê-los de forma pacífica estimulando o diálogo entre as partes, criando assim uma conexão aluno-professor. Situações de conflito no ambiente escolar: um olhar a partir do professor de Educação Física ANDREIA CAMILA DE OLIVEIRA; SHEILA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS SILVA camilahand@hotmail.com Universidade São Judas Tadeu, São Paulo - SP 05 Os possíveis vínculos entre a formação e a docência exercida na Educação Física escolar é alvo de inúmeras pu- blicações acadêmicas. Os pressupostos legais que norteiam a formação do professor, bem como as novas bases epistemológicas aguçaram ainda mais a curiosidade sobre esta temática. Ao iniciar o processo de reflexão sobre os possíveis vínculos entre a formação e a atuação de professores de Educação Física, foi constatado que não há publicações que versam sobre o Litoral Norte de SP, assim, neste primeiro momento, este estudo tem por obje- tivo identificar o modo como os professores de Educação Física que atuam na rede municipal de Caraguatatuba interpretam seu processo formativo. Este estudo pode ser caracterizado como do tipo descritivo, com abordagem qualitativa. A população do estudo foi composta por todos os professores de Educação Física, titulares de cargo e em efetivo exercício na rede municipal de ensino de Caraguatatuba. A amostra foi determinada com o total de professores que aceitaram participar do estudo, vinte. A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário misto, contento questões abertas e fechadas. A análise de dados ocorreu segundo os pressupostos da Análise de Conteúdo. Quando questionados sobre o enfoque do curso de formação inicial quinze professores afirmaram que este processo teve o enfoque pedagógico, ainda neste contexto, dezessete professores afirmaram que o curso teve uma vertente que mesclou teoria e prática. Ao serem indagados sobre cursos de especialização e participação em eventos científicos da área a maioria dos professores – 13 e 12, respectivamente – disseram possuir o título e participar de eventos, no entanto, é necessário salientar que apenas três professores possuem especialização em Educação Física escolar ou temas relacionados a Educação Formal e nenhum professor participou de eventos ligados a Educação Física escolar. Este breve cenário aponta que boa parte dos professores avaliam sua formação inicial conforme os ditames contemporâneos, no entanto, quando inquiridos sobre a formação continuada demonstram busca-la em outros segmentos da área. Será valido aprofundar reflexões sobre este ponto em uma publicação futura. Formação e atuação em Educação Física Escolar: como os professores que atuam na rede municipal de Caraguatatuba relacionam seu processo de formação as aulas que ministram ANDRESSA DOS SANTOS LOPES1 ; IVAN CANDIDO DE SOUZA2 andressalopes97@hotmail.com 1 Caraguatatuba - SP 2 EMEF CEU LAJEADO, São Paulo - SP 06
  24. 24. R.14  •  Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2017 Nov;31 Supl 11 XIV Seminário de Educação Física EscolarEducaçãoFísicaEscolar:formaçãoinicialecontinuadadeprofessoreseprofessoras A presente pesquisa em desenvolvimento tem o objetivo de compreender como está ocorrendo na prática o processo de ensino e aprendizagem de valores éticos e morais nas aulas de educação física escolar, bem como compreender a forma que são planejadas as aulas e se são utilizadas as abordagens da educação física escolar. Como primeiro momento, foi realizado uma pesquisa bibliográfica sobre a relevância das abordagens critico-superadora e sistêmica trabalhadas em conjunto, para colaborar com a formação social e política dos discente. No segundo momento, a intenção é aplicar um questionário com 6 perguntas fechadas, para 200 professores da rede pública do município de Macapá - Amapá, com o intuito de compreender como está sendo a postura profissional nos planejamentos destas aulas, bem como a sua abordagem. O professor e as abordagens nas aulas de Educação Física Escolar ANTONIO TAVARES DE LIMA JUNIOR limajunior1@live.com Acadêmico egresso do Centro de Ensino Superior do Amapá, Macapá - AP 07 A referente pesquisa será de natureza qualitativa, utilizando método dedutivo, amparado por referências biblio- gráficas atrelado ao tema: Semiosfera/ Cultura Corporal de Movimento Dentro da Educação Física Escolar. A Educação Física faz parte da cultura humana, possui perspectiva cultural corporal popular e das suas variadas formas de expressão cultural, almejando que o aluno possua conhecimento organizado, crítico e autônomo a respeito da chamada cultura humana de movimento. Machado (2017) cita que a semiosfera designa o espaço cultural habitado pelos signos. Fora dele, nem os processos de comunicação, nem o desenvolvimento de códigos e de linguagens em diferentes domínios da cultura seriam possíveis. Nesse sentido, semiosfera é o espaço de encontro entre diferentes culturas. Daolio (1996) cita que a cultura corporal faz parte de um conjunto de movimento e hábitos corporais de um grupo específico, nesse sentindo que se tem falado atualmente de uma cultura corporal, cultura física ou cultura de movimento. Fomentando a base de cada cultura através do movimento cultural que é compreendido como manifestação de linguagem, cada criança pode levar para a vida aquela informação que está sendo transmi- tida, valores culturais. Machado (2006) segundo Lótman investiu seus esforços para compreender a dinâmica dos encontros culturais, isto é, para compreender como duas culturas se encontram, que tipo de diálogo elas travam entre si e como elas criam experiências capazes de reconfigurar o campo das forças culturais, por sua vez, podemos fazer a junção da semiosfera com os valores culturais, sendo através de danças, esportes ou até mesmo a música, para que elas se comuniquem e troquem diálogos e idéias de culturas. Talvez, intervindo com os valores culturais de cada aluno, pode-se desenvolver diversas atividades influenciando na concepção que os alunos têm, para que apresentem pensamento crítico atrelados ao seu meio. Semiosfera/ cultura corporal de movimento dentro da Educação Física Escolar ARTHUR AMORIM DE MORAIS; GABRIEL ARAUJO ALVES; RENAN MENESES arthur.edfisica10@gmail.com Faculdade Carlos Drummond de Andrade, São Paulo - SP 08
  25. 25. Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2017 Nov;31 Supl 11 •  R.15 XIV Seminário de Educação Física Escolar EducaçãoFísicaEscolar:formaçãoinicialecontinuadadeprofessoreseprofessoras OtrabalhorelataexperiêncianaorientaçãodelicenciandosdeEducaçãoFísica(EF)doquintoperíododoCentroUniversitário UNIABEU/RJ, na disciplina de Educação Física Escolar I, em 2017.1. As vivências desfrutadas no período da licenciatura devem convergir para o exercício que articule teoria e prática necessárias ao exercício da docência. Segundo ementa da disci- plina,estadeveprepararolicenciandoparaatuarnaEducaçãoInfantil(EI)enoEnsinoFundamentalI(EFI),comconteúdo que atenda as características e necessidades dos alunos, relativamente ao desenvolvimento motor, cognitivo e sócio afetivo destesalunos.Assim,oobjetivodesterelatofoirefletirsobreapercepçãodoslicenciandosdeEFsobreaarticulaçãodeteoria e prática na elaboração e aplicação de Planos de Aula (PA), principalmente na realização de educativos adequados à fase e ao estágio de desenvolvimento motor, usando como referência a Ampulheta Heurística. Foram matriculados na disciplina 31 licenciandos, subdivididos em sete grupos para abordagem prática e avaliativa dos PA. Cada grupo elaborou um plano de aula, desenvolvendo educativos que atendessem ao público-alvo no nível de seu desenvolvimento motor. Os PA poderiam ser aplicados pelos licenciandos ou pelo professor da turma. Em seminário os licenciandos apresentaram suas vivências e relatórios respondendo questões sobre duas situações: características da turma escolhida (EI ou EFI); e especificidades do desenvolvimento motor, a partir da Ampulheta Heurística. Os resultados mostraram que todos os grupos elaboraram o plano de aula e o vivenciaram na escola, tendo em vista que a maioria dos alunos faziam em simultâneo o estágio curricular supervisionado. Os relatos e análises dos relatórios, com evidências através de fotos e vídeos, demostraram que a maior partedoslicenciandosenvolvidosperceberameidentificaramopúblicoalvo,suasfaseseestágiosdedesenvolvimento,assim como a escolha de educativo/atividades de acordo com as necessidades dos alunos. Educação Física Escolar I: práticas pedagógicas de licenciandos de Educação Física em conteúdos da Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental BERNARDETE PAULA CARVALHO LIMA AMARAL1 ; JOSÉ HENRIQUE DOS SANTOS2 bernardetepaula.amaral1@gmail.com 1 Programa de Pós-Graduação em Educação Contemporânea e Demandas Populares (PPEGEDuc) e Grupo de Pesquisa em Pedagogia da Educação Física e Esporte (GPPEFE) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropérica - RJ e Centro Universitário UNIABEU, Belford Roxo - RJ 2 Departamento de Educação Física e Esporte e Grupo de Pesquisa em Pedagogia da Educação Física e Esporte (GPPEFE) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro 09 As atividades de aventura dentro da formação profissional compõem conteúdos novos dentro da atuação, sendo com o foco na licenciatura ou no bacharelado. Tais atividades podem ser experimentadas pela primeira vez na formação inicial em Educação Física (EF), sendo momentos que os estudantes descobrem novas possibilidades para o mercado de trabalho. Nesse sentido, o objetivo dessa pesquisa é realizar uma análise sobre o desenvolvimento das atividades de aventura na licen- ciatura em EF em uma faculdade na região de Suzano - SP. Trata-se de um estudo qualitativo e descritivo em que relatamos como foi o trabalho dessas atividades dentro da realidade estipulada. Participaram das intervenções, durante 20 encontros, 22 estudantes de EF matriculados na licenciatura. Os conteúdos abordados foram a Escalada Boulder, Slackline, Parkour, Skate, Enduro a Pé, Surfe, Stand Up Paddle e Trekking. Cada conteúdo foi adequado a realidade da região, tendo como foco explorar possibilidades para o futuro professor possa ensiná-lo em suas aulas de EF escolar. As intervenções tiveram os se- guintes caminhos: 1º Contextualização da atividade, construção de relação com a EF escolar e conhecimento teórico sobre a modalidade;2ºExperimentação,nessaetapaosalunosvivenciavamasatividadesemqueaprendiamtécnicasnecessáriaspara cada prática em relação a sua adaptação na escola; 3º Foi de criação de possibilidades de intervenção, os alunos ensinavam os colegasalgumasatividadesdeaventura,emquebuscavamdesenvolverestratégiasparaaplicaressaspráticasnaescoladeforma segura e significativa; 4º foram os momentos finais de cada bloco de intervenções em que realizávamos discussões críticas e didáticas sobre os conteúdos trabalhados. Consideramos o trabalho com atividade de aventura na licenciatura como impor- tante, uma vez que os conteúdos hoje compõem o currículo nacional de EF, e necessitam ser discutidos na formação inicial. Atividades de aventura na formação Educação Física: criando possibilidades para o profissional BRUNO ALLAN TEIXEIRA DA SILVA1,2,3 ; VERA LUCIA TEIXEIRA DA SILVA1 ; FERNANDA REGINA PIRES4 allans3@hotmail.com 1 Faculdade Piaget, Suzano - SP 2 Universidade São Judas Tadeu, São Paulo - SP 3 Faculdade Clube Náutico Mogiano, Mogi das Cruzes - SP 4 UNIFESP 10
  26. 26. R.16  •  Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2017 Nov;31 Supl 11 XIV Seminário de Educação Física EscolarEducaçãoFísicaEscolar:formaçãoinicialecontinuadadeprofessoreseprofessoras Este estudo buscou compreender a constituição da carreira profissional de uma professora de educação física no ensino superior que trabalha com a formação docente e analisar a opção pela educação infantil como área de estudo, pesquisa e prática pedagógica na universidade. Trata-se do recorte de uma pesquisa de conclusão de cur- so construída a partir do estudo de caso de natureza qualitativa, sendo utilizado como instrumento de pesquisa uma entrevista semiestruturada e a análise de conteúdo. A participante é uma professora universitária formadora de professores que atua na graduação em Educação Física e pós-graduação na área de Educação. Os resultados apontam que a constituição da carreira profissional se deu através do curso de formação de docentes (magistério), formação inicial, especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado. Além do reconhecimento entre os pares, a carreira da professora pode servir de inspiração para outros professores. A constituição da carreira profissional de uma professora de Educação Física no ensino superior e sua área de estudo, pesquisa e prática pedagógica: estudo de caso CAMILA SUOTA ca.suota@gmail.com Universidade Federal do Paraná, Curitiba - PR 11 O objetivo desta pesquisa foi identificar quais elementos do ambiente do estágio mais mobilizaram a atenção dos graduandos, e refletir acerca dessas situações e seus impactos na sua formação. A amostra de característica conve- niente foi de 35 graduandos do curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro, matriculados na disciplina Estágio Supervisionado. Os dados foram coletados a partir de uma questão aberta: “Qual situação na realidade do estágio que mais mobilizou sua atenção?”, respondida no primeiro semestre do corrente ano. As respostas foram interpretadas por meio de análise de conteúdo. Foram encontradas dezessete categorias e as mais citadas, foram: “Insuficiência de estrutura física e material”, “Desvalorização da Educação Física na escola” e o “Desinteresse dos alunos”, nas quais aparece a maior proporção de evocações dos estagiários. Os resultados mostram uma visão para além da prática, percebendo situações que ocorrem na escola, mas que por vezes não são declaradas, como a desvalorização da Educação Física. Também o fato dos graduandos se aterem em pontos ne- gativos do ambiente escolar, denota certo comprometimento e preocupação com o sucesso do estágio. Conclui-se que ao observar e espontaneamente apontar problemas no contexto do trabalho docente, o graduando se aproxima da realidade da escola. Além disso, identifica-se a necessidade de repensar se este contexto favorece a formação de um professor reflexivo, pois são condições que interferem na realização e eficácia do Estágio Supervisionado. O ambiente de estágio sob a ótica do estagiário: um estudo com graduandos de Educação Física CÉLIA POLATI1 ; DIANE MOTA LIMA2 ; ELIZÂNGELA CELY DA SILVA OLIVEIRA1 ; JOSÉ HENRIQUE DOS SANTOS1 cepolati@yahoo.com.br 1 Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica - RJ 2 Colégio Pedro II, Rio de Janeiro - RJ 12
  27. 27. Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2017 Nov;31 Supl 11 •  R.17 XIV Seminário de Educação Física Escolar EducaçãoFísicaEscolar:formaçãoinicialecontinuadadeprofessoreseprofessoras O objetivo deste estudo é identificar quais são as estratégias metodológicas utilizadas pelos professores que atuam na rede municipal de ensino de Caraguatatuba, SP. Esta pesquisa pode ser caracterizada como do tipo descritiva com abordagem qualitativa. Os dados foram coletados por meio de um questionário com questões abertas e fechadas, de posse dos dados coletados as interpretações ocorreram a partir dos pressupostos da análise de conteúdo. Foi definido como população do estudo todos os professores titulares de cargo e em efetivo exercício na rede municipal de Caraguatatuba – 50. Já a amostra foi composta pelos professores que aceitaram participar do estudo, vinte. Os primeiros olhares para os dados coletados revelam que há certa confusão entre método, conteúdo e estratégias de avaliação. Parte considerável dos professores apontam conteúdos nas questões referentes aos métodos adotados, quando inquiridos sobre os critérios que utilizam para adotar estratégias metodológicas apontam para documen- tos oficiais. Este primeiro olhar para as estratégias metodológicas adotadas revelam que entre os professores que participaram do estudo não há clareza conceitual sobre este assunto, fato que indica a existência de uma lacuna entre as publicações científicas da área e a prática pedagógica desenvolvida pelo professor nas escolas de educação básica da rede municipal de Caraguatatuba. A existência deste abismo entre a escola e a ciência não é exclusividade da Educação Física, mas deve ser combatida e não alimentada como este estudo sugere. As estratégias metodológicas adotadas pelos professores de Educação Física que atuam na rede municipal de Caraguatatuba DANILA DE MACEDO D’ONOFRIO BARBOSA1 ; IVAN CANDIDO SOUZA1,2 ; VERA LÚCIA TEIXEIRA DA SILVA1 daniladonofrio@hotmail.com 1 Centro Universitário Módulo, Caraguatatuba - SP 2 CEU EMEF Lajeado, São Paulo - SP 14 O presente relato de experiência refere-se à prática pedagógica do programa do PIBID (o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) que vem como proposta de inserção do discente ao contexto escolar. Este programa contribui para o processo de formação de professores e perpassa por processos pedagógicos que vão além dos muros da universidade auxiliando na constituição de um profissional mais crítico e reflexivo quanto à realidade e dinâmica que constitui o ambiente escolar. O subprojeto inclusão da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro tem por objetivo desenvolver um trabalho pedagógico de apoio ao ensino e a aprendizagem escolar para os alunos com necessidades educacionais especiais do CAIC Paulo Dacorso Filho, Seropédica com o sentido ressignificar o espaço escolar com jogos, brinquedos e atividades psicomotrizes. A metodologia partiu da análise construtivista de um aluno diagnosticado com TEA (transtorno do espectro autista) em que foram realizadas atividades psicomo- trizes inclusivas no ensino infantil a fim de proporcionar a inclusão, permanência e o sucesso do aluno na escola. Com isso, por meio de reuniões periódicas realizadas com planejamento, estudo do caso, adequação das ações pedagógicas inclusivas considerando a necessidade e as características do aluno que o mesmo vêm se inserindo na estrutura curricular do curso de educação física de forma consistente com conteúdos de uma perspectiva inclusiva, o subprojeto inclusão do PIBID vem como proposta de união teoria/prática enquanto unidade por compreender que a inclusão é um processo e há a necessidade de discutir formas de compreendê-la enquanto uma proposta sistematizada pelo futuro professor a fim de adaptar sua prática a diversidade encontrada no contexto escolar. Oportunizar vivências que contribuam para um melhor vislumbre de possibilidades educacionais na formação inicial e elaborar estratégias para contorna-las são ações que os bolsistas encaram no projeto. O PIBID no processo de formação docente: conceitos de inclusão da teoria a prática CRISLAYNE DE OLIVEIRA DA SILVA; GABRIELA ELISANGELA GALDINO MACEDO; JOSE RICARDO DA SILVA RAMOS crislayneoliveira@ymail.com Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro - RJ Apoio financeiro: Fundação CAPES / PIBID / UFRRJ 13
  28. 28. R.18  •  Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2017 Nov;31 Supl 11 XIV Seminário de Educação Física EscolarEducaçãoFísicaEscolar:formaçãoinicialecontinuadadeprofessoreseprofessoras A inserção direta dos bolsistas de iniciação à docência (ID) no ambiente escolar permite que os mesmos superem desafios relacionados a profissão. Neste sentido, este estudo apresenta como objetivo averiguar a percepção sobre os desafios e os enfrentamentos dos bolsistas ID quanto à inserção na escola. O Projeto PIBID Educação Física ocorre semanalmente, em uma escola pública municipal de Florianópolis, situada em região de vulnerabilidade social, sendo desenvolvido com os escolares dos anos finais do ensino fundamental. Os estudantes vinculados a instituição escolar, apresentam receptividade acentuada em relação aos bolsistas ID, fato que ameniza os enfren- tamentos e promove o crescimento da competência pedagógica mediada pela intervenção na escola, no momento da formação inicial. Desta forma, pode-se constatar que introduzidos na rotina escolar, os bolsistas ID acabam se deparando com alguns desafios que interferem e refletem em suas práticas pedagógicas e na construção de saberes, que são constituídos na formação inicial. Esses desafios são resultantes de uma série de fatores que podem ser tanto internos quanto externos (política administrativa) a escola. Em relação aos fatores internos podem ser citadas as questões referentes ao espaço físico, materiais, além das dificuldades em operacionalizar as ações que são pensadas pelos bolsistas, pelas professoras coordenadora e supervisora de área, mediante aos empecilhos administrativos que inviabilizam a concretização dos projetos e propostas pedagógicas. Enquanto que os fatores externos se rela- cionam a ações que não podem ser gerenciadas pelos bolsistas ID, tais como greves do setor público, assembleias e paralisações, as quais dificultam a continuidade e progressão das atividades. Por fim, destaca-se a relevância do PIBID na formação inicial, pois os bolsistas ID convivem com os desafios e enfrentamentos relacionados a seu futuro, aprendendo a lidar com as situações desafiadoras de sua profissão. PIBID Educação Física: os enfrentamentos do cotidiano escolar DIEGO AMARAL1 ; PATRÍCIA TEIXEIRA GONÇALVES1 ; AMANDA RODRIGUES ALVES DE ALMEIDA1 ; PLÍNIO MARTINEZ RECHE JUNIOR1 ; MARCOS VAZ DE CAMPOS PEREIRA1 ; ADRIANA WERNER2 ; GELCEMAR OLIVEIRA FARIAS1 diegoxpx@hotmail.com 1 Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianópolis - SC 2 Rede Municipal de Florianópolis, Florianópolis - SC Apoio financeiro: PIBID Capes 15 Como acadêmico do primeiro ano da Licenciatura em Educação Física da Universidade Federal do Paraná, desde o primeiro mês neste curso tive oportunidades de viver experiências marcantes nos laboratórios docentes realizados no subprojeto Educação Física 1 - do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência - “Experiências Sociocorporais e Educação Física Escolar: A Docência que se Constrói na Escola”. Neste relato apresento uma proposta realizada em uma escola da Rede Municipal da Cidade de Curitiba, com estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental, que trata do trabalho pedagógico das seguintes ginásticas: formativa; geral; artística; rítmica e circense. Estes conteúdos foram trabalhados no primeiro trimestre e diferentes estratégias foram utilizadas: dis- cussões e rodas de conversa para introdução do conteúdo; vídeos com apresentações de ginásticas em diferentes contextos; laboratórios de experimentação e construção de movimentos; confecção de materiais alternativos e construção coreográfica. No fechamento do trimestre foi realizado um Festival de Ginástica, construído juntamente com os estudantes, para socialização das práticas vivenciadas e dos saberes construídos. A ginástica na Educação Física Escolar: uma experiência vivida no PIBID/ CAPES-UFPR DUILIO QUEIROZ DE ALMEIDA; MICHAELA CAMARGO dqueiroz.a@outlook.com Universidade Federal do Paraná, Curitiba - PR 16
  • SilviaQuaranta4

    Mar. 26, 2021
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Anais do XIV Seminário de Educação Física Escolar. Publicado na Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, v.31, n.11, 2017. O XIV Seminário de Educação Física Escolar foi realizado de 10 a 12 de novembro de 2017, na Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (EEFE-USP). Seções: - Apresentação - Ensaio "Educação Física Escolar: imagens e valores para a docência" - Prof. Walter Roberto Correia - Resumos: - Educação Física Escolar e Inclusão - Educação Física Escolar: formação inicial e continuada de professores e professoras - Educação Física no Ensino Fundamental I - Educação Física no Ensino Fundamental II - Educação Física no Ensino Infantil - Educação Física no Ensino Médio - Fundamentos para Educação Física Escolar - Índice de Autores e Resumos. Obs: Atualizado em 08/12/17

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