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Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, v. 29, supl. 8, 2015

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Anais do IV Seminário Internacional de Ginástica Artística e Rítmica de Competição (SIGARC).

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Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, v. 29, supl. 8, 2015

  1. 1. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte Brazilian Journal of Physical Education and Sport São Paulo v.29 Suplemento n.8 outubro 2015 e-ISSN 1881-4690 2 e 3 de outubro de 2015 Escola de Educação Física e Esporte - USP São Paulo, SP - Brasil Escola de Educação Física e Esporte Universidade de São Paulo
  2. 2. Coordenação Geral Comissão Científica Michele Viviene Carbinatto (EEFE-USP) - Presidente Myrian Nunomura (EEFERP-USP) Eliana de Toledo (FCA-UNICAMP) Laurita Marconi Schiavon (FEF-UNICAMP) Marco Antonio Coelho Bortoleto (FEF-UNICAMP) Kizzy Antualpa (EEFE-USP e Metrocamp) - Presidente Maurício Santos Oliveira (UFES) - Presidente Myrian Nunomura (EEFERP-USP) Michele Viviene Carbinatto (EEFE-USP) Eliana de Toledo (FCA-UNICAMP) Laurita Marconi Schiavon (FEF-UNICAMP) Marco Antonio Coelho Bortoleto (FEF-UNICAMP) Letícia Queiroz Lima (UNESP-Rio Claro) Comissão Organizadora Amanda Wirges (EEFE-USP) Bruno Pinheiro (EEFE-USP) Daniela Bento Soares (FEF-UNICAMP) Douglas Silva (FEF-UNICAMP) Fernanda Raffi Menegaldo (FEF-UNICAMP) Helaine Cristina Lima (FPG) Iago Richard dos Santos (EEFE-USP) Jessica Shizuka Yahiro da Silva Oliveira (FEF-UNICAMP) Kamau Monteiro (EEFERP-USP) Laura Ribeiro Tostes (FEF-UNICAMP) Lígia Bahu (EEFE-USP) Maria Gabriela Fuga (FEF-UNICAMP) Marina Aggio Murbach (UNESP-Rio Claro) Mateus Henrique de Oliveira (FCA-UNICAMP) Nathalia Moreira (EACH-USP) Pâmela Pires (EEFE-USP) Raísa Valvassori (EEFE-USP) Renata Angélica Barbosa (FCA-UNICAMP) Tamiris Lima Patrício (FEF-UNICAMP) Valéria de Souza Ruiz (FCA-UNICAMP) Vitor Ricci Costa (EEFERP-USP) William Santana (EEFE-USP) Yuji Yamaguti (EEFE-USP)
  3. 3. Pareceristas Artemis Soares (UFAM) Carlos Araújo (UFP - Portugal) Ieda Parra Barbosa-Rinaldi (UEM/PR) João Oliva (UFRGS) Maria Luisa Bellotto (FEF-UNICAMP) Rossana Benck (UnB) Márcia Aversani (UNOPAR) Paulo Carrara (FMU e EEFE-USP) Priscila Regina Lopes (UFVJM) Eunice Lebre (UP - Portugal) João Luís Campos Pereira da Cruz Viana (Instituto Universitário da Maia) Lígia Andréa P. Gonçalves (UNIPAR/PR) Roberta Cortez Gaio (UNISAL) Regina Maria Rovigati Simões (UFTM) Mariana Harumi Cruz Tsukamoto (EACH-USP) Thais Cevada d’Almeida (UERJ) Ivana Montandon Soares Aleixo (UFMG) Silvia Deutsch (UNESP - Rio Claro) Márcia Aversani (UNOPAR) Elizabeth Paoliello (UNICAMP) Apoio Acadêmico-Científico Grupo de Estudos e Pesquisa em Ginástica da USP - GYMNUSP Grupo de Estudos e Pesquisas Pedagógicas em Ginástica da UNESP-Rio Claro - GEPPEGIN Grupo de Pesquisa em Ginástica do Laboratório de Experiências e Pesquisas em Ginástica - LEPEGI-FCA-UNICAMP Grupo de Pesquisa em Ginástica FEF/UNICAMP Apoio Científico Science of Gymnastics Journal Revista Brasileira de Educação Física e Esporte - EEFE-USP Objetivos No IV SIGARC pretendemos discutir, compartilhar e difundir os saberes entre treinadores, acadêmicos e demais pessoas envolvidas com a Ginástica competitiva. Com esse intuito, especialistas nacionais e internacionais expressivos debaterão diversos temas relacionados à Ginástica Artística e Ginástica Rítmica com os participantes. O encontro é uma oportunidade de intercâmbio de conhecimentos e que será concretizada na forma de apresentações de pôsteres, workshops e conferências. Esperamos que o público participante se atualize sobre temas na GA e GR, criem network para futuras colaborações e parcerias e compartilhar experiências práticas com seus pares.
  4. 4. Programação 2/10 (sexta-feira) 12h Inscrição dos participantes e retirada dos materiais Local: EEFE-USP 13h Palestra “The enhancement of gymnastics performance: where to start and what should be included? How do physiology, biomechanics and psychology interact in this process.”* Monèm Jemni (Department of Sport Science, College of Arts and Sciences, Qatar University, Qatar) 14h às 17h30 Atividades Simultâneas Workshop de Ginástica Artística “Biomechanics in competitive artistic gymnastics.”** Keith Russel (Comitê Científico da Federação Internacional de Ginástica) Mini-Curso Ginástica Rítmica “Artist quality in rhythmic gymnastics.”** Monique Loquet (University of Rennes 2 - France). Local: Quadras EEFE e salão D ou CEPEUSP 19h30 Cerimônia de Abertura “Homenagensaprofessores,técnicos,atletaseárbitrosquecontribuiramcomaGinásticaBrasileira.” Local: Auditório István Jancsó (Rua da Biblioteca, s/n, Cidade Universitária) 20h30 Conferência de Abertura “An overview of the coach education initiatives and Brazil’s participation in them.”** Hardy Fink (Federação Internacional de Ginástica) Mediação: Michele Viviene Carbinatto (EEFE-USP) Local: Auditório István Jancsó (Rua da Biblioteca, s/n, Cidade Universitária) *palestra será proferida em inglês, sem tradução. **palestra com tradução simultânea.
  5. 5. 3/10 (sábado) 8h30 Mesas-Redondas simultâneas Ginástica Artística I “The Soviet coach in NZ: examining cross-cultural expectations in gymnastics.” ** Roslyn Kerr (Lincoln University - Christchurch - New Zealand) “Coming of age in WAG: an ecological perspective of factors contributing to career prolongation.”** Natalie Barker and Astrid Schubing (Department of Food and Nutrition, and Sport Science, University of Gothenburg - Sweden) Mediação: Prof. Dr. Marco Antonio Coelho Bortoleto (FEF-UNICAMP) Local: Auditório Prof. Dr. José Geraldo Massucato (Bloco B) - EEFE-USP Ginástica Rítmica I “Gestão esportiva na GR.” Anita Kleman (Clube Grêmio Náutico União) e Anna Danielyan (Associação Recreativa Sadia) “Gestão esportiva nas Olimpíadas RIO 2016.” Letícia Barros (Coordenadora Técnica da Ginástica Rítmica da Confederação Brasileira de Ginástica; Coordenadora da Organização da Ginástica Rítmica para RIO2016) Mediação: Profa. Dnda. Kizzy Antualpa (EEFE-USP e Metrocamp) Local: Auditório Prof. Dr. José Geraldo Massucato (Bloco B) - EEFE-USP 10h30 Intervalo 11h Mesa-Redonda simultânea Ginástica Artística II “Bolsa Atleta.” Mosiah Rodrigues (Ministério do Esporte) “Arbitragem na GA.” Rodrigo Caron (Federação Paulista de Ginástica) Mediação: Profa. Dra. Laurita Marconi Schiavon (FEF-UNICAMP) Local: Auditório Prof. Dr. José Geraldo Massucato (Bloco B) - EEFE Ginástica Rítmica II “Promoting artistic quality in rhythmic gymnastics, a didactic analysis from high performance to school practice.”** Monique Loquet (University of Rennes 2 - France) “Ginástica rítmica de alto rendimento desportivo.” Maria de Lurdes Tristão Ávila Carvalho (Universidade do Porto - Portugal) Mediação: Profa. Dra. Eliana de Toledo (FCA-UNICAMP) Local: Salão A da EEFE-USP
  6. 6. 12h Almoço 14h Atividades simultâneas Mini Curso GA II Mini Curso GR II “Composição coreográfica e dança criativa”. Maria de Lurdes Tristão Ávila Carvalho (Universidade do Porto - Portugal) Local: Salão A da EEFE-USP 15h30 Intervalo 16h Sessão de Pôsteres / Exposição Fotográfica Local: Hall de Entrada EEFE-USP 18h às 19h Encontro paralelo Docentes de Ginástica do Brasil Local: Sala de aula da EEFE-USP 19h30 Avaliação do Evento Local: Auditório Prof. Dr. José Geraldo Massucato (Bloco B) - EEFE-USP 20h Conferência de Encerramento “Cautions of competitive gymnastics.”** Keith Russel (Comitê Científico da Federação Internacional de Ginástica) Mediação: Profa. Dra. Myrian Nunomura (EEFERP-USP) 21h Coquetel final para todos os participantes. Local: Salão A da EEFE-USP
  7. 7. Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2015 Nov;29 Supl 8 • e-ISSN 1981-4690 Sumário Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, v. 29, outubro 2015. Suplemento n. 8. IV Seminário Internacional de Ginástica Artística e Rítmica de Competição (SIGARC) Apresentação Ensaios The enhancement of gymnastics performance: where to start and what should be included? How do physiology, biomechanics and psychology interact in this process. JEMNI, Monèn An overview of the coach education initiatives and Brazil’s participation in them. FINK, Hardy The Soviet coach in NZ: examining cross-cultural expectations in gymnastics. KERR, Roslyn Coming of age in wag: an ecological perspective of factors contributing to career prolongation. SCHUBRING, Astrid; BARKER-RUCHTI, Natalie; KERR, Roslyn; CERVIN, Georgia; NUNOMURA, Myrian Ginástica rítmica de alto rendimento. CARVALHO, Maria de Lurdes Tristão Ávila O profissional de Educação Física e Esporte. CARBINATTO, Michele Viviene Resumos Sociocultural Ginástica Artística Ginástica Rítmica Outros Biodinâmica Ginástica Artística Ginástica Rítmica Outros Comportamental Ginástica Artística Ginástica Rítmica Outros Índice de Autores dos Resumos Os artigos apresentados são de responsabilidade dos Autores; os resumos foram aprovados pelos Revisores do Seminário. 7 9 13 15 17 19 23 R.1 R.9 R.11 R.15 R.21 R.29 R.29 R.41 R.57 R.63
  8. 8. Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2015 Nov;29 Supl 8:7 • 7 IV Seminário Internacional de Ginástica Artística e Rítmica de Competição (SIGARC) Apresentação O IV Seminário Internacional de Ginástica Artística e Rítmica de Competição (SIGARC) é um evento acadêmico-científico que inclui apresentações em formato de conferências, mesas- redondas e exposição de trabalhos científicos. Em vista da aproximação dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016, cabe ressaltar a expansão internacional do esporte de competição no Brasil, em particular, das modalidades de Ginástica Artística (GA) e Ginástica Rítmica (GR). O presente evento fomenta um momento de apresentações, de reflexões e de compartilhamento de informações e conhecimento cientifico e tecnológico que viabilize a continuidade do processo de desenvolvimento dessas modalidades no país. A repercussão da primeira edição deste evento, realizado na cidade do Rio de Janeiro em 2007, na ocasião dos Jogos Pan-Americanos, foi evidente, pois potencializou o intercâmbio entre instituições, pesquisadores, treinadores, federações e demais envolvidos na GA e GR. Na segunda edição, em 2010, realizada na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o númerodeparticipantesdoeventotriplicou.Cresceu, também, o número de palestrantes internacionais expressivos, assim como de profissionais de destaque nas modalidades no âmbito nacional. A terceira edição, em 2012, foi realizada na cidade de Rio Claro – SP, na Universidade Estadual Paulista “Julia de Mesquita Filho” (Unesp), e também com o propósito firme de discutir os avanços no âmbito científico-acadêmico dessas modalidades olímpicas. Ressaltamos que os proponentes e organizadores deste evento, por meio de seus grupos de pesquisa: GrupodePesquisaemGinástica(FEF-UNICAMP); Laboratório de Pesquisas e experiências em Ginástica (LAPEGI-FCA-UNICAMP); Grupo de Estudos e Pesquisas Pedagógicas em Ginástica (GEPPEGIN – Unesp) e Grupo de Estudos e Pesquisas em Ginástica da USP (GYMNUSP), vem ocupando posições de destaque no estudo em ginástica e seus desdobramentos, tanto no cenário regional, nacional e também internacional. Assim, as três universidades públicas do Estado de São Paulo, voltam a reunir seus esforços para concretizar mais uma edição do SIGARC, dessa vez coordenada pela USP. E, então, assumem o compromisso de contribuir na produção do conhecimento científico da área, e manter a tendência revelada no estudo de Oliveira e colaboradores. Em outras palavras, estamos diante de mais uma oportunidade para prestigiar os trabalhos em ginástica no país e do exterior. E, por conseguinte, criar aproximações entre estudantes, pesquisadores, técnicos, professores e árbitros das modalidades em prol do desenvolvimento da ginástica! Saudações Ginásticas! Prof. Dra. Michele Viviene Carbinatto (EEFE-USP) Profa. Dra. Myrian Nunomura (EEFERP-USP) Profa. Dra. Eliana de Toledo (FCA-UNICAMP) Profa. Dra. Laurita Marconi Schiavon (FEF-UNICAMP) Prof. Dr. Marco Antonio Coelho Bortoleto (FEF-UNICAMP)
  9. 9. Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2015 Nov;29 Supl 8:9-12 • 9 IV Seminário Internacional de Ginástica Artística e Rítmica de Competição (SIGARC) The enhancement of gymnastics performance: where to start and what should be included? How do physiology, biomechanics and psychology interact in this process Ensaios Although scientists have been actively investigating severalvariablesinfluencingartisticgymnasticsperformers and performances, the number of publications and citations are still scares by margin compared to other sports. Each one from a separate side enhancing the state of the art scientifically based literature in an attempt to promoting this sport. However, not much has been published within a cross-collaboration attempts between different experts. The objective of this editorial is to give an insight into how physiology, biomechanics and psychology interact with each other in order to contribute Monèm JEMNI College of Arts and Sciences, Qatar University, Doah, Qatar Introduction The physiologists’ contribution Based on the fact that humans react differently under different conditions and regimes, exercise physiologists aim to understand how human systems work under these conditions. Such conditions have various impacts stress levels, arousal states, hormonal regulation that directly affect muscle physiology, force production and changes the neural control of the movement pattern2 . The impact of a “stress/situation” differs between the context of a gymnastics training and/or competition. The way the gymnast interacts with the external environment (coach, team mates, spectators and even the apparatus) changes according to the situation and subsequently influences to a better understanding of gymnastics performance. The coaching processes, the pedagogies and performance analysis would be under scrutiny as an entire picture in an attempt to consider real-sporting context. This full picture would certainly assist the end-users to fully expand their expertise and to apply a modern strategy into the make off future champions. The physiologists’ points of view will be developed in this context in order to wrap-up the interaction concept. Note that other points of views could be found in The Science of Gymnastics, Chapter 41 . the quality of his/her performance. The “environment” in which gymnasts perform is very special because of the specificities of the apparatus and with major safety concern associated to it. Equipment engineers have contributed to the immense gymnastics’ evolution from the 70s to nowadays. Coaches, gymnasts, medical staff, physiologists, biomechanists and psychologists interacted with manufacturers, each from their respective point of view in order to improve, not only the safety of the practitioners but also to insure a parallel evolution of the equipment that equal the increasing gymnastic difficulties. Here some evidence-based of these interactions. Interaction between physiologists & psychologists: growth and development versus individual and group personality How many times have you heard about conflicts between a coach and a gymnast? How many times have you heard about a very talented gymnast who made a huge success at junior level but disappeared / burnt- out after few years? How many times have you heard about severe injuries in gymnasts? Have you ever tried to understand why? Thehistoryof gymnasticsprovidesseveralexamplesof clashes between gymnasts and their coaches. However, it has been shown that most of these issues occur around
  10. 10. 10 • Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2015 Nov;29 Supl 8:9-12 IV Seminário Internacional de Ginástica Artística e Rítmica de Competição (SIGARC) Ensaios Interaction between physiologists & biomechanists: growth and development versus technique and skills design Workingwithyoungergymnastshasacrucialadvantage from a technical versus body composition point of view. Young gymnasts are typically lighter and shorter than older gymnasts. This slender physique has biomechanical advantagesinperforminghighriskacrobaticskillscommon to contemporary gymnastics. It is widely accepted that the shortstatureandreducedweight,typicallyobservedinelite gymnasts, offers less inertia to the angular momentum dominant in gymnastics performance4 . Coaches consider the pre-puberty phase as an important period of action; in fact gymnasts are very receptive to “technical learning” and strength and power gain during this period. It is also well known that puberty is associated not only with morphological and hormonal transformations but also with an increase of the maximal power5-6 . It has been proven that the high level of stress imposed by huge training volume and conditioning has an impact on menarche, bone heath and growth and development1,7-10 . Thus, young children become potentially at greater risk of different types of injuries. It is therefore, very important to understand all these issues when working with young gymnasts. Key elements that physiology provides in order to avoid these heath risks are: overload and progression, individual response, readiness and periodisation. A very clear and progressive periodisation of the training seasons taking into account all the above is necessary to avoid burnout. In addition, few tests could also be performed in the laboratory or on the “gym” to assess the progress of the gymnasts before raising the load stimulus versus stage and readiness. Physiologists have demonstrated that gymnasts (mainly females artistic and rhythmic) are prone to an increased risk of eating disorders and mineral deficiencies with a remaining issue: if they eat enough, what do they eat!?11-13 . In addition, many gymnasts and coaches are at risk of severe behavior in an attempt to maintain a lean body size; including extreme dieting, dehydration by the use of diuretics, punishment and food deprivation by the coach if gymnasts put some weight on, etc. Evidence showed that inappropriate diet leads to a decreased performance and an increased risk of injuries and some severe health issues14 . In order to prevent such issues, physiology provides tools to monitor gymnasts’ health and body composition via standardized tests and blood / saliva analysis. Regular medical and psychological exams are indeed recommended, particularly at high level and could be of a great support in many difficult cases. One of the main areas where biomechanists, coaches and physiologists interact effectively is the “invention/ design of new skills”. It is thanks to the collaborative work of these trios, that gymnastics has seen an extraordinary expansionof thetechnicalrepertoire.Thereisevidenceof work that has been previously performed using computer simulators in order to address the required biomechanical variables, in particular for high aerial acrobatic elements on the high bar, parallel and uneven bars and vault15-22 . adolescence and could have been avoided if coaches had wider range of knowledge and manoeuvres about this sensitive period. Indeed, teenagers undergo, various physiological changes which directly affect their mood and psychology.Heredity,maturity,gender,nutrition,rest,sleep, levelof fitness,illness/injury,motivationandenvironmental conditions influence the response of a gymnast to training stimulus. Obviously, each gymnast’s response is different to another. Male gymnasts generally reach their peak of performance in their early twenties, whereas female gymnasts tend to reach their peak in their mid-to-late teens BALE & GOODWAY3 . Working with different age groups is indeed one of the biggest challenges for a coach. Each age group has different “group psychology”, “group personality” and also “group fitness” which might be totally different to the respective individual components. In fact, the “individual personality” merges within the group’s personality to create a “trend”. In the mean time, some individuals might have stronger roles/status than others in each of the above “groupings”. The coach has to understand all these “group components / psychology” while considering the individual variables. There are many coacheswhosucceededinworkingwithyoungeragegroups but completely failed with older gymnasts and vice versa. Shall we end up by believing in common sense that says: “oh, this coach is born to work with children”!? For these reasons, one of the principles of training to fastidiously apply is individualization. A wise coach should detect individual responses and formulate appropriate reactions for each athlete. However, there are many cases when coaching a team makes individualizing a practical impossibility. Consulting sport psychologists can resolve major clashes and retrieve situations. Few high level gymnasts have indeed seen their career ending because of the lack of collaboration between coaches, psychologists and physiologists.
  11. 11. Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2015 Nov;29 Supl 8:9-12 • 11 IV Seminário Internacional de Ginástica Artística e Rítmica de Competição (SIGARC) Ensaios Some of these studies have been published but others kept “secret”. Also, some of these simulations have been successful but some others did not show any applications23-26 . A close link with the physiologists is a key point in order to guarantee the success of the “new designed element”. Body composition modeling versus gravity and motion laws is indeed very important to consider in order to guaranteeing a successful new skill. As a conclusion, gymnastics’ improvement depends not only on a better understanding of the skills’ performance, but also on the technical progress, the thorough understanding of the performer physiologically and psychologically and surely on the collaboration between scientists and manufacturers in innovating material and equipment. References 1. Jemni M. The science of gymnastics. London: Routledge; 2011. 2. Mikulas S. Evolution du niveau de l’état fonctionnel de l’analyseur vestibulaire en gymnastique sportive (garçons). In: Ganzin M, editor. Gymnastique artistique et GRS: communications scientifiques et techniques d’experts étrangers. Paris: INSEP. 1994. 3. Bale P, Goodway J. The anthropometric and performance variables of elite and recreational female gymnasts. N Zealand J Sports Med. 1987;63-66. 4. Faria IE, Faria EW. Relationship of the anthropometric and physical characteristics of male junior gymnasts to performance. J Sports Med Phys Fitness. 1989;29:369-78. 5. Bedu M, Fellmann N, Spielvogel H, Falgairette G, Van Praagh E, Coudert J. Force-velocity and 30s Wingate tests in boys at high and low altitudes. J Appl Physiol. 1991;70:1031-7. 6. Falgairette G, Bedu M, Fellmann N, Van Praagh E, Coudert J. Bio-energetic profile in 144 boys aged from 6 to 15 years with special reference to sexual maturation. Eur J Appl Physiol. 1991;62:151-6. 7. Jemni M, Friemel F, Le Chevalier JM, Origas M. Heart rate and blood lactate concentration analysis during a high level men’s gymnastics competition. J Strength Cond Res. 2000;14:389-94. 8. Sands WA, Hofman MG, Nattiv A. Menstruation, disordered eating behavior, and stature: a comparison of female gymnasts and their mothers. Int Sport J. 2002;6:1-13. 9. Theodoropoulou A, Markou KB, Vagenakis GA, et al. Delayed but normally progressed puberty is more pronounced in artistic compared with rhythmic elite gymnasts due to the intensity of training. J Clin Endocrinol Metab. 2005;90:6022-7. 10. Courteix D, Rieth N, Thomas T, et al. Preserved bone health in adolescent elite rhythmic gymnasts despite hypoleptinemia. Horm Res. 2007;68:20-7. 11. Lindholm C, Hagenfeldt K, Hagman U. A nutrition study in juvenile elite gymnasts. Acta Paediatr. 1995;84:273-7. 12. Filaire E, Lac C. Nutritional status and body composition of juvenile elite female gymnasts. J Sports Med Phys Fitness. 2002;42:65-70. 13. Jankauskienė R, Kardelis K. Body image and weight reduction attempts among adolescent girls involved in physical activity. Medicina (Kaunas). 2005;41:796-801. 14. Benardot D. Nutrition for gymnasts. In: Marshall NT, editor. The athlete wellness book. Indianapolis: USA Gymnastics; 1999. p.1-28. 15. Holvoet P, Lacouture P, Duboy J. Practical use of airborne simulation in a release-regrasp skill on the high bar. J Appl Biomech. 2002;18:332-44. 16. Mkaouer B, Jemni M, Amara SM, et al. Analyse des paramètres déterminants de la performance lors du grand jeté lancer-rattraper en GR. Proceedings of the 5th International Conference of the Association Française pour la Recherche en Activités Gymniques et Acrobatiques (AFRAGA); 2005 Apr 11-13; Hammamet, Tunisia. Hammamet: AFRAGA; 2005. 17. Sands WA, Jemni M, Stone M, McNeal J, Smith SL, Piacentini T. Kinematics of vault board behaviours: a preliminay comparison. Proceedings of the 5th International Conference of the Association Française pour la Recherche en Activités Gymniques et Acrobatiques (AFRAGA); 2005 Apr 11-13; Hammamet, Tunisia. Hammamet: AFRAGA; 2005. 18. Yeadon MR, King MA, Hiley MJ. Computer simulation of gymnastics skills. Proceedings of the 5th International Conference of the Association Française pour la Recherche en Activités Gymniques et Acrobatiques (AFRAGA); 2005 Apr 11-13; Hammamet, Tunisia. Hammamet: AFRAGA; 2005. 19. Sands W, McNeal J, Stone M, Russell E, Jemni M. Flexibility enhancement with vibration: acute and long-term. Med Sci Sports Exerc. 2006;38:720-5. 20. Sands WA, Stone M, McNeal J, et al. A pilot study to measure force development during a simulated Maltese Cross for gymnastics still rings. XXIV International Symposium on Biomechanics in Sports (ISBS); 2006 July 14-18; Salzburg, Austria. Salzburg: ISBS; 2006.
  12. 12. 12 • Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2015 Nov;29 Supl 8:9-12 IV Seminário Internacional de Ginástica Artística e Rítmica de Competição (SIGARC) ADRESS Monèm Jemni Department of Sport Science College of Arts and Sciences Qatar University P.O. Box: 2713 Doha - QATAR e-mail: m.jemni@qu.edu.qa 21. Hars M, Holvoet P, Barbier F, Gillet C, Lepoutre FX. Study of impulses during a walkover backward on the balance beam in women gymnasts. Proceedings of the 1st Scientific Symposium of the Asian Gymnastics Union; 2008 Nov 14; Doha, Qatar. Doha: Aspire Academy; 2008. 22. Mkaouer B, Jemni M, Amara S, Tabka Z. Kinematics study of jump in backward rotation. Proceedings of the 1st Scientific Symposium of the Asian Gymnastics Union; 2008 Nov 14; Doha, Qatar. Doha: Aspire Academy; 2008. 23. Know YH, Fortney VL, Shin IS. Analysis of Yurchenko vaults performed by female gymnasts during the 1988 Seoul Olympic Games. Int J Sport Biomech. 1990;2:157-77. 24. Milev N. Analyse cinématique comparative du double salto arrière tendu avec et sans vrille (360°) à la barre fixe. In: Ganzin M, editor. Gymnastique artistique et GRS: communications scientifiques et techniques d’experts étrangers. Paris: INSEP; 1994. p.115-24. 25. Petrov V. Modèle expérimental d’exécution du double salto avant groupe avec reprise de barre à la barre fixe. In: Ganzin M, editor. Gymnastique artistique et GRS: communications scientifiques et techniques d’experts étrangers. Paris: INSEP; 1994. p.135-41. 26. Petrov V. Technique et méthode d’exécution d’un salto avant jambes écartées à partir d’un grand tour jusqu’à la reprise de la barre en suspension arrière. In: Ganzin M, editor. Gymnastique artistique et GRS: communications scientifiques et techniques d’experts étrangers. Paris: INSEP; 1994. p.169-75.
  13. 13. Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2015 Nov;29 Supl 8:13 • 13 IV Seminário Internacional de Ginástica Artística e Rítmica de Competição (SIGARC) An overview of the coach education initiatives and Brazil’s participation in them Ensaios The Academy Program has the goal to provide lesser developed as well as highly developed gymnastics countries with a common knowledge base for the development of high performance gymnasts. The information is scientifically based on the growth and development characteristics of the developing child: it is athlete centered; and it provides examples of what is considered “best world practice”. Over time, the FIG Academy Program has included all of the gymnastics sports and in the past few years was enhanced with a comprehensive FIG Age Group Development and Competition Program. Hardy FINK International Gymnastics Federation (FIG) ENDEREÇO Hardy Fink International Gymnastics Federation - FIG Avenue de la Gare, 12 630 1001 - Laussanne - SWITZERLAND e-mail: hfink@shaw.ca The Age Group Development and Competition Program includes a testing and monitoring and development program for physical abilities and technical skills as well as a complete two-stream multi-level competition program with modified rules for age-group gymnasts and compulsory exercises for all ages. The FIG has now organized nearly 300 coach education events in seventy-five countries with participants from 125 member federations. Brazil was one of the early hosts of and participants in the academy program but the continued interest seems to have abated. Nevertheless, some of the most active experts for the FIG Academy Program are Brazilians.
  14. 14. Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2015 Nov;29 Supl 8:15-16 • 15 IV Seminário Internacional de Ginástica Artística e Rítmica de Competição (SIGARC) The Soviet coach in NZ: examining cross-cultural expectations in gymnastics Ensaios In the 1990s, the former Soviet Union (FSU) was described as experiencing a ‘brain drain’, as many professionals migrated from the FSU to the West1 . One type of migrant professional was the gymnastics coach, with many Western countries eager to employ coaches from the highly successful Soviet gymnastics system2 . Previous studies have found that FSU migrants encounter significantly different sociocultural expectations in their new countries (see for example, HUTCHISON3 ; REMENNICK4 ; SHOR5 ). However, there has been surprisingly little attention to the experiences of migrant sports coaches within sporting literature6-7 . This presentation presents analyses of interviews with a selection of gymnastic coaches from the FSU who have migrated to New Zealand, focusing on how they came to arrive in New Zealand and their experiences of coaching in New Zealand. Semi-structured life story interviews were conducted with six coaches who migrated from the FSU to New Zealand and became employed by clubs as full-time gymnastics coaches. Interviewees included two women, two men and one married couple. All were born in the FSU, considered Russian their native tongue and identified themselves as Russian (two were born in what is now Uzbekistan). Participants were identified through the researcher’s previous gymnastics research. Interview questions covered coaching experiences in the FSU and New Zealand, reasons for migrating and how migration occurred. Interviews were conducted in English throughout 2013 and 2014. Interviewees chose the interview location. Each interview took approximately one hour, was tape recorded and fully transcribed. The author coded the data following BRAUN and CLARKE’s8 six step process. Transcripts were read repeatedly, initial codes developed and themes then identified. One of the most significant findings was the role that social capital played in facilitating migration. Social capital refers to the ability for an individual to secure benefits through their connections with others9 . In this study, migration was seen by all the participants as a benefit that they received owing to their personal social connections. Indeed, all the interviewed migrants came to New Zealand as a result of hearing of, and/ Roslyn KERR Lincoln University, New Zealand or being recommended for, an appropriate coaching job through someone that they already knew, usually another coach from the FSU. This finding is significant for Western gymnastics clubs seeking to employ gymnastics coaches, who often advertise for coaches using internet employment sites yet may benefit from utilizing gymnastics coaching networks. The study also found that coaches were particularly struck by a number of differences between the FSU and New Zealand. Specifically, coaches focused on the role of the state in sport, parents’ role/s in children’s sport, the role of sport in a child’s life, as well as children’s work-ethic and physical movement skills. All these factors combined together to emphasize the significant difference between working in a socialist, state-funded institution and a capitalist system where parents pay fees to clubs who then pay coaches. This meant that coaches needed to shift from thinking of gymnasts as products of the state, who would likely receive significant financial rewards if successful, to thinking of gymnasts as consumers who paid clubs for coaching. All the coaches in the study described how they had adapted their coaching style to suit the New Zealand environment. In line with the need for coaches to reconceptualize gymnasts as consumers rather than products, various changes were reported. These included changing from terse instruction to ‘soft’ speaking, using constant reassurance and utilizing games. However, the coaches found that these efforts were only partially successful. The experience of these coaches, overall, was one of a marked challenge to practices which had previously resulted in considerable coaching success. In large measure, they attributed this to sociocultural differences in how children could be treated in a training environment. In the FSU, both coaches and children (gymnasts) are products of a national system designed to produce successful competitors, whereas in New Zealand, private training clubs exist with the dual focus of producing success and providing a well-rounded childhood experience. Thus, coaches migrating to New Zealand from the FSU were challenged to produce both successful gymnasts and well-rounded children, which was very different from their previous experience.
  15. 15. 16 • Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2015 Nov;29 Supl 8:15-16 IV Seminário Internacional de Ginástica Artística e Rítmica de Competição (SIGARC) Ensaios References 1. Moody A. Reexamining brain drain from the former Soviet Union. Nonproliferation Rev. 1996;3:92-97. 2. Girginov V, Sandanski I. From participants to competitors: the transformation of British gymnastics and the role of the Eastern European model of sport. Int J Hist Sport. 2004;21:815-32. 3. Hutchison CB. Cross‐cultural issues arising for four science teachers during their international migration to teach in US high schools. Sch Sci Math. 2006;106:74-83. 4. Remennick L. Survival of the fittest: Russian immigrant teachers speak about their professional adjustment in Israel. Int Migr. 2002;40:99-121. 5. Shor R. Professionals’ approach towards discipline in educational systems as perceived by immigrant parents: the case of immi- grants from the former Soviet Union in Israel. Early Child Dev Care. 2005;175:457-65. 6. Carter T. ‘Re-placing sport migrants: moving beyond the institutional structures informing international migration’. Int Rev Sociol Sport. 2011;48:66-82. 7. Borges M, Rosado A, Oliveira R, Freitas F. Coaches’ migration: a qualitative analysis of recruitment, motivations and experiences. Leisure Stud. 2014. doi:10.1080/02614367.2014.939988 8. Braun V, Clarke V. Using thematic analysis in psychology. Qual Res Psychol. 2006;3:77-101. 9. Portes A. Social capital: its origins and applications in modern sociology. Annu Rev Sociol. 1998;24:1-24. ENDEREÇO Roslyn Kerr Lincoln University 7th Floor Forbes PO Box 85084 Lincoln 7647 - Christchurch - NEW ZEALAND e-mail: Roslyn.Kerr@lincoln.ac.nz
  16. 16. Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2015 Nov;29 Supl 8:17-18 • 17 IV Seminário Internacional de Ginástica Artística e Rítmica de Competição (SIGARC) Coming of age in wag: an ecological perspective of factors contributing to career prolongation Ensaios Women’sartisticgymnastics(WAG)hasbeencharacterised as a sport of short careers. In recent years, however, a considerable number of elite gymnasts have extended their careersintotheirtwenties.Takingtheinternationalpresence of ‘older’gymnastsatthehighestlevelof sportasastarting Astrid SCHUBRING University of Gothenburg, Sweden Natalie BARKER-RUCHTI University of Gothenburg, Sweden Roslyn KERR Lincoln University, New Zealand Georgia CERVIN University of Western Australia, Australia Myrian NUNOMURA University of Sao Paulo, Brazil Introduction While there is a large body of literature on athlete development and athletic career pathways, most studies focus either on training issues, physical dispositions and/ or psychological skills. As a consequence, they miss an integrative approach. Further, much of this research adopts a predictive design and is thus unable to provide evidence of how long-term successful careers are actually being developed. To counter these shortcomings, Theoretical and methodological approach point, the research project ‘Coming of Age: Towards Best Practice in Women’s Artistic Gymnastics’ investigates the causes and effects of this trend1 . Central to this research is the question of which factors actually allow elite gymnasts to prolong their careers? we adopt BRONFENBRENNER’S2 theory of ecological systems. This theory proposes that individuals learn and develop in interaction with factors situated in nested contextual systems (micro-, meso-, exo-, macrosystem), and in relation to historical contexts (chrono-system). For the purpose of our research, the theory supports the retrospective examination of factors that allowed successful career development in WAG. Research methods We draw on data from the ‘Coming of Age’ research project, namely biographical interview material that was provided by an international sample of 10 gymnasts who have been or are currently competing at the highest level and are older than 20 years of age, five coaches and two judges. Using a thematic analysis, we identified different layers of influence and grouped these using Bronfenbrenner’ theoretical model. Several themes emerged as more dominant than others and received further analytic exploration.
  17. 17. 18 • Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2015 Nov;29 Supl 8:17-18 IV Seminário Internacional de Ginástica Artística e Rítmica de Competição (SIGARC) Ensaios Conclusion References The findings challenge the common belief that WAG success depends on a young and slender body, early entrance and peaking, intensive training and stringent coach control. They particularly reject the assumption that pubertal development ends WAG careers. Instead, the results demonstrate how puberty has the potential to act a positive transition that allows gymnasts to become autonomous, which in turn positively develops relationships and training, and health and performance. Certainly, for the gymnasts of our study, the increased autonomy significantly extended careers and produced long-term competitive success. 1. Kerr R, Barker-Ruchti N, Schubring A, Cervin G, Nunomura M. Coming of age: towards best practice is women’s artistic gymnastics. Canterbury: Lincoln University; 2015. (LEaP Research Report, 37). 2. Bronfenbrenner U. The ecology of human development: experiments by nature and design. Harvard: Harvard University Press; 1979. ENDEREÇO Astrid Schubring University of Gothenburg R. Läroverksgatan 7 405 30 - Gothenburg - SWEDEN e-mail: astrid.schubring@gu.se The factors that influence gymnasts to prolong their careers are complex and interact in dynamic and diverse ways. However, five aspects could be identified as critical for successful career continuation: a) athletes fitting the idealised WAG physique; b) an equal coach-gymnast relationship; c) flexible career development models; d) an opening up of age- and performance-related beliefs; and e) changes in sporting regulations. Importantly, these aspects (esp. a-d) developed as gymnasts transitioned through puberty and in several cases, experienced periods of reflection because of timeouts from WAG. As an outcome, gymnasts developed self-, body- and performance autonomy, which allowed them to direct the relationships with their coaches and their training. As a result, gymnasts were increasingly able to control their health and career pathways. Findings
  18. 18. Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2015 Nov;29 Supl 8:19-22 • 19 IV Seminário Internacional de Ginástica Artística e Rítmica de Competição (SIGARC) Ginástica rítmica de alto rendimento desportivo Ensaios Maria de Lurdes Tristão Ávila CARVALHO Faculdade de Desporto, Universidade do Porto O trabalho realizado em conjuntos teve como princi- pais objetivos analisar as características antropométricas, composição corporal, idade da menarca, volume de horas de treino, o início da atividade desportiva e anos de prática das ginastas de Elite de conjuntos de Ginástica Rítmica e analisar, em função do desempenho em competição, o conteúdo dos exercícios de competição desses conjuntos contribuindo para a caracterização quer das ginastas quer da performance dos conjuntos de excelência em GR. Analisar a composição coreográfica de conjuntos de Elite. Foram analisadas as características de 84 ginastas de conjuntos que participaram nas Taças do Mundo de GR de Portimão em 2009 e 2010 e analisado o conteúdo de 126 exercícios de competição de conjuntos de 28 países que submeteram as cartas de competição durante quatro Taças do Mundo de GR em Portimão (2007 a 2010). Para a análise das características das ginastas foi calculado o índice de massa corporal, massa gorda e massa magra, as duas últimas estimadas a partir de pregas cutâneas e perímetros corporais. A informação relativa à idade da menarca das ginastas assim como a idade de início do treino em GR, anos de prática e volume de horas de treino (diário e semanal) foi recolhida apartir de questio- nário. Para a análise do conteúdo dos exercícios, todos os elementos de dificuldade corporal, de aparelho e espe- cíficos de conjuntos registrados nas fichas técnicas dos conjuntos fornecidas nas competições foram analisadas. A partir dos resultados referentes à caracterização das ginastas de elite de conjuntos de GR, consideramos que não são as características antropométricas, da composição Estudo de variáveis do desempenho na especialidade de conjuntos corporal e da idade da menarca as que se apresentam substancialmente relevantes na explicação do sucesso em competição destas ginastas. No entanto, concluímos que essas características são comuns às ginastas de elevado nível de desempenho. O elevado volume de horas de treino semanal (cerca de 42 horas) explicou 42% do sucesso em competição. A iniciação precoce em GR (aos seis anos de idade) e o elevado número de anos de prática são significativamente relevantes no alcance do patamar de excelência em conjuntos de GR. A idade da menarca observada nas ginastas foi signi- ficativamente mais tardia nas ginastas mais velhas pelo maior número de anos de treino em GR que antecede- ram o aparecimento da menarca. Os resultados referen- tes à análise do conteúdo dos exercícios permitiu-nos considerar como consistente o padrão das composições dos exercícios de competição de elevado nível de de- sempenho desportivo. Estes incluem: maior número e complexidade na utilização de elementos de dificuldade em troca, dificuldades em equilíbrio executadas na sua maioria com elevada amplitude e executadas com dife- rentes apoios de forma dinâmica, dificuldades em salto maioritariamente executados com rotação, dificuldades em rotação executadas na sua maioria com elevada complexidade técnica, maior utilização de critérios asso- ciados aos lançamentos (explicando 6% do sucesso em competição) em detrimento de critérios associados às receções, maior utilização de colaborações com perda de contato visual com o aparelho durante o voo explicando 16,5% do sucesso em competição. Análise do conteúdo dos exercícios de competição individual Otrabalhorealizadoatravésdeexercíciosindividuaisteve comoprincipalobjetivoanalisaroconteúdodasdificuldades dosexercíciosdecompetiçãodasginastasdeeliteindividual de Ginástica Rítmica de acordo com o desempenho em competiçãoeaparelhosdecompetição.Ainformaçãoquan- titativa adquirida a partir desta análise permite caracterizar a composição dos exercícios de competição das ginastas e portantoépossívelidentificarastendênciasdaestruturação do desempenho, perceber como é interpretado o Código de Pontuação e conhecer estratégias utilizadas nessas com- posições. Os dados da pesquisa foram recolhidos a partir das folhas oficiais de dificuldade dos exercícios fornecidas nascompetições.Analisamosoconteúdode288exercícios de competição de ginastas de elite individuais nos quatro aparelhos (arco, bola, maças e fita) nas Taças do Mundo de Lisboa em 2013 e 2014. As ginastas foram divididas em
  19. 19. 20 • Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2015 Nov;29 Supl 8:19-22 IV Seminário Internacional de Ginástica Artística e Rítmica de Competição (SIGARC) Ensaios três subgrupos de acordo com o ranking nas competições analisadas: Grupo 1: 1º a 8º posição (Ginastas finalistas); Grupo 2: 9º a 22º posição (2ª parte do ranking); Grupo 3: 23ª a 36º posição (3ª parte do ranking). Os resultados referentes a análise das quatro dificul- dades (dificuldades corporais, maestrias, combinação de passos de dança e elementos dinâmicos com rotação e lançamento) permitiu-nos verificar que não foram encon- tradas diferenças significativas nas ginastas dos diferentes rankings analisados. Deste modo, concluímos que as gi- nastas de elite apresentam as folhas oficiais de dificuldade com características semelhantes, no entanto, o número de dificuldades validadas pelos juízes e a nota alcançada atravésdoscritériosdeexecuçãoavaliados(faltastécnicase artísticas)traduzemorankingdasginastasnascompetições. Algumas informações adquiridas e algumas diferen- ças nos rankings analisados sem significado estatístico, merecem destaque. Relativamente às dificuldades cor- porais verificamos a utilização de 25 diferentes tipos de saltos, 21 tipos de equilíbrios e 27 tipos de rotações nos exercícios analisados. As ginastas da 3ª parte do ranking apresentaram menores valores nas rotações. Além disso, estas ginastas mostraram menor número de dificuldades múltiplas que as finalistas e ginastas da 2ª parte do ranking. O maior valor de saltos e menor valor de equilíbrios encontram-se nos exercícios de fita em todos os grupos analisados. As combinações de dificuldades mistas mais utilizadas são: equilíbrio + equilíbrio; rotação + rotação e rotação + equilíbrio. Por fim, observamos que o grupo das ginastasfinalistasapresentouomenornúmerodedificulda- des realizadas com uma onda de corpo e/ou uma rotação adicional como forma de bonificação da dificuldade. O maior número de passos de dança e de elementos do grupo fundamental do aparelho associados aos passos de dança estão presentes nos exercícios de fita e maças. As ginastas de todos os grupos analisados realizaram o maior número de mestrias do aparelho nos exercícios de arco e bola. Portanto, concluímos que as ginastas têm investido mais em passos de dança e menos em mestria nos exercícios de fita e maças e o contrário ocorre nos exercícios de arco e bola. Acerca da maestria de aparelho, verificamos 6 dife- rentes tipos de combinações de bases e critérios como requisitos desta dificuldade. No entanto, a combinação mais utilizada em todos os grupos analisados foi de 1 base e 2 critérios. Além disso, notamos que a maior parte das mestrias de aparelho das finalistas e ginastas da 2ª parte do ranking são realizadas com elementos do grupo não fundamental do aparelho, e com elementos do grupo fundamental do aparelho nas ginastas da 3ª parte do ranking. Através da análise dos elementos dinâmicos com rotação e lançamento foi possível verificar que o maior número de rotações é realizado nos exercícios de fita e maças, o maior número de critérios adicionais são observados nos exercícios de arco e maças, contudo, o critério adicional rotação do corpo apresentou valores equivalentes em todos os aparelhos. O maior e o me- nor número de critérios adicionais de lançamento do aparelho foram encontrados nos exercícios de maças e bola, respectivamente. Assim como o maior e o menor número de critérios adicionais de receção do aparelho foram encontrados nos exercícios de bola e fita, res- pectivamente. Ajuízamento Em competição de alto rendimento, muitas vezes as diferenças entre as concorrentes são tão pequenas, que pequenos desvios sistemáticos das juízes e/ ou pequenos pormenores da estrutura do exercício, podem interferir na posição final do ranking, pelo que a nossa análise incide sobre o ajuizamento e o conteúdo estrutural do exercício. O trabalho realizado sobre o ajuizamento teve como principais objetivos: 1) caracterizar as juízes inter- nacionais de Ginástica Rítmica (GR), oriundas de todas as partes do mundo, com as suas culturas próprias e co- nhecer a perspetiva do avaliador relativa à objetividade na aplicação das regras e as suas orientações para promover a evolução da modalidade; 2) analisar a confiabilidade e validade do ajuizamento de Dificuldade (D)(Score final); e 3) a precisão no ajuizamento da Dificuldade (scores atribuídos por cada juiz a cada elemento de dificuldade). O trabalho realizado sobre o conteúdo dos exercícios teve como principais objetivos: 1) fazer uma análise das tendências de desenvolvimento da modalidade em geral e da carga dos exercícios em especial; 2) Identificar as características estruturais na composição dos exercícios, a diversidade e variedade de utilização dos diferentes elementos técnicos. Foi analisada toda a atividade das quatro juízes de dificuldade, bem como o conteúdo da composição, re- portada nas cartas de Competição usadas nos exercícios individuais durante o Campeonato do Mundo Kiev 2013, de acordo com: 1) posição no ranking (1ª parte , 2ª parte e 3ª parte); e 2) aparelho (Arco, Bola, Maças e Fita). Isto, inclui um total de 1152 cartas de Competição, respetivas
  20. 20. Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2015 Nov;29 Supl 8:19-22 • 21 IV Seminário Internacional de Ginástica Artística e Rítmica de Competição (SIGARC) Ensaios a 288 exercícios. Responderam a um questionário, com- posto por 15 questões agrupadas em duas categorias: 1) Informações pessoais, formação académica, formação e experiencia profissional; e 2) objetividade na avaliação da GR e propostas de alteração de regras com vista ao enriquecimento da modalidade, 162 juízes internacionais de ginástica rítmica, provenientes dos cinco continentes. A partir dos resultados referentes ao ajuizamento, constatamos que, as juízes internacionais têm em média 43,4 anos de idade, (mínimo 22 - máximo 68), 98,8% são do sexo feminino, com habilitações académicas de grau superior (Licenciatura-49,3%, mestrado-31,4%, Doutoramento-9,4%). Tem larga experiencia de ajuiza- mento (mais de dois ciclos Olímpicos) e são na maioria treinadores de GR. A maioria das juízes (64,8%) propõem alterações nos critérios de avaliação e nas exigências de Composição limitando a repetição de elementos de dificuldade nos diferentesaparelhos,comvistaaoenriquecimentodavarie- dade e diversidade dos exercícios. Destacaram com menor objetividade na avaliação os grupos de Mestria, Passos Rítmicos e elementos de risco, na dificuldade corporal e o grupo de faltas artísticas na execução, com incidência nos itens de Unidade na Composição e Música Movimento. Podemos considerar que existe índices elevados de validade e confiabilidade no ajuizamento das ginastas com melhores e piores resultados desportivos(1ª e 3ª parte do ranking). O mesmo não se verifica nas ginastas de nível médio (2ª parte do ranking). O aparelho não é uma causa de variabilidade no ajui- zamento, já que, não se verificam diferenças de validade e confiabilidade quando analisados os scores finais nos diferentes aparelhos. As quatro juízes de dificuldade de GR discordam na sua avaliação em 40% dos casos analisados. Verifica- se discordância na avaliação entre as quatro juízes, nos diferentes grupos de dificuldade, quer quando se considera os diferentes aparelhos, quer quando se considera as três partes do Ranking. É na segunda parte do ranking que se verifica maior desacordo e nos aparelhos Arco e Maças. Os critériosdeavaliaçãoparacadaumdosgruposdedificuldade, revelam-se precisos na avaliação dos saltos e equilíbrios. O mesmo não acontece nos restantes grupos, onde sobressai os grupos de dificuldade de Mestria e elementos de risco, onde se identifica falta de precisão na avaliação, em todos os aparelhos e em todas as partes do ranking. Os resultados referentes à análise do conteúdo dos exercícios permitiu-nos considerar que nas diferentes composições, são utilizados elementos de dificuldade corporal similares com variedade limitada. Os elemen- tos preferidos e com maior número de repetições são: “pivot” em atitude, “pivot” a agarrar a perna atras e rotação em “penché”; equilíbrio perna livre em elevação superior, em diferentes posições; tronco à horizontal ou abaixo da horizontal sem ajuda; Salto “jeté en tournant” com e sem flexão do tronco. Os elementos com mais valor são os elementos de risco e Rotações e representam 50% do valor total da composição. Representam uma evolução significativa no coeficiente de dificuldade dos exercícios. As dificuldades de equilíbrio foi a categoria menos utilizada. As principais diferenças na composi- ção dos exercícios quando analisadas as três partes do ranking e que determinam o sucesso em competição são: 1) O número de rotações na planta do pé ou outra parte do corpo, rotações “fouette” e dificuldades mistas; 2) o valor de saltos, rotações, elementos de risco e dificulda- des mistas. Não encontramos diferenças significativas de número e valor dos Passos Rítmicos e Mestrias. Finalmente, estes estudos providenciam informações importantes sobre o conteúdo dos exercícios de GR no que respeita a: a) possíveis alterações do código de pontuação, que favoreçam a precisão no ajuizamento e a variedade e diversidade das composições; b) processo de treino e performance individual das ginastas. Bibliografia recomendada Leandro C, Ávila-Carvalho L, Sierra-Palmeiro E, Bobo-Arce M. Accuracy in judgment the difficulty score in elite rhythmic gymnastics individual routines. Sci Gymnastics J. Forthcoming 2015. Batista Santos A, Lemos ME, Lebre E, Ávila Carvalho L. (2015). Active and passive lower limb flexibility in hight level. Rhytmic Gymnastics. Sci Gymnastics J. 2015;7:55-66. Leandro C, Ávila-Carvalho L, Sierra-Palmeiro E, Bobo-Arce M. What do rhythmic gymnastics judges think about their code of points? In: Radmann A, Hedenborg S, Tsolakidis E, editors. Book of abstracts of the 20th Annual Congress of the European College of Sport Science. Malmo: ECSS; 2015. p.569. Ávila-Carvalho L, Klentrou P, Palomero ML, Lebre E. Anthropometric profiles and age at menarche in elite group rhythmic gymnasts according to their chronological age. Sci Sports J. 2013;28:172-80.
  21. 21. 22 • Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2015 Nov;29 Supl 8:19-22 IV Seminário Internacional de Ginástica Artística e Rítmica de Competição (SIGARC) ENDEREÇO Lurdes Ávila Carvalho Faculdade de Desporto Universidade do Porto R. Dr. Plácido Costa, 91 4200-450 - Porto - PORTUGAL e-mail: lurdesavila@fade.up.pt Ávila-Carvalho L, Klentrou P, Lebre E. Handling, throws, catches and collaborations in elite group rhythmic gymnastics. Sci Gym- nastics J. 2012;4:37-47. Ávila-Carvalho L, Klentrou P, Palomero ML, Lebre E. Analysis of the technical content of elite rhythmic gymnastics group routines. Open Sports Sci J. 2012;5:146-53. Ávila-Carvalho L, Lebre E. Dança na educação física: princípios metodológicos. In: Monteiro E, Alves MJ, editores. Livro de atas do Seminário Internacional Descobrir a dança/ Descobrir através da dança. Lisboa: Faculdade de Motricidade Humana; 2011. p.307-19.
  22. 22. Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2015 Nov;29 Supl 8:23-24 • 23 IV Seminário Internacional de Ginástica Artística e Rítmica de Competição (SIGARC) O profissional de Educaçaõ Física e Esporte Ensaios É comum na área da Educação Física e do Esporte persistir o fato de que as experiências anteriores na modalidade esportiva sejam suficientes como conhecimento para trabalhar como técnico da modalidade. Aexperiênciapréviaemumesportetrazconhecimentos valiosos na atuação profissional, mas é preciso questionar casos em que o técnico se restringe a essa experiência e não busca outras fontes para complementar sua sapiência na modalidade em questão. É neste sentido que defendemos que a formação profissional não se restringe à aplicação da vivência acumulada na carreira esportiva, mas, à gestão de situações-problemas advindos da realidade de sua atuação. É preciso que os profissionais tenham o “talento artístico profissional”1 , e que sejam capazes de lidar com situações únicas, incertas e conflituosas de um ginásio, muitas vezes completamente diferentes da vivida. Não obstante, ter sido um atleta não é situação “sine qua non” para a atuação, pois o “know-how” de um técnico esportivo2 poderá ser adquirido por um conjunto de fatores, como o ensino formal (ensino superior; pós- graduação, dentre outros); o ensino informal (canais específicos no “youtube”, blogs, comunidades de prática, conversa entre pares) e não-formal (como a participação de cursos, congressos e encontros, como o IV SIGARC). Soma-se a isso o fato das constantes mudanças que ocorrem nas modalidades esportivas, inclusas a ginástica artísticaerítmica:novosequipamentosoficiaiseauxiliares, novas tecnologias para o acesso e registro de treinos e/ou competições, novos elementos e combinações de elementos ginásticos, novas metodologias de treinamento, dentre outros. O importante é que o profissional apresente um estado contínuo e constante de curiosidade ingênua3 , Michele Viviene CARBINATTO Escola de Educação Física e Esporte, Universidade de São Paulo consolidada apenas com a reflexão constante das ações, é o olhar para a própria ação de maneira particular e à distância, para melhor entendermos o que fizemos, estamos fazendo e faremos4 . A reflexão não deve ser considerada como conhecimento “puro”, mas um conhecimento impregnado por conotações, valores, cenários da própria experiência vital daquele que reflete. Refletir é, enquanto ação consciente, a imersão em seu próprio mundo, e possibilita desfazer de dúvidas e falsas justificativas. O ato de refletir proporciona, também, segurança na escolha das opções e, então, maiores possibilidades de realizações. É neste sentido que o profissional não deve perder de vista que sua formação é um processo ininterrupto, pois não é possível fundamentá-la em um curso específico. A formação precisa perdurar e acompanhar todos os dias da atuação. Portanto, não basta uma reflexão superficial, é preciso um movimento em que a prática e as experiências possam elucidar as construções teóricas e, as teorias, por sua vez, sejam a possibilidade para a superação dos problemas da prática. O profissional deve associar, de maneira consistente, o contexto e o entorno com as preocupações resultantes da coerência interna da área da Educação Física e do Esporte. É preciso trabalhar os princípios de um conhecimento pertinente e de um ensino preocupado com a condição humana. E, o caminho a ser trilhado para isso exige5 : a) o enfrentamento de nossas incertezas; b) a aprendizagem do sentir, do ver e do ouvir; c) uma educação para nos tornarmos pessoas compreensíveis e sensíveis, ações ausentes no ensino escolar atual; d) o encontro com o real; e, e) o estabelecimento de uma ética centrada no ser humano, entendido esse humano ao mesmo tempo como indivíduo, sociedade e espécie. Apoio Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
  23. 23. 24 • Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2015 Nov;29 Supl 8:23-24 IV Seminário Internacional de Ginástica Artística e Rítmica de Competição (SIGARC) Ensaios Referências 1. Schön D. Educando o profissional reflexivo. Porto Alegre: Artmed; 2000. 2. Mallet CJ Trudel P, Lyle J, Rynne SB. Formal vc informal coach education. Int J Sports Sci Coach. 2009;4:325-34. 3. Freire P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra; 1999. 4. Furter P. Educação e reflexão. 15a ed. Petrópolis: Vozes; 1985. 5. Moreira, WW, Nista-Piccolo V. Formação de professores de educação física e o projeto pedagógico da escola: a busca do pensa- mento complexo. In: Bento JO, Tani G, Prista A. Desporto e educação física em português. Porto: Universidade do Porto; 2010. ENDEREÇO Michele V. Carbinatto Escola de Educação Física e Esporte - USP Av. Prof. Mello Moraes, 65 05508-030 - São Paulo - SP - BRASIL e-mail: mcarbinatto@usp.br
  24. 24. Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2015 Nov;29 Supl 8:R.1-R.7 • R.1 IV Seminário Internacional de Ginástica Artística e Rítmica de Competição (SIGARC) Sociocultural:GinásticaArtística CHRONOLOGICAL TABLE ABOUT ELEMENTS FOR POMMEL HORSE PERFORMANCE IN MEN’S ARTISTIC GYMNASTICS NAKASONE M. nakasone@bss.ac.jp Biwak0 Seikei Sport College INSPIRAÇÃO COMO MOTIVAÇÃO E MODELO NA NARRATIVA DE UMA GINASTA OLÍMPICA BRASILEIRA PEREZ CR, QUINTILIO NK. reyperez@uol.com.br Escola de Educação Física e Esporte - USP Grupo de Estudos Olímpicos (GEO-EEFE-USP) 001 002 Currently, more than 100 elements on the Pommel Horse (PH) have been recorded in the Gymnastics Code of Points. However, we wonder by whom, when or where these various elements are performed. The purpose of this study was to collate data elements on the PH in men’s artistic gymnastics and to suggest new elements in the future. The method of study was undertaken by bibliographic analysis. This article refers mainly to journals that were published by the Japan Gymnastic Association, and a list that was made regarding the occurrence of new elements on PH in men’s artistic gymnastics. From the analysis, the author gatherd data regarding various elememts that were performed. For example, A other travel forward in cross support to other end (3/3) was performed by MAGYAR.Z in the 1972 Olympic. Flair was performed by TOMAS.K in the 1976 Olympics. Flair through handstand dismounts was performed by KORLEV.Y in the 1981 World Championships. Another example, scissor forward with 1/4 turn through handstand on 1 pommel, lower to support with straddle legs was performed by Li Ning in the 1984 Olympics. In recent years, Reverse Stöckli straddle through handstand, 3/3 travel (forward - backward), 360° to flair was performed by BSNARI.A in the 2011 European championships. Any side support 1/1 spindle with hand support to the other side and return (maximum 2 flairs or circles) was performed by EICHORN.W, Travel 3/3 over both pommels with 1⁄2 spindle was performed by NIN REYES.A and on the leather, from cross support, Russian Wendeswing with 360° over both pommels was performance by VAMMEN.H in World championshipsin in the 2014. In conclusion, developments of PH elements are greatly influenced by rules of the era and improved skills of men’s gymnastics. As a result, we have to pay attention to changes to the Men’s Code of Points. In the near future, directions of new occurring elements on the PH may add twists to the existing elements. Key words: Pommel horse; New elements. Os Jogos Olímpicos é a atividade de mais visibilidade do contexto esportivo, representando o maior evento sociocultural do planeta. Para nós, o maior legado que os Jogos Olímpicos podem deixar para a sociedade é o atleta. Ele representa os valores olímpicos, que são um tipo de código de conduta para guiar atitudes e ações de todos os envolvidos com as atividades olímpicas. A inspiração é apontada como um dos valores olímpicos juntamente com a coragem, a excelência, a amizade, a igualdade, a determinação e o respeito. É a consideração do sensível, a incorporação dos planos afetivos e intuitivos necessários para a realização de uma tarefa que pode ser imposta por uma estímulo externo ou interno, resultante de uma ação sistemática e não esotérica. O objetivo deste trabalho é apresentar o valor inspiração presente na narrativa biográfica da atleta Tatiana Figueiredo que participou dos Jogos Olímpicos de Los Angeles (1984), cuja narrativa manifestou espontaneamente esse valor. A narrativa biográfica inclui as histórias de vida que são uma forma particular de história oral e um instrumento para a captura e organização da memória que interessa ao pesquisador. Na sua narrativa encontramos esse elemento que caracterizou sua iniciação esportiva, optando pela ginástica artística ao assistir uma competição na qual estava presente a atleta Nadia Comaneci, bem como, na sua carreira de treinadora, em que é uma referência e modelo. Para ela, a inspiração representa um incentivo às novas gerações para prática do desporto, não só na reprodução de gestos técnicos, mas na superação das dificuldades, dando ao esporte e a vida uma possibilidade ilimitada. Assim, o valor inspiração favorece o entendimento de como o ser humano se mobiliza na busca de seus objetivos e o desempenho do atleta pode ser um fator estimulante não apenas para os novos atletas, mas para sociedade como um todo. Palavras-chave: Jogos olímpicos; Valores olímpicos; Narrativa biográfica; Inspiração. Apoio: CNPq.
  25. 25. R.2 • Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2015 Nov;29 Supl 8: 15-21 IV Seminário Internacional de Ginástica Artística e Rítmica de Competição (SIGARC)Sociocultural:GinásticaArtística 003 004 VERA CASLAVSKA: UM ELEMENTO DE CONFLITO NOS JOGOS OLÍMPICOS DO MÉXICO 1968 ROSINA D, RUBIO K. dhenisrosina@gmail.com Escola de Educação Física e Esporte - USP Grupo de Estudos Olímpicos (GEO-EEFE-USP) Os Jogos Olímpicos de 1968 na Cidade do México marcaram de forma especial a história do esporte: por ser a primeira olimpíada no continente latino-americano, formado por países que compunham o bloco do terceiro mundo, conforme a dinâmica política, econômica e cultural posta na década de 1960; a mídia, particularmente a televisiva, que nesse Jogos se mostrou como uma ferramenta de projeção mundial dos atletas e de seus feitos; a especificidade dos acontecimentos do ano de 1968 (destaca-se a organização e manifestações do movimento estudantil, a primavera de Praga e o movimento negro dos EUA) que, pelo manifesto de atletas, se fizeram presente nos pódios da pista de atletismo e do ginásio onde aconteceram as competições de Ginástica Artística. A atitude desses atletas colocou mais uma vez a prova o fio tênue entre política e movimento olímpico reavivando essa discussão de forma impar no cenário da historiografia olímpica. A partir disso tomamos o exemplo da atleta, da Ginástica Artística, da Thecolosvakia, Vera Caslavska; que no momento de sua quarta premiação divide o pódio com uma atleta da União Soviética quando na execução do hino nacional soviético a atleta theca se vira, demonstrando o seu repúdio e indignação pela invasão de seu país pelos soviéticos. Mesmo consciente das punições previstas pelo COI, que vigoraram para os atletas negros americanos dos Estados Unidos, a atleta theca fez uso do pódio para dar visibilidade ao conflito político entre thecolosvakia e União Soviética com uma atitude, considerada pelo COI, de desrespeito aos símbolos nacionais (bandeira e hino do país) e antidesportiva em relação a atleta soviética. A não punição da atleta da ginástica artística se deve a formação de um imaginário, no qual, a mulher não é símbolo de força política. Sua imagem esta relacionada a graça e a delicadeza reforçada pelas características da modalidade; e sua atitude considerada pelo COI como algo inofensivo que vem de uma criança que não sabe o que faz. Palavras-chave: Esporte; Política; Ginástica artística; Olimpismo. Apoio: CAPES. Em se tratando de ginástica artística, é inegável a soberania dos Estados Unidos ao longo dos anos, consolidando-se como principal equipe da atualidade, com atletas de alto níveis, medalhistas olímpicos, cujas apresentações inovam-se e aprimoram-se,atingindopontuaçõescadavezmaisaltaseumníveldeexcelênciaqueinspiraequipesdeoutrasnacionalidades. Nos últimos anos, a equipe americana alcançou grandes conquistas, dentre elas o ouro olímpico por equipes nos Jogos Olímpicos de Londres (2012), trazendo apresentações que ficaram marcadas não somente pelo rigor formal e técnico da execução das acrobacias, mas também pelo alto nível de exigência e dificuldade de cada uma dessas técnicas. Diante desse panorama, o objetivo deste trabalho é analisar a evolução histórica olímpica da equipe americana de ginástica artística, reunindo dados como: quantidade de medalhas conquistadas; ginastas recordistas e aparelhos de maior destaque. Nosso corpus de análise compreende as apresentações feitas desde 1948, data em que os Estados Unidos obtiveram a primeira medalha na ginástica artística, durante os Jogos Olímpicos de Londres, até a última medalha obtida pela equipe, também em Londres, nos Jogos Olímpicos de 2012. Com base nos resultados obtidas nessa primeira análise, selecionaremos as duas ginastas de maior destaque e, em seguida, será escolhido um dos aparelhos em que ambas atuaram, a fim de traçar umaanálisecomparativaentreastécnicas,execuçõeseníveldedificuldadepresenteemcadaumadasapresentações.Como conclusão, buscar-se-á identificar o cerne da evolução histórica da ginástica olímpica americana, explicitando os principais aspectosquesetransformaramaolongodosanoseaconsolidaramcomoverdadeirareferênciadesportivadessamodalidade. Palavras-chave: Ginástica artística; Estados Unidos; Olimpíadas; Evolução. ANÁLISE HISTÓRICA DA EQUIPE FEMININA NORTE AMERICANA DE GINÁSTICA ARTÍSTICA EM COMPETIÇÕES OLÍMPICAS BARBOSA DA SILVA S. tefo_barbosa@hotmail.com Universidade de Franca
  26. 26. Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2015 Nov;29 Supl 8:R.1-R.7 • R.3 IV Seminário Internacional de Ginástica Artística e Rítmica de Competição (SIGARC) Sociocultural:GinásticaArtística Em 2008 as Secretarias Municipal de Esportes, Lazer e Recreação (SEME) e a Secretaria Municipal de Educação (SME) de São Paulo, sentindo a necessidade da retomada da prática da modalidade Ginástica Artística (GA), nas Escolas Municipais, Centro Educacionais Unificados (CEU) e Clubes Municipais(CM), se uniram no planejamento de estratégias de incentivo aos professores de Educação Física das escolas,dos CEUs e CMA SME iniciou o Projeto Olimpíadas Estudantis(OE) em 2007, com competições em diversas modalidades esportivas para difundir o esporte na escola. Para a GA especificamente realizou formação de atualização em arbitragem, atualização pedagógica com o preparo de material de apoio,(DVD com as séries obrigatórias). A SEME criou o Projeto denominado:¨PRATIQUE, CRIE E VIVA A GINÁSTICA ARTÍSTICA, que foi idealizado pelas Professoras Nilma Alonso e Corine Sampaio, da SEME e contou com o apoio da SME, Profa. Maria Alice Zirmmermann, coordenadora das OE. O conteúdo do curso: HistóriadaGA,apresentaçãodosaparelhos,iniciaçãoaopreparofísicoadequado,aosmovimentosacrobáticos,adaptação das aulas dos CM para as aulas nas escolas. Em 2009 o conteúdo foi aprimorado: “Desenvolvendo a GA da Iniciação ao Encaminhamento para o Alto Nível do Esporte”.Participaram 107 professores de SME e SEME, os Festivais Regionalizados participaram 700 crianças, dos CM, dos CEUS e das Escolas Municipais, realizamos o primeiro Campeonato de GA: Desafio de G.A.Simultaneamente o projeto OE da SME ampliou a participação dos profs.,dos alunos nas competições regionais e Finais Municipais.Em 2014 nas OE a GA contou com 3.058 participações, no Festival Geral de GA na Virada Esportiva-SEME participaram 576 crianças,no Desafio de GA da SEME somou-se 510 participações. Com ampla formação tanto na SME, como nos CM, a GA pode retornar ao cenário esportivo da cidade, estimulando vários professores e alunos a vivenciar, aprender, relembrar e principalmente voltar a praticar a modalidade. Palavras-chave: Prática escolar; Clubes; Formação docente. 005 006 A RETOMADA DA GINÁSTICA ARTÍSTICA NA CIDADE DE SÃO PAULO ZIMMERMANN MA, SAMPAIO CM. mariaalice.zimmermann@gmail.com Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação - SP Grupo de Estudos Olímpicos (GEO-EEFE-USP) A HISTÓRIA DA GINÁSTICA NO VALE DO TAQUARI - RS DICK TR, OTSUKA MM. tais-r-dick@hotmail.com Centro Universitário UNIVATES A ginástica artística (GA) e a ginástica de trampolim (GT) são modalidades esportivas difundidas em diversos locais do mundo, reconhecida por seus movimentos técnicos que a destacam no meio esportivo. Analisando a representatividade destas modalidades surgiu o problema de pesquisa que descreveu o processo de inserção e desenvolvimento da GA e GT no Vale do Taquari - RS, considerando os fatores culturais que influenciaram este processo. O estudo foi de corte qualitativo e os instrumentos de coleta de dados foram as análises documentais e as entrevistas aos gestores e professores das instituições pioneiras na instalação da modalidade na região: Sociedade Ginástica Estrela (SOGES), Colégio Evangélico Alberto Torres (CEAT) e Centro Universitário Univates (UNIVATES). A análise de dados foi realizada de acordo com o método denominado triangulação de dados que considera informações de três meios para a categorização de análises. O estudo possibilitou datar o surgimento da GA no Vale do Taquari em meados de 1907 com a criação do Turnverein Estrela, por imigrantes alemães que ajudaram a colonizar a região de Teutônia. O Turnverein foi criado com o intuito de manter as tradições e cultura do povo alemão e manter seu caráter de sociedade mesmo longe de sua pátria mãe. Em decorrência de fatores externos teve seu nome alterado para Sociedade Ginástica Estrela, e por momentos interrompeu a prática da GA. Até meados de 2000 a SOGES era a única escola que oferecia a GA, nesta época o CEAT integrou a modalidade às suas atividades extracurriculares e neste contexto a Ginástica de Trampolim. Em 2007 surgiu na UNIVATES um novo local para a prática com uma estrutura física que contempla a GA e a GT. O quadro da GA e GT alterou-se bastante com o decorrer dos anos, perdeu o caráter germânico que foi o fator de sua instalação e evoluiu, passando de um local de prática para um cenário que possui várias escolas atualmente, difundindo as modalidades pela região e tornando-as conhecidas. Palavras-chave: Ginástica artística; Ginástica de trampolim; Cultura; Escolas de ginástica.
  27. 27. R.4 • Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2015 Nov;29 Supl 8: 15-21 IV Seminário Internacional de Ginástica Artística e Rítmica de Competição (SIGARC)Sociocultural:GinásticaArtística A ginástica é um movimento que já existe á milhares de anos e se reportava aos cuidados em saúde, como formação do corpo e manutenção do mesmo. Na Alemanha, o movimento ginástico surgiu pelo idealismo do Sr. Johann Friedrich Ludwig Christoph Jahn, que inseriu termo Turnen dentro do contexto ginástico e criou um método baseado no militarismo e amor a pátria. Com a marcante presença das comunidades alemãs no RS, pesquisamos a relação da carga cultural trazida por eles de sua pátria mãe e as implicações da introdução desta cultura em um novo contexto, é um relato de experiência visualizado em uma Sociedade de Ginástica localizado em Estrela –RS. Com o movimento migratório os alemães chegaram ao RS e criaram colônias, onde pregavam seu estilo de vida e as tradições de sua pátria mãe. Entre as tradições que trouxeram consigo estava a prática da ginástica de Jahn. Imigrantes alemães vindos de Porto Alegre em meados de 1848 povoaram as margens do rio Taquari e fundaram a colônia de Teutônia. Com a povoação da colônia e o cultivo das tradições foi criado em 1907 o Turnverein Estrella, com o intuito de manter vivas as tradições, a língua e convívio na comunidade. A ginástica praticada no Turnverein e a própria organização da sociedade deixou resquícios muito marcantes na sociedade da região, a língua materna, a organização social ainda é presente e deixa claro que a colonização e suas práticas foram muito importantes para a formação da identidade do povo. O Turnverein era o ponto de encontro das famílias e evoluiu dentro do contexto histórico, sobreviveu as dificuldades como as Guerras Mundiais, as restrições á língua e á cultura alemã durante este período e conseguiu manter-se ativa até os dias atuais, e mantendo a prática da ginástica por todo este período, houveram algumas interrupções que não interferiram no restante das atividades e sempre retornavam. Palavras-chave: Ginástica artística; Turnverein; Cultura alemã; Colonização. A Ginástica Artística (GA), esporte em ascensão no Brasil, enfrenta muitas barreiras que retardam o seu desenvolvimento, como a dificuldade de investimento, falta de incentivo por parte do Estado e a baixa procura de praticantes e espectadores. Essas barreiras estão inseridas tanto dentro da própria concepção da GA enquanto esporte, quanto do contexto brasileiro em relação ao esporte. Assim o presente estudo tem como objetivo compreender a GA no Brasil enquanto um fenômeno esportivo e compreender algumas das limitações impostas sobre a modalidade através de uma revisão de literatura pautada em conceitos, como os de habitus, campo e capital simbólico de Pierre Bourdieu. Com esses conceitos conseguimos: caracterizar o esporte dentro de um campo, ou seja o meio que ela está inserido; perceber os elementos que o constituem enquanto uma modalidade - praticantes, técnicos, espectadores e instituições; e o que ele representa para a sociedade - expectativas, objetivos e significado. A revisão de literatura nos permitiu analisar elementos históricos e sociológicos para o melhor entendimento do objeto estudado. Ao relacionar o movimento ginástico europeu com a ginástica moderna percebemos uma ressignificação do esporte. Essa mudança aconteceu após a revolução industrial, com o início do esporte moderno e com a institucionalização da modalidade. Regras e competições tornaram-se a base da ginástica e assim surgiu a ideia de espetáculo. A partir deste trabalho conseguimos caracterizar o esporte na atual conjuntura da sociedade, como elitizado e carente dos agentes que o compõem. A GA, então, passou por ressignificações ao longo de sua existência e, no Brasil, ainda encontramos dificuldades em popularizá-la entre praticantes, patrocinadores e espectadores. Também concluímos que o simples aumento de oferta para a prática da modalidade não resultaria diretamente em um aumento de sua popularidade, pois seria preciso um maior interesse de todos os agentes quase que simultaneamente. Palavras-chave: História do esporte; Sociologia do esporte. 008 007 A GINÁSTICA ARTÍSTICA NO BRASIL: UMA ANÁLISE SÓCIO HISTÓRICA TEIXEIRA MC. marinateixeira_89@hotmail.com Spinflip A IMIGRAÇÃO ALEMÃ NO RS E O CONTEXTO GINÁSTICO DICK TR, OTSUKA MM. tais-r-dick@hotmail.com Centro Universitário UNIVATES
  28. 28. Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2015 Nov;29 Supl 8:R.1-R.7 • R.5 IV Seminário Internacional de Ginástica Artística e Rítmica de Competição (SIGARC) Sociocultural:GinásticaArtística A Educação Física consta no ambiente escolar desde 1851, com a reforma Couto Ferraz. Hoje se fundamenta como A ginástica artística feminina é um esporte que explora uma ampla diversidade de habilidades corporais, em que a competição consiste na apresentação de séries de movimentos em cada aparelho - salto sobre a mesa, paralelas assimétricas, trave de equilíbrio e solo. As competições têm como guia central o Código de Pontuação, que são as diretrizes que regulamentam o esporte e orientam os árbitros nas avaliações das séries das ginastas. Esse instrumento foi criado e é atualizado, continuamente, pelo comitê técnico da Federação Internacional de Ginástica, seguindo-se os ciclos olímpicos. As mudanças no Código de Pontuação sempre causam grande impacto na comunidade desse esporte, pois influenciam o formato de suas expressões, as séries apresentadas na competição, e, consequentemente, todo o treinamento dos ginastas nessa modalidade. Considerando a importância desse instrumento, dedicamo-nos a analisar as alterações no Código de Pontuação de Ginástica Artística Feminina, e investigamos os seus efeitos, tendências e implicações no treinamento esportivo da modalidade. A metodologia utilizada foi a análise documental do Código de Pontuação do ciclo 2001-2004 e do ciclo 2013-2016 e revisão bibliográfica sobre as consequências de suas alterações. Concluímos que as modificações nesse instrumento de avaliação mostram que a Federação Internacional de Ginástica vem buscando manter a atratividade e espetacularização do esporte, em que é necessário o equilíbrio entre elementos artísticos e acrobáticos. No entanto, a integridade e a longevidade da carreira do ginasta sofrem diretamente os efeitos dessas alterações. Assim, entendemos que a participação de técnicos envolvidos no treinamento deve se fazer mais evidente na definição e decisões das alterações no regulamento da modalidade. Palavras-chave: Evolução na ginástica; Regulamentos; Treinamento esportivo; Esporte espetáculo. 009 010 ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE OS CÓDIGOS DE PONTUAÇÃO DE GINÁSTICA ARTÍSTICA FEMININA DO CICLO 2001-2004 E 2013-2016 MOLINARI CI, ARAUJO HM, NUNOMURA M. carolmolina.cm@gmail.com Academia Brasileira de Treinadores PANORAMA DA FORMAÇÃO DE BASE NA GINÁSTICA ARTÍSTICA FEMININA NO BRASIL MOLINARI CI, NUNOMURA M. carolmolina.cm@gmail.com Circocan O treinamento esportivo da ginástica artística feminina (GAF) visa preparar a atleta para exibir o máximo de dificuldade nos elementos de suas séries e com excelente execução técnica. As características competitivas dessa modalidade implicam em um longo processo de treinamento, que vem sendo abordadas por meio de uma especialização precoce na formação do atleta. Outro fator que induz a um treinamento mais extenso é a regulamentação proposta pela Confederação Brasileira de Ginástica e pelas federações, necessário para cumprir todas as exigências técnicas, e, assim, apresentar resultados significativos dentro do âmbito nacional, para futuramente integrar a seleção brasileira. A categoria pré-infantil e infantil da GAF é composta por meninas de 09 a 11 anos de idade e representa o treinamento de base. Como essa fase da formação do ginasta é um grande alicerce para o alto nível de rendimento, orientamos essa pesquisa a partir do seguinte questionamento: como os treinadores brasileiros de GAF realizam o treinamento nas categorias pré-infantil e infantil? A pesquisa será de natureza qualitativa descritiva e analisará o treinamento das categorias pré-infantil e infantil por meio do discurso dos treinadores. Os sujeitos da pesquisa serão selecionados de acordo com a sua experiência na modalidade, no mínimo 5 anos atuando como técnico, e participação em campeonatos brasileiros e de torneio nacional nos últimos do anos, nas categorias A ou B. Esperamos determinar o nível de compreensão geral dos treinadores sobre essa fase de treinamento em relação à formação do ginasta e traçar um panorama do cenário nacional dessa categoria no Brasil, apontando suas qualidades e fragilidades. Palavras-chave: Formação de técnicos; Treinamento esportivo; Alto rendimento; Iniciação esportiva.
  29. 29. R.6 • Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2015 Nov;29 Supl 8: 15-21 IV Seminário Internacional de Ginástica Artística e Rítmica de Competição (SIGARC)Sociocultural:GinásticaArtística EsterelatodeexperiênciaapresentacomofoiaimplantaçãoeodesenvolvimentodaGinásticaArtística(GA)nomunicípio de Chapecó-SC. O trabalho iniciou no ano de 2006 com a iniciativa pessoal da professora Márcia de Quadros Martins, que na ocasião apresentou um projeto à Prefeitura Municipal de Chapecó (PMC). As aulas iniciaram no ginásio de esportes da Universidade Comunitária da Região de Chapecó-Unochapecó, de forma gratuita e contava com 15 alunos com idade entre 7 e 10 anos. Devido ao crescimento e aos bons resultados obtidos, houve empenho na busca de recursos, em 2009, foi criada a Associação de Ginástica Olímpica de Chapecó - AGOCH que passa a receber um pequeno recurso da PMC. Novasturmasforamcriadasacadaanoeosatletasmaisexperientes,foramparaaequipeparticipardascompetiçõesoficiais. Mesmotreinandoemaparelhosadaptadosenascompetiçõesutilizandoosaparelhosoficiais,conseguiu-sebonsresultados, que impulsionaram novos investimentos. No ano de 2012 a Federação de Ginástica de Santa Catarina-FGSC, através do Projeto Ginasta do Futuro do Ministério do Esporte, em acordo firmado com PMC, enviou uniformes e aparelhos novos, sendo que ainda aguarda-se a chegada de outros, já que o espaço destinado a GA foi ampliado. A coordenação técnica é da professora Márcia, auxiliam nas escolinhas dois atletas, acadêmicos de Educação Física, que tem bolsa de estudos integral, sendo que um deles contratado da PMC. A escolinha atende 70 crianças, com idades de 5 a 13 anos, organizadas em 06 turmas. A equipe de competição feminina está organizada com 10 alunas com idades de 13 a 19 anos, que treinam 3 horas por dia, quatro vezes por semana. Os resultados nas competições vem sendo melhores a cada ano, obtendo os vitórias em torneio e competições de rendimento. Percebe-se muitas necessidades de melhorias nos equipamentos, espaço físico e na contratação de profissionais, porém acredita-se que é possível desenvolver um trabalho comprometido com a modalidade. Palavras-chave: Ginástica artística; Iniciação esportiva; Rendimento; História. Há uma distinção entre os conceitos de nacionalismo e patriotismo. O nacionalismo é tido como uma ideologia política que está ligada a alguns fatores, como por exemplo, às origens da soberania popular. Assim, pode ser entendido como um movimento político social que visa uma organização que se fundamenta na coesão social, a identidade coletiva e a cultura das nações. E é por meio do nacionalismo que advém o patriotismo, revelando-se como uma forma de sentimento, pois o mesmoémaispostuladodoqueverificado.Asmanifestaçõespatrióticasenacionalistassãocomumentevividasnoesporte, especialmente em eventos internacionais. Nesse contexto, essa pesquisa objetiva diagnosticar as formas de manifestação coletivaspatrióticasdostorcedores(público)naCopadoMundodeGinásticaArtística-SãoPaulo-2015,especificamente o dia 03 de maio, dia cujas provas havia destaques brasileiros. Utilizando-se da pesquisa documental, analisou-se de forma videográfica todo o evento nesse dia. Concluiu-se que muitas foram às formas voluntárias de demonstração patriótica coletiva, dentre elas: a composição de uma grande bandeira brasileira na arquibancada (de forma voluntária); grande número de pessoas cantando o hino nacional, inclusive continuando a cantá-lo após a música instrumental ter parado; muitos vestindo a camiseta azul do maior patrocinador das equipes brasileiras de GA que é nacional (Caixa Econômica Federal); aplausos aos ginastas brasileiros em diferentes momentos da competição. De maneira geral, constatou-se que mesmo havendo uma insatisfação popular em relação à atual situação político-econômica do Brasil, veiculada por vários meios de comunicação, por meio do esporte retoma-se ou vive-se o orgulho nacional por meio do patriotismo, como uma expressão e um sentimento coletivo e por meio do nacionalismo, de forma indireta, já que o evento fora patrocinado por um Banco de cunho nacional que representa os alicerces nacionalistas do Estado-nação brasileiro. Palavras-chave: Nacionalismo; Sentimento; Estado-nação; Cultura. AS FORMAS DE MANIFESTAÇÃO DO PATRIOTISMO NA COPA DO MUNDO DE GINÁSTICA ARTÍSTICA - SÃO PAULO 2015 GOMES MA, GUIOTI TT, TOLEDO E maatt.me@live.com UNICAMP Laboratório de Pesquisas e Experiências em Ginástica (LAPEGI-UNICAMP) O SURGIMENTO DA GINÁSTICA ARTÍSTICA NO MUNICÍPIO DE CHAPECÓ-SC: ENTRE QUEDAS, EQUILÍBRIOS E SUPERAÇÕES MARTINS MQ, FRANCISCHI VG. profvanessa@unochapecó.edu.br Universidade Comunitária da Região de Chapecó-UNOCHAPECÓ Prefeitura Municipal de Chapecó Associação de Ginástica Olímpica de Chapecó-AGOCH 011 012
  30. 30. Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2015 Nov;29 Supl 8:R.1-R.7 • R.7 IV Seminário Internacional de Ginástica Artística e Rítmica de Competição (SIGARC) Sociocultural:GinásticaArtística A atuação em arbitragem requer preparação específica, o que limita a participação do público em geral. A federação internacional de ginastica (FIG) determina que somente árbitros com qualificação internacional possam exercer função em copas do mundo. As bancas de arbitragem forma adaptadas (quantidade reduzida de árbitros) nas preliminares e banca completa na final, com no máximo um árbitro de cada país na banca de execução. A função de cada árbitro foi determinada em sorteio, uma hora antes do inicio da competição. Cada país deve indicar um ou mais árbitros, de acordo com o número de ginastas inscritos. Sorteado para atuar na linha de salto masculino, a função exercida foi apreciar os desvios dos ginastas do eixo da mesa, em linhas demarcadas no próprio colchão de aterrissagem. Entretanto, com o decorrer das aterrissagens dos ginastas, foi observado que o colchão demarcado se deslocava, distanciando-se da mesa de salto e do correto eixo longitudinal. Assim sendo, foi necessário comunicar a pausa da competição ao arbitro chefe, inclusive entre os dois saltos do mesmo ginasta. Convém salientar que os equipamentos utilizados nesta competição são oficiais, como também o nível de competitividade, onde falhas mínimas no aparelho podem interferir no resultado final. A função de arrumar o colchão de salto foi dividida pelo árbitro e pelo câmera da FIG. Deveria haver mais auxiliares com conhecimento sobre o sistema de competição, que saberiam o momento correto de atuar para não atrapalhar o ginasta. É importante destacar que a aparelhagem será do mesmo fabricante durante os jogos olímpicos no Brasil. Este relato tem como finalidade divulgar a experiência do autor na condição de árbitro na copa do mundo de Ginástica Artística de 2015, na cidade de São Paulo. Palavras-chave: Competição; Regras; Aparelhos. ARBITRAGEM NA COPA DO MUNDO DE GINÁSTICA ARTÍSTICA DE SÃO PAULO 2015 CARRARA P. paulocarrara@usp.br Escola de Educação Física e Esporte - USP 013
  31. 31. Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2015 Nov;29 Supl 8:R.9-R.10 • R.9 IV Seminário Internacional de Ginástica Artística e Rítmica de Competição (SIGARC) Sociocultural:GinásticaRítmica CIRCUITO 3 ESTAÇÕES DE GINÁSTICA RÍTMICA PAZ B, PIRES V, ROSA JP, PAZ JRL. paz.bruna77@gmail.com Universidade Norte do Paraná RETROSPECTIVA HISTÓRICA DA GINÁSTICA RÍTMICA NA ESCOLA DE EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO MESQUITA RM. rosamesq@usp.br Escola de Educação Física e Esporte - USP 014 015 O “Circuito 3 Estações de Ginástica Rítmica” é um evento realizado anualmente em Florianópolis-SC desde 2012, sob a responsabilidade da Associação Esportiva e Social de Florianópolis – ASTEL e do Colégio Catarinense. O objetivo principal do evento é proporcionar uma disputa saudável entre as participantes, buscando sempre atingir o maior número de ginastas praticantes de Ginástica Rítmica, além de difundir e desenvolver cada vez mais a modalidade em todos os seus ambienteseníveisdeprática.Amotivaçãoparacriaçãodomesmofoiproporcionaràsginastasnãofederadasoportunidade de participar de um torneio com competidoras de nível técnico semelhante e regulamento adaptado, sem descaracterizar a modalidade. O evento é composto por duas etapas individuais onde as categorias são divididas em Pré-infantil (nove e 10 anos), Infantil (11 e 12 anos), Juvenil (13 a 15 anos) e Adulto (acima de 16 anos). Em cada etapa a ginasta apresenta uma serie com diferentes aparelhos. Ambas com premiações por categoria e por aparelho. Na segunda etapa acontece também apremiaçãodoindividualgeral,ondesoma-seasnotasdasduasetapasparareferendaraginastacampeãgeral.Estecircuito foi planejado pensando nas expectativas e motivações das ginastas em suas rotinas de treinamento, que mesmo em um processo de formação, sem objetivo do alto rendimento, são incentivadas pelo brilho e graciosidade das apresentações da Ginástica Rítmica. Desde sua primeira edição já participaram aproximadamente 300 ginastas, 30 profissionais, 40 acadêmicos de Educação Física e cerca de 10 instituições, entre elas clubes, escolas e fundações municipais de esportes. Para a 4ª edição do evento em 2015, a expectativa é de grande envolvimento da comunidade gímnica e uma vez mais oportunizar as crianças vivências no âmbito esportivo. Assim, o evento proporciona mais que experiências no contexto competitivo, pois busca promover um espaço de troca de experiências, amizade e diversão. Palavras-chave: Competição; Iniciação esportiva; Ginastas; Ginástica rítmica. O marco inicial da história da Ginástica Rítmica (GR) na Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (EEFEUSP) foi o desenvolvimento da disciplina de Ginástica Feminina (GF) ministrada pelas professoras Stella Guérios e Astrid Schulman. A partir de 1975 a professora Renata Stark, sucessora de Schulman, introduziu GR no conteúdo programático da disciplina de GF. Além disso, em 1976, organizou e treinou um grupo de alunas da licenciatura da EEFUSP para o Campeonato Brasileiro de GR realizado pela CBG. A convite de Stark, em 1977, Rosa Maria Mesquita ex-aluna e ex-ginasta inicia sua trajetória acadêmica na EEFEUSP, colaborando no desenvolvimento das atividades da disciplina de GF, juntamente com demais auxiliares. Desta data em diante, paulatinamente assumiu a disciplina de GF e os grupos mirim, juvenil e adulto de GR do Serviço de Extensão a Comunidade (SEC), inicialmente como treinadora e posteriormente como coordenadora. A partir da década de 80, a disciplina de GF foi extinta do currículo de graduação, sendo substituída pela disciplina de Ginástica Rítmica Desportiva até o ano de 1996. Sob a chancela da EEFEUSP e responsabilidade organizacional da professora Mesquita, o professor Assakura e auxiliares, da Universidade de Kokushikan, desenvolveram cursos GRD feminina e masculina no Brasil, em 1982 e 1983. Assim, a partir destes cursos Mesquita assume também a disciplina de GRD para a turma masculina. No ano de 1997, a disciplina de GRD passa para o Departamento de Esportes e não é mais oferecida. De 1977 a 1996, foram desenvolvidas atividades docentes como dissertação de mestrado, pesquisas e artigos científicos com temas relativos à GRD, cursos de GRD em nível nacional e internacional, curso de GRD com professores da Rússia e Bulgária, bem como participações dos grupos de GRD em competições e apresentações estaduais e no Chile, apresentações de GR por alunos e alunas do curso de graduação, realização do I Torneio Universitário Paulista de GR. Palavras-chave: Histórico; Universidade; Disciplina; GR masculina.

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