A linguagem da mídia Atividade de análise comparativa de textos Renata Freitas, Me.
Proposta <ul><li>Analisar as diferenças e / ou semelhanças (lingüísticas, pragmáticas e / ou discursivas) quanto ao tratam...
Realização  <ul><li>Análise dos editoriais dos jornais “Folha de São Paulo” e “O Estado de São Paulo” do dia 22 de maio de...
Fundamentação teórica:  Cheida (2002) <ul><li>Os jornais muitas vezes se submetem às ideologias condicionantes, mercadológ...
Fundamentação Teórica:  Charaudeau (2006)  <ul><li>O modo discursivo transforma o acontecimento em notícia, atribuindo-lhe...
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As conclusões dos editoriais <ul><li>Mas a CPI, ao que parece, será enterrada pelos coveiros do governismo sem esse depoim...
Conclusões da análise <ul><li>Os dois jornais se dirigem à elite, apresentando o mesmo nível de linguagem; </li></ul><ul><...
Referências <ul><li>CHARAUDEAU, P.  Discurso das mídias.  São Paulo: Contexto, 2006. </li></ul><ul><li>CHEIDA, M. J. A que...
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A Linguagem da Mídia AnáLise Textos

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A Linguagem da Mídia AnáLise Textos

  1. 1. A linguagem da mídia Atividade de análise comparativa de textos Renata Freitas, Me.
  2. 2. Proposta <ul><li>Analisar as diferenças e / ou semelhanças (lingüísticas, pragmáticas e / ou discursivas) quanto ao tratamento do tema em dois editoriais. </li></ul><ul><li>Caracterizar as ocorrências de intertextualidade. </li></ul>
  3. 3. Realização <ul><li>Análise dos editoriais dos jornais “Folha de São Paulo” e “O Estado de São Paulo” do dia 22 de maio de 2008. </li></ul><ul><li>Tema: o “dossiê” dos gastos do governo Fernando Henrique. </li></ul>
  4. 4. Fundamentação teórica: Cheida (2002) <ul><li>Os jornais muitas vezes se submetem às ideologias condicionantes, mercadológicas ou político-governamentais (...). </li></ul><ul><li>É necessário entender o status que tal jornal possui na comunidade e quais são os interesses políticos e econômicos da organização. </li></ul>
  5. 5. Fundamentação Teórica: Charaudeau (2006) <ul><li>O modo discursivo transforma o acontecimento em notícia, atribuindo-lhe propriedades que dependem do tratamento geral da informação. </li></ul><ul><li>Três categorias de modos discursivos: relatar / comentar / provocar o acontecimento. </li></ul><ul><li>Editorial: acontecimento comentado. </li></ul>
  6. 6. Fundamentação Teórica: Bakhtin, 2003, apud Rodrigues, 2005 <ul><li>O uso da língua se efetua em forma de enunciados (orais e escritos) concretos e únicos, “proferidos” pelos participantes de uma ou outra esfera da atividade humana (p.154). </li></ul><ul><li>A interação verbal social constitui a realidade fundamental da língua e seu modo de existência encontra-se na comunicação discursiva concreta, concernente à vida cotidiana, arte, ciência, etc. (p.155) </li></ul>
  7. 7. Fundamentação Teórica: Bakhtin e o elemento pragmático <ul><li>O enunciado não pode ser separado da situação social. </li></ul><ul><li>A noção de enunciado concebe a situação social ou dimensão extraverbal como um elemento constitutivo. </li></ul><ul><li>A situação social determina o enunciado e se integra a ele como um elemento indispensável a sua constituição semântica. </li></ul>
  8. 8. Folha de São Paulo: “Sobrou para o sub” <ul><li>Dilma, que mandava em Erenice, que mandava em Aparecido, que mandava em Marcelo, que não mandava em ninguém. </li></ul><ul><li>João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Lingüístico: intertextualidade com “Quadrilha”, de Carlos Drummond de Andrade, reflete o nível de linguagem do editorial. </li></ul><ul><li>Estabelecimento de relações discursivas e pragmáticas: atente para o nome do poema. O autor do editorial fala em “operação política baseada em informações sigilosas e movida por espírito de chantagem”. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>“O dossiê, ao mostrar a aquisição pela gestão FHC de artigos luxuosos – algo normal em se tratando de despesas da Presidência – tinha (o) objetivo (...)de avisar a oposição que o Planalto possuía informações privilegiadas, e que as poderia usar a qualquer tempo”. </li></ul><ul><li>Discursivo: o posicionamento favorável ao governo FHC e a postura crítica em relação aos petistas é discreta. Tentativa de neutralidade. </li></ul><ul><li>Gastos com artigos luxuosos: “algo normal” – traço cultural. </li></ul>
  11. 11. O Estado de São Paulo: “O ‘engano’ expõe a armação” <ul><li>Características lingüísticas: predomínio da ironia, uso de termos entre aspas retomando as palavras do governo petista ao tentar explicar seus deslizes. </li></ul><ul><li>Esclarece a diferença entre banco de dados e dossiê. Dá detalhes de como a operação foi armada. </li></ul><ul><li>Discursivo: a postura anti-petista é mais aberta e incisiva. </li></ul>
  12. 12. “ O Estado”: ironia e força nos adjetivos <ul><li>“ companheiros aloprados” </li></ul><ul><li>“ erros” </li></ul><ul><li>“ vazador” </li></ul><ul><li>“ por engano” </li></ul><ul><li>“ sem querer” </li></ul><ul><li>mas também por interferência de forças sobrenaturais </li></ul><ul><li>atos criminosos </li></ul><ul><li>o desrespeitado público (intertextualidade) </li></ul><ul><li>festival de mentiras de segunda classe </li></ul><ul><li>pantomima </li></ul><ul><li>CPI manietada </li></ul>
  13. 13. <ul><li>“ E é isso que vai engrossar o patrimônio de felonias deste governo cujos condutores em priscas eras desfilavam perante o eleitorado como portadores de uma nova ética política e administrativa – para se revelarem, afinal, mensaleiros, aloprados, distraídos, ‘dossiêistas’”. </li></ul><ul><li>(O Estado) </li></ul>
  14. 14. As conclusões dos editoriais <ul><li>Mas a CPI, ao que parece, será enterrada pelos coveiros do governismo sem esse depoimento-chave.” </li></ul><ul><li>(Folha de São Paulo) </li></ul><ul><li>Ela (a CPI) será encerrada em 8 de junho, e não passa pela cabeça de ninguém que os “governistas radicais” que a dominam acederão em lhe dar sobrevida.” (O Estado) </li></ul>
  15. 15. Conclusões da análise <ul><li>Os dois jornais se dirigem à elite, apresentando o mesmo nível de linguagem; </li></ul><ul><li>Um deles procura expressar sua opinião de maneira “neutra”, o outro é mais incisivo, mais crítico e mais irônico; </li></ul><ul><li>Há traços de intertextualidade em ambos os editoriais; </li></ul><ul><li>Ideologicamente adotam a mesma postura, ou seja, a crítica ao governo petista. </li></ul>
  16. 16. Referências <ul><li>CHARAUDEAU, P. Discurso das mídias. São Paulo: Contexto, 2006. </li></ul><ul><li>CHEIDA, M. J. A questão ética do jornalismo e a leitura crítica dos jornais nas escolas . In: GHILARDI e BARZOTTO. (Org.) Nas telas da mídia. Campinas: Alínea, 2002. </li></ul><ul><li>RODRIGUES, R. H. Os gêneros do discurso na perspectiva dialógica da linguagem: a abordagem de Bakhtin. In: MEURER, J. L.; BONINI, A.; MOTTA-ROTH, D. (Org.) Gêneros: teorias, métodos, debates. São Paulo: Parábola, 2005. </li></ul>

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