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40
60
80
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Procedimentos para aumentar a segurança das transfusões
A tecnologia pode diminuir os riscos de se transfundir “sangue errado”?
• Informatização
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• Gerenciamento dos estoques no centro cirúrgico
• Software acoplando imagem/código de barras da bolsa/código de barras da
pulseira à beira do leito
• Geladeiras inteligentes
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pelas transfusões
Risco residual no Brasil
41
AGENTE RICO RESIDUAL
SEM NAT
RISCO RESIDUAL PROJETADO
(COM NAT EM SINGLE)
Autor
HIV 11,3/106 doações 4,2/106 doações Sabino EC,
Transfusion, 52, 870
(2012)
HCV 5:106 doações Sem estimativa Sabino EC,
Transfusion, 53, 827
(2013)
HBV 1:10.700 doações Sem estimativa Maresch C
Transfusion, 48, 273
(2008)
Risco residual : Brasil x EUA
VIRUS TESTE
SOROLOGICO
TESTE
MOLECULAR
RISCO RESIDUAL
Brasil EUA
HIV SIM SIM (USA) 11,3:106
4,2/106 *
1 :1,5 X 106 *
HCV SIM SIM (USA) 1:5:106 1: 1,1 X 106 *
HBV SIM NÃO 1: 10.700 1:300.000
HTLV SIM NÃO 1:116.00 1:2.993.000
* Depois da implementação do NAT
42
Risco de contaminação bacteriana por paciente
• Quatro estudos* indicam que o risco de contaminação do CP
no momento da transfusão ou no momento da expiração e que
não foi detectada pela cultura inicial é de 1:1.500 unidades
• O risco médio por dose de CP de sangue total (5 unidades) é de
1: 300
1:1.500 1:3001:1500 1:300
*Dumont, Transfusion 2010; Murphy, Vox Sang, 2008;
Welsh, Tranf Med 2011; Jacobs, Transfusion 2011
Sepse bacteriana pós-transfusional
Risco de transmissão de patógenos emergentes
Resultados TMA (NAT) para dengue – Rio e Recife
IR-initially reactive - RR repeatly reactive
100% DEN-4
Fuente: REDS – Ester Sabino et al – JID, 2016
Transmissão transfusional da dengue no Brasil
Doadores
Incluídos (Rio
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Recife)
Bolsas RNA +
transfundidas
Recipientes
transfundidos
Recipientes
testados
Recipientes
susceptíveis
39.134 51 (0,65%) 42 22 16
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Recipientes RNA +
pós-transfusão
Eficiência da transmissão por
transfusão
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Transmissão de Leishmania: resultados preliminares
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doador
Doadores
testados
Positivos c/o
teste rápido
Positivos c/
ELISA
Positivos
c/PCR
Minas Gerais
(Montes
Claro)
98 1 4 (4,1%) 1
Ceará (Sobral) 156 3 10 (6,4%) 2
Piauí
(Teresina)
148 2 9 (6,08%) 2
TOTAL 402 6 (1,5%) 23 (5,7%) 5 (1,24%)
3 casos de transmissão comprovada
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Frequência de reações transfusionais e de morte por
transmissão de bactérias no Brasil
0
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4
6
8
10
12
14
16
18
20
2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014
Reações
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Fonte: ANVISA, Relatório de Hemovigilância, 2007-2014
Transmisão de Zika por transfusão no Brasil
TIPO DE HEMOCOMPONENTE ENVOLVIDO Referências
PC 3 casos
RBC 1 caso* Motta IJF et al
N. Eng J Med, 2016
QUADRO CLÍICO DA ZIKA NOS RECEPTORES Barjas-Castro et al
Transfusion, 2016
Sem sintomas – 3 casos
1 caso de trombocitopenia não esclarecida – causada
pela Zika?
*Caso não publicado
Viremia pela dengue, Zika e Chikungunya em doadores de sangue
assintomáticos: Abril - Dezembro 2016
Arbovirus
FPS, Sao Paulo
% (95%CI)
Hemominas, Belo
Horizonte % (95%CI)
Hemorio, Rio de
Janeiro % (95%CI)
Hemope, Recife
% (95%CI)
ZIKV 0 [1.0]* 0.64 (0.31-1.17) 0.64 (0.40-0.93) 0 [0.8]*
CHIKV 0.06 (0.03-0.3) 0 [3.7]* 0.35 (0.20-0.57) 0.43 (0.19-0.84)
DENV 0.08 (0.02-0.21) 0.42 (0.17-0.86) 0.06 (0-0.3) 0 [0.8]*
Transmissão de vírus por transfusão: França
Alternativas p/reduzir o risco de transmissão de doenças
infecciosas pelas transfusões
• Triagem clínica
• Triagem sorológica clássica
• Testes NAT
• Testes NAT para novos vírus
Alternativas p/reduzir o risco de transmissão de doenças
infecciosas pelas transfusões
• Automação dos testes sorológicos
• Diminuição erros de laboratório
* estimado em 0,5% nos anos 90
* redução considerável com as plataformas robóticas
• Detecção de bactérias em concentrados de plaquetas
• Inativação de patógenos – já disponível no Brasil para plaquetas e plasma
Conclusões
• As transfusões de sangue são um procedimento seguro...mas
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Aula sobre segurança transfusional

  • 1. Segurança transfusional: administração segura de sangue e componentes Luiz Amorim HEMORIO – Diretor-Geral Webinar – 22/11/2017
  • 2. Sangue certo, para o paciente certo, na hora certa Administração de sangue seguro: definição Definição incompleta
  • 3. Riscos ligados à administração de sangue • Reações transfusionais imediatas e tardias • Transmissão de doenças infecciosas • Transfusão desnecessária • Subtransfusão/atraso na transfusão • Hemocomponente sem a qualidade ou a especificação exigida • Manipulação inadequada do hemocomponente • Instalação incorreta da transfsuão
  • 4. Tipos de Reações Transfusionais Reação febril não hemolítica (RFNH) Reação hemolítica tardia Reação Alérgica Alo-imunização (aparecimento de anticorpos irregulares Reação por contaminação bacteriana Púrpura pós-transfusional Reação hemolítica aguda imunológica Dor aguda relacionada à transfusão Lesão pulmonar aguda relacionada à transfusão (TRALI) Hemossiderose com comprometimento de órgãos Reação Hemolítica aguda não-imune (RHANI) Distúrbios metabólicos Reação hipotensiva relacionada à transfusão Outras reações imediatas Sobrecarga circulatória (SC/TACO) Outras reações tardias Dispneia associada à transfusão Transmissão de doenças infecciosasDoença do enxerto contra hospedeiro transfusional (DECH) Fonte: ANVISA – Marco Conceitual de Hemovigilância - 2015
  • 5.
  • 6. Frequências de reações transfusionais notificadas à ANVISA
  • 7. Proporção de hospitais que notificam reações transfusionais 6400 887 Total de hospitais Total de hospitais que notificaram (14%)
  • 8. Frequência de reações transfusionais por tipo
  • 9. Notificações de óbitos relacionados à transfusão sanguínea
  • 10.
  • 11.
  • 12.
  • 13. Proporção de reações transfusionais -1994 – 2002: França
  • 14. Hemovigilância na França na França Taxa média: 1,46% 146,4/10.000 pacientes transfundidos
  • 15.
  • 16. Evolução das reações alérgicas: França
  • 17. Mortes e reações transfusionais graves na França: 2015 Gravidade N % Grau 1 5.759 91,8% Grau 2 388 6,2% Grau 3 114 1,8% Grau 4 (morte) 10 0,2%
  • 18. Reações Transfusionais na Inglaterra – Relatório SHOT - 2014
  • 19. Reações transfusionais no Canadá (Héma-Québec)
  • 20. Frequência de reações transfusionais: Brasil, França, Canadá País Frequência Brasil 2,8/1.000 transfusões França 14,6/1.000 pacientes transfundidos Canadá 1/122 transfusões
  • 21. Estratégias p/diminuir a incidência de reações transfusionais • Filtração de leucócitos • Prontuários transfusionais • Protocolos transfusionais • Sangue fenotipado p/pacientes politransfundidos • Programa de hemovigilância • Uso de plasma exclusivamente de doadores masculinos
  • 22.
  • 23.
  • 24. Profilaxia do TRALI na transfusão de plasma: intervenções TIPO DE INTERVENÇÃO FREQÛENCIA DO TRALI Transfusão de plasma de doadores masculinos Transfusão de plasma de doadores masculinos e mulheres nulíparas Transfusão de plasma de doadores masculinos e mulheres < 2 filhos Tranfusão de doadores masculinos que não tenham recebido transfusão Transfusão de doadores sem anti-HLA Transfusão de plasma SD (Solvente-Detergente)
  • 25. Evolução das RFNH no HEMORIO 0 20 40 60 80 100 120 140 160 Incidência RFNH Deleucocitação universal
  • 26. Mortes relacionadas à transfusão: França
  • 27. Análise das mortes relacionadas à transfusão em 2012 – SHOT (UK) Causas Número de casos Subtransfusão ou transfusão feita com atraso 5 TRALI 1 Reação hemolítica (em paciente falcêmico) 1 TACO (sobrecarga circulatória) 12 Incompatibilidade ABO 1 Púrpura pós-transfusional 1 Enterocolite necrotizante (em um recém-nascido) 1 Total: 22
  • 30. Transfusão de sangue ABO incompatível em 2014: notificações do sistema SHOT (UK) Número de casos Tipo de hemocomponente envolvido Consequência para o paciente – Transfusão de C. Hemácias ABO incompatível 12 C. Hemácias: 9 Morte: 1 Plasma: 3 Complicações graves: 3 Sem consequências maiores: 5
  • 32. Notificações de óbitos relacionados à transfusão sanguínea
  • 33.
  • 34. Segurança do Paciente/segurança das transfusões: metas internacionais Meta Impacto na segurança das transfusões Identificar corretamente os pacientes Alto Melhorar a eficácia da comunicação Médio Controle de medicamentos de alto risco Sangue é um medicamento? É de alto risco? Garantir o local correto, o procedimento correto e a cirurgia no paciente correto Baixo Reduzir o risco de infecções associadas aos cuidados da saúde Alto Reduzir o risco de lesões ao pacientes decorrentes de quedas Nenhum
  • 35. • Identificação positiva do paciente • Verificar a identificaçao do hemocomponente e compará-la com a pulseira de identificaão do paciente • Verificar a prescrição: este componente foi mesmo prescrito? • Verificar a prescrição: este é o componente correto para este paciente? • Verificar a necessidade de componentes especiais para o paciente: irradiação, filtração etc Procedimentos para aumentar a segurança das transfusões
  • 36. A tecnologia pode diminuir os riscos de se transfundir “sangue errado”? • Informatização • Pulseiras de identificação do paciente • Equipe dedicada para a transfusão • Gerenciamento dos estoques no centro cirúrgico • Software acoplando imagem/código de barras da bolsa/código de barras da pulseira à beira do leito • Geladeiras inteligentes • Etiquetas RFID (Radiofrequência)
  • 37.
  • 38. Transmissão de doenças infecciosas pelas transfusões
  • 39.
  • 40.
  • 41. Risco residual no Brasil 41 AGENTE RICO RESIDUAL SEM NAT RISCO RESIDUAL PROJETADO (COM NAT EM SINGLE) Autor HIV 11,3/106 doações 4,2/106 doações Sabino EC, Transfusion, 52, 870 (2012) HCV 5:106 doações Sem estimativa Sabino EC, Transfusion, 53, 827 (2013) HBV 1:10.700 doações Sem estimativa Maresch C Transfusion, 48, 273 (2008)
  • 42. Risco residual : Brasil x EUA VIRUS TESTE SOROLOGICO TESTE MOLECULAR RISCO RESIDUAL Brasil EUA HIV SIM SIM (USA) 11,3:106 4,2/106 * 1 :1,5 X 106 * HCV SIM SIM (USA) 1:5:106 1: 1,1 X 106 * HBV SIM NÃO 1: 10.700 1:300.000 HTLV SIM NÃO 1:116.00 1:2.993.000 * Depois da implementação do NAT 42
  • 43. Risco de contaminação bacteriana por paciente • Quatro estudos* indicam que o risco de contaminação do CP no momento da transfusão ou no momento da expiração e que não foi detectada pela cultura inicial é de 1:1.500 unidades • O risco médio por dose de CP de sangue total (5 unidades) é de 1: 300 1:1.500 1:3001:1500 1:300 *Dumont, Transfusion 2010; Murphy, Vox Sang, 2008; Welsh, Tranf Med 2011; Jacobs, Transfusion 2011
  • 45.
  • 46. Risco de transmissão de patógenos emergentes
  • 47. Resultados TMA (NAT) para dengue – Rio e Recife IR-initially reactive - RR repeatly reactive 100% DEN-4 Fuente: REDS – Ester Sabino et al – JID, 2016
  • 48. Transmissão transfusional da dengue no Brasil Doadores Incluídos (Rio de Janeiro e Recife) Bolsas RNA + transfundidas Recipientes transfundidos Recipientes testados Recipientes susceptíveis 39.134 51 (0,65%) 42 22 16 48 Recipientes RNA + pós-transfusão Eficiência da transmissão por transfusão 6 - 5 casos prováveis - 1 caso possível 37,5%
  • 49. Transmissão de Leishmania: resultados preliminares Origem do doador Doadores testados Positivos c/o teste rápido Positivos c/ ELISA Positivos c/PCR Minas Gerais (Montes Claro) 98 1 4 (4,1%) 1 Ceará (Sobral) 156 3 10 (6,4%) 2 Piauí (Teresina) 148 2 9 (6,08%) 2 TOTAL 402 6 (1,5%) 23 (5,7%) 5 (1,24%) 3 casos de transmissão comprovada Hélio Moraes de Souza, RBHH, novembro 2015
  • 50. Frequência de reações transfusionais e de morte por transmissão de bactérias no Brasil 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 Reações Mortes Fonte: ANVISA, Relatório de Hemovigilância, 2007-2014
  • 51. Transmisão de Zika por transfusão no Brasil TIPO DE HEMOCOMPONENTE ENVOLVIDO Referências PC 3 casos RBC 1 caso* Motta IJF et al N. Eng J Med, 2016 QUADRO CLÍICO DA ZIKA NOS RECEPTORES Barjas-Castro et al Transfusion, 2016 Sem sintomas – 3 casos 1 caso de trombocitopenia não esclarecida – causada pela Zika? *Caso não publicado
  • 52. Viremia pela dengue, Zika e Chikungunya em doadores de sangue assintomáticos: Abril - Dezembro 2016 Arbovirus FPS, Sao Paulo % (95%CI) Hemominas, Belo Horizonte % (95%CI) Hemorio, Rio de Janeiro % (95%CI) Hemope, Recife % (95%CI) ZIKV 0 [1.0]* 0.64 (0.31-1.17) 0.64 (0.40-0.93) 0 [0.8]* CHIKV 0.06 (0.03-0.3) 0 [3.7]* 0.35 (0.20-0.57) 0.43 (0.19-0.84) DENV 0.08 (0.02-0.21) 0.42 (0.17-0.86) 0.06 (0-0.3) 0 [0.8]*
  • 53. Transmissão de vírus por transfusão: França
  • 54. Alternativas p/reduzir o risco de transmissão de doenças infecciosas pelas transfusões • Triagem clínica • Triagem sorológica clássica • Testes NAT • Testes NAT para novos vírus
  • 55. Alternativas p/reduzir o risco de transmissão de doenças infecciosas pelas transfusões • Automação dos testes sorológicos • Diminuição erros de laboratório * estimado em 0,5% nos anos 90 * redução considerável com as plataformas robóticas • Detecção de bactérias em concentrados de plaquetas • Inativação de patógenos – já disponível no Brasil para plaquetas e plasma
  • 56. Conclusões • As transfusões de sangue são um procedimento seguro...mas a segurança pode e deve aumentar • Rumo ao risco zero?