UN  NIVERS       SIDADE DO ES             E    STADO DO PAR                        D    RÁPRO  OSEL 20 / PR        011 RIS...
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ                                                  REDAÇÃO       Prezado candidato.          ...
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ    Leia os Textos I, II, III, IV e V para responder às questões de 1 a 4.                  ...
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ                     Texto IV                                                       Texto V ...
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ    Leia os Textos VII e VIII para responder à                   7. Ricardo Reis é um heterô...
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ    Leia com atenção o comentário a seguir para                     Leia o Texto XI para res...
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ13. O coronelismo foi uma forma de poder que                    15. A campanha do governo ge...
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ    Leia os textos XII e XIII para responder à                  17. Na Amazônia, o projeto m...
UNIVERSID ADE DO ESTAD DO PARÁ                                                                           DO               ...
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ20. Décadas após a primeira crise do petróleo, o                    Leia o Texto XIV para re...
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ22. O processo de ocupação e valorização                    23. A regionalização, que divide...
UNIVERSID ADE DO ESTAD DO PARÁ                                                                DO24 Com a in 4.            ...
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  1. 1. UN NIVERS SIDADE DO ES E STADO DO PAR D RÁPRO OSEL 20 / PR 011 RISE SUUBPROGRAMA XII A 3 ETAPA 3ª BOLE ETIM DE QUEST S Q TÕES N LEIA COM A A, ATENÇÃO, AS SEGU , UINTES IN NSTRUÇÕ ÕES 1. E Este boletim de questões é constituído de e: d) Quan ndo for entreegar o Cadern de Respost no tas - Reedação. de Reda ação, o fiscal da sua sala lhe devolverá oá - 54 questões obj 4 jetivas. rodapé do caderno pa o seu cont ara trole. 2. Confira se, além dess se boletim de LEEMBRE-SE queestões, você recebeu o cartão-resposta 5. A durração desta pr rova é de 5 (c cinco) horas, destinado à mar rcação das re espostas das 54 iniciando às 8 (oito) h horas e terminando às 13 queestões objetivas e o cadern de respostas no (treze) horas. para elaboração da Redação. a d 6. É terminantemente proibida a comunicação e 3. N CARTÃO-R No RESPOSTA: entre caandidatos. a) CConfira seu no ome e o núm mero de inscriç ção A ATENÇÃO na parte superio do CARTÃ or ÃO- RESPOS STA 7. Quanndo for marca r o Cartão-Re esposta, proceeda que você recebeu e u. da seguinte maneira: : b) No caso de não coincid ir seu nome e e a) Faça uma revisão das alternativ marcadas no vas númmero de inscrição, devolv va-o ao fiscal e Boletim de Questões. . peça-lhe o seu. Se o seu cartão não for b) Assin nale, inicialme ente, no Boletim de Questões, encontrado, solic cite um cartão virgem, o que o q a alternativa que j julgar correta, para depois não prejudicará a correção de sua prova. o marcá-la no Cartão-R Resposta definnitivamente. c) A Após a conferê ência, assine sseu nome no c) Marq que o Cartã ão-Resposta, usando cane eta espaço correspondente do CARTÃ ÃO- esferogr ráfica com tinta azuul ou pre eta, RESSPOSTA, utilizando canet esferográf ta fica preenchhendo com mpletamente o círculo de ttinta preta ou azul. correspo ondente à altternativa escoolhida para caada d) Para cada um das ques ma stões existem 5 m questãoo. (cin nco) alternativas, classifi cadas com as d) Ao marcar a alte m ernativa do Cartão-Respos C sta, letra a, b, c, d, e. Só uma respon as , nde faça-o com cuidado, evitando rasg c gá-lo ou furá--lo, corrretamente ao quesito prop posto. Você de eve tendo atenção para n não ultrapass os limites do sar mar rcar no Cartãoo-Resposta ap penas uma lettra. círculo. Mar rcando mais de uma, v s você anulará a á Marque certo o seu cacartão como in ndicado: queestão, mesm que uma das marcad mo das corrresponda à alt ternativa corr reta. CER RTO e) O CARTÃO- -RESPOSTA não pode ser dobbrado, nem am massado, nem rasgado. m e) Além de sua resp m posta e assina atura, nos loc cais 4. No CADER RNO DE RE ESPOSTAS DE indicado não marqu nem escrev mais nada no os, ue va REDDAÇÃO: Cartão-Resposta. a) C Confira seu no ome e número de inscrição na o 8. Releia estas inst truções antes de entregar a r part inferior do Caderno de Respostas de te o e prova. Reddação. 9. Ass sine a lista de presença, na lin a nha b) N Caderno de Respostas d Redação us No e de se correspoondente, o s seu nome, do mesmo mo o odo apeenas caneta es sferográfica az ou preta. zul como foi assinado no seu documento de o c) SSua redação deverá conte r no mínimo 15 identida ade. e, no máximo 30 linhas. A redação se erá anuulada caso seja a: BO PROVA! OA - re edigida fora do tema propos o sto; - ap presentada em forma de ve m erso; - es scrita a lápis ou de forma ile o egível; - co marca que a identifique . om e PROGRA – Pró-Rei AD itoria de Gra aduação Belém – Pa ará DAA – Diretoria de Acesso e Av D valiação Dezembro de 2010 D
  2. 2. UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ REDAÇÃO Prezado candidato. Para elaborar sua Redação, leia atentamente os textos deste boletim de questões. Estes textos nos falam de questões relacionadas à responsabilidade social, à sustentabilidade e também à ética. Com base nessas leituras, somadas a outras que você já tem, escolha uma das PROPOSTAS que seguem e elabore sua Redação. Proposta 1: DISSERTAÇÃO Vivemos um tempo de grandes descobertas científicas e criações tecnológicas de complexidade admirável. Um tempo em que a preocupação com a natureza nunca esteve tão visível. No entanto, a civilização humana evoluiu de forma descompassada e paradoxal: de um lado, o homem atual, obeso de tecnologia e informação, mas de outro desnutrido de comida, diversão e arte, alimentos básicos a sua sobrevivência. Essa mesma sociedade que evolui tecnológica e cientificamente, o bastante para ser racional, não é capaz de resolver uma questão crucial: a sustentabilidade da vida, em especial de nossas crianças, de nossas Severinas e Severinos de todo o Brasil, que morrem de tantas mortes, um pouco e sempre por dia, causadas pela violência, cuja expressão maior é a exclusão socioeconômica. Sem paralelo na história, é difícil imaginar sinais mais evidentes dessas mortes no mundo globalizado. Triste época a nossa! Somos uma sociedade que vê diariamente o colapso de sua modernização e ainda assim mantém os olhos vidrados no lucro. Atento a essas reflexões e considerando os textos desta prova, escreva uma DISSERTAÇÃO sobre o tema: Uma sociedade que não cuida de suas crianças é suicida! Proposta 2: CARTA ARGUMENTATIVA Você acabou de se ver olhos nos olhos com uma criança dessas que vivem na rua. Você se sentiu responsável por aquela situação? Você sentiu que não tem nada a ver com aquilo? Escreva uma CARTA a um amigo ou amiga comentando como você se sentiu como cidadão que tem responsabilidade social. Assine sua carta com pseudônimo.UEPA PROSEL – 3ª Etapa / PRISE - Subprograma XII Pág. 2
  3. 3. UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ Leia os Textos I, II, III, IV e V para responder às questões de 1 a 4. Texto I Comida Bebida é água! A gente não quer só comida Comida é pasto! A gente quer comida Você tem sede de quê? Diversão e arte Você tem fome de quê?... A gente não quer só comida A gente não quer só comida A gente quer saída A gente quer comida Para qualquer parte... Diversão e arte A gente não quer só comida A gente não quer só comida A gente quer bebida A gente quer saída Diversão, balé Para qualquer parte... A gente não quer só comida A gente não quer só comida A gente quer a vida A gente quer bebida Como a vida quer... Diversão, balé A gente não quer só comer A gente não quer só comida A gente quer comer A gente quer a vida E quer fazer amor Como a vida quer... A gente não quer só comer Bebida é água! A gente quer prazer Comida é pasto! Pra aliviar a dor... Você tem sede de quê? A gente não quer Você tem fome de quê?... Só dinheiro A gente não quer só comer A gente quer dinheiro A gente quer comer E felicidade E quer fazer amor A gente não quer A gente não quer só comer Só dinheiro A gente quer prazer A gente quer inteiro Pra aliviar a dor... E não pela metade... A gente não quer Diversão e arte Só dinheiro Para qualquer parte A gente quer dinheiro Diversão, balé E felicidade Como a vida quer A gente não quer Desejo, necessidade, vontade Só dinheiro Necessidade, desejo, eh! A gente quer inteiro Necessidade, vontade, eh! E não pela metade... Necessidade... Bebida é água! Comida é pasto! (Arnaldo Antunes/Marcelo Você tem sede de quê? Fromer/Sérgio Britto) Você tem fome de quê?... Texto II Texto III O Estado não é um árbitro neutro, nem um Pauapixuna juiz do bem-estar dos cidadãos. Nem é um Uma cantiga de amor se mexendo instrumento, uma ferramenta nas mãos das classes Uma tapuia no porto a cantar dominantes, para realizar seus interesses. O Estado Um pedacinho de lua nascendo é uma relação social. Neste sentido, o Estado é um Uma cachaça de papo pro ar campo de batalha, onde as diferentes frações da Um não sei que de saudade doendo burguesia e certos interesses do grupo no poder se Uma saudade sem tempo ou lugar defrontam e se conciliam com certos interesses das Uma saudade querendo querendo classes dominadas (FALEIROS, 2000, p. 52). Querendo ir e querendo ficar (Rui Barata e Paulo André Barata)1. No Texto II, a ideia de o Estado ser um campo de confrontos entre classes sociais, e, dentre 2. Assinale a alternativa cujo trecho do Texto I esses confrontos, haver aquele que impõe o está diretamente relacionado à ideia expressa direcionamento da vida pelas relações criadas no Texto III. pelo próprio homem, está expressa na a A gente não quer só comida/A gente quer alternativa: saída/Para qualquer parte. b A gente quer comer/E quer fazer amor/A a A gente não quer só comer/A gente quer gente não quer só comer/A gente quer prazer/Pra aliviar a dor. prazer. b A gente não quer só comer/A gente quer c A gente não quer só dinheiro/A gente quer comer/E quer fazer amor. inteiro/E não pela metade. c Diversão e arte/Para qualquer d A gente não quer só dinheiro/A gente quer parte/Diversão, balé/Como a vida quer. dinheiro. d Você tem sede de quê?/Você tem fome de e A gente não quer só comida/A gente quer a quê? vida/Como a vida quer. e Bebida é água!/Comida é pasto!UEPA PROSEL – 3ª Etapa / PRISE - Subprograma XII Pág. 3
  4. 4. UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ Texto IV Texto V Morte e vida severina A natureza se organiza em ciclos de reciclagem biogeoquímicos que proveem a sua [...] sustentabilidade. Todavia, a produção crescente de E se somos Severinos/iguais em tudo na vida, resíduos coloca em risco a reprodução destes morremos de morte igual,/mesma morte severina: ciclos, e, por conseguinte, da própria vida. que é a morte de que se morre/de velhice antes dos (Adaptado de MELLO, 2000) trinta, de emboscada antes dos vinte/de fome um pouco por dia (de fraqueza e de doença/é que a 4. Comparando a ideia do Texto IV com a do morte Severina ataca em qualquer idade,/e até Texto V, conclui-se que a temática é: gente não nascida). a ética, porque demonstra que o aspecto [...] relevante de fato é a vida de todos os — Severino, retirante,/deixe agora que lhe diga: povos. eu não sei bem a resposta/da pergunta que fazia,/ b social, porque oportuniza emprego à se não vale mais saltar/fora da ponte e da vida/nem sociedade e isso possibilita um conheço essa resposta,/se quer mesmo que lhe diga/é difícil defender,/só com palavras, a relacionamento mais afetivo entre as vida,/ainda mais quando ela é/esta que vê, severina pessoas. mas se responder não pude/à pergunta que c cultural, porque sua implementação garante fazia,/ela, a vida, a respondeu /com sua presença maior integração entre as regiões viva. brasileiras. (MELO-NETO, João Cabral de) d política, porque se trata de uma questão pública que visa ao melhoramento da vida do cidadão.3. Com relação ao ideário do Texto IV e "Bebida é e econômica, porque os resíduos serão água!/Comida é pasto!/Você tem sede de produtos comercializados e sobre eles quê?/Você tem fome de quê?... A gente não incidirá a cobrança de impostos. quer só comida/A gente quer comida/Diversão e arte", é correto afirmar que: Leia o Texto VI para responder à questão 5. a os governantes refletem sobre a vida do Texto VI povo nordestino, que sofre com a seca, o que demonstra a falta de comprometimento A cidadania moderna implica, ao mesmo tempo, o para com esses cidadãos. direito à liberdade, à participação e à garantia da vida e da sobrevivência, pelo estado de direito, aos b o ser humano é ávido por uma vida mais membros reconhecidos como cidadãos, de acordo justa, na qual prevaleçam a justiça e a com o marco legal democraticamente estabelecido soberania intelectual promovidas pelos (FALEIROS & FALEIROS,2006). governantes para que os acontecimentos do mundo sejam compreendidos. 5. Ao se levar em conta a leitura do Texto VI, observa-se a preocupação com a dignidade c os governantes não disponibilizam meios humana. Nesse sentido, a alternativa correta para que o povo não sofra com a vida, por relacionada à temática em questão é: isso a atitude de prover conhecimentos à população é essencial, além de elaborar a e até quem me vê lendo o jornal na fila do ações que diminuam os problemas sociais. pão sabe que eu te encontrei/E ninguém dirá que é tarde demais/Que é tão diferente d os governantes impossibilitam o cidadão de assim (Último Romance, Los Hermanos). conhecer o mundo novo, além de b tem um Brasil que é lindo, outro que fede/O sonegarem conhecimento em função de um Brasil que dá/É igualzinho ao que pede... determinado objetivo. (Brasis, Seu Jorge). e a população, de um modo geral, se inflama c veado no mato é bicho corredor/Corre por causa da atitude dos governantes em veado lá vem caçador/Lá vem caçador, lá não serem transparentes em suas ações, o vem caçador/Corre veado lá vem caçador que demonstra o descaso com o povo. (O Caçador, Mestre Lucindo). d de tarde quero descansar/Chegar até a praia e ver/Se o vento ainda está forte/E vai ser bom subir nas pedras/Sei que faço isso pra esquecer (Vento no Litoral, Legião Urbana). e devia ter amado mais/Ter chorado mais/Ter visto o sol nascer/Devia ter arriscado mais/E até errado mais/Ter feito o que eu queria fazer... (Epitáfio, Titãs).UEPA PROSEL – 3ª Etapa / PRISE - Subprograma XII Pág. 4
  5. 5. UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ Leia os Textos VII e VIII para responder à 7. Ricardo Reis é um heterônimo de Fernandoquestão 6. Pessoa que poetiza as relações do homem com Texto VII a natureza. Assinale os versos em que ele- numa reação à concepção utilitarista da vida, Epitáfio segundo a qual tudo deve ter um resultado Devia ter amado mais prático- eleva o pensamento aos temas mais Ter chorado mais complexos da existência, buscando um gozo Ter visto o sol nascer que ultrapassa os limites do corpo. Devia ter arriscado mais a Não quieto nem inquieto, meu ser calmo E até errado mais Quero erguer alto acima de onde os Ter feito o que eu queria fazer... homens Devia ter complicado menos Têm prazer ou dores. Trabalhado menos b Anjos ou deuses, sempre nós tivemos, Ter visto o sol se pôr A visão perturbada de que acima Devia ter me importado menos De nós e compelindo-nos Com problemas pequenos Agem outras presenças. Ter morrido de amor... c Só os deuses socorrem (Titãs) Com seu exemplo aqueles Que nada mais pretendem Texto VIII Que ir no rio das coisas. Brasis d Cada um cumpre o destino que lhe cumpre, E deseja o destino que deseja; Um Brasil que investe Nem cumpre o que deseja, Outro que suga... Nem deseja o que cumpre. Um de sunga e Dia após dia a mesma vida é a mesma. Outro de gravata O que decorre, Lídia, Tem um que faz amor No que nós somos como em que não somos E tem o outro que mata Igualmente decorre. Tem um Brasil que é lindo Leia o Texto IX para responder à questão 8. Outro que fede O Brasil que dá Texto IX É igualzinho ao que pede... ESTAVA LÁ AQUILES, QUE ABRAÇAVA (Seu Jorge) Mário Faustino6. Sobre a relação entre os textos, leia as Estava lá Aquiles, que abraçava Enfim Heitor, secreto personagem seguintes afirmativas: Do sonho que na tenda o torturava; I. As contradições presentes em Brasis Estava lá Saul, tendo por pajem confirmam a fragilidade da condição Davi, que ao som da cítara cantava; humana diante da hierarquia de valores E estavam lá seteiros que pensavam da sociedade, cujo arrependimento é Sebastião e as chagas que o mataram. expresso em Epitáfio. Nesse jardim, quantos as mãos deixavam Levar aos lábios que os atraiçoaram! II. Se importar menos com problemas Era a cidade exata, aberta, clara: pequenos, ver o sol se pôr, dos quais nos Estava lá o arcanjo incendiado fala Epitáfio, significa não ignorar os Sentado aos pés de quem desafiara; Brasis. E estava lá um deus crucificado III. Trabalhar menos e ver o sol se pôr nos Beijando uma vez mais o enforcado remetem à preguiça e à orgia, por outro lado, prosperidade e gravata, a 8. No poema acima, cria-se um espaço de trabalho e seriedade. convivência harmônica, conciliação e IV. O mundo hostil, de violência e morte, de coexistência entre opostos. Numa perspectiva Brasis, não impede que ainda exista que mistura história, religião e mito, Mário alguém que morra de amor, que haja Faustino sugere uma grande vontade de ternura. apreender a inteireza do tempo e assimilar o diferente. Para isso, o recurso estético utilizado V. O espaço referencial no qual transitam as no poema é/são: ideias de Epitáfio revela apenas um dos a situações paradoxais que mostram a Brasis existentes em ambos os textos. impossibilidade de comunhão entre opostos. De acordo com as afirmativas acima, a b circunstâncias paradoxais que aspiram à alternativa correta é: convergência de contrários. a II, III e V c pleonasmos que reafirmam a impossibilidade de convergência entre b I, IV e V contrários. c I, II e IV d hipérboles que minimizam a possibilidade d III, IV e V de que os opostos convivam. e sinestesias que apelam à materialidade das e II, III, IV sensações.UEPA PROSEL – 3ª Etapa / PRISE - Subprograma XII Pág. 5
  6. 6. UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ Leia com atenção o comentário a seguir para Leia o Texto XI para responder à questão 11.responder à questão 9. Texto XI As narrativas têm por eixo central incidentes de crime e violência. Nelas, homens rudes resolvem com O ser humano parece ser um animal destinado as próprias mãos suas desavenças. Vivem num a viver contradições insolúveis. O progresso, por ambiente rural integrados à natureza como as pedras exemplo, traz consequências danosas ao equilíbrio e os outros bichos. São camponeses de um mundo dos sistemas ambientais. Até a luz elétrica, mesmo que ainda desconhece as sutilezas da argumentação, quando deriva basicamente da força motriz dos rios, o respeito pela vida humana e pelos códigos legais causa danos, pois o processo das barragens altera o institucionalizados. Neste espaço geográfico, ainda equilíbrio dos seres vivos ao seu redor. Todavia, sem não chegaram os meios de transporte que utilizam os ela, os autores modernos perderiam um grande derivados do petróleo, não há poluição: as aliado para poder estruturar criativamente o personagens fazem longas caminhadas a pé. Os processo de desenvolvimento da trama. Isso quer homens estão harmonizados com a natureza e dizer que, mesmo até boa parte do século XIX, o desarmonizados entre si. recurso não esteve disponível para que dele9. Assinale a alternativa que contém o autor, ou lançassem mão cenógrafos e iluminadores. autores, e os títulos das obras que podem ser corretamente associados ao comentário. a Graciliano Ramos: Vidas Secas / Miguel 11. Assinale o objetivo de Nélson Rodrigues quando Torga: O Lopo, A Confissão. utilizou a luz elétrica em Vestido de Noiva. b Miguel Torga: A Confissão, O Lopo, Natal. a Para iluminar os momentos de maior c Graciliano Ramos: Vidas Secas /Miguel violência dos atos das personagens e assim Torga: A Confissão. intensificá-los. d Nélson Rodrigues: Vestido de Noiva / b Para melhor caracterizar os sentimentos Miguel Torga: O Lopo, A Confissão / dos personagens. Por exemplo, nas cenas Graciliano Ramos: Vidas Secas. de ódio, usa a cor vermelha na iluminação. e Miguel Torga: A Confissão, O Lopo. c Para desarticular a estrutura lógica do tempo, permitindo um desenvolvimento da Leia o Texto X para responder à questão 10. ação que se assemelha ao fluxo da Texto X memória. Água Morrente d Para economizar na construção do cenário, realizando a peça em um só espaço. Meus olhos apagados, e Para intensificar o lado escuro da alma Vede a água cair. humana, fazendo a ação se desenrolar Das beiras dos telhados, quase sempre numa espécie de luz tênue. Cair, sempre cair. Das beiras dos telhados, Cair, quase morrer... 12. As relações sociais derivam, em grande parte, Meus olhos apagados, das relações econômicas. Em Vidas Secas, a E cansados de ver. posse da terra nas mãos de poucos fazendeiros Meus olhos, afogai-vos lhes dá um controle do meio ambiente que lhes Na vã tristeza ambiente. permite dominar os vaqueiros. Este duplo Caí e derramai-vos controle, que o Estado consente, é socialmente Como a água morrente. irresponsável, pois gera ressentimentos graves, como é possível observar no seguinte extrato10. No conhecido poema de Camilo Pessanha, o do romance. Sujeito reserva a si uma atitude passiva diante a Pedir é um triste ofício, e pedir em Lourosa, do mundo, fazendo sentir sobre si os efeitos da pior. Ninguém dá nada. Tenha paciência, paisagem natural; desse modo, há um Deus o favoreça, hoje não pode ser – e desequilíbrio existencial sugerido através de beba um desgraçado água dos ribeiros e uma metáfora. A esse propósito marque a coma pedras. opção correta. a A imagem do Homem que emerge do caos b O que o segurava era a família. Vivia preso sugere a resistência ao tempo, o desejo de como um novilho amarrado no mourão, sobreviver a ele. suportando ferro quente. Se não fosse isso b A submersão sugere que, existencialmente, o soldado amarelo não lhe pisava o pé, não. o Homem vê-se desgastado e empurrado c Estás morto, é o que te vale. Mas mesmo para o Fim. assim não vais deste mundo sem duas c O navegar por entre águas insinua a busca bofetadas na cara, covarde. E deu-lhas. humana por novos desafios que lhe dê d O menino estava ficando muito curioso, sentido à vida. muito enxerido. Se continuasse assim, d O desejo de emergir em meio a águas metido com o que não era da conta dele, agitadas sugere a vontade humana de como iria acabar? Repeliu-o, vexado. acompanhar as mudanças socioeconômicas do início do século XX. e Deu um pontapé na cachorra, que se e Todo o ambiente criado no poema afastou humilhada e com sentimentos impressiona pelo misticismo vaporoso que revolucionários. sugere o mistério para além da materialidade.UEPA PROSEL – 3ª Etapa / PRISE - Subprograma XII Pág. 6
  7. 7. UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ13. O coronelismo foi uma forma de poder que 15. A campanha do governo getulista “o petróleo é emergiu na Primeira República Brasileira. O nosso” serviu de bandeira para sustentar o sistema federativo consagrado pela nacionalismo de Vargas e recebeu apoio de Constituição de 1891 abriu espaço para o segmentos da sociedade que tinham interesses surgimento de mecanismos que fortaleceram na manutenção do monopólio estatal no campo politicamente as elites agrárias regionais. Os da exploração deste importante recurso natural. coronéis, remanescentes da antiga Guarda No que se refere à Petrobrás e ao projeto de Nacional, exerciam seu poder de mando no desenvolvimento industrial do país, afirma-se interior do país, controlando a eleição de que: prefeitos, a nomeação de juízes e de delegados. a o estado brasileiro incorporou na lei Instrumentos como o compadrio e a trabalhista a divisão de lucros da empresa jagunçagem foram muito úteis para a aplicação entre os operários e o empresariado, o qual do poder dos coronéis em seus “feudos reagiu contra esta medida, pois considerava políticos”. A reprodução desse sistema a lei uma ameaça à propriedade privada, oligárquico de poder no início do período por ter sido inspirada nos ideais republicano deveu-se: comunistas. Isto provocou a reação de a ao grande número de analfabetos no país, setores antinacionalistas, que retiraram o facilmente manipuláveis pelos donos do apoio à Vargas nas eleições pós 1945. poder local nas pequenas cidades do interior. b a criação da estatal se inseria neste projeto b à permanência de estruturas políticas de nacionalização dos recursos naturais e herdadas da monarquia, em particular da das riquezas do subsolo, atendendo aos Guarda Nacional. interesses do capitalismo financeiro. c às alianças políticas entre elites agrárias e Enquanto isso, no campo social, embora políticas dentro e entre os estados da tendo estendido os benefícios trabalhistas federação, como foi evidenciado pela para o campo, os trabalhadores do novo Política dos Governadores. parque industrial mantiveram-se regidos d à identidade de interesses entre coronéis, por uma legislação conservadora e ligados a cangaceiros e líderes religiosos milenaristas, um sindicato orgânico. agentes manipuladores da massa c a estatização das riquezas minerais e do camponesa. subsolo, representadas na criação da e à adoção oficial do “voto do cabresto”, Petrobrás limitavam a ação do empregado como mecanismo político em empresariado brasileiro interessado na favor dos interesses dos grandes ampliação das refinarias, cujos royalties fazendeiros e comerciantes. garantiriam ao setor de beneficiamento do gás altos lucros no mercado internacional.14. O modelo de desenvolvimento sócioeconômico Isto abriria divisas tanto para a exportação adotado pelos governos militares para a de bens de consumo quanto para a Amazônia, em particular durante a década de importação de bens duráveis para atender 1970, estava ligado à estratégia de segurança as demandas da classe média. nacional, como expressava o seu lema “Integrar para não entregar”. Foram aplicadas d a lei de criação da Petrobrás materializou o como medidas “integradoras” a ocupação da discurso nacionalista de Vargas, revelando Amazônia com agricultores vindos da Região que, embora fosse alinhado com as ideias Sul, a abertura de rodovias que conectassem a liberais norte-americanas, o presidente região ao restante do país, o incentivo à sustentava que cabia ao Estado proteger as agropecuária em meio à floresta virgem e a riquezas naturais para assegurar a implementação de projetos de exploração soberania nacional e manter o monopólio mineral. Os resultados mais visíveis dessa estatal sobre as riquezas minerais do litoral política de integração, nos dias de hoje, na brasileiro. região são: e o modelo de desenvolvimento adotado pelo a a substituição da rede hidrográfica pelas governo getulista negava o principio de estradas de rodagem como via de intervenção do Estado na economia, transporte de produtos e passageiros. embora a defesa de recursos naturais fosse b a transposição do “milagre econômico” para considerada essencial para o crescimento a região, engendrando uma era de econômico do país. Para o governo, as prosperidade somente encerrada na década reservas de Petróleo garantiam ao país um de 1980. lastro de capital financeiro para aplicação c a efetiva ocupação da região, interpondo-se nos setores da educação e saúde. aos interesses estrangeiros de internacionalização da Amazônia. d os conflitos pela terra vivenciados pela população atraída para a região e que ficou à margem dos benefícios dos projetos agropecuários e de exploração mineral. e a degradação da floresta amazônica, provocada pela maciça industrialização decorrente do desenvolvimento do capitalismo na Amazônia. UEPA PROSEL – 3ª Etapa / PRISE - Subprograma XII Pág. 7
  8. 8. UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ Leia os textos XII e XIII para responder à 17. Na Amazônia, o projeto modernizador do finalquestão 16. do século XIX e início do século XX esteve associado ao discurso da civilização propalado Texto XII pelas elites políticas e econômicas da região. No País Tropical caso de Belém, Antônio Lemos desenvolveu um Moro num país tropical, abençoado por Deus projeto urbanístico inspirado na reestruturação E bonito por natureza, mas que beleza urbana da cidade de Paris. Neste sentido, Em fevereiro (em fevereiro) afirma-se que: Tem carnaval (tem carnaval) a ao executar o projeto urbanístico municipal, Tenho um fusca e um violão o intendente pretendia solucionar os Sou Flamengo Tenho uma nega principais problemas da cidade de Belém, Chamada Tereza [...] sobretudo no que tange ao clima. Nas áreas centrais foi implantada a arborização de Composição: Jorge Ben Jor / Wilson Simonal ruas e calçadas e nas áreas periféricas foram construídos bosques e parques ambientais protegidos por lei. Texto XIII b ao elaborar o projeto de urbanização, os Maresia técnicos do governo municipal, preocupadosA criminalidade toma conta da cidade com a propagação de doenças tropicais,A sociedade põe a culpa nas autoridades conseguiram que fosse aprovada na CâmaraUm cacique oficial viajou pro Pantanal a criação de crematórios, banheirosPorque aqui a violência tá demais públicos, necrotérios e ampliação doE lá encontrou um velho índio que usava um fio sistema de esgoto e de distribuição dedental água, beneficiando toda a população urbanaE fumava um cachimbo da paz de então.O presidente deu um "tapa" no cachimbo e na horaDe voltar pra capital ficou com preguiça c ao colocar em prática o projeto deTrocou seu paletó pelo fio dental e nomeou urbanização, o intendente sofreu váriasO velho índio pra ministro da justiça críticas, expressas nos diferentes jornais daE o novo ministro chegando na cidade, época, pois tanto a população mais pobreAchou aquela tribo violenta demais quanto setores do comércio ressentiram-seViu que todo cara-pálida vivia atrás das grades com o aterramento de igarapés e de riosE chamou a TV e os jornais que prejudicava o comércio e o usoE disse: "Índio chegou trazendo novidade doméstico destes recursos naturais.Índio trouxe o cachimbo da paz [...]". d ao adotar o “francesismo”, o intendente Composição: Gabriel Pensador renunciou à antiga estética colonial portuguesa, promovendo uma renovação no16. As letras das músicas acima se relacionam com cenário urbano, preferindo o uso do ferro e vivências culturais de seu tempo e expressam: do vidro na composição de fachadas, alargando as avenidas e boulevares, a uma forma de interpretar a paisagem saneando e arejando os espaços públicos no urbana, sendo que a primeira exalta a centro de Belém. paisagem como expressão da criação divina e a segunda descreve alguns problemas e ao desenvolver o projeto nas áreas enfrentados pela sociedade. periféricas de Belém, os técnicos municipais enfrentaram resistências da população que b o movimento tropicalista, que tinha como era forçada pelo código de posturas a fonte de inspiração as belezas naturais da coletar o lixo em dias pré-definidos pela cidade do Rio de Janeiro, expresso na Intendência, o que prejudicou, em parte, a primeira composição e a música de protesto execução do projeto de embelezamento da expressa nos versos de Gabriel, o pensador. cidade. c o conformismo dos artistas da geração dos anos 60 em relação ao regime militar e a rebeldia politizada dos compositores modernos contra os abusos de autoridades civis e militares no contexto atual. d a relação do homem urbano com a natureza expressa tanto nas composições dos "anos de chumbo" quanto nos tempos atuais, presentes nos versos que destacam a beleza do litoral e do pantanal. e a resistência destes compositores às políticas públicas de reformas urbanas que retiram dos espaços da cidade a beleza natural, sob a justificativa de combater a violência e evitar os processos de migração para a cidade.UEPA PROSEL – 3ª Etapa / PRISE - Subprograma XII Pág. 8
  9. 9. UNIVERSID ADE DO ESTAD DO PARÁ DO 19. No processo de a apropriação do territó ório brasileiro, a heranç , ça colonial deixou suas marcas no deseenvolvimento o econôm mico nacional, uma vez que, ao fa azer parte ddas nações industrializaadas periféricas, o p país voltou-se para o exterior e permanec ceu desarticulado inte ernamente. Sobre a diversidadde soci oeconômica brasile eira decorrent desse proc te cesso afirma a-se que: a somen após a 1 Guerra mundial, com a nte 1ª. m m constr rução de inffraestruturas como port s tos, ferrov vias e rodov vias, bem co omo da criação dos polos indus striais, é que houve a integr ração da eco onomia bras sileira em torno de um centro pola m arizador, o Sudeste. S Fonte: Engra raxates egípcios l lustram os sapato de europeus n os na cidade do Caairo, por volta de 1870. b a part da segund metade do século XX o tir da d X,18 A imagem acima, an 8. m nalisada no contexto do compllexo amazôn nico passou por profundas neocolonia alismo, ident tifica este pro ocesso com: : transf formações ec conômicas, em decorrênncia da implantação d os Grandes Projetos nessa a a ideia da civilizaç ção ocidental, cujo mode elo região vindo a alinhar-se às econom o, mias de des senvolvimen nto se fund damentava na indust trializadas do centro-sul. o conceppção da sup perioridade de raças e no d euroceentrismo, qu serviu de parâmet ue d tro c apesar de industr tém rializado, o Brasil mant para oorganizar, classificar e determinar as d em sua estrut tura interna índices de a demais organizaç s ções sociais e cultura is, s desenvolvimento econômico diferenciad dos, incluind aquelas que já havia construí do am ído com destaque pa d ara a região concentra o ada, outros padrões d civilidade a exemp de e, plo que reúne os p principais meios técnicos m daquelas situadas ao norte da África. ficos e as finanças do país, em científ s detrim mento das deemais regiõees. b a servidão e o domínio senho orial exercid dos ação entre e na rela europeus e africanos n nos d distan nte econommicamente das mais dem espaçoos de convivência ex xistentes eem regiõe brasileira es as, o Nordeeste, conhec cido lugares públicos e privados, co s onfirmando as como "região pr roblema", enfrenta graves teorias s de supperioridade das raç ças conflit tos sociais e econômicos, ligados à s defenddidas pelos intele ectuais d das questã da terra ao analf ão a, fabetismo, e à universsidades euro opeias e nor american rte nas baixa capacidade de atrair investimen e ntos para justificar a ação colonizado ora nacionnais e intern nacionais. empree endida pelos países capitalist s tas e o modelo econ nômico de “arquipélago” emerge entes. promo oveu a homogen neização do c o ava anço do capitalismo em áre eas desenvolvimento brasileiro, à medida q que periféricas sob a é égide do des senvolvimen nto estimulou a ar rticulação comercial das c econôm mico. Em reegiões de conflito étnic co, ativida ades produ erligando, por utivas inte os europeus se po osicionaram em favor ddas exemplo, a cana--de-açúcar do Nordeste ao d camadas populares em razão do serviço q ue s d café do Sudeste e à borracha do Norte. d estes prestavam às famílias aristocrátic cas inglesaas e francesas que tinham se estabelecido nas áreas colon niais desde o início d processo de colonizaç do ção. d a heg gemonia d dos países da Euro pa Ocidenntal na corrida imperialista em bussca dos rec rais existente no norte da cursos natur es África. Adotou-se a tecnolog gia de ponnta para s solucionar o problema ambienta os as ais enfrenttados pelas populaçõe locais n s es nas áreas oonde era uttilizada em larga escala a l a mão-de e-obra escrava e o mercúrio na lavagem dos miner rais. e a noçã de defes territorial presente no ão sa discurs ocidental e cristão dos governant so tes locais apoiados p por uma elite capitalissta europeeia. Esta se beneficiava dos serviç a ços da poppulação mais carente nos arredor res das cid dades coloni iais que, em contato co m om a civilização, ab bandonava seus antig gos costummes tribais para trabalha nos serviç ar ços domésticos nas cas de europ sas peus.UE EPA PROSEL – 3ª Etapa / PRISE - Subp programa XII Pág. 9
  10. 10. UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ20. Décadas após a primeira crise do petróleo, o Leia o Texto XIV para responder à questão 21. mundo ainda é dependente dos combustíveis Texto XIV fósseis. O Brasil iniciou, há mais de 30 anos, a busca por fontes alternativas que propiciarão – “De um tempo lento, diferenciado segundo as uma preservação ambiental mais eficiente e regiões, passamos a um tempo rápido, um tempo melhor qualidade de vida para a população. Das hegemônico único, influenciado pelo dado fontes energéticas utilizadas no Brasil, é correto internacional: os tempos do Estado e das afirmar que: multinacionais” a atualmente as políticas públicas para a (SANTOS; SILVEIRA, 2001, p. 52) diversificação da matriz energética brasileira concentram-se nos estudos do 21. Com base no Texto XIV e nos seus petróleo do Pré-sal, cuja produção será principalmente para exportação, uma vez conhecimentos sobre os avanços técnico que os derivados de petróleo respondem científico-informacionais e suas repercussões socioeconômicas no espaço brasileiro, é correto pela menor parte da energia consumida no país, daí ter melhorado muito nos últimos afirmar que: anos a poluição do ar das grandes a o avanço tecnológico vivido nos tempos metrópoles. rápidos dos dias de hoje nos meios de b um ponto forte da matriz energética produção e circulação tem como brasileira são as usinas hidroelétricas, fato repercussão socioeconômica a redução do relacionado ao grande potencial hídrico do desemprego estrutural no Brasil que é país que é usado para gerar eletricidade, resultante de uma reorganização do uma diretriz mantida nas últimas décadas, processo produtivo do mercado atual. haja vista que a construção das mesmas, b a revolução nas formas de circulação de pouco interferem na preservação dinheiro, através dos progressos nas socioambiental dos espaços onde são telecomunicações, na eletrônica e na instaladas. informática autoriza a interligação, em c a energia nuclear, obtida através do tempo real, das bolsas, dos bancos e das enriquecimento do Urânio, é uma das praças financeiras, fazendo com que as questões energéticas em discussão no crises financeiras sejam refletidas em Brasil, que possui o domínio da tecnologia tempo real tanto nos países hegemônicos nuclear, tendo conseguido, nos últimos, como nos periféricos, a exemplo do Brasil. anos significativos avanços científicos c os tecnopolos, aglomerações industriais de utilizados na farmacologia. tecnologia de ponta, que se localizam às d em resposta à primeira crise internacional proximidades dos centros de pesquisa, do petróleo, o governo brasileiro iniciou reorientam a produção industrial brasileira investimentos no Programa Nacional do para as bordas das regiões capitalizadas, Álcool (PROALCOOL), que visava à em virtude do inchaço populacional e dos substituição da gasolina como combustível. problemas ambientais existentes nelas, vide Este programa obteve pleno sucesso, uma o caso do Tietê em São Paulo. vez que o etanol produzido a partir da cana- d o avanço dos meios informacionais tem de-açúcar é atualmente o combustível mais contribuído para a transformação e utilizado no país. aniquilamento das culturas regionais e e ocorrem investimentos públicos nas locais, haja vista que se propagam hábitos pesquisas e produção das energias e costumes próprios do mundo capitalista; renováveis e limpas através do Programa um exemplo desse fato é a aculturação das de Incentivo às Fontes Alternativas comunidades indígenas e quilombolas da (Proinfa) com estímulo ao uso da energia Amazônia que passam por um intenso renovável: biomassa, biodiesel, biogás, processo de americanização de seus energia solar e eólica, todas elas costumes. largamente utilizada nas áreas rurais do e através do funcionamento de uma estrutura país, em especial o biogás. unificadora a EMBRAPA, com seu perfil agro florestal, desenvolve suas pesquisas atualmente centralizadas no Estado de São Paulo com o uso de tecnologias de ponta, que intensifica a eficiência e a produtividade dos grãos, porém com danos ao meio ambiente. UEPA PROSEL – 3ª Etapa / PRISE - Subprograma XII Pág. 10
  11. 11. UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ22. O processo de ocupação e valorização 23. A regionalização, que divide o Brasil em 3 econômica da região Amazônica, especialmente grandes regiões geoeconômicas, destaca ao longo do século XX e mais especificamente características comuns entre os estados que nas décadas posteriores a 1960, ensejou várias compõem cada região, sem perder de vista as formas de estruturação do espaço paraense. particularidades socioeconômicas existentes Neste contexto, é verdadeiro afirmar que: entre eles. Sobre o processo de apropriação da natureza nestes complexos, é correto afirmar a o noroeste do estado que corresponde, em que: grande parte, às fronteiras internacionais com a República da Guiana e o Suriname, é a o complexo amazônico tem na economia uma das áreas de intensa transformação extrativista vegetal sua base produtiva, com espacial, significativa densidade destaque para a produção da borracha, demográfica e valorização econômica, fatos atividade que, no passado, foi responsável estes relacionados à implantação de pela inserção desta região à economia reservas extrativistas (RESEXs) que nacional e internacional. mantêm a dinâmica econômica baseada na b a concentração da atividade industrial na exploração da borracha. região centro-sul, com a criação das b o sul/sudeste do estado tem áreas indústrias automotivas dentre outras, pôs diversificadas, com forte ocupação recente em curso uma crise ambiental irreparável induzida principalmente pelo Estado, em estados como São Paulo, impedindo, em responsável pela implantação de fins do século XX, que este estado se infraestrutura, especialmente energética e mantivesse atrativo para investimentos viária, implementação de políticas econômicos. migratórias e concessão de incentivos c a inserção da economia regional amazônica fiscais, criando condições para a expansão ao contexto nacional, a partir da década de econômica. Embora intensamente ocupada, 1970, produziu efeitos na organização preserva grande parte das paisagens espacial dessa região. Mais recentemente vegetais originais e a prática de atividades destaca-se a expansão do cultivo de grãos, tradicionais, o extrativismo vegetal e a particularmente a soja no Oeste Paraense, agricultura de subsistência. que influenciou na implantação de uma c a área circunvizinha a Belém possui uma infraestrutura portuária (porto da Cargill). estrutura espacial organizada, sendo a d o Centro Sul, primeira região do território capital paraense a única cidade da região brasileiro ocupada pelos colonizadores, polo que tem o “status de região metropolitana”. econômico mais importante da América Nos últimos anos, esta área teve seu portuguesa, vem gradativamente dinamismo econômico intensificado em melhorando suas condições de produção, função da significativa atividade portuária mas ainda se encontra distante de oferecer relacionada à exportação de ferro via Vila uma economia competitiva a longo prazo. do Conde. e as transformações introduzidas nas zonas d o oeste paraense é uma das áreas de maior irrigadas do Vale do São Francisco e a conservação ambiental do estado, possui criação de zonas industriais na área larga produção de bauxita, sendo também litorânea no Nordeste brasileiro, ocorreram uma fronteira agrícola em franca expansão em virtude da introdução de um padrão com destaque para o cultivo do algodão. sustentável de apropriação da natureza Esta potencialidade de recursos torna a nesta região do Brasil. economia local dinâmica, é uma área servida por excelente rede viária, com estradas federais de ótimas condições: a Transamazônica e a Santarém-Cuiabá. e localizada no centro do Pará, a Terra do Meio é uma das regiões mais importantes para conservação da sociobiodiversidade da Amazônia, mas também o palco de intensos conflitos fundiários. Segundo o Greenpeace, na região continuam ocorrendo intensas queimadas, extração ilegal de madeira e implantação de pastos para a pecuária, atividade responsável, em grande parte, pela degradação ambiental que aí ocorre.UEPA PROSEL – 3ª Etapa / PRISE - Subprograma XII Pág. 11
  12. 12. UNIVERSID ADE DO ESTAD DO PARÁ DO24 Com a in 4. ntegração d Amazônia ao circui da ito Leia o Te exto XV para responder à questão 26 a 6. produtivo nacional e internacion nal promovi da Text XV to pelo gove erno federal, no século passado, a o partir do II e III P PND (Plano Nacional de A construç ção das eclus sas Desenvolvimento), atr ravés do imp pulso ao settor de Tucuruí é essencial pa e ara mineral, o Estado do Pará passo a conviv o ou ver qu ue uma embarcaçção com novas formas de produção e circulaçã e ão; ransponha a diferença de tra esse fato gerou cons sequências socioespacia is. s níível existente e o rio se e eja Sobre ess sas consequências é co orreto afirmmar na avegável en ntre os dois que: la dos da barragem da a nesse período, a in ndústria minneral paraennse hidrelétrica, permitindo o desenv h volvimento de visou aatender o m mercado ext terno, crian do atividades ec a conômicas e sociais das populações q p que então uma dinâm mica endóge ena à regiã ão, vivem na re v egião. A eclu usa é um re eservatório e em que p promoveu m maiores vínculos com a forma de câm f mara, que fuunciona como uma espécie econommia local, aumentando a capacida de de elevador, através de seu enchimento e d para a criação de eempregos ao paraenses os s. esvaziamento e o. b o des senvolvimennto do se etor míner ro- 26. Sabendo-se que a for rma da câma das eclusas ara metalúúrgico pensado para ess estado te ve se de Tucuruí é de um paralelepípedo, c com como c consequências a atração de empres o sas dimensões internas d 210m de comprimen de e nto, e de atividades agregadas, as qua s ais 33m de largura e 35m de alt tura, e que a e geraram mais empregos acom mpanhados de velocidade média d e enchimennto é de 3 300 altos salários qu ue promove eram grand des m³/s, o te empo médio de enchime o ento da câmara melhor rias nas c condições de vida da será de aproximadam mente: população paraens se. c a entr rada dos investimentos minerador s res a 2 minutos de po orte e das tecnologias de padr rão b 5 minutos interna acional imp pôs à eco onomia loc cal c 7 minutos tradicio onal alteraçções em suas relaçõ s ões sociais e em sua mobilidad as des espacia is, d 10 minutos promov vendo significativos s s impacttos e 13 minutos socioammbientais. d a posiç ção de destaque, que o Pará possu ui, 27. Um professor de mate emática preocupado com o m no f fornecimento o de maatérias-prim mas desmatammento na a Amazôn nia resolv veu minera contribuiu para que os municípi ais ios desenvolv uma ativ ver vidade com seus alunos, na s , paraennses envolvidos no PG GC (Program ma qual abo ordava o desmatame ento de u uma Grande Carajás) p e passassem a ter a ren da determinaada área. O objetivo da ativida ade per cappita acima ddos municípi ios do Centrro- estava relacionado à sensibilização para a a Sul braasileiro. necessária preservaçção da flores sta amazônica. e com o recorde na arrecadaçã da receit a ão ta, Na atividade foram apresentados os gráficos os mu unicípios do PGC passa am a ter u um abaixo, com a figura 1 represe c a entando a área papel d destaque nacional no fornecimen de o nto sem o desmatammento e a figura 2 de matérias-primas minera is, representtando a áre com o desmatame ea ento transfo ormando seus recursos em polític s cas existente. Se a ár . rea desmatada pode ser sociais e ambienta que bene ais eficiam gran de represent quação da circunferência x2 tada pela eq a parte d população e reduzem os impact da m tos + y2 – 8x – 10y + 40 = 0, en 8 ntão o número ambien ntais. aproximado, em p orcentagem, dessa área desmatad é: da25 A construç 5. ção da usina de Belo Monte, no R M Rio Xingu, devverá ser a tterceira maior hidrelétriica Dado: π=3 3,14  do mundo e irá i inundar ter rras de tr rês municípios principalm s, mente de Vit tória do Xinggu e Altamira, forma ando um lago co om a 9,81 aproximad damente 516 km² de área. Algu ns b 12,42 especialistas defende em que a alteração d do regime do rio deve af fetar a fauna e a flora da c 14,32 região, ennquanto out tros defende em o proje eto pela sua importânc cia econôm mica, geran do d 15,78 8 milhares de empregos e grand oferta de de energia. C Considere q que, hipote eticamente, a e 17,41 forma doo lago se s assemeelha a u um paralelepíp pedo e a pro ofundidade média do la go m será de 20 0m. Desse m modo, o volume de ág ua aproximad que terá e do esse lago serrá: a 1,032 km³ b 10,32 km³ c 103,2 km³ d 1.032 km³ e 10.320 km³ 0 UE EPA PROSEL – 3ª Etapa / PRISE - Subp programa XII Pág. 12

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