Padrões Setoriais de Mudança Tecnológica:                         rumo a uma taxonomia e uma teoria*                      ...
1. Introdução1.1. Propósito       Este artigo trata de padrões setoriais de mudança tecnológica. Descrevemos e tentamosexp...
ligeira super-representação das inovações em engenharia mecânica e metalurgia; umaconsiderável super-representação em inst...
consistentes com os dados. Na seção 4, exploramos algumas das implicações analíticas dessateoria e, na seção 5, sugerimos ...
dessa forma construir uma matriz tridimensional (ainda que incompleta) que inclua os elos entresetores na produção e uso d...
Nos exemplos particulares dados acima, as categorias são as mesmas para os setores tomados aosníveis de dois, três ou quat...
Os resultados ao nível de três ou quatro dígitos estão sumariados na tabela 1. Apenas 7%dos insumos de conhecimento vêm da...
...o conceito de função de produção... pode referir-se ou a técnicas que tenham sido         detalhadamente desenvolvidas,...
relativamente mais importantes em instrumentos de precisão, engenharia mecânica, produtos    químicos, materiais de constr...
dependem de um número maior de outros setores, para suas tecnologias de processo, quandocomparadas com aquelas caracteriza...
Este padrão setorialmente diferenciado é muito similar ao que emergiu de um estudo de          inovações significativas e ...
Tabela 4Distribuição de inovações produzidas fora do setor de atividade principal da firma inovadora    Inovações em outro...
crescente à produção de inovações das firmas com mais de 10.000 empregados quanto a parcelaconstante das firmas com menos ...
ao seu conjunto existente de conhecimentos e qualificações em zonas proximamenterelacionadas. Em outras palavras, a mudanç...
Tabela 5Trajetórias tecnológicas setoriais: determinantes, direções e características mensuradas                          ...
pequenos lotes; grandes lotes e produção em massa; e processos contínuos de produção. Nossaproposta tem o mesmo espírito m...
Todos esses ingredientes estão sumariados na tabela 5, na qual a coluna 1 define ascategorias das firmas, a coluna 2 enume...
Tabela 6Características das inovações produzidas e usadas por firmas que fabricam principalmente têxteis, couro e calçados...
•   coluna 4: mostra a distribuição por tamanho das firmas inovadoras com atividades             principalmente no setor. ...
3.3. Firmas intensivas em produção      Adam Smith descreveu alguns dos mecanismos associados à emergência de firmasintens...
de monitoramento e controle da produção realizadas por instrumentos. Essas firmasespecializadas têm uma trajetória tecnoló...
Tabela 7Características das inovações produzidas por firmas que operam principalmente em setores intensivos em escala     ...
Tabela 8Características das inovações produzidas e usadas por firmas que fabricam equipamentos de produção                ...
Pavitt1984traduzido
Pavitt1984traduzido
Pavitt1984traduzido
Pavitt1984traduzido
Pavitt1984traduzido
Pavitt1984traduzido
Pavitt1984traduzido
Pavitt1984traduzido
Pavitt1984traduzido
Pavitt1984traduzido
Pavitt1984traduzido
Pavitt1984traduzido
Pavitt1984traduzido
Pavitt1984traduzido
Pavitt1984traduzido
Pavitt1984traduzido
Pavitt1984traduzido
Pavitt1984traduzido
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Pavitt1984traduzido

747 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
747
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
38
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Pavitt1984traduzido

  1. 1. Padrões Setoriais de Mudança Tecnológica: rumo a uma taxonomia e uma teoria* Keith Pavitt Science Policy Research Unit, University of Sussex, Brighton, Reino Unido O propósito deste artigo é descrever e explicar padrões setoriais de mudança tecnológica, conforme revelados nos dados de cerca de 2000 inovações significativas na Grã-Bretanha desde 1945. A maior parte do conhecimento tecnológico se mostra não como “informação” que é genericamente aplicada e facilmente reproduzível, mas como específica a firmas e aplicações, cumulativa em seu desenvolvimento e variável entre setores quanto às fontes e à direção. As firmas inovadoras, principalmente nos setores eletrônico e químico, são relativamente grandes e desenvolvem inovações para uma ampla série de grupos de produtos específicos, dentro de seu setor principal, mas para relativamente poucos [grupos de produtos] fora [de seu setor]. As firmas nos setores de mecânica e instrumentos de precisão são relativamente pequenas e especializadas, e estão em simbiose com as grandes firmas de setores intensivos em escala – como metalurgia e veículos –, as quais fazem uma contribuição significativa para a tecnologia de processo das primeiras. Nas firmas têxteis, por outro lado, a maioria das inovações de processo vêm dos fornecedores. Estas características e variações podem ser classificadas numa taxonomia de três partes, constituída de firmas (1) dominadas pelos fornecedores; (2) intensivas em produção e (3) baseadas em ciência. Ela pode ser explicada pelas fontes de tecnologia, pelas demandas dos usuários e pelas possibilidades de apropriação. Esta explicação tem implicações para nossa compreensão das fontes e da direção da mudança tecnológica, para o comportamento de diversificação da firma, para a dinâmica da relação entre tecnologia e estrutura industrial e para a formação de habilidades e vantagens tecnológicas ao nível das firmas, das regiões e dos países. * O artigo a seguir baseia-se extensivamente no banco de dados sobre inovações britânicas do SPRU, descrito em J. Townsend, F. Henwood, G. Thomas, K. Pavitt e S. Wyatt (1981). “Innovations in Britain Since 1945”. SPRU Occasional Paper Series No. 16. O autor agradece a Graham Thomas e Sally Wyatt que colaboraram no trabalho estatístico, a numerosos colegas dentro e fora do SPRU por seus comentários e críticas, e a Richard Levin e dois pareceristas anônimos por seus comentários detalhados e úteis a uma versão anterior, mais longa e desorganizada. A pesquisa foi financiada pelo Leverhulme Trust, como parte do programa do SPRU sobre inovação e competitividade.Originalmente publicado em Research Policy, Amsterdã, vol. 13, no. 6 (dezembro de 1984), pp. 343-373.Tradução por José Ricardo Fucidji; revisão e figuras por Vanderléia Radaelli.
  2. 2. 1. Introdução1.1. Propósito Este artigo trata de padrões setoriais de mudança tecnológica. Descrevemos e tentamosexplicar as similaridades e diferenças entre setores quanto às fontes, à natureza e aos impactosdas inovações, definidas pelas fontes de insumos de conhecimento, pelo tamanho e linhasprincipais de atividade das firmas inovadoras e pelos setores que produzem e são os principaisusuários da inovação. Um grande grupo de estudiosos reconhece que a produção, adoção e difusão de inovaçãotecnológica são fatores essenciais para o desenvolvimento econômico e a mudança social, e queinovações tecnológicas são uma característica distintiva dos produtos e dos setores nos quais ospaíses de altos salários competem com sucesso no mercado mundial (Soete, 1981). Entretanto, asrepresentações dos processos de mudança tecnológica encontradas na literatura econômica sãoinsatisfatórias em muitos aspectos. De acordo com Nelson (1981): Na formulação neoclássica original, a nova tecnologia difunde-se instantaneamente por todos os capitais. Na formulação mais recente de ‘safras tecnológicas’, ela está associada ao capital que a incorpora e dessa forma a adoção de uma nova técnica é limitada pela taxa de investimento. Embora tais hipóteses possam ser convenientes e úteis na construção de análises e modelosmacroeconômicos, elas têm – como Nelson (1981) e Rosenberg (1976) apontam – duaslimitações importantes. Primeira, elas tornam exógenas a produção de tecnologias e inovações.Segunda, elas não refletem a considerável variedade de fontes, natureza e usos de inovações queé revelada pelos estudos empíricos e na experiência prática. Portanto, tais formulações da mudança tecnológica não são muito úteis para analistas eformuladores de políticas preocupados seja com a natureza e o impacto da mudança tecnológicaao nível da firma ou do setor, seja com a política de P&D ao nível da firma, do setor e do país.Segue-se daí, conforme argumentamos, a importância de construir sistematicamente um corpo deconhecimento – com dados e teoria – que abarque a produção de tecnologia e a diversidadesetorial. O artigo que se segue é uma contribuição para esse objetivo.1.2. A base de dados O que o torna possível são os dados coletados por Townsend et al. (1981) sobre ascaracterísticas de cerca de 2000 inovações significativas e das firmas inovadoras na Grã-Bretanha, de 1945 a 1979. A metodologia, os resultados e as limitações estão detalhadamenteexpostos na publicação original. No presente texto, basta mencionar que: (1) A inovação é definida como um produto ou processo de produção novo ou melhorado,comercializado ou utilizado no Reino Unido, quer tenha sido desenvolvido primeiro no ReinoUnido ou em outro país. (2) As inovações significativas foram identificadas a partir de informações de especialistasa respeito (mas independentes) das firmas inovadoras; as informações sobre as características dasinovações foram identificadas diretamente nas firmas inovadoras. (3) A amostra de inovações cobre grupos de produtos a três ou quatro dígitos,representando mais da metade do produto manufatureiro britânico. Ao nível de dois dígitos, adistribuição das inovações é similar àquela medida pelo número de patentes, mas não o é emrelação à medida pelos gastos em atividades de P&D. Em termos concretos, isso significa uma 1
  3. 3. ligeira super-representação das inovações em engenharia mecânica e metalurgia; umaconsiderável super-representação em instrumentos de precisão e têxteis; uma ligeira sub-representação na química e na eletrônica; e uma considerável sub-representação na aeroespacial1. (4) Especialistas dos diversos setores definiram os limites de significância em diferentesníveis, o que significa que nossa amostra não pode ser utilizada para comparar o volume deinovações entre setores. Contudo, pode ser utilizada para comparar padrões intra-setoriais deatividade inovativa, com resultados consistentes com outras fontes (independentes) de dadossobre atividades inovativas no Reino Unido e em outros países (ver Pavitt, 1983b). (5) Os dados mensuram inovações significativas introduzidas no Reino Unido. Eles nãomensuram inovações significativas em nível mundial, nem captam as inovações incrementais esociais que freqüentemente acompanham as inovações tecnológicas significativas. Assumiremosque os dados sobre inovações significativas são as manifestações visíveis de processos maisprofundos, que envolvem inovações incrementais e sociais, tanto quanto as significativas.Também assumiremos que, embora o padrão de atividades inovativas no Reino Unido tenhaalguns aspectos distintivos2, o que estamos mensurando reflete, como um todo, padrões damaioria dos países industrializados, mais do que características específicas ao Reino Unido.1.3. Abordagem e estrutura Dada a natureza do problema apresentado na subseção 1.1 e o tamanho da base de dadosdescrita na subseção 1.2, o leitor poderia esperar com razão um artigo principalmente de naturezaeconométrica: um modelo de mudança tecnológica alternativo aos modelos neoclássicos dessetipo seria proposto e formalizado, depois seria realizada uma série de testes estatísticos paracomparar o poder explicativo dos modelos concorrentes. Entretanto, essa não será a abordagem aser seguida, por razões que estão além das propensões intelectuais e das limitações profissionaisdo autor. Embora os dados estatísticos sejam mais abrangentes e sistemáticos que quaisqueroutros já organizados sobre inovações, a amostra ainda tem algumas limitações. Como vimos, elacobre apenas metade do setor manufatureiro, de modo que restam lacunas importantes. Parapropósitos estatísticos, nossa amostra pode ser agrupada em 11 categorias setoriais ao nível dedois dígitos e em 26 categorias aos níveis de três e quatro dígitos. Os dados estatísticos a respeitodos outros setores muitas vezes não podem ser adequadamente organizados nas mesmascategorias e para o mesmo período. Portanto, defrontamo-nos com uma escolha entre “criar”dados para tornar qualquer regressão econometricamente satisfatória, ou fazer da análiseestatística formal uma parte secundária do artigo. Optamos pela última abordagem, embora umatentativa de análise econométrica seja descrita no Apêndice e discutida na seção 4. Esta abordagem tem a vantagem de permitir que o padrão dos dados estatísticos sejacomparado visualmente com a rica série de estudos de caso, setoriais e de empresas, sobremudança tecnológica que têm sido acumulada nos últimos 25 anos. Dado que não emergiunenhum padrão setorial de mudança tecnológica a partir dos trabalhos teóricos anteriores, taiscomparações visuais e diretas mostram-se particularmente úteis. Apresentamos e discutimos as principais características dos dados na seção 2 e ascomparamos com algumas hipóteses teóricas prevalecentes. Na seção 3, sugerimos umataxonomia dos padrões setoriais de atividade inovativa e uma explicação teórica, ambas1 Para o número de inovações produzidas em cada setor a dois dígitos, ver tabela 2, coluna 3. Para os setores a três ou quatro dígitos incluídos na amostra, ver tabela 1.2 Ver Pavitt (1980, 1982). 2
  4. 4. consistentes com os dados. Na seção 4, exploramos algumas das implicações analíticas dessateoria e, na seção 5, sugerimos as pesquisas adicionais que deveriam ser feitas.2. Padrões setoriais de inovação2.1. Análise dos dados As informações contidas no banco de dados descrevem as características das inovaçõessignificativas e das firmas inovadoras. Neste artigo usaremos a informação das fontesinstitucionais do principal insumo de conhecimento para as inovações, dos setores de produção euso das inovações e do tamanho e principais setores (ou grupos ou linhas de produtos) deatividade das firmas inovadoras. As fontes do principal insumo de conhecimento para as inovações foram identificadaspedindo aos especialistas setoriais e às firmas inovadoras que identificassem o tipo de instituiçãoque fornecia os três insumos de conhecimento mais importantes para cada inovação. Essainformação oferece uma base para avaliar a importância relativa, na oferta desse conhecimento,da própria firma inovadora, das outras firmas industriais e das instituições provedoras deconhecimento público, tais como universidades e laboratórios governamentais. Isto é feito nasubseção 2.2. A informação sobre os setores que produzem as inovações vem dos especialistas setoriais edos setores usuários das firmas inovadoras3. Definimos as inovações que são usadas nos mesmossetores em que são produzidas (por exemplo, a redução das direções das fibras de aço), comoinovações de processo e aquelas que são usadas em setores diferentes (por exemplo, o tearSulzer) como inovações de produto. Essa informação fornece o que pode ser considerado oequivalente tecnológico de uma matriz de isumo-produto. Ela mostra como os padrõesintersetoriais de produção e venda de bens são refletidos na transferência intersetorial detecnologia. E é estritamente equivalente neste sentido, senão em método, à matriz compiladarecentemente para os Estados Unidos por Scherer (1982b). Ela é discutida na subseção 2.3. As informações a respeito do tamanho e do principal setor de atividade das firmasinovadoras foram fornecidas pelas próprias firmas e algumas vezes verificadas em outras fontes.O tamanho é medido em termos do número total de empregados da empresa no mundo e (para asinovações do período 1969-1979) também dos empregados no Reino Unido. Essa informaçãopermite-nos comparar a distribuição de tamanho das firmas inovadoras entre setores, ao longo dotempo e com outros índices de atividade econômica. A informação sobre a atividade principal das firmas inovadoras permite comparações, entresetores e ao longo do tempo, do grau em que essas firmas produzem inovações fora de seuprincipal setor de atividade e em quais setores as inovações são produzidas por firmas que têmsua principal atividade em outro setor. Essas comparações podem ser entendidas como oequivalente tecnológico das comparações de diversificação das firmas em produto, emprego ouvendas. Os padrões de tamanho e de “diversificação tecnológica” das firmas inovadoras sãoanalisados na subseção 2.4. Deve-se notar que para cada inovação no banco de dados são atribuídos três números daStandard Industrial Classification [Classificação Industrial Padrão] ou Minimum List Heading[Lista Mínima de Capítulos], como é chamada no Reino Unido: (1) o setor produtor da inovação;(2) o setor usuário da inovação; (3) o setor da atividade principal da firma inovadora. Podemos3 Quando uma inovação pode ser utilizada em mais de um setor, definimos o principal usuário daquela inovação como o “setor usuário”. 3
  5. 5. dessa forma construir uma matriz tridimensional (ainda que incompleta) que inclua os elos entresetores na produção e uso de inovações e os padrões setoriais de “diversificação tecnológica” dasfirmas inovadoras. Tal matriz nos permite comparar setores em termos das: (1) fontes setoriais da tecnologia usada no setor: em particular, o grau no qual ela é gerada no setor, ou vem de fora pela compra de equipamentos e insumos de produção. (2) fontes institucionais e natureza da tecnologia produzida no setor: em particular, a importância relativa das fontes de conhecimento intra e extra-firma e das inovações de produto e de processo. (3) características das firmas inovadoras: em particular, seu tamanho e atividade principal.Tais comparações foram feitas sistematicamente pelo autor aos níveis de dois, três e quatrodígitos, na preparação desse artigo. Elas foram fundamentais para uma avaliação da validadeempírica dos modelos prevalecentes de mudança tecnológica e a fortiori para a elaboração dataxonomia setorial e da teoria propostas na seção 3. Entretanto, elas não serão reproduzidas emdetalhe pois são longas, tediosas, e algumas vezes potencialmente confusas. Ao invés disso,apresentaremos o material estatístico principalmente ao nível setorial de dois dígitos, emboratambém façamos referência a alguns padrões aos níveis de três e quatro dígitos. É suficiente dizer aqui que um aspecto central de nossa busca por uma taxonomia e umateoria explanatória é a classificação das inovações em cada setor de acordo com o critério de ossetores de produção, de uso e de atividade principal da firma inovadora serem ou não o mesmo.Há cinco combinações possíveis: Categoria 1: o setor produtor, usuário e de atividade principal da firma é o mesmo: por exemplo, uma inovação de processo de uma firma produtora de aço (MLH 311)4; Categoria 2: os setores produtor e de atividade principal da firma são o mesmo, mas o setor usuário é diferente: por exemplo, uma firma especializada na produção de máquinas têxteis (MLH 335), projetando uma nova máquina têxtil (MLH 335) para uso na indústria têxtil (MLH 411); Categoria 3: os setores de atividade principal da firma e usuário da inovação são o mesmo, mas o setor produtor da inovação é diferente: por exemplo, uma firma de construção naval (MLH 370) desenvolve uma máquina-ferramenta especial (MLH 332) para uso na construção naval (MLH 370); Categoria 4: os setores de produtor e usuário da inovação são o mesmo, mas o setor de atividade principal da firma é diferente: por exemplo, uma firma atuando principalmente em produtos químicos em geral (MLH 271), desenvolve uma inovação de processo para a indústria têxtil (MLH 411); Categoria 5: os setores produtor da inovação, de seu uso e de atividade principal da firma são todos diferentes: por exemplo, uma firma atuando principalmente em bens de capital eletrônicos (MLH 367) desenvolve e produz uma inovação em equipamentos (MLH 354.2) para serem usados na produção de automóveis (MLH 381).4 MLH = Minimum List Heading. 4
  6. 6. Nos exemplos particulares dados acima, as categorias são as mesmas para os setores tomados aosníveis de dois, três ou quatro dígitos. Mas em alguns casos elas não coincidem: por exemplo, umafirma atuando em produtos químicos em geral (MLH 271) que produz uma inovação na indústriafarmacêutica (MLH 272) para uso em serviços médicos (MLH 876) entra na categoria 5 ao nívelde três dígitos e na categoria 2 ao nível de dois dígitos.2.2. Fontes institucionais do principal insumo de conhecimento Como já apontamos, os especialistas nos setores poderiam indicar até três fontesinstitucionais de insumos de conhecimento para cada inovação. Todos indicaram pelo menos umafonte, 40% indicaram duas fontes, mas apenas 3% apontaram três fontes. Tabela 1 Distribuição dos insumos de conhecimento para inovações significativas, de acordo com a fonte institucional Número de Setor a Fonte dos insumos de conhecimento (%) b observações Infra-estrutura Intra-firma Outras firmas pública Alimentos (211-229) 53,4 44,6 2,0 101 Farmacêutica (272) 62,8 37,2 0 129 Sabões e detergentes (275) 60,0 40,0 0 30 Plásticos (276) 40,4 55,2 4,4 114 Corantes (277) 68,1 30,5 1,4 69 Ferro e Aço (311) 47,7 44,9 7,4 149 Alumínio (321) 68,0 28,0 4,0 50 Máquinas-ferramenta (332) 64,1 29,8 6,1 231 Máquinas têxteis (335) 61,2 36,6 2,2 278 Máquinas para mineração de carvão (339.1) 52,3 31,6 16,1 199 Outras máquinas (339.4+339.9) 59,1 36,6 4,3 115 Plantas industriais (341) 51,6 41,9 6,5 31 Instrumentos (354.2) 61,6 25,2 13,2 440 Componentes eletrônicos (364) 48,2 37,1 14,7 170 Equipamentos de transmissão (365) 64,4 33,9 1,7 59 Computadores eletrônicos (366) 50,6 33,3 16,1 81 Bens de capital eletrônicos (367) 67,3 9,7 23,0 113 Outros bens elétricos (369) 60,8 35,3 3,9 51 Construção naval (370) 47,9 43,9 8,2 73 Tratores (380) 78,7 21,3 0 47 Veículos (381) 69,3 29,7 1,0 101 Têxteis (411-429) 67,3 32,7 0 110 Calçados e produtos de couro (450+431) 44,5 48,1 7,4 54 Vidro (463) 48,3 44,6 7,1 56 Cimento (464) 62,5 33,3 4,2 24 Papel e papelão (481) 66,7 28,2 5,1 39 Outros plásticos (496) 55,8 41,9 2,3 43 Outros – – – 56 Total 58,6 34,0 7,4 3013 a Os números entre parênteses correspondem a Minimum List Heading. b A soma de cada linha é 100%. 5
  7. 7. Os resultados ao nível de três ou quatro dígitos estão sumariados na tabela 1. Apenas 7%dos insumos de conhecimento vêm da infra-estrutura tecnológica pública (ensino superior,laboratórios governamentais e institutos de pesquisa). O percentual mais elevado encontra-se emdiversos segmentos da eletrônica, mas mesmo aí nunca atinge 25%. Por outro lado, 59% vêm dedentro das próprias firmas inovadoras e cerca de um terço de outras firmas industriais. Estes dados têm diversas imperfeições. Dado que foram coletados por especialistasindustriais e que foram identificadas apenas cerca de 1,5 fonte para cada inovação, elessubestimam a contribuição da infra-estrutura tecnológica pública para o conhecimentoincorporado em pessoas e para os fundamentos de conhecimento essenciais às inovações5. Demodo mais geral, a distribuição das fontes de conhecimento nesse tipo de estudos dependegrandemente das definições e da amplitude temporal dos dados coletados6. A despeito dessasimperfeições, a distribuição das fontes de conhecimento na tabela 1 é similar àquela encontradaem outros estudos7. Dado que a contribuição das firmas inovadoras ao conhecimento é estimada em quase 60%do total, não podemos realisticamente supor que exista um reservatório ou estoque deconhecimento geral disponível e aplicável, no qual cada firma – considerada muito pequena emrelação ao reservatório ou estoque total – pode ganhar mais por retirar do reservatório do que poracrescentar a ele. O conceito de um “reservatório” ou “estoque” geral de conhecimento omite umaspecto essencial da tecnologia industrial, a saber, a natureza diferenciada e específica à firma damaior parte dos gastos realizados para produzi-la. Na Grã-Bretanha e em outros lugares, cerca detrês quartos do gasto total em P&D industrial são feitos em “D” e uma soma equivalente é gastaem testes e para dar início ao processo produtivo8. O propósito desses gastos é pôr emmovimento habilidades, conhecimentos e procedimentos da firma, de modo a comercializarprodutos e processos de produção específicos, com as características de operação, confiabilidadee custo que satisfaçam as necessidades do usuário. A especificidade é um aspecto essencial dasinovações e da atividade inovativa nas firmas capitalistas – tanto em termos das aplicaçõesfuncionais quanto da capacidade de as firmas inovadoras apropriarem-se do conhecimentorelevante por um certo tempo. Este aspecto é omitido em qualquer equação simples de “tecnologia” com “informação”.Embora possa ser razoável dizer que a pesquisa e a invenção produzem “informação” que érápida e facilmente transmissível9, supor que o desenvolvimento e a inovação têm propriedadessimilares conduz a noções totalmente erradas. Dadas suas características específicas, seus custosde transmissão de uma firma à outra podem ser altos, mesmo na ausência de proteção legal ousegredo por parte da firma inovadora (De Melto et al., 1980; Oshima, 1973; Teece, 1977). ComoNelson (1982) argumentou recentemente, o conhecimento tecnológico tem aspectos tanto de bemprivado quanto de bem público, embora a tabela 1 e outros estudos sugiram que o primeiroaspecto é mais preponderante que o último. Tais aspectos são omitidos em algumas representações da tecnologia em uma função deprodução. De acordo com Salter (1966, p. 26):5 Ver Gibbons e Johnston (1974) para uma excelente análise de tais fontes.6 A clássica controvérsia americana do final dos anos 1960 é um exemplo: os estudos Hindsight e Traces chegaram a conclusões diferentes a respeito da contribuição da pesquisa básica para a inovação industrial. Para uma comparação, ver Pavitt e Wald (1971).7 Ver Langrish et al. (1972) e Gibbons e Johnston (1974).8 Para uma resenha dos resultados empíricos recentes sobre os custos totais da inovação, ver Kamin et al. (1982).9 Ver o artigo clássico de Arrow (1962). 6
  8. 8. ...o conceito de função de produção... pode referir-se ou a técnicas que tenham sido detalhadamente desenvolvidas, ou a técnicas que em princípio são viáveis, mas que não foram desenvolvidas porque as pressões econômicas necessárias estão ausentes.Salter exclui subitamente essa última possibilidade e, ao fazê-lo, torna exógena à sua análise amaior parte das atividades inovativas (isto é, desenvolvimento e pós-desenvolvimento) das firmasindustriais. Como Rosenberg (1976) apontou, em geral as firmas não têm (e, pela discussãoacima, não podem ter) informação ampla e completa a respeito do leque de técnicas alternativas.A suposição de que a maior parte do conhecimento tecnológico é ou poderia ser geralmenteaplicável e publicamente disponível tem pouco embasamento na realidade.2.3. Padrões setoriais de produção e uso de inovações Como já mencionado acima, o banco de dados de inovação compilado por Townsend et al.(1981) descreve os padrões setoriais de produção e uso de inovações no Reino Unido. Utilizandoum método diferente, Scherer (1982b) compilou informações similares para os Estados Unidos.Ele obteve dados detalhados a respeito da alocação setorial de recursos de P&D em mais de 400grandes firmas americanas nos anos 1970. Com base no exame da atividade patentária dessasfirmas, ele também pôde distribuir o “produto” dessa P&D por setores usuários. O trabalho deScherer cobre mais de 40 setores produtores e usuários nos Estados Unidos. Os dados coletadospor Townsend et al., por outro lado, cobrem firmas pequenas e médias, assim como grandes, masnão cobrem todos os setores. Porém – mais importante para os propósitos deste estudo – ambosexibem resultados comparáveis em termos de padrões setoriais de produção e uso de tecnologia10. Seguindo Scherer, definimos inovações de produto como as que são usadas fora dos setoresque as produziram e inovações de processo como aquelas que são usadas dentro desses setores11. Ambos os estudos confirmam a predominância de inovações de produto, que representam73,8% do total nos Estados Unidos, de acordo com Scherer, e 75,3% no Reino Unido, quando ossetores são definidos aos níveis de três e quatro dígitos, e 69,6% quando definidos ao nível dedois dígitos. Os dados de Scherer para os Estados Unidos, que são mais abrangentes e completos,mostram uma clara diferença, em termos de produção e uso de inovações, entre as firmasmanufatureiras e os outros setores da economia (isto é, agricultura, mineração, setores de serviçosprivados e públicos). Para a indústria manufatureira como um todo, a taxa de produção/uso detecnologia é de 5,3. Fora desse grupo de indústrias, ela é de 0,1. E a proporção de toda tecnologiausada fora da manufatura que é também produzida fora da manufatura representa menos que 7%.Em outras palavras, a indústria manufatureira produz a maioria das inovações que são usadas emoutras partes da economia. Entretanto, a própria manufatura está longe de ser homogênea em padrões de produção euso de inovações. A tabela 2 mostra as características relevantes dos setores ao nível de doisdígitos da manufatura britânica para os quais temos uma amostra satisfatória de inovações. Acoluna 5 mostra a porcentagem das inovações em cada setor que são compradas e usadas emoutros setores: em outras palavras, a porcentagem de inovações de produto. Elas são10 Ver Pavitt (1983a).11 Esta definição não é estritamente igual às de inovações de produto e de processo ao nível da firma. Dessa forma, o que é uma inovação de produto para a firma será uma inovação de processo para o setor quando a inovação for comprada e utilizada no mesmo setor; inversamente, uma inovação de processo para a firma será uma inovação de produto para o setor quando a firma produz e usa seus bens de capital. Entretanto, para o setor, assim como para a firma, predominam as inovações de produto. Ver Townsend et al. (1981, tabelas 9.1 e 9.2). 7
  9. 9. relativamente mais importantes em instrumentos de precisão, engenharia mecânica, produtos químicos, materiais de construção (principalmente vidro e cimento) e engenharia elétrica e eletrônica, enquanto as inovações de processo predominam em calçados e produtos de couro, têxteis, veículos, metalurgia, construção naval, alimentos e bebidas. Os dados aos níveis de três e quatro dígitos mostram que todos os grupos de produtos da engenharia mecânica cobertos na pesquisa são fortemente orientados para inovações de produto, ao passo que no interior dos setores químico e elétrico/eletrônico há dois grupos de produtos com elevadas porcentagens de inovações de processo: sabões e detergentes e equipamentos de transmissão de rádio e tv.Tabela 2Inovações produzidas e usadas nos setores a dois dígitosInovações usadas no setor Setor a Inovações produzidas no setor % produzido % inovações de no setor Número Número produto (1) (2) (3) (4) (5) 52,9 68 III Alimentos e bebidas 65 44,7 60,5 71 V Químico 251 82,9 60,7 130 VI Metalurgia 137 42,3 68,1 169 VII Engenharia mecânica 662 82,7 38,4 60 VIII Instrumentos de precisão 332 93,1 80,8 107 IX Engenharia elétrica e eletrônica 339 60,1 32,2 90 X Construção naval 52 44,1 37,6 221 XI Veículos 128 35,2 16,2 377 XIII Têxteis 91 32,9 60,0 45 XIV&XV Couro e Calçados 34 26,5 46,1 63 XVI Pedra, cerâmica, vidro e cimento 72 85,0 n.d. 823 Outros 61 n.d. 41,9 b 2224 Total 2224 69,6a Os numerais romanos referem-se aos respectivos capítulos MLH.b Para as 1401 inovações da amostra para as quais foi atribuído um setor usuário. A coluna 1 da tabela 2 mostra a porcentagem de inovações usadas em cada setor que são produzidas no mesmo setor: em outras palavras, o grau no qual cada setor gera suas próprias inovações de processo.12 Ela mostra que a maioria dos setores manufatureiros a dois dígitos da amostra dá uma contribuição significativa ao desenvolvimento de suas próprias tecnologias de processo. A principal exceção é o têxtil, que depende fortemente de inovações de outros setores. Finalmente, uma comparação entre as colunas 4 e 2 da tabela 2 mostra as diferenças entre produção e uso de inovações em cada setor. A produção é maior que o uso nos setores químico, de engenharia mecânica e de instrumentos de precisão e nos produtos elétricos e eletrônicos. A produção e o uso estão quase na mesma proporção nas indústrias caracterizadas por tecnologias de processo contínuo (por exemplo, alimentos e bebidas, metalurgia e material de construção), ao passo que as inovações são mais usadas que produzidas nos setores caracterizados por operações de montagem (por exemplo, construção naval e veículos). Estas indústrias montadoras também 12 A coluna 2 mostra 823 inovações produzidas nos setores manufatureiros identificados, mas usadas em outros setores. Diferentemente de Scherer, não podemos, neste contexto, alocar corretamente estas inovações aos setores usuários, pois não temos ainda uma amostra das inovações produzidas naqueles setores usuários. 8
  10. 10. dependem de um número maior de outros setores, para suas tecnologias de processo, quandocomparadas com aquelas caracterizadas por tecnologias de processo contínuo. Como podemos comparar este padrão de produção e uso de inovações com o modelo de‘safras tecnológicas’ que supõe que toda tecnologia está incorporada ao capital e entra naeconomia através do investimento? Em sua formulação original desse modelo, Salter estavaciente de suas limitações. Ele reconheceu a importância das inovações em bens de capital e dasinovações de produto, mas tornou-as exógenas por hipótese. Ele também afirmou que outrashipóteses tornavam o modelo “altamente simplificado”: por exemplo, que a mudança tecnológicanão envolve efeitos cumulativos de uma geração de bens de capital para outra, ou que odesempenho associado à melhor tecnologia (best pratice) é definido claramente e atingidoinstantaneamente (Salter, 1966, p. 64). Entretanto, as hipóteses de Salter refletem a realidade da maior parte da economia, isto é, ossetores não-manufatureiros, na qual a mudança tecnológica ocorre principalmente pela compra deequipamentos, materiais e componentes da manufatura. No interior do setor manufatureiro,também refletem com acuidade as fontes de inovações de processo da indústria têxtil. Contudo,sua caracterização das fontes de mudança tecnológica nos setores manufatureiros finais maismodernos é menos satisfatória, em três aspectos. Primeiro, embora em certos modelos econômicos possa ser conceitualmente correto supor –como o faz Salter – que os aperfeiçoamentos no desempenho dos bens de capital (isto é,inovações de produto) sejam equivalentes ao barateamento relativo dos bens de capital (isto é,inovações de processo), tal suposição induz a erros a respeito das fontes e da direção da mudançatecnológica no setor de bens de capital. As atividades inovativas são de fato fortementeconcentradas na inovação de produto: por exemplo, nenhum montante de inovações de processona produção de calculadoras mecânicas poderia torná-las competitivas com as inovações deproduto que resultaram da incorporação de chips eletrônicos. Segundo, o modelo de Salter supõe que as inovações de processo chegam aos setoresusuários já desenvolvidas. Entretanto, vemos na tabela 2 que uma proporção significativa dasinovações usadas na produção industrial moderna é produzida e desenvolvida nos própriossetores inovadores. Vale a pena estender-se um pouco sobre uma possível razão. Sabemos pelaspesquisas de Gold (1979), Sahal (1981) e outros que duas das hipóteses simplificadoras de Saltersão falsas: as indústrias de processo contínuo e de montagem de fato exibem aprendizadocumulativo e nelas o desempenho associado à melhor tecnologia raramente é facilmenteidentificado e instantaneamente atingido. As próprias qualificações operacionais, de engenharia ede projeto são as que capacitam a produção de inovações em equipamentos de produção. Emoutras palavras, setores com tecnologias de processo complexas e caras devotam consideráveisrecursos técnicos para assegurarem que o equipamento seja eficientemente utilizado econtinuamente melhorado. Terceiro e de modo mais geral, a produção de todas as inovações é exógena por hipótese nomodelo de Salter. Antes de sugerir na seção 3 um arcabouço que torne esse tipo de produçãoendógena, descreveremos as características das firmas inovadoras em diferentes setores.2.4. Características das firmas inovadoras: tamanho e diversificação tecnológica A tabela 3 sumaria os principais aspectos da distribuição das firmas inovadoras portamanho em diferentes setores. As colunas 7-9 classificam as firmas inovadoras de acordo comseu setor de atividade principal. Esta classificação mostra uma contribuição relativamente grandede firmas pequenas (1-999 empregados) em engenharia mecânica e instrumentos de precisão,têxteis e couro e calçados; e de grandes firmas (10.000 empregados ou mais) nos outros setores. 9
  11. 11. Este padrão setorialmente diferenciado é muito similar ao que emergiu de um estudo de inovações significativas e firmas inovadoras realizado para os Estados Unidos13.Tabela 3Distribuição das inovações por tamanho da firma a e por setorPor setor da inovação Setor b Por setor de atividade da firma inovadora Distribuição percentual c Número de Número de Distribuição percentual c inovações inovações 10.000+ 1000-9999 1-999 10.000+ 1000-9999 1-999 (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9) 72,3 10,7 17,0 65 III Alimentos e bebidas 78 79,5 7,7 12,8 74,8 16,8 8,4 251 V Químico 290 82,4 7,9 9,7 63,5 31,4 5,1 137 VI Metalurgia 143 62,9 32,8 4,3 35,2 30,5 34,3 662 VII Engenharia mecânica 536 24,3 36,9 38,8 41,0 16,6 42,4 332 VIII Instrumentos de precisão 187 24,6 21,4 54,0 66,4 15,9 17,7 339 IX Engenharia elétrica e eletrônica 343 65,9 12,1 22,0 57,7 38,5 3,8 52 X Construção naval 89 61,8 34,8 3,4 70,3 18,0 11,7 128 XI Veículos 158 72,2 20,3 7,5 56,0 30,8 13,2 91 XIII Têxteis 77 35,1 40,3 24,6 11,8 20,6 67,6 34 XIV&XV Couro e Calçados 50 44,0 18,0 38,0 70,8 18,1 11,1 72 XVI Pedra, cerâmica, vidro e cimento 87 74,7 16,1 9,2 – – – 102 Outros 227 – – – 53,1 22,0 24,9 2265 Total 2265 53,1 22,0 24,9a Medido pelo número de empregados.b Os numerais romanos referem-se aos respectivos capítulos MLH.c A soma de cada linha é 100%. As colunas 1-3 da tabela 3 mostram a distribuição das firmas inovadoras por tamanho de acordo com o setor [de ocorrência] das inovações, ao invés de pelo setor de atividade principal das firmas inovadoras. Nos setores em que predominam as grandes firmas, as duas distribuições por tamanho são muito similares. Entretanto, nos setores de engenharia mecânica, instrumentos de precisão e têxteis, tanto o número de inovações quanto a contribuição relativa das grandes firmas são maiores quando classificadas pelo setor da inovação, em relação à classificação pelo setor de atividade principal da firma inovadora. Em outras palavras, um número relativamente grande de inovações é produzido nestes setores por firmas relativamente grandes, que têm suas atividades principais em outros setores. A tabela 4 mostra que, para a amostra como um todo, 31,5% das inovações são produzidas por firmas com atividade principal em outros setores a dois dígitos. A coluna 5 mostra que uma proporção relativamente grande de inovações em engenharia mecânica, instrumentos de precisão e têxteis é produzida por firmas com atividade principal em outros setores (32,1%, 54,6% e 36,3%, respectivamente), enquanto a coluna 1 mostra que as firmas que têm suas atividades principais em engenharia mecânica, instrumentos de precisão e têxteis produzem uma proporção relativamente pequena de inovações em outros setores (16,0%, 19,8% e 24,7%, respectivamente). 13 Ver Kleinman (1975). Uma comparação entre os dois conjuntos de resultados é feita por Townsend et al. (1981). 10
  12. 12. Tabela 4Distribuição de inovações produzidas fora do setor de atividade principal da firma inovadora Inovações em outros setores Inovações no setor por firmas por firmas com atividade com atividade principal em principal no setor Setor a outros setores Percentual Número Número Percentual (1) (2) (3) (4) (5) 30,8 78 III Alimentos e bebidas 65 17,0 26,5 290 V Químico 251 15,2 34,3 143 VI Metalurgia b 137 31,4 (37,0) (119) (93) (19,4) 16,0 536 VII Engenharia mecânica 662 32,1 19,8 187 VIII Instrumentos de precisão 332 54,6 23,8 343 IX Engenharia elétrica e eletrônica 339 23,0 58,4 89 X Construção naval 52 28,9 33,5 158 XI Veículos 128 18,0 24,5 77 XIII Têxteis 91 36,3 50,0 50 XIV&XV Couro e Calçados 34 26,5 32,4 87 XVI Pedra, cerâmica, vidro e cimento 72 18,1 – 227 Outros 102 – 31,5 2265 Total 2265 31,5a Os numerais romanos referem-se aos respectivos capítulos MLH.b Os valores entre parênteses referem-se apenas aos subsetores ferro e aço. A coluna 1 também mostra as firmas com atividade principal no setor cuja proporção deinovações produzida em outros setores está próxima ou acima da média: alimentos e bebidas,metalurgia, construção naval, veículos, couro e calçados e materiais de construção. Isto é umcontraste com firmas que operam principalmente na química ou em produtos elétricos eeletrônicos, as quais não produzem uma proporção relativamente grande de inovações fora deseus setores a dois dígitos (26,5% e 23,8% respectivamente). Similarmente, uma proporçãorelativamente pequena de inovações nestes dois setores é produzida por firmas operandoprincipalmente em outros setores (15,2% e 23,0%, respectivamente). Este padrão sugere, entre outras coisas, que uma proporção relativamente grande deinovações em engenharia mecânica e instrumentos de precisão é produzida por firmascaracterizadas por processos contínuos e atividades de montagem, tais como metalurgia,construção naval e veículos. Um exame mais detalhado da base de dados confirma essaafirmação. As inovações em dois setores de importância fundamental para a tecnologia deprodução – engenharia mecânica e instrumentos de precisão –, portanto, são produzidas emfirmas especializadas relativamente pequenas de indústrias de processo contínuo e de montagem. Uma questão vem à mente quando examinamos os dados das tabelas 3 e 4: em que medidaas diferenças intersetoriais da distribuição por tamanho das firmas inovadoras e seus padrões dediversificação tecnológica são similares às encontradas para a distribuição por tamanho e padrõesde diversificação em termos de vendas, produto e emprego? Dadas as lacunas nos dados doscensos industriais britânicos, não é possível dar uma resposta direta a essa questão. Certamentehá semelhanças: as firmas pequenas dão uma contribuição relativamente maior ao produtolíquido e ao emprego na engenharia mecânica e instrumentos de precisão, quando comparadasaos outros setores a dois dígitos de nossa amostra; e, ao longo do tempo, tanto a contribuição 11
  13. 13. crescente à produção de inovações das firmas com mais de 10.000 empregados quanto a parcelaconstante das firmas com menos de 200 empregados refletem as tendências do produto e doemprego. Quanto à diversificação, as similaridades são menos aparentes, à primeira vista. Umacomparação com a análise de Hassid (1975), baseada nos dados do censo industrial britânico,mostra que a diversificação é consideravelmente menor em termos de produto do que naprodução de inovações: 14,0% em 1963 e 16,9% em 1968, comparados a 31,5% para todo operíodo de 1945-1979. Também não há uma relação estrita, entre os setores, entre o grau no qualas firmas de um setor diversificam-se para outros setores em produto líquido e o grau dediversificação em termos da produção de inovações. Entretanto, há uma similaridade entre os setores para os quais as firmas se diversificam:uma comparação da tabela 4 acima com os dados de Hassid (1975, tabela 3) mostra que tanto emtermos da produção de inovações quanto de produto líquido, engenharia mecânica e instrumentosde precisão são setores em que contribuições relativamente grandes são feitas por firmasoperando principalmente em outros setores, ao passo que contribuições relativamente pequenasde tais firmas ocorrem em alimentos, produtos químicos, engenharia elétrica e eletrônica eveículos. Seria necessário mais tempo e espaço para levar essas comparações adiante, e isso não seráfeito neste artigo. Esperamos que nossa contribuição aqui seja para enriquecer o modo pelo qualtais comparações serão interpretadas e explicadas. Em particular, pretendemos ir além dasexplicações dos padrões setoriais de produção de inovações simplesmente em termos dasestruturas industriais setoriais. Mesmo se houvessem, entre os setores, correlações estatísticasperfeitas entre tamanho da firma e padrões de produção, por um lado, e tamanho da firma epadrões setoriais de produção de inovações, por outro, seria errôneo interpretar esta últimasimplesmente como conseqüência causal da primeira. Isso porque estariam negligenciados oselos causais de sentido oposto: isto é, da diversificação na produção de inovações para adiversificação no produto e da produção de inovações para o tamanho e o crescimento da firma. A maior parte dos estudos empíricos de padrões de diversificação de fato referem-se ànoção de ‘proximidade tecnológica’ ao explicar a diversificação no produto (Berry, 1975; Gort,1962; Hassid, 1975; Rumelt, 1974; Utton, 1979); nossa análise procura dar conteúdo empírico eteórico adicional a essa noção. Similarmente, diversos autores enfatizaram recentemente os eloscausais que vão da inovação para o tamanho da firma (Levin e Reiss, 1984; Nelson e Winter,1982); começamos por explicar, entre outras coisas, por que taxas elevadas de inovação nãoconduzem necessariamente a setores altamente concentrados. Antes disso, porém, apontamos naseção 3 como e por que os padrões de inovação e desenvolvimento tecnológico diferem entresetores.3. Rumo a uma taxonomia e uma teoria3.1. Os ingredientes Duas características centrais das inovações e das firmas inovadoras emergem da seção 2.Primeiro, a partir da subseção 2.2 é claro que a maior parte do conhecimento aplicado pelasfirmas em inovações não tem objetivos genéricos nem é facilmente transmitida e reproduzida,mas sim adequada para aplicações específicas e apropriada por firmas específicas. É justificado,portanto, que suponhamos, como Rosenberg (1976), que ao escolherem que inovaçõesdesenvolver e produzir, as firmas não identifiquem e de fato não consigam identificar e avaliartodas as possibilidades de inovação indistintamente, mas são obrigadas a restringirem suas buscas 12
  14. 14. ao seu conjunto existente de conhecimentos e qualificações em zonas proximamenterelacionadas. Em outras palavras, a mudança tecnológica é amplamente um processo cumulativoespecífico às firmas. O que elas poderão realisticamente tentar fazer em termos tecnológicos nofuturo está fortemente condicionado pelo que elas foram capazes de fazer tecnologicamente nopassado. A segunda característica, é óbvio, é a variedade. Das subseções 2.3 e 2.4 emerge que ossetores variam quanto à importância relativa das inovações de produto e de processo, quanto àsfontes de tecnologia de processo e quanto ao tamanho e padrão de diversificação tecnológica dasfirmas inovadoras. Não obstante, algumas regularidades começam a emergir. Na subseção 2.3podemos ver toda uma classe de setores na qual – como nos modelos de safras tecnológicas – amudança tecnológica vem principalmente dos fornecedores de equipamento: setores não-manufatureiros e da manufatura tradicional, como têxteis. Também vemos que os outros setoresmanufatureiros dão uma contribuição significativa às suas tecnologias de processo. Entretanto,enquanto as firmas nas indústrias de montagem e de processo contínuo tendem a concentrar umaparcela maior de seus recursos inovativos em inovações de processo, as firmas da química, daengenharia elétrica e eletrônica e de instrumentos de precisão destinam a maior parte destesrecursos à inovação de produto. Na subseção 2.4 vemos que os setores que geram principalmente inovações de produtopodem ser divididos em duas categorias. Primeiro, as firmas que operam principalmente nossetores químico e elétrico/eletrônico são relativamente grandes e diversificam-se relativamentepouco além de sua categoria a dois dígitos quando produzem inovações, que por sua vez são umaproporção relativamente grande de todas as inovações nos dois setores. Segundo, as firmas queoperam principalmente em engenharia mecânica e instrumentos de precisão são relativamentepequenas, diversificam-se tecnologicamente pouco além de suas categorias a dois dígitos e dãouma menor contribuição a todas as inovações nos dois setores, dada a importante contribuiçãofeita pelas firmas usuárias relativamente grandes, particularmente aquelas de setorescaracterizado por processos de produção contínuos e de montagem. Nas subseções 3.2-3.5 abaixo, tentaremos categorizar e explicar estas características: emoutras palavras, propor uma taxonomia e uma teoria dos padrões setoriais de mudançatecnológica. Idealmente, elas deveriam ser consistentes com os dados apresentados até aqui. Etambém deveriam ser capazes de maior refinamento e teste empírico, dadas as inadequações dosdados disponíveis no presente, e em particular de empregar dados que são principalmenteestáticos, trans-setoriais, como base para uma teoria que é essencialmente dinâmica. Na taxonomia e teoria que propomos, a unidade básica de análise é a firma inovadora. Umavez que os padrões de inovação são cumulativos, suas trajetórias tecnológicas serão amplamentedeterminadas pelo que foi feito no passado, em outras palavras, por suas atividades principais.Atividades principais diferentes geram trajetórias tecnológicas diferentes. Elas podem seradequadamente agrupadas em três categorias, que denominamos “dominada pelo fornecedor”,“intensiva em produção” e “baseada em ciência”. Estas trajetórias diferentes podem, por sua vez,ser explicadas pelas diferenças setoriais em três características: fontes de tecnologia,necessidades dos usuários e meios para se apropriar dos benefícios. As três categorias, asdiferentes trajetórias tecnológicas, e suas causas subjacentes estão sumariadas na tabela 5. Antesde discuti-la em maior detalhe, identificaremos brevemente as três tradições de análise nas quaisa taxonomia e a teoria estão baseadas. Primeiro, existem analistas que exploram deliberadamente a diversidade de padrões demudança tecnológica. Em particular, Woodward (1958) argumentou que as formasorganizacionais e as combinações de qualificações apropriadas em firmas manufatureiras sãouma função de suas técnicas de produção, que ela dividiu em três: produção unitária e em 13
  15. 15. Tabela 5Trajetórias tecnológicas setoriais: determinantes, direções e características mensuradas Trajetórias Determinantes das trajetórias tecnológicas tecnológicas Características mensuradas Tamanho Intensidade e Fontes da Inovação relativo das direção da Fontes de Tipos de Mecanismos de tecnologia de relativamente firmas diversificação tecnologia Usuário apropriação processo predominante inovadoras tecnológica Atividades nuclearesCategoria da firma típicas (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9) (10)Dominada pelo agricultura; construção Extensão dos sensível ao não-tecnicos (marca, redução de fornecedores processo pequeno baixa verticalfornecedor civil; serviços privados, serviços de preço marketing, custos manufatura tradicional pesquisa dos propaganda, aparência fornecedores; estética) grandes usuários Intensiva em materiais volumosos engenharia de sensível ao segredo e know-how redução de interna; processo grande alta vertical escala (aço, vidro); montagem produção dos preço de processo; custos (no fornecedores (bens de consumo fornecedores; defasagens técnicas; projeto do duráveis e autos) P&D patentes; economias produto)Intensiva em dinâmicas deprodução aprendizado Fornecedores maquinaria; instrumentos projeto e sensível ao know-how de projeto; projeto de interna; produto pequeno baixa especializados de precisão desenvolvimento desempenho conhecimento dos produto clientes concêntrica pelos usuários usuários; patentesBaseada em eletrônico / elétrico; P&D; ciência misto know-how de P&D; mista interna; mistaciência químico pública; patentes; segredo e fornecedores baixa vertical engenharia de know-how de produção processo; economias grande dinâmicas de alta concêntrica aprendizado 14
  16. 16. pequenos lotes; grandes lotes e produção em massa; e processos contínuos de produção. Nossaproposta tem o mesmo espírito mas, embora tenha elementos em comum, seu foco é diferente:abarca mudanças de produtos tanto quanto de processos, e encadeamentos com fornecedores,clientes e outras fontes de tecnologia. Já no século XVIII, Adam Smith estava ciente dadiversidade das fontes de mudança tecnológica e de sua natureza dinâmica; como veremos embreve, ele identificou muitos elementos da taxonomia que propomos no capítulo I de A Riquezadas Nações (Smith, 1776). Segundo, há o trabalho de Penrose (1959) sobre a natureza das atividades de diversificaçãodas firmas e a importância de sua base tecnológica. Trabalhos franceses recentes que exploram anoção de complexos (filières) são da mesma tradição (Toledano, 1978), assim como a obra deAnsoff (1968) e outros sobre administração estratégica, e a contribuição recente de Teubal (1982)sobre a natureza do aprendizado tecnológico. Terceiro, diversos analistas têm explorado a natureza cumulativa e dinâmica da mudançatecnológica: por exemplo, Dosi (1982), Freeman et al. (1982), Gold (1979), Nelson e Winter(1977, 1982), Rosenberg (1976, 1982) e Sahal (1981). A partir das pesquisas deles emergiu anoção de ‘trajetórias tecnológicas’, a saber, direções do desenvolvimento tecnológico que sãocumulativas e autogeradoras, sem referência repetida ao ambiente externo à firma. Nelson (1981) foi além e sugeriu um arcabouço para explicar as trajetórias tecnológicas.Ele afirma que em qualquer arcabouço institucional, público ou privado, de mercado ou extra-mercado, a mudança tecnológica requer mecanismos geradores de alternativas técnicas; que asmonitorem, testem e avaliem; e que as difundam. No arcabouço ocidental de mercado a direção ea taxa de mudança tecnológica em qualquer setor depende de três aspectos: primeiro, das fontesde tecnologia; segundo, da natureza das necessidades dos usuários; terceiro, das possibilidades deos inovadores bem-sucedidos apropriarem-se de uma proporção dos benefícios de suas atividadesinovativas suficiente para justificar os gastos associados. Para nossos propósitos, pode haver diversas fontes possíveis de tecnologia. Dentro da firmaexistem laboratórios de P&D e departamentos de engenharia de produção. Fora das firmas háfornecedores, usuários, pesquisa e consultoria com financiamento público. De modo semelhante,as necessidades dos usuários podem variar. Para materiais mecânicos ou estruturas padronizadas,o preço é da maior importância, uma vez que certos requisitos de desempenho sejam satisfeitos.Para as máquinas e equipamentos usados nos modernos e interdependentes sistemas de produção,o desempenho e a confiabilidade são o atributo do prêmio mais elevado sobre o preço de compra.No setor consumidor – como Rosenberg (1976) e Gershuny (1978) têm apontado – oequipamento moderno é utilizado de modo extensivo para a produção doméstica “informal”.Entretanto, comparado a seus equivalentes na economia formal, seu preço de compra terá umprêmio mais elevado relativo ao desempenho, dado que os sistemas familiares de produção são deescala relativamente pequena, com pouca interdependência técnica e com pressões fracas daconcorrência de sistemas de produção alternativos. Os métodos usados pelos inovadores bem-sucedidos para se apropriarem dos benefícios desuas atividades em relação aos concorrentes também irão variar14. Por exemplo, as inovações deprocesso podem ser mantidas em segredo; algumas inovações de produto podem ser protegidaspor naturais e extensas defasagens técnicas de imitação (por exemplo, aeronáutica), enquantooutras requerem proteção patentária (por exemplo, farmacêutica); e tanto as inovações de produtoquanto as de processo podem ser difíceis de imitar por causa da singularidade do conhecimentotecnológico e das qualificações presentes na firma inovadora.14 Ver Taylor e Silberston (1973), Scherer (1977) e von Hippel (1976, 1978, 1980) para uma discussão mais detalhada. 15
  17. 17. Todos esses ingredientes estão sumariados na tabela 5, na qual a coluna 1 define ascategorias das firmas, a coluna 2 enumera os setores de atividades nucleares típicos de taisfirmas, as colunas 3-5 descrevem os determinantes e a natureza das trajetórias tecnológicas dasfirmas e as colunas 7-10 identificam algumas das características mensuradas dessas trajetórias.Prosseguiremos agora discutindo e descrevendo esses ingredientes em maior detalhe.3.2. Firmas dominadas pelos fornecedores As firmas dominadas pelos fornecedores encontram-se principalmente nos setorestradicionais da produção industrial e em agricultura, construção civil, produção domésticainformal e em muitos serviços pessoais, financeiros e comerciais. Elas são também geralmentepequenas e suas capacitações de engenharia e P&D interna são fracas. Elas se apropriam menoscom base em vantagens tecnológicas, quando comparadas a qualificações profissionais, aparênciaestética, marcas e propaganda. As trajetórias tecnológicas são definidas, portanto, por redução decustos. Firmas dominadas pelos fornecedores geralmente dão uma contribuição secundária às suastecnologias de processo e de produto. A maior parte das inovações vem dos fornecedores deequipamentos e materiais, embora algumas vezes os grandes clientes, a pesquisa comfinanciamento oficial e a extensão dos serviços também dêem sua contribuição. As escolhastecnológicas parecem mais próximas àquelas descritas no modelo de safras de Salter, sendo onível dos salários o principal critério, bem como o preço e o desempenho de bens de capitalexogenamente desenvolvidos. Assim, em setores formados por firmas dominadas pelos fornecedores, esperaríamos queuma elevada proporção de inovações de processo usadas nos setores seja produzida por outrossetores, mesmo que uma proporção relativamente alta das atividades inovativas dos própriossetores seja destinada a inovações de processo. De acordo com os dados de Scherer (1982b,tabela 2) sobre os padrões setoriais de produção e uso de tecnologia nos Estados Unidos, osseguintes setores têm essas características: têxteis, serralharia, fabricação de produtos de madeirae papel; editorial e gráfica e construção; em outras palavras, precisamente os tipos de setorespreditos por nossa taxonomia e teoria15. Com nossos dados sobre firmas inovadoras britânicas, podemos identificar essas e outrascaracterísticas das firmas dominadas pelos fornecedores (assim como das firmas intensivas emprodução e baseadas em ciência descritas nas subseções 3.3 e 3.4 abaixo). A tabela 6 mostraclaramente características desse tipo para as firmas têxteis. Antes de descrevê-las, definamosprecisamente o conteúdo de cada uma das colunas da tabela 6, uma vez que as tabelas 7, 8 e 9apresentam quadros semelhantes para as outras categorias de firmas: • coluna 1: define o setor de atividade principal, a dois dígitos, da firma inovadora. • coluna 2: mostra o percentual de inovações usadas no setor que é produzido por firmas inovadoras com atividade principal no próprio setor16. Mostra o grau em que as firmas do setor desenvolvem suas próprias tecnologias de processo. • coluna 3: mostra o percentual de inovações produzidas pelas firmas com atividade principal no setor que é usado em outros setores: em outras palavras, o percentual de inovações de produto17.15 Os dados de Scherer são incompletos para agricultura e serviços, setores que prediríamos que têm características similares.16 Esse percentual não é idêntico ao da coluna 5 da tabela 2, pois o primeiro toma por base o setor da inovação, enquanto o último baseia-se no setor de atividade principal da firma inovadora.17 Esse percentual não é idêntico ao da coluna 1 da tabela 2 pelas razões dadas na nota 16. 16
  18. 18. Tabela 6Características das inovações produzidas e usadas por firmas que fabricam principalmente têxteis, couro e calçados Distribuição das firmas Inovações usadas que são Inovações produzidas pela Número de inovações Setor de Atividade Principal inovadoras por tamanho produzidas pela firma firma que são usadas em produzidas pelas da Firma (2 dígitos) (a soma de cada linha é 100%) outros setores firmas do setor % número % número 10.000+ 1000-9999 1-999 (1) (2) (3) (4) XIII Têxtil 15,6 377 23,4 77 35,0 40,3 24,7 77 XIV&XV Couro e Calçados 48,9 45 56,0 50 44,0 18,0 38,0 50 Total Todos os setores da amostra 49,3 1401a 64,0 2265 53,1 22,0 24,9 2265 Número de Número de % das inovações das firmas fora do Setor de Atividade Principal inovações % das inovações no setor de atividade das firmas que são inovações setor de atividade principal são da Firma (2 dígitos) produzidas pelas produzidas por: produzidas diversificaçãob: firmas do setor no setor Firmas Firmas principalmente de Concêntrica / Vertical principalmente outros setores que produzem Outras conglomerado do setor e usam a inovação (5) (6) XIII Têxtil 3,9 20,8 77 63,8 2,2 34,0 91 XIV&XV Couro e Calçados 42,0 8,0 50 73,5 – 26,5 34 Total Todos os setores da amostra 20,3 11,2 2265 68,6 11,1 20,3 2265a Inclui apenas as inovações usadas pelos setores especificados na tabela 2.b A soma das duas porcentagens é igual à coluna 1 da tabela 4. 17
  19. 19. • coluna 4: mostra a distribuição por tamanho das firmas inovadoras com atividades principalmente no setor. Os dados apresentados são idênticos aos das colunas 7, 8 e 9 da tabela 3. • coluna 5: traz detalhes sobre a natureza das inovações produzidas por firmas inovadoras fora de seu setor de atividade principal. Ela separa os dados da coluna 1 da tabela 4 em diversificação tecnológica “concêntrica/conglomerado” e “vertical”. Estes termos foram tomados do trabalho de Ansoff (1968) sobre administração estratégica. A subcoluna “vertical” é o porcentual de inovações produzidas pela firma inovadora que ocorreu fora do setor de atividade principal dessa firma, mas que é usado dentro desse setor: ele reflete a importância relativa da diversificação tecnológica em direção a equipamentos, materiais e componentes utilizados na produção dessas mesmas firmas. A subcoluna “concêntrica/conglomerado” é o percentual de inovações que são produzidas e usadas fora do setor de atividade principal da firma inovadora: ele reflete a importância relativa da diversificação tecnológica em direção a mercados de produtos relacionados ou não-relacionados. • coluna 6: mostra a origem de todas as inovações que ocorreram no setor, separando- as entre aquelas produzidas pelas firmas principalmente do setor, aquelas produzidas e usadas por firmas que cuja atividade principal é fora do setor (isto é, pelos usuários da produção do setor) e aquelas oriundas de outras fontes. Os dados da primeira subcoluna da coluna 6 somam 100% com os da coluna 5 da tabela 4. No caso das firmas têxteis, a tabela 6 mostra um elevado grau de dependência de fontesexternas para tecnologia de processo (coluna 2), uma proporção relativamente pequena deatividade inovativa destinada a inovações de produto (coluna 3), um tamanho médiorelativamente pequeno das firmas inovadoras (coluna 4), diversificação tecnológicaprincipalmente verticalizada para tecnologia de produção, com muito pouco movimento paraoutros mercados de produto (coluna 5); e uma contribuição relativamente grande de firmas comatividade principal em outros setores para as inovações do setor, mas não de setores que usamprodutos têxteis (coluna 6). Dados mais detalhados mostram a importância considerável dosprodutores de máquinas para as firmas têxteis na oferta de tecnologia de processo e na geração deinovações do próprio setor têxtil. A tabela 6 também mostra que as firmas inovadoras que produzem principalmente couro ecalçados não estão tão próximas da categoria de firmas dominadas pelos fornecedores.Certamente elas são relativamente pequenas (coluna 4) e seus usuários dão uma contribuiçãorelativamente pequena para a inovação nesses setores de atividade (coluna 6). Entretanto, elastambém produzem uma proporção razoável de inovações de produto (coluna 3), assim como dãouma forte contribuição às suas próprias tecnologias de processo (coluna 2) e têm um elevado graude diversificação tecnológica concêntrica/de conglomerado. Um exame mais detido mostra que toda essa diversificação tecnológica é na direção deinovações em máquinas têxteis que têm seu uso principalmente no setor têxtil. Esse padrão refletea prática de classificação utilizada por Townsend et al. (1981) na pesquisa. Entretanto, eletambém reflete o fato de que não há uma categoria específica na Classificação Industrial Padrãopara máquinas de artefatos de couro, que as inovações em máquinas têxteis têm aplicações naprodução de produtos de couro e que – embora os principais usos das inovações identificadas emmáquinas têxteis sejam no setor têxtil – elas também têm usos na produção de produtos de couro.Em outras palavras, firmas que operam principalmente em produtos de couro estão de fato dandoa contribuição principal ao desenvolvimento de suas próprias tecnologias de processo. Nestecaso, elas se aproximam da categoria das “intensivas em produção”, que passamos a descrever. 18
  20. 20. 3.3. Firmas intensivas em produção Adam Smith descreveu alguns dos mecanismos associados à emergência de firmasintensivas em produção, a saber, a crescente divisão do trabalho e a simplificação das tarefas queresultam do alargamento do tamanho do mercado e que possibilitam a substituição da mão-de-obra por máquinas e o conseqüente rebaixamento dos custos de produção. O aprimoramento dostransportes e o comércio crescentes, padrões de vida mais elevados e maior concentraçãoindustrial – todos contribuíram para essa trajetória da crescente fabricação e montagem em largaescala. Existem oportunidades similares de mudança tecnológica redutora de custos nosprocessos contínuos de produção de materiais padronizados, nos quais a assim chamada lei dosdois terços da engenharia significa que os custos unitários de capacidade são potencialmentereduzidos em 1% para cada 3% de aumento na capacidade da planta. As qualificações tecnológicas para explorar essas economias de escala latentes aumentaramcontinuamente ao longo do tempo. Na fabricação e montagem, as máquinas são capazes derealizar tarefas progressivamente mais complexas e exigentes de modo confiável, como resultadodo aumento na qualidade dos metais, da precisão e complexidade de corte e usinagem, das fontesde energia e dos sistemas de controle. Nos processos contínuos, os aumentos na escala e nospatamares de temperatura e pressão resultaram do aprimoramento dos materiais, do instrumentalde controle e das fontes de energia18. As pressões e incentivos econômicos à exploração dessas economias de escala sãoparticularmente fortes em firmas que produzem para duas classes de usuários sensíveis ao preço:primeiro, aquelas que produzem materiais padronizados; segundo, aquelas que produzem bens deconsumo duráveis e veículos. Na realidade (quando não em vários modelos de mudançatecnológica) é difícil fazer esses processos intensivos em escala operarem a plena capacidade. Ascondições operacionais são severas a respeito do desempenho do equipamento, do controle dasinterdependências e dos fluxos físicos e das habilidades dos operadores. Em tais sistemas deprodução complexos e interdependentes os custos externos das falhas em qualquer das partes sãoconsideráveis. Mesmo que só para propósitos de “solução de problemas”, grupos especializadosde “engenharia de produção” e “engenharia de processo” foram organizados. Como Rosenberg(1976) tem mostrado, esses grupos desenvolvem a capacidade de identificar desequilíbrios egargalos técnicos que, uma vez corrigidos, possibilitam melhorias de produtividade.Eventualmente eles são capazes de especificar, ou de projetar novos equipamentos que melhorama produtividade ainda mais. Assim, os departamentos de engenharia de produção são uma fonteimportante de tecnologia de processo para as firmas intensivas em produção. Adam Smith também apontou que as inovações de processo são geradas também “... peloengenho dos fabricantes de máquinas quando fazem delas a atividade de um negócio particular”(Smith, 1776). A outra fonte importante de inovações de processo em firmas intensivas emprodução são as firmas relativamente pequenas e especializadas que lhes fornecem osequipamentos e instrumentos e com as quais as primeiras têm um relacionamento próximo ecomplementar. Grandes usuários provêm experiência operacional, estabelecimentos de testes eaté recursos de projeto e desenvolvimento para fornecedores especializados de equipamentos.Tais fornecedores, por sua vez, suprem os seus grandes clientes com conhecimento especializadoe experiência que resultam da concepção e construção de equipamentos para uma série deusuários, muitas vezes dispersos por diversos setores. Rosenberg (1976) descreve esse padrãocomo “desintegração vertical” e “convergência tecnológica”. Ele retira seus exemplos damaquinaria para usinagem de metais; pode-se ver o mesmo processo operando hoje nas funções18 Ver Levin (1977) para exemplos bem-documentados. 19
  21. 21. de monitoramento e controle da produção realizadas por instrumentos. Essas firmasespecializadas têm uma trajetória tecnológica diferente daquelas de seus usuários. Dada a escala ea interdependência dos sistemas de produção para os quais contribuem, os custos associados a umdesempenho ruim podem ser consideráveis. As trajetórias tecnológicas são, portanto, maisfortemente orientadas para inovações de produto que elevam o desempenho e menos parainovações de processo redutoras de custo. O modo pelo qual as firmas inovadoras apropriam-se das vantagens tecnológicas variaamplamente entre os produtores em larga escala e os fornecedores de equipamentos e instrumentosem pequena escala. Para os produtores em larga escala, as invenções particulares não são geralmentede grande significado. A liderança tecnológica se reflete na capacidade de projetar, construir e operarprocessos contínuos de larga escala; e integrar processos de montagem de larga escala de modo aproduzir um produto final. Tal liderança é mantida por meio de know-how e segredo industrial arespeito das inovações de processo e mediante as inevitáveis defasagens técnicas de imitação, assimcomo mediante a proteção patentária. Para os fornecedores especializados não estão disponíveis, namesma medida, segredos, know-how de processo, e defasagens técnicas extensas como meios deapropriação da tecnologia. O sucesso competitivo depende em grau considerável de habilidadesespecíficas às firmas refletidas no aprimoramento contínuo do projeto, na confiabilidade do produto ena capacidade de responder adequada e rapidamente às necessidades dos usuários. As características dos produtores em larga escala e dos fornecedores especializados dacategoria “firmas intensivas em produção” estão espelhadas nas tabelas 7 e 8. A tabela 7 mostra que,da nossa amostra de inovações, firmas com atividades principais em cinco setores a dois dígitos têmas características de produtores intensivos em escala da categoria das “intensivas em produção”:alimentos, metalurgia, construção naval, veículos e vidro e cimento. Nessas categorias, as firmasinovadoras produzem uma proporção relativamente grande de suas próprias tecnologias de processo(coluna 2), para as quais elas destinam uma proporção relativamente elevada de seus própriosrecursos inovativos (coluna 3). As firmas inovadoras também são relativamente grandes (coluna 4);têm um nível relativamente elevado de diversificação tecnológica vertical na direção de equipamentosrelacionados às suas próprias tecnologias de processo (coluna 5) e dão uma contribuiçãorelativamente grande às inovações produzidas em seus setores de atividade principal (coluna 6). A tabela 8 mostra um padrão muito diferente nas firmas de engenharia mecânica einstrumentos de precisão. Elas também produzem uma proporção relativamente grande de suaspróprias tecnologias de processo (coluna 2), mas o foco principal de suas atividades inovativas éa geração de inovações de produto para uso em outros setores (coluna 3). As firmas inovadorassão relativamente pequenas (coluna 4); sua diversificação tecnológica é relativamente pequenaseja verticalmente ou não (coluna 5); e elas não fazem uma contribuição relativamente grande atodas as inovações produzidas em seus setores de atividade principal, nos quais os usuários e asfirmas de outros setores fazem contribuições significativas (coluna 6). Um exame mais detalhado dos dados ao nível de três dígitos mostra que, na engenhariamecânica, as firmas da amostra em todos os grupos de produtos que têm uma grande proporçãode seus recursos inovativos destinados à inovação de produto são relativamente especializadasem termos tecnológicos e (com exceção das firmas que produzem principalmente plantasindustriais) relativamente pequenas. No entanto, cerca de 20% das inovações são feitas por firmasde engenharia em geral que produzem um conjunto amplo de produtos da engenharia mecânica ecuja distribuição por tamanho é maior que a de outras firmas de engenharia mecânica, sendopróxima à média da amostra de inovações como um todo. Em instrumentos de precisão, asinovações são geradas por firmas de uma ampla série de setores usuários, como também porfirmas que operam principalmente em engenharia mecânica e bens de capital elétricos eeletrônicos. 20
  22. 22. Tabela 7Características das inovações produzidas por firmas que operam principalmente em setores intensivos em escala Distribuição das firmas Inovações usadas que são Número de inovações Setor de Atividade Principal Inovações produzidas pela firma inovadoras por tamanho produzidas pela firma produzidas pelas firmas da Firma (2 dígitos) que são usadas em outros setores (a soma de cada linha é 100%) do setor % número % número 10.000+ 1000-9999 1-999 (1) (2) (3) (4) III Alimentos 58,8 68 48,8 78 79,5 7,7 12,8 78 VI Metalurgia 62,3 130 43,4 143 62,9 32,8 4,3 143 X Construção Naval 64,5 90 34,8 89 61,8 34,8 3,4 89 XI Automóveis 45,7 221 36,9 158 72,2 20,3 7,5 158 XVI Vidro e cimento 68,3 63 50,6 87 74,7 16,1 9,2 87 Total Todos os setores da amostra 49,3 1401a 64,0 2265 53,1 22,0 24,9 2265 Número de % das inovações das firmas fora do Setor de Atividade Principal inovações % das inovações no setor de atividade das firmas que Número de inovações setor de atividade principal são da Firma (2 dígitos) b produzidas pelas são produzidas por: produzidas no setor diversificação : firmas do setor Firmas Firmas principalmente de Concêntrica / Vertical principalmente do outros setores que Outras conglomerado setor produzem e usam a inovação (5) (6) III Alimentos 16,7 14,1 78 83,1 3,1 13,8 65 VI Metalurgia 17,5 16,8 143 68,6 8,0 23,4 137 X Construção Naval 21,3 37,1 89 71,2 13,4 15,4 52 XI Automóveis 12,6 20,9 158 82,0 1,6 16,4 128 XVI Vidro e cimento 13,8 18,4 87 81,9 5,6 12,5 72 Total Todos os setores da amostra 20,3 11,2 2265 68,6 11,1 20,3 2265a Inclui apenas as inovações usadas pelos setores especificados na tabela 2.b A soma das duas porcentagens é igual à coluna 1 da tabela 4. 21
  23. 23. Tabela 8Características das inovações produzidas e usadas por firmas que fabricam equipamentos de produção Distribuição das firmas Inovações usadas que são Inovações produzidas pela Número de inovações Setor de Atividade Principal inovadoras por tamanho produzidas pela firma firma que são usadas em produzidas pelas da Firma (2 dígitos) (a soma de cada linha é 100%) outros setores firmas do setor % número % número 10.000+ 1000-9999 1-999 (1) (2) (3) (4) VII Engenharia mecânica 55,1 169 82,6 536 24,3 36,9 38,8 536 VIII Instrumentos de precisão 58,4 60 81,4 187 24,6 21,4 54,0 187 Total Todos os setores da amostra 49,3 1401a 64,0 2265 53,1 22,0 24,9 2265 Número de Número de % das inovações das firmas fora do Setor de Atividade Principal inovações % das inovações no setor de atividade das firmas que são inovações setor de atividade principal são da Firma (2 dígitos) produzidas pelas produzidas por: produzidas diversificaçãob: firmas do setor no setor Firmas Firmas principalmente de Concêntrica / Vertical principalmente outros setores que produzem Outras conglomerado do setor e usam a inovação (5) (6) VII Engenharia Mecânica 15,1 0,9 536 68,0 15,2 16,8 633 VIII Instrumentos de precisão 9,7 10,2 187 45,2 19,3 35,5 332 Total Todos os setores da amostra 20,3 11,2 2265 68,6 11,1 20,3 2265a Inclui apenas as inovações usadas pelos setores especificados na tabela 2.b A soma das duas porcentagens é igual à coluna 1 da tabela 4. 22

×