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(1525 – 1580)
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A Épica Camoniana
 Os Lusíadas (1572) 
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 Tema: Camões cantará as conquistas de
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Canto I – “Meditação Moral”
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Canto II
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Canto III
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“Tu só, puro amor, com força crua,
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Canto IV
 Continua a História de Portugal;
 Sonho de Dom Manuel;
 Narra o dia da partida da frota;
 Episódio do Velho ...
Velho do Restelo
“- Ó glória de mandar, ó vã cobiça
Desta vaidade a quem chamamos Fama!
Ó fraudulento gosto, que se atiça
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Canto V
 Narra a viagem pela
Costa Africana;
 Episódio de Fernão
Veloso;
 Episódio do Gigante
Adamastor;
 Voz de Camõe...
A lírica camoniana
 Influência da tradição popular portuguesa →
redondilhas, cantigas,...
 Influência da Antigüidade Clá...
Amor Platônico
Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida descontente,
Repousa lá no Céu eternamente
E viva eu...
Inconstância
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de muda...
Análise do contraditório
Tanto de meu estado me acho incerto,
Que em vivo ardor tremendo estou de frio;
Sem causa, juntame...
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  1. 1. Classicismo emClassicismo em PortugalPortugal
  2. 2. Contexto Histórico  Desenvolvimento do comércio;  Reforma Protestante;  Desenvolvimento científico-tecnológico   Navegações Imprensa  Antropocentrismo  Nas artes  valorização dos clássicos
  3. 3. Renascimento / Artes
  4. 4. CLASSICISMOCLASSICISMO CONTEXTO HISTÓRICOCONTEXTO HISTÓRICO
  5. 5. CONTEXTO HISTÓRICO Classicismo é o nome que se dá a manifestação literária compreendida no contexto histórico do RENASCIMENTO.
  6. 6. Fatores que geraram oFatores que geraram o Renascimento:Renascimento:  A urbanização gera condições deA urbanização gera condições de uma nova cultura, a ascensãouma nova cultura, a ascensão comercial da burguesia propiciavacomercial da burguesia propiciava apoio financeiro noapoio financeiro no desenvolvimento da nova cultura.desenvolvimento da nova cultura.  A retomada dos estudos dasA retomada dos estudos das obras greco-romanas foi deobras greco-romanas foi de grande importância.grande importância.
  7. 7.  grande avanço científico que proporcionou as grandes navegações;  a nova concepção do homem e o questionamento de algumas práticas da Igreja Católica. Nesse período houve um notável florescimento das artes, que substituíram o primitivismo medieval pela noção de perspectiva, pela multiplicação das cores e pelo maior equilíbrio com que as formas humanas passaram a ser retratadas.
  8. 8. visão antropocêntricavisão antropocêntrica ,na,na verdade, não surgiu pelaverdade, não surgiu pela primeira vez noprimeira vez no Renascimento, pois osRenascimento, pois os antigos gregos já tinhamantigos gregos já tinham construído uma sociedadeconstruído uma sociedade baseada nela. Daí o nomebaseada nela. Daí o nome Renascimento - umaRenascimento - uma associação aoassociação ao ressurgimento de algunsressurgimento de alguns valores que haviamvalores que haviam
  9. 9. Características:  Imitação dos autores clássicosImitação dos autores clássicos gregos e romanos dagregos e romanos da antiguidadeantiguidade:: Homero, Virgílio,Homero, Virgílio, Ovídio, etc.Ovídio, etc.  Uso da mitologiaUso da mitologia:: Os deuses eOs deuses e as musas, inspiradoras dosas musas, inspiradoras dos clássicos gregos e latinosclássicos gregos e latinos aparecem também nosaparecem também nos clássicos renascentistas: Osclássicos renascentistas: Os Lusíadas:(Vênus) = a deusa doLusíadas:(Vênus) = a deusa do amor; Marte( o deus daamor; Marte( o deus da guerra), protegem osguerra), protegem os
  10. 10.  Predomínio da razão sobre osPredomínio da razão sobre os sentimentossentimentos:: A linguagem clássica nãoA linguagem clássica não é subjetiva nem impregnada deé subjetiva nem impregnada de sentimentalismos , porque procurasentimentalismos , porque procura ecoar, através da razão, todas os dadosecoar, através da razão, todas os dados fornecidos pela natureza e, desta formafornecidos pela natureza e, desta forma expressou verdades universais.expressou verdades universais.  IdealismoIdealismo:: O classicismo aborda o homemO classicismo aborda o homem ideal, liberto de suas necessidades diárias,ideal, liberto de suas necessidades diárias, comuns. Os personagens centrais dascomuns. Os personagens centrais das epopéias(grandes poemas sobre grandesepopéias(grandes poemas sobre grandes feitos e heróicos) nos são apresentadosfeitos e heróicos) nos são apresentados como seres superiores, verdadeiros semi-como seres superiores, verdadeiros semi-
  11. 11.  Amor PlatônicoAmor Platônico:: Os poetasOs poetas clássicos revivem a ideia declássicos revivem a ideia de Platão de que o amor deve serPlatão de que o amor deve ser sublime, elevado, espiritual, puro,sublime, elevado, espiritual, puro, não-físico.não-físico.  Busca da universalidade eBusca da universalidade e impessoalidadeimpessoalidade:: A obra clássicaA obra clássica torna-se a expressão de verdadestorna-se a expressão de verdades universais, eternas e despreza ouniversais, eternas e despreza o particular, o individual,particular, o individual, aquilo que é relativo.aquilo que é relativo.
  12. 12. Os valores do RenascimentoOs valores do Renascimento 1-O tempo pertence ao homem e1-O tempo pertence ao homem e este deve usá-lo em benefícioeste deve usá-lo em benefício próprio.próprio. 2-razão e a fé são2-razão e a fé são importantes.Valoriza-se aimportantes.Valoriza-se a experiência e a observação.experiência e a observação. 3-á valorização da originalidade3-á valorização da originalidade e do talento de um artista, doe do talento de um artista, do que é marca pessoal do indivíduoque é marca pessoal do indivíduo (individualismo).(individualismo). 4-O homem está no centro das4-O homem está no centro das
  13. 13. A Literatura  Imitação dos clássicos temas,→ estrutura,...   Mitologia  sentido estético  Formalismo  Medida Nova  Predomínio da Razão / Universalismo  Amor platônico
  14. 14. Luís Vaz de Camões (1525 – 1580) “E assim acabarei a vida, e verão todos que fui tão afeiçoado à minha pátria, que não somente me contentei de morrer nela, mas de morrer com ela”.
  15. 15. A Épica Camoniana  Os Lusíadas (1572)  segue os modelos de Horácio e de Virgílio;  Título: significa “Lusitanos”, ou seja, são os próprios lusos, em sua alma como em sua ação. (Luso=luz)
  16. 16. Considerações Gerais  Tema: Camões cantará as conquistas de Portugal, as glórias dos navegadores, os reis do passado; em outras palavras, a glória do povo português .  Ação:  HistóricaHistórica: Viagem de Vasco da Gama.  MitológicaMitológica: Disputa entre os deuses.  A narrativa não segue ordem linear, cronológica.
  17. 17. Estrutura  Dez Cantos;  1102 Estrofes de oito versos;  8816 Versos decassílabos;  Rimas ABABABCC;  Cinco partes:  Proposição  Invocação  Dedicatória  Narração  Epílogo
  18. 18. Partes  ProposiçãoProposição (canto I)(canto I) As armas e os barões assinalados Que, da ocidental praia lusitana, Por mares nunca de antes navegados Passaram ainda além da Taprobana, Em perigos e guerras esforçados, Mais do que prometia a força humana, E entre gente remota edificaram Novo reino, que tanto sublimaram.
  19. 19. Partes  Invocação (canto I)  pede inspiração às Tágides (musas do Tejo).  Dedicatória (canto I)  dedica o poema ao Rei D. Sebastião.  Narração (cantos I ao X)  narra a viagem de Vasco da Gama ao Oriente.  Epílogo (canto X)  parte final, poeta se mostra desiludido com sua pátria, já antevendo a decadência de Portugal.
  20. 20. Viagem de Vasco da Gama
  21. 21. Episódios Importantes  Canto I  Narração in media res;  Canal de Moçambique;  Concílio dos deuses Baco X Vênus  Armadilha de Baco (falso piloto);  Meditação sobre a condição humana.
  22. 22. Canto I – “Meditação Moral” “No mar tanta tormenta e tanto dano, Tantas vezes a morte apercebida! Na terra tanta guerra, tanto engano, Tanta necessidade aborrecida! Onde pode acolher-se um fraco humano, Onde terá segura a curta vida, Que não se arme, e se indigne o Céu sereno Contra um bicho da terra tão pequeno?”
  23. 23. Canto II  Júpiter consola Vênus,  Júpiter prenuncia o sucesso da expedição lusa;  Sonho de Vasco da Gama. Formosa filha minha, não temais Perigo algum nos vossos lusitanos, Nem que ninguém comigo possa mais Que esses chorosos olhos soberanos; Que eu vos prometo, filha, que vejais Esqueceram-se gregos e romanos, Pelos ilustres feitos que esta gente Há de fazer nas partes do Oriente.”
  24. 24. Canto III  Em Melinde;  Invocação à Calíope;  Narração de Vasco da Gama;  Início da História de Portugal;  Episódio de Inês de Castro.
  25. 25. Trecho Lírico “Tu só, puro amor, com força crua, Que dos corações humanos tanto obriga, Deste causa à molesta morte sua, Como se for a pérfida inimiga, Se dizem, fero amor, que a seta tua Nem com lágrimas tristes se mitiga, É porque queres, áspero e tirano, Tuas aras banhar em sangue humano”
  26. 26. Canto IV  Continua a História de Portugal;  Sonho de Dom Manuel;  Narra o dia da partida da frota;  Episódio do Velho do Restelo.
  27. 27. Velho do Restelo “- Ó glória de mandar, ó vã cobiça Desta vaidade a quem chamamos Fama! Ó fraudulento gosto, que se atiça Com uma aura popular que honra se chama! Que castigo tamanho e que justiça Fazes no peito vão que muito te ama! Que mortes, que perigos, que tormentas. Que crueldades neles experimentas!”
  28. 28. Canto V  Narra a viagem pela Costa Africana;  Episódio de Fernão Veloso;  Episódio do Gigante Adamastor;  Voz de Camões  Crítica aos que não valorizam a poesia.
  29. 29. A lírica camoniana  Influência da tradição popular portuguesa → redondilhas, cantigas,...  Influência da Antigüidade Clássica;  Sonetos Medida Nova→  Platonismo amoroso;  Visão idealizada da mulher;  Análise do contraditório;  Desconcerto do mundo;
  30. 30. Amor Platônico Alma minha gentil, que te partiste Tão cedo desta vida descontente, Repousa lá no Céu eternamente E viva eu cá na terra sempre triste. Se lá no assento Etéreo, onde subiste, Memória desta vida se consente, Não te esqueças daquele amor ardente Que já nos olhos meus tão puro viste. E se vires que pode merecer-te Alguma cousa a dor que me ficou Da mágoa sem remédio de perder-te, Roga a Deus, que teus anos encurtou, Que tão cedo de cá me leve a ver-te, Quão cedo de meus olhos te levou.
  31. 31. Inconstância Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança; Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades. Continuamente vemos novidades, Diferentes em tudo da esperança; Do mal ficam as mágoas na lembrança, E do bem (se algum houve) as saudades. O tempo cobre o chão de verde manto, Que já coberto foi de neve fria, E enfim converte em choro o doce canto. E, afora este mudar-se cada dia, Outra mudança faz de mor espanto, Que não se muda já como soía.
  32. 32. Análise do contraditório Tanto de meu estado me acho incerto, Que em vivo ardor tremendo estou de frio; Sem causa, juntamente choro e rio, O mundo todo abarco, e nada aperto. É tudo quanto sinto um desconcerto: Da alma um fogo me sai, da vista um rio; Agora espero, agora desconfio; Agora desvario, agora acerto. Estando em terra, chego ao Céu voando; Num'hora acho mil anos, e é de jeito Que em mil anos não posso achar um'hora. Se me pergunta alguém porque assi ando, Respondo que não sei, porém suspeito Que só porque vos vi, minha Senhora.

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