Melhores poemas

1.148 visualizações

Publicada em

Melhores Poemas - João Cabral de Melo Neto

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.148
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
10
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Melhores poemas

  1. 1. Melhores Poemas Autor: João Cabral de Melo Neto Escola Literária: Modernismo – 3ª geração Ano de Publicação: 1985 Gênero: Poesia Temas: Nordeste, Espanha, metalinguagem, poesia Divisão de Obra: 15 livros (antologia)
  2. 2. Caráter mais objetivo, preocupada muito mais com a forma e geometria (sensação aguda dos objetos que delimitam o espaço do homem moderno), sem apegos a sentimentalismos. Sua temática gira em torno de, basicamente, três temas: o Nordeste, a Espanha e a própria Arte.
  3. 3. Marcas da poesia de João Cabral de Melo Neto: - Atmosfera surrealista; - Ideal de rigor formal; - Poesia metalinguística; - Poesia referencial, imagética, anti-discurso; - O social sem o panfletário; - Secura, aspereza, dureza; vazio; - Texto conceitual: faca-bala-relógio
  4. 4. Coletânia feita por Antonio Carlos Secchin, a qual reúne vários poemas das seguintes obras:
  5. 5. Pedra do Sono (1940-1941) poemas escritos durante sua adolescência em Pernambuco. Experimentação poética, com uma atmosfera surrealista, já estão presentes o racionalismo e a construção laboriosa (marcas que o autor adotará posteriormente)
  6. 6. Poema de desintoxicação Em densas noites com medo de tudo: de um anjo que é cego de um anjo que é mudo. Raízes de árvores enlaçam-me os sonhos no ar sem aves vagando tristonhos. Eu penso o poema da face sonhada, metade de flor metade apagada (...)
  7. 7. O Engenheiro (1942 – 1945) Predomínio de uma perspectiva racional, do ideal de um projeto geométrico de construção de seus poemas. Esse rigor marcará suas produções posteriores.
  8. 8. As nuvens As nuvens são cabelos crescendo como rios; são os gestos brancos da cantora muda; são estátuas em voo à beira de um mar; a flora e a fauna leves de países de vento; (...)
  9. 9. Psicologia da composição (1946 – 1947) O terceiro livro deste Melhores poemas, intitulado Psicologia da composição, faz parte da trilogia publicada em 1947, “Fábula de Anfion”. “Psicologia da composição” e “Antiode”. Na obra Psicologia da composição, percebemos alguns traços do antilirismo do livro anterior, O engenheiro, e marca uma ruptura maior com o surrealismo presente em Pedra de sono. A obra traz a marca muito forte da criação poética, a metalinguagem.
  10. 10. O CÃO SEM PLUMAS (1950) A partir da publicação de O cão sem plumas, João Cabral de Melo Neto dá um novo rumo a seus poemas e começa a trabalhar com temas da realidade nordestina e denúncia da miséria. Temática é o rio Capibaribe que corta a cidade de Recife, rio-detrito, com sua sujeira, seus detritos do subdesenvolvimento.
  11. 11. A cidade é passada pelo rio como uma rua é passada por um cachorro; uma fruta por uma espada. O rio ora lembrava a língua mansa de um cão, ora o outro rio de aquoso pano sujo dos olhos de um cão. Aquele rio era como um cão sem plumas. Nada sabia da chuva azul, da fonte cor-de-rosa, da água do copo de água, da água de cântaro, dos peixes de água, da brisa na água.
  12. 12. O Rio (excertos) (1953) ou relação da viagem que faz o Capibaribe de sua nascente à cidade do Recife Em O rio, o poeta intensifica sua identificação com o drama nordestino. Escrito em primeira pessoa, o poema incorpora a técnica narrativa dos antigos romanceiros da tradição ibérica.
  13. 13. Paisagens com figuras (1954 – 1955) Intensa à medida que ele vai descrevendo a paisagem, somos capazes de “ver” o que está descrito. Paralelo à paisagem de Pernambuco (do rio e de seus cemitérios), o poeta também escreve sobre a Espanha.
  14. 14. Cemitério pernambucano (Nossa Senhora da Luz) Nesta terra ninguém jaz, pois também não jaz um rio noutro rio, nem o mar é cemitério de rios. Nenhum dos mortos daqui vem vestido de caixão. Portanto, eles não se enterram, são derramados no chão.
  15. 15. Morte e vida Severina (Auto de Natal Pernambucano) (1954 – 1955) O poema possui uma estrutura dramática: é uma peça teatral escrita em forma de poesia.
  16. 16. O Enredo O poema conta a história do retirante Severino que parte do sertão para o litoral (parte da morte do sertão para encontrar a vida em Recife). Como guia, Severino tem o Rio Capibaribe, mas, durante o percurso, só encontra morte e miséria. Ao chegar a Recife, a decepção: também lá há muita morte e tristeza. Atirando-se no Capibaribe (tenta suicídio); nesse tempo, em conversa com o mestre José carpina, uma mulher avisa que o filho (de José) “saltou para dentro da vida” (nasceu). O nascimento da criança devolve-lhe a esperança de vida, mesmo que seja uma vida severina.
  17. 17. Uma faca só lâmina (1955) Uma faca só lâmina é um longo poema com 88 estrofes, de 4 versos cada. O texto é escrito tendo como foco três elementos: a faca, a bala e o relógio.
  18. 18. Quaderna (1959) Quando foi publicada pela primeira vez em Lisboa (1960) e, posteriormente, em 1962, no Brasil, junto com dois outros livros: Dois Parlamentos e Serial em obra intitulada Terceira Feira. Escritos ainda quando Cabral estava em Barcelona, alguns poemas da obra abordam aspectos do país, como é o caso dos poemas “Estudos para uma bailadora andaluza” e “Poema(s) de Cabra”.
  19. 19. Dois Parlamentos (excertos) (1958 – 1960) A obra Dois Parlamentos apresenta-se dividida em duas partes, em dois grandes poemas: “Congresso no polígono das secas” e “Festa na casa-grande”. Serial (1959 – 1961) Nesta obra, João Cabral retoma a convergência Espanha-Nordeste e acrescenta outros temas.
  20. 20. A Educação pela pedra (1965) A educação pela pedra é composta por 12 poemas. De acordo com a crítica, é com essa obra que João Cabral atinge seu ponto máximo da literatura. João Cabral, nessa obra, também demonstra preocupação com a realidade social e explora temas como integração, a união das pessoas:
  21. 21. Tecendo a Manhã 1 Um galo sozinha não tece uma manhã: ele precisará sempre de outros galos. De um que apanhe esse grito que ele e o lance a outro; de um outro galo que apanhe o grito de um galo antes e o lance a outro; e de outros galos que com muitos outros galos se cruzem os fios de sol de seus gritos de galo, para que a manhã, desde uma teia tênue, se vá tecendo, entre todos os galos.
  22. 22. Auto do Frade (1984) (Excertos: falas de Frei Caneca) Auto do Frade é um poema de fundo histórico que narra os instantes finais da vida de Frei Caneca, condenado à morte em 1825.

×