ENTREVISTAProfessora Fernanda Braga
• O gênero entrevista pressupõe:       1.   um tema,       2.   objetivos previamente definidos,       3.   entrevistador(...
• Existem várias regras a serem utilizadas para que a  entrevista esteja completa, entre elas:     1. formular perguntas a...
• Numa boa entrevista:1. É de toda utilidade recorrer a perguntas abertas do tipo “Qual   é a sua opinião sobre...?” e a p...
Texto 1: Entrevista   - Gabriel ‘O pensador’                      http://pt.wikiquote.org/wiki/Gabriel,_O_Pensador. Acesso...
Para “Gabriel, o pensador”, rap no Brasil tem mais essência quenos EUA“Gabriel, o pensador” está com 28 anos, casado e com...
O show do MTV Ao Vivo é muito diferente do seu show normal deturnê?É um show novo que nós inventamos só para fazer o disco...
Você conhece os Racionais? Se dá bem com eles?Conheço. Existe uma relação, mas com quem tenho mais contato deamizade mesmo...
E no Brasil, não corremos o risco de ir para o mesmo caminho?No Brasil o cara faz o rap querendo passar alguma coisa. Inde...
Texto 2: Entrevista   - Fernando Haddad, Ministro da Educação                        http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando...
Entrevista: Fernando HaddadLonge dos dogmasO ministro da Educação diz que o Brasil precisa de maispragmatismo e menos ideo...
Veja – O senhor concorda com os educadores segundo os quais asescolas no Brasil estão passando uma visão retrógrada do mun...
Veja – Por que, então, o MEC aprova livros didáticos com esse viés?Haddad – Temos um sistema de escolha dos livros didátic...
Veja – O fato de livros de conteúdo dogmático passarem por essapeneira não é um sinal, então, de que o sistema não funcion...
Veja – O Brasil historicamente se sai mal em relação aos outros paísesnos rankings que medem a qualidade de ensino. Qual a...
Veja – Qual a real dimensão desse problema?Haddad – Fizemos um levantamento cuja conclusão é desastrosa parao país. Ele mo...
Veja – O que fazer para mudar isso?Haddad – Acho que é necessário criar incentivos para que as pessoasse interessem por es...
• Depois de estudar o gênero entrevista (forma, função e  variação) e de ler as entrevistas de “Gabriel O pensador” e de  ...
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Gêneros jornalísticos Entrevista

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Gêneros jornalísticos Entrevista

  1. 1. ENTREVISTAProfessora Fernanda Braga
  2. 2. • O gênero entrevista pressupõe: 1. um tema, 2. objetivos previamente definidos, 3. entrevistador(es), 4. entrevistado(s).• A estrutura da entrevista compreende 3 momentos: 1. introdução, 2. perguntas do(s) entrevistador(es), ordenadas de maneira lógica, e respostas do(s) entrevistado(s), 3. conclusão. A entrevista é, geralmente, precedida por um título e, por vezes, por um subtítulo.
  3. 3. • Existem várias regras a serem utilizadas para que a entrevista esteja completa, entre elas: 1. formular perguntas adequadas ao tema e de acordo com os objetivos previamente definidos; 2. fazer perguntas que tenham em consideração o contexto (espaço e tempo); 3. fazer perguntas que levem em consideração as características da pessoa entrevistada (níveis etário e sociocultural, personalidade, etc.).
  4. 4. • Numa boa entrevista:1. É de toda utilidade recorrer a perguntas abertas do tipo “Qual é a sua opinião sobre...?” e a perguntas fechadas do tipo “Quem vai escolher para fazer o prefácio do seu próximo livro...?”.2. O entrevistado deve ser conduzido a revelar aquilo que se pretende saber.3. Não emitir opiniões nem fazer juízos de valor sobre as respostas do entrevistado, mais do que uma regra é uma questão de bom senso. A linguagem deve ser clara e de fácil compreensão, mas pode variar no grau de formalidade, em função do contexto e dos participantes da entrevista.
  5. 5. Texto 1: Entrevista - Gabriel ‘O pensador’ http://pt.wikiquote.org/wiki/Gabriel,_O_Pensador. Acesso: 12/09/10.
  6. 6. Para “Gabriel, o pensador”, rap no Brasil tem mais essência quenos EUA“Gabriel, o pensador” está com 28 anos, casado e com um filho, Tom, denove meses, que já ganhou um violãozinho. O garoto vai para a turnê,assim como a mulher, que é cantora de seu grupo. Logo mais, Tom terá dereceber um cachê - e o rapper ri com a sugestão. Rindo, ele também estána capa de seu novo CD, um MTV Ao Vivo, que reúne todos os seus hits (esão vários) e até algumas inéditas, como a continuação Retrato de umPlayboy - Parte II.A música continua pegando pesado com os "filhinhos de papai" e Gabrieldescobriu que ultimamente eles andam batendo até em mulher. O rappernão corre o risco de se ver ameaçado pelos playboys? "Eles não queremvestir a carapuça. Quero fazer uma crítica construtiva, mas não acho queminha música vá mudar o comportamento dos caras", explica o cantorao Terra.
  7. 7. O show do MTV Ao Vivo é muito diferente do seu show normal deturnê?É um show novo que nós inventamos só para fazer o disco e a nova turnê.De cara eu achei importante fazer isso, já que tinha algumas coisasdiferentes dos CDs na antiga turnê, como o FDP3, que é muito diferente daoriginal. Outras coisas tornamos diferentes, às vezes intencionalmente.Como pintaram alguns músicos novos, como o tecladista cubano Pepe,eles acabaram interpretando as músicas de outra forma - e o repertóriomudou bastante. Começamos a ensaiar um bloco acústico, aí o Ciro(baixista) lembrou que havíamos feito um especial para a Globo dessamaneira e nunca mais seguimos pelo mesmo caminho. Tem flauta nascinco primeiras músicas. Ao longo desses anos, fui aprendendo aimportância da parte musical. Quanto mais caprichamos, mais a letraganha, pois a música também passa uma ideia.
  8. 8. Você conhece os Racionais? Se dá bem com eles?Conheço. Existe uma relação, mas com quem tenho mais contato deamizade mesmo é com o Tito, que participa do meu CD. Tem o MV Bill,que começou na mesma época que eu. Temos um contato legal, nosfalamos de tempos em tempos. O Tito é mais amigo, e ele tem um projetomaneiro na Funabem, na casa de detenção, e cheguei a ir lá um diadesses conhecer o projeto.Nos EUA tem um rapper assumidamente gay chamado Caushun, algoraro por lá. E os rappers americanos, que são ultramachistas, meioque colocam o cara debaixo do tapete. Não é estranho o papolibertador, social e politicamente engajado deles e essa atitudehomofóbica?Os rappers americanos nem têm mais esse engajamento. Se perdeu muitodesse lado que era original, legal. Isso lá fora. Aqui no Brasil, não, continuamaneiro. Lá a essência se perdeu por causa de um trabalho repetitivo, semoriginalidade. Musicalmente ainda tem uns lances legais.
  9. 9. E no Brasil, não corremos o risco de ir para o mesmo caminho?No Brasil o cara faz o rap querendo passar alguma coisa. Independente doestilo, quase todos querem passar alguma coisa legal. Não é uma coisa sóde protesto, com temas repetitivos. Aqui tentamos caprichar no conteúdodas letras. Lá fora é sem conteúdo, um "free style" vazio - e a galera seamarra! http://www.terra.com.br/musica/2003/02/21/000.htm, de 21 de fevereiro de 2003. Acesso: 19/09/10.
  10. 10. Texto 2: Entrevista - Fernando Haddad, Ministro da Educação http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Haddad. Acesso: 12/09/10.
  11. 11. Entrevista: Fernando HaddadLonge dos dogmasO ministro da Educação diz que o Brasil precisa de maispragmatismo e menos ideologia para melhorar o ensinoDo gabinete do ministro da Educação, Fernando Haddad, 44 anos, saiu umprojeto para o Brasil que, de saída, conseguiu o feito raro de agradar aespecialistas de diversos matizes ideológicos. O mérito do plano foi criar umindicador que permite comparar o desempenho das escolas brasileiras demodo que as piores possam ser cobradas com base em metas e asmelhores sejam premiadas. O princípio, portanto, é o da meritocracia, omesmo que em outros países ajudou o sistema educacional a atingir altosníveis de qualidade. Diz Haddad: "A obrigação de toda pessoa de bom sensoé se inspirar no que funciona bem em outros lugares". Por essas e outras, oministro, que é filiado ao PT desde 1983, mereceu críticas de militantes.Formado em Direito e com mestrado em Economia, ambos pelaUniversidade de São Paulo (USP), Haddad chegou a Brasília em 2003, comoassessor no Ministério do Planejamento, e há dois anos comanda a Pasta daEducação. Casado e pai de dois filhos, ele diz que os grandes problemas daeducação brasileira podem ser definitivamente erradicados no prazo de duasdécadas.
  12. 12. Veja – O senhor concorda com os educadores segundo os quais asescolas no Brasil estão passando uma visão retrógrada do mundo aseus alunos?Haddad – Isso acontece, sim. Um problema evidente é o dogmatismoque chega a algumas salas de aula do país. Ele exclui da escola adiversidade de ideias na qual ela deveria estar apoiada, por princípio,e ainda restringe a visão de mundo à de uma velha esquerda. Não épara esse lado, afinal, que o mundo caminha. Sempre digo que, emuma igreja ou em um partido político, as pessoas têm o direito depromover a ideologia que bem entenderem, mas nunca em uma salade aula. A obrigação da escola é formar pessoas autônomas –capazes, enfim, de compreender de modo abrangente o mundo emque vivem. Todo procedimento que mutila isso é incompatível com umbom processo de aprendizado. Em suma, educação não combina compreconceito.
  13. 13. Veja – Por que, então, o MEC aprova livros didáticos com esse viés?Haddad – Temos um sistema de escolha dos livros didáticos com oqual, em tese, especialistas de diferentes matizes ideológicosconcordam. É simples. Mandamos os livros para as melhoresuniversidades públicas do país, e são os professores escolhidos porelas que opinam. Depois, as escolas escolhem os livros da lista queconsideram mais apropriados. Nesse sistema, portanto, o MEC nãoatua como um censor com superpoderes, mas, sim, delega a tarefa aum conjunto de pessoas qualificadas para executá-la. Não inventamosessa fórmula. A avaliação de trabalhos acadêmicos feita por paresfunciona em vários países desenvolvidos – e aliás muito bem.
  14. 14. Veja – O fato de livros de conteúdo dogmático passarem por essapeneira não é um sinal, então, de que o sistema não funciona?Haddad – Todo sistema dessa natureza tem falhas, e o do MEC não éexceção. A meu ver, no entanto, o problema não é propriamente com omodelo que implantamos, mas justamente com a visão dogmática queainda circula em parte do meio acadêmico. O tipo de material didáticoque chega à sala de aula é, afinal, reflexo de um modo de pensarpróprio de uma parcela da intelectualidade brasileira, em todos osníveis. Reafirmo minha opinião sobre o assunto. Eu acho que cada umdeve ter suas convicções e crenças, mas, de novo, quando se fala deeducação, é preciso ser mais pluralista, ir de A a Z no espectroideológico – senão, simplesmente não dá certo.
  15. 15. Veja – O Brasil historicamente se sai mal em relação aos outros paísesnos rankings que medem a qualidade de ensino. Qual a explicação paraisso?Haddad – Tenho visitado escolas públicas no país inteiro nessesúltimos meses. Observo, por exemplo, que assuntos capitais do séculoXX, como as duas grandes guerras mundiais ou a queda do Muro deBerlim, passam ao largo de uma discussão mais atual – não só noslivros mas também nas aulas. Parece-me que ninguém até estemomento parou para estudar alguns dos capítulos cruciais da históriarecente da humanidade sob uma perspectiva contemporânea. É claroque isso faz cair o nível das aulas. É preciso ressaltar, no entanto, que aeducação no Brasil pena com algo ainda mais básico, que é o preparodos professores. Temos um claro déficit de pessoal realmentecapacitado para ensinar as crianças.
  16. 16. Veja – Qual a real dimensão desse problema?Haddad – Fizemos um levantamento cuja conclusão é desastrosa parao país. Ele mostra, por exemplo, que o número de físicos formados noBrasil nas últimas três décadas não é suficiente para atender a um terçoda demanda atual das escolas. É isso mesmo: sete de cada dezpessoas que entram em sala de aula no Brasil para ensinar a matérianão fizeram o curso de física na universidade. Essa é a realidade demuitas das crianças brasileiras, sobretudo nas escolas públicas. Emoutras matérias na área de ciências, como química e matemática, omesmo e desanimador cenário se repete.
  17. 17. Veja – O que fazer para mudar isso?Haddad – Acho que é necessário criar incentivos para que as pessoasse interessem por essas carreiras. A primeira das medidas nas quaisaposto nesse sentido é a distribuição de novas bolsas de iniciaçãocientífica. A outra é mais do que dobrar o número de escolas técnicasde nível superior do país, o que já está previsto. Com cursos deduração mais curta e direcionados para o mercado de trabalho, essasescolas conseguiram em outros países massificar o número depessoas com nível superior em todas as áreas. Tudo isso é urgentepara nós. No mês passado, a OCDE (organização que reúne países daEuropa e os Estados Unidos) divulgou um trabalho que revela que ospaíses do Primeiro Mundo formam todo ano duas vezes mais jovensem áreas de ciências do que o Brasil. Isso mostra que nosdistanciamos ainda mais do Primeiro Mundo. Mesmo assim, é precisoque se faça a ressalva, o Brasil tem excelência na produção científica.Digo isso com base nos melhores indicadores internacionaisdisponíveis. http://veja.abril.com.br/171007/entrevista.shtml. Trecho. Acesso: 12/09/10.
  18. 18. • Depois de estudar o gênero entrevista (forma, função e variação) e de ler as entrevistas de “Gabriel O pensador” e de “Fernando Haddad”, estabeleça uma comparação entre essas entrevistas, focalizando:1. Estrutura,2. Perfil do entrevistador,3. Perfil do entrevistado,4. Contexto sociodiscursivo,5. Uso da linguagem, observando a variação no uso da língua em ambas as entrevistas, em função do perfil do interlocutores (sobretudo do entrevistado) e do contexto sociodiscursivo.

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