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EstruturaA página editorial tem um estilo que acompanhaas tendências do jornal, o próprio ‘estilo’ ou“design” do jornal. E...
Estratégia de construção de um EditorialComo qualquer matéria jornalística, tem início na captação de informações concreta...
Características do EditorialEditoriais maiores e mais analíticos são chamados de artigos de fundo.O profissional da redaçã...
Novo texto da Lei de Biossegurança é um importante passoDificilmente a Câmara dos Deputados conseguirá aprovar a curto pra...
Autópsia de um fiascoO fiasco da nossa educação fundamental começa a serpercebido. Há cada vez mais brasileiros sabendo qu...
O exemplo de São Paulo           Quando o tema é a segurança pública, a cidade de São Paulo ainda é lembrada por episódios...
Exemplo a ser seguido Com determinação e presteza, o reitor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Marcos Maca ri, res...
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2° ano - Gêneros jornalísticos editorial

  1. 1. O jornal é um suporte pelo qual circulamvários gêneros - os gêneros jornalísticos.Entre os gêneros que caracterizam o jornalhá reportagem, notícia, charge, horóscopo,receita, e também o editorial.O editorial “lida com ideias, argumentos ecríticas, marcando a posição do jornal sobreos principais fatos do momento”. Assim, oleitor procurará, no editorial, assuntos derepercussão momentânea, sobre os quais ojornal irá se posicionar.
  2. 2. Texto jornalístico opinativo, escrito demaneira impessoal e publicado semassinatura, sobre os assuntos ouacontecimentos locais, nacionais ouinternacionais de maior relevância.Define e expressa o ponto de vista doveículo ou da empresa responsável pelapublicação (do jornal, revista, etc.) ouemissão (do programa de televisão ourádio).
  3. 3. EstruturaA página editorial tem um estilo que acompanhaas tendências do jornal, o próprio ‘estilo’ ou“design” do jornal. Esse ‘estilo’ é equilibrado,denso ou leve, conforme a linha do veículo.”Geralmente, grandes jornais reservam umespaço predeterminado para os editoriais emduas ou mais colunas, logo nas primeiraspáginas internas.Os boxes (quadros) dos editoriais sãonormalmente demarcados com uma borda outipos diferentes, para marcar claramente queaquele texto é opinativo, e não informativo.
  4. 4. Estratégia de construção de um EditorialComo qualquer matéria jornalística, tem início na captação de informações concretas, que se dá pelo acompanhamento do que acontece no nosso meio e no mundo, e por uma apurada percepção do que é tema de relevância no momento.Parágrafo 1 - Apresentação do tema (situando o leitor) e já com um posicionamentopontuado. Usar linguagem objetiva e vocabulário acessível.Parágrafo 2 - Contextualização do tema, e indicativos concretos do problema,apresentando dados reais, verossímeis. Mais uma vez, posicionamento sobre oassunto.Parágrafo 3 - Análise das possíveis motivações que tornam o tema relevante, comargumentos de autoridade ( opinião de especialistas que reforcem credibilidade damatéria), justificativas que reforcem o posicionamento apresentado e exemplosconcretos que ilustrem a argumentação.Parágrafo 4 – Caráter conclusivo, apresentando o posicionamento crítico final, semser impressionista. É preciso extremo cuidado para não construir editoriaismoralistas. Expor o que há de concreto, o que motiva essa afirmação, esseposicionamento.A conclusão do Editorial, principalmente, não deve esquecer o que motivou aopinião, o que se afirmou no início, sem fugir do assunto. O bom arremate opinativoé aquele que retoma o tema e traz uma projeção, aponta para uma solução, indica umcaminho ancorado em exemplos concretos.
  5. 5. Características do EditorialEditoriais maiores e mais analíticos são chamados de artigos de fundo.O profissional da redação encarregado de redigir os editoriais é chamadode editorialista.Na chamada "grande imprensa", os editoriais são apócrifos — isto é,nunca são assinados por ninguém em particular.A linguagem é formal, argumentativa, mantendo seu autor geralmenteanônimo (embora se possa encontrar editoriais assinados).O vocabulário do editorial costuma ser objetivo, as frases empregadassão curtas e não muito complexas.Os “articuladores discursivos” estão sempre presentes e sãoresponsáveis pela coesão do texto, dessa forma garantem o rigor lógicoda argumentação e do encadeamento das idéias.São produzidos por um grupo de editores, separados por assunto –política, economia, meio-ambiente... – e nem sempre todos entram emconsenso sobre o tema, embora as discrepâncias nunca sejam graves.
  6. 6. Novo texto da Lei de Biossegurança é um importante passoDificilmente a Câmara dos Deputados conseguirá aprovar a curto prazo a Lei de Biossegurança queprecisará ser votada novamente por ter sido modificada no Senado.É muito longa a pauta de projetos à espera de apreciação: além de outras importantes leis, há projetos deemendas constitucionais e uma série de medidas provisórias, que trancam a pauta.Mas, com tudo isso, é importante que os deputados tenham consciência da necessidade de conceder aoscientistas brasileiros, o mais rapidamente possível, a liberdade de que eles necessitam para desenvolverpesquisas na área das células-tronco embrionárias.Embora seja este um novo campo de investigação, já está fazendo surgir aplicações práticas concretas, quedemonstram seu potencial curativo fantasticamente promissor.Não é por outro motivo que os eleitores da Califórnia aprovaram a emenda 71, que destina US$ 3 bilhões àspesquisas com células-tronco, causa defendida com veemência por seu governador, o mais do queconservador Arnold Schwarzenegger.O caso chama a atenção porque o ex-ator, ao contrário de outros republicanos (como Ron Reagan, cujo paisofria do mal de Alzheimer), não tem interesse pessoal no desenvolvimento de tratamentos médicos paradoenças degenerativas hoje incuráveis.Apenas o convívio com pessoas como o recentemente falecido Christopher Reeve, que ficou tetraplégicoapós um acidente, ou Michael J. Fox, que sofre do mal de Parkinson, parece ter sido suficiente paraconvencer Schwarzenegger de que é fundamental apoiar a pesquisa.O projeto que retornou do Senado ainda inclui graves restrições à ciência, como a limitação das pesquisasàs células de embriões congelados há pelo menos três anos nas clínicas de fertilização — embriõesdescartados que, com qualquer tempo de congelamento, vão acabar no lixo.Também algum dia será preciso admitir a clonagem com fins terapêuticos, hoje vedada, e que éparticularmente promissora.Ainda assim, comparado com o projeto proibitivo que veio originalmente da Câmara, o novo texto da Lei deBiossegurança é um importante passo à frente. Merece ser apreciado com rapidez e aprovado pelosdeputados.
  7. 7. Autópsia de um fiascoO fiasco da nossa educação fundamental começa a serpercebido. Há cada vez mais brasileiros sabendo que tiramos Nesses textos, há asneiras irremediáveis e assuntos queos últimos lugares no Programa Internacional de Avaliação de coroariam um processo de amadurecimento intelectual.Estudantes (Pisa), uma prova internacional de compreensão Contudo, para jovens que iniciam seus estudos, são fórmulasde leitura e de outras competências vitais em uma economia certeiras para uma grande balbúrdia mental, em uma idademoderna. Sabem também dos resultados do Sistema que pede a consolidação de idéias claras e a compreensãoNacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), rigorosa e analítica do texto escrito. Embaçamos o ensino aoconfirmando plenamente esse diagnóstico moribundo do solicitar aos alunos que "reinterpretem" o pensamento dosensino. Agora, cabe fazer a autópsia do fracasso, dissecando grandes cientistas e filósofos, segundo Mortimer Adler,cuidadosamente o defunto: por que os alunos não "pedindo sua opinião a respeito de tudo".aprendem? Continua correto o conselho de Descartes de dividir oTão retumbante fracasso tem múltiplas causas. Contudo, o problema em tantas partes quantas sejam necessárias parapresente ensaio assesta suas baterias em uma causa fatal, a sua compreensão. De fato, a física de Newton émas pouco considerada. Vejamos uma constatação determinista. Nas melhores escolas, é com ela que se afia asurpreendente e assustadora: o Pisa mostrou que os alunos capacidade de análise dos alunos - inclusive na terra dosdas famílias brasileiras mais ricas entendem menos um texto autores citados. As ciências sociais adotam outroescrito do que os filhos de operários da Europa e de outros determinismo, expresso em distribuições de probabilidades.países com educação séria. Portanto, não é a pobreza dos A filosofia requer ainda mais exatidão no uso da linguagem.alunos ou das escolas que explica o vexame. Elegância e rigor precisam ser conquistados na língua portuguesa, e as primeiras lições devem ser exercícios dePor que nossos alunos não entendem um texto escrito? interpretação correta do que está escrito. Ao se enamoraremSubmeto aqui a hipótese de que reina nos impérios das idéias turvas acima citadas, nossos professores desviampedagógicos e nos autores da moda uma atmosfera que as atenções que deveriam colimar o uso judicioso dasdesvaloriza a tarefa de compreender o que está escrito no palavras e embrenham seus alunos na indisciplina dopapel. Veja-se a seguinte citação de B. Charlot: "Os saberes relativismo, do subjetivismo e da "criatividade".científicos podem ser medidos em falsos e verdadeiros, masnão os conteúdos de filosofia, pedagogia e história... (Fora O grande desafio dos ciclos iniciais de uma educação édas ciências naturais) o mundo do verdadeiro e do falso é do entender as relações entre sons, letras e significados,fanatismo, e não da cidadania". aprendendo a ler, para que se possa passar a ler para aprender. Lembremo-nos da obsessão de George Steiner, sempre em busca do sentido exato que os autores quiseram dar às palavras. Sem isso, o que vem depois é ruído, é o queOu esta outra, de E. Morin, afirmando que, "em lugar da respondem nossos alunos às questões cuidadosamenteespecialização, da fragmentação de saberes, devemos formuladas nas provas do Pisa e do Saeb. Esses miasmasintroduzir o conceito de complexidade". Critica também "o intelectuais não oferecem os alicerces para umprincípio consolidado da ciência, o determinismo - segundo o distanciamento crítico e produtivo do texto original - tarefaqual os fenômenos dependem diretamente daqueles que os que só pode vir mais adiante.precedem e condicionam os que lhes seguem". Ou ainda aafirmação de D. Lerner, de que "não faz falta saber ler eescrever no sentido convencional... Quem interpreta o faz emrelação ao que sabe... Interpretações não dependemexclusivamente do texto em si“
  8. 8. O exemplo de São Paulo Quando o tema é a segurança pública, a cidade de São Paulo ainda é lembrada por episódios sangrentos, como o massacre do Carandiru, em 1992, pelas freqüentes chacinas promovidas por policiais na periferia e pela rebelião do Primeiro Comando da Capital (PCC), em 2006. São traumas estigmatizantes, que tiveram repercussão nacional e que vêm tendo o contraponto de ações positivas, implementadas ao longo dos últimos anos e aos poucos reconhecidas em todo o país. A cidade dos massacres faz prosperar, desde o início da década, uma série de iniciativas adotadas não só pela capital, mas por todo o Estado, no sentido de reduzir a violência e a criminalidade. São políticas de segurança implementadas pelo governo do Estado, com a participação das prefeituras, de ONGs, de estudiosos e das comunidades, que podem inspirar atitudes semelhantes em outros Estados. Estados com problemas crônicos de segurança e soluções sempre adiadas com a desculpa da falta de recursos deveriam, não como simples cópia, mas como referências adaptadas às suas realidades, implementar muitas das ações dos paulistas. Em uma década, São Paulo reduziu a grande maioria dos casos de violência, com destaque para os homicídios. Caíram também os índices de assaltos e furtos de automóveis, mesmo que em seis anos a frota em circulação no Estado tenha sido ampliada em cerca de 2,4 milhões de veículos. A melhoria no perfil da segurança fez-se, sim, com mais investimentos financeiros do Estado. O conjunto de iniciativas revela que os ganhos são resultantes da sinergia entre as polícias civil e militar e da vontade de superar traumas que vinham marcando as forças de segurança paulistas como ineficientes e violentas. O Estado contratou e pôs mais 9 mil policiais nas ruas, informatizou e agilizou a circulação de informações, estimulou iniciativas comunitárias, construiu presídios e tirou das operações ostensivas o caráter apenas de reprimir e intimidar. Também deve ser inspirador outro mérito dos programas. Implementados desde o início da década, os projetos passaram de um governo para outro sem que se repetisse a lamentável prática de um sucessor depreciar e descartar idéias do antecessor. Tanto que os pontos centrais das ações são mantidos até hoje. É evidente que medidas de combate à violência devem levar em conta o contexto social e que não se deve ver o Estado como o melhor dos mundos na área da segurança, até porque o confronto com o tráfico de drogas ainda não obteve o êxito esperado. O que importa é que, além das estatísticas, o sentimento de mudança está no cotidiano da população e nas reações das próprias comunidades ao que vem sendo feito. Os cidadãos confiam mais nas suas polícias. A recuperação da credibilidade e da autoridade de órgãos e quadros da segurança pode ser, em meio a tantos benefícios, o mais alentador resultado do que se faz em São Paulohttp://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.j
  9. 9. Exemplo a ser seguido Com determinação e presteza, o reitor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Marcos Maca ri, resolveu em apenas umasemana o problema da invasão do prédio da Faculdade de Ciências e Letras, no campus de Araraquara. Depois de distribuiruma esclarecedora nota oficial à comunidade acadêmica, comunicando que não negociaria com os estudantes sob coação,exigindo do corpo discente “respeito à civilidade” e afirmando que ocupações de prédios públicos “são desrespeito ao Estadode Direito”, Macari impetrou uma ação de reintegração de posse. E, assim que ela foi deferida, solicitou à Polícia Militar (PM)que promovesse a desocupação o mais depressa possívelA rapidez com que o reitor agiu pegou os 120 invasores de surpresa. Eles não reagiram à ação da PM, realizada namadrugada de quarta-feira. Presos em flagrante, os estudantes passaram por exame de corpo de delito no Instituto MédicoLegal e foram levados para uma delegacia, onde foram fichados, prestaram depoimento e responderão a inquérito criminal.Segundo o advogado Jorge Bedran, indicado pela seccional da OAB para acompanhar a operação, a polícia procedeu deforma correta, dentro da legalidade e sem violência. Após colher os depoimentos, a Polícia Civil realizou uma perícia naFaculdade de Ciências e Letras, para avaliar os prejuízos causados, e começou a preparar as provas e a documentação queserão enviadas ao Ministério Público estadual, encarregado de processar os estudantes por crime de invasão de patrimôniopúblico e desobediência a ordem judicial.A conduta do reitor Marcos Macari, que vem agindo com a mesma determinação para desocupar as unidades da Unesp quese encontram invadidas nas cidades de Ourinhos, Rio Claro, Assis e Franca, está servindo de exemplo para dirigentes deinstituições estaduais e federais de ensino superior cujas instalações foram ocupadas por motivos partidários e ideológicos. Éo caso do reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge, que já obteve autorização judicial para a reintegração de posse do prédio dadiretoria acadêmica e prometeu punir os invasores com sanções que vão de suspensão a expulsão.O caso mais grave continua sendo o da USP, onde a invasão da Reitoria completa 50 dias, com os alunos ameaçandobloquear os portões de acesso à Cidade Universitária. A invasão ocorreu no início de maio e teve a participação de 200 dosmais de 80 mil alunos da instituição. Mesmo assim, a reitora Suely Vilela aceitou negociar importantes mudanças na maioruniversidade do País, como a revogação do prazo de jubilamento, com um grupo estudantil sem qualquer representatividade.Como os invasores foram substituindo suas reivindicações e exigências à medida que elas eram aceitas pela reitora, elaacabou perdendo o controle da situação, a ponto de os invasores terem procurado o secretário de Justiça, Luís AntonioMarrey, para atuar como interlocutor junto ao governo estadual. A professora Suely também demorou para ingressar com umaação de reintegração de posse. E, quando a Justiça acolheu o pedido de desocupação, ela passou a adiar a execução daordem judicial. O exemplo acabou estimulando invasões em outras universidades públicas, a pretexto de defender a“autonomia universitária”, por minorias estudantis confiantes de que nada lhes aconteceria.Com sua firme atuação na desocupação do prédio da Faculdade de Ciências e Letras, no campus de Araraquara, o reitor daUnesp mostrou que, quando dirigentes universitários agem com firmeza, a baderna estudantil tem limite e alunos que incorremno Código Penal, independentemente da justificativa política que dão às suas transgressões, têm de arcar com asconseqüências de seus atos. Extraído de O Estado de São Paulo, 22/06/2007

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