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Artigo copa 2014

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Artigo científico para o 2° ano

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Artigo copa 2014

  1. 1. COPA 2014 – O ESTÁDIO DO MINEIRÃO E DIRETRIZES DE SUSTENTABILIDADE NA PRIMEIRA COPA VERDE DO MUNDO Alyne Ferreira Guedes (1); Ana Carolina de Oliveira Veloso (2); Ana Cecília Moreno (3); Marianna Costa Mattos (4); Roberta Vieira Gonçalves de Souza (5) (1) e (2) Arquitetas, mestrandas em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável; (3) e (4) Arquitetas, especialistas em Sustentabilidade e alunas eletivas do mestrado em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável;(5) Profa. Dra. do Departamento de Tecnologia da Arquitetura e do Urbanismo da Escola de Arquitetura da UFMG, Coordenadora do mestrado em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável. Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Arquitetura, Programa de Pós-graduação em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável.1. INTRODUÇÃOEstamos presenciando uma época importante e decisiva na mudança de paradigma daarquitetura, por meio da busca pela sustentabilidade e de sistemas tecnológicos inovadores quegeram desempenho e mais autonomia aos edifícios. A Copa de 2014, que será realizada noBrasil, possui a finalidade de referenciar este grande acontecimento como a primeira “copa verde”do mundo com a recomendação de que todos os estádios estejam em conformidade com acertificação Leed – Leadership in Energy and Environmental Design.A Copa do Mundo teve início em 1872, com amistosos entre as comunidades britânicas. Em maiode 1904 foi criada a FIFA – Federação Internacional da Associação do Futebol, a qual começou atraçar diretrizes para os eventos que fossem realizados. Nesta época, a FIFA contava com setepaíses associados: França, Bélgica, Dinamarca, Holanda, Espanha, Suécia e Suíça. Hoje sãomais de 213 países presentes nesta associação. Em 2007 foi publicada pela Federação a 4°Edição do Manual de Especificações Técnicas para Estádios de Futebol, a qual será utilizada parasubsidiar as prioridades de projeto e planejamento da Copa de 2014. Neste Manual constamexigências como: decisões de pré-construções referentes às dimensões mínimas e capacidade depúblico; orientação do campo, bem como a área do jogo relativo ao tamanho, à grama, àsarquibancadas; orientação das tribunas para mídia; diretrizes para segurança pública, conforto ehospitalidade; localização dos estacionamentos, vestiários e acessos; diretrizes referentes àenergia e iluminação e também o Green Goal, que é um programa com foco na sustentabilidade,voltado para a redução das emissões de CO2 em seus eventos.Ao relacionar as datas de surgimento da Copa do Mundo e do conceito de sustentabilidade, épossível refletir se este momento, em que se busca a inserção da sustentabilidade em uma Copado Mundo, é realmente inédito, visto que não é um assunto recente, assim como a Copa não é umepisódio novo, como já foi referenciado.Em 1987 surgiu através do Relatório Brutland – intitulado também como Nosso Futuro Comum(Our Common Future) – a idéia de desenvolvimento sustentável o qual foi conceituado comosendo "o atendimento das necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de asgerações futuras atenderem as suas próprias necessidades". A partir daí, foi ampliando diretrizespara adoção deste conceito através de conferências e outros documentos importantes como oProtocolo de Quioto, elaborado em 1997 com exigências mais rígidas relativas ao efeito estufa eao aquecimento global. Todavia, a idéia de sustentabilidade atual deve considerar trêsabordagens fundamentais as quais devem ser levadas em conta para que de fato sejaconcretizada esta idéia: a esferas social, econômica e ambiental, de modo que projetossustentáveis devem dar garantias de atendimento a todos os grupos humanos, sem distinçãosocial e valores culturais, assim como deve ser viável economicamente e, em especial, preservara biodiversidade de os recursos naturais, buscando o mínimo de impacto ao meio ambiente.O LEED, que constitui o selo de certificação para edifícios sustentáveis está sendo recomendadopela FIFA para que todos os estádios estejam aptos à adoção do mesmo. Este selo foi criado, no
  2. 2. ano de 2000, pela U.S. Green Building Council (USGBC), uma organização sem fins lucrativoscriada nos Estados Unidos e com representação em diversos países. Por ser um selo dereconhecimento internacional, o mundo todo poderá ter o conhecimento das técnicas sustentáveise da eficiência dos estádios. A idéia principal da certificação é a busca por medidas construtivasmais sustentáveis determinadas através de critérios como: localização, inovação e processo doprojeto, eficiência no uso da água e no tratamento de esgoto, redução no consumo de energiacom o uso de fontes renováveis, o uso de materiais e recursos e a qualidade do ambiente interno.2. A MODERNIZAÇÃO DO ESTÁDIO MINEIRÃOA proposta para a modernização do Estádio do Mineirão (estádio Governador Magalhães Pinto)em Belo Horizonte segue as recomendações da FIFA para a criação das Ecoarenas, que seria osestádios ecológicos/verdes. A idéia é que, assim como o Mineirão, todos os estádios brasileirossejam construídos de forma a causar o menor impacto ambiental possível, sem desperdício demateriais e com maior eficiência energética.A proposta do arquiteto Gustavo Penna foi qualificar o diálogo com a paisagem cultural da regiãoe integrar o projeto ao conjunto Urbanístico-Arquitetônico da Lagoa da Pampulha. As váriassoluções sustentáveis que foram pretendidas foram com o intuito de minimizar o impacto doedifício no meio ambiente, tais como: implantação de painéis fotovoltaicos na cobertura,reaproveitamento de água pluvial, sistemas eficientes de iluminação e condicionamento de ar,utilização prioritária de materiais certificados e regionais, dentre outros que serão explicitados nopróximo item.3. CRITÉRIOS DE SUSTENTABILIDADE3.1. Prevenção da poluição nas atividades de construçãoA maioria das atividades de uma obra provoca poluição, através da emissão de materiaisparticulados (poeira, fumaça, fumo e névoa) e de outros gases poluentes, como o CO 2 (gáscarbono) e o SO2 (dióxido de enxofre), que estão presentes em atividades desde a terraplanagematé a execução de acabamentos. Segundo Resende (2007), a “movimentação de terra e osprocessos de quebra, corte e perfuração, são grandes fontes potenciais geradoras de poluição",bem como o armazenamento e o transporte inadequado dos materiais. Entretanto, técnicassimples podem conferir um efeito satisfatório na prevenção de poluentes e na qualidade do ar e dosolo, durante e após a execução.Uma das técnicas é a reciclagem ou o reaproveitamento dos materiais utilizados na obra e, emcasos de demolição, é importante o uso de uma barreira física e a aspersão com água durante oprocesso, minimizando a emissão da poeira e outras partículas poluentes. A transferência da terrada retroescavadeira para caçambas dos caminhões deve ser feita a uma altura menor, a fim dereduzir a quantidade de poeira que é dissipada no ambiente. A lavagem dos pneus dos caminhõesantes de sair do canteiro de obra também evita a poluição, pois a lama deixada pelas ruas, aosecar, é levada pelos ventos entrando em contato com a atmosfera. (Resende, 2007)Impedir a erosão do solo que ocorre devido aos desgastes do terreno receptor das atividades deconstrução, também é uma das formas de prevenir a poluição. O terreno natural contém matériaorgânica, nutrientes e a biodiversidade de micróbios e insetos, os quais controlam asenfermidades e pragas e conferem um equilíbrio na vida vegetal, além de regular a drenagem daágua. Contudo, a ação das chuvas e o freqüente tráfego de veículos durante a execução da obrafavorecem o enfraquecimento do solo causando o assoreamento e a perda de todo o equilíbriovegetal contido no mesmo. Este fato pode restringir a viabilidade de plantios futuros, demandandoo aumento de fertilizantes, irrigação e pesticidas, os quais, levados pela ação das chuvas, podemcausar a poluição dos rios e lagos, próximos à edificação. De acordo com Daniela Corcuera,arquiteta auditora das certificações Acqua e Leed, uma forma eficaz de evitar esta poluição éplantar uma gramínea de rápido crescimento durante as atividades de construção, que irápreservar o terreno natural e o equilíbrio vegetal do mesmo. Além da gramínea pode-se utilizar
  3. 3. “cascas de árvores, pedriscos, palha ou mantas plásticas para cobrir e reter o solo”.13.2. Gestão de resíduos da obraAtualmente existe o projeto de gerenciamento de resíduos em obras com grandes percentuais deentulhos, o qual é formalizado conforme a Resolução CONAMA n° 307, através de um documentoescrito e apresentado, junto com o projeto da edificação, ao órgão competente a esta exigência.Segundo os profissionais do SindusCon-SP, esta atividade deve integrar os seguintes agentes, osquais irão participar deste processo que acontece dentro e fora do canteiro de obra, são eles: oórgão público municipal (responsável pelo controle e fiscalização); os geradores de resíduos(responsáveis pela observância dos padrões previstos na legislação específica); e ostransportadores (responsáveis pela destinação aos locais licenciados). Este processo de gestãorequer uma seqüência de atividades – planejamento, implantação e monitoramento – que irásubsidiar o trabalho e todo o controle dos resíduos internos e externos à obra. Dentre asatividades é fundamental que haja a remoção e destinação dos resíduos, bem como a reutilizaçãoe reciclagem dos materiais possíveis de tais ações, a triagem através da coleta seletiva em quatroclasses estabelecidas, a garantia do confinamento até o transporte, e por fim a manutenção eacompanhamento acerca de resíduos perigosos. Segundo a Resolução CONAMA n° 307, asquatro classes de resíduos da construção civil citadas acima são os resíduos recicláveis comoagregados (componentes de pavimentações, componentes cerâmicos e peças pré-moldadas);recicláveis com outras destinações (plásticos, papéis, metais, vidro, madeiras e outros); resíduosperigosos e não recicláveis.A gestão de resíduos possibilita aspectos positivos dentre os quais estão a redução dodesperdício, o reaproveitamento dos resíduos dentro da obra, a limpeza e organização doscanteiros e a redução dos riscos de acidentes de trabalho. Dentre os aspectos críticos pode-sedestacar o treinamento de mão-de-obra, o atendimento insatisfatório das empresas de coleta, ocontrole de registro da destinação dos resíduos e o comprometimento com estas atividades até ofinal da obra.3.3. Priorização do uso de materiais regionais, com conteúdo recicladoA utilização de materiais regionais gera um benefício ambiental, bem como social e econômico.Tal prática estimula o desenvolvimento regional devido à demanda de trabalho e à movimentaçãoda economia local; dispensa o longo transporte para a entrega dos materiais, reduzindo a emissãode poluentes e CO2; reduz o desperdício; e, na maioria das vezes, é mais barato pela produçãocontígua ao local da obra.Grande importância se dá igualmente aos materiais recicláveis e/ou reciclados, os quais viabilizama utilização racional dos recursos naturais, garantindo a permanência e disponibilidade destes pormais tempo.No entanto, alguns pré-requisitos são balizados pelo Green Building Council Brasil (LEED), comoa distância entre o local da obra e o fornecedor em um raio máximo de 800Km e também autilização de no mínimo 10% de materiais sustentáveis na edificação.A adoção pelos reciclados não precisam, necessariamente, partir externamente à obra, de modoque os próprios resíduos gerados na mesma podem ser reaproveitados ou reciclados. Estesresíduos são decorrências de atividades de demolição e quebra ou de desperdícios gerados nocanteiro de obras. Alguns exemplos de materiais residuais em construções são o concreto,estuque, telhas, metais, madeira, gesso, aglomerados, pedras, carpetes entre outros. Porém,segundo Informativo Recicloteca (1999), os materiais a serem reciclados “devem ser submetidos auma avaliação do risco de contaminação ambiental, possível de ser ocasionada durante o ciclo devida do material e após sua destinação final”2. Entulhos de obras podem ser reaproveitadostambém em obras de infra-estrutura urbana como pavimentação de estradas e vias de acesso.1 http://www.casaconsciente.com.br/pdf/prevencao_poluicao_construcao.pdf2 Disponível em: <http://www.recicloteca.org.br/outros.asp?Ancora=2> Acesso em 29 Nov. 2010.
  4. 4. Em Belo Horizonte cerca de 50% de resíduos coletados diariamente é advindo da construção civil.Devido a isto, a Superintendência de Limpeza Urbana de Minas Gerais (SLU) implantou algunspostos de reciclagem para reduzir pontos clandestinos de descartes e aumentar a vida útil dosaterros sanitários. Esta iniciativa estimula a utilização destes reciclados, principalmente no setorda construção civil e reduz o impacto que a grande quantidade de resíduos causa ao meioambiente e à infra-estrutura urbana.No projeto do Mineirão para a Copa de 2014, “os resíduos gerados nas primeiras demolições(concreto armado, alvenaria, blocos e argamassa), estão sendo usados na construção de rampasde acesso ao interior do estádio para as máquinas” 3 e até mesmo em outras obras de infra-estrutura de Belo Horizonte. O concreto resultante da demolição de parte do estádio, na obra de“retrofit” será encaminhada para a Usina de Reciclagem da Prefeitura de Belo Horizonte com oobjetivo de aproveitar este concreto reciclado na construção de passeios, calçamento de ruas ecomo base para a aplicação do asfalto. Já a terra retirada para o rebaixamento de três metros doestádio (68,8 mil metros cúbicos de terra) será aproveitada na requalificação do Ribeirão Arrudas,que será executada pelo DEOP – Departamento de Obras Públicas do Estado de Minas Gerais.Outra medida de reaproveitamento será realizada pelos assentos das arquibancadas, dos quais80% serão doados para cinco estádios diferentes no estado de Minas gerais. A grama tambémserá reaproveitada num projeto social do Governo do Estado para jovens, o PlugMinas.3.4. Conforto térmico e ventilação naturalA condição de conforto térmico é função da atividade desenvolvida pelo indivíduo, seumetabolismo, sua vestimenta, sua adaptação climática e das variáveis do ambiente, comotemperatura e umidade. É papel da arquitetura considerar tais variáveis na concepção de umedifício, garantindo ambientes que sejam adaptados à zona bioclimática onde se inserem. Issosignifica otimizar as condições de conforto do edifício por meio de estratégias de projeto,adequando-os aos condicionantes climáticos locais.Num cenário de crescente preocupação com a sustentabilidade, a utilização da ventilação naturalé um aliado para o alcance da eficiência energética. É um sistema passivo para conforto térmico,que pode evitar o uso do ar-condicionado, reduzindo a temperatura percebida, em função daevaporação do suor da pele e trocas convectivas entre a corrente de ar e o corpo humano.É importante ressaltar que há distinção do que é termicamente aceitável em ambientesclimatizados e ventilados naturalmente. Segundo Figueiredo e Frota (2008), o usuário toleramaiores flutuações nas condições ambientais se tiver maior controle sobre elas.A ventilação natural é essencial para a configuração de ambientes saudáveis, por manter aqualidade interna do ar. De acordo com Frota e Schiffer (1999), "A ventilação natural é odeslocamento do ar através do edifício, através de aberturas, umas funcionando como entrada eoutras, como saída". Sendo assim, a dimensão e posição das aberturas devem ser adequadaspara propiciar um fluxo de ar no ambiente e renovações constantes.A adoção desses sistemas passivos de conforto térmico desde a concepção inicial do projeto éuma das formas para se obter um melhor desempenho térmico da edificação. Com isso, fará comque reduza o consumo de energia com a utilização do sistema de ar dentro das galerias e cabinesdo Estádio do Mineirão.3.5. Sistemas de iluminação mais eficientes e de menor impacto ambientalA qualidade da luz é decisiva, tanto no que diz respeito ao desempenho das atividades, quanto àinfluência que exerce no estado emocional e no bem-estar dos seres humanos.A adequação de dimensionamento e forma de aberturas deve garantir o melhor aproveitamentoda iluminação natural. Complementando ou substituindo-a, quando necessário, a iluminação3 Disponível em: <http://www.gestaoderesiduos.com.br/residuo-construcao-civil.php?id=888> Acesso em 22Nov. 2010.
  5. 5. artificial deve ser utilizada para que se atinjam níveis adequados, de acordo com a tarefadesenvolvida em determinado ambiente.Alguns recursos podem ser utilizados para tornar o sistema de iluminação mais eficiente,reduzindo a potência instalada. A pintura das paredes e mobiliário de cor clara, por exemplo,aumenta a refletância do ambiente. Superfícies capazes de modificar a distribuição ou aintensidade da luz, como refletores presentes em luminárias, otimizam sua ação. A utilização dapotência instalada pode ser reduzida, ainda, pela divisão do sistema de iluminação em circuitos deacionamento independente.O retrofit de prédios antigos como o Mineirão, com a substituição de seus sistemas por outros comtecnologia mais avançada e baixo consumo é também um grande fator de economia. Lâmpadasfluorescentes, por exemplo, são mais eficientes e emitem menos calor que as incandescentes,reduzindo também a necessidade de condicionamento do ar. Lâmpadas LED geram economiaainda maior e possuem grande ciclo de vida, reduzindo o descarte de materiais.A automação predial, que proporciona funcionalidades sem intervenção do usuário, traz conforto esegurança, além de garantir o uso mais racional dos recursos. Equipamentos como variadores deluminosidade, sensores de presença, detectores de obstáculos e sensores de luz naturalcontribuem para a eficiência energética.Com todos estes recursos, é importante que o usuário receba treinamentos pré-ocupação, nosentido de saber controlar os recursos disponíveis e, o que é mais importante, conhecer suacondição de conforto e se conscientizar da importância da utilização racional dos recursos.3.6. Medição de energia setorizadaPara que os sistemas de energia alternativa e o da energia vinda da concessionária sejam bemempregados, eles devem ser operacionalizados pra que o se obtenha um bom desempenho dosistema. Verificar e certificar que esses sistemas empregados na área de energia estãoinstalados, calibrados e com as características de desempenho conforme o especificado é umcontrole feito pelo comissionamento do edifício. É através dele que se controla os sistemas de: • Aquecimento, Ventilação, Ar Condicionado e Refrigeração (mecânicos e passivos), assim como os seus respectivos sistemas de controle; • Iluminação e seu respectivo sistema de controle; • Sistemas de Água Quente (para uso doméstico); • Sistemas de Energia Renovável (eólica, solar, etc.).Os benefícios do comissionamento para as edificações, principalmente para o Estádio doMineirão, incluem a redução do consumo de energia, custos operacionais menores, menorquantidade de chamadas aos instaladores para reparos/ correções, melhor documentação emelhoria na produtividade dos usuários. Assim, com esse gerenciamento da energia pode-seidentificar as estratégias de redução de custos e as oportunidades de melhoria de desempenho dosistema.De acordo com a equipe do LEED para a regionalização no Brasil (2009), “O conceito decomissionamento no Brasil ainda não está bem definido e normalmente é confundido com asatividades de fiscalização do projeto ou inspeção. (...) Além disso, é importante que a atividade decomissionamento seja vista como uma atividade de qualificação de todo o processo (incluindo oprojeto e a instalação), tendo como referência a expectativa do Proprietário.”3.7. Painéis fotovoltaicos na coberturaPara suprir a demanda extra de energia devido a Copa do Mundo, com os hotéis e os jogosrealizados no Mineirão, a CEMIG em parceria com a empresa GMP, propôs o projeto do MineirãoSolar – que será uma usina fotovoltaica, aproveitando a cobertura do estádio para gerar, entregare comercializar a energia elétrica via rede de distribuição da empresa. Segundo Rüther (2004), “doponto de vista da eficiência energética, estes sistemas podem ser considerados bastantes ideais,
  6. 6. visto que geração e consumo de energia têm coincidência espacial minimizando assim as perdaspor transmissão comuns aos sistemas geradores centrais tradicionais”.O potencial da energia solar fotovoltaica no Brasil é muitas vezes superior ao consumo total deenergia elétrica no país (RUTHER, 2004). O grande obstáculo sofrido para a implantação decoberturas geradoras de energia nos estádios da Copa do Mundo de 2014 está no custo deinstalação e manutenção dos painéis fotovoltaicos, que são superiores ao da energiaconvencional da hidroeletricidade.Geller (2003) destaca como barreira ao uso de energia renovável, a limitada infra-estrutura defornecimento. A produção de várias tecnologias de energia renovável ainda não sãosuficientemente grandes para obter economia de energia em grande escala. “Módulos solaresfotovoltaicos, por exemplo, ainda apresentam custos de tal magnitude que a demanda érelativamente pouco flexível e limitada a um pequeno número de aplicações específicas, apesarde estarem se intensificando esforços para amplamente promover e instalar sistemasfotovoltaicos.” (Oliver e Jackson at Geller) Ocupação 48% na cobertura de laje de concreto: 3614 módulos fotovoltaicos – 520 kWp de energa gerada Ocupação 46% na cobertura de policarbonato: 3456 módulos fotovoltaicos – 498 kWp de energia gerada FIG 01: Potencial de energia a ser gerada no Mineirão – Belo Horizonte - MG Fonte: http://www.copa2014.org.br/ e modificado pelos autoresDe acordo com Salamoni (2009), considerando a dimensão do território brasileiro, a diversidadede recursos disponíveis e a composição atual da matriz energética, a utilização da energia solarFotovoltaico deve ser analisada sob um critério de complementação e não de substituição dasfontes convencionais. Ou seja, de modo estratégico, deve-se entrelaçar as fontes renováveis e asconvencionais a custos competitivos, tentando atender, além do equilíbrio ambiental, a segurançano fornecimento. Assim, a utilização dessa tecnologia para o evento da Copa do Mundo, evitará asobrecarga de energia da rede convencional e introduzirá em uma maior escala, fontesalternativas de energia no Brasil.3.8. O calor produzido pelos chillers (água quente) será utilizado para aquecer a água potável dos chuveiros dos vestiáriosComo uma forma alternativa de economia de energia, pretende aproveitar o calor produzido peloschillers utilizados nas tribunas e áreas vips do Estádio do Mineirão para aquecer a água potáveldos chuveiros e vestiários. Esse processo intitulado co-geração, consiste no aproveitamento localdo calor residual originado nos processos termodinâmicos de geração de energia elétrica, que deuma outra forma seria desperdiçado.Segundo Jannuzzi e Swisher (1997) “do ponto de vista energético, a co-geração reside nas altaseficiências globais de conversão, da ordem de 75-90%, muito superiores àquelas alcançadas porsistemas independentes de calor e potencia. Nesse sentido, a co-geração, pode ser entendidacomo uma tecnologia energética eficiente e, do ponto de vista do sistema elétrico, como umaopção de geração descentralizada, nos setores industrial e comercial”.A vantagem de uso dessa tecnologia é que menos combustível fóssil é queimado para produzir a
  7. 7. mesma quantidade de energia (elétrica + térmica), mas o que se deve sempre fazer é aviabilidade econômica do sistema, de modo que o ganho obtido na redução de custos venha a sersuficiente para propiciar retorno, em prazo compatível, ao investimento a ser realizado. Pois comoafirma Jannuzzi e Swisher (1997), embora seja simples em seus princípios, a co-geração é umatecnologia complexa dentro de um processo produtivo ou num sistema energético, em função dasmúltiplas funções associadas e dos interesses que podem ser afetados.3.9. Eficiência no uso de águaObserva-se em diversos segmentos no cenário mundial grande e crescente preocupação emtorno do meio ambiente no planeta evidenciados através de diversos problemas como a escassezde recursos naturais, poluição ambiental, insuficiência energética, elevação da temperatura global.Neste contexto a água, vital a existência humana e manutenção do meio ambiente, é um dosrecursos mais ameaçados. Isso indica que algo deve ser feito por meio da redução do consumo ede práticas autossuficientes seja pela mudança de atitudes ou pelo emprego de tecnologiasinteligentes. A Agenda 21 (2001) sugere a gestão do uso da água e a procura por alternativas deabastecimento, tais como o aproveitamento das águas pluviais, a dessalinização da água do mar,a reposição das águas subterrâneas e o reuso da água como práticas que favorecem odesenvolvimento sustentável.3.9.1. Redução no Consumo de Água potável para louças e metaisSegundo a ANA (2005), a maneira como a água é disponibilizada através dos metais, chuveiros,louças sanitárias e dispositivos hidráulicos estão entre os fatores determinantes no consumo totalde água em uma edificação. Dessa forma, em um cenário que preconiza a redução no consumode água como uma das práticas relevantes à sustentabilidade ambiental, existem séries destesequipamentos que tanto atendem as necessidades dos usuários como também favorecem oconsumo racional da água nas atividades a que se relacionam.No projeto do Mineirão para a Copa de 2014 está previsto o emprego destes equipamentos,dentre as práticas para uso racional da água. Nos quais, o mecanismo de funcionamento sebaseia em dispositivos controladores da vazão de água e de fechamento automático.Para tanto, as torneiras e duchas devem ser do tipo hidromecânica ou com sensor. Nas torneirase duchas hidromecânicas este dispositivo é regulado em função da pressão no ponto acionadopelo usuário em uma válvula localizada na própria torneira ou no piso, em que é estabelecido umtempo para o ciclo de funcionamento. Nas que possuem sensor, o acionamento e ciclo defuncionamento se dá por um sensor que ao captar a presença é acionado e então mantido seuciclo enquanto captar presença.As bacias sanitárias podem requerer dispositivos para acionamento de descarga ou já serem decaixa acoplada, que requerem 6 litros para funcionamento da descarga (menos do que umaconvencional). No entanto podem ser empregados dispositivos para acionamento da descargaque conferem economia de água, as válvulas “dual flush” e de sensor. As válvulas “dual flush”possibilitam dois tipos de acionamento, onde um resulta em um ciclo completo para descarga deefluentes sólidos e outro em meio ciclo somente para limpeza da bacia com efluentes líquidos.Este sistema pode ser empregado também nas bacias com caixa acoplada. As válvulas comacionamento por sensor de presença requerem que o usuário permaneça por um tempo no raiode alcance do sensor, para então o sistema ser acionado, e somente após a saída do usuário doraio de alcance é efetuada a descarga.O emprego destes equipamentos ao longo do Mineirão é substancial para a gestão sustentável doempreendimento, visto que o consumo de água no estádio é uma das atividades mais impactantesao meio ambiente ao longo do seu uso e operação.3.9.2. Reutilização de Água Pluvial
  8. 8. O processo de reutilização das águas pluviais consiste na captação destas águas por meio deáreas de uma edificação como telhados e pátios de estacionamento, seguidos peloarmazenamento e tratamento para então serem destinadas ao consumo. Esta água pode serdestinada aos mais diversos fins em uma edificação, como irrigação de áreas verdes, torres deresfriamento de sistemas de ar condicionado, lavagens de pisos e descarga em bacias sanitárias.Basicamente para implantação deste sistema deve ser feita um estudo acerca da pluviosidade dolocal, determinação da área a ser coletada e coeficiente de escoamento superficial, caracterizaçãoda qualidade da água, projetos dos reservatórios de descarte e armazenamento eestabelecimento do sistema de tratamento e distribuição (GOULARD,2010).Segundo ANA (2005), o emprego de sistemas de captação de água de chuva é uma das práticasque mais viabilizam o uso racional da água em uma edificação. Dessa forma, no Mineirão seráincorporada tecnologia para viabilizar a captação das águas de chuva no estádio por meio dacobertura, que será destinada a irrigação do campo e descarga nas bacias sanitárias e nosmictórios. Está água será armazenada em reservatório, onde serão conduzidas às unidades detratamento para em seguida ser distribuída nas funções a que se destinam e para irrigação dolençol freático. O projeto do sistema prevê autonomia do sistema em relação a utilização de águapotável ao longo de todo o ano.Neste sistema o reservatório de armazenamento é o componente mais dispendioso do sistema decoleta e armazenamento, onde este deve ser dimensionado de forma criteriosa para que hajaviabilidade. Com relação ao tratamento, este deve ser de acordo com o destino a que seráutilizado a água. Para tanto, para os fins a que são comumente utilizadas, são empregadostécnicas de tratamento que consistem de sedimentação simples, filtração simples, desinfecçãocom cloro ou luz ultravioleta.A utilização deste sistema para captação e utilização das águas pluviais no estádio, favoreceráimensamente a racionalização do consumo de água no Mineirão e consequentemente asustentabilidade. Pois, além de favorecer o ciclo natural da água no planeta, não gera odesperdício de água potável por meio de atividades que não necessitam.3.10. Fácil acesso ao transporte públicoTem-se ao longo da maioria dos países, uma população tipicamente com urbana, instalada emtorno instalada em torno de cidades e grandes centros, significando uma dependência intrínsecada vida humana ao ambiente edificado destas cidades (EDWARDS, 2004).Dessa forma, é inerente que ao longo deste cenário haja um intenso fluxo de pessoas quenecessitam se deslocar ao longo das cidades para a realização de suas atividades cotidianas. Naqual é necessária a utilização de meios de transporte como carros, barcos, metrô, ônibus,bicicletas para realizar este deslocamento devido às proporções da área edificada.A conveniência mundial no quesito transporte é para as soluções que envolvam o transportecoletivo, devido a diversos motivos que vão desde a maior agilidade que confere ao sistema viário,menor no consumo de energia principalmente quando aliados à sistemas que empregam fontesalternativas, redução da emissão de gases poluentes entre outros.Entretanto um dos grandes entraves à implantação de sistemas coletivos de transporte,enfrentados principalmente pelos países processo de desenvolvimento, como o Brasil, é adensidade e a forma como a malha urbana das cidades é estruturada. Em Belo Horizonte, énecessário que sejam realizados investimentos em infra-estrutura como o caso do metrô, políticase programas de conscientização à população sobre os benefícios dos meios coletivos emdetrimento do transporte particular e também em planos urbanísticos que visem o fácil acesso aosistema.Dentre as práticas requeridas para a viabilidade destes investimentos podemos destacar:implantação de metrôs e trens urbanos, eficiência no sistema de ocupação, adequação dapaisagem urbana com implantação de ciclovias, eixos de deslocamento preferenciais parapedestres, melhor distribuição dos equipamentos urbanos na malha, conforto e segurança dosmeios de transporte, acesso rápido e seguro aos pontos de embarque e desembarque e outros.
  9. 9. No entanto, o planejamento do sistema de transporte de Belo Horizonte em relação a Copa de2014 e o Mineirão envolvem apenas estratégias de transporte terrestre, que privilegia o transportepor veículos automotores como carros e ônibus. Amplo pátio de estacionamento e reestruturaçãode uma das principais vias de acesso ao estádio, a Avenida Presidente Antônio Carlos, estãoentre as práticas de viabilização do sistema de transporte. Pontos de ônibus serão viabilizados noentorno, porém de forma isolada, sem estreitar o acesso ao estádio. O transporte por meiosalternativos também serão incentivados pela utilização de bicicletas e veículos de baixa emissão econsumo, porém em uma escala menor.Neste contexto, ao se considerar o sistema de transporte como um todo nota-se que este está emdesacordo com as práticas de sustentabilidade. O transporte por veículos automotores é grandeconsumidor de energia e emissor de gases poluentes na atmosfera. Além disso, tem-se areestruturação de uma Avenida em detrimento a outras práticas mais viváveis do ponto de vista dafacilidade ao acesso e da sustentabilidade.4. CONCLUSÃOUm empreendimento sustentável é aquele ecologicamente correto, economicamente viável,socialmente justo e culturalmente aceito. Não bastam soluções tecnológicas, sem que nestasestejam inseridas variáveis sócio-econômicas.Portanto, vale refletir se a Copa de 2014 será verdadeiramente sustentável. Se, passados oseventos, os grandes estádios construídos de forma “sustentável” possibilitarão a continuidade dafunção social, através de seu uso pela comunidade, bem como a continuidade do latejoeconômico.Para o mundial de 2014, o objetivo é que as arenas sejam complementadas, reequipadas erevitalizadas. A conectividade urbana e a integração com a comunidade também devem sergarantidas. O País e as cidades-sede dos jogos, ao serem escolhidos, ratificaram um termo decompromisso com a FIFA, comprometendo-se a entregar as obras de mobilidade urbana antes doinício da operação das arenas. Assim, deverá ser desenvolvido todo um aparato de infra-estruturade transporte intraurbano, inter-regional e internacional.Espera-se, portanto, que vários empreendimentos venham a reboque, como novos bairros, hotéis,edifícios de escritórios, equipamentos públicos, hospitais, shopping centers, entre outros.Configura-se, desta forma, o legado que o evento Copa 2014 pode deixar para o país.A FIFA contribuiu para a realização da “Copa Verde”, ao apontar como extremamenteaconselhável que as arenas busquem certificações ambientais. Embora a elaboração de umprojeto sustentável não esteja necessariamente vinculada à certificação, a importância dascertificações se dá no fato de permitir que toda a população identifique produtos que apresentemcaracterísticas desejáveis. Os projetos devem pautar-se por impactar o mínimo possível o meioambiente durante a execução das obras e, principalmente, durante a operação das arenas.Para promover a sustentabilidade, temos que mudar a direção de nossos olhares. Como disseAlbert Einstein, “o mundo não vai superar sua crise atual usando o mesmo pensamento que criouessa situação”.5. REFERÊNCIASANA – Agência Nacional de Águas, Conservação e Reúso da Água em Edificações, Brasil, 2005.CORCUERA, D. Arquitetura Sustentável: Prevenção da Poluição no Canteiro de Obras. Artigodisponível em: <http://www.casaconsciente.com.br/pdf/prevencao_poluicao_construcao.pdf>Acesso em 21 Nov. 2010.CREA-MG. Sustentabilidade e eficiência energética no ambiente construído. Belo Horizonte, 2009.51p.EDWARDS, Brian. Guia básica de la sostenibilidad. Barcelona: GG, 2004. 120p.
  10. 10. FIGUEIREDO, Cíntia Mara; FROTA, Anésia Barros. Ventilação Natural para Conforto Térmico emEdifícios de Escritórios – Avaliação com Modelos Adaptativos. Nutau (Núcleo de Pesquisa emTecnologia da Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo) 2008 - FAUUSP.FROTA, Anésia Barros; SCHIFFER, Sueli Ramos. Manual de conforto térmico. São Paulo: StudioNobel, 1999. 3ed.GELLER, Haward S. Revolução energética: política para um futuro sustentável; tradução MariaVidal Barbosa; revisão técnica Marcio Edgar Schuler. - Rio de Janeiro: Relume Dumará: USAid,2003. ISBN 85-7316-336-4GESTÃO DE RESÍDUOS. Resíduos das obras do estádio Mineirão são reaproveitados. DaAgência Brasileira de Notícias. Publicado em outubro de 2010. Disponível em:<http://www.gestaoderesiduos.com.br/residuo-construcao-civil.php?id=888> Acesso em 22 Nov.2010.GOLDEMBERG, José; LUCON, Oswaldo. Energia, meio ambiente e desenvolvimento. São Paulo:EDUSP, 2008. 396p.GOULART, Solange. Sustentabilidade nas Edificações e no Espaço Urbano. Apostila da DisciplinaDesempenho Térmico em edificações. Laboratório de Eficiência Energética em Edificações.Universidade Federal de Santa Catarina. Disponível em:www.labeee.ufsc.br/graduação/ecv_5161. Acesso em: 2/12/2010.JANNUZZI, G.M., SWISHER, J.N.P., Planejamento integrado de recursos energéticos: meioambiente, conservação de energia e fontes renováveis. São Paulo – SP, 1997.LEED Reference Guide for Green Buildinsg Design and Construction, 2009PINTO, T. P., coordenador. Gestão Ambiental de Resíduos da Construção Civil - a experiência doSindusCon-SP. São Paulo: Obra Limpa: I&T: Sinduscon, 2005. Disponível em:<http://www.sindusconsp.com.br/downloads/prodserv/publicacoes/manual_resiresi_solidos.pdf>Acesso em 22 Nov. 2010.PONCE, A. R. Arquitetura Regional e Sustentável. Vitruvios – Arquitextos. n°095.04. 2008.Disponível em: <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/08.095/150> Acesso em 29Nov. 2010.RECICLOTECA. Centro de Informações sobre Reciclagem e Meio Ambiente. MateriaisRecicláveis: O aproveitamento e a reciclagem de resíduos da construção. Disponível em:<http://www.recicloteca.org.br/outros.asp?Ancora=2> Acesso em 29 Nov. 2010.RESENDE, F. Poluição atmosférica por emissão de material particulado: avaliação e controle noscanteiros de obras de edifícios. Dissertação – mestrado. Escola politécnica da Universidade deSão Paulo. 2007. Disponível em:<http://www.pcc.usp.br/fcardoso/Disserta%C3%A7%C3%A3o%20Fernando%20Resende%20p%C3%B3s-banca%202.pdf > Acesso em 21 Nov 2010.Resolução CONAMA nº 307, de 5 de julho de 2002. Disponível em<http://www.cetesb.sp.gov.br/licenciamentoo/legislacao/federal/resolucoes/2002_Res_CONAMA_307.pdf> Acesso em 22 Nov. 2010.ROAF, Sue. A adaptação de edificações e cidades às mudanças climáticas. Porto Alegre:Bookman, 2009. 384p.RÜTHER, R., Edifícios solares fotovoltaicos : o potencial da geração solar fotovoltaica integrada aedificações urbanas e interligadas a rede elétrica publica no Brasil – Florianópolis, SC. 2004.SALAMONI, I., MONTENEGRO, A., RUTHER, R. O panorama da energia solar fotovoltaica
  11. 11. conectada à rede elétrica no Brasil: benefícios, legislação e desafios. X Encontro Nacional e VIEncontro Latino Americano de Conforto no Ambiente Construído – ENCAC. Natal, 2009.

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