Oi, eu sou a  Prof Jurema  Clica  na minha foto, onde estou acompanhada de minhas colegas: Prof Katinelli e Prof Sandra Li...
 
Meu relato... <ul><li>No ano de 2010 fui trabalhar em uma escola de baixa renda no bairro de Cavalcante, E. M. Ronsthan Pe...
<ul><li>A escola estava em obra e nossa telessala acontecia num espaço cedido por uma Igreja Evangélica do local. Uma casa...
<ul><li>Os primeiros dias foram insuportáveis. Não entendia por que aqueles adolescentes acordavam tão cedo, se quando che...
<ul><li>Nas reuniões pedagógicas, aos sábados, cheguei a pensar em desistir, pois achava que não conseguiria levar o proje...
<ul><li>Era praticamente impossível chegar próximo do aluno. Antes da aproximação os meninos já estavam gritando para que ...
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<ul><li>No dia de uma reunião de pais, eu estava doente e o itinerante Marcio assumiu a aula, tentou contornar a situação ...
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<ul><li>Ao retornar a telessala, fizemos comentários e uma avaliação sobre tudo o que vimos, descobrimos que alguns alunos...
<ul><li>Marcio Colucci, nosso Itinerante, fez um vídeo com as fotos que tiramos na Praia Vermelha, para registrar o trabal...
<ul><li>Na terceira e ultima formação a FRM parabenizou o trabalho da 5ª CRE., emocionada Sandra Alcântara comentou sobre ...
<ul><li>No dia dez de novembro de 2010 a 5ª CRE resolveu fazer a I Expor da Autonomia Carioca para apresentar os trabalhos...
<ul><li>A Fundação Roberto Marinho realizou um evento de fechamento do projeto  AUTONOMIA CARIOCA PROGRAMA COMPLEMENTAR DE...
<ul><li>Agradeço ao Professor Marcio Colucci (itinerante), ao estagiário Leandro Barrada pelo apoio e companheirismo nessa...
 
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VIVÊNCIAS DA PROF JUREMA CRISTINA

  1. 1. Oi, eu sou a Prof Jurema Clica na minha foto, onde estou acompanhada de minhas colegas: Prof Katinelli e Prof Sandra Lima que te direi coisas lindas que o nosso projeto me proporcionou!
  2. 3. Meu relato... <ul><li>No ano de 2010 fui trabalhar em uma escola de baixa renda no bairro de Cavalcante, E. M. Ronsthan Pedro de Faria, onde encontrei uma realidade que não conhecia e que era muito difícil composta de alunos moradores das comunidades do Morro do Juramento, Urubu e Primavera. </li></ul>
  3. 4. <ul><li>A escola estava em obra e nossa telessala acontecia num espaço cedido por uma Igreja Evangélica do local. Uma casa antiga em um sobrado que estava localizado a quase 1 km da escola. Tínhamos que manter em condições e preservar o espaço limpo e arrumado, da mesma forma que o encontrávamos. </li></ul>
  4. 5. <ul><li>Os primeiros dias foram insuportáveis. Não entendia por que aqueles adolescentes acordavam tão cedo, se quando chegavam à sala não queriam fazer nada. Se falasse em desenhar ou em fazer qualquer atividade que fosse, eles sempre reclamavam, não faziam ou começavam a gritar. Cheguei a escutar de alguns alunos que não sabiam por que estavam ali, mas não deixavam de ir ao Projeto. </li></ul>
  5. 6. <ul><li>Nas reuniões pedagógicas, aos sábados, cheguei a pensar em desistir, pois achava que não conseguiria levar o projeto até o final. As colegas de equipe contavam as coisas que faziam em sala de aula e cada vez mais me sentia sem condições de trabalho. </li></ul>
  6. 7. <ul><li>Era praticamente impossível chegar próximo do aluno. Antes da aproximação os meninos já estavam gritando para que eu não chegasse perto. Falar era quase impossível e quando passava a teleaula, ninguém prestava atenção Na hora do lanche os alunos brigavam, reclamavam do lanche servido e iam para parte de fora da sala. A telessala era em um sobrado e lá de cima os alunos jogavam biscoitos, iogurte, achocolatado e suco nas pessoas que passavam na rua. Era uma verdadeira loucura, reclamações todas as aulas e as senhoras que trabalhavam para a igreja, ficavam apavoradas com o comportamento dos alunos, a indisciplina era tanta que eles chegaram a jogar cola em um senhor que passava na rua. </li></ul>
  7. 8. <ul><li>Nas reuniões de sábado, as colegas de equipe e o itinerante tentavam me ajudar dando sugestões e dizendo que no inicio era sempre muito difícil. </li></ul><ul><li>Era um grande desafio estar num projeto liberal depois de tantos anos sendo tradicional. </li></ul><ul><li>Na primeira formação, após o inicio das aulas, fiquei observando o comentário dos professores das outras equipes, da Sandra Mateus e do Marcelo Moreira, tudo que diziam era o oposto a minha realidade. Cheguei a comentar como eram as minhas aulas e como eles se comportavam comigo e entre eles também. </li></ul>
  8. 9. <ul><li>Um dia, entreguei as carinhas para que os alunos fizessem uma avaliação das nossas aulas e até desenho obsceno recebi. Já achava que o problema era meu. Sandra e Marcelo ficaram sem explicação para o caso. </li></ul>
  9. 10. <ul><li>Voltei para a escola, pedi ao diretor Gerson que convocasse uma reunião de pais, conforme orientação dos coordenadores do projeto. Não sei o que era pior, trabalhar com os alunos ou fazer reunião com os responsáveis. Deu para notar que os problemas vinham de casa. Muitos deles ficaram do meu lado, outros disseram que os filhos não iam mais porque não aguentavam o excesso de bagunça. </li></ul>
  10. 11. <ul><li>Com ajuda do meu itinerante, com muito apoio das colegas de equipe consegui reiniciar meu trabalho, tentando corrigir erros que poderiam ser meus. </li></ul><ul><li>O primeiro estagiário pediu para sair, ele tinha arrumado outra atividade para fazer e recebi o estagiário Leandro, que comprou a idéia de enfrentar aquele desafio. </li></ul>
  11. 12. <ul><li>No dia de uma reunião de pais, eu estava doente e o itinerante Marcio assumiu a aula, tentou contornar a situação e viu que era tudo muito complicado. </li></ul><ul><li>Na aula seguinte Marcio, Leandro e eu tentamos entrar em acordo com a turma eliminando os alunos faltosos e com mau comportamento. Fizemos a Lei da Telessala. </li></ul>
  12. 13. <ul><li>Recebemos dois alunos mais interessados que fizeram a diferença. Incentivaram a turma e entre eles, começou o controle. Passaram a pedir respeito para o professor. A turma por si mesma se dividiu entre meninos e meninas. As leituras das teleaula eram feitas com jogos e a competição modificou o comportamento dos alunos. </li></ul><ul><li>Os meninos começaram a fazer confidencias ao Leandro, que os escutava e muitas das vezes os aconselhavam. As meninas começaram a me ver como amiga. </li></ul>
  13. 14. <ul><li>Não posso esquecer as visitas da FRM (Fundação Roberto Marinho) que tinha a Marcela como representante. Trazia para mim trabalhos de outras Telessalas e levava os meus para ajudar a outras. </li></ul><ul><li>Nas reuniões pedagógicas realizadas aos sábados, trocávamos jogos, passatempos e outras experiências feitas durante a semana. </li></ul>
  14. 15. <ul><li>Sandra Alcântara, nossa coordenadora da 5ª CRE sempre esteve ao nosso lado, apoiando o nosso trabalho e trazendo sempre alguma coisa para o enriquecimento do projeto. </li></ul><ul><li>Na segunda formação consegui falar sobre o que tinha conseguido com a minha turma. </li></ul>
  15. 16. <ul><li>Em uma reunião, com a presença da Sandra Alcântara, perguntei qual era a possibilidade de levar os alunos a um passeio pela orla do Rio. A ideia foi aceita e saímos com todas as telessalas da 5ª CRE, para um passeio na Praia Vermelha (Urca). </li></ul>
  16. 17. <ul><li>De início pensei que estávamos fazendo uma loucura. A FRM nos enviou camisetas do projeto. Alunos, Professores, estagiários, itinerante, Marcelo da FRM e Lucas também da FRM marcaram presença. Foi uma grande aula ao ar livre. Dinâmica, passeio na trilha Claudio Coutinho, lanche que a 5ª CRE nos enviou e um complemento feito por nós professores, estagiários e itinerante. Fizemos uma verdadeira festa. </li></ul>
  17. 18. <ul><li>Ao retornar a telessala, fizemos comentários e uma avaliação sobre tudo o que vimos, descobrimos que alguns alunos só conheciam a praia por fotografia. E a maioria deles não conhecia a Urca. Ao todo eram setenta e cinco alunos das Telessalas da 5ª CRE. </li></ul><ul><li>Os alunos se sentiram como nós, porque estávamos todos iguais com o mesmo tipo de roupas. Vimos micos, pássaros diferentes, tartaruga marinha e estávamos aos pés do Morro da Urca próximo ao Pão de Açúcar. </li></ul>
  18. 19. <ul><li>Marcio Colucci, nosso Itinerante, fez um vídeo com as fotos que tiramos na Praia Vermelha, para registrar o trabalho árduo, que tivemos no início do projeto. </li></ul><ul><li>As coisas já tinham mudado, os desenhos pornográficos viraram trabalhos dignos de mural, os bilhetinhos já eram carinhosos e estávamos com uma nova turma. As idéias iam surgindo e opiniões deles eram utilizadas em nossas aulas. </li></ul>
  19. 20. <ul><li>Na terceira e ultima formação a FRM parabenizou o trabalho da 5ª CRE., emocionada Sandra Alcântara comentou sobre o trabalho árduo da equipe dizendo da satisfação em está trabalhando com a nossa equipe. O vídeo produzido por Macio foi exibido para todos os presentes. Os colegas das outras CRE`s ficaram surpresos quando viram o resultado do nosso trabalho. </li></ul>
  20. 21. <ul><li>No dia dez de novembro de 2010 a 5ª CRE resolveu fazer a I Expor da Autonomia Carioca para apresentar os trabalhos feitos por nós professores da 5ª CRE, realizado na EM Itália em Rocha Miranda. Mostramos que nada é impossível quando nos propomos a fazer acontecer. </li></ul><ul><li>Não conhecia nem sabia da capacidade que tinha de superação como educadora. Não posso dizer que estava só, mas que uma equipe de qualidade faz a diferença. </li></ul>
  21. 22. <ul><li>A Fundação Roberto Marinho realizou um evento de fechamento do projeto AUTONOMIA CARIOCA PROGRAMA COMPLEMENTAR DE MATEMÁTICA - 9º ANO com uma peça teatral apresentada na Academia Brasileira de Letras (ABL) com a presença de representantes da FRM, SME e da ABL. A peça chamava ” O homem da cabeça de papelão ”, nossos alunos se comportaram o melhor possível. Foram elogiados pela professora Sandra Alcântara que fez um elogio ao retornarmos para casa. </li></ul>
  22. 23. <ul><li>Agradeço ao Professor Marcio Colucci (itinerante), ao estagiário Leandro Barrada pelo apoio e companheirismo nessa jornada de trabalho, as amigas; e professoras Katinelli, Tatiane e Sandra, a professora Sandra Alcântara pelo carinho e apoio que me deram nesse desafio da minha vida profissional. </li></ul>

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