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“O Capitão AVAPE contra o
Fantasma Autismo”
Este manual foi elaborado pelo
Grupo de Saúde Mental da AVAPE
(Associação para Valorização de Pessoas
com Deficiência), em parceria com o
Projeto Distúrbios do Desenvolvimento
do Instituto de Psicologia da USP, com
o objetivo de informar e esclarecer as
pessoas sobre o autismo.
O autismo, para fins diagnósticos, é
encontrado no DSM IV-TR e na CID 10,
dentro da classificação dos Transtornos
Invasivos do Desenvolvimento.
O conceito mais utilizado desde 2001
é “continuum autistico”, sendo também
evidenciado como transtorno do espectro
autista. Contudo, clinicamente, para pais
e cuidadores, a linguagem coloquial de
fácil entendimento usualmente utilizada
é Autismo.
Por meio de uma linguagem simples
e acessível, o Manual expõe as principais
características de diagnóstico do autismo,
que podem ser observadas pelos pais e
cuidadores, desde a primeira infância.
EstevolumeabordaráoqueéoAutismo
e como diagnosticá-lo precocemente. E
no próximo episódio, confira: “O Capitão
AVAPE contra o Fantasma Autismo - Parte
2: o combate”.
Boa leitura,
Grupo de Saúde Mental da AVAPE
Expediente
Presidente da AVAPE:
Sylvia Cury
Editor de Arte:
Juarez Corrêa
juarezsbc@yahoo.com.br
Redação:
Grupo de Saúde Mental AVAPE
(Dr. Claudio Gomes,
Dr. Marcio Falcão,
Dr. Francisco Assumpção,
Julianna Di Matteo, Roseli
Paicheco, Simone Cucolichio,
Carolina Padovani).
Comitê Editorial:
Dr. Claudio Gomes, Dr. Marcio
Falcão, Dr. Francisco Assumpção,
Eliana Victor, Juliana Di Matteo,
Roseli Paicheco, Simone
Cucolichio, Carolina Padovani,
Valquíria Barbosa, Gisele Achkar,
Giovana Batistella.
Diagramação:
Mariana Dahrug
Avenida Brasil, 726
Jd. América - São Paulo/SP
CEP 01430-000
Tel: (11) 3055-5000
E-mail: avape@avape.org.br
www.avape.org.br
3
Era uma vez...
Uma família muito unida e amorosa.
Todos estavam radiantes com a chegada de mais um filho.
Mas quando nasceu, ou até os 36 meses de idade,
o menino recebeu a visita de um terrível fantasma,
que o brindou com três grandes dificuldades. Elas o
acompanhariam por toda a vida: – “Você terá problemas
para se relacionar com outras pessoas”. “Terá dificuldades
para se comunicar e terá atitudes esquisitas”.
Era tanta dedicação e amor, que seus pais nada
perceberam. Até que...
4
...o menino foi crescendo e se mostrando
muito solitário.
Seu isolamento ficava ainda mais evidente quan-
do as outras crianças o chamavam para brincar.
Nessas situações, ele demonstrava muito pouco
interesse em qualquer atividade.
De vez em quando, repetia frases que os
outros tinham acabado de dizer, e todos ficavam
sem entender...
5
Uma de suas manias era arrumar e enfileirar
objetos. Ficava nessa atividade por longas
horas, sem “dar bola” para ninguém.
...em outras situações, as frases que ele
repetia tinham variações de altura e timbre...
6
Por várias vezes, ele queria algo, mas
não conseguia se expressar para pedir. Não
conseguia olhar as pessoas nos olhos.
Então, utilizava o outro para conseguir o que
queria, puxando a pessoa até o objeto.
7
Se alguém mexia em alguma de suas coisas,
ele reagia de maneira exagerada. Chorava e
gritava. Muitas vezes, chegando a se agredir e
se machucar.
8
Era difícil lhe ensinar alguma coisa nova.
Ele não demonstrava interesse e parecia não
ter iniciativa. Era necessário que alguém o
estimulasse o tempo todo.
Também utilizava os objetos de maneira
inadequada, cheirando ou colocando-os na
boca.
9
Sua dificuldade de relacionamento era tão
grande que nem mesmo percebia o que o outro
estava sentindo.
Ele não compreendia as expressões do rosto
de alguém e também toda a comunicação não-
verbal.
10
Ele não conseguia ficar parado. Chegava a sair
correndo sem motivo e de forma inadequada, se
colocando em situações de risco.
Quando se machucava, parecia nem sentir dor.
10
11
Não conseguia utilizar os objetos de forma
correta. Chegava a ter dificuldades para usar
o banheiro, por medo de se sentar no vaso
sanitário.
12
Não conseguia dormir. Ficava parado ou
fazendo atividades repetitivas e sem finalidade,
por muito tempo.
13
Sua alimentação era como um ritual. Ou se
interessava por alimentos de uma cor específica
ou somente de uma forma.
Tinha dificuldades em montar estratégias sim-
ples para resolver situações cotidianas e perdia
muito tempo para chegar a conclusões óbvias.
14
Mas um belo dia, sempre alerta...
...o Capitão AVAPE, com sua visão de raio-x,
desconfiou que havia alguma coisa estranha na
casa dos Silva.
Ele voou diretamente para lá.
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...Chegando à casa, o Capitão AVAPE logo
detectou a presença do vilão Autismo.
Intimidando o vilão, o capitão estabeleceu
o diagnóstico. Seus efeitos eram visíveis:
dificuldades de se relacionar com as pessoas,
linguagem sem finalidade, gestos esquisitos e
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Conseguirá o CAPITÃO AVAPE enfrentar
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  • 1.
  • 2. 2 “O Capitão AVAPE contra o Fantasma Autismo” Este manual foi elaborado pelo Grupo de Saúde Mental da AVAPE (Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência), em parceria com o Projeto Distúrbios do Desenvolvimento do Instituto de Psicologia da USP, com o objetivo de informar e esclarecer as pessoas sobre o autismo. O autismo, para fins diagnósticos, é encontrado no DSM IV-TR e na CID 10, dentro da classificação dos Transtornos Invasivos do Desenvolvimento. O conceito mais utilizado desde 2001 é “continuum autistico”, sendo também evidenciado como transtorno do espectro autista. Contudo, clinicamente, para pais e cuidadores, a linguagem coloquial de fácil entendimento usualmente utilizada é Autismo. Por meio de uma linguagem simples e acessível, o Manual expõe as principais características de diagnóstico do autismo, que podem ser observadas pelos pais e cuidadores, desde a primeira infância. EstevolumeabordaráoqueéoAutismo e como diagnosticá-lo precocemente. E no próximo episódio, confira: “O Capitão AVAPE contra o Fantasma Autismo - Parte 2: o combate”. Boa leitura, Grupo de Saúde Mental da AVAPE Expediente Presidente da AVAPE: Sylvia Cury Editor de Arte: Juarez Corrêa juarezsbc@yahoo.com.br Redação: Grupo de Saúde Mental AVAPE (Dr. Claudio Gomes, Dr. Marcio Falcão, Dr. Francisco Assumpção, Julianna Di Matteo, Roseli Paicheco, Simone Cucolichio, Carolina Padovani). Comitê Editorial: Dr. Claudio Gomes, Dr. Marcio Falcão, Dr. Francisco Assumpção, Eliana Victor, Juliana Di Matteo, Roseli Paicheco, Simone Cucolichio, Carolina Padovani, Valquíria Barbosa, Gisele Achkar, Giovana Batistella. Diagramação: Mariana Dahrug Avenida Brasil, 726 Jd. América - São Paulo/SP CEP 01430-000 Tel: (11) 3055-5000 E-mail: avape@avape.org.br www.avape.org.br
  • 3. 3 Era uma vez... Uma família muito unida e amorosa. Todos estavam radiantes com a chegada de mais um filho. Mas quando nasceu, ou até os 36 meses de idade, o menino recebeu a visita de um terrível fantasma, que o brindou com três grandes dificuldades. Elas o acompanhariam por toda a vida: – “Você terá problemas para se relacionar com outras pessoas”. “Terá dificuldades para se comunicar e terá atitudes esquisitas”. Era tanta dedicação e amor, que seus pais nada perceberam. Até que...
  • 4. 4 ...o menino foi crescendo e se mostrando muito solitário. Seu isolamento ficava ainda mais evidente quan- do as outras crianças o chamavam para brincar. Nessas situações, ele demonstrava muito pouco interesse em qualquer atividade. De vez em quando, repetia frases que os outros tinham acabado de dizer, e todos ficavam sem entender...
  • 5. 5 Uma de suas manias era arrumar e enfileirar objetos. Ficava nessa atividade por longas horas, sem “dar bola” para ninguém. ...em outras situações, as frases que ele repetia tinham variações de altura e timbre...
  • 6. 6 Por várias vezes, ele queria algo, mas não conseguia se expressar para pedir. Não conseguia olhar as pessoas nos olhos. Então, utilizava o outro para conseguir o que queria, puxando a pessoa até o objeto.
  • 7. 7 Se alguém mexia em alguma de suas coisas, ele reagia de maneira exagerada. Chorava e gritava. Muitas vezes, chegando a se agredir e se machucar.
  • 8. 8 Era difícil lhe ensinar alguma coisa nova. Ele não demonstrava interesse e parecia não ter iniciativa. Era necessário que alguém o estimulasse o tempo todo. Também utilizava os objetos de maneira inadequada, cheirando ou colocando-os na boca.
  • 9. 9 Sua dificuldade de relacionamento era tão grande que nem mesmo percebia o que o outro estava sentindo. Ele não compreendia as expressões do rosto de alguém e também toda a comunicação não- verbal.
  • 10. 10 Ele não conseguia ficar parado. Chegava a sair correndo sem motivo e de forma inadequada, se colocando em situações de risco. Quando se machucava, parecia nem sentir dor. 10
  • 11. 11 Não conseguia utilizar os objetos de forma correta. Chegava a ter dificuldades para usar o banheiro, por medo de se sentar no vaso sanitário.
  • 12. 12 Não conseguia dormir. Ficava parado ou fazendo atividades repetitivas e sem finalidade, por muito tempo.
  • 13. 13 Sua alimentação era como um ritual. Ou se interessava por alimentos de uma cor específica ou somente de uma forma. Tinha dificuldades em montar estratégias sim- ples para resolver situações cotidianas e perdia muito tempo para chegar a conclusões óbvias.
  • 14. 14 Mas um belo dia, sempre alerta... ...o Capitão AVAPE, com sua visão de raio-x, desconfiou que havia alguma coisa estranha na casa dos Silva. Ele voou diretamente para lá. 14
  • 15. 15 ...Chegando à casa, o Capitão AVAPE logo detectou a presença do vilão Autismo. Intimidando o vilão, o capitão estabeleceu o diagnóstico. Seus efeitos eram visíveis: dificuldades de se relacionar com as pessoas, linguagem sem finalidade, gestos esquisitos e atitudes incompreensíveis... Conseguirá o CAPITÃO AVAPE enfrentar o terrível vilão, na tentativa heróica de reabilitar a criança?
  • 16. Não perca o próximo episódio de O CAPITÃO AVAPE contra o FANTASMA AUTISMO Parte 2 – O combate Apoio Institucional