O MINISTÉRIO DE MESTRE OU DOUTOR Lição10 2°Trimestre 2014

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O MINISTÉRIO DE MESTRE OU DOUTOR Lição10 2°Trimestre 2014

  1. 1. Assembléia de Deus Ministério Shekinah
  2. 2. Assembléia de Deus Ministério Shekinah TEXTO ÁUREO "De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada: [...] se é ensinar, haja dedicação ao ensino" (Rm 12.6,7).
  3. 3. Assembléia de Deus Ministério Shekinah VERDADE PRÁTICA Os vocacionados por Deus para o ministério do ensino são por Ele chamados para edicar a Igreja de Cristo
  4. 4. Assembléia de Deus Ministério Shekinah LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Mt 7.28,29 / Tt 1.7-11 / 1Pe 5.2-4 Mateus 7:28-29 28-E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina; 29-Porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas. Atos 13:1 1-E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo. Romanos 12:6-7 6-De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; 7-Se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; Tiago 3:1 1-Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo.
  5. 5. 1 – JESUS, O MESTRE POR EXCELÊNCIA 1.1 O mestre da Galiléia. 1.2 O mestre divino. 1.3 O mestre da humildade. 2 – O ENSINO DAS ESCRITURAS NA IGREJA DO PRIMEIRO SÉCULO 2.1 A ordem de Jesus. 2.2 A doutrina dos apóstolos. 2.3 Ensinamento persistente. 3 – A IMPORTÂNCIA DO DOM MINISTERIAL DE MESTRE 3.1 Uma necessidade urgente da igreja. 3.2 A responsabilidade de um discipulado contínuo . 3.3 Requisitos necessários ao mestre. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Esboço da Lição
  6. 6. Assembléia de Deus Ministério Shekinah O ministério do ensino da Palavra é primordial para a igreja exercer o discernimento no que tange ao tempo em que vive (culturas, teologia, filosofias etc.). Tão importante é a função do mestre na igreja que as Escrituras declaram o quanto ele deve esforçar-se intelectualmente para exercer tão nobre tarefa (Rm 12.7; 1 Tm 4.13). É uma tarefa importante e indispensável que exige muito de quem a desempenha. Revista CPAD O termo deriva-se do grego didáskalos, que significa “instrutor”, “doutor” ou “mestre”. O termo é aplicado a Jesus (Mt 8.19; 12.38; 17.24; Mc 5.35; 14.14; Jo 11.28); aos mestres da Lei (Mt 9.11; 10.24,25; Lc 2.46; 6.40; Jo 3.10); a João Batista (Lc 3.12); e ao apóstolo Paulo (I Tm 2.7). A atividade primordial do mestre, doutor ou ensinador é cuidar do ensino fundamental das Sagradas Escrituras. Os mestres são aqueles que têm de Deus um dom especial para esclarecer, expor e proclamar a Palavra de Deus, afim de edificar o corpo de Cristo (Ef 4.11,12). “O propósito principal do ensino bíblico é preservar a verdade e produzir santidade, levando o corpo de Cristo a um compromisso com o modo piedoso devida segundo a Palavra de Deus. As Escrituras declaram em 1 Tm 1.5 que o alvo da instrução cristã (literalmente “mandamento”) é a “caridade de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida”. Logo, a evidência da aprendizagem cristã não é simplesmente aquilo que a pessoa sabe, mas como ela vive, a manifestação, na sua vida, do amor, da pureza, da fé e da piedade sincera” (STAMPS, 1995, p. 1814). Comentário
  7. 7. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Nas Escrituras, essa palavra está geralmente designando uma pessoa que é superior a outras, em poder, autoridade, conhecimento ou em algum outro aspecto. Várias palavras são traduzidas como 'mestre' nas várias versões da Bíblia Sagrada. A palavra hebraica mais frequente, 'adon, significa 'soberano' ou 'senhor'. O significado literal de várias palavras gregas varia de 'instrutor' ou didaskalos, como em Mateus 10.24, até 'déspota' ou despotes, com em 1 Pedro 2.18. Outra palavra grega traduzida como 'mestres', epistates, significa 'meu mestre' ('superior' ou 'professor'), com em João 4.31. [...] Duas palavras gregas para 'mestres' ocorrem em Mateus 23.8-10, 'Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi [rhabbi, 'meu mestre', ou 'professor'], a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos. E a ninguém na terra chameis vosso pai porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus. Nem vos chameis mestres [kathegetes, 'líderes'], porque um só é vosso Mestre, que é o Cristo" (PFEIFFER, Charles F.; REA, John; VOS, Howard F. (Eds.). Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, pp. 1261,62). Revista CPAD
  8. 8. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Revista CPAD 1. O mestre da Galiléia. 2. O mestre divino. 3. O mestre da humildade.
  9. 9. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Revista CPAD Comentário Cerca de 60 vezes Jesus é chamado de Mestre nos evangelhos. Grande parte do seu ministério foi ocupado com o ensino (Mt 4.23; 9.35; Lc 20.1). Ele ensinava nas sinagogas (Mt 9.35; 13.54; Mc 1.21); em casas particulares (Mt 9.9-13); no templo (Mt 21.23; Mc 11.17; 12.35); nas aldeias (Mc 6.6; Lc 13.22); nas cidades (Mt 11.1); e em vários lugares (Mt 5.2; Mc 2.13; 4.1; 6.34; Jo 3.1-36; 4.1-26). Ele foi reconhecido como Mestre pelos coletores de impostos (Mt17.24); pelos escribas e fariseus (Mt 8.19; 9.11; 12.38; 22.24; Mc 12.14,19,32); pelo jovem rico (Mt 19.16; Lc 18.18); pelos discípulos (Mc 4.38; Mc 9.5; 10.35; 11.21; Lc 8.24); pelo cego de Jericó (Mc 10.51); pelos discípulos de João (Jo 1.38); por Maria Madalena (Jo 20.16); além de outros (Mt 22.16; Mc 5.35; 9.17). Doutor incomparável, "percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas, e pregando o evangelho do Reino [...]" (Mt 4.23). No ministério terreno, seus sermões, ensinos e discursos eram inflamados pelo amor às pessoas. Diferente dos escribas, Ele ensinava como quem tinha autoridade (Mt 7.28,29). A verdade emanava da pessoa de Jesus! Os que o ouviam só tinham duas opções: amá-lo ou odiá-lo. Era impossível ouvi-lo e ficar indiferente. Jesus transtornava a consciência do acomodado e aquietava o coração do perturbado. R E V I S T A C P A D
  10. 10. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Revista CPAD Comentário O que distinguia o ensino de Jesus com o ensino dos escribas e fariseus era a autoridade com que Ele ensinava: “… todos se maravilhavam de Sua doutrina” (Mt 7.28,29; Mc 1.21,22). A autoridade da mensagem de Cristo era decorrente do fato de Ele exemplificar em sua própria vida. Ele viveu o que ensinou e ensinou o que viveu! Quando Ele ensinou a orar (Mt 6.9-13; Lc 11.2-4), é porque vivia uma vida de oração e comunhão com o Pai (Mt 14.23; 26.36); Quando ensinou sobre o perdão (Mt 6.14,15; Mc 11.25), é porque vivenciava no dia a dia a prática do perdão (Mc 2.1-11; Lc 23.34). Por esta razão, Lucas, ao relatar o ministério do Mestre, coloca em primeiro lugar a ação edepois o ensino: “Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo o que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar” (At 1.1). Em visita a Jesus, um mestre da Lei chamado Nicodemos, educado nas melhores escolas religiosas de Israel e grande conhecedor das Escrituras hebraicas, reconheceu em Jesus um personagem incomum de seu tempo (Jo 3.1,2). Esse mesmo fariseu, que era príncipe dos judeus, afirmou que o Nazareno não poderia fazer o que fazia se Deus não fosse com Ele. Jesus é chamado Mestre cerca de quarenta e cinco vezes ao longo do Novo Testamento. R E V I S T A C P A D
  11. 11. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Revista CPAD Comentário Ninguém ensinou como Jesus. As verdades mais profundas eram reveladas com autoridade e simplicidade e ilustrava seus ensinos com parábolas e fatos comuns do cotidiano. Seus métodos variavam de acordo com a ocasião e a necessidade dos ouvintes. Ele ensinou, principalmente, através de parábolas, utilizando a linguagem do povo. Seus ensinos eram repletos de ilustrações e exemplos do dia a dia, tais como: pesca, rede, peixe; árvore, fruto, solo, semente, etc. (Mt 13.1-58). Os ensinos de Jesus não alcançavam só o intelecto dos ouvintes, mas, principalmente o coração. Eles eram ministrados no poder do Espírito Santo, como um resplendor de luz que dissipava as trevas da dúvida, implantando no seu coração profunda convicção da verdade. Um dos discípulos que o ouviram no caminho de Emaús, disse: “Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?” (Lc 24.32). A fim de ensinar os discípulos acerca da humildade, Jesus "levantou-se da ceia, tirou as vestes e, tomando uma toalha, cingiu-se. Depois, pôs água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido" (Jo 13.4,5). Que cena chocante para os judeus! Era inimaginável um mestre encurvar-se para lavar os pés de pessoas leigas. Jesus era um mestre e deu o exemplo aos discípulos. O Emanuel, "Deus conosco", encurvou-se diante dos homens! Isso se deu porque o ensino de Jesus não era mero discurso, mas "espírito e vida" (Jo 6.63). Ele nos convida a fazer o mesmo: "Vós me chamais Mestre e Senhor e dizeis bem, porque eu o sou. Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também" (Jo 13.13-15). R E V I S T A C P A D
  12. 12. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Revista CPAD 1. Uma ordem de Jesus. 2. A doutrina dos Apóstolos. 3. Ensinamento persistente.
  13. 13. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Revista CPAD Comentário Antes de ascender aos céus, de modo solene Jesus determinou aos seus discípulos que ensinassem "todas as nações [...] a guardar todas as coisas" que Ele tinha ordenado (cf. Mt 28.19,20). O livro de Atos registra a obediência dos primeiros apóstolos no cuidado de cumprir a determinação de Jesus. Após a descida do Espírito Santo (At 2.1-6), o discurso de Pedro foi um verdadeiro ensino proferido no poder do Espírito Santo (At 2.14-40). Tendo em vista a plena edificação da Igreja na Palavra, o Senhor Jesus, através do Espírito Santo, dotou alguns de seus servos com o dom ministerial de mestre ou doutor (Ef 4.11). Esse dom é uma capacitação sobrenatural do Espírito. Isso não significa, porém, que devemos descuidar de nossa formação intelectual, pois o preparo para o ensino passa pela capacidade de aprender para posteriormente ensinar. R E V I S T A C P A D Após a ascensão do Senhor, os apóstolos deram continuidade ao ministério de ensino da Palavra de Deus (At 4.2; 5.21,25; 18.25; 20.20), conforme Jesus lhes tinha designado (Mt 28.19,20). Vejamos: Uma das marcas da Igreja no primeiro século era a perseverança na doutrina dos apóstolos (At 2.42); Doendo-se muito de que ensinassem o povo, e anunciassem em Jesus a ressurreição dentre os mortos. Atos 4:2 Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém. Mateus 28:19-20
  14. 14. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Revista CPAD Comentário Os apóstolos se dedicaram a oração, pregação e ensino da Palavra de Deus (At 5.41,42; 6.4); Paulo e Barnabé passaram um ano ensinando na igreja de Antioquia (At 11.26; 15.35). Lucas diz que naquela igreja havia mestres (At 13.1); Paulo ficou três anos ensinando em Éfeso (At 20.20,31); em Corinto, ficou um ano e seis meses (At 18.11); e seus últimos dias em Roma foram ocupados com o ensino da Palavra de Deus (At 28.31); Em suas epístolas, Paulo ensinou sobre a dedicação ao ensino da Palavra de Deus (Rm 12.7; Cl 3.16; I Tm 3.2; 4.11,13; II Tm 2.2,24). O texto de Atos 2.42 informa-nos que os primeiros convertidos "perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações". Além disso, acrescenta que em "cada alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos" (v.43). A "doutrina dos apóstolos" aqui referida trata-se do conjunto de ensinos de Cristo ministrados por eles de forma constante e eficaz para o crescimento integral dos novos crentes. R E V I S T A C P A D
  15. 15. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Revista CPAD Comentário Os primeiros mestres das Escrituras foram os integrantes do Colégio Apostólico (At 5.42, cf. vv.40,41). A Igreja começou nas casas, onde o ensino era ministrado a pequenos grupos nos lares. Falando aos anciãos de Éfeso, o apóstolo Paulo mostrou-se como um verdadeiro mestre que ensinava "publicamente e pelas casas, testificando, tanto aos judeus como aos gregos, a conversão a Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo" (At 20.20,21). Deus havia preparado homens para ensinar e levantado "doutores" na igreja em Antioquia (At 13.1). O Pai Celestial igualmente deseja levantar mestres em sua igreja. Vivemos dias em que este ministério nunca foi tão necessário. R E V I S T A C P A D Havia na igreja de Antioquia profetas e mestres: Barnabé, Simeão, por sobrenome Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, colaço de Herodes, o tetrarca, e Saulo. (At 13.1) A uns estabeleceu Deus na igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. Porventura, são todos apóstolos? Ou, todos profetas? São todos mestres? Ou, operadores de milagres? (1 Co 12.28- 29) E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, (Ef 4.11) Para isto fui designado pregador e apóstolo (afirmo a verdade, não minto), mestre dos gentios na fé e na verdade. (1 Tm 2.7) para o qual eu fui designado pregador, apóstolo e mestre (2 Tm 1.11)
  16. 16. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Revista CPAD 1. Uma necessidade urgente da igreja. 2. A responsabilidade de um discipulado contínuo. 3. Requisitos necessários ao mestre.
  17. 17. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Revista CPAD Comentário O ensino da Palavra de Deus é indispensável e de fundamental importância para o crescimento e a edificação da Igreja do Senhor Jesus (Rm 15.4; Cl 1.28; 2.7; 3.16). Por isso, Ele mesmo vocacionou e comissionou alguns para serem doutores ou mestres (Ef 4.11-13). A Palavra de Deus é para o crente o que o leite materno é para uma criança recém nascida (I Pe 2.1,2). Por isso, Jesus enviou os seus discípulos não só para pregar (Mc 16.15), mas, também, para fazer discípulos (Mt 28.19,20). Através do ensino sistemático das Sagradas Escrituras o crente cresce forte e sadio (Cl 2.6,7; II Tm3.16,17). Para o ministério de ensino ser eficaz na igreja local é preciso haver pessoas vocacionadas. Não são todas que reúnem informações exegéticas, históricas e literárias da Bíblia, aplicando-as como é necessário. Deus concedeu à sua igreja mestres, e é preciso que ela invista neles também. Muitas vezes, por absoluta falta de preparo dos obreiros, predomina a superficialidade bíblica, a infantilidade "espiritual" e o aumento do engano promovido pelas astúcias dos falsos mestres (2 Pe 2.1). Esse dom do Senhor é para a igreja amadurecer em todas as dimensões da vida cristã, ao mesmo tempo em que desmascara os falsos ensinos (Ef 4.14; Os 4.6). R E V I S T A C P A D
  18. 18. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Revista CPAD Comentário BASES BÍBLICAS PARA O DISCIPULADO No AT encontramos algumas referências desse relacionamento: - Discípulos dos Profetas (2 Reis 4.1,38) - Discípulos do Levitas – Músicos (1 Crônicas 25.8) - Elias e Eliseu (1 Reis 19.15-21 / 2 Reis 2.1-6) - Moises e Josué (Números 27.15-20 / Josué 1.1-2) - Davi e os Desesperados (1 Sm. 22.1-2 / 1 Cr. 11.10 / 2 Sm. 23.13) Em o Novo Testamento temos como base para o discipulado: – A ordem do Senhor Jesus Cristo (Mc 16.15 / Mt 28. 19- 20) – O exemplo de Jesus (Mc 3.14) – O exemplo de Paulo (Gl 4.19) – Os ensinos de Paulo (2 Tm 2.2 / 2 Tm 4.2) Além disso temos alguns exemplos neotestamentários: - Discípulos de Moisés (João 9.28) - Discípulos de João Batista (Mateus 9.14) - Discípulos dos fariseus (Lucas 5.33) - Discípulos de Jesus(Mateus 5.1) - Discípulos de Paulo (Atos 9.25) Estamos acostumados a pensar que o discipulado termina quando o novo convertido é batizado. Não há nada mais equivocado! O Senhor Jesus chamou-nos para ser os seus discípulos por toda a vida. Por isso, quem ensina instrui os crentes para a maturidade da fé. É um aprendizado diário, permanente e contínuo, tanto para quem é discipulado quanto para quem está discipulando! R E V I S T A C P A D
  19. 19. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Revista CPAD Comentário Para ser um bom mestre, na igreja, são necessários alguns requisitos. Apresentar-se a Deus. “Procura apresentar-te a Deus aprovado... que maneja bem a palavra da verdade” (2 Tm 2.15a). Um bom mestre deve ser um obreiro aprovado por Deus, e não apenas nas faculdades de teologia ou seculares. O que ensina deve ser aprovado: a) No testemunho pessoal (1 Tm 4.16; 2 Tm 4.5); b) Na vida familiar (SI 128.1); c) Na vida social (Mt 5.16); d) Na igreja (Ec 5.1,2). e) “Que não tem de que se envergonhar... ” (2 Tm 2.15b). f) “Que maneja bem a palavra da verdade...” (2 Tm 2.15c). g) Seja dedicado ao ensino (Rm 12.7b). Apresentaremos alguns requisitos importantes para a igreja reconhecer pessoas com o dom ministerial de mestre em nossa época: a) Um salvo em Cristo. Não pode haver dúvidas quanto à própria experiência salvífica por parte do vocacionado para o ministério do ensino (2 Tm 2.10-13). 3. Requisitos necessários ao mestre. Infelizmente há pessoas que não creem naquilo que ensinam. Assim, não há verdade nem firmeza nelas. b) O hábito de ler. Em nosso país, a leitura é um problema cultural. Se as pessoas leem pouco, a igreja pouco lerá. O hábito da leitura era levado a sério no ministério do apóstolo Paulo (1 Tm 4.13; 2 Tm 4.13). 3. Requisitos necessários ao mestre. Como ensinaremos se não lermos? R E V I S T A C P A D
  20. 20. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Revista CPAD Comentário Um bom ensinador, mestre ou doutor é pessoa que, usada por Deus, na unção do Espírito Santo, pode muito contribuir para a edificação espiritual e moral dos crentes. O Eclesiastes resume o valor dos que ensinam com a sabedoria de Deus: “As palavras dos sábios são como aguilhões e como pregos bem fixados pelos mestres das congregações, que nos foram dadas pelo único Pastor” (Ec 12.11). c) Preparo intelectual. A Bíblia é o instrumento de trabalho do ensinador cristão. Considerando este livro milenar, veremos que a cultura e o mundo da Bíblia são diferentes do nosso. Por isso, o mestre deve compreender o mundo da Bíblia (suas questões culturais, linguísticas, exegéticas etc.) para não fazer apelações fantasiosas, apresentando-as como exposição da Palavra de Deus. d) Um coração em chamas. Martin Loyd-Jones dizia que a verdadeira pregação era teologia em fogo. É vontade de Deus que o vocacionado ao ensino utilize os avanços das ciências bíblicas para pregar a Palavra de Deus na força do Espírito Santo. Precisamos alcançar as mentes e os corações dos nossos dias, e isto apenas será possível quando tivermos obreiros com uma mente bem preparada e conectada a um "coração em chamas" e apaixonado por Jesus (At 3.12-26). R E V I S T A C P A D
  21. 21. Assembléia de Deus Ministério Shekinah "É ordem de Jesus Cristo Mateus 28.19,20 enfoca a lente zoom do Espírito Santo na Grande Comissão, que são as últimas palavras de Jesus Cristo ditas aos discípulos antes da ascensão dele. Cinco referências da Grande Comissão no Novo Testamento (Mt 28.19,20; Mc 16.15,16; Lc 24.46-48; Jo 20.21-23; At 1.8) indicam que não é algo aleatório, mas essencial para a estratégia de nosso Senhor. O mandato 'Fazei discípulos' (ARA) inclui intrinsecamente o ensino. Mas temos de notar que o ensino requerido aqui é o de determinada espécie, isto é, 'guardar [obedecer] todas as coisas' que Cristo ordenou. Em outras palavras, Seus ensinamentos foram designados para produzir informação e transformação. Esse tipo de instrução é muito exigente e inacreditavelmente difícil de se realizar. Foi praticada pela Igreja Primitiva Não há a menor sombra de dúvida de que o Novo Testamento ordena a Igreja a ensinar. Mas a Igreja primitiva obedeceu mesmo a esse mandamento? A Ilustração. Em Atos 2.41-47, temos um retrato da Igreja primitiva, o qual nos informa que eles 'perseveravam na doutrina [ensino] dos apóstolos' (2.42). Revista CPAD
  22. 22. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Este era o padrão contínuo; não uma exceção. A Implementação. Efésios 4 confirma o compromisso de ensinar. Jesus Cristo, após subir aos céus, deu dons aos homens, a fim de que servissem à Igreja, conforme está escrito: 'Uns [...] para pastores e doutores [mestres, professores]' (Ef 4.11). O propósito?' 'Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo' (Ef 4.12); mais outra prova de que os talentosos são chamados para o ministério da multiplicação e não da adição. Para o judeu, não havia uma posição mais alta na escada da sociedade do que a de rabino. Por conseguinte, quando a Igreja do primeiro século foi ensinada sobre a doutrina dos dons espirituais, confrontou-se com um problema. As pessoas clamavam pelo 'dom de ensino' com todos os privilégios a ele pertencentes. Como resultado, Tiago teve de emitir esta advertência: 'Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres [professores], sabendo que receberemos mais duro juízo' (Tg 3.1). Considerando que o professor é compelido a falar e que a língua é o último membro a ser dominado (Tg 3.2), deve-se ter muito cuidado, ao aspirar tal responsabilidade, ponderada e sensata" (GANGEL, Kenneth; HENDRICKS, Howard G. (Eds.). Manual de Ensino para o Educador Cristão: Compreendendo a natureza, as bases e o alcance do verdadeiro ensino cristão. 4.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, pp.6,7). Revista CPAD
  23. 23. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Revista CPAD É preciso desfazer a idéia propagada ao longo de décadas acerca do preparo intelectual do crente. Não é verdade que necessariamente ele esfriará na fé se estudar. Se fosse assim Paulo seria o mais frio dos apóstolos do Novo Testamento, pois não havia obreiro mais bem preparado que ele (At 17.15-34; Tt 1.12). Este soube conjugar preparo intelectual e poder do alto. É disso que as nossas igrejas precisam: homens cheios do Espírito, mas do mesmo modo, com a mente iluminada para responder, com mansidão e temor, a razão da nossa esperança (1 Pe 3.15).
  24. 24. Assembléia de Deus Ministério Shekinah 1. Quais eram as duas opções de quem ouvia o Mestre dos mestres? R. Amá-lo ou odiá-lo 2. O que Jesus fez a fim de ensinar acerca da humildade? R. O mestre da Galileia "levantou-se da ceia, tirou as vestes e, tomando uma toalha, cingiu-se. Depois, pôs água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido" (Jo 13.4,5). 3. Qual foi a ordem de Jesus para a Igreja antes de ascender aos céus? R. Determinou aos seus discípulos que ensinassem "todas as nações [...] a guardar todas as coisas" que Ele tinha ordenado. 4. De acordo com a lição, o que significa a doutrina dos apóstolos? R. Trata-se do conjunto de ensinos de Cristo ministrados por eles, de forma eficaz, a fim de produzir crescimento integral aos novos crentes. 5. O que é necessário para que o ministério de ensino na Igreja seja eficaz? R. É preciso haver pessoas vocacionadas. Revista CPAD

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