O CUIDADO AO FALAR E A RELIGIÃO PURA - LIÇÃO 5 - 3°TRI.2014

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Lição ministrada na ADMS em Jardim Primavera, Duque de Caxias. EBD-SHEKINAH.

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O CUIDADO AO FALAR E A RELIGIÃO PURA - LIÇÃO 5 - 3°TRI.2014

  1. 1. Assembléia de Deus Ministério Shekinah
  2. 2. Assembléia de Deus Ministério Shekinah TEXTO ÁUREO "[...] Mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar" (Tg 1.19).
  3. 3. Assembléia de Deus Ministério Shekinah VERDADE PRÁTICA As nossas palavras podem, ou não, evidenciar a sabedoria de Deus.
  4. 4. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Segunda Ex 19.5 “agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu concerto, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha”. Ouçamos a voz do Senhor Terça Ec 3.7 “tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar”; Tempo de falar e de calar Quinta 1Pe 1.23-25 “sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva e que permanece para sempre. mas a palavra do Senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada.” Gerados em amor pelo poder da palavra Sexta Sl 68.5 “Pai de órfãos e juiz de viúvas é Deus no seu lugar santo.” Deus é pai dos órfãos e juiz das viúvas Quarta Ef 4.26,29 “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem.” A ira é uma porta para o pecado Sábado Ef 1.3-6 Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo,como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em caridade, e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade,para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado. Santos e irrepreensíveis em amor
  5. 5. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Tg 1.19-27 19 Sabeis isto, meus amados irmãos; mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. 20 Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus. 21 Pelo que, rejeitando toda imundícia e acúmulo de malícia, recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar a vossa alma. 22 E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos. 23 Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não cumpridor, é semelhante ao varão que contempla ao espelho o seu rosto natural; 24 porque se contempla a si mesmo, e foi-se, e logo se esqueceu de como era. 25 Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito. 26 Se alguém entre vós cuida ser religioso e não refreia a sua língua, antes, engana o seu coração, a religião desse é vã. 27 A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo.
  6. 6. Assembléia de Deus Ministério Shekinah 1 – PRONTO PARA OUVIR E TARDIO PARA FALAR (Tg 1.19,20) 1.1 Pronto para ouvir. 1.2 Tardio para falar. 1.3 Controle a sua ira. 2 – PRATICANTE E NÃO APENAS OUVINTE DA PALAVRA (Tg 1.21-25) 2.1 Enxertai-vos da Palavra (21). 2.2 Praticai a Palavra (22-24). 2.3 Persevere ouvindo e agindo (v.25). 3 – A RELIGIÃO PURA E VERDADEIRA (Tg 1.26,27) 3.1 A falsa religiosidade. 3.2 A verdadeira religião (v.27). 3.3 Guardando-se da corrupção (v.27).
  7. 7. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Na lição dessa semana vamos estudar a maneira adequada de o crente usar um instrumento maravilhoso, mas ao mesmo tempo, potencialmente perigoso: a fala. Este assunto está interligado à temática da verdadeira religião que agrada a Deus. O fenômeno da fala é uma das fontes de expressão do pensamento humano, como também é responsável pelo processo de comunicação e de formação da identidade cultural de uma sociedade. As pessoas querem falar às outras àquilo que pensam. O crente, todavia, tem o compromisso de não apenas falar o que pensa, mas agir como propõe o Evangelho.
  8. 8. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Dizendo “se alguém não tropeça em palavra“, Tiago focaliza um pecado especial que o preocupa: a língua solta. A necessidade de controlar a língua era bem conhecida no judaísmo e no cristianismo (Pv 10.19; 21.23; Ec 5.1). Tiago salienta aqui, como o fez em 1.26, a importância de controlar a língua, pois afirma a respeito de quem for capaz de domá-la: esse homem é perfeito, e capaz de refrear todo o corpo. Isto significa que tal pessoa é madura, tem caráter cristão completo (1.4) e, assim, capacitada a enfrentar todas as provações e tentações, e a controlar todos os impulsos maus (1.12-15). Tiago caminha um passo à frente dos rabinos. O controle dos maus impulsos é bom, concordando com o que diz Paulo em 1 Coríntios 9.24-27, mas os impulsos mais difíceis de controlar são os da língua. Provérbios 10.19 “Na multidão de palavras não falta transgressão, mas o que modera os seus lábios é prudente.”
  9. 9. Assembléia de Deus Ministério Shekinah 1. Pronto para ouvir. 2. Tardio para falar. 3. Controle a sua ira.
  10. 10. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Para alguns crentes, a pessoa sábia é a que sempre tem algo a falar. Ouvir é um empreendimento trabalhoso e, por isso, ignorado por muitos. Diferentemente, as Escrituras admoestam-nos a ser prontos para ouvir. No versículo 19, Tiago introduz o seu ensino sobre o "ouvir" e o "falar" destacando a expressão sabei isto. Com essa expressão, ele demonstra a sua preocupação pastoral com os seus leitores. Outro termo no versículo 19 chama-nos a atenção: pronto. No grego, a palavra significa "rápido", "ligeiro" e "veloz". Ali, o escritor sacro incentiva-nos a estar disponíveis a ouvir. É uma atitude que depende de uma disposição e também da decisão em ouvir o outro. A exemplo do profeta Samuel, que desde a sua infância foi ensinado a ouvir a voz divina (1 Sm 3.10; 16.6-13), o povo de Deus deve persistir em escutar os desígnios do Pai, pois nesses últimos dias têm Ele falado através do seu Filho, o Verbo Vivo de Deus (Hb 1.1; cf. Jo 1.1). 1 Samuel 3.10 “Então, veio o SENHOR, e ali esteve, e chamou como das outras vezes: Samuel, Samuel. E disse Samuel: Fala, porque o teu servo ouve.”
  11. 11. Assembléia de Deus Ministério Shekinah A expressão “seja pronto para ouvir” é uma bela maneira de traduzir a ideia de uma audição sábia e ativa. Não devemos simplesmente deixar de falar; devemos estar prontos e dispostos mais para ouvir. Deus não nos impede de falar, mas pede que o façamos de forma coerente e com sabedoria. “o que guarda sua boca conserva a sua alma, mas o que muito abre os lábios tem perturbação” (Pv 13.3). Já diz o adágio popular: “Temos dois ouvidos mas somente uma boca, assim podemos ouvir mais e falar menos”. Portanto, devemos ouvir duas vezes mais do que falar. Muitos de nós bem faríamos em esperar e ouvir mais, e falar menos (Sl 141.3; Pv 10.19; Pv 13.3; Pv 17.28; Pv 29.20) (BARCLAY, sd, p. 66). Salmos 141.3 “Põe, ó SENHOR, uma guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios.” Provérbios 29.20 “Tens visto um homem precipitado nas suas palavras? Maior esperança há de um tolo do que dele.”
  12. 12. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Quem ouve com atenção adquire a rara capacidade de opinar acerca de qualquer assunto. É justamente por isso que a Carta de Tiago exorta-nos a ser tardios para falar (v.19). Uma palavra dita sem pensar, fora de tempo, e sem conhecimento dos fatos, pode provocar verdadeiras tragédias. Quem nunca se arrependeu de ter falado antes de pensar? Diante de Faraó, o imperador do Egito Antigo, o patriarca José aproveitou sabiamente um momento ímpar em sua vida. Antes de responder às perguntas sobre os sonhos do monarca, José as ouviu e refletiu sobre elas. Em seguida, orientado pelo Senhor, respondeu sabiamente Faraó (Gn 41.16). Temos de aprender a refletir sobre o que vamos dizer e falar no tempo certo. Pese bem as palavras, e ore como o rei Davi: "Põe, ó SENHOR, uma guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios" (Sl 141.3).
  13. 13. Assembléia de Deus Ministério Shekinah A língua é um órgão do corpo humano, cuja função principal está relacionada a fala. É em face dessa atribuição que esse membro do corpo aparece na Bíblia como uma poderosa força. Afirma-se que a morte e a vida estão no seu poder (Pv 18.21). Tiago elabora isso quando se refere à língua como indomável e um mal incontido, cheio de veneno mortal (Tg 3.8) e como fogo, um mundo de iniquidade (Tg 3.6). Paulo, por sua vez, refere-se à língua como um instrumento de engano (Rm 3.13), caracterizando o homem não regenerado. Jesus ensinou que os homens terão de prestar contas, finalmente, de sua vida na terra, incluindo “toda palavra frívola que proferirem”(Mt. 12.36). (MERRILL, sd, Vol. 3. p. 933). Quanto ao uso da fala e o uso apropriado da linguagem, podemos ver nos seguintes Salmos (Sl 5.9; 12.2; 15.3; 17.3; 34.12; 35.28; 36.3; 39.9; 55.21; 64.4; 66.17; 73.9; 94.1; 101.5; 109.2; 119.172; 120.3,4; 139.4 e 141.3). O filósofo grego Xenócrates que viveu em 396 - 314 a.C e que acompanhou Platão dizia:“Tenho-me arrependido muitas vezes por ter falado, mas nunca por ter guardado silêncio” (CHAMPLIN, 2004, p. 2501).
  14. 14. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Uma terceira admoestação encontrada no versículo 19 da carta de Tiago expressa o seguinte: tardios para se irar. A ira é um profundo sentimento de ódio e rancor contra a outra pessoa. Uma vez descontrolada, ela não produz a justiça de Deus, mas uma justiça segundo o critério da pessoa que sofreu o dano: a vingança. A Palavra de Deus não proíbe o crente de ficar indignado contra a injustiça (Is 58.1,7; Lc 19.45). Contudo, ao mesmo tempo, a Bíblia estabelece limites para o nosso temperamento não se achar irrefletido, descontrolado, deixando-nos impulsivamente irados (Ef 4.26; Pv 17.27). O cristão, templo do Espírito Santo, tem de levar a sua mente cativa a Cristo (2 Co 10.5) e manifestar o fruto do Santo Espírito: o domínio próprio (Gl 5.22 - ARA). Fuja da aparência do mal. Tenha autocontrole. Efésios 4.26,27 “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. Não deis lugar ao diabo.” Provérbios 17.27 “Retém as suas palavras o que possui o conhecimento, e o homem de entendimento é de precioso espírito.”
  15. 15. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Aquele que ouve mais atentamente entende melhor o seu próximo; entender leva a um falar ponderado e a uma resposta branda que “desvia o furor” O falar impensado, por outro lado, com frequência produz a palavra pesada que “suscita a ira” (Pv 15.1). A ira é um profundo sentimento de ódio e rancor contra a outra pessoa. Uma vez descontrolada, ela não produz a justiça de Deus, mas uma justiça segundo o critério da pessoa que sofreu o dano: a vingança. Vejamos algumas verdades sobre este tema: Podemos dizer que há dois tipos de ira: a justa (Ef 4.26) e a injusta (Ef 4.31). “A única ira que o homem pode ter é uma ira que Cristo sentiu” (Mc 3.5). Esse tipo de ira não é a expressão de uma petulância particular, mas de um ressentimento público contra o comportamento e as ações que levam outros a sofrer sem culpa da pessoa irada” (HARPER, 2008, Vol. 10. pp. 161-162). Em Efésios 4.26 o apóstolo Paulo também instrui sobre a ira que é dada no contexto de uma citação literal do Sl 4.4-a:“Perturbai- vos e não pequeis…” Com essas palavras Paulo lembra, em tom de exortação, a rápida transição da ira para o pecado. À luz da Palavra de Deus aprendemos que o crente deve ser tardio para falar e pronto para ouvir. Por isso, a ira é um sentimento que deve ser controlado pelo crente.
  16. 16. Assembléia de Deus Ministério Shekinah 1. Enxertai-vos da Palavra (21). 2. Praticai a Palavra (22-24). 3. Persevere ouvindo e agindo (v.25).
  17. 17. Assembléia de Deus Ministério Shekinah A Palavra de Deus é o guia maior do crente. E para que a Palavra atinja efetivamente o coração do servo de Deus, este precisa acolhê-la com pureza e sinceridade. Isto é, firmar uma posição radical rejeitando toda a imundícia e a malícia mundana (v.19); recebendo o Evangelho com mansidão e sobriedade. Leia os Evangelhos! Persiga em conhecer a mensagem divina de Cristo Jesus, mas, igualmente, abra o coração para ouvir a voz do Senhor.
  18. 18. Assembléia de Deus Ministério Shekinah O Senhor Jesus disse que o erro provém de não conhecermos as Escrituras nem o poder de Deus (Mt.22:29; Mc.12:24). Assim, para que bem saibamos discernir as circunstâncias que nos cercam em nossa peregrinação terrena, precisamos ter uma vida de meditação na Bíblia Sagrada como também incessantemente buscarmos o poder de Deus, tendo uma vida de oração e de busca das bênçãos espirituais que já nos foram concedidas por Cristo Jesus (Ef.1:3). Quando meditamos nas Escrituras Sagradas e buscamos o poder de Deus entendemos que toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em que não há mudança nem sombra de variação (Tg.1:17). Tiago fala que devemos receber com mansidão a Palavra que em nós foi colocada. Mas antes disso ele diz que é preciso rejeitar toda a imundícia e acúmulo de malícia. O que isso significa? Que além de receber a Palavra de Deus, é preciso rejeitar tudo o que a Palavra de Deus condena. É uma questão de comutatividade (recebo a Palavra de Deus e rejeito o pecado). Nossa tendência é acumular imundícia e malícia por causa de nossa natureza pecaminosa, mas esses dois elementos devem ser substituídos pela Palavra de Deus e seus efeitos em nossas vidas.
  19. 19. Assembléia de Deus Ministério Shekinah O escritor sacro não tem interesse em que o leitor da epístola apenas acolha a Palavra no coração, antes deseja que o crente a pratique (v.22). Não pode haver incoerência entre o que se "diz" e o que se "faz" para quem é discípulo de Jesus. Se amar a Deus e ao próximo são os maiores dos mandamentos, então, devemos porfiar em vivê-los. Quem acolhe a Palavra rejeita tudo o que é imundo, maligno, perverso, injusto, dissimulado, insincero. Não apenas isso, mas igualmente abre a porta do coração para "tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama" (Fp 4.8). Do contrário, seremos identificados com o homem que contempla a própria imagem no espelho e depois se retira esquecendo-se completamente dela. Há pessoas que olham para o Evangelho e ouvem, mas sem memória e perseverança, não dão nenhuma resposta ou sequência ao chamado de Jesus Cristo (vv.23,24). Deus nos livre desse engodo!
  20. 20. Assembléia de Deus Ministério Shekinah A expressão praticantes da palavra significa pôr em prática o que lhes é ordenado, mostrando que tais pessoas são sensíveis para com a Palavra de Deus, devendo ser transformadas por ela, tanto em seu ser como em suas ações. A piedosa anuência aos ensinamentos de Jesus, seguida por ações contraditórias, é um simulacro (Imagem de divindade ou personalidade pagã; ídolo, efígie) da vida cristã, algo que os profetas condenaram sem reservas. (Ver Os 6:6 e Mt 9:13). Conforme o ponto de vista judaico, o praticante da palavra era praticante da lei. Conforme o ponto de vista cristão, a Palavra se tornou o evangelho. O evangelho exige fé, ou seja, temos de entregar nossas almas aos cuidados de Cristo, a fim de sermos transformados segundo a sua imagem. Essa transformação dá início ao ser moral, pois deveremos assumir a natureza moral de Cristo, e, desse modo, chegaremos a participar da mesma santidade que Deus tem. Esse conceito é anotado em Mt 5:48; Rm 3:21 e Hb 12:14. Tudo isso está envolvido na prática da palavra, o que faz a mensagem cristã tornar-se eficaz em nossas vidas. Segundo se lê em Lc 11:28, «Antes bem-aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam!»
  21. 21. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Tiago conclui este ponto da epístola da seguinte maneira: Quem é cuidadoso para com a lei, nela persevera; não apenas ouvindo-a negligentemente, mas praticando-a zelosamente. Felicidade plena em tudo é a promessa para quem ousa viver o Evangelho cônscio das implicações espirituais e das consequências materiais. Alguém, um dia, disse que os evangélicos são poderosos no discurso, mas fracos na prática do mesmo discurso. Falamos, mas não vivemos! Precisamos analisar nossa vida em amor e sinceridade. Entremos na presença de Deus com o rosto descoberto, coração rasgado e alma despida. No tempo em que vivemos não dá para passar despercebidos na dissimulação, ou seja, fingindo ser algo que na verdade não somos.
  22. 22. Assembléia de Deus Ministério Shekinah «…ouvintes…» Temos aqui uma alusão à prática da leitura das Escrituras, na sinagoga, mais tarde praticada também na igreja cristã. Poucas pessoas possuíam cópias manuscritas, e menor número ainda sabia ler. Quase todo o «aprendizado da Bíblia» era efetuado pelo ouvir a leitura das Escrituras. Os judeus tomavam sua Torah (as Escrituras do A.T. e seus comentários) a sério. Criam que Deus lhes fizera tal revelação, tornando-os privilegiados acima de outros povos. Portanto, a leitura da Torah, na sinagoga, era uma prática solene, que se esperava servir de fator transformador das vidas dos ouvintes. O próprio Senhor Jesus se ocupou dessa prática, na sinagoga. (Ver Mt 5:17,18; 7:12; 12:5; 19:17; 23:3; Lc 4:21; 10:26 e 16:17,29). Cristo sempre mostrou ter as Escrituras Sagradas no mais alto conceito. Mateus 5.17 “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim abirogar, mas cumprir.” O crente deve encher-se da Palavra, praticar a Palavra e perseverar na Palavra.
  23. 23. Assembléia de Deus Ministério Shekinah 1. A falsa religiosidade. 2. A verdadeira religião (v.27). 3. Guardando-se da corrupção (v.27).
  24. 24. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Apesar de algumas pessoas se considerarem religiosas por frequentarem um templo, as Escrituras revelam o significado da verdadeira religião. Ela reprova todo o ativismo religioso feito em "nome de Deus", mas em detrimento do próximo. Aqui, a língua do crente tem um papel importante. Tiago diz que é possível enganar o próprio coração quando deixamos de refrear a nossa língua. Ora, o coração é a sede dos desejos, dos sentimentos e das vontades. E a boca só fala daquilo que o coração está cheio (Mt 12.34). É incompatível com o Evangelho, viver a graça de Deus sem mergulhar no Reino dEle. Quem não se entrega inteiramente ao Senhor pratica uma religião vã e falsa. Não podemos ser como a pessoa capaz de fazer uma belíssima oração por um faminto, e depois despedi-lo sem lhe dar um único grão de arroz. Significado de Religiosidade Reunião das virtudes religiosas; preceitos éticos de caráter religioso.
  25. 25. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Tg 1.26: Se alguém cuida ser religioso... Noutras palavras, será que determinado crente se julga um bom cristão, muito piedoso? A ênfase está no desempenho religioso, e provavelmente inclui atos de culto como a oração, o jejum e o dízimo. Tiago não condena tais atividades, mas acrescenta o seguinte:e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a sua religião é vã. Noutras palavras, as práticas religiosas são ótimas, mas, se não vierem acompanhadas de um modo de viver ético, nada valem, são menos do que inúteis, porque se (Tiago 1.1-27) transformam em autoenganos. O interesse específico de Tiago é o controle da língua, que é sua maneira de referir-se ao controle do palavrório irado, das explosões de raiva, da crítica ferina e das queixas (cf. 1.19; 3.1,13; 4.11-12; e 5.9). O criticismo, o julgamento e o queixume impiedosos revelam corações ainda não submetidos ao mandamento de Cristo. Trata-se de pessoas cujas práticas religiosas exteriores, conquanto cristãs, são tão salvíficas quanto a idolatria (isto é, nulas), recebendo ainda a alcunha de práticas vãs nas Escrituras (Atos 14.15; 1 Coríntios 3.20; 1 Pedro 1.18). Tiago, à semelhança de Jesus (Marcos 12.28-34; João 13.34) e os profetas (Oséias 6.6; Isaías 1.1-10; Jeremias 7.21- 28), desmascaram sem piedade esse autoengano.
  26. 26. Assembléia de Deus Ministério Shekinah A religião pura, santa e imaculada, de acordo com o autor sacro, é suprir a necessidade do próximo: "Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações". O problema hoje é que a nossa atenção, quase sempre, está voltada para o prazer pessoal. Temos os olhos fechados para os necessitados que na maioria das vezes cultuam a Deus, assentados, ao nosso lado. Lembremo-nos da vida de Jesus Cristo! Ele não apenas olhou para os marginalizados, mas foi até eles e os acolheu em amor (Mt 25.35-45). A religião que agrada a Deus é aquela cujos discípulos professam e bendizem o seu nome, visitando e acolhendo os necessitados nas aflições. Mateus 25.35,36 “porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.”
  27. 27. Assembléia de Deus Ministério Shekinah O Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal traz o seguinte sobre o texto de Tiago 1.27: “De uma religião que é capaz de argumentar facilmente a favor de qualquer comportamento, Tiago agora se volta para um relacionamento no qual Deus pode ditar os termos de comportamento - a religião pura e imaculada. Tiago explica a religião em termos de um serviço prático e de pureza pessoal. Os rituais realizados com reverência não são errados; mas, se uma pessoa se recusa a obedecer a Deus na sua vida diária, a sua “religião” não é aceita por Deus. A religião pura e imaculada não é a observância perfeita de regras; na verdade, é um espírito que se infiltra nos nossos corações e nas nossas vidas (Lv 19.18; Is 1.16,17). Assim como Jesus, Tiago explica a religião em termos de uma fé interior vital, que se expressa na nossa vida cotidiana. O nosso comportamento deve estar de acordo com a nossa fé (1 Co 5.8). Órfãos e viúvas são frequentemente mencionados nas preocupações da igreja primitiva, porque eles eram os mais obviamente “pobres” na Israel do século I. As viúvas, por não terem acesso às heranças na sociedade judaica, estavam praticamente à margem da sociedade. Por esta razão, Paulo teve que organizar um procedimento completo a respeito das viúvas em suas próprias igrejas, como se vê em 1 Timóteo 5.
  28. 28. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Além de recomendar a obrigatoriedade de visitarmos os órfãos e as viúvas, a Epístola de Tiago menciona outro aspecto da verdadeira religião: guardar-se da corrupção do mundo. A religião falsa está mergulhada no egoísmo, na corrupção e nos interesses maléficos do sistema pecaminoso. A igreja deve manter-se longe da corrupção. Estamos no mundo, mas não fazemos parte do seu sistema! O Evangelho nada tem com os seus valores e preceitos.
  29. 29. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Não devemos nos adaptar ao sistema de valores do mundo, baseado no dinheiro, no poder, e no prazer. A verdadeira fé não significa nada se estivermos contaminados com estes valores. Tiago estava simplesmente ecoando as palavras do Senhor Jesus em sua oração que é chamada “oração sumo sacerdotal” (Jo 17), em que Jesus enfatizou que estava enviando os seus discípulos ao mundo, mas esperando que eles não fossem do mundo. A medida que nos colocamos à disposição para servir a Cristo no mundo, precisamos nos colocar continuamente sob a proteção desta oração. A oração afirma duas coisas importantes: (1) nós permanecemos no mundo porque este é o local onde Cristo quer que estejamos; e (2) nós teremos a proteção de Deus. O guardar-se incontaminado do mundo significa evitar que pensemos e ajamos de acordo com o sistema de valores da sociedade que nos cerca. Tal sociedade reflete amplamente crenças e práticas contrárias à Palavra de Deus, ativamente anticristãs. O cristão que vive “no mundo” corre o constante perigo de ter sobre si a mácula do sistema. A verdadeira religião está em olharmos para o necessitado, irmos até ele e acolhê-lo.
  30. 30. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Subsídio Histórico-Cultural "Se alguém é ouvinte da palavra e não cumpridor, é semelhante ao varão que contempla ao espelho o seu rosto natural; porque se contempla a si mesmo, e foi-se, e logo se esqueceu de como era (1.23,24). O verbo traduzido como 'contempla' é katanoounti, que indica 'um escrutínio atento'. Esta pequena alegoria descreve uma pessoa que encontra um espelho e olha intensamente para si mesma. A alegoria depende de uma questão simples. Por que as pessoas olham-se no espelho? Embora alguns possam simplesmente desejar admirar-se, na maioria dos casos nós olhamos no espelho para guiar nossos atos. Como devo pentear o meu cabelo? Meu rosto está sujo? E nós agimos com base no que vemos. Mas o que acontece se olharmos com atenção, e nos afastarmos, simplesmente esquecendo a sujeira em nosso rosto, ou aquela mecha que fica em pé de maneira tão selvagem? Então o espelho terá provado ser totalmente irrelevante e nosso exame completamente sem significado. Da mesma maneira, Tiago argumenta que olhar para a Palavra de Deus e não agir de acordo com o que vemos ali significa que o que encontramos nas Escrituras não tem significado para nós. Não é a pessoa que conhece o que diz a Bíblia que é abençoada, mas sim a pessoa que faz o que a Bíblia diz (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.514).
  31. 31. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Subsídio Teológico "A Religião Pura e Imaculada (1.26,27). Fazendo eco com seu conselho anterior de ser 'tardio no falar' (1.19), e antecipando discussões mais detalhadas do discurso humano que aparecerão posteriormente (3.2-12; 4.11-16), Tiago revela, nesse ponto, que um dos sinais para se saber se o comportamento religioso de alguém é ou não agradável a Deus, é a capacidade de 'manter a língua sob rédeas curtas'. Nesse conselho ele inclui a proibição contra discursos vulgares ou mal intencionados, porém os dois exemplos de discurso impróprio, colocados imediatamente após essa declaração, ilustram outras ofensas da linguagem humana que devem ser refreadas pelos cristãos.Os crentes devem estar seguros de que suas palavras e suas ações sejam consistentes umas com as outras. Tiago ilustra esse problema, ao lembrar a seus leitores que já ofenderam a honra das pessoas que estão a seu lado, e que também acreditam que Deus está especialmente preocupado com o uso de uma linguagem que mostre favoritismo dentro da comunidade da fé, o que destrói a unidade da vontade de Deus (2.1-5). O discurso humano tanto pode ser usado como sinal dos cuidados de uma piedade religiosa como serve até de pretexto para a falta da prática daqueles atos que Deus poderia desejar (2.15,16).
  32. 32. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Subsídio Teológico ... Assim, os crentes deveriam falar apenas daquilo que estão desejosos de colocar em prática: devem 'praticar o que pregam', e não cair em 'vazios religiosos'. Uma pessoa que não controla sua língua, seu modo de falar, engana a si próprio, e sua religião não serve para nada (v.26). [...] Aos olhos de Deus, uma religião pura e imaculada tem tanto a ver com o que fazemos como com o que deixamos de fazer. Em parte por ter suas raízes nos movimentos de renovação da santidade, em parte por causa de sua rejeição ao 'movimento do evangelho social' do início do século vinte, os pentecostais foram rápidos em realçar a santidade das pessoas e lentos ao se pronunciar a respeito da responsabilidade social. Tiago nos lembra que isso não é uma questão de 'fazer isto ou aquilo' mas de fazer 'tanto isto como aquilo'" (STRONSTAD, Roger; ARRINGTON, French L. (Eds.) Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 4.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, pp.1669,70).
  33. 33. Assembléia de Deus Ministério Shekinah Revista CPAD Nessa semana aprendemos sobre o cuidado que devemos ter com o ouvir e o falar. Estudamos também acerca da religião pura e imaculada que alegra a Deus: visitar os órfãos e as viúvas nas tribulações e guardarmo-nos da corrupção do mundo. Que os nossos ouvidos estejam prontos para ouvir, a nossa língua para falar sabiamente e a nossa vida para praticar tudo quanto aprendemos do Evangelho. Embora estejamos em um mundo turbulento, devemos exalar o bom perfume de Cristo por onde formos (2 Co 2.15).
  34. 34. Assembléia de Deus Ministério Shekinah 1. Tiago introduz o seu ensino sobre o "ouvir" e o "falar" destacando a expressão "sabei isto". O que ele deseja demonstrar com essa expressão? R. Com essa expressão, ele demonstra a sua preocupação pastoral com os seus leitores. 2. Segundo a lição, o que é ira? R. A ira é um profundo sentimento de ódio e rancor contra a outra pessoa. 3. Qual é o guia maior do crente? R. A Palavra de Deus. 4. O que ocorre quando não nos entregamos inteiramente ao Senhor? R. Quem não se entrega inteiramente ao Senhor pratica uma religião vã e falsa. 5. Segundo a lição, qual é a religião que agrada a Deus? R. A religião que agrada a Deus é aquela cujos discípulos professam e bendizem o seu nome, visitando e acolhendo os necessitados nas suas aflições.

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